• Paulo Vinicius

Resenha: "The Big Book of Science Fiction" organizado por Jeff e Ann Vandermeer (Parte 7)

Atualizado: 6 de Jul de 2019

Continuamos nossa longa jornada pelos contos escritos do século XX. Nesta sétima parte vemos um aumento das discussões de cunho social. Autores como Samuel R. Delaney, Ursula K. Le Guin e Stanislaw Lem.

Mais uma parte desta resenha desta incrível coletânea e aqui temos contos sensacionais. Querem ver:


1 - "Aye, and Gomorrah" (de Samuel R. Delany) - 1967

2 - "The Hall of Machines" (de Langdon Jones) - 1968

3 - "Soft Clocks" (de Yoshio Aramaki) - 1968

4 - "Three from Moderan" (de David R. Bunch) - 1971

5 - "Let us Save the Universe (An Open Letter from Ijon Tichy)" (de Stanislaw Lem) - 1971

6 - "Vaster than Empires and More Slow" (de Ursula K. Le Guin) - 1971


Seguem as resenhas:


1 - "Aye, and Gomorrah"


Autor: Samuel R. Delany Avaliação:

Publicado originalmente em 1967




Quando vi que este conto estava incluído na coletânea eu fiquei muito animado. Aye, and Gomorrah aparece em muitas listas de melhores do século XX. Hoje eu consigo entender o motivo apesar de que eu esperava um pouco mais (talvez a expectativa tenha sido alta demais). Nos dias atuais, a nossa sociedade é um pouco mais aberta às discussões do gênero do que era durante a publicação deste conto. Muito antes de haver uma literatura especificamente queer, houve o Grande Mestre Delany. Só de saber que ele foi professor de dois dos autores que eu tenho muito respeito que são a Octavia E. Butler e o Kim Stanley Robinson já dá arrepios na espinha. Meus caros, pegar qualquer coisa escrita pelo autor, é saber que você vai se deparar com algo diferente da norma.

Já solto minha recomendação agora. Conto recomendadíssimo principalmente pela escrita do autor. Delany consegue ser seco aonde precisa e poético em outros momentos. O autor trabalha com as emoções do leitor. Ele subverte a temática da exploração espacial para analisar as maneiras como determinadas certezas estão apenas em nossas cabeças. A narrativa é em primeira pessoa e ela é narrada por um protagonista que é uma espécie de homem espacial. Um ser humano modificado geneticamente para sobreviver aos rigores e à radiação do espaço. Para isso eles perderam os seus órgãos genitais que de nada servem mais. Nesse ponto eu não entendi se eles não tem as genitálias ou se estas são apenas obsoletas. Não ficou muito claro. O grupo do protagonista retorna à Terra e eles estão dando uma passada rápida em algumas cidades antes de retomarem as suas atividades. Além de não possuírem órgãos genitais, eles foram submetidos a tratamentos que fazem com que não ocorra a puberdade entre eles, gerando seres andróginos dos quais não sabemos identificar o verdadeiro sexo dos mesmos. Por conta de sua esterilidade, eles também não são "excitáveis". Ao redor desses homens espaciais surgiu toda uma subcultura de frelks, homens e mulheres que possuem fetiches e taras com estes seres. Vemos toda uma indústria que prostitui estes homens espaciais a preços altíssimos.

Sim, meus caros, estamos diante de um conto bem estranho. Mas, facilmente compreensível. Nas primeiras páginas vamos sentir um pouco de dificuldade para nos assentarmos na escrita do autor, mas dali a cinco páginas já conseguiremos entender do que se trata a história. A ânsia dos frelks por possuir os spacers chega a ser desagradável. Porque os spacers se parecem mais com crianças de rostos muito delicados. O que pode ter perturbado os críticos na época é que Delany não apenas trata a sexualidade de uma maneira crua, como ele toca na ferida das perversões. Qualquer leitor vai conseguir ligar os pontos e relacionar a narrativa a um pedófilo ou a qualquer outro tipo de tarado sexual. O encontro entre a mulher e o protagonista versa justamente dessa incompreensão dela mesma quanto a seus impulsos de possuir o protagonista. E este sequer dá muita importância a isso; ele enxerga a tara da mulher até com uma certa curiosidade infantil. Nesse sentido a escrita sólida de Delany alterna entre o ingênuo do spacer e a voracidade do desejo da mulher.

