top of page
Buscar

Atualizado: 7 de abr. de 2023

Um mês repleto de ótimos títulos a tal ponto que ficou bem difícil reduzir a 10 o que há de melhor. Vemos alguns conhecidos como Adrian Tchaikosvky, Victor LaValle e até o filho mais novo do Stephen King, Owen King.


ree

1 - "Hospital" de Han Song


ree

Ficha Técnica:


Nome: Hospital

Autor: Han Song

Série: Hospital vol. 1

Editora: Amazon Crossing

Gênero: Ficção científica

Tradutor: Michael Berry

Número de Páginas: 398

Data de Lançamento: 01/03


Link de compra:










Sinopse: Quando Yang Wei viaja para C City para trabalhar, ele não espera nada mais do que uma viagem comum de trabalho. Uma folga da sua rotina diária, um bom pagamento, um hotel legal - nada muito extravagante, é claro. Sem bagunças, mas com todas as amenidades.


Mas é aí que os problemas começam. Uma garrafa de água mineral dada como um gesto de boas vindas pelo minibar do hotel resulta em uma dor estomacal súbita e debilitante, seguida pela inconsciência. Quando ele acorda três dias depois, as coisas não parecem ter melhorado; elas ficaram piores. Sem nenhuma explicação, o hotel o envia forçadamente a um hospital para ser examinado. Lá, ele não recebe nenhum diagnóstico, nenhuma data para receber alta... apenas um guia diligente pelo sistema médico labiríntico em que ele está circulando.


Armado com nada além de sua própria confusão, Yang Wei viaja profundamente nas engrenagens internas do hospital e os segredos que ele esconde de seus pacientes. Com ele buscando fugir do lugar e por respostas, a doença de um homem pode levá-lo em uma jornada através de um sistema corrupto e sua própria mente perturbada.


2 - "The Curator" de Owen King


ree

Ficha Técnica:


Nome: The Curator

Autor: Owen King

Editora: Hodder & Stoughton

Gênero: Fantasia

Número de Páginas: 473

Data de Lançamento: 07/03


Link de compra:












Sinopse: À primeira vista, o mundo não mudou: os trams estão nos boulevards, os grandes hotéis, as cafeterias explodindo com clientes. As crianças de rua ainda brincam nas duas grandes pontes que dividem a cidade, e um conjunto inteligente ainda se aventura lá pelos lados do Navio Morgue para o entretenimento noturno.


Só que só precisa de uma faísca para iniciar uma revolução.


Para a jovem Dora, uma empregada da universidade, o momento traz a libertação. Ela se vê saindo com um dos estudantes de ideologia radical, Robert, livre para investigar o que seu irmão Ambrose pode ter visto no Instituto para Pesquisas Psíquicas antes de ter morrido.


Mas é outra instituição que Dora é incumbida de observar, o Museu do Trabalhador. Este edifício estranho e esquecido é ocupado por quadros de cera de mineiros, enfermeiras, donos de loja e outras figuras com estranhas semelhanças humanas.


Com a revolução e a contra-revolução de fora liberando forças de amor, traição, magia e trevas tenebrosas, a busca de Dora pela verdade por trás do mistério que ela tem escondido por muito tempo irá revelar uma conspiração monstruosa e levá-la ao limite de tudo.


3 - "The Mimicking of Known Successes" de Malka Older


ree

Ficha Técnica:


Nome: The Mimicking of Known Successes

Autora: Malka Older

Editora: Tor.com

Gênero: Ficção científica

Número de Páginas: 176

Data de Lançamento: 07/03


Link de compra:












Sinopse: Em um entreposto remoto, repleto de gás em uma colônia humana em Júpiter, um homem desaparece. O enigmático Investigador Mossa segue seu caminho para Valdegeld, sede da erudita universidade da colônia - e da antiga namorada de Mossa, uma estudiosa dos ecossistemas da Terra pré-apocalipse.


Pleiti dedicou sua pesquisa e carreira a ajudar os grandes esforços rumo a um possível retorno para a Terra. Quando Mossa inesperadamente chega e pede a ajuda de Pleitu em sua última investigação, os dois devem embarcar em uma jornada tortuosa em que o futuro da vida na Terra está em jogo - e, talvez, o seu futuro juntos.


4 - "Old Babes in the Wood" de Margaret Atwood


ree

Ficha Técnica:


Nome: Old Babes in the Wood

Autora: Margaret Atwood

Editora: Doubleday Books

Gênero: Contos de fantasia e scifi

Número de Páginas: 272

Data de Lançamento: 07/03


Link de compra:











Sinopse: As duas irmãs intrépidas irmãs que dão o título ao livro lutam com a perda e a memória em uma noite perfeita de verão; "Impatient Griselda" explora a alienação e a falta de comunicação com uma leve mudança em um clássico do folclore; e "My Evil Mother" toca no fantástico, investigando uma relação entre mãe e filha em que a mãe faz de conta que é uma bruxa. Na própria essência da coleção estão sete histórias extraordinárias que seguem um casal ao longo de várias décadas, os momentos grandes e pequenos que formam uma longa vida de amor incomum - e do que vem depois.


5 - "The Lies of the Ajungo" (Forever Desert vol. 1) de Moses Ose Utomi


ree

Ficha Técnica:


Nome: The Lies of the Ajungo

Autor: Moses Ose Utomi

Série: Forever Desert vol. 1

Editora: Tor.com

Gênero: Fantasia

Número de Páginas: 96

Data de Lançamento: 21/03


Link de compra:










Sinopse: Eles dizem que não existe água na Cidade das Mentiras. Eles dizem que não há heróis na Cidade das Mentiras. Eles dizem que não existem amigos além da Cidade das Mentiras. Mas você acreditaria no que eles dizem na Cidade das Mentiras?


