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Este é o início da coletânea que apresenta a famosa fase do George Perez à frente da Mulher-Maravilha. Somos apresentados à Diana Prince e as amazonas de Themyscira que foram criadas pelas deusas do Olimpo. Neste primeiro volume, Diana precisará de toda a sua coragem para deter as ambições de Ares, o deus da guerra.


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Sinopse:


Em 1987, a Crise das Infinitas Terras havia revolucionado o Universo DC. Sem saber muito bem como apresentar sua maior heroína a uma nova geração de leitores, a Editora da Lendas passou a relutantemente considerar a ideia do roteirista Greg Potter de aproximar a personagem de elementos da mitologia grega. No entanto, somente quando o respeitado e megapopular George Pérez adotou o projeto foi que a editora acabou dando seu aval para o que veio a se provar, logo nas primeiras edições, um clássico instantâneo dos comics! Lendas do Universo DC: Mulher-Maravilha coloca de volta ao alcance do leitor brasileiro a fase mais significativa de toda a carreira da Princesa Amazona! (Wonder Woman 1-7)







Em 1987, a DC começa um processo de modernização de seus personagens, tentando solidificar seus mitos e origens e atrais novos leitores. Crise nas Infinitas Terras serviu como uma maneira de criar uma tábula rasa onde os roteiristas e desenhistas poderiam começar tudo do zero. É mais ou menos a época em que comecei a ler gibis pela extinta editora Abril (lembrando que o material de super-heróis chegava com alguns anos de defasagem) e peguei algumas fases icônicas como o Superman do exílio e os Novos Titãs do Contrato de Judas. Foi nesse último que conheci o lendário George Perez e seu traço me fascinava porque tudo era cósmico e grandioso em sua pena. Os perigos pareciam ser de uma escala incompreensível para nós. Hoje começo a trazer para vocês a fase dele com a Mulher-Maravilha (porque sei que se pegar Novos Titãs agora vai ser uma resenha só de elogios e puxa-saquismo).


Esse primeiro volume nos traz a origem e o primeiro arco de histórias onde somos apresentados a todos os personagens que cercam Diana Prince além de seus poderes e habilidades. Criadas pelas deusas que queriam criar uma raça formada por mulheres guerreiras que pudessem desafiar os preconceitos estabelecidos, Artemis, Atena, Deméter, Afrodite e Hermes usam o útero de Gaia para enviar almas que estavam perdidas e restaurá-las no corpo de mulheres capazes de levar adiante os ideais dos deuses. Claro que isso desperta a ira de Ares que deseja ser o mais poderoso entre os deuses e começa a fazer planos para levar todo o Olimpo à inexistência. Depois de uma longa história de lutas e disputas, Hipólita se estabelece como a rainha de Themyscira e recebe a possibilidade de criar sua filha, Diana, usando o barro dos deuses com a graça deles. Nasce Diana, a princesa de Themyscira que terá um futuro brilhante ao mesmo tempo em que será terrível pois ela será a ponte que ligara o mundo dos deuses ao mundo dos homens. Mas, será ela forte o suficiente para conter a influência nefasta de Ares?


Quem tiver contato com Crise nas Infinitas Terras verá uma Mulher-Maravilha muito diferente da que conhecemos. Uma história bastante confusa que você não entende o que a faz ser quem é. Quando George Perez assume o título ele coloca a personagem mais próxima dos deuses do Olimpo, o que faz com que ela tenha um mito de origem mais palpável e compreensível. Quando o editorial da revista diz releitura e renovação, não está brincando. O que aparece aqui é uma personagem completamente nova, com seus poderes delineados adequadamente (antes ela tinha vários que não faziam sentido, inclusive telecinésia) e inimigos cujos objetivos se associavam aos problemas de sua época. Quando chegarmos ao final deste arco na sétima edição já conhecemos a personagem como um todo, suas motivações e desafios bem delimitados, possíveis próximos inimigos e aliados e a inexperiência da personagem em viver no mundo dos homens. Tudo isso permite aos roteiristas enormes possibilidades para ela.


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Falar da arte do falecido George Perez é covardia. Ele desenha muito. Hoje estamos acostumados demais a uma arte mais digital e que proporciona aos artistas certos atalhos que eles não tinham antes. Estamos diante de um artista clássico, versado na pena, na tinta, na composição de quadros. Tudo feito manualmente, com storyboards, gastando horas de desenho e precisando produzir em uma escala quase industrial porque precisava atender a um mercado faminto por novidades. Perez se destaca em um momento em que apenas monstros ocupavam as grandes... pessoas como Walt Simonson, John Buscema, Barry Windsor-Smith, Jim Starlin. Não apenas isso como Perez era responsável pela arte E pelo roteiro em algumas edições (argumentista em outras). Ou seja, ele fazia um trabalho voltado para duas pessoas. Os detalhes nos quadros são absurdos como no Olimpo onde ele usa as linhas arredondadas e as colunas dóricas com clara inspiração nas artes clássicas, ou em como ele consegue detalhar um caça americano ou em como ele alterna o olhar do leitor para nos fazer acreditar que no mundo de Ares nossa concepção sobre eixos pode ser fragmentada. Tudo é muito detalhado. E ele usa tipos corporais diferentes como quando ele precisa desenhar Etta Candy, auxiliar do coronel Trevor que é um pouco mais gordinha do que as esbeltas amazonas. Ou seja, ele não fica preso a copiar modelos corporais, podendo demonstrar flexibilidade. Quando ele precisa entregar uma pessoa comum, ele o faz, mas quando ele precisa oferecer algo mais bizarro e monstruoso, isso fica claro em suas linhas.


