• Paulo Vinicius

Resenha: "The Big Book of Science Fiction" organizado por Jeff e Ann Vandermeer (Parte 4)

Atualizado: 6 de Jul de 2019

Nessa quarta parte das nossas resenhas sobre esta incrível coletânea organizada pelo casal Vandermeer, vamos nos deparar com um conto de Isaac Asimov e outros da década de 1960. Um período incrível da ficção científica no mundo.

Nesta quarta parte estão os seguintes contos:


1 - "The Game of Rat and Dragon" (de Cordwainer Smith) - 1955

2 - "The Last Question" (de Isaac Asimov) - 1956

3 - "Stranger Station" (de Damon Knight) - 1956

4 - "The Visitors" (de Arkady e Boris Strugatsky) - publicado em inglês em 1984

5 - "Pelt" (de Carol Emshwiller) - 1958

6 - "The Monster" (de Gérard Klein) - 1958


Vamos às resenhas:


1 - "The Game of Rat and Dragon"


Autor: Cordwainer Smith Avaliação:

Publicado originalmente em 1955




Quando eu vi que este conto fazia parte da coletânea fiquei muito animado primeiro porque este conto sempre está presente entre os melhores do século XX. O autor é conhecido por ser o mestre dos contos curtos. Este conto pertence ao chamado Instrumentality Universe formado por vários contos publicados ao longo de várias décadas.

Antes de mais nada, como encaixar este conto em algum subgênero da ficção científica? Tem elementos militares, mas não é militar. Tem exploração planetária, mas não é ficção científica hard. Tem elementos sociológicos, mas não é ficção especulativa. Então façamos o seguinte: deixemos Cordwainer em seu pequeno cantinho do universo. A escrita dele é muito boa e concisa, sendo explicativa onde precisa ser e objetiva na maior parte do tempo. A narrativa é em terceira pessoa a partir da perspectiva de Underhill, um homem incumbido de apoiar naves espaciais em territórios distantes do universo. Durante as viagens, existem criaturas chamadas dragões (uma maneira de entendê-los pela mente dos homens) que precisam ser afastadas com o uso de telecinese. Só que como estas criaturas são muito velozes, estes homens recebem o apoio de gatos telepatas que compartilham a mente com os seus parceiros. Recebendo a indicação de seus parceiros, gato e homem disparam bombas de luz em direção aos dragões, fazendo com que eles se dissolvam no espaço.

Achou maluca a história? E se eu te disser que, por incrível que pareça, a construção de mundo é simples e totalmente compreensível. Cordwainer Smith espalha as informações sutilmente no começo da história e logo o leitor se familiariza com tudo o que acontece. Existem várias pontas que ele deixa soltas no conto de forma a explorar em outros momentos, mas em nenhum momento me senti perdido e pude me focar nas aventuras daquelas pessoas e gatos. A própria composição do universo e os obstáculos que eles precisam ultrapassar são muito interessantes e o autor tem uma imaginação que é de deixar qualquer um pensando: "como foi que ele pensou nisso?".

Mesmo sendo um conto curto o autor consegue explorar muito bem os personagens e suas motivações. O fato de atuar como alguém responsável por lidar com seres tão poderosos faz com que a vida útil tanto de gatos como de homens seja extremamente curta. Esse problema é colocado bem realisticamente na história e causa momentos de tensão e drama. Isto porque eles precisam pensar em quantas missões eles poderão se envolver e não são muitas. A ligação entre eles é bem explorada também e vamos percebendo o quanto manter uma conexão mental com gatos faz com que os parceiros mudem a sua opinião quanto a seus pares. Principalmente ao ver que os gatos tem algumas ações humanizadas e vice-versa. O final então é extremamente curioso.

Existem bons momentos de ação e acho que o pessoal que gosta de uma space opera vai curtir. Apesar de ser um momento breve compensa a história que demora um pouco a ganhar fôlego. Minha crítica fica nesse sentido porque o autor passa muito tempo fazendo construção de mundo e desenvolvendo personagens. Isso pode incomodar um pouco. Mas, recomendo bastante a história. Vale a pena conhecer a escrita maluca do autor. É, no mínimo, uma experiência única.


