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Resenha: "Sandman vol. 3 - Terra dos Sonhos" de Neil Gaiman, Kelley Jones, Malcolm Jones et al

Em uma sequência de quatro histórias independentes e funcionando como um interlúdio do arco principal, Gaiman nos presenteia com o seu lado mais poético e artístico contando sua versão de Sonhos de uma Noite de Verão e a famosa Um Sonho de Mil Gatos. Apreciem sem moderação!


Sinopse:


Uma das histórias mais populares e aclamadas pela crítica de todos os tempos, a obra-prima premiada de Neil Gaiman, SANDMAN, definiu o padrão da fantasia lírica e adulta na era moderna dos quadrinhos. Ilustrado por uma seleção exemplar de alguns dos artistas mais habilidosos do meio, a série é uma rica mistura de mitologias modernas e ancestrais na qual ficção contemporânea, drama histórico e lendas são costuradas com perfeição. TERRA DOS SONHOS reúne as edições 17 a 20 de SANDMAN, trazendo as histórias Calíope, Um Sonho de Mil Gatos, Fachada, e a aclamada Sonho de uma Noite de Verão - única história em quadrinhos a vencer o World Fantasy Award como Melhor Ficção Curta. A edição também inclui o roteiro original de Calíope com anotações do roteirista e do desenhista.





Esse terceiro volume é um pouco diferente dos anteriores. Depois de finalizado Casa de Bonecas, Neil Gaiman passou por um período de cansaço devido à pressão de entregar os materiais no prazo e criar novas histórias. Quando um autor precisa deixar uma história na gaveta por um tempinho antes de retornar a ela. Terra dos Sonhos é uma coletânea de quatro histórias autocontidas que se passam no universo do personagem. Elas podem ser narradas por ele, ter Morpheus sendo citado ou com ele agindo em segundo plano. A proposta é usar Morpheus como um catalisador para aquilo que acontece na história. Ou não como é o caso da última história que sequer tem o seu envolvimento. Historicamente é a partir deste volume que Sandman se separa do resto das revistas da DC. Quando Gaiman abandona o compromisso com uma narrativa linear, com o cumprimento de prazos (embora o autor fosse altamente produtivo e correto nesse sentido) e com a necessidade de prestar contas que a série decolou ao patamar que é hoje. Casa de Bonecas é um dos arcos mais incríveis da série, mas é em Terra dos Sonhos que o autor ganha asas.


Queria começar pelo final ao falar do roteiro de Gaiman para essa edição. Muitas vezes temos cópias dos roteiros disponibilizadas nos extras de uma edição e não damos bola para ele. Passamos direto ou fechamos a revista. Sugiro fortemente que os leitores passem um tempinho apreciando como Gaiman construía suas histórias ao lado dos artistas e letristas. Cada autor tem sua própria maneira de construir um roteiro; embora existam manuais a respeito, a maioria segue os seus instintos e compõe à sua maneira. Por exemplo, Alan Moore é mais corretinho e preso a padrões, chegando a guiar a mão do artista. Gaiman tem uma abordagem mais livre e solta, quase como se estivesse conversando com quem está ao seu lado. Aliás, não há um certo ou errado nesse ponto. Mencionei que Moore é mais preso, mas vai mais da sua visão para a HQ, como um artista pincelando quadros. Gaiman aponta na sua escaleta de onde vieram suas inspirações, como ele imagina os personagens na cena. O mais curioso é quando o artista não segue o que Gaiman imagina e cria algo sensacional no lugar que fornece outro efeito. O roteiro escolhido aqui é o de Calliope, a primeira história e a narrativa é feita ao lado de Kelley Jones e Todd Klein que é o letrista.


Começando por essa história especificamente, ela fala de um autor chamado Rick Madoc que se encontra em uma encruzilhada: depois de escrever um livro de sucesso, ele não tem mais ideias para continuar sua carreira. Temendo se tornar um autor estagnado, ele sai em busca de uma maneira de alimentar sua mente criativa e descobre um homem misterioso chamado Erasmus Fry, que foi um autor de sucesso no passado. Fry capturou uma das nove musas da Antiguidade, Caliiope, e usa seu corpo e sua essência para alimentar suas ambições. Agora já idoso, ele troca sua musa por um instrumento místico raro. Calliope imaginava que finalmente seria libertada depois de décadas sendo abusada por um homem maldito. Só que ele passou para as mãos de outro abusador para sua total tristeza. Graças aos poderes de Calliope, Madoc consegue o seu sucesso imediatamente. Vende milhares de livros, participa de festas VIPs, é chamado para escrever roteiros de filme. Enfim, consegue tudo o que ele sonhava e mais um pouco. Mas, ele precisará prestar contas algum dia pelo mal que fez. E a vingança de seres imortais pode ser bem cruel.