Na Cidade das Mentiras, eles cortam a sua língua quando você faz treze anos, para aplacar o terrível Império Ajungo e se certificar de que eles continuem a enviar água para a cidade. Tutu fará treze anos em três dias mas a sua ressequida mãe não irá durar tanto tempo. Então Tutu vai a sua oba e faz um pacto: ela irá levar água para a sua mãe, e em troca ele irá viajar rumo ao deserto e trazer a água de volta para a cidade. Assim começa a jornada de Tutu pela salvação de sua mãe e a dele mesmo.


6 - "Lone Women" de Victor LaValle


ree

Ficha Técnica:


Nome: Lone Women

Autor: Victor LaValle

Editora: One World

Gênero: Fantasia

Número de Páginas: 304

Data de Lançamento: 28/03


Link de compra:











Sinopse: Adelaide Henry carrega um enorme vaporizador com ela para onde vai. Ele está trancado todo o tempo. Porque quando o baú se abre, as pessoas ao redor de Adelaide começam a desaparecer.


O ano é 1915 e Adelaide está com problemas. Seu pecado secreto é ter matado seus parentes, forçando-a a fugir da California em uma corrida desesperada e seguir para Montana como alguém que irá receber uma herança. Arrastando o baú com ela por todas as paradas. ela irá se tornar uma das "mulheres solitárias" se aproveitando da oferta do governo de terras livres para aqueles que puderem domá-las - exceto que Adelaide não está sozinha. E o segredo que ela tentou tão desesperadamente trancafiar pode ser a única coisa que irá ajudá-la a sobreviver neste território terrível.


7 - "And put away childish things" de Adrian Tchaikovsky


ree

Ficha Técnica:


Nome: And put away childish things

Autor: Adrian Tchaikosvky

Editora: Solaris

Gênero: Ficção Científica

Número de Páginas: 208

Data de Lançamento: 28/03


Link de compra:











Sinopse: Harry Bodie foi convocado para um delicioso mundo de fantasia saído dos livros infantis de sua amada avó. Só que não é delicioso dentro deste mundo.


Todas as estradas levam a Underhill, onde sempre é inverno e nunca é agradável.


Harry Bodie tem uma avó famosa, que escreveu livros infantis muito amados que se passam no agradável mundo de Underhill. O próprio Harry é um apresentador de programas infantis fracassado em que toda tentativa que ele faz de avançar sua carreira termina com uma autossabotagem. A história de sua família não parece nada além de um impedimento.


Um impedimento... ou pior. E se Underhill for real? E se esse mundo estivesse esperando décadas por uma criança prometida para lhe visitar? E se esse mundo não for nem um pouco agradável? E se seus cidadãos tiverem ficado sem paciência e estiverem cuidando de seus próprios assuntos?


8 - "A Brief History of Living Forever" de Jaroslav Kalfar


ree

Ficha Técnica:


Nome: A Brief History of Living Forever

Autor: Jaroslav Kalfar

Editora: Little Brown and Company

Gênero: Ficção científica

Número de Páginas: 320

Data de Lançamento: 28/03


Link de compra:











Sinopse: Quando Adéla descobre que tem uma doença terminal, ela deixa para trás a sua vila tcheca por uma chance de se reunir na América com Tereza, a filha que ela abandonou quando era pequena, décadas atrás. Mas o país que ela visitou como uma jovem mulher, quando ela se envolveu com um diretor de cinema e estrelou seu próprio filme cult de ficção científica, mudou completamente. Em 2030, a América é governada por um governo autoritário cada vez mais fechado para o resto do mundo.


Tereza, a pesquisadora que é uma sumidade para a VITA, uma companhia de biotecnologia dedicada a descobrir a chave para a imortalidade, está encantada por conhecer sua mãe, com quem ela forma uma conexão instantânea e profunda. Mas quando o seu tempo juntos é reduzido por eventos chocantes, Tereza deve descobrir a alarmante atividade da VITA nas terras devastadas que antes eram a Flórida e persuadir seu irmão tcheco que ela nunca conhecer a se unir a ela nesta aventura.


9 - "Infinity Gate" (The Pandominion vol. 1) de M.R. Carey


ree

Ficha Técnica:


Nome: Infinity Gate

Autor: M.R. Carey

Série: The Pandominion vol. 1

Editora: Orbit

Gênero: Ficção científica

Número de Páginas: 504

Data de Lançamento: 28/03


Link de compra:










Sinopse: O INFINITO É APENAS O COMEÇO.


O Pandomínio: uma aliança política e comercial de milhões de mundos. Exceto que eles são apenas um mundo, a Terra, em muitas realidades diferentes. E quando a ameaça de uma IA surge podendo destruir tudo que o Pandomínio construiu, eles irão erradicá-lo por quaisquer meios necessários.


A cientista Hadiz Tambuwal está procurando por uma solução para o colapso ambiental de sua própria Terra quando ela esbarra no segredo da viagem interdimensional, um segredo que poderia salvar todos em seu planeta moribundo. Isso a leva ao meio de uma guerra em uma escala que ela jamais sonharia. E ela precisa escolher um lado antes que qualquer realidade pague o preço.


10 - "The New One" de Evie Green


ree

Ficha Técnica:


Nome: The New One

Autora: Evie Green

Editora: Berkley Books

Gênero: Ficção científica

Número de Páginas: 400

Data de Lançamento: 28/03


Link de compra:











Sinopse: Para Tamsin e Ed, a vida é dura. Ambos trabalham longas horas por dia por pouco dinheiro e chegam em casa para enfrentar Scarlett, uma filha intempestiva e rebelde.