2 - "The Last Question"


Autor: Isaac Asimov Avaliação:

Publicado originalmente em 1956




Asimov não é um dos maiores autores de ficção científica do século XX à toa. Suas histórias vibram com altas ideias e conceitos inacreditáveis. A maneira como ele foi capaz de prever inúmeros desenvolvimentos tecnológicos reafirmam o seu pensamento de vanguarda. Já tive a oportunidade de ler os sete livros que compõem a série Fundação e posso dizer que mesmo quando a narrativa não é tão interessante, ele sempre consegue surpreender o leitor de alguma forma. Mas, alguns fãs do autor falam que a mina de ouro de histórias dele está presente nos seus contos. Concordo com essa afirmação porque os três contos (este é o quarto) que eu já li do Bom Doutor só reforçam esse conceito. E esse aqui? É mais uma pérola.

O Bom Doutor é um mestre na arte da história geracional e esta é mais uma delas. Vemos aqui uma narrativa que ocorre em um espaço de tempo de milhões de anos onde o protagonista nada mais é do que um computador analógico chamado Multivac. É um supercomputador capaz de um processamento quase infinito e que vai conseguir resolver o problema energético da Terra e possibilitar as viagens espaciais. Tudo começa com uma simples pergunta: é possível interromper a entropia? O computador vai tentar responder a pergunta, mas no momento inicial ele não consegue dados suficientes para respondê-la. E aí vamos nos deparar com vários momentos na história no futuro em que o Multivac vai ser acionado para responder a essa pergunta.

Okay, vamos lá: uau. Eu fiquei pensando depois que eu terminei o conto e a maneira como a mente do Asimov funciona é muito além do que qualquer coisa. Ele é capaz de fazer projeções muito distantes e talvez por isso suas histórias sejam tão fascinantes. Para aqueles que não entenderam a proposta da narrativa é buscar responder à pergunta se seremos capazes de interromper o fim do universo. O universo surgiu a partir de um Big Bang, uma grande explosão que gerou as galáxias, os sóis e os planetas. Mas, ao longo do século XX descobrimos que o universo está morrendo. Vai levar bilhões e bilhões de anos, mas um dia isso acontecerá. Os sóis irão entrar em supernova ou se transformarem em buracos negros e a existência de qualquer ser vivo vai se tornar impossível. The Last Question é um conto que aborda a questão de se seremos capazes de impedir a entropia em algum momento no futuro. E ele lida com esse assunto de uma maneira genial apresentando diversos flashes, e em cada um somos levados cada vez mais ao futuro até um momento em que a própria concepção do que significa ser homem se tornou confusa.

Assim como The Star, de Arthur C. Clarke, esse é um daqueles contos que fazem a gente se sentir bem pequenos diante da grandiosidade da existência do universo. Os personagens são irrelevantes para a história que visa meramente ilustrar como responder a essa perguntar. O final é tão genial, mas tão genial que não há formas de eu explicar sem que ele perca a graça. É aquele tipo de final que frita o seu cérebro de uma maneira que você só sente vontade de aplaudir o Bom Doutor de pé. Por essas e outras razões, The Last Question é um conto essencial para qualquer fã de ficção científica. Simplesmente leiam.

3 - "Stranger Station"


Autor: Damon Knight Avaliação:

Publicado originalmente em 1956




Para aqueles que não conhecem o autor, ele é o criador da Science Fiction and Fantasy Writers of America (SFWA), uma associação fundamental para a difusão do gênero nos EUA. Também foi professor da Universidade de Clarion tendo se tornado um oficineiro por toda a sua vida. Muitos dos autores da década de 1980 e 1990 passaram pelas mãos dele ou assistiram a algum de seus workshops. Stranger Station é um conto de ficção científica que vai lidar com o contato entre seres humanos e alienígenas, um tema que vai se tornar muito popular nas décadas de 1950 e 1960 e tendo sido abordado por muitos autores como Isaac Asimov e Ray Bradbury (em Crônicas Marcianas, por exemplo). Aqui, o autor dá um tom de estranheza ao tema.

