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Anos depois da tragédia que se abateu sobre Thorfinn, o bando de Askeladd está em uma campanha na Inglaterra. Thorfinn se questiona sobre seus objetivos e se encontra em uma encruzilhada de sua vida em que se vê lado a lado com o inimigo.

ATENÇÃO: Spoilers da edição passada!


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Sinopse:


Após a emboscada que culminou na morte de seu pai, Thorfinn seguiu viagem pela Inglaterra sob ordens de Askeladd. E uma batalha na ponte de Londres mostrará ao jovem guerreiro que os próximos duelos poderão ser muito mais difíceis do que imaginava. O bando de mercenários dinamarqueses de Askeladd planeja uma investida contra o exército de Thorkell para resgatar o princípe Knut. Para isso, eles entram em um condado do País de Gales, onde buscam refúgio. Lá, Askeladd se encontra com um antigo companheiro de batalha.







ATENÇÃO: Spoilers da edição passada!




No final da edição passada vimos a morte de Thors, pai de Thorfinn pelas mãos de Askeladd, a mando do chefe Floki. É essa tragédia que vai moldar a mente do nosso protagonista e seu indomável espírito de vingança. Ainda não sabemos exatamente como ele se juntou ao bando de Askeladd (se foi imediato ou um pouco depois), mas ele vem desafiando o assassino de seu pai para duelos mortais por anos a fio. No início desse segundo volume, vemos a guerra entre os danes e os ingleses, quando o rei Sweyn decide iniciar uma campanha de invasão e saques. Uma guerra que vai durar muitos e muitos anos e envolve vários interesses. No meio do conflito, Thorfinn se vê dividido entre sua vingança e uma guerra pela qual ele não entende o motivo. O bando de Askeladd parte para a conquista da cidade de Londres, mas se vê às voltas com um antigo companheiro, Thorkell, que passou para o lado dos ingleses e se revela ser uma montanha impenetrável.


Ainda temos bastante desse espírito de mangá shounen com inúmeras cenas bizarras de ação como Thorkell atirando pedras e toras enormes como se fossem sacos de batatas. Estou dando só um exemplo, mas tem várias outras coisas acontecendo e não tiram a graça de Vinland Saga. É essa mistura de mangá de ação com romance histórico que dá o tom do que Yukimura tem construído. A sequência de combate entre Thorfinn e Thorkell é de tirar o chapéu. Mais uma vez o autor demonstra sua habilidade em criar cenas de bastante tensão com um domínio da linha cinética. Tudo é bem coreografado e faz com que o leitor se mantenha com a respiração presa. Mesmo as cenas de batalha campal são bastante legais e me fizeram lembrar de séries como Vikings e O Último Reino. A última coisa que eu esperaria encontrar em um mangá japonês seria uma barreira de escudos. E Yukimura consegue representar estes tiques de batalha tipicamente ocidental com uma naturalidade absurda.

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Não posso deixar de elogiar a arte também no sentido da pesquisa e da referência histórica. E vou focar nesta resenha nos aspectos do combate já que mencionei as construções e as vestimentas na resenha passada. As armas são de fato baseadas nas que existiam na época com um detalhe todo especial em coisas simples como as bainhas ou as empunhaduras. Cheguei a ver inclusive uma espada que possuía runas nórdicas em seu fio, um detalhe que pode passar despercebido quando o autor te coloca observando o combate entre personagens. Dois outros elementos que valem ser mencionados são o burh e os pequenos navios que os vikings usavam para entrar em rios menos compridos. O burh realmente fazia parte do sistema de defesa dos anglo-saxões e Londres era um entroncamento importante para os reinos da época. Estar posicionado em rios mais rasos foi uma arma empregada pelos saxões para evitar o avanço dos vikings. Não foi inteiramente eficiente, mas não por causa dos invasores em si, mas por conta dos conflitos internos. Já no que diz respeito aos navios menores, vale destacar alguns detalhes simples como os escudos redondos colocados na lateral dos barcos, uma tática de defesa que visava reduzir os danos causados pelos arqueiros ingleses que eram tropas treinadas e letais. Outro detalhe vai para a rampa na frente do barco que servia para proteger o líder que ficava de observação na proa.


Acompanhamos dois momentos na vida do Thorfinn: quando ele era um pouco mais jovem e no presente do mangá. O autor quis trazer como se deu o amadurecimento do personagem que acabou se envolvendo com Askeladd e precisando se transformar em uma máquina de combate para levar a cabo seu objetivo. Isso o transformou em uma pessoa bastante diferente do menino inocente que vemos no volume anterior. Logo no começo temos uma ilustração disso quando ele é abrigado por duas camponesas logo após ser ferido por tropas inglesas. Askeladd passa a usar Thorfinn como uma espécie de guerreiro avançado, se infiltrando para sinalizar ataques das tropas vikings. Durante um tempinho, Thorfinn conseguiu sentir um pouco do calor de uma família, mesmo estando no lado inimigo. Essa situação vai construir os sentimentos do personagem para o desenvolvimento que veremos adiante. O personagem percebe a existência de famílias inocentes que acabam sendo tragadas para uma batalha da qual eles nada tem a ver. É óbvio que, para ele, isso remete à sua mãe, pai e irmã. Mais tarde temos o bando de Askeladd saqueando uma cidade e se divertindo ao causar inúmeras atrocidades ao tomar uma cidade. Algo que Thorfinn não consegue aceitar. Sua frase "O que eles veem de engraçado em uma guerra?" reflete bem o espírito do personagem na metade desse segundo volume.