Outro ponto que vale destacar na arte de Perez é em sua capacidade de utilização dos quadros. Estamos falando de alguém que trabalha em uma das duas grandes, e ele não tem medo de usar uma quadrinização menos convencional para detalhar sua história. Ele consegue usar uma estrutura de 6 a 9 quadros, mas é tão mais legal quando ele enlouquece e cria grandes estruturas com quadros interpolados. Ou até supermolduras com a ação se passando no interior dela e os quadros servindo como janelas literais para que possamos dirigir nosso olhar. Para mim, me agradam os momentos mais lisérgicos dos seus desenhos lá pelas edições 6 ou 7 quando o leitor já não sabe mais aonde é o eixo X ou Y. Ele usa uma estrutura clássica nas cenas de ação e senti que faltou um pouco de dinamismo nestas cenas até porque conheço o trabalho do Perez de Crise e dos Novos Titãs e sei que ele consegue entregar mais. Não sei se era porque se tratava de um arco de origem e ele se conteve mais. A cena de ação que mais me agradou aconteceu durante o confronto com Deimos em um tipo de outra dimensão onde ele e o irmão habitavam.


Precisamos lembrar também da colorista, Tatjana Wood. É ela quem faz as cenas explodirem em cores por toda a parte. Lembrando que as cores da personagem giram no amarelo, azul e vermelho e a colorista faz um bom uso dessas cores e das adjacentes. Em nenhum momento as cenas pareceram confusas e isso se deve bastante à habilidade da colorista. Em vários momentos consegui associar esse primeiro arco de histórias, no quesito colorização, ao primeiro arco de Superman com o do Último Filho de Krypton. São esquemas de cores muito parecidos principalmente ao representar o mundo real. No caso de Diana, a cidade de Boston; no caso do Clark, Smallville e depois Metropolis. Tatjana entende muito bem aonde o Perez deseja chegar e funciona como um complemento ao nanquim do artista. Ao mesmo tempo, ela dá a personalidade dela às cores.

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A primeira edição deste arco é radicalmente diferente em tema das outras. Perez começa a abordar um tema que ele acaba não retomando mais depois aqui neste primeiro volume. Não sei se houve algum tipo de mandato editorial porque estava claro o direcionamento da história que depois pegou outro rumo. Vemos as deusas do Olimpo sendo motivo de piada e até de certa irritação por desejarem criar uma raça de guerreiras para combater Ares. Zeus faz troça alegando que mulheres jamais conseguiriam fazer frente a ameaças muito poderosas. Não é só Zeus, mas vários outros como Apolo que escolhe apenas ignorá-las. Perez tem um discurso bastante feminista pregando a igualdade de gênero e demonstrando a capacidade criativa e inovadora das mulheres. A ideia de usar Ares como antagonista talvez tenha a ver com a própria inclinação do homem de seguir o caminho da guerra. Ares seria então o representante máximo desse ideal bélico e conservador masculino. Ao mesmo tempo Zeus também é representado como um ser reprovável. Em um dado momento, Hera se ressente da criação das amazonas imaginando que seu marido logo iria traí-la com uma delas. Mas, posteriormente nessa primeira edição, Hera se aproxima das outras delas e confessa seus temores. A partir do segundo volume, esse tema acaba não voltando mais sendo substituído por uma trama ligada à guerra e armamentos nucleares.


É aí que precisamos nos focar no quando essa história foi conceitualizada. Era 1987 e estávamos ainda durante a Guerra Fria, com a União Soviética fazendo o outro pólo de um conflito sem guerras explícitas entre eles e os EUA, mas se utilizando de outras localidades para estabelecer sua hegemonia. Havia um forte temor do uso de armas nucleares que poderiam destruir o planeta várias vezes. Claro que em 87 ninguém mais enxergava a URSS como uma ameaça iminente, mas o medo ainda existia. E sempre existe o bélico em qualquer administração. Vamos pensar que ainda estamos sobre a égide dos republicanos no poder com Reagan e depois o Bush Sr em seguida. Perez usar essa narrativa é muito fruto de seu tempo e ele mostrar a banalidade da guerra. O que resta depois que você destruir o mundo quatro vezes? Absolutamente nada. Governar um deserto calcinado não é dominar de verdade. Diana está em um momento em que ela tenta entender o papel do homem no universo e Ares possui esse discurso de destruição extrema. O foco maior está na desconstrução do discurso da guerra e a protagonista ainda não tem o discurso mais solidificado de igualdade e liberdade que conhecemos. Ela tateia ainda por ter sido criada junto a sua mãe Hipólita e as demais amazonas e não conhecer tanto assim do mundo. Aos poucos ela vai percebendo o valor daqueles que a ajudam mesmo que ela não consiga se fazer entender por boa parte da história.