Aos autores que estiverem desejando estudar escrita e narrativa este conto é essencial. Delany consegue contar uma narrativa em primeira pessoa em que o protagonista possui uma personalidade marcante. Não é uma primeira pessoa chata, mas uma história contada a partir dos olhos de alguém que deseja entender o porquê daquilo estar acontecendo. As conclusões às quais ele chega parecem cruas e azedas já que ele não é capaz de conceber a noção de tesão ou excitação. Não faz parte do seu organismo.


2 - "The Hall of Machines"


Autor: Langdon Jones Avaliação:

Publicado originalmente em 1968




Este é um daqueles contos de vanguarda que dificilmente irá agradar a todos. Achei a proposta legal, mas o eu leitor não conseguiu captar exatamente qual é o objetivo da história. Langdon Jones é um dos autores da chamada New Wave, movimento que tomou toda a década de 1960 e nos apresentou histórias bem diferentes do padrão. Philip K.Dick é um autor que pode ser facilmente associado a esse movimento principalmente em seus contos mais trippy como Ubik ou Valis.

Não se trata exatamente de uma história. É a visita do protagonista e de sua esposa ao Salão das Máquinas onde existem várias salas representando tipos diferentes de máquinas. Só que podemos associar essas máquinas a alguns processos e situações pelas quais o homem passa. Por exemplo, o salão das máquinas de morte em que mostram a preocupação do homem com a morte em suas várias vertentes como a guerra, a velhice ou o assassinato. Temos uma máquina que mostra uma visão absolutamente bizarra sobre a concepção. A primeira sala deixa a entender a obsessão do homem pela busca de suas origens, representado na água primordial.

É uma história profundamente calcada em simbolismos e se você perde algum deles todo o sentido daquela sala em particular se perde. Por isso, é necessário ler alguns trechos mais de uma vez. Temos uma espécie de relato no começo e um tipo de conclusão ao final dando uma ideia de algo científico que está sendo feito. Embora o protagonista diga que o Salão das Máquinas pode ser enxergado de diferentes maneiras por diferentes indivíduos. Podemos tirar desse trecho que o significado do que é ser humano é entendido de múltiplas formas por estudiosos de várias áreas: filósofos, teólogos, biólogos, sociólogos. O homem pode ser uma criatura infinita em sua essência ou um ser limitado por processos orgânicos. E isso interfere na noção de Salão das Máquinas: pode ser um lugar pequeno ou um labirinto.

O que eu posso dizer é que apesar de ser um conto pequeno ele é bem complexo e repleto de significados. Sua linguagem não é das mais acessíveis e eu só recomendo àqueles leitores que curtem um bom desafio linguístico. Esta história certamente pode ser relacionada a uma cebola com múltiplas camadas. Não é uma história recomendada a todos, mas certamente é desafiadora.

3 - "Soft Clocks"


Autor: Yoshio Aramaki Avaliação:

Publicado originalmente em 1968




Imagine uma colônia em Marte aonde as pessoas se vestem como obras de Salvador Dali. Literalmente. Inspirados em pinturas. O protagonista é um psicólogo comportamental enviado para traçar os perfis de possíveis candidatos a se casar com Vivi, filha de DALI de Marte, um figurão da colônia. Mas, Vivi se relacionou com muitas pessoas inclusive com nosso protagonista e despertou a paixão inclusive do doutor Isherwood, um gênio da engenharia. Só que Vivi é tecnófoba; tem pavor de tecnologia. Isherwood inventa um relógio formado de uma substância extremamente maleável e deseja dar de presente para Vivi. Mas, tudo vai por água abaixo quando DALI come (literalmente) o relógio.