A guerra entre os danes e os saxões é bem abordada neste segundo volume e Yukimura aponta quais foram as motivações que levaram o rei Sweyn a investir em algo de tamanha escala. Lembrando que, historicamente, os saxões vão perder cada vez mais espaço com o passar do tempo. Porém, Yukimura nos ilustra como as alianças entre as diversas tribos danes era algo bastante flexível. Embora levados por uma sede de sangue e espólios, as lealdades não eram tão confiáveis. Depois de dez anos de uma guerra sem fim, os danes estão cansados e quando não se tem mais tantos lugares para atacar ou as campanhas se tornam mais e mais difíceis, eles querem buscar uma saída fácil para seus problemas. É o que leva Thorkell a trair os danes e passar para o lado dos ingleses. Não é nenhuma trama complexa de ser compreendida. Manter o interesse dos seus comandados com uma longa campanha vai ser um empecilho para os vikings.

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A religião também é um tema importante desse segundo volume onde começamos a ver o embate entre um cristianismo mais humilde e com tendências globalizantes encarando um paganismo de origem cultural que valorizava o culto à guerra. Lembrando que historicamente houve um proselitismo cristão maciço nas regiões do norte da Europa entre os séculos IX e XI resultando na formação de uma comunidade crescente de novos convertidos. Percebemos nas falas dos membros do grupo de Thorkell o quanto alguns pensam em se converter por conta da mensagem salvífica e de humildade da "nova religião". Isso entrava em choque com uma cultura guerreira tradicional em que os deuses nórdicos tinham seus humores e desejos egoístas em relação à humanidade. Para um grupo de vikings, entender a mensagem de um deus que se sacrifica pelos outros em uma cruz sem levantar um machado ou uma espada é difícil de compreender. Só que as mensagens implícitas a respeito de amar o próximo, da compreensão, do sacrifício e da salvação começam a mudar lentamente a visão deles. Ao mesmo tempo, é preciso destacar que os vikings permaneceram muitos anos na Inglaterra e na antiga Bretanha (norte da França) e acabaram se misturando com a cultura local. Elementos dessas culturas se mesclaram com a deles, criando um sincretismo religioso.


Esse período em que se passa a história é visto também como um momento de muitas dificuldades para a humanidade. Como mencionei na resenha anterior, acreditava-se que a humanidade iria ser destruída. O milenarismo tomou conta das discussões da época. Nessa edição vemos que isso não é algo ligado apenas às culturas cristãs, mas outros povos acreditavam no crepúsculo da humanidade. Fatores como uma pequena Idade do Gelo, epidemias desconhecidas, desabastecimento alimentar, contribuíam para isso. Não é estranho que os ânimos das várias civilizações humanas estivessem elevados e ações improváveis fossem levadas a cabo como uma insana invasão viking, um povo acostumado mais a saques e assaltos esporádicos do que a invasões duradouras. Por essa razão, quando as incursões começaram, os governantes saxões não deram tanta atenção; não à toa, essa é uma guerra que sequer tem um nome, mas que devastou a ilha britânica. Yukimura faz um excelente paralelo entre a queda do Império Romano e os ciclos históricos. Em uma ruína antiga com pilares romanos, Askeladd comenta com Thorfinn sobre o fato de que naquele lugar residiu um dos maiores impérios da humanidade. E que naquele momento, este grande império não passava de pó e ruínas. O autor quis comentar sobre essas idas e vindas da história, mas para Askeladd existe o contexto de eles imaginarem estar enfrentando um Ragnarok, uma destruição da humanidade pelos deuses.


Uma boa segunda edição com vários desenvolvimentos de personagens e mudanças. Temos uma história que segue um rumo explosivo em seus próximos capítulos com um príncipe fugitivo, uma invasão que segue de forma desastrosa e Thorfinn no meio de tudo isso desejando se vingar de Askeladd. Mas, e quando os seus objetivos começam a ficar para trás diante de algo maior e incontrolável? São cenas dos próximos capítulos e estaremos lá para conferir.


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Ficha Técnica:


Nome: Vinland Saga Deluxe vol. 2

Autor: Makoto Yukimura

Editora: Panini

Tradutora: Lídia Ivasa

Número de Páginas: 432

Ano de Publicação: 2020


Outros Volumes:

Vol. 1


Link de compra:










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Atualizado: 17 de nov. de 2023

De cara nova e com uma proposta mais contemporânea, a Aleph apresenta parte de seu catálogo para 2023 mesclando novos autores e velhos conhecidos. Confiram!


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Só revisando as regrinhas básicas desta postagem:


1 - Todas as informações são especulações feitas a partir da divulgação da editora em sua fanpage ou de cadastros de ISBN na Câmara Brasileira do Livro (CBL).


2 - Lançamentos podem ser adiados. O que fazemos é uma estimativa.


3 - Não respondo pelas editoras. Se houve algum problema no lançamento como atraso ou cancelamento, peço que entrem em contato com a editora em questão.


4 - No final, eu faço algumas apostas. Mas, apostas são isso mesmo: apostas. Nada garantido.


Caso as editoras desejem entrar em contato comigo, estou à disposição no ficcoeshumanas@gmail.com.