Esse é um ótimo começo para um belo épico, inspirado em uma corrente de histórias tipicamente clássicas. A protagonista é uma personagem ainda em construção que precisa se provar ao leitor para ganhar o seu espaço no panteão de heróis. A maneira como Perez consegue recriá-la é fascinante, além de posicioná-la em um mundo mais moderno. Sua releitura ajuda a tornar algumas de suas alterações como permanentes contribuindo para tornar tudo homogêneo. Sua história deixa pistas de para onde ele deseja seguir e veremos aonde isso vai nos levar. A arte é um desfrute para os olhos, algo que hoje é algo em extinção diante de tantos recursos digitais. Apenas apreciem esse clássico sem moderação.



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Ficha Técnica:


Nome: Lendas do Universo DC - Mulher-Maravilha vol. 1

Roteirista: George Perez, Len Wein e Greg Potter

Artista: George Perez

Arte-Final: Bruce Patterson

Colorista: Tatjana Wood

Editora: Panini Comics

Tradutor: Mario Luiz C. Barroso

Número de Páginas: 180

Ano de Publicação: 2015


Outros Volumes:

Vol. 2

Vol. 3

Vol. 4


Link de compra:





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Depois de passar muitos anos preso pelo regime soviético, Ivan Ivanovic recebe uma nova oportunidade para atuar como agente da KGB em missões sensíveis. Sua primeira missão é lidar com um traficante de armas na Birmânia.


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Sinopse:


O prisioneiro Ivan Ivanovic foi o soldado mais frio, determinado e preciso da União Soviética, mas sua insubordinação o levou a ser encarcerado na Sibéria.


Acontece que a Pátria Vermelha precisa novamente de seus serviços e Ivan ressurge como MUGIKO, o agente secreto mais mortífero, sedutor e cínico que o mundo já viu. Uma intrincada trama de espionagem e aventura saída da mente genial de Gianfranco Manfredi e soberbamente ilustrada pelo brasileiro Pedro Mauro. Originalmente publicada pela Sérgio Bonelli Editore, no título Le Storie, Mugiko é o primeiro trabalho internacional de Pedro Mauro editado no Brasil.





Nos acostumamos no cinema a ver atuações de agentes secretos como James Bond, pelo MI-6 ou outros agentes americanos tentando obter informações sobre a Cortina de Ferro. Em plena Guerra Fria, eram os melhores tipos de histórias e se aproveitavam desse clima de tensão que pairava o mundo onde um simples apertar de botão poderia levar todos nós à destruição. E onde a atuação invisível de um homem poderia obter vantagens para um dos lados. Manfredi traz de volta esse gênero pensando um agente secreto soviético e como seriam suas missões nesse complicado mundo de espionagem e traição. Mugiko é uma grande aventura digna de filmes do 007 e com o mesmo tipo de canastrice típica de um homem nascido nessa época. Uma história para qualquer leitor se divertir e desligar um pouco a mente e só curtir o belo roteiro e as páginas lindamente desenhadas pelo brasileiríssimo Pedro Mauro que está arrasando nos quadros. Fiquem aí que vamos falar mais sobre essa obra.


Tendo sido preso por falar mal do partido, Ivan Ivanovic cumpre quinze anos de pena na Sibéria dos quais já cumpriu onze. Praticamente uma vida. Mas, um velho amigo seu que subiu nos rankings das forças militares russas faz um convite inusitado para ele. Em troca de perdão de sua pena e de um polpudo salário, Ivanovic se tornaria um agente da KGB a ser enviado em missões sensíveis pela Mãe Rússia. Ivanovic aceita com uma única condição: gastos ilimitados como pagamento pelos anos em que ficou preso. Sua primeira missão é lidar com um traficante de armas birmanês chamado Zaw. Apesar de ele ter sido lucrativo para a URSS, agora ele parece estar fazendo um perigoso jogo duplo que pode balançar as relações entre a URSS e a China. Ivanovic precisa matá-lo e descobrir quem mais está envolvido.


Que roteiro gostoso e despretensioso (no bom sentido) do Manfredi. Às vezes vejo uns roteiros escalafobéticos prometendo mundos e fundos e não entregando nem metade do que se propõe. Aqui temos uma execução perfeita com uma história que consegue ser rápida e divertida. Pensando em aspectos de roteiro, não consigo encontrar nenhuma falha. E penso em o quanto eu me divertiria vendo um filme com essa HQ. Seria tão simples de fazer. Manfredi entrega todos os detalhes ao longo das páginas, sem grandes complicações. Primeiro ele te apresenta o personagem rapidamente, depois ele coloca Ivanovic no cenário onde a ação vai acontecer e no terceiro ato ele coloca uns complicadores para atiçar a tensão. Tem alguns elementos exóticos aqui e ali, mas me faz pensar imediatamente nas maluquices que vemos em filmes como 007 contra o Goldfinger ou A Chantagem Atômica. É curioso pensar em o quanto não exploramos tanto assim o lado soviético da coisa e o autor nem precisou carregar o dedo em pontos ideológicos. Nadinha. É só uma boa e velha aventura. E isso é ótimo.