Stranger Station é uma estação espacial que fica na órbita da Terra e é responsável pelas relações intergalática. Existe outra estação chamada Home Station que lida com o sistema solar. A cada vinte anos um guardião é enviado até a Stranger e deve permanecer por seis meses sozinho na companhia apenas da IA que administra a estação. Esse isolamento acontece para receber um alienígena que fica em um setor isolado dentro da estação. Humano e alienígena ficam separados e devem permanecer juntos durante o período em que o guardião permanece lá. Só que esse isolamento vai começando a afetar a mente de Wesson, o guardião enviado nessa oportunidade. Coisas estranhas acontecem na estação e Wesson percebe lacunas presentes nas gravações sobre a estadia dos últimos guardiões. (Não é spoiler). É aí que Wesson percebe que a IA não quer que ele veja como é o alienígena. É então que os meses se passam...

O tema do contato com os alienígenas eu achei que ficou meio em segundo plano diante de outros temas presentes no conto. Entendo que ele foi concebido para tratar desse assunto, mas não senti que ele ocupou tanto a mente do autor à medida em que as páginas foram passando. Temas como o isolamento e a curiosidade acabam mais nítidos para nós. Mais para a metade da trama a gente se dá conta de para onde o autor quer nos levar. As motivações da raça alienígena são interessantes quando reveladas, mas mesmo assim, sabe quando o tema não vai, não encaixa. Foi o que aconteceu aqui: mesmo com a justificativa apresentada não consegui comprar a ideia.

Para mim, o conto deveria ter ficado na questão do isolamento provocando um conto que mexesse com a psiquê. O melhor dessa história é a primeira metade em que parece que o protagonista está perdendo a sanidade devido ao isolamento e ao contato com uma IA que não funciona como uma companheira. Aliás, esta é outra crítica que eu faço: que IA bizarra é aquela? Eu tinha me preparado para um twist quanto à identidade da IA... twist esse que nunca veio. Mas, voltando ao tema do isolamento, para mim o autor foi muito feliz ao criar essa noção da mente buscando se espraiar e não tendo com quem conversar. Percebemos como isso mexe com a mente de Wesson. Um dos momentos mais dramáticos da história é quando ele pede para observar a Terra e ele tece comentários saudosos a respeito. Ao mesmo tempo ele tem a curiosidade de querer saber por que ele não é capaz de ver o alienígena. E as justificativas dadas pela IA não são muito convincentes. Faz parte da curiosidade humanas querer adentrar no proibido, entender o que se esconde naquilo que não é permitido.

Enfim, este é um conto longo cuja primeira metade é muito boa e a segunda cai bastante de nível. Não consigo entender o que houve com a história neste momento. Parece até que eu me deparei com duas histórias distintas. O final é interessante, mas quando eu cheguei lá já tinha perdido a curiosidade em saber para onde a história se dirigia. Recomendo conhecerem o autor devido à sua importância para o gênero, mas a história em si não me agradou.


4 - "The Visitor"


Autor: Arkady e Boris Strugatsky Avaliação:

Publicado originalmente em inglês em 1984 (sem informações sobre a publicação em russo)


The Visitors mostra um pouco da genialidade dessa dupla de irmãos. Trata-se de uma história sobre contatos imediatos, mas que acontece em dois modelos de escrita diferentes: um modelo cursivo resgatando memórias sobre o ocorrido e um segundo em que a narrativa é epistolar mostrando registros do diário de Boris Yovanovich. Recomendo demais a leitura desses dois irmãos que tem uma história praticamente desconhecida no Brasil. E, mesmo tendo escrito na década de 1950 sua escrita é bem fácil de ser compreendida.