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Desempenho da editora em 2022:


A editora Aleph me parece que viveu um momento de transição em 2022. Dá para notar dois momentos distintos no ano que se encerrou: um com um ritmo semelhante ao de anos anteriores com republicações, novas capas, projetos gráficos inéditos para materiais já publicados visando atrair novos públicos. Manter o catálogo nas prateleiras, o que é algo importante para a editora. E o segundo semestre cujo marco esteve na publicação da coletânea de contos de Alan Moore, Iluminações e do livro de Jaroslav Kalfa que originou uma adaptação para a Netflix. Como sou fã da editora sempre busco ficar de olho em suas movimentações; afinal foi a Aleph quem acabou me trazendo de volta para o mundo da literatura lá em 2012. Me parece que ela conseguiu finalmente resolver suas pendências e voltou em definitivo para o mercado. Esse começo de ano foi de reposicionamento da editora e estabelecimento de objetivos. Eles contrataram a Luara França, uma pessoa que trabalhava no editorial da Companhia das Letras e trouxeram outros nomes ligados ao mundo geek para retomar essa proposta da editora de furar a bolha. Anunciaram vários nomes de autores, alguns clássicos e outros atuais, para esse ano, com metas bastante ousadas. Os títulos que vocês verão nesta coluna, alguns já foram anunciados, outros são chutes baseados nos autores que eles divulgaram. Posso acabar errando em um título ou outro até porque, no caso de Samuel R. Delaney, imaginei que eles trariam Dhalgren e eles trouxeram Nova. Ok, seria um segundo chute, mas é para percebermos que às vezes imaginamos A e a editora pensa B.


1 - "Irmãs da Revolução" organizado por Jeff e Ann Vandermeer


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Ficha Técnica:


Nome: Irmãs da Revolução

Organizado por Jeff e Ann Vandermeer

Gênero: Ficção Especulativa

Tradutora: Márcia Men

Número de Páginas: 536


*A pré-venda está acontecendo pelo site da editora









Sinopse: Trinta contos escritos por mulheres de diferentes lugares do mundo, trinta histórias em que a ficção especulativa discute o que é possível esperar da sociedade. Nesta brilhante coletânea, o leitor terá contato com alguns dos nomes mais conhecidos da ficção científica atual, além de reencontrar clássicos do gênero. Aqui, temas como amor, trabalho, política e ciência são reimaginados sob a ótica feminista.


Indispensável tanto para fãs de ficção especulativa quanto para aqueles que desejam explorar pela primeira vez esse universo, Irmãs da revolução já é referência literária do gênero.


Esta edição ainda lança com exclusividade o conto “A mulher que vestiu a montanha”, da autora brasileira Aline Valek.


Contos desta coletânea:

  • As palavras proibidas de Margaret A. (l. Timmel Duchamp)

  • Minha calcinha de flanela (Leonora Carrington)

  • As mães da ilha Tubarão (Kit Reed)

  • A bandida da palmeira (Nnedi Okorafor)

  • As cinco filhas da gramaticista (Eleanor Arnason)

  • E Salomé dançou (Kelley Eskridge)

  • A casada perfeita (Angélica Gorodischer)

  • O truque da garrafa de vidro (Nalo Hopkinson)

  • As lágrimas da mãe deles: a quarta carta (Leena Krohn)

  • A solução da mosca da bicheira (James Tiptree Jr.)

  • Sete perdas de na Re (R. B. Lemberg)

  • A tarde e a manhã e a noite (Octavia E. Butler)

  • O sono das plantas (Anne Richter)

  • Os homens que moram em árvores (Kelly Barnhill)

  • Contos do peito (Hiromi Goto)

  • Os assassinatos a machado de Fall River (Angela Carter)

  • Amor e sexo entre os invertebrados (Pat Murphy)

  • Quando mudou (Joanna Russ)

  • A mulher que pensou que era um planeta (Vandana Singh)

  • Gestella (Susan Palwick)

  • Meninos (Carol Emshwiller)

  • Estratégias estáveis para gestão intermediária (Eileen Gunn)

  • Xadrez do norte (Tanith Lee)

  • Tias (Karin Tidbeck)

  • Sur (Ursula K. Le Guin)

  • Medos (Pamela Sargent)

  • Atalhos no caminho para o nada (Rachel Swirsky)

  • Treze formas de olhar para o espaço-tempo (Catherynne M. Valente)

  • Casa à beira-mar (Élisabeth Vonarburg)

  • A mulher que vestiu a montanha (Aline Valek)

2 - "Zoe's Tale" (Guerra do Velho vol. 4) de John Scalzi


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Ficha Técnica:


Nome: O Conto de Zoe

Autor: John Scalzi

Série: Guerra do Velho vol. 4

Tradutor: Adriano Scandolara

Gênero: Ficção científica

Número de Páginas: 344


Link de compra: https://amzn.to/3un2ws7








Sinopse: Mundo novo, vida nova. Zoë Boutin, no auge de seus dezessete anos, fica empolgada de se mudar do pacato planeta Huckleberry para a nova colônia de Roanoke ― sem saber que seria a última colônia da humanidade. Entre se adaptar ao fedor do novo lar e aos novos amigos, Zoë enfrenta os perigos da vida nativa e descobre que muitas raças alienígenas se opõem à existência de Roanoke. Hickory e Dickory, Obins que protegem o lugar, não estão muito contentes com as ameaças.


Acompanhando a história sob ponto de vista de Zoë, somos levados novamente ao universo da aclamada série Guerra do Velho.


3 - "A Humanidade Dividida" (A Guerra do Velho vol. 5) de John Scalzi


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Ficha Técnica:


Nome: A Humanidade Dividida

Autor: John Scalzi

Série: A Guerra do Velho vol. 5

Gênero: Ficção Científica

Tradutor: Adriano Scandolara

Número de Páginas: 480


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Sinopse: É hora de usar a diplomacia: os humanos da Terra já não aceitam ficar tecnológica e militarmente atrasados em troca da proteção da União Colonial. E o Conclave, entidade que reúne mais de quatrocentas raças alienígenas, mal pode esperar para conquistar mais um aliado.