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A arte do Pedro Mauro está um escândalo nesta HQ. Mugiko é uma das obras mais recentes do artista e a gente começa a vê-lo experimentando mais aqui e ali e testando quadros mais cinematográficos. O lápis do Pedro Mauro tem um grau de precisão extraordinário e o leitor consegue acompanhar como ele constrói artifícios como perspectiva, profundidade e latência só observando os quadros. Comparem os estudos de arte que tem no final da HQ com as páginas e a gente consegue perceber o quanto ele consegue obter um resultado espantoso sendo objetivo. Com poucos traços ele consegue preencher a cena, mostrando não só um domínio do preto e do cinza, mas como usar o branco adequadamente. Às vezes parece um contrassenso falar de "usar o branco", mas um pleno domínio do PB envolve compreender o funcionamento da dicotomia entre a presença e a ausência. Como posso transformar uma ausência em uma presença? Vejam na imagem acima como ele consegue definir toda a rodovia construída pelos prisioneiros e as árvores ao fundo apenas preenchendo poucos espaços no lápis. Nossa mente vai preencher a ausência formada pelo branco do cenário com formas.


Outro ponto que me deixa impressionado na arte do Pedro Mauro é o seu design de personagens. Primeiro que ele é capaz de empregar tipos diferentes de estrutura corporal. A gente consegue ver vários deles espalhados pela HQ. Isso vai desde personagens secundários para a história como Irina Volushka até os nagas no final da trama. Alguns vão criticar que toda a personagem feminina é escultural e magnífica... Sim, é isso mesmo. Porque isso faz parte da temática do filme de espionagem. Vou falar disso mais abaixo. Mas, meu deus, como o Pedro Mauro sabe desenhar personagens femininas. Vale destacar também a expressividade dos rostos seja o jeito matreiro de Ivanovic ao estilo sério e desconfiado de Gao Mei ou ao fanatismo de Zaw. Os personagens demonstram seus sentimentos através do rosto e das expressões físicas, o que dá mais vida a eles. Os momentos de ação são muito bem feitos pelo Pedro, mas essa é uma habilidade que já conheço dele de quando ele desenhou a trilogia Gatilho. Só queria que o Manfredi tivesse usado mais essa característica dele. O combate na selva é fenomenal e tenso, com tiros e explosões rolando para todos os lados. A gente se sente no meio da ação, acompanhando a dupla de personagens tentando fugir daquela encrenca.


Falando sobre o personagem em si, ele é o típico personagem de histórias do Ian Fleming: malandro, sedutor, mortal. Ser misógino era parte do clichê desse tipo de personagem. Manfredi poderia ter criado um personagem politicamente correto? Sim, mas aí ele estaria sendo anacrônico. Se a ideia era beber desse filão de histórias, seu protagonista tinha que ser o canalha sedutor mesmo. Acho até que o Manfredi elevou um pouco mais a canastrice do Ivanovic até para distanciá-lo de onde ele foi influenciado. Isso deu características únicas para ele. Gosto de como o personagem nem tenta agir diferente. Ele é esse cara mesmo e bola para frente. Talvez a melhor cena que defina o Ivanovic seja quando o seu contato na KGB está explicando a missão, seus pormenores e perigos e ele está olhando para as coxas enormes da Irina. Aos poucos vamos conhecendo alguns detalhes sobre a personalidade dele e o que o faz não cair na armadilha que aprontam para ele lá no final. Isso só ganha verossimilhança porque lá nas páginas iniciais, Manfredi nos mostrou com seu roteiro o quanto Ivanovic não confia no próprio governo. Uma informação solta lá no começo da história vai ter uma consequência sutil no final.


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Apesar da escrita do Manfredi estar perfeita, o roteiro não me agradou tanto assim. Mas, é mais uma questão de gosto do que pela qualidade do que é apresentado. Em filmes de espionagem temos bons momentos de ação espalhados pelos três atos do filme. E aqui senti que faltou mais alguns desses momentos. Podemos argumentar que a cena do barco pode ter sido um desses, mas discordo. Queria ter visto uma perseguição, uma emboscada ou uma situação com reféns. Concentrar tudo só no final colocou o peso todo desses momentos no clímax. Mas, no geral a história é muito boa e consegue se fazer entender com facilidade pelo leitor. Todas as informações que ele precisa estão presentes na HQ, seja a conjuntura do mundo naquele momento, a história pregressa do protagonista ou a escala de sua missão. Está tudo ali, então é só curtir mesmo. Recomendadíssimo.


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Ficha Técnica:


Nome: Mugiko

Autor: Gianfranco Manfredi

Artista: Pedro Mauro

Editora: Trem Fantasma

Gênero: Espionagem

Tradutor: Lucas Pimenta

Número de Páginas: 128

Ano de Publicação: 2020


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Nossa primeira postagem desse novo ano pós-carnaval é um balanço do que foi o mercado editorial brasileiro para a literatura de gênero no ano que passou. As subidas, as descidas, as editoras que se destacaram, o que fez o mercado girar.