Depois de um acidente trágico deixar Scarlett em coma e com pouca chance de recuperação, Tamsyn e Ed estão sem opções até que uma esperança surge na forma de um teste médico pouco usual. Em troca do melhor tratamento para Scarlett, um apartamento totalmente mobiliado e recursos financeiros ilimitados, a família deve concordar se mudar para a Suíça e abrigar uma cópia artificial de sua filha em sua casa.


Subitamente sua vida é transformada. Tamsyn e Ed recebem muita coisa e a nova IA, Sophie, faz parecer que eles tem sua filha de volta - só que sem todas as piores partes. Sophie é engajada, alegre e realmente quer passar tempo com seus pais.


Mas as coisas acabam indo para pior quando Scarlett tem uma recuperação surpreendente e a família descobre que as forças por trás de sua nova vida são mais sombrias do que eles poderiam ter imaginado.


ree

 
 

Em uma sequência de quatro histórias independentes e funcionando como um interlúdio do arco principal, Gaiman nos presenteia com o seu lado mais poético e artístico contando sua versão de Sonhos de uma Noite de Verão e a famosa Um Sonho de Mil Gatos. Apreciem sem moderação!


ree

Sinopse:


Uma das histórias mais populares e aclamadas pela crítica de todos os tempos, a obra-prima premiada de Neil Gaiman, SANDMAN, definiu o padrão da fantasia lírica e adulta na era moderna dos quadrinhos. Ilustrado por uma seleção exemplar de alguns dos artistas mais habilidosos do meio, a série é uma rica mistura de mitologias modernas e ancestrais na qual ficção contemporânea, drama histórico e lendas são costuradas com perfeição. TERRA DOS SONHOS reúne as edições 17 a 20 de SANDMAN, trazendo as histórias Calíope, Um Sonho de Mil Gatos, Fachada, e a aclamada Sonho de uma Noite de Verão - única história em quadrinhos a vencer o World Fantasy Award como Melhor Ficção Curta. A edição também inclui o roteiro original de Calíope com anotações do roteirista e do desenhista.





Esse terceiro volume é um pouco diferente dos anteriores. Depois de finalizado Casa de Bonecas, Neil Gaiman passou por um período de cansaço devido à pressão de entregar os materiais no prazo e criar novas histórias. Quando um autor precisa deixar uma história na gaveta por um tempinho antes de retornar a ela. Terra dos Sonhos é uma coletânea de quatro histórias autocontidas que se passam no universo do personagem. Elas podem ser narradas por ele, ter Morpheus sendo citado ou com ele agindo em segundo plano. A proposta é usar Morpheus como um catalisador para aquilo que acontece na história. Ou não como é o caso da última história que sequer tem o seu envolvimento. Historicamente é a partir deste volume que Sandman se separa do resto das revistas da DC. Quando Gaiman abandona o compromisso com uma narrativa linear, com o cumprimento de prazos (embora o autor fosse altamente produtivo e correto nesse sentido) e com a necessidade de prestar contas que a série decolou ao patamar que é hoje. Casa de Bonecas é um dos arcos mais incríveis da série, mas é em Terra dos Sonhos que o autor ganha asas.


Queria começar pelo final ao falar do roteiro de Gaiman para essa edição. Muitas vezes temos cópias dos roteiros disponibilizadas nos extras de uma edição e não damos bola para ele. Passamos direto ou fechamos a revista. Sugiro fortemente que os leitores passem um tempinho apreciando como Gaiman construía suas histórias ao lado dos artistas e letristas. Cada autor tem sua própria maneira de construir um roteiro; embora existam manuais a respeito, a maioria segue os seus instintos e compõe à sua maneira. Por exemplo, Alan Moore é mais corretinho e preso a padrões, chegando a guiar a mão do artista. Gaiman tem uma abordagem mais livre e solta, quase como se estivesse conversando com quem está ao seu lado. Aliás, não há um certo ou errado nesse ponto. Mencionei que Moore é mais preso, mas vai mais da sua visão para a HQ, como um artista pincelando quadros. Gaiman aponta na sua escaleta de onde vieram suas inspirações, como ele imagina os personagens na cena. O mais curioso é quando o artista não segue o que Gaiman imagina e cria algo sensacional no lugar que fornece outro efeito. O roteiro escolhido aqui é o de Calliope, a primeira história e a narrativa é feita ao lado de Kelley Jones e Todd Klein que é o letrista.


Começando por essa história especificamente, ela fala de um autor chamado Rick Madoc que se encontra em uma encruzilhada: depois de escrever um livro de sucesso, ele não tem mais ideias para continuar sua carreira. Temendo se tornar um autor estagnado, ele sai em busca de uma maneira de alimentar sua mente criativa e descobre um homem misterioso chamado Erasmus Fry, que foi um autor de sucesso no passado. Fry capturou uma das nove musas da Antiguidade, Caliiope, e usa seu corpo e sua essência para alimentar suas ambições. Agora já idoso, ele troca sua musa por um instrumento místico raro. Calliope imaginava que finalmente seria libertada depois de décadas sendo abusada por um homem maldito. Só que ele passou para as mãos de outro abusador para sua total tristeza. Graças aos poderes de Calliope, Madoc consegue o seu sucesso imediatamente. Vende milhares de livros, participa de festas VIPs, é chamado para escrever roteiros de filme. Enfim, consegue tudo o que ele sonhava e mais um pouco. Mas, ele precisará prestar contas algum dia pelo mal que fez. E a vingança de seres imortais pode ser bem cruel.

ree

A arte dessa edição fica a cargo de Kelley Jones, como mencionei acima. Ele cria um clima soturno que me remeteu imediatamente às composições de Richard Corben em Espírito dos Mortos: homens malignos com sorrisos crueis, uma atmosfera gótica e um Morpheus que não tem quase nada de humano. Calliope aparece em diversos momentos nua, mas é aquela nudez que nos deixa perturbados e desconfortáveis. Ela é uma mulher no limite do abuso físico e psicológico, deixada faminta em um quarto escuro e servindo literalmente como um instrumento. Kelley não a sexualiza de forma alguma. As cenas são fortes, mas no sentido da violência crua, da objetificação da personagem e em seu desespero para sair daquela situação. Várias das cens são fechadas com pouca coisa ao fundo e apenas a personagem em estado de desespero. Gostei também da quadrinização que embora seja bastante padrão, usa quadros longos verticais ou horizontais para contar flashbacks ou cenas em close.