Vamos dar dois passinhos para trás antes de falar desse conto. Este e o próximo conto são fruto do final da década de 1960 quando a New Wave tomava conta das ideias dos escritores de ficção científica. E estamos diante de um desses exemplos. Antes de mais nada existe uma trama intrínseca na história de asco em relação aos desenvolvimentos tecnológicos. A personagem Vivi representava um pouco da cultura da época de crítica à ciência desenfreada, prejudicial à essência do ser humano. Vamos ver até no final como DALI perde sua essência diante da tecnologia e ele precisa encarar o seu oposto para que haja um equilíbrio. Não sei se Aramaki teve algum contato com o pensamento da época (ele é oriental escrevendo sobre suas influências ocidentais... a transposição é bem complicada), mas o que eu percebo é que isso está colocado nos mais mínimos detalhes: o relógio mole, a cultura voltada para a apreciação. 

E é partir dessa última frase que eu falo da segunda grande característica do conto: a maioria das pessoas com quem o protagonista se relaciona possuem uma postura extremamente blasé. Pouco se importam para o que está acontecendo ao redor, e apenas estão curtindo a arte e a capacidade de se transformarem em seres saídos de pinturas. Não fui capaz de identificar ninguém presente ali que fosse ligado ao "mundo material". Aliás, o ato de devorar o material também é uma metáfora hippie. A narrativa em primeira pessoa é bem construída e não me incomodou nem um pouco. O autor teve até tempo de desenvolver a relação do protagonista com Vivi e deixá-lo em dúvida quanto a seus sentimentos. Existe até uma insinuação de incesto na relação entre o pai de Vivi e ela.

Vale a pena conhecer o trabalho de Aramaki até porque tivemos pouco contato com clássicos da ficção científica japonesa. Apesar de fortemente inspirado por autores da época, somos capazes de enxergar elementos particulares na escrita do autor.


4 - "Three from Moderan"


Autor: David R. Bunch Avaliação:

Publicado originalmente em 1971




Mais um conto inspirado na New Wave, mas este consegue ser ainda mais surrealista do que o anterior. Bunch me parece ter sido fortemente inspirado na obra de Philip K. Dick até mesmo na forma de composição da narrativa. A gente é capaz de perceber vários dos tiques do autor presentes na trama. Há também uma forte preocupação com questões como o conformismo com o status quo, com a mudança climática e com o belicismo.

Three from Moderan é uma narrativa em três subseções que apresentam o protagonista em três cenas diferentes: na primeira ele acaba de chegar até um local onde será feita uma mudança nele, na segunda ele está sendo enviado até um local para assumir a autoridade e a posse e no terceiro ele demonstra o seu poder diante dos seres inferiores. A história se passa em um futuro onde o planeta inteiro foi coberto de plástico após uma catástrofe ambiental que destruiu o solo. Vemos que os sobreviventes se tornaram seres mecanizados que perderam completamente o contato com suas naturezas humanas e agora vivem uma vida estranha onde não são capazes de entender como a Terra era no passado. As mudanças que se sucedem no protagonista acabam modificando-o e o transformando em outro tipo de pessoa que acaba subjugando os seus inferiores.

Antes de mais nada é preciso destacar o tema da preocupação com o futuro da Terra. Este é um tema que se tornou muito frequente nos escritos de homens como o próprio Bunch, mas também Dick, Walter Miller Jr, Pat Cadigan. O medo da devastação nuclear era iminente. Por essa razão a New Wave faz toda uma crítica em cima da postura suicida do homem em relação ao planeta. Era feita uma crítica forte à postura americana e soviética de colocar o destino do mundo ao aperto de um botão. Portanto, boa parte das obras da New Wave vão procurar mostrar seja de uma maneira séria e melancólica, seja através da ironia o que o homem é capaz de fazer com tanto poder bélico. Percebam o padrão da crítica de Bunch ao cobrir o mundo com plástico para que o homem não possa mais ferir o planeta. É uma imagem poderosa, ilustrando que o homem é tão pernicioso ao meio ambiente que ele perdeu o direito sequer a encostar nele.