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Em um ano bastante tenso como foi o que se passou, o mercado editorial voltou a respirar, embora brevemente. Se formos fazer um balanço introdutório inicial é que tivemos bons lançamentos e as editoras retornaram a um ritmo quase normal de publicações. Digo quase porque no início do ano houve um receio de um repique do covid-19 com uma nova variante. Apesar do medo ter sido rapidamente desfeito graças ao avanço da vacinação e à experiência com o vírus, muitas editoras preferiram ser cautelosas e ficar em cima do muro. Isso pode ter brecado alguns projetos e as apostas foram mais seguras. Analisando do todo, não vi nada revolucionário acontecendo, embora algumas novas tendências de mercado tenham surgido sutilmente no horizonte. Mas, vamos falar disso com mais detalhes.


Começo por um movimento que se deu da metade do ano e que chegou até este mês de fevereiro: a redução ainda maior de pontos de vendas. Precisamos falar de Saraiva, Cultura e... Americanas. Embora estes dois últimos tenham se dado agora no início de 2023, é preciso apontar que estes momentos derradeiros não são de hoje. Desde sua recuperação judicial, a Saraiva vem caminhando com passos bem modestos e até vacilantes. Nem se compara à gigante de 15 anos atrás que dominava o mercado de megastores. A empresa não chegou à sua falência absoluta, mas respira com muitos aparelhos. Tendo reduzido bastante suas unidades e perdendo espaços para outras como Livraria Leitura e Livrarias Curitiba, ela conseguiu reduzir seus prejuízos fiscais a ponto de continuar no mercado. É o suficiente para conseguir sair? Só o tempo dirá, mas sou bastante pessimista nesse sentido. Principalmente quando vemos o fim último da Cultura. A famosa livraria não conseguiu sair do buraco em que se encontrava e seus prejuízos se tornaram tão grandes que a justiça decretou a falência da empresa. Seus ativos não justificavam a permanência no acordo de recuperação e foram descobertos novos indícios de problemas fiscais. A triste cena de livros sendo empacotados e devolvidos às editoras foi impactante e triste ao mesmo tempo. É o fim de um ciclo de uma livraria que se propôs a abraçar os fãs de literatura com grandes projetos arquitetônicos como do Conjunto Nacional, em São Paulo, e a unidade da Cinelândia, no Rio de Janeiro, que eram convidativas e interessantes. Se havia alguma perspectiva de recuperação, a pandemia foi a pá de cal que restava e impulsionou o varejo online.


Surpreendente foi o caso das Lojas Americanas. Não sei se foi surpreendente para quem vive e respira esse mundo do business. Porque os indícios estavam ali, só não eram públicos o suficiente. Quando me dei conta de o quanto as editoras passaram a usar mercados alternativos para vender seus produtos como sites próprios, financiamentos coletivos, feiras e outros, algo me dizia que havia fogo na fumaça. Esse movimento se intensificou no ano que passou e apenas poucas livrarias (aquelas mais de nicho) tem recebido títulos mais atuais além da Leitura e da Curitiba. O anúncio do rombo fiscal nas Americanas foi um balde de água fria para muitas editoras. O movimento fúnebre da Saraiva e da Cultura era algo já esperado e o prejuízo já estava lá. Mas, ter mais um ponto de venda fechando significa que o online vai começando a tomar espaços cada vez maiores. Antes de toda essa confusão de crise editorial, problemas logísticos e aumento de preços do papel, as lojas físicas representavam mais de 70% das vendas. Mesmo antes da pandemia, em 2019, ainda era mais da metade. Hoje, é uma fatia expressiva, mas a Amazon abocanhou o vácuo deixado pelas lojas e monopolizou boa parte do mercado. Seu modo agressivo de ocupação de espaços não agrada aqueles que desejam uma abertura maior, mas fato é que a gigante americana não pode mais ser deixada de lado. A reclamação hoje é dos problemas advindos de ser a empresa que monopoliza e dita tendências. Não acredito que as Lojas Americanas cheguem a uma falência total porque o mercado dela é mais disperso. Ela vende também livros, mas não é o seu principal produto.