A segunda história se tornou mais conhecida recentemente por ter sido apresentada em um episódio especial da série em live-action, Um Sonho de Mil Gatos. Na história vemos um gatinho sendo convocado para uma reunião secreta em um cemitério onde uma convidada vinda de outro lugar conta uma história alternativa sobre a criação do mundo onde os gatos é que seriam as espécies dominantes do planeta e os humanos estariam subservientes a eles. Só que um dia os humanos sonharam com um mundo diferente e ele acabou sendo alterado para todo o sempre. Essa é uma narrativa que versa sobre uma das paixões de Gaiman, que são as histórias mais afinadas a fábulas ou contos de fadas. Principalmente com a existência de seres antropomórficos ou animais que falam como humanos. O roteiro é magnífico e flerta apenas com o fantástico alterando o todo apenas no fato de ter animais falantes. Morpheus aparece na forma de um gato dos sonhos, mostrando que os sonhos são universais e que ele pode aparecer em diferentes formas para diferentes indivíduos. A história vai brincar também com uma maneira alternativa de enxergar mitos e lendas. Para mim, só não é a melhor história dessa edição porque tem a próxima que bate no meu coração como alguém que gosta de Shakespeare.


Vou falar um pouco da colorização já que comentei sobre a arte de Kelley Jones acima. Daniel Vozzo está encarregado das cores e ele consegue alternar entre um gótico escuro e uma atmosfera onírica pura. Em um primeiro momento somos transportados para um local assustador em que as imagens do cemitério formam enormes sombras que cobrem os campos. A gata contadora de histórias aparece subitamente quase como uma aparição e ela ser branca e ter um rosto escuro potencializa a atmosfera quase sobrenatural. A ida ao mundo dos sonhos é bizarra e repleta das cores preta e roxa, dando um visual cósmico ao local. Essa estranha escolha de cores com o rosto preto do gato-Morpheus entorpece e enebria o leitor. O legal é que quase que imediatamente somos transportados a uma Terra primitiva com planícies verdejantes, árvores enormes e animais gigantes por toda a parte. Esse vai e vem desconcertante nos coloca no clima fabulesco da narrativa. As cores de Vozzo combinam muito com a arte de Kelley Jones.

ree

A terceira narrativa é a adaptação de Sonhos de uma Noite de Verão para o universo de Sandman. Morpheus conheceu Will Shekespeare na edição passada e fez um pacto com ele: tornaria suas obras imemoriais e lhe daria o dom da criação, mas em troca ele teria de sacrificar algo que lhe fosse precioso e encenar duas de suas peças para um público que ele iria indicar. Essa é a primeira das duas peças ele chega a uma campina onde sua trupe monta os cenários e se prepara para apresentar para um público especial: Auberon, Titânia e toda a sua corte. Os mesmos Auberon e Titânia que são representados na peça, mas os atores não desconfiam do fato, apenas que a plateia é estranha. A arte é do sempre competente Charles Vess com colorização de Steve Oliff. E Vess detona nessa edição com um oceano de cores que se espalha de forma fabulosa pelo cenário. É impossível não ficar encantado com tudo o que acontece, seja em primeiro plano ou no fundo. É muita coisa acontecendo, sem falar na escolha dos quadros e dos ângulos empregados. Não é à toa que essa é considerada uma das melhores histórias de todo o arco do personagem.


Muitas coisas acontecem, mas vamos falar do lado humano a princípio. Shekespeare é um diretor teatral em busca daquele sucesso que irá projetar sua carreira. É um homem obcecado pelos seus textos a ponto de deixar seu filho de lado. Cada pequeno detalhe da peça tem que estar perfeito, caso contrário não é o suficiente para ele. Will precisa lidar também com sua trupe que carece de sucesso e começa a ter desconfianças quanto ao talento de seu diretor. Todos eles desejam encenar peças tradicionais e famosas, mas Will insiste em suas ideias malucas que parecem não agradar ninguém além de si mesmo. O surgimento desses seres meio-humanos coloca o diretor em alerta total, mas ele nada pode fazer já que fez um pacto com um ser imortal. Will teme ter sua alma roubada para sempre. A questão é o que ele precisará sacrificar para ter seu nome gravado nos anais da história? É uma bela história que chega quase a criar conexões com a primeira, apesar de todas as diferenças entre Madoc e Will. Enquanto Mados é um homem mesquinho e maldito, Will é meramente um tolo. Mas, são homens geniais que veem em suas obras aquilo que os define como indivíduos.