Nessa atmosfera de desconfiança, Harry Wilson, agora consultor em uma equipe diplomática da UC, passa por missões que vão do impossível ao absurdo. A criatividade de sua equipe para resolver problemas pode até trazer reconhecimento, mas também chamam uma atenção indesejada.


Resgatando um dos personagens mais queridos de Guerra do Velho, A humanidade dividida aprofunda o universo da série em treze episódios que podem ser lidos de maneira independente, sem jamais perder o humor característico de John Scalzi.


4 - "O Fim de Todas as Coisas" (A Guerra do Velho vol. 6) de John Scalzi


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Ficha Técnica:


Nome: O Fim de Todas as Coisas

Autor: John Scalzi

Série: A Guerra do Velho vol. 6

Gênero: Ficção Científica

Tradutor: Adriano Scandolara

Número de Páginas: 352


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Sinopse: As esperanças de a Terra voltar para a União Colonial são cada vez mais escassas. O poder do Conclave continua grande, mas disputas internas ameaçam sua integridade. E, para completar, parece haver uma terceira e misteriosa força orquestrando o desaparecimento de algumas naves.


Tudo pode mudar. Um universo em constante ebulição. Nesse contexto, a diplomacia continua a ser o palco principal de ação. A equipe de Harry Wilson, Hart Schmidt e Ode Abumwe, agora com o devido reconhecimento, segue na linha de frente da humanidade ― mesmo que formalmente represente apenas a União Colonial.


Quem está sabotando as maiores organizações políticas do universo?


As quatro novelas que compõem esse volume narram a busca por essa resposta e finalizam, de forma magistral, a série Guerra do Velho.


5 - "Espada Ancilar" (Trilogia Império Radch vol. 2) de Ann Leckie


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Ficha Técnica:


Nome: Espada Ancilar

Autora: Ann Leckie

Série: Trilogia Império Radch vol. 2

Gênero: Ficção Científica

Tradutora: Luara França

Número de Páginas: 336


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Sinopse: Continuação do premiado Justiça ancilar, vemos Breq conseguir o que queria: Anaander Mianaai está morta. Algumas dela, pelo menos. Quando puxou o gatilho daquela arma especial, capaz de atravessar escudos e armaduras, Breq achou que sua história chegava ao fim, mas estava apenas começando.


Relutantemente alinhada a uma das facções de Anaander Mianaai, Breq assume o comando da Misericórdia de Karl como capitã de frota. Essa experiência será dolorosamente familiar para alguém que um dia já foi nave, e completamente nova para alguém que está se descobrindo humana.


Mais um capítulo da trilogia que conquistou milhares de leitores pelo mundo, Espada ancilar vai cativar ainda mais os leitores.


6 - "Misericórdia Ancilar" (Trilogia Império Radch vol. 3) de Ann Leckie


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Ficha Técnica:


Nome: Misericórdia Ancilar

Autora: Ann Leckie

Série: Trilogia Império Radch vol. 3

Gênero: Ficção Científica

Tradutora: Luara França

Número de Páginas: 336


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Sinopse: Volume final de uma das principais trilogias da ficção científica contemporânea, em Misericórdia ancilar acompanhamos Breq ser mais astuta e destemida como nunca.


As forças opostas que tanto causaram intrigas e embates na Estação de Athoek parecem ter sido apaziguadas, mas os problemas continuam. As temidas Presger surgem sem aviso e Anaander Mianaai – comandante de um império em guerra civil e antagonista de Breq – comparece pessoalmente na estação.


Enquanto tenta proteger o povo de Athoek, Breq precisa desatar os muitos nós que a Senhora do Radch passou milênios construindo. Suas chances não são boas, mas isso nunca a impediu antes.


A conclusão mais esperada, Misericórdia ancilar é um dos mais incríveis desfechos da ficção científica.


7 - "O Cair da Noite" de Isaac Asimov


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Ficha Técnica:


Nome: O Cair da Noite

Autor: Isaac Asimov

Gênero: Ficção Científica

Tradutora: Aline Storto Pereira

Número de Páginas: 144


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Sinopse: O planeta Lagash está às vésperas da primeira noite de sua história recente. Um grupo de cientistas está convicto: o que por muitos séculos acreditou-se ser a mitologia fantasiosa de um culto é, no fundo, verdade. Em menos de 24 horas tudo o que esse mundo conhece vai mudar.


A expectativa de que a escuridão traga com ela o caos acirra os ânimos e as expectativas de como será aquele mundo sem a luz do dia. Nesta história, Isaac Asimov – um dos maiores nomes da ficção científica do século 20 – parte daquilo que é desconhecido para explorar dilemas fundamentalmente humanos.


8 - "O Homem Bicentenário" de Isaac Asimov


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Ficha Técnica:


Nome: O Homem Bicentenário

Autor: Isaac Asimov

Gênero: Ficção Científica

Tradutora: Aline Storto Pereira

Número de Páginas: 160


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Sinopse: Andrew Martin é um robô que passou mais de um século tentando encontrar a própria identidade. Quando ele procura um cirurgião para realizar um procedimento sem precedentes, começamos a acompanhar o desenvolvimento de sua criatividade e a mudança de sua relação com os seres humanos. O homem bicentenário é uma história emocionante, eleita uma das melhores novelas de ficção científica já escritas. Adaptada para o cinema em 1999, ela encanta gerações. Nela, Isaac Asimov – um dos maiores nomes da ficção científica do século 20 – parte daquilo que é desconhecido no mundo para explorar dilemas fundamentalmente humanos.