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Tivemos um bom ano de títulos de gênero, com algumas boas surpresas. As editoras entenderam que fantasia e ficção científica estão aí e com cada vez mais séries abraçando o formato de adaptação, busca-se qual será o futuro sucesso ou qual título é mais parecido com aquele. Ainda sinto que as editoras deveriam apostar mais no que não é adaptado, mas que possui burburinho no mercado americano. Tem muito título bom que pode vir a ganhar uma série ou um filme mais tarde; até porque vários títulos atuais já recebem propostas de compra de direitos até antes de sair. Foi o caso de A Sociedade de Atlas, de Olivie Blake, que chegou ao Brasil pela Intrínseca. A autora fez muito sucesso publicando seu livro online, de forma episódica, até que teve seus direitos comprados pela Tor.com. Pouco tempo antes de seu livro ser publicado no mercado americano, já havia planos de produzir uma série ou um filme que não tem data ainda de lançamento. Sem falar na prática que se tornou comum de comprar direitos apenas para resguardar o título e uma adaptação nunca sair. Intrínseca, Suma e Record apostaram em títulos diferentes com resultados diversos. Ainda acho que as três editoras brincam demais de roleta, sem abraçar títulos que sejam realmente interessantes. Na minha visão a Intrínseca acertou mais vezes do que errou com o lançamento de A Viúva de Ferro e A Guerra da Papoula, títulos que agradam tanto ao público YA quanto adulto. Por outro lado, tem muita coisa publicada que não faz sentido algum e só encalha em estoque. Não digo que sou o oráculo do mercado americano, mas (sem citar nomes) algumas coisas eu jamais teria a coragem de publicar aqui. Falta um feeling maior do que está ganhando espaço nas mídias sociais, do que as revistas de gênero estão comentando, do que tem recebido mais curtidas. O mercado americano costuma divulgar seus títulos com oito a doze meses de antecedência, algo que parece Shangri-la no mercado brasileiro. Ou seja, é possível prever o que está bombando ou não. As editoras nacionais precisam aprender que leitor não é burro ou desatento, ainda mais nesse universo de internet em que vivemos. Eles sabem o que querem e citam nomes de forma bastante específica.


Outra lição parece que ficou bem clara em 2022: financiamento coletivo é para quem tem projeto, tem planejamento. Não é para qualquer José da Pipoca que tem por aí. Não à toa os lançamentos via Catarse se tornaram tão mais minguados do que em anos anteriores. Daí, preciso falar da editora Wish que é um modelo a ser seguido, e que parece que ninguém assiste às aulas da Marina Ávila sobre publicação via Catarse. Aliás, o domínio da Wish é tão amplo nesse setor, que elas publicaram um livro explicando didaticamente como se faz. E parece que muita gente leu e não absorveu. O que vi de campanha literária dando errado e prometendo mundos e fundos não está no gibi. De todas as editoras, somente Wish e Draco se mantém como relevantes no mundo do financiamento coletivo. Existem outras? Sim. Mas raramente conseguem os números que essas duas fazem. A Draco entendeu como funciona esse nicho e seus projetos são bastante pontuais e sempre possuem metas dentro da realidade. De nada adianta fazer uma campanha espetacular se você não cumpre prazos, não entrega todas as metas, se o material fica aquém do prometido. Devido aos vários problemas ocorridos nos últimos anos no Catarse, o público hoje só vai no que conhece. Apostar em um projeto inovador se tornou muito raro. Se a editora quer investir no financiamento coletivo, precisa entender que o público que vai nesse ambiente espera algo único, criativo e surpreendente. Fazer pré-venda via financiamento coletivo não funciona tanto quanto antes.


Falando no meio digital, os ebooks deram uma esfriada esse ano. Não sei o motivo, mas parece que ou o mercado se estabilizou em uma porcentagem, ou os investimentos nesse setor não foram tão grandes. Ainda existem aqueles que acreditam em teorias conspiratórias imaginando que os ebooks vão dominar o mundo, mas a verdade é que houve um ressurgimento do livro físico. Os ebooks são mais para os iniciados e mesmo com a facilidade de ler no smartphone, percebo que aqueles que fazem uso desse recurso preferem ficar mais em materiais técnicos do que literatura em si. Tem quem use? Sim, mas é um grupo menor dentro desse nicho. Paras as editoras grandes se tornou normal a publicação de livros físicos e ebooks juntos, o que é muito bom. Houve até uma percepção nas grandes de que ebook é coisa séria e precisa de um departamento específico para isso. O que me surpreendeu e achei que não fosse se tornar tendência foram os audiobooks. Ainda está em sua infância no Brasil, mas cada vez mais pessoas tem adotado o formato. A qualidade da narração brasileira também ajuda bastante, algo que é tradicional no campo da dublagem. Sério, peguei um livro de não-ficção da Companhia das Letras no ano passado e fiquei surpreso com o resultado (vou fazer uma matéria depois contando como foi minha experiência com audiobooks). A Companhia é quem vem investindo mais pesado nessa área e promete boas surpresas esse ano. Sugiro que vocês, leitores, deem uma chance para o formato. Os audiolivros nem são tão caros assim e estão disponíveis via Google Livros. Tranquilo para quem tem celulares, até para os modelos mais simples.


Preciso falar também das benditas caixinhas surpresa que parece que perderam muito espaço no ano passado. Vimos o fim do Intrínsecos que vai deixar saudades para muitas pessoas e a TAG precisando se reinventar a todo momento. Não sei o que houve exatamente, se foi um cansaço com o formato ou uma certa desilusão com a curadoria. É legal receber todo mês um livro-surpresa com algum tipo de brinde ou outra coisa do gênero, mas a questão é que os livros nunca chamam muito a atenção. São materiais que passam ao largo de grandes lançamentos e por mais que exista um público ávido por novas leituras, apostar nem sempre é um sinal de que vai se tratar de algo inovador ou revolucionário. Fora que algumas editoras estavam usando esse formato das caixas-surpresa mais como uma pré-venda garantida do que como um projeto editorial especial. A Escotilha também foi uma que não resistiu. Temos agora o da Editora Andarilho que apostou em um formato mais econômico que parece estar dando resultados. Veremos como será isso.