Histórias de primeiros contatos costumam sempre começar com um personagem cético e o autor quebrando um pouco dessa característica psicológica dele. O que muda entre as histórias é a maneira como o autor vai colocando as situações. Aqui tudo acontece muito rápido. Os irmãos quebram essa expectativa em poucas páginas apresentando uma história que se parece mais como uma fuga alucinada do que um contato imediato. A escrita é bem simples e o leitor consegue se situar rapidamente na narrativa. São narrativas a partir do ponto de vista pessoal de dois personagens, mas a primeira parte que pertence às memórias de Sergeyev, um dos membros do grupo de Boris, parece meio estranho porque tem momentos em que ele mesmo se distancia do que está relatando. A história se passa em um acampamento no alto de uma colina em que o grupo de Boris está passando uma noite. Os eventos transcorrem à noite em que um dos membros do grupo que estava com o transporte deles de volta à cidade desaparece. Começa uma busca pela floresta, mas aí então uma estranha sombra chega ao acampamento fazendo o terror do grupo que foge desenfreadamente. Na segunda parte da história vemos o relato de um dos membros do grupo que ficou para trás.

Vale destacar que o autor começa a história empregando fórmulas dignas de romances de terror vitorianos falando que ele não deveria contar a história, e que ele dá graças a Deus por estar são apesar de sua vida nunca mais ser como antes. E aí afirmo que a história tem muitos elementos de terror: a tensão, as sombras no meio da floresta, o arbusto que balança, o medo nos olhos dos personagens. Tem sim a parte de ficção científica com alienígenas, mas eu adorei esse clima mais de medo e pavor imposto pelos autores. Entretanto, a própria escrita prejudica a construção de personagens. Como se trata de algo mais epistolar e formal, não há como aprofundar a psiquê dos mesmos. Eles acabam ficando rasos e superficiais. Então eu só identificava como o cara do grupo que fugiu e o cara que ficou para trás. Podia ser chamado de Zezinho ou Luisinho que não faria a menor diferença.

Porém, a narrativa tem um bom crescendo. E ele deixa um final a la Lovecraft em que os autores deixam para o leitor construir o que vem a seguir. Boa leitura e muito recomendada.

5 - "Pelt"


Autora: Carol Emshwiller Avaliação:

Publicado originalmente em 1958




Histórias que refletem sobre questões sociais são sempre importantes. O uso da alegoria para contar esse tipo de história se tornou uma forma muito criativa de tratar desses assuntos. Carol Emshwiller, apesar de ser uma autora desconhecida para nós no Brasil, foi uma autora extremamente influente nas décadas de 1950 e 1960. Foi inspiração para autores e autoras do calibre de Ursula Le Guin e Michael Moorcock que perceberam na alegoria uma forma interessante de passar suas mensagens.

A história é narrada em primeira pessoa do ponto de vista de um cachorro. Ele segue o seu dono por um planeta estranho e precisa ajudá-lo em sua caçada. Mas, as criaturas deste planeta questionam o cachorro por que motivo ele não se torna livre. Existe todo um mundo de experiências e sensações à sua disposição. Mais para o final a história se complica quando eles estão retornando para a nave.

Essa é uma daquelas histórias que eu vou precisar reler. Sabe quando você percebe que existe muito mais presente nos significados não tão aparentes? Nessa primeira leitura, o conto não funcionou para mim. Senti o arrojo na escrita da autora, mas não pintou a química entre mim e a história. Me senti até tolo ao finalizar o conto por ter percebido claramente que eu não entendi no fim das contas todas as nuances da história. Novamente: pretendo retornar a esta história posteriormente. Acho que preciso de mais bagagem literária com clássicos de ficção científica.

Um dos temas principais que ela trata é o da liberdade. O cão esteve tão ligado ao dono por toda a sua vida que ele não consegue se desvencilhar disso. De certa forma é uma crítica à nossa sociedade e seu comodismo diante de possíveis mudanças. Consigo até trazer para a realidade brasileira que se nega a sair do seu estado atual para alcançar algo novo simplesmente porque obter a mudança dá trabalho. Vamos continuar seguindo nosso dono indefinidamente diante de um futuro obscuro que se aproxima. No caso do cachorro, o futuro obscuro é simplesmente sair de um planeta maravilhoso e convidativo que se coloca com uma opção para alguma coisa melhor.