9 - "Hyperion" (Hyperion Cantos vol. 1) de Dan Simmons


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Ficha Técnica:


Nome: Hyperion

Autor: Dan Simmons

Série: Hyperion Cantos vol. 1

Gênero: Ficção Científica

Tradutor: Leonardo Alves

Número de Páginas: 560


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Sinopse: Uma odisseia literária pelo tempo e espaço, Hyperion conta a história de uma galáxia à beira de uma grande mudança. Sete peregrinos que não se conhecem compartilharão uma viagem inesperada a um planeta hostil.


A história de cada um é um microcosmo da experiência humana, e um convite para uma aventura que toca em temas como o amor, perdas, a passagem implacável do tempo, a mortalidade, e como as escolhas definem cada um.


Neste épico magistral, Dan Simmons desenvolve uma narrativa intricada, com personagens muito bem desenvolvidos, e uma ficção especulativa que mescla elementos de fantasia, ficção científica e filosofia literária.


Uma meditação sobre o tempo, o espaço, e a capacidade humana de contar histórias, essa é uma daquelas leituras imersivas que prendem o leitor até o final. Prepare-se para uma jornada como nenhuma outra.


10 - "Língua Nativa" de Suzette Hagin Elden


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Ficha Técnica:


Nome: Língua Nativa

Autora: Suzette Haden Elgin

Gênero: Ficção Científica

Tradutora: Jana Bianchi

Número de Páginas: 440


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Sinopse: Em 1991, o direito feminino ao voto e à participação política são sumariamente revogados. Em 2205, são consideradas úteis apenas as mulheres que podem servir aos homens em cargos específicos e a eles subordinados.


Contudo, a economia mundial depende de um número reduzido de mulheres linguistas, que atuam como tradutoras em negociações entre povos alienígenas e corporações familiares da Terra. Quando perdem sua utilidade, elas são enviadas para as Casas Estéreis, onde apenas aguardam a morte. Mas um pequeno grupo de mulheres vem desenvolvendo clandestinamente uma linguagem própria para resistir à opressão masculina.



É nesse cenário que a linguista Nazareth Chornyak chega à Casa Estéril de sua Família. Dona de talentos únicos, ela pode ser peça-chave de um movimento audacioso: desafiar o poder dos homens e dar início à revolução. Clássico absoluto tanto da ficção científica quanto da literatura feminista, este livro é um manifesto da importância da liberdade.


11 - "Nova" de Samuel R. Delany


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Ficha Técnica:


Nome: Nova

Autor: Samuel R. Delany

Gênero: Ficção Científica

Tradutor: Petê Rissatti

Número de Páginas: 296


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Sinopse: No século 32, a humanidade expandiu seus domínios para além de seu planeta natal, estabelecendo-se em múltiplos mundos.


É nesse contexto que uma velha rivalidade de infância entre o capitão Lorq Von Ray, filho de uma importante família mineradora, e os herdeiros da empresa que controla a estrutura de transportes interplanetária evolui para uma guerra econômica e pessoal entre dois modelos de sociedade.


Para vencer essa disputa, o capitão parte em busca de um valioso combustível diretamente de sua fonte: o núcleo de uma nova, explosão estelar capaz de gerar quantidades inimagináveis desse elemento.


Unindo componentes tradicionais do gênero, misticismo e narrativas célebres da literatura na forma mais grandiosa da ficção especulativa, Nova é um clássico atemporal que elucida antigas verdades e eternos mitos da humanidade.


12 - "Filhos da Esperança" de P.D. James


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Ficha Técnica:


Nome: Filhos da Esperança

Autor: P.D. James

Gênero: Distopia

Tradutora: Aline Storto Pereira

Número de Páginas: 368


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Sinopse: ​​Nenhuma criança nasceu nos últimos vinte e cinco anos.

Sem esperança, as pessoas recorrem a rituais de suicídio coletivo.

Sem esperança, sucumbem a déspotas, fome, canibalismo, caos.

A raça humana está à beira da extinção.

Até que uma nova possibilidade começa a crescer.


Em 2021, anos após o início de uma epidemia de infertilidade, a desolação generalizada da humanidade fez ruir as bases da civilização. A raça humana será extinta quando a geração mais jovem se for.


Um dos últimos países a manter alguma estrutura de governo, a Inglaterra vive em caos, submetida a um domínio despótico. Tocando sua rotina solitária nesse mundo sem esperança, um historiador apático se encontra com uma jovem que vai mudar sua vida, e o futuro da humanidade.


Narrado com emoção e suspense, marca registrada de P. D. James, Filhos da esperança é um clássico da literatura distópica. Adaptado para o cinema em 2007 por Alfonso Cuarón, Filhos da esperança é uma história fascinante sobre a possibilidade de um futuro em condições desoladoras.


13 - "A Herança dos Fantasmas" de Rivers Solomon


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Ficha Técnica:


Nome: A Herança dos Fantasmas

Autor: Rivers Solomon

Gênero: Ficção especulativa

Tradutora: Thaís Britto

Número de Páginas: 376


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Sinopse: Percebida como excêntrica pelas pessoas ao seu redor, Aster nasceu em uma sociedade em que servidão e obediência religiosa são a norma. A humanidade perdeu seu lar e agora habita, há gerações, a nave Matilda, que tenta levar o que restou dos seres humanos para uma Terra Prometida.


