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Muitos anos depois dos acontecimentos do primeiro livro, Gwendy se tornou uma congressista e agora luta em outro palco. A caixa de botões ficou para trás assim como a tragédia com seu primeiro amor. Mas, quando ela volta para passar o Natal com seus pais, a caixa retorna para suas mãos. E todo o terror retorna junto com ele...


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Sinopse:


Algo maligno invadiu a pequena cidade de Castle Rock, no Maine, durante a última tempestade de inverno. Agora, o xerife Norris Ridgewick e sua equipe estão em uma busca incansável por duas garotas desaparecidas.


Aos trinta e sete anos e morando em Washington, DC, Gwendy Peterson não se assemelha nem um pouco à adolescente insegura que costumava ser quando passou o verão se exercitando na Escadaria Suicida de Castle Rock. Naquele verão, ela foi incumbida ― há quem diga amaldiçoada ― de cuidar de uma caixa de botões bastante peculiar, entregue a ela por um desconhecido de terno preto.


Gwendy nunca falou para ninguém sobre a caixa ― nem mesmo para o marido ―, até que, um dia, ela ressurge. Motivada pela inusitada reaparição do objeto e pelos desaparecimentos preocupantes em sua cidade natal, Gwendy retorna a Castle Rock, onde tentará resgatar as garotas desaparecidas antes que algo horrível aconteça com elas.


Com uma prosa lírica de tirar o fôlego, o livro nos leva a pensar: nossas vidas são controladas pelo destino ou pelas escolhas que fazemos?







E cá estamos de volta a Castle Rock ao lado de Gwendy. O que era para ser um livro-solo se tornou uma trilogia a partir de novas ideias propostas por Richard Chizmar. Diferentemente do primeiro volume, esse é um livro escrito apenas por Chizmar com Stephen King apenas prefaciando e contando como foi escrever o primeiro livro e como surgiu a ideia para a criação de Gwendy. Se passando no fantástico ano de 1999, mais precisamente entre os períodos de Natal e Ano Novo, a história toma outro rumo em uma narrativa que podemos categorizar como filosófica e reflexiva. A sempre presente caixa de botões retorna e com ela temos uma personagem mais velha, com mais maturidade e novos problemas. Como King afirma em seu prefácio, as apostas são outras com uma personagem que está no centro do poder americano e suas ações tem consequências ainda mais devastadoras caso levadas para o lado errado da equação.


Gwendy agora é uma congressista depois de ter passado por uma vida bem diferente. Ela se tornou escritora, criando narrativas de mistério e sendo bem sucedida no processo e chegou a escrever uma biografia sobre um homossexual que conviveu com a AIDS. Seus livros a levaram a outro patamar e seus interesses acabaram levando-a ao Congresso, representando um estado conservador como é o Maine. Vivendo no centro da política, ela consegue agora ver os escândalos, os comportamentos tolos, os problemas da vida política. Mas, são problemas menores do que aqueles causados pela caixa de botões. Esta ficou em seu passado, e seu presente é ao lado de um namorado fotógrafo (que vive em zonas de risco) e seus pais que possuem uma saúde periclitante. Quando ela termina suas tarefas políticas e se prepara para passar um natal tranquilo com seus pais, a caixa de botões faz um retorno dramático. No meio de um furacão de problemas envolvendo uma possível guerra com a Coreia, seu namorado passando por maus bocados em uma zona em conflito e o estranho desaparecimento de jovens em Castle Rock, Gwendy precisa descobrir se suas ações são controladas pela caixa ou se suas escolhas foram e sempre serão apenas e unicamente suas.


Vamos começar comentando que este é um livro escrito por Richard Chizmar e não por Stephen King. Mesmo escrito a quatro mãos no primeiro volume, a gente conseguia discernir vez por outra a mão do mestre. Aqui o assunto é diferente e não significa que é melhor ou pior. Apenas que é outra coisa. Chizmar tende para uma fantasia com alguns toques meio sombrios e sua atenção se foca em sua protagonista. Assim como o primeiro livro, os capítulos são curtinhos e o leitor pode conseguir devorar esse livro em um dia se se dedicar o bastante. Ele conta com algumas ilustrações esparsas de Keith Minnion, mais para dar um simbolismo especial a alguns acontecimentos. Aliás, a vibe desse livro é outra já que o primeiro bebia um pouco dos contos de fadas para contar sua história. Esse aqui tem um teor mais para a fantasia com toques sobrenaturais. Até por isso não entendi tanto o motivo das ilustrações. A escrita segue aquele padrão cinematográfico em três atos bem definidos e claros para o leitor. Falando rapidamente sobre a edição da Suma, ela está em capa dura assim como o primeiro volume, em um formato bem elegante e uma formatação bastante agradável para os olhos. Ele é uma delícia de se manusear. A tradução é da Regiane Winarski, que é a nossa especialista no mestre do Terror (embora não seja um livro dele), e que consegue traduzir bem o que o escritor desejava trazer para suas páginas.