Há também uma discussão entre Morpheus, Auberon e Titânia sobre o desencantamento do mundo. A história se passa, cronologicamente, no começo da Idade Moderna, com o Renascimento acontecendo por toda a Europa. O homem passou a ser um ser regido pelo racionalismo, pelo método científico. Nesse admirável mundo novo não há mais espaço para o fantástico e o maravilhoso. Avistar duendes e elfos são coisas do passado, pertencem a mentes supersticiosas que ainda buscavam suas respostas na luz divina ou em rituais pagãos. Há uma certa tristeza e conformismo nas falas do casal que sabe que essa é a última vez que eles estarão presentes nesse mundo, que não oferece mais um lar para eles. Morpheus, aqui chamado de o Moldador, também está consciente disso e só gostaria de fazer uma homenagem a eles. A magia do mundo está acabando e essa linda peça que reimagina uma corte tão importante pode ser o último suspiro de uma tarde de verão. Gosto dessas duas histórias acontecendo lado a lado uma da outra, e Gaiman consegue manter um dinamismo entre a narrativa do homem obcecado por sua criação e o desaparecimento da magia. Há uma austeridade especial que paira por toda a narrativa.


ree

Chegamos à última história que tem o título de Fachada e tem arte de Colleen Duran com arte-finalização de Malcolm Jones III. Essa última história tem uma arte que tem muito em comum com as da primeira edição, Prelúdios e Noturnos. Toda a palheta voltada para o marrom e o cinza dá um clima claustrofóbico ao que o autor deseja nos apresentar. A história flerta mais com o terror com algumas cenas bem bizarras como o rosto da protagonista se desfazendo ou o horror demonstrado por aqueles que a observam. Sem falar no fato de que a maior parte da trama se passa em um quarto onde a personagem permanece. A Morte de Malcolm Jones III é absolutamente maravilhosa. Ela tem uma jovialidade que transborda pelos poros sem deixar de ser temível. Suas várias facetas são entregues por suas expressões: ora ela sorri com divertimento, ora ela observa como a fatalidade do momento e ora ela tem um olhar meigo demonstrando sua ternura. Não é um roteiro que me encantou de todo, mas a arte de Doran é bastante eficiente e consegue entregar bem o roteiro proposto por Gaiman. A arte-final de Malcolm Jones III potencializa o que já era muito bom e eleva o nível dos traços. Seja um hachurado para dar mais perspectiva, ou um afinamento nas linhas.


O roteiro nos coloca diante de Urania Rockwell, uma mulher desesperada e sem ter como viver em sociedade. Quando era mais jovem e fazia parte de um grupo de agentes secretos, ela foi exposta aos poderes mágicos de Ra, o deus-sol. Assim como Rex Mason, o Metamorfo, seu corpo se alterou violentamente para adotar características transmórficas. O que parecia um dom, logo se tornou um pesadelo já que sua beleza desapareceu completamente e ela se tornou uma mera casca daquilo que era antes. As pessoas ficam apavoradas perto dela, com medo de sua aparência aterradora. Em seu desespero, ela deseja apenas deixar este mundo, mas seus poderes a tornam praticamente imortal. O que vemos a seguir é uma linda conversa entre ela e a Morte que vem buscar outra alma, mas permanece para lhe oferecer palavras de conforto. Nessa história Gaiman fala sutilmente de dois temas: a sociedade de aparências que nos julga por nossa casca externa e a nossa incapacidade de ter coragem e seguir adiante. Às vezes estamos tão imersos em nossos problemas que não conseguimos enxergar aquilo que se encontra na nossa frente.


Essa terceira edição de Sandman é pura magia. Gaiman abandonou os princípios que acabam ditando os rumos de revistas mensais e assumiu o seu próprio ritmo, se descolando do universo maior da DC sem abandoná-lo completamente. Suas histórias são autocontidas o que o ajuda a entregar a narrativa que ele queira para aquela edição. Então temos um escritor usando uma Musa para alimentar sua criatividade, um mundo alternativo onde gatos são o topo da cadeia alimentar, uma reimaginação de uma das peças mais famosas de Shakespeare e uma mulher desesperada e quase imortal que deseja apenas deixar este mundo. Como artistas temos o sempre competente Kelley Jones, o eterno parceiro Charles Vess e uma bela arte escura de Colleen Doran. Impossível não apreciar esta edição.


ree









ree

Ficha Técnica:


Nome: Sandman Edição de 30 Anos vol. 3 - Terra dos Sonhos

Autor: Neil Gaiman

Artistas: Kelley Jones, Charles Vess e Colleen Doran

Coloristas: Daniel Vozzo e Steve Oliff

Arte-Finalistas: Malcolm Jones III

Editora: Panini Comics

Tradutores: Jotapê Martins (texto principal) e Érico Assis (textos extras)

Número de Páginas: 240

Ano de Publicação: 2019


Outros Volumes:

Vol. 4

Vol. 5


Link de compra:





ree

 
 

O jovem Gran sempre sonhou seguir os passos de seu pai e encontrar a ilha que fica no fim do céu. Quando ele resgata a jovem Lyria que é perseguida por soldados do Império, sua vida fica ligada intrinsecamente a dela e uma jornada tem início.


ree

Sinopse:


Gran, o garoto que sonha com uma aventura na ilha das estrelas, “Estalucia”. Lyria, a garota de olhos e cabelos azuis que foi perseguida pelo Império. A aventura desde o encontro dos dois até a viagem pelo grande céu acaba de começar.





Granblue Fantasy é a novelização de um RPG japonês de sucesso de PS4. Só por essa definição de uma frase já vem uma série de problemas que acabam fazendo o mangá ser limitadíssimo e todo o resto não ajuda muito. O autor é alguém conhecido por trabalhar nesse tipo de adaptações e o artista cocho, confesso que não conhecia antes desse mangá. O que acaba me fazendo torcer o nariz depois de ter lido os dois primeiros volumes é o quanto a adaptação em anime consegue ser melhor do que o mangá, e isso levando em conta que a animação nem é tão legal assim. Tudo é muito normal e clichê e o autor não aproveita o mundo do RPG para criar algo diferente. Peço desculpas já a quem acompanha o site, mas pelo jeito vou passar as resenhas dos sete volumes do mangá reclamando horrores disso. O mais curioso é que o mangá segue precisamente a animação, mas corta muita coisa ou acelera onde não precisava.