Vivendo de modo insalubre em uma comunidade empobrecida no deque inferior da nave, Aster desenvolve seus dotes médicos e cuida de todos em seu convés. Contudo, sua vida muda quando descobre pistas sobre a morte suspeita de sua mãe.


Poético e perturbador, A herança dos fantasmas é um ótimo exemplo da boa ficção científica, mostrando um futuro distante ainda marcado pela crueldade de velhos preconceitos.


14-- "Olho no Céu" de Philip K. Dick



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Ficha Técnica:


Nome: Olho no Céu

Autor: Philip K. Dick

Gênero: Ficção Científica

Tradutora: Simone Campos

Número de Páginas: 272


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Sinopse: Explorando questões filosóficas profundas com sua trama intrincada, personagens envolventes e temas provocativos, Olho no céu foi publicado originalmente em 1957 e continua a ser extremamente atual.


Quando um raio atinge o gerador de uma usina nuclear, sete personagens são transportados por uma série de realidades alternativas, cada uma construída a partir de percepções, crenças e preconceitos diferentes.


À medida que os personagens alternam entre realidades, suas identidades e papéis também mudam drasticamente. Isso levanta perguntas sobre quem realmente somos e como nossa identidade pode depender das circunstâncias e das perspectivas em que nos encontramos. 


Com uma prosa intrigante e por vezes surreal, Philip K. Dick captura com maestria o clima de confusão e instabilidade enfrentado pelos personagens. As reviravoltas inesperadas e a ironia fina criam uma experiência de leitura cativante e provocadora.


Algumas apostas:


"The Wind's Twelve Quartets" de Ursula K. Le Guin


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Ficha Técnica:


Nome: The Wind's Twelve Quartets

Autora: Ursula K. Le Guin

Gênero: Ficção especulativa

Número de Páginas: 320
















Sinopse: Uma autora que recebeu inúmeros prêmios literários, incluindo o National Book Award, o Kafka Award e o Pushcart Prize, Le Guin é reconhecida por sua prosa lírica, seus personagens ricos em detalhes e seus mundos diversos. The Wind's Twelve Quarters apresenta dezessete histórias poderosas, cada uma com uma introdução da autora, variando da fantasia a intrigantes conceitos científicos, de ambientações medievais a lugares futuristas.


Incluindo um posfácio escrito por Le Guin, descrevendo suas experiências, inspirações e sua abordagem para a escrita, esta coletânea explora os valores humanos, os relacionamentos e a sobrevivência, e apresenta toda a miríade de talentos de uma das autoras mais provocativas de nosso tempo.


Nota do editor da postagem: Aposto neste livro porque O Mundo de Roccanon vai ser publicado pela Morro Branco, o que descarta a publicação de Mundos de Exílio e Ilusão onde a história se situa. Esta coletânea em específico contém um dos contos mais famosos da autora, Aqueles que Abandonaram Omelas. É um conto que explora bastante a nova linha editorial da Aleph, falando de desigualdade social, diversidade. Até tem outros trabalhos interessantes e inéditos da Le Guin, mas esse em especial conta ainda com comentários da Le Guin no começo de cada conto, o que o torna um livro bastante diferente e especial.


​"The Moon is a Harsh Mistress" de Robert A. Heinlein


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Ficha Técnica:


Nome: The Moon is a Harsh Mistress Autor: Robert A. Heinlein

Gênero: Ficção Científica

Número de Páginas: 400











Sinopse: Robert A. Heinlein foi o mais influente escritor de ficção científica de sua era, uma influência tão grande que, como Samuel R. Delaney aponta, "críticos modernos tentando brigar com sua influência se encontram lidando com um objeto semelhante ao céu ou ao oceano". Ele ganhou o Hugo Award por melhor romance quatro vezes, um recorde que ainda permanece. The Moon is a Harsh Mistress foi o último desses romances vencedores do Hugo, e é amplamente considerado como o seu melhor trabalho.


É uma história de revolução, de rebelião de uma antiga colônia penal lunar contra a Autoridade Lunar que a controla da Terra. É a história de pessoas muito diferentes - um técnico de computadores, uma jovem e vigorosa mulher agitadora, e um velho acadêmico - que se tornarão os líderes de um movimento rebelde. E é a história de Mike, o supercomputador cuja senciência é conhecida apenas pelo seu círculo interno, e aquele que, por motivos que só ele sabe, está comprometido com o sucesso absoluto da revolução.


The Moon is a Harsh Mistress é um dos pontos mais elevados da ficção científica moderna, um romance que transborda temas como política, humanidade, paixão, tecnologias especulativas inovadoras e uma crença profunda na busca da liberdade do homem. The Moon is a Harsh Mistress é o vencedor do Hugo Awards de 1967 por Melhor Romance.


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Zé Wellington compartilha conosco uma série de histórias curtas publicadas ao longo de toda a sua carreira. Histórias que vão desde homenagens a autores de terror clássicos, distopias calientes, personagens folclóricos e mistérios policiais. Confiram conosco!