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Senti que o autor acabou concentrando muito seus esforços na figura da Gwendy. Ele até consegue transmitir bem aquela sensação de cidade do interior, algo que ele compartilha com Stephen King, mas seus personagens ficaram um pouco aquém do que eu esperava. Vou evitar comparar com o King porque é covardia e pretendo analisar o Chizmar por aquilo que ele escreveu. Alguns personagens estão completamente avulsos na trama, inclusive o antagonista que Gwendy precisará encarar. O personagem não é trabalhado e sua existência é superficial. Tem um momento da investigação em que se fala o que o moveu a cometer os sequestros, mas o motivo é tão jogado que não me convenceu. Mesmo o xerife da cidade com quem Gwendy passa mais tempo também não funciona direito. Já o mesmo não posso dizer a respeito do núcleo familiar. Gostei das interações com o sr e a sra Peterson e aqui Chizmar consegue dar mais espaço para essa relação. Reclamei lá na resenha do primeiro livro que ele precisava atentar mais a isso já que sua relação familiar era importante para a própria história. Seus pais foram fundamentais para a sua transformação na mulher que ela é hoje e o autor consegue representar bem o apego que ela tem a eles. Os momentos em família estão entre as partes mais calorosas do livro. Alguns de vocês vão esperar alguma situação trágica acontecendo durante um jantar, sei lá, um panetone do mal ou um espírito natalino brincalhão. Não é nada disso. Os encontros familiares servem para reforçar os sentimentos e os valores de Gwendy.


Uso isso como gancho para falar do dilema vivido por Gwendy nesse volume. Com a caixa de volta, as tentações também retornam. Ela já sabe que a caixa possui um incrível poder de atração e até mesmo uma vontade própria. No papel de uma congressista, imagina o estrago que ela pode fazer se apertar um botão e matar um presidente ou destruir o exército de um país. Sua posição de poder eleva as apostas a um novo patamar. Por isso que é importante toda a tarefa de contenção que Gwendy faz, até porque ela já viu de perto o que esse instrumento é capaz de fazer. Uma questão que ela vai se fazer é qual é o objetivo de Richard Farris ao introduzir de volta esse instrumento em sua vida. Gosto de como Chizmar responde pouquíssimas coisas ao mesmo tempo em que introduz novidades. Farris vai se tornando um personagem misterioso do qual queremos saber mais a respeito. Lá no final da história, ele terá uma conversa marcante em que ele deixa algumas frases no ar que são misteriosas para dizer o mínimo. Sem falar em algumas situações diferentes que a caixa faz Gwendy passar. Tem um tweak que acontece com a Gwendy que me deixou com a pulga atrás da orelha para o terceiro volume.


No âmbito da personagem, ela se questiona se o sucesso que ela conquistou se deveu a partir de seus esforços ou se foi uma obra da caixa, mesmo que fosse um efeito residual. Lembrem-se que ao longo de sua infância e adolescência, Gwendy conviveu com os chocolates e as moedas de prata oferecidos pela caixa. Os chocolates que forneciam a ela uma vitalidade poderosa, além de beleza e inteligência e as moedas que eram raras e forneciam riqueza. Estar de posse da caixa fazia as coisas penderem a seu favor. Voltamos a um velho dilema: nossas escolhas são guiadas por um destino inefável ou pelo livre-arbítrio do que escolhemos? Gwendy passa pela síndrome do impostor já que ela é muito bem sucedida mesmo sendo jovem. O que ela não consegue aceitar é em o quanto ela se tornou uma pessoa que se importa com os outros. Ela tem uma postura sensível, atenciosa e atrapalhada de um jeito bonitinho. Gwendy não perdeu a simplicidade de seu coração mesmo tendo se tornado uma escritora famosa e agora uma política em ascensão. Gwendy sabe de onde veio e os problemas pelos quais passou para chegar até ali. Só que a caixa coloca uma série de dúvidas em seu coração que vão fazê-la ficar diante de algumas dificuldades.