No primeiro volume temos uma apresentação básica dos dois protagonistas, Gran e Lyria. No mundo onde se passa a história, os seres humanos habitam ilhas voadoras que se interligam através de naves que singram os céus de Granblue. Gran habita em uma ilha pacata onde passa os dias treinando como espadachim porque deseja seguir o pai, um aventureiro que tinha sua tripulação e encontrou a ilha que fica no fim do céu, Estalucia. O protagonista guarda com carinho a carta que seu pai o enviou, quase que uma espécie de convite à aventura. Um dia, enquanto reinava ao lado de seu companheiro alado Vyrn, Gran cruza com uma doce menina de cabelos azuis que pede sua ajuda. Ela está sendo perseguida pelo Império que utiliza de métodos violentos para capturá-la. Convencido pelo pedido de ajuda da jovem, Gran enfrenta o capitão Pommern que usa de métodos sujos para cumprir seu objetivo. A protetora de Lyria, Katalina, aparece para dar suporte, mas o surgimento de uma besta do cristal coloca tudo a perder quando esta atinge Gran mortalmente. É então que Lyria toma uma atitude impulsiva...


A arte de cocho é bem qualquer coisa. Os personagens desenhados pelo artista são baseados no design original do game, então não dá exatamente para colocar nada no quesito originalidade. Mesmo os adversários também seguem esse modelo. Em uma adaptação de game ou novelização de animação o que é colocado em questão é o quanto o artista compreendeu a essência do que está sendo adaptado. Geralmente se cai em dois lados: ou o artista cria algo normal que vai suprir o que foi pedido e nada mais ou consegue potencializar o material adaptado e criar algo parecido, porém distinto. cocho cai no primeiro caso. A arte mescla alguns elementos de arte digital com a pena do mangaka e cria alguns momentos bastante esquisitos. Ele carrega demais no preto, o que tira a harmonia dos quadros. Algumas cenas como a do aparecimento do proto Bahamut são pesadas e chamam a atenção pelos motivos errados. Em um confronto entre dois seres gigantescos, o artista pode chamar o olhar do leitor para o meio da ação em que dois leviatãs usam seus enormes poderes e criam algo épico. Só que a cena é tão mal composta que meu olhar acaba indo para a barriga do Bahamut por causa do preto escamado dali. Mesmo o momento em que o dragão dispara sua rajada energética, ela perde o impacto por causa do ângulo estranho de câmera.

ree

O roteiro não fica atrás do que é a arte sendo preguiçoso e conveniente demais. Entendo que é baseado no roteiro de um game e o autor precisa fazer a história se movimentar, mas custa ter nexo? Oferecer boas justificativas para alguns encontros? A animação consegue explorar as mesmas coisas de formas bastante sutis, e olhe que o roteiro dela nem é tão fantástico assim. Alguns exemplos são o entorno de Gran na ilha, seus parentes próximos e o que faz ser alguém querido na ilha. A saída de Gran da ilha é um acontecimento corrido, mas ele ainda tem tempo para despedidas, sem falar na épica fuga usando a pequena nave de Katalina. É possível atender ao roteiro do game... o autor só não pode se tornar escravo do mesmo. Com alguns quadros extras, seria possível contar a mesma história só que dando maior riqueza aos personagens. Porque do contrário a gente cai no velho adágio dos acontecimentos se sucedendo exatamente no lugar certo, na hora certa e do jeito certo. Outro exemplo: por que não justificar o motivo de Gran sempre estar treinando próximo ao templo especial? Ou por que Lyria foi atraída justamente para aquele lugar? Não, as coisas precisam ser convenientes demais e o roteiro se torna pobre.


Vou deixar para comentar sobre Gran mais abaixo, até para vincular sua jornada com a de Rackam, e aproveitar para falar da forma de escrita em si. Fugetsu usa poucos balões de diálogo e algumas sequências de páginas parecem gritos de guerra seguidos um do outro ou frases de efeito bobas como "Vamos lá!" ou "Fujam todos" consecutivamente. Não sei se ele queria deixar a arte de cocho respirar e se espalhar mais (e eu não vejo motivo para isso) ou se foi só a falta de ideias para colocar falas nos balões. Sem falar que os vilões parecem todos ter as mesmas características e falarem as mesmas coisas. Um bom exemplo disso é a diferença, ou falta dela, entre Pommern e o general Furias que aparece mais no final deste volume. Acho que a diferença deve ser mais a falta de bigode e o Furias ser um moleque meio élfico. Até rir igual, eles riem. O roteiro é menos preguiçoso no segundo volume, mas no primeiro é de irritar para valer. Lembro que li o primeiro volume inteiro em menos de meia hora e nem tinha a curiosidade de pegar o próximo volume. Mas, como sou uma pessoa corajosa (ou maluca) peguei o segundo volume.