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Falando das editoras que foram destaque para mim no passado, a que tem o catálogo de literatura de gênero mais sólido hoje continua a ser a Editora Morro Branco. Esse foi um ano-chave para a editora com o encerramento de algumas de suas séries mais curtidas como Império de Ouro e a série da Passa-Espelhos. A curadoria editorial da Morro Branco é fenomenal e sempre traz algo que chama a atenção. Na minha visão, não houve nada surpreendente no catálogo, mas existe uma continuidade nas suas publicações que qualquer fã de fantasia e ficção científica fica salivando para saber o que vai ser lançado a seguir. Minto: tive duas surpresas. O quanto TJ Klune foi bem aceito no Brasil a ponto da editora apostar com mais firmeza no autor e adquirir dois títulos a serem publicados em 2023. Minha segunda surpresa foi com a publicação de Piranesi e da ousadia de trazer uma autora do calibre da Susanna Clarke. A editora é ainda conhecida mais no meio dos apreciadores do gênero, mas parece que isso deve mudar em 2023 com a chegada de um selo voltado para não-ficção. Isso deve apresentar a editora para uma gama maior de leitores. Não sei como funciona os aspectos internos da editora, mas acho que já dava para aumentar a frequência de publicações. Hoje a editora publica 1 ou 2 títulos por mês (digamos que seja 1,5, porque tem alguns meses que são 2), mas devido à fama e ao carinho dos leitores por ela, já dá para ser mais ousado.


Meu próximo destaque não é uma editora que surpreendeu nem nada, mas que reviveu como uma fênix. E estou falando da Aleph. Sim, meus amigos, os tempos das vacas magras estão acabando e a editora voltou a lançar alguns bons títulos no final do ano e retomou projetos antigos. Demorou, mas parece que eles colocaram a casa em ordem. E graças a Deus que conseguiram porque precisamos da Aleph. O final do ano foi interessante com o polêmico livro do Alan Moore (que a editora ganhou elogios e críticas devido ao uso de IA para fazer a capa) e O Astronauta, de Jaroslav Kailaf. Estes deram a largada para o que a editora promete ser uma série de apostas em autores contemporâneos, além da continuidade de publicação de seu catálogo e de títulos clássicos. Para mim é um ótimo retorno, principalmente por todo o apelo geek que a editora tem. Mais do que qualquer outra editora, a Aleph conseguiu furar a bolha e atinge outros públicos que não são necessariamente os fãs de fantasia e scifi. Quase sempre vejo algum livro da editora nas mãos de um ator, cantor, cineasta ou até um jornalista. A Aleph não fica restrita a nós. Na data da escrita desta publicação estou aguardando uma live com a revelação de alguns títulos deste ano para daqui a algumas horas. Estou curioso e eles mencionaram livros que estavam atrasados há anos e que eles estarão trazendo como a segunda trilogia da série do John Scalzi.


Não posso terminar sem comentar sobre a DarkSide que fez um ótimo ano. Com publicações que giraram entre os clássicos e os atuais, a editora nos lembrou por que é a casa do terror no Brasil. Finalmente vimos alguns títulos como O Pescador, de John Langan ou outros surpreendentes como Ring Shout, do P. Djelí Clark. O projeto da editora de manter formatos luxuosos continua e eles estão sempre renovando algo nessa promessa. Adoro como é a coleção de livros do Clive Barker que está ganhando o lugar merecido, faltando apenas mais dois volumes para fechar os livros de contos. Não esperava que a editora levasse até o fim porque ela recebeu várias críticas por abandonar séries no passado. Na minha visão, a DarkSide é perfeita para títulos one-shot. A maneira como ela consegue fazer seus títulos saírem da bolha também é excelente, o que fornece a ela um status cult como o da Aleph. Percebi como eles se conectarem bem com o mundo do cinema, graças a seus títulos voltados para true crime ou de publicações que se associam a filmes clássicos ou atuais. Só gostaria que eles fossem menos caixa de Pandora e revelassem o que vão publicar. Isso sempre funciona para gerar hype nos leitores.


Encerrando essa longa coluna, queria deixar minhas perspectivas básicas para o ano que se segue. Vejo com bastante otimismo esse ano, e ele deve estar mais inchado de lançamentos do que o ano que passou. Isso porque as editoras vão precisar encontrar espaço em seus cronogramas para publicarem todos os títulos que foram adiados. Ou seja: será um ano atípico mesmo e que vai exigir esforço do pessoal de marketing. Um bom planejamento e um olho no que o vizinho ao lado vai publicar será importante para que os lançamentos mais fortes não sejam sublimados por outro título publicado no mesmo mês. Para quem curte literatura de gênero será um ano difícil para escolher o que comprar porque teremos uma enxurrada de bons materiais. É ficar de olho, e tentar lidar com a realidade de que não será possível comprar tudo. Afinal, a tendência do preço do papel nos próximos tempos é de alta, não de redução. Selecionar será fundamental... e essa será uma tarefa bem complicada.