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Castle Rock está sendo ameaçada por um novo mal. Chizmar traz algumas das pessoas que já afetaram a cidade para nos mostrar os antecedentes: Frank Dodd, o cachorro Cujo e o assassinato na Escadaria que aconteceu no primeiro volume. Gwendy vai se deparar com o possível caso de um serial killer e suas mãos estão meio que atadas porque ela não sabe muito bem como pode ajudar. Em pouco tempo sua presença na cidade e seu cargo como congressista são colocados em dúvida por pessoas que querem que o caso seja resolvido logo. Isso sem falar numa leve cutucada do autor no fato do Maine ser um estado conservador e Gwendy ser uma mulher democrata. À medida em que o caso vai ficando mais complicados, as dúvidas que Gwendy tem sobre si se interpõem em sua atuação e causam alguns momentos bem tensos. Só que o caso dos desaparecimentos não é exatamente a trama principal desse segundo livro. Ele é focado em... Gwendy. Novamente. Este é um segundo livro bem legal com um tom mais otimista e filosófico que atinge aos leitores que estão passando por essa fase da vida. O curioso é que esse é um livro natalino e gostaria de ver este livro sendo transformado em um filme (filme... série não, pelo amor de Deus). Tem tudo para ser mais uma destas histórias clássicas dessa época do ano.


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Ficha Técnica:


Nome: A Pena Mágica de Gwendy

Autor: Richard Chizmar

Série: A Pequena Caixa vol. 2

Editora: Suma

Tradutora: Regiane Winarski

Número de Páginas: 352

Ano de Publicação: 2022


Outros Volumes:


Link de compra:


*Material recebido em parceria com a Editora Suma








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Atualizado: 25 de out. de 2023

O ano começou e temos bons títulos em financiamento coletivo. Algumas editoras conhecidas começaram o ano com novos projetos como a Saicã, a Skript, a Tai e a Tortuga. Confiram aí!


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"Adam Wild 5 e 6" de Gianfranco Manfredi, Darko Perovic, Pedro Mauro, Massimo Cipriani e outros


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Ficha Técnica:


Nome: Adam Wild vols. 5 e 6

Autor: Gianfranco Manfredi

Artistas: Darko Perovic, Marcello Mangiantini, Luca Casalanguida, Paolo Raffaelli, Pedro Mauro, Massimo Cipriani,

Editora: Saicã

Gênero: Aventura

Tradutor: Neimar Nunes

Número de Páginas: aproximadamente 298 cada

Prazo da campanha: 16/03

Data de entrega: maio de 2023



Sinopses:


Incêndio no Zoológico (n. 14) --> Um espécime raro de tigre branco é libertado de sua jaula no Zoológico de Londres. Um assassino provocador aproveita o caos para se livrar de seus pretendentes. É difícil para Adam e Amina distinguir entre amigos e inimigos, pois, a cada dia e noite, uma nova armadilha os espera na capital britânica. Enquanto isso, Narciso estuda os papéis de uma exploração tão lendária quanto misteriosa...


Homens e Javalis (n. 15) --> Adam faz uma visita ao seu mentor, que se retirou para interior da Inglaterra para prosseguir com suas pesquisas. Mas a Royal Geographical Society o sobrecarregou com uma tarefa difícil: escolher seu próximo presidente. Qual dos três candidatos é o mais digno do cargo? Adam é solicitado a expressar sua opinião. Mas o exame dos candidatos é muito menos fácil e silencioso do que ele pensava antes, e as inimizades na Sociedade explodirão em grande escala durante uma festa de caça ao javali.


Lagos (n. 16) --> De volta à África, Adam, Amina e Narciso desembarcam em Lagos, ou "Liverpool da África Ocidental". Um grande porto e uma cidade cheia de aventureiros, contrabandistas, gângsteres negros vestidos na última moda londrina, prostitutas brasileiras à espera de marinheiros e duros conflitos coloniais com o povo do interior nigeriano. Um profeta fanático ataca plantações com suas tropas e sitia a cidade. Mas por trás de sua pregação inflamada, uma mistura de islamismo banal e tradições tribais locais, esse homem busca uma vingança pessoal: qual?