O mote do segundo volume é apresentar a coragem de Gran e o que faz se tornar o líder do seu grupo e o dilema de Rackam que alega ter sido traído pelo céu. A narrativa deste segundo volume é um pouquinho melhor que a do primeiro, mas os saltos de roteiro frequentes incomodam o leitor. Daqueles do tipo, de onde veio aquele personagem? Tem uma garota, que é amiga de infância do Rackam e se torna alguém fundamental neste segundo volume, que sai de algum buraco negro e brota no meio do mangá. Quando o arco de Porto Brisa está quase encerrando é que o autor se lembra que tem que contar como é a relação entre o Rackam e a garota, que, sinceramente, sequer lembro do nome e nem consegui encontrar no mangá onde o nome dela é citado. Juro... passei uns dez minutos buscando e não encontrei. Tem o sujeito lá da taverna que parece também ser amigo do Rackam, mas ele não aparece nas memórias do personagem... ou aparece e é bizarramente diferente de como ele é no presente da história.


ree

Mas, vamos falar de como o cocho representa as cenas de ação. Porque é uma aula do que NÃO fazer em um mangá. Já mencionei em outras resenhas o quanto é importante conhecer o ambiente no qual a sua história se passa. Em uma cena de luta, temos várias peças se movendo de um lado para o outro. Não pensem que desenhar batalha é mole; é preciso entender alguns princípios como simultaneidade e sequencialidade. No primeiro, entender o que os diversos personagens nos quadros estão fazendo para que suas ações façam sentido. Se um personagem A está lutando com um B, o que os demais estão fazendo? Se são aliados, devem estar acontecendo lutas simultâneas, então o artista precisa imaginar na sua cabeça como os movimentos vão ser transpostos para um quadro. Ou até se a cena está acontecendo no fundo. Quando digo sequencialidade, quero dizer como os movimentos do seu protagonista são recebidos pelo vilão e são desviados, aparados ou contra-atacados. Porque existe uma lógica nos movimentos. Se eu bloqueio, sou jogado para trás? Ou sou tão forte que só aparo com as mãos ou um escudo? Se fui bloqueado, onde estarei no segundo seguinte? Tudo isso que estou narrando são sequências de segundos ou microssegundos que podem ser traduzidas em páginas e mais páginas nos quadros. Akira Toriyama, o criador de Dragon Ball, era um mestre na arte de compreender estes dois conceitos. Embora algumas de suas lutas durassem vários volumes de um mangá, o leitor conseguia imaginá-las acontecendo. Elas eram lógicas e faziam total sentido. Aqui, não consigo ver isso. As cenas soam estranhas.


Neste segundo volume, Gran é elevado a comandante do bagulho todo. O motivo disso para mim me escapa completamente. Katalina é uma guerreira muito mais experiente do que ele e seria a escolha mais lógica para liderar a equipe. O autor poderia ter pensado em um arco de dois ou três capítulos onde Gran precisaria se provar para Katalina e se tornar o líder do grupo, sem fugir demais da narrativa do game. Conveniências, sacam? Na animação, é mostrado parte do treinamento de espada do Gran e a gente percebe que ele treinou com outra pessoa. No mangá, ele é o super autodidata, aquele que domina técnicas como a Espada Vorpal, depois de sete anos de treino. Acho que vou comprar uma espada agora e ficar treinando no mato aqui perto de casa que vou me tornar um herói lendário. Gente, não espero que um mangá shounen adaptado de um game seja completamente lógico até porque a maioria dos JRPGs são clichês, mas há de se ter algum nexo. Até porque a minha suspensão de descrença tem limite. Mas, enfim, com a força do amor e o apoio da amizade, nosso bravo protagonista venceu seus dois desafios com louvor. Me questiono onde o Império contrata uns soldados tão tronxos que até um caipira de uma ilha afastada consegue dar uma surra neles. Como será que esse Império consegue sobreviver com tanta gente incompetente?


Estou tentando ser otimista com esse mangá. Tentando. E aí vamos falar do arco do Rackam que alega ter sido traído pelo céu. Quando era criança, ele encontrou a Grand Cypher, uma enorme nave deixada no meio de uma planície. E se apaixona por ela, e decide colocar essa nave para voar. Me pergunto por que nenhuma outra pessoa teve a mesma ideia. Um cara como o Eugen poderia ter aparecido a qualquer momento por ali, dado um conserto mequetrefe na nave e levado para consertar em outro lugar. Não, tinha que ser um moleque que ainda soltava pipa para consertar a aeronave. Obviamente que pelo menos nisso o mangá fez dez por cento de sentido. Impossível ele ter consertado a nave sozinho. Quando eles ventilaram a possibilidade do Rackam ter consertado sozinho, cheguei a revirar os olhos. Depois do super espadachim, tínhamos o super engenheiro. O personagem passou boa parte da vida irritado porque apareceu uma corrente de ar infeliz que o derrubou do céu e quebrou sua nave. Sério isso? Ele não pensou que poderia ter sido só um acidente? Ele foi "traído" pelo céu. O autor poderia ter usado a manipulação do poder de Tiamat, a besta dos ventos, para criar uma conexão entre o acidente e as atitudes estranhas dela. Não, não era isso. É esperar demais.


Essa é daquelas resenhas que os leitores vão ficar curiosos para saber que atrocidades vou dizer no minuto seguinte. Porque é impossível recomendar esse negócio para alguém. Ainda bem que o mangázinho era razoavelmente barato em comparação com os preços praticados hoje. Porque me sinto explorado ao ter adquirido sete volumes disso. Só como informação, o mangá vendeu tão mal no Japão que ficou pela metade. Ele corresponde só à primeira temporada da animação. Que tem uma segunda e ainda não assisti. Querem uma recomendação? Assistam ao anime. Pelo menos é divertidinho e um pouco mais bem feitinho (bem feitinho é o feio engraçadinho) do que isso aqui. Passem longe disso aqui. Se alguém estiver vendendo por uns 2 ou 5 mangos, aí sim talvez valha a pena para uma tarde de sábado. Volto para ofender o volumes 3 e 4 em breve.


ree









Ficha Técnica:


Nome: Granblue Fantasy vols. 1 e 2

Autor: Makoto Fugetsu

Artista: cocho

Baseado em um game produzido pela Cygames

Editora: Panini Comics

Tradutora: Sarah Longatto Fuidio

Número de Páginas: 168 e 176

Ano de Publicação: 2019


Link de compra:





ree


 
 
ficções humanas rodapé.gif

Todos os direitos reservados.