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O Ficções Humanas é um blog literário sobre fantasia e ficção científica.

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Conversa aberta. Uma mensagem lida. Pular para o conteúdo Como usar o Gmail com leitores de tela 2 de 18 Fwd: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br Caixa de entrada Ficções Humanas Anexossex., 14 de out. 13:41 (há 5 dias) para mim Traduzir mensagem Desativar para: inglês ---------- Forwarded message --------- De: Pedro Serrão Date: sex, 14 de out de 2022 13:03 Subject: Re: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br To: Ficções Humanas Olá Paulo Tudo bem? Segue em anexo o código do anúncio para colocar no portal. API Link para seguir a campanha: https://api.clevernt.com/0113f75c-4bd9-11ed-a592-cabfa2a5a2de/ Para implementar a publicidade basta seguir os seguintes passos: 1. copie o código que envio em anexo 2. edite o seu footer 3. procure por 4. cole o código antes do último no final da sua page source. 4. Guarde e verifique a publicidade a funcionar :) Se o website for feito em wordpress, estas são as etapas alternativas: 1. Open dashboard 2. Appearence 3. Editor 4. Theme Footer (footer.php) 5. Search for 6. Paste code before 7. save Pode-me avisar assim que estiver online para eu ver se funciona correctamente? Obrigado! Pedro Serrão escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:42: Combinado! Forte abraço! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:41: Tranquilo. Fico no aguardo aqui até porque tenho que repassar para a designer do site poder inserir o que você pediu. Mas, a gente bateu ideias aqui e concordamos. Em qui, 13 de out de 2022 13:38, Pedro Serrão escreveu: Tudo bem! Vou agora pedir o código e aprovação nas marcas. Assim que tiver envio para você com os passos a seguir, ok? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:36: Boa tarde, Pedro Vimos os dois modelos que você mandou e o do cubo parece ser bem legal. Não é tão invasivo e chega até a ter um visual bacana. Acho que a gente pode trabalhar com ele. O que você acha? Em qui, 13 de out de 2022 13:18, Pedro Serrão escreveu: Opa Paulo Obrigado pela rápida resposta! Eu tenho um Interstitial que penso que é o que está falando (por favor desligue o adblock para conseguir ver): https://demopublish.com/interstitial/ https://demopublish.com/mobilepreview/m_interstitial.html Também temos outros formatos disponíveis em: https://overads.com/#adformats Com qual dos formatos pensaria ser possível avançar? Posso pagar o mesmo que ofereci anteriormente seja qual for o formato No aguardo, Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:15: Boa tarde, Pedro Gostei bastante da proposta e estava consultando a designer do site para ver a viabilidade do anúncio e como ele se encaixa dentro do público alvo. Para não ficar algo estranho dentro do design, o que você acha de o anúncio ser uma janela pop up logo que o visitante abrir o site? O servidor onde o site fica oferece uma espécie de tela de boas vindas. A gente pode testar para ver se fica bom. Atenciosamente Paulo Vinicius Em qui, 13 de out de 2022 12:39, Pedro Serrão escreveu: Olá Paulo Tudo bem? Obrigado pela resposta! O meu nome é Pedro Serrão e trabalho na Overads. Trabalhamos com diversas marcas de apostas desportivas por todo o mundo. Neste momento estamos a anunciar no Brasil a Betano e a bet365. O nosso principal formato aparece sempre no topo da página, mas pode ser fechado de imediato pelo usuário. Este é o formato que pretendo colocar nos seus websites (por favor desligue o adblock para conseguir visualizar o anúncio) : https://demopublish.com/pushdown/ Também pode ver aqui uma campanha de um parceiro meu a decorrer. É o anúncio que aparece no topo (desligue o adblock por favor): https://d.arede.info/ CAP 2/20 - o anúncio só é visível 2 vezes por dia/por IP Nesta campanha de teste posso pagar 130$ USD por 100 000 impressões. 1 impressão = 1 vez que o anúncio é visível ao usuário (no entanto, se o adblock estiver activo o usuário não conseguirá ver o anúncio e nesse caso não conta como impressão) Também terá acesso a uma API link para poder seguir as impressões em tempo real. Tráfego da Facebook APP não incluído. O pagamento é feito antecipadamente. Apenas necessito de ver o anúncio a funcionar para pedir o pagamento ao departamento financeiro. Vamos tentar? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 16:28: Boa tarde Tudo bem. Me envie, por favor, qual seria a sua proposta em relação a condições, como o site poderia te ajudar e quais seriam os valores pagos. Vou conversar com os demais membros do site a respeito e te dou uma resposta com esses detalhes em mãos e conversamos melhor. Atenciosamente Paulo Vinicius (editor do Ficções Humanas) Em qui, 13 de out de 2022 11:50, Pedro Serrão escreveu: Bom dia Tudo bem? O meu nome é Pedro Serrão, trabalho na Overads e estou interessado em anunciar no vosso site. Pago as campanhas em adiantado. Podemos falar um pouco? Aqui ou no zap? 00351 91 684 10 16 Obrigado! -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! 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