A Suprema Catástrofe (n. 17) --> O apocalipse está atingindo Lagos. O exército britânico parece incapaz de enfrentar a emergência. Barricados dentro da mansão do chefe do crime local, Prince, os defensores de Lagos estão prontos para vender caro suas vidas. Adam luta como um leão, como se estivesse sozinho contra o mundo. Mas ele não está sozinho: Narciso, Amina e a tripulação do Capitão Scratch estão lutando ao seu lado. E Prince não tem intenção de ser destronado por um profeta louco, que pretende celebrar com sangue, à frente de suas tropas, o "Dia da Suprema Catástrofe".


A Corrida dos Avestruzes (n. 18) --> Na Cidade do Cabo, Adam e Amina são forçados a se separar. A Rainha Vitória deu a eles duas missões diferentes. Adam terá que investigar uma organização que está conspirando para financiar os Boers em sua guerra contra os britânicos. Amina, por sua vez, tentará apurar as intenções de um chefe tribal que ainda não escolheu de que lado ficará... Adam vai até a fazenda de um colono inglês, que trabalha com a inteligência da Coroa, enquanto uma corrida de avestruzes está em andamento. Narciso decide entrar na corrida como jóquei. Durante a corrida, porém, alguém prepara um atentado contra a vida do Libertador de Escravos.


Uma Má Escolha (n. 19) --> Lutando lado a lado, Adam Wild e Lady Winter frustram uma conspiração. A mulher interpreta esse sucesso como uma forma de se reconciliar com seu ex-amante, mas Adam está preocupado com Amina, de quem ele não tem notícias há algum tempo. Para a princesa Bantu, a missão acabou sendo muito mais arriscada do que parecia a princípio e muito mais imprevisível. Para Adam, agora é hora de escolher não apenas qual caminho seguir, mas também a qual das duas mulheres será leal.


Principais Formas de Apoio:


1 - Combo 1 - Adam Wild vols 5 e 6: R$100,00


- 2 livros impressos

- 1 bookplate exclusivo autografado pelo artista Pedro Mauro

- seis cards no formato 15 x 10cm com as capas das edições italianas (14,15, 16, 17, 18 e 19) que compõem os volumes 5 e 6

- Frete calculado ao final da compra


2 - Combo 2 - Adam Wild Total: R$285,00


- 6 livros impressos

- 1 bookplate exclusivo autografado pelo artista Pedro Mauro

- quatro marcadores de páginas exclusivos colecionáveis no formato 5 x 20cm

- dezenove cards no formato 15 x 10cm com as capas das edições italianas (1 a 19) que compõem os volumes 1 a 6

- Frete calculado ao final da compra


"Mestres da aventura e ficção" de Emilio Balcarce, Juan Gimenez e Juan Zanotto


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Ficha Técnica:


Nome: Mestres da Aventura e Ficção

Autor: Emilio Balcarce

Artistas: Juan Gimenez e Juan Zanotto

Editora: Tai Editora

Gênero: Ficção Científica/Terror Tradutor: não informado

Número de Páginas: 160 (64 páginas coloridas)

Prazo da campanha: flexível

Data de entrega: junho de 2023



Sinopse: Mestres da Aventura e Ficção é uma antologia com todos os trabalhos de Emilio Balcarce junto com seus dois amigos, os "dois Juanes", como ele mesmo gosta de referir, Juan Giménez e Juan Zanotto.


O livro traz histórias curtas publicadas na França, Espanha, Argentina, Itália, Estados Unidos, durante as décadas de 1980 e 1990. Um verdadeiro resgate histórico e inédito no Brasil em se tratando desses três artistas e seus trabalhos em conjunto.


São 12 HQ's com a arte de Juan Giménez e 10 HQ's com a arte de Juan Zanotto, num total de 22 + Extras.


Um livro no melhor estilo da HEAVY METAL, FIERRO, SKORPIO, METAL HURLANT e outras.