Todo conteúdo de não autoria será

devidamente creditado.

  • Facebook - Círculo Branco
  • Twitter - Círculo Branco
  • YouTube - Círculo Branco
  • Instagram - White Circle

O Ficções Humanas é um blog literário sobre fantasia e ficção científica.

bottom of page
Conversa aberta. Uma mensagem lida. Pular para o conteúdo Como usar o Gmail com leitores de tela 2 de 18 Fwd: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br Caixa de entrada Ficções Humanas Anexossex., 14 de out. 13:41 (há 5 dias) para mim Traduzir mensagem Desativar para: inglês ---------- Forwarded message --------- De: Pedro Serrão Date: sex, 14 de out de 2022 13:03 Subject: Re: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br To: Ficções Humanas Olá Paulo Tudo bem? Segue em anexo o código do anúncio para colocar no portal. API Link para seguir a campanha: https://api.clevernt.com/0113f75c-4bd9-11ed-a592-cabfa2a5a2de/ Para implementar a publicidade basta seguir os seguintes passos: 1. copie o código que envio em anexo 2. edite o seu footer 3. procure por 4. cole o código antes do último no final da sua page source. 4. Guarde e verifique a publicidade a funcionar :) Se o website for feito em wordpress, estas são as etapas alternativas: 1. Open dashboard 2. Appearence 3. Editor 4. Theme Footer (footer.php) 5. Search for 6. Paste code before 7. save Pode-me avisar assim que estiver online para eu ver se funciona correctamente? Obrigado! Pedro Serrão escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:42: Combinado! Forte abraço! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:41: Tranquilo. Fico no aguardo aqui até porque tenho que repassar para a designer do site poder inserir o que você pediu. Mas, a gente bateu ideias aqui e concordamos. Em qui, 13 de out de 2022 13:38, Pedro Serrão escreveu: Tudo bem! Vou agora pedir o código e aprovação nas marcas. Assim que tiver envio para você com os passos a seguir, ok? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:36: Boa tarde, Pedro Vimos os dois modelos que você mandou e o do cubo parece ser bem legal. Não é tão invasivo e chega até a ter um visual bacana. Acho que a gente pode trabalhar com ele. O que você acha? Em qui, 13 de out de 2022 13:18, Pedro Serrão escreveu: Opa Paulo Obrigado pela rápida resposta! Eu tenho um Interstitial que penso que é o que está falando (por favor desligue o adblock para conseguir ver): https://demopublish.com/interstitial/ https://demopublish.com/mobilepreview/m_interstitial.html Também temos outros formatos disponíveis em: https://overads.com/#adformats Com qual dos formatos pensaria ser possível avançar? Posso pagar o mesmo que ofereci anteriormente seja qual for o formato No aguardo, Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:15: Boa tarde, Pedro Gostei bastante da proposta e estava consultando a designer do site para ver a viabilidade do anúncio e como ele se encaixa dentro do público alvo. Para não ficar algo estranho dentro do design, o que você acha de o anúncio ser uma janela pop up logo que o visitante abrir o site? O servidor onde o site fica oferece uma espécie de tela de boas vindas. A gente pode testar para ver se fica bom. Atenciosamente Paulo Vinicius Em qui, 13 de out de 2022 12:39, Pedro Serrão escreveu: Olá Paulo Tudo bem? Obrigado pela resposta! O meu nome é Pedro Serrão e trabalho na Overads. Trabalhamos com diversas marcas de apostas desportivas por todo o mundo. Neste momento estamos a anunciar no Brasil a Betano e a bet365. O nosso principal formato aparece sempre no topo da página, mas pode ser fechado de imediato pelo usuário. Este é o formato que pretendo colocar nos seus websites (por favor desligue o adblock para conseguir visualizar o anúncio) : https://demopublish.com/pushdown/ Também pode ver aqui uma campanha de um parceiro meu a decorrer. É o anúncio que aparece no topo (desligue o adblock por favor): https://d.arede.info/ CAP 2/20 - o anúncio só é visível 2 vezes por dia/por IP Nesta campanha de teste posso pagar 130$ USD por 100 000 impressões. 1 impressão = 1 vez que o anúncio é visível ao usuário (no entanto, se o adblock estiver activo o usuário não conseguirá ver o anúncio e nesse caso não conta como impressão) Também terá acesso a uma API link para poder seguir as impressões em tempo real. Tráfego da Facebook APP não incluído. O pagamento é feito antecipadamente. Apenas necessito de ver o anúncio a funcionar para pedir o pagamento ao departamento financeiro. Vamos tentar? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 16:28: Boa tarde Tudo bem. Me envie, por favor, qual seria a sua proposta em relação a condições, como o site poderia te ajudar e quais seriam os valores pagos. Vou conversar com os demais membros do site a respeito e te dou uma resposta com esses detalhes em mãos e conversamos melhor. Atenciosamente Paulo Vinicius (editor do Ficções Humanas) Em qui, 13 de out de 2022 11:50, Pedro Serrão escreveu: Bom dia Tudo bem? O meu nome é Pedro Serrão, trabalho na Overads e estou interessado em anunciar no vosso site. Pago as campanhas em adiantado. Podemos falar um pouco? Aqui ou no zap? 00351 91 684 10 16 Obrigado! -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification Área de anexos ficcoescodigo.txt Exibindo ficcoescodigo.txt.