Emendando o debate, o terceiro trecho nos mostra a banalidade das disputas armamentistas entre EUA e URSS. Isso é feito com o prazer tolo do protagonista (narrativa em primeira pessoa também) em destruir as outras fortalezas. Aqui estamos diante do destruir pelo destruir. Ele quer acabar com o tédio jogando bombas nos seres inferiores ou criando disputas bélicas com as outras cidades. Não existe nenhum objetivo maior além da diversão. Vidas se tornam brinquedos. O diálogo do protagonista com o ser diante dele demonstra justamente isso. "Sou superior, logo tenho o direito de escolher se desejo destruí-lo ou não".

Por último também temos um trecho onde um personagem debate com o protagonista se ele se conforma com o que lhe foi imposto. Cabe ao ser humano se revoltar caso ele não concorde com o estado das coisas. Não podemos nos tornar seres que apenas seguem a manada cegamente. A criatura comenta com o protagonista que ele deve descobrir qual é o seu papel no mundo e lutar por aquilo em que acredita. Que mesmo diante de um mundo sem esperanças, ele deve criar o seu espaço, construir sua individualidade. Essa também é outra ideia da época: lutar por seus ideais. Ser capaz de tomar as ruas expor seus anseios.

É um conto difícil de ser lido, no qual o leitor vai ficar perdido em boa parte dele. Para quem é fã de Philip K. Dick, curte a cultura hippie ou quer ler algo que saia do lugar comum, este conto é fortemente indicado para você.

5 - "Let Us Save the Universe (An Open Letter from Ijon Tichy)"


Autor: Stanislaw Lem Avaliação:

Publicado originalmente em 1971




Muitos conhecem Stanislaw Lem por conta de Solaris que se tornou um livro icônico no século XX. Mas, Lem tem várias outras obras e contos marcantes. A série cujo protagonista é Ijon Tichy marcou uma carreira de histórias cujo destaque é o humor. Pelo que eu vi em Let Us Save the Universe posso dizer com absoluta certeza que quero ler mais desse personagem.

Temos aqui um conto em que Ijon escreve uma espécie de carta de despedida passando por todos os lugares onde viveu suas aventuras e percebendo como o universo modificou. Algumas coisas não estão mais em seus lugares, outras desapareceram e mais algumas deram lugar a modernidades. É quase um testamento da passagem dos tempos e de o quanto não somos capazes de superar o tempo. Apesar de muito engraçado em vários trechos: ele reclama de que as pessoas passaram a cuspir no espaço e que o cuspe estaria provocando uma série de acidentes já que ele se transformava em pedras de gelo. Nonsense até o limite. Entretanto, fica aquela sensação de melancolia e de aventura que chegou ao fim.

O humor é o maior destaque nessa história. Não temos um trama ambiciosa, nem nada do tipo. Entretanto, o autor consegue fazer a gente rir de repente de coisas completamente absurdas. Lembro de rir alto enquanto me recuperava de uma passagem anterior. E o autor tem todo o cuidado de não testar a inteligência do autor, sempre colocando situações nonsense porém respeitando o ritmo que ele impôs à narrativa. Não fica atrás de outros autores que se destacam pela ironia e o bom humor como Douglas Adams e Terry Pratchett. Aliás, essa história do Lem me lembrou muito passagens de Discworld. Talvez uma das inspirações para o nosso querido mestre de Discworld tenha sido nas aventuras de Ijon Tichy.

Enfim, estamos diante de um conto rápido e extremamente divertido que vai fazer você querer conhecer mais sobre o autor. Deixe Solaris um pouco de lado e venha se divertir com esse curioso explorador do espaço e viver as mais loucas aventuras ao mesmo tempo em que conhece raças alienígenas exóticas.