Principais Formas de Apoio:


Mestres da Aventura e da Ficção: R$97,00


- livro impresso

- marcador de páginas

- nome nos apoiadores

- frete calculado ao final da compra


"Biblioteca Bonelli: O Abismo" de Mauro Boselli e Luca Rossi


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Ficha Técnica:


Nome: Biblioteca Bonelli - O Abismo

Autor: Mauro Boselli

Artista: Luca Rossi

Editora: Tortuga

Gênero: Aventura

Tradutor: Julio Schneider

Número de Páginas: 112

Prazo da campanha: 06/02

Data de entrega: abril de 2023



Sinopse: O encontro, na rota para Madagascar, com um navio tripulado por vítimas da peste põe nas mãos do Capitão Moody o mapa que o levará por águas desconhecidas até um fabuloso tesouro.


Ao náufrago Michael Davy, recém-resgatado pelo Estrela do Sul, não resta opção além de juntar-se aos piratas de Moody para seguir rumo à riqueza… ou a morte.


A Tortuga começa sua quinta pré-venda! E agora será UMA por mês. Depois de O HOMEM DE CHICAGO e A MÃO NEGRA a Biblioteca Bonelli volta com O ABISMO.


Principais Formas de Apoio:


1 - Livro impresso: R$60,00


- livro impresso

- frete calculado ao final da compra


2 - Biblioteca Bonelli - Os 3 vols: R$190,00


- livros impressos (O Abismo, A Mão Negra e O Homem de Chicago)

- frete calculado ao final da compra


"O Boi das Aspas de Ouro" de Flávio Colin


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Ficha Técnica:


Nome: O Boi das Aspas de Ouro

Autor: Flávio Colin

Editora: Skript

Gênero: Fantasia

Número de Páginas: 60

Prazo da campanha: 29/01

Data de entrega: março de 2023












Sinopse: 26 anos depois de sua publicação original, a Skript relança uma das mais aclamadas obras de um dos maiores gênios dos quadrinhos nacionais. O BOI DAS ASPAS DE OURO, de Flavio Colin, é a adaptação da famosa lenda gaúcha de um boi que trazia a felicidade para quem fosse seu dono, em uma história apaixonante, com pitadas de sensualidade e uma importante lição de moral. Colin narra a vida de um velho estancieiro, rico e viúvo, que decide perseguir o lendário boi com chifres de ouro. O homem é inteligente e aprisiona o animal dentro de um rincão - que logo se torna um povoamento. O problema logo se torna manter o boi como sua propriedade, pois perder ele significa abrir mão da própria felicidade. No mesmo padrão gráfico de outro resgate histórico da Skript, Aventuras Macabras de Edgar Allan Poe, essa é uma edição definitiva restaurada e diagramada por Erick Alves. O quadrinho ainda traz uma entrevista de Colin a Samir Naliato (Universo HQ), um prefácio do editor Lucas Souza (Ultimato Bacon) e extras disponibilizados pela família do autor, com textos de Diego Moreau (História dos Quadrinhos: EUA).


Principais Formas de Apoio:


Boi: R$65,00


- livro impresso

- chaveiro para os 200 primeiros apoiadores

- frete calculado ao final da compra


"Spirit - Edição de 80 anos" de Will Eisner


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Ficha Técnica:


Nome: Spirit - Aniversário de 80 anos

Autor: Will Eisner

Editora: JBraga Comunicação

Gênero: Super-Herói/Mistério

Tradutor: não informado

Número de Páginas: 88

Prazo da campanha: 15/02

Data de entrega: maio de 2023



Sinopse: A dramática origem do Spirit, o roubo da fórmula para uma poderosa bomba atômica, assassinatos misteriosos de ídolos dos quadrinhos, um monstro gigantesco, uma confissão peculiar e até o inusitado dia em que o celebrado suplemento dominical de quadrinhos não teve uma história do Spirit são destaques desta edição especial que a JBraga Comunicação está publicando.


Algumas dessas histórias não são publicadas no Brasil há pelo menos cinquenta anos – na verdade, histórias originais do Spirit criadas por Eisner não são publicadas no Brasil desde 1997!


Principais Formas de Apoio:


Spirit: R$66,00


- livro impresso

- marcador de páginas

- frete calculado ao final da compra



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Louise Canton toca o seu instrumento musical para conseguir uns trocados e leva uma vida bagunçada ao lado de sua parceira. Um dia, ela é atacada por uma criatura sobrenatural e tudo fica de pernas para o ar. Quando ela menos espera, está no Vietnã ao lado de uma tropa de outros iguais a ela caçando uma misteriosa mulher.