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Sinopse:


Para entender a dura realidade, nada melhor que terríveis e assustadoras fantasias Autores como Stephen King e Neil Gaiman encantam (e assustam) multidões pelo mundo com histórias que mesclam elementos fantásticos e do cotidiano. Mesmo escritas em linguagem leve, a tensão que marca esses escritores influenciou o cearense Zé Wellington nos contos com que participou em diversas revistas e coletâneas nacionais, reunidos pela primeira vez nesta publicação. Em Assombros, de Zé Wellington, temos uma seleção de histórias protagonizadas por alienígenas, zumbis, sacis e monstros mitológicos através dos principais temas do suspense e do terror, mas sempre ancoradas na ficção científica e na fantasia. Entre encontros do Monstro de Frankenstein com personagens reais da Inconfidência Mineira, um levante de mortos-vivos no interior nordestino e um psicólogo que se depara com um paciente deslocado entre as realidades, estão o estranhamento e o incômodo dos seres humanos, buscando entender sua existência na fantasia da vida real.






Essa é uma coletânea de histórias escritas por Zé Wellington e que foi financiada via Catarse junto de um romance chamado Mata Mata. Para quem nos acompanha aqui no FH, já deve ter visto resenhas anteriores do Zé Wellington que se destacou bastante com seus roteiros para HQs como Steampunk Ladies e Cangaço Overdrive, quadrinhos que curti bastante. Claro que todo bom roteirista tem aqueles textos na gaveta ou publicados em coletâneas aqui e ali, e o Zé Wellington achou que era uma boa hora juntar essas histórias curtas em um lugar só para divulgar estes trabalhos e quem sabe alcançar outro público. Vou comentar alguns contos específicos da coletânea, mas falando de um aspecto geral, é um material bem bacana. A Draco fez um ótimo tratamento editorial e um livro fininho que dá para ler bem rápido. Os contos variam de tamanho tendo entre 6 a 20 páginas (o mais longo é o penúltimo) e o autor não se prende muito a um gênero específico. Ele brinca com uma fantasia, tendo várias histórias de mistério e até uma distopia erótica. Tem histórias para todos os gostos. Sob um aspecto histórico-biográfico é legal porque vamos acompanhando a evolução do autor ao longo dos anos, os seus interesses alterando e a busca por um estilo diferente de escrita. Fica só a fica para o Zé Wellington que teria sido bem legal colocar o ano e o local de publicação de cada conto. São informações que ajudam a traçar a trajetória e até os lugares onde as histórias foram primeiro publicadas. Recentemente li uma coletânea do Duda Falcão e ele faz muito isso, mesmo à frente quando ele republica um conto, reescrevendo aqui ou ali.


Vou começar falando sobre Tantruss, Dadograme e Barbatanas um conto bem legal que é um dos que brinca com o gênero fantástico. Na trama, o psicólogo Francis recebe um paciente chamado Octávio que tem um estranho problema: ele diz querer voltar para a sua realidade, um universo fantástico onde ele possuía barbatanas. O próprio Francis é um escritor de literatura de gênero mal sucedido e fica espantado com o grau de detalhes e "realismo" da narrativa fantástica de seu paciente. Fica a dúvida de se a narrativa dele é real ou não. O autor separa a narrativa em dois blocos, sendo um com as sessões de Francis e até a reação dele aos relatos e os relatos em si do seu paciente. Um ponto positivo e um negativo. O lado positivo do conto é que gostei demais de o quanto o autor consegue embaçar as barreiras entre o real e o imaginário. O leitor ora imagina que o paciente é maluco, ora que ele está falando a realidade. Nunca temos uma certeza absoluta e a narrativa deixa isso em um espectro subjetivo. O que não gostei foi que imaginei que o autor fosse explorar mais o desejo do psicólogo de obter lucro com a narrativa do seu paciente, tomando atitudes antiéticas para alguém do ramo. Acho que foi um ponto que ficou solto e poderia ter dado um drama maior à narrativa.


Como bom escritor de terror e mistério, eu imaginaria ver alguma homenagem a um dos grandes escritores vitorianos, fosse Bram Stoker, Mary Shelley ou Robert Louis Stevenson. Ele escolheu a famosa história do Frankenstein e deu uma releitura brazuca a ela. Eliseu é um garoto que quando era mais jovem tinha seus dentes tratados por ninguém menos do que Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Um homem que marcou sua vida com sua bondade e seu jeito de ser. Quando ele cresce, Eliseu vai estudar em Portugal onde durante seus estudos de ciências naturais conhece um suíço chamado Victor. Suas discussões giram em torno da vida e de suas funções biológicas e como prolongá-la. Os dois trocam muitas ideias e desenvolvem aquela amizade entre colegas de interesse semelhante. Eliseu retorna ao Brasil e se depara com a região onde vive tomada pela Inconfidência Mineira. Com Minas Gerais em polvorosa, Eliseu se prepara para uma vida frugal e desinteressante ao lado de sua futura esposa, Elizabeth. Mas, quando ele recebe uma carta vinda de seu amigo Victor contando seus experimentos, os interesses de Eliseu seguem para outra direção. Essa é uma boa história, embora um tanto corrida. Gosto de como o autor consegue estabelecer bem a personalidade de Eliseu e a sua virada em direção ao sombrio é algo que a gente acaba enxergando como natural. Uma conclusão óbvia para uma obsessão clara. Esse crescendo do drama gera os momentos finais que são bem legais. Há aqui até uma certa relação com o primeiro encontro tempestuoso entre Criador e Criatura em Frankenstein, de Mary Shelley.