6 - "Vaster than Empires and more Slow"


Autora: Ursula K. Le Guin Avaliação:

Publicado originalmente em 1971




Não é nenhuma novidade o fato de eu ser fã de carteirinha da Ursula K. Le Guin. Tive o prazer de ler A Mão Esquerda da Escuridão que foi o meu primeiro contato com suas obras. Um cenário instigante, personagens marcantes (como Estraven) e tramas absolutamente criativas. E em Vaster than Empires and More Slow eu sou levado de volta ao ciclo Hainish (do qual A Mão Esquerda faz parte) e sou colocado junto de uma tripulação marcada por personagens diferentes e que possuem cada um alguma peculiaridade. Tomiko é a capitã da tripulação e sendo uma asiática e uma das terráqueas a bordo ela sofre com o peso da liderança; Olleroo é uma Beldene e possui sua sexualidade aflorada ao mesmo tempo em que é uma das mais vulneráveis emocionalmente; Porlock é o Cientista que estuda química e geologia e não entende o motivo de um louco como Osden estar a bordo; Mannon veio do planeta Hain e sua mente vive números; Osden é um empata, um ser capaz de ler as emoções de outras pessoas. Mas, por conta de sua habilidade ele não consegue se relacionar com ninguém. Estamos diante de um empata que detesta os sentimentos de outras pessoas que o assolam diariamente com suas sensações. Esses investigadores foram enviados a um planeta que está sendo cotado para fazer parte da Federação Hain, mas do qual sabe-se pouca informação. E a floresta que preenche o planeta parece esconder perigos inomináveis.

Le Guin é uma mestra em desenvolver personagens. Ela consegue fazer com que várias passagens do conto (que está mais para novelleta) se passem dentro da nave Gum. Pode parecer chato ver personagens conversando e tendo suas ações descritas, mas ela consegue tornar as interações algo que o leitor vai querer entender melhor. Osden funciona como o foco de raiva dos outros integrantes da tripulação, mas os outros personagens não ficam atrás, principalmente Eskwana, Tomiko e Olleroo. Eskwana é outra das cientistas matemáticas a bordo, mas a relação dela com Osden é totalmente explosiva a ponto de ela precisar dormir várias horas ao dia por conta do terror que é a presença do personagem ao redor.

A empatia e o mau humor de Osden consegue afetar tudo e a todos ao seu redor. Portanto, ele não é capaz de viver em sociedade porque as pessoas o incomodam. Ele prefere ficar cercado de vida animal. É curioso pensar na dicotomia viver isolado e viver coletivamente que é proposto pela narrativa. Percebemos o medo que Osden tem de tentar entender o que as pessoas pensam a respeito dele. Para não ficar completamente insano ele decide ser hostil com todos. É o seu mecanismo de auto-defesa. Mas, diante de um ser que valoriza a integração e a coletividade ele se vê diante de um medo mortal. Ter que ser honesto e explicar seus sentimentos é algo assustador para o personagem.

Outro tema marcante na história é o medo. O medo é capaz de matar? Como o medo é interpretado pelo nosso organismo? Diante de algo que não pode ser explicado os tripulantes da Gum se veem diante do medo do desconhecido. Nada do que eles presenciam ali se enquadra em qualquer tipo de classificação. Os terráqueos ficam com medo da morte, de serem atacados por uma criatura selvagem. Curioso como o medo que mais assola a ala terrestre da nave é o de não sobreviver em um planeta hostil. Já Tomiko acaba tendo que lidar com o medo da escolha; por ser capitã ela é responsável pela vida de todos aqueles sob sua tutela. E uma de suas decisões irá assombrá-la.

Este é um conto muito bem escrito, em terceira pessoa, com toda a qualidade que já estamos acostumados da autora. Ela consegue tratar muito bem os personagens, mesmo em um espaço curto de uma novelleta, conseguindo distingui-lo e caracterizá-los o suficiente para que o leitor seja capaz de entendê-los como indivíduos. Apesar de ser parte do mundo Hainish, o leitor não é obrigado a conhecer outras histórias que se passam nesse universo. Vale a pena para entender como tratar adequadamente o psicológico dos personagens em sua história.

Ficha Técnica:

Nome: The Big Book of Science Fiction Organizado por Jeff Vandermeer e Ann Vandermeer Editora: Vintage Ano de Publicação: 2016


Outras Partes:

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6

Parte 8

Parte 9


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