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Sinopse:


Conheçam Lou: uma música que toca nas ruas atacada de forma selvagem por um terror sobrenatural.


Conheçam Lou: cruzando um Afeganistão marcado pela guerra com uma unidade de soldados transmorfos.


Conheçam Lou: uma monstruosidade mantida em cativeiro por uma besta fugitiva ao qual ela foi enviada para matar.







Cry Havoc é um daqueles quadrinhos divisivos em que qualquer opinião que se dê vai estar certa ou totalmente errada. A proposta é bastante ousada, até na maneira de compor artisticamente o quadrinho. Muitas ideias e conceitos jogados em uma narrativa queer de amadurecimento e chegada à vida adulta. Ao mesmo tempo temos uma discussão sobre o que significam os mitos e a crenças nesse nosso mundo contemporâneo onde, como diria Nietzche, Deus está morto. É possível enxergar todas as boas intenções do mundo naquilo que Simon Spurrier planejou para o quadrinho, só que com tanta coisa trabalhada não houve tempo para tratar do básico: uma história sobre uma garota tentando descobrir o seu próprio lugar no mundo.


A narrativa se desdobra em três temporalidades: um presente onde Lou está presa pela mulher que ela foi mandada para prender; alguns momentos antes onde ela está com a sua unidade de pessoas estranhas, cada uma com uma habilidade especial, atravessando um país devastado pela guerra; e mais no passado quando conhecemos o cotidiano de Lou ao lado de sua namorada até que ela é atacada por uma espécie de lobisomem. No meio de toda essa confusão, temos uma corporação privada que explora pessoas com habilidades para realizarem missões para eles. E uma besta renegada que está em busca de algum tipo de figura messiânica para servir de símbolo para o seu grupo de rebeldes. Embora tudo o que Lou deseja é se livrar da selvagem criatura que parece ter se apossado dela.


Temos um estilo artístico dividido entre três artistas, cada um abordando uma das linhas temporais da narrativa. Dos três artistas deste encadernado conheço o trabalho do Lee Loughridge e o do Matt Wilson: um deles por obras como A Realeza e o segundo por edições de The Wicked + the Divine. Lee é um artista bastante focado na exploração da palheta de cores e sua arte tende para uma expressividade maior dos personagens. Seus quadros são como uma explosão de cores por toda a parte o que nos deixa extasiados. Matt Wilson explora uma arte mais realista, embora tenha influências da pop art. Seus personagens costumam ter personalidade, aquele "swagger" que os coloca distintos das outras pessoas. Lee ficou com os trechos que se passam no esconderijo da besta e Matt Wilson com os momentos no Afeganistão. Nick Filardi desenhou os trechos que se passam em Londres. Até aí tudo lindo, são artistas conhecidos e que possuem um portfolio de respeito. Porém, os três ficaram estranhos ao colocarmos lado a lado. A história não segue uma estrutura linear, optando pelos flashforwards e flashbacks. Só que isso não vai ajudar em uma fluidez artística boa. Matt Wilson vai nos colocar em um cenário marcado pelo desespero e pela destruição em que os personagens aparecem se questionando o motivo de estarem ali. A atmosfera é melancólica e isso se reflete nas cores e no padrão de cenas. Lee traça alguns momentos bem gore da narrativa com as bizarrices se sucedendo por toda a parte. Além disso, ele precisa desenhar diversas criaturas sobrenaturais dos mais variados tipos, o que destoa um pouco do que foi apresentado antes. Já Filardi nos coloca em uma atmosfera urbana onde a protagonista vive sua vida comum até ser assombrada por uma estranha fome e fúria mortal que invade seu ser. Embora a arte seja boa, a combinação dos três artistas não ficou. Teria sido melhor abordar uma narrativa linear com os artistas se alternando à medida em que a história avançasse.