Carol escreve uma história muito sensorial. Como o cachorro não fala, os únicos diálogos que ocorrem são através de uma "telepatia" ou de um "entendimento" da fala de outros animais ou do dono que se comunica com o cachorro não esperando uma resposta. É interessante porque a autora precisou trabalhar com os outros sentidos como o olfato, a audição e o tato. Até mesmo a visão se torna algo mais específico porque é como o animal enxerga o mundo. Mas, achei incrível como ela consegue descrever o cenário através do olfato e passa isso através da diferença de odores. Estes chegam até a determinar como o cachorro está se relacionando naquele momento com aquele ser em específico. No começo o cheiro do dono é doce como mel, mas no final este mudou para algo mais acre.

Recomendo a leitura por conta destas técnicas de escrita. Para os autores que estejam aqui lendo esta resenha, Carol Emshwiller apresenta esta comunicação sensorial que pode enriquecer muito a narrativa de uma história. Mas, neste momento, a história não conseguiu me agradar completamente.


6 - "The Monster"


Autor: Gérard Klein Avaliação:

Publicado originalmente em 1958




Quem conhece os meus gostos literários, sabe o quanto eu curto histórias de terror. E quando elas se misturam de uma forma criativa com ficção científica, é um prato cheio. Aqui, Gérard Klein nos apresenta a história de um primeiro contato com uma espécie alienígena que em um primeiro momento parece amistosa, mas que depois se revela algo completamente diferente.

Alien, o Oitavo Passageiro é um clássico do gênero que mistura ficção científica com terror. E é um terror que não aparece para você como um ser horrendo e nojento. O filme é trabalhado a partir da tensão de se ter alguma coisa à espreita. E esta coisa está ali para acabar com a sua vida. Ela pode estar em um corredor, em um tubo de ventilação, em uma sala escura. Você não sabe de onde ele vem. Esta tensão é algo difícil de ser criado. Porque exige que o autor seja capaz de trabalhar bem a imaginação do leitor. E Klein consegue fazer isto muito bem. A história é narrada em terceira pessoa por Marion que aguarda o seu marido retornar do serviço após um dia complicado. Mas, a notícia de que um alienígena estaria em uma praça da cidade é colocada com muita ansiedade pelas redes de TV locais. E é justamente a praça por onde seu marido Bernard costuma passar ao retornar para casa. Algo na maneira como os enviados do governo estão dizendo que estão se aproximando deixa Marion preocupada. Quando ela ouve a voz do marido vinda do lugar onde o alienígena está a faz correr até o lugar para saber o que aconteceu a ele.

O terror é algo palpável na história. Mas, queria tocar em outro assunto: o controle da mídia sobre o que é passado para o espectador. Isso porque é passada uma falsa sensação de segurança e de que tudo ficaria bem no final quando nem aqueles encarregados de entrar em contato com a espécie alienígena sabiam como lidar com aquilo. A incerteza e o medo eram evidentes nos rostos dos homens responsáveis por impedir que a criatura saísse da praça. Isso me faz associar aos dias atuais em que não sabemos tudo o que acontece. Desconfio demais quando vejo alguém passando um discurso otimista demais. Aliás, se soubéssemos tudo o que se passa no mundo como seriam as nossas reações? Será que não faríamos o mesmo que Marion e sairíamos correndo para tentar resolver as coisas do nosso jeito?

A narrativa é bem conduzida do início ao fim. Não achei excepcional, mas é algo merecedor da minha atenção e fiquei curioso com outros contos escritos pelo autor. Até porque ele vem de uma outra escola de escrita, a francesa. O plot twist no final é incrível.

Ficha Técnica:


Nome: The Big Book of Science Fiction

Autores: Jeff Vandermeer e Ann Vandermeer

Editora: Vintage

Gênero: Ficção Científica

Número de Páginas: 1216

Ano de Publicação: 2016


Outras Publicações:

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 5

Parte 6

Parte 7

Parte 8

Parte 9


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