A arte dessa edição fica a cargo de Kelley Jones, como mencionei acima. Ele cria um clima soturno que me remeteu imediatamente às composições de Richard Corben em Espírito dos Mortos: homens malignos com sorrisos crueis, uma atmosfera gótica e um Morpheus que não tem quase nada de humano. Calliope aparece em diversos momentos nua, mas é aquela nudez que nos deixa perturbados e desconfortáveis. Ela é uma mulher no limite do abuso físico e psicológico, deixada faminta em um quarto escuro e servindo literalmente como um instrumento. Kelley não a sexualiza de forma alguma. As cenas são fortes, mas no sentido da violência crua, da objetificação da personagem e em seu desespero para sair daquela situação. Várias das cens são fechadas com pouca coisa ao fundo e apenas a personagem em estado de desespero. Gostei também da quadrinização que embora seja bastante padrão, usa quadros longos verticais ou horizontais para contar flashbacks ou cenas em close.


A segunda história se tornou mais conhecida recentemente por ter sido apresentada em um episódio especial da série em live-action, Um Sonho de Mil Gatos. Na história vemos um gatinho sendo convocado para uma reunião secreta em um cemitério onde uma convidada vinda de outro lugar conta uma história alternativa sobre a criação do mundo onde os gatos é que seriam as espécies dominantes do planeta e os humanos estariam subservientes a eles. Só que um dia os humanos sonharam com um mundo diferente e ele acabou sendo alterado para todo o sempre. Essa é uma narrativa que versa sobre uma das paixões de Gaiman, que são as histórias mais afinadas a fábulas ou contos de fadas. Principalmente com a existência de seres antropomórficos ou animais que falam como humanos. O roteiro é magnífico e flerta apenas com o fantástico alterando o todo apenas no fato de ter animais falantes. Morpheus aparece na forma de um gato dos sonhos, mostrando que os sonhos são universais e que ele pode aparecer em diferentes formas para diferentes indivíduos. A história vai brincar também com uma maneira alternativa de enxergar mitos e lendas. Para mim, só não é a melhor história dessa edição porque tem a próxima que bate no meu coração como alguém que gosta de Shakespeare.


Vou falar um pouco da colorização já que comentei sobre a arte de Kelley Jones acima. Daniel Vozzo está encarregado das cores e ele consegue alternar entre um gótico escuro e uma atmosfera onírica pura. Em um primeiro momento somos transportados para um local assustador em que as imagens do cemitério formam enormes sombras que cobrem os campos. A gata contadora de histórias aparece subitamente quase como uma aparição e ela ser branca e ter um rosto escuro potencializa a atmosfera quase sobrenatural. A ida ao mundo dos sonhos é bizarra e repleta das cores preta e roxa, dando um visual cósmico ao local. Essa estranha escolha de cores com o rosto preto do gato-Morpheus entorpece e enebria o leitor. O legal é que quase que imediatamente somos transportados a uma Terra primitiva com planícies verdejantes, árvores enormes e animais gigantes por toda a parte. Esse vai e vem desconcertante nos coloca no clima fabulesco da narrativa. As cores de Vozzo combinam muito com a arte de Kelley Jones.

A terceira narrativa é a adaptação de Sonhos de uma Noite de Verão para o universo de Sandman. Morpheus conheceu Will Shekespeare na edição passada e fez um pacto com ele: tornaria suas obras imemoriais e lhe daria o dom da criação, mas em troca ele teria de sacrificar algo que lhe fosse precioso e encenar duas de suas peças para um público que ele iria indicar. Essa é a primeira das duas peças ele chega a uma campina onde sua trupe monta os cenários e se prepara para apresentar para um público especial: Auberon, Titânia e toda a sua corte. Os mesmos Auberon e Titânia que são representados na peça, mas os atores não desconfiam do fato, apenas que a plateia é estranha. A arte é do sempre competente Charles Vess com colorização de Steve Oliff. E Vess detona nessa edição com um oceano de cores que se espalha de forma fabulosa pelo cenário. É impossível não ficar encantado com tudo o que acontece, seja em primeiro plano ou no fundo. É muita coisa acontecendo, sem falar na escolha dos quadros e dos ângulos empregados. Não é à toa que essa é considerada uma das melhores histórias de todo o arco do personagem.


Muitas coisas acontecem, mas vamos falar do lado humano a princípio. Shekespeare é um diretor teatral em busca daquele sucesso que irá projetar sua carreira. É um homem obcecado pelos seus textos a ponto de deixar seu filho de lado. Cada pequeno detalhe da peça tem que estar perfeito, caso contrário não é o suficiente para ele. Will precisa lidar também com sua trupe que carece de sucesso e começa a ter desconfianças quanto ao talento de seu diretor. Todos eles desejam encenar peças tradicionais e famosas, mas Will insiste em suas ideias malucas que parecem não agradar ninguém além de si mesmo. O surgimento desses seres meio-humanos coloca o diretor em alerta total, mas ele nada pode fazer já que fez um pacto com um ser imortal. Will teme ter sua alma roubada para sempre. A questão é o que ele precisará sacrificar para ter seu nome gravado nos anais da história? É uma bela história que chega quase a criar conexões com a primeira, apesar de todas as diferenças entre Madoc e Will. Enquanto Mados é um homem mesquinho e maldito, Will é meramente um tolo. Mas, são homens geniais que veem em suas obras aquilo que os define como indivíduos.