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E aí o fluxo narrativo também sofre com isso. Mas, o principal motivo que me fez não apreciar a história foi o excesso de temas. Imagino que Spurrier tenha pensado em mais do que um encadernado de histórias (ou a HQ não teria um volume 1 escrito na capa, sendo que é o único volume dela) e alguma coisa aconteceu durante o processo de produção. Conheço o Spurrier de sua fase ao lado do personagem Legião, dos X-men. E ele conseguiu revitalizar o personagens, apresentando uma nova maneira de enxergá-lo. Spurrier conseguiu isso a partir de uma abordagem calma e paciente, com um cuidado ao explorar determinados ângulos de sua personalidade. Não vejo o mesmo aqui. O que começa como uma história de amadurecimento, subitamente passa para um debate sobre os terrores da guerra e a dicotomia inexistente de bem x mal nos conflitos. Para no momento seguinte explorar o que caracteriza um mito e como ele se adequa à nossa realidade atual, em uma vibe quase de Deuses Americanos, do Neil Gaiman. Só que nada disso recebe a atenção devida, com os últimos dois volumes parecendo corridos demais. Quase como se o autor tivesse que fechar a história de algum jeito, mas não soubesse como. Embora o final seja mais ou menos bem executado.


O estereótipo do lobisomem já foi empregado inúmeras vezes e ele quase sempre se refere a um indivíduo que possui uma inconformidade com seu eu interior. A criatura liberta partes selvagens de sua personalidade que estão presas. Às vezes uma enorme raiva quanto ao que está ao seu redor, seja por uma vida difícil ou uma realidade sufocante. Lou é uma mulher que está em uma encruzilhada. Ela quer continuar a ser ela mesma e entende que é um desastre, mas as responsabilidades da vida se empilham em seus ombros. A pessoa que a ama é compreensiva, amorosa, embora reclame da falta de perspectiva de sua parceira. Mesmo com tudo isso, Lou é amada. Mas, isso não é o suficiente para ela que deseja que sua parceira expresse com mais firmeza aquilo que realmente está sentindo. Por mais que Lou bagunce tudo, ela nunca é culpada diretamente, apenas alguns comentários ocasionais. A gente se dá conta de que o namoro não vai mais longe do que isso justamente por esse inconformismo, essa vontade de algo mais. Lou se culpa e quer alguém para culpá-la, que a faça abrir os olhos. O mais curioso é que vai ser preciso ela vivenciar uma situação crítica para acalmar o seu interior. Chegar a um acordo consigo mesma e compreender o seu verdadeiro lugar.


Para quem está em busca de uma narrativa queer, Cry Havoc pode ser uma boa. Isso porque ela não nos mostra uma personagem linda e perfeita. Muito pelo contrário, Lou é uma bagunça ambulante. Fico até me questionando se o namoro com a Samantha não era tóxico para a Sam. Lou vive em seu próprio mundo e ela acaba não dando atenção para coisas simples e básicas. Em determinados momentos fica até difícil compreender aonde ela deseja chegar ou quais são seus objetivos, dado o seu nível de confusão emocional. Lembrando também que a temática do lobisomem também pode adotar contornos sexuais à medida em que a hospedeira se torna alvo de uma selvageria primitiva. Uma necessidade de se alimentar e de procriar. Outra coisa que será tema dessa HQ. Portanto, nada é tão simples quanto parece.

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Não existem lados no conflito que se desenrola no Afeganistão. O grau de violência sobe bastante e inocentes são pegos no fogo cruzado. Lou tenta descobrir se ela está lutando ou não pelo lado certo e em suas convicções quebradas porque não temos uma resposta precisa a essa pergunta. Um bom exemplo disso é uma pequena comunidade que eles chegam próximos e os moradores locais estão sendo massacrados por talibãs. Lou deseja ajudar, mas um de seus companheiros pede que ela observe melhor. Os aldeões estavam criando ópio para poderem vender a viciados das regiões mais próximas. Uma maneira de poder sobreviver à fome e à falta de abastecimento. Só que o islamismo xiita condena veementemente o consumo de drogas alucinógenas; é considerado um pecado mortal e os talibãs estão realmente incomodados com o comportamento dos aldeões. Quem está certo? Quem está errado? Não há uma resposta adequada para isso. Todos tentam viver suas respectivas vidas da maneira que acham mais necessário.