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Em O Trágico Destino do Colecionador de Riquezas temos um homem ao mar tendo uma batalha terrível contra um monstro do mar que deseja destruir sua embarcação. Mas, em um momento o monstro começa a conversar com o homem e pedir que interrompam essa perseguição sem sentido. É aí que a criatura pergunta por que o homem veio parar em alto mar e ele passa a contar o quando sua família e outras pessoas estavam atrás de seu dinheiro e de seus bens. Essa é uma belíssima discussão sobre a dicotomia família/amor e materialismo. E a Criatura faz o papel de alguém de fora, incapaz de compreender como um ser como esse consegue ficar longe dos seus apenas por causa de algo que ele não pode usufruir bem ali. Uma solidão autoimposta devido a uma ambição desmedida. A virada narrativa que acontece no final é bem patente de para onde estava indo os rumos da discussão. Um conto bem curtinho, mas que merece várias releituras.


Quinze Minutos é o conto de distopia erótica que mencionei antes. Nesse mundo criado pelo autor, uma doença altamente contagiosa via contato sexual fez com que os órgãos competentes proibissem as relações sexuais. Uma doença que matou milhões de pessoas em poucos meses e provocou uma onde de histeria coletiva. Métodos de reprodução in vitro foram rapidamente desenvolvidos e uma medicação que inibia a sexualidade passou a ser distribuída com aqueles que não a tomassem sofrendo severas punições legais. A trama gira na investigação do assassinato do padre Robinson pelo detetive Philip, um homem comum nesse estranho novo mundo. Ele é contratado pela Freira Freia que faz o seu relato sobre os últimos dias do padre e sua desconfiança de que há alguém do alto escalão que pode ter sido o responsável. Fato é que o padre pesquisava indícios de que a doença já não estaria mais em efeito e que ela teria afetado apenas um grupo específico de pessoas. A partir daí as investigações começam a tomar rumos estranhos já que a freira parece ser mais do que aparenta. Uma história com fortes doses de sexualidade, mas uma boa discussão sobre o quanto o ser humano pode ser afetado pela ganância de grandes empresas. Achei o enredo bom, mas ele poderia ter explorado mais essa relação capitalista entre a indústria farmacêutica e o que significa o bem-estar de seus pacientes. Ficou meio desbalanceado nisso e até achei curioso o red herring usado pelo autor para nos levar em uma direção diferente do que ele planejava. Esse é o típico conto que merecia ter mais espaço para se espraiar, podendo até gerar um romance mesmo... ou um quadrinho, quem sabe.


A coletânea é bem legal por sua variedade e o Zé Wellington nos mostra o quanto ele é um autor versátil. Inclusive nas formas como aborda a escrita como pode ser visto lá no final em Flint Deadwood e Durin em: Regra Básica que se trata mais de um roteiro. Com boas histórias que vão da fantasia, ao terror e até a ficção científica, Assombros é uma daquelas coletâneas que vão te divertir naquela tarde de domingo ou naquela longa viagem de ônibus. Vale cada centavo.








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Ficha Técnica:


Nome: Assombros

Autor: Zé Wellington

Editora: Draco

Número de Páginas: 112

Ano de Publicação: 2022


Avaliação:

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Link de compra:


*Material recebido em parceria com o autor







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Conversa aberta. Uma mensagem lida. Pular para o conteúdo Como usar o Gmail com leitores de tela 2 de 18 Fwd: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br Caixa de entrada Ficções Humanas Anexossex., 14 de out. 13:41 (há 5 dias) para mim Traduzir mensagem Desativar para: inglês ---------- Forwarded message --------- De: Pedro Serrão Date: sex, 14 de out de 2022 13:03 Subject: Re: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br To: Ficções Humanas Olá Paulo Tudo bem? Segue em anexo o código do anúncio para colocar no portal. API Link para seguir a campanha: https://api.clevernt.com/0113f75c-4bd9-11ed-a592-cabfa2a5a2de/ Para implementar a publicidade basta seguir os seguintes passos: 1. copie o código que envio em anexo 2. edite o seu footer 3. procure por 4. cole o código antes do último no final da sua page source. 4. Guarde e verifique a publicidade a funcionar :) Se o website for feito em wordpress, estas são as etapas alternativas: 1. Open dashboard 2. Appearence 3. Editor 4. 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Em qui, 13 de out de 2022 13:18, Pedro Serrão escreveu: Opa Paulo Obrigado pela rápida resposta! Eu tenho um Interstitial que penso que é o que está falando (por favor desligue o adblock para conseguir ver): https://demopublish.com/interstitial/ https://demopublish.com/mobilepreview/m_interstitial.html Também temos outros formatos disponíveis em: https://overads.com/#adformats Com qual dos formatos pensaria ser possível avançar? Posso pagar o mesmo que ofereci anteriormente seja qual for o formato No aguardo, Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:15: Boa tarde, Pedro Gostei bastante da proposta e estava consultando a designer do site para ver a viabilidade do anúncio e como ele se encaixa dentro do público alvo. Para não ficar algo estranho dentro do design, o que você acha de o anúncio ser uma janela pop up logo que o visitante abrir o site? O servidor onde o site fica oferece uma espécie de tela de boas vindas. A gente pode testar para ver se fica bom. Atenciosamente Paulo Vinicius Em qui, 13 de out de 2022 12:39, Pedro Serrão escreveu: Olá Paulo Tudo bem? Obrigado pela resposta! O meu nome é Pedro Serrão e trabalho na Overads. Trabalhamos com diversas marcas de apostas desportivas por todo o mundo. Neste momento estamos a anunciar no Brasil a Betano e a bet365. O nosso principal formato aparece sempre no topo da página, mas pode ser fechado de imediato pelo usuário. Este é o formato que pretendo colocar nos seus websites (por favor desligue o adblock para conseguir visualizar o anúncio) : https://demopublish.com/pushdown/ Também pode ver aqui uma campanha de um parceiro meu a decorrer. 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