Há também uma discussão entre Morpheus, Auberon e Titânia sobre o desencantamento do mundo. A história se passa, cronologicamente, no começo da Idade Moderna, com o Renascimento acontecendo por toda a Europa. O homem passou a ser um ser regido pelo racionalismo, pelo método científico. Nesse admirável mundo novo não há mais espaço para o fantástico e o maravilhoso. Avistar duendes e elfos são coisas do passado, pertencem a mentes supersticiosas que ainda buscavam suas respostas na luz divina ou em rituais pagãos. Há uma certa tristeza e conformismo nas falas do casal que sabe que essa é a última vez que eles estarão presentes nesse mundo, que não oferece mais um lar para eles. Morpheus, aqui chamado de o Moldador, também está consciente disso e só gostaria de fazer uma homenagem a eles. A magia do mundo está acabando e essa linda peça que reimagina uma corte tão importante pode ser o último suspiro de uma tarde de verão. Gosto dessas duas histórias acontecendo lado a lado uma da outra, e Gaiman consegue manter um dinamismo entre a narrativa do homem obcecado por sua criação e o desaparecimento da magia. Há uma austeridade especial que paira por toda a narrativa.


Chegamos à última história que tem o título de Fachada e tem arte de Colleen Duran com arte-finalização de Malcolm Jones III. Essa última história tem uma arte que tem muito em comum com as da primeira edição, Prelúdios e Noturnos. Toda a palheta voltada para o marrom e o cinza dá um clima claustrofóbico ao que o autor deseja nos apresentar. A história flerta mais com o terror com algumas cenas bem bizarras como o rosto da protagonista se desfazendo ou o horror demonstrado por aqueles que a observam. Sem falar no fato de que a maior parte da trama se passa em um quarto onde a personagem permanece. A Morte de Malcolm Jones III é absolutamente maravilhosa. Ela tem uma jovialidade que transborda pelos poros sem deixar de ser temível. Suas várias facetas são entregues por suas expressões: ora ela sorri com divertimento, ora ela observa como a fatalidade do momento e ora ela tem um olhar meigo demonstrando sua ternura. Não é um roteiro que me encantou de todo, mas a arte de Doran é bastante eficiente e consegue entregar bem o roteiro proposto por Gaiman. A arte-final de Malcolm Jones III potencializa o que já era muito bom e eleva o nível dos traços. Seja um hachurado para dar mais perspectiva, ou um afinamento nas linhas.


O roteiro nos coloca diante de Urania Rockwell, uma mulher desesperada e sem ter como viver em sociedade. Quando era mais jovem e fazia parte de um grupo de agentes secretos, ela foi exposta aos poderes mágicos de Ra, o deus-sol. Assim como Rex Mason, o Metamorfo, seu corpo se alterou violentamente para adotar características transmórficas. O que parecia um dom, logo se tornou um pesadelo já que sua beleza desapareceu completamente e ela se tornou uma mera casca daquilo que era antes. As pessoas ficam apavoradas perto dela, com medo de sua aparência aterradora. Em seu desespero, ela deseja apenas deixar este mundo, mas seus poderes a tornam praticamente imortal. O que vemos a seguir é uma linda conversa entre ela e a Morte que vem buscar outra alma, mas permanece para lhe oferecer palavras de conforto. Nessa história Gaiman fala sutilmente de dois temas: a sociedade de aparências que nos julga por nossa casca externa e a nossa incapacidade de ter coragem e seguir adiante. Às vezes estamos tão imersos em nossos problemas que não conseguimos enxergar aquilo que se encontra na nossa frente.


Essa terceira edição de Sandman é pura magia. Gaiman abandonou os princípios que acabam ditando os rumos de revistas mensais e assumiu o seu próprio ritmo, se descolando do universo maior da DC sem abandoná-lo completamente. Suas histórias são autocontidas o que o ajuda a entregar a narrativa que ele queira para aquela edição. Então temos um escritor usando uma Musa para alimentar sua criatividade, um mundo alternativo onde gatos são o topo da cadeia alimentar, uma reimaginação de uma das peças mais famosas de Shakespeare e uma mulher desesperada e quase imortal que deseja apenas deixar este mundo. Como artistas temos o sempre competente Kelley Jones, o eterno parceiro Charles Vess e uma bela arte escura de Colleen Doran. Impossível não apreciar esta edição.











Ficha Técnica:


Nome: Sandman Edição de 30 Anos vol. 3 - Terra dos Sonhos

Autor: Neil Gaiman

Artistas: Kelley Jones, Charles Vess e Colleen Doran

Coloristas: Daniel Vozzo e Steve Oliff

Arte-Finalistas: Malcolm Jones III

Editora: Panini Comics

Tradutores: Jotapê Martins (texto principal) e Érico Assis (textos extras)

Número de Páginas: 240

Ano de Publicação: 2019


Outros Volumes:

Vol. 4

Vol. 5


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