O último grande tema é o da exploração dos mitos sobrenaturais do mundo inteiro. E um entendimento de que estes estariam desaparecendo devido à falta de fé e superstição que deram lugar a um pensamento racional. Alguns dos personagens foram vítimas dessas criaturas, embora Spurrier não explore com atenção esse trecho. A linha filosófica que ele tenta entregar mais ao final parece ser interessante com a necessidade de reviver esse pensamento primitivo e sobrenatural, só que não há tempo para explorar. A sensação que fica é que o assunto ficou jogado no ar e comprimido na história que ele estava contando a respeito de Lou. Embora o tema parecesse legal, o leitor acaba preferindo entender o que vai acontecer com a protagonista, como ela vai sair da situação e até onde ela vai estar ao final da história. Embora bem pensado, veio tarde demais na trama e próximo demais ao fim.


Cry Havoc é o exemplo de boas ideias executadas de maneira apressada. Um roteirista acima da média, uma equipe de artistas com ótimas capacidades embora juntos soem estranhos e uma narrativa promissora que ficou para trás por motivos que desconhecemos. Em entrevistas, Spurrier alegou um desejo de retornar à trama, mas sem ser uma continuação, explorando o mundo a partir de outra perspectiva. Sinceramente, não gostaria. Prefiro que a história permaneça como está e o artista se foque em outros projetos. Não curti, não gostei, não recomendo.



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Ficha Técnica:


Nome: Cry Havo - Mything in Action

Autor: Simon Spurrier

Artistas: Nick Filardi, Lee Loughridge e Matt Wilson

Letreirista: Simon Bowland

Design: Emma Price

Editora: Image Comics

Número de Páginas: 160

Ano de Publicação: 2016


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Conversa aberta. Uma mensagem lida. Pular para o conteúdo Como usar o Gmail com leitores de tela 2 de 18 Fwd: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br Caixa de entrada Ficções Humanas Anexossex., 14 de out. 13:41 (há 5 dias) para mim Traduzir mensagem Desativar para: inglês ---------- Forwarded message --------- De: Pedro Serrão Date: sex, 14 de out de 2022 13:03 Subject: Re: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br To: Ficções Humanas Olá Paulo Tudo bem? Segue em anexo o código do anúncio para colocar no portal. API Link para seguir a campanha: https://api.clevernt.com/0113f75c-4bd9-11ed-a592-cabfa2a5a2de/ Para implementar a publicidade basta seguir os seguintes passos: 1. copie o código que envio em anexo 2. edite o seu footer 3. procure por 4. cole o código antes do último no final da sua page source. 4. Guarde e verifique a publicidade a funcionar :) Se o website for feito em wordpress, estas são as etapas alternativas: 1. Open dashboard 2. Appearence 3. Editor 4. Theme Footer (footer.php) 5. Search for 6. Paste code before 7. save Pode-me avisar assim que estiver online para eu ver se funciona correctamente? Obrigado! Pedro Serrão escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:42: Combinado! Forte abraço! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:41: Tranquilo. Fico no aguardo aqui até porque tenho que repassar para a designer do site poder inserir o que você pediu. Mas, a gente bateu ideias aqui e concordamos. Em qui, 13 de out de 2022 13:38, Pedro Serrão escreveu: Tudo bem! Vou agora pedir o código e aprovação nas marcas. Assim que tiver envio para você com os passos a seguir, ok? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:36: Boa tarde, Pedro Vimos os dois modelos que você mandou e o do cubo parece ser bem legal. Não é tão invasivo e chega até a ter um visual bacana. Acho que a gente pode trabalhar com ele. O que você acha? Em qui, 13 de out de 2022 13:18, Pedro Serrão escreveu: Opa Paulo Obrigado pela rápida resposta! Eu tenho um Interstitial que penso que é o que está falando (por favor desligue o adblock para conseguir ver): https://demopublish.com/interstitial/ https://demopublish.com/mobilepreview/m_interstitial.html Também temos outros formatos disponíveis em: https://overads.com/#adformats Com qual dos formatos pensaria ser possível avançar? Posso pagar o mesmo que ofereci anteriormente seja qual for o formato No aguardo, Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:15: Boa tarde, Pedro Gostei bastante da proposta e estava consultando a designer do site para ver a viabilidade do anúncio e como ele se encaixa dentro do público alvo. Para não ficar algo estranho dentro do design, o que você acha de o anúncio ser uma janela pop up logo que o visitante abrir o site? O servidor onde o site fica oferece uma espécie de tela de boas vindas. A gente pode testar para ver se fica bom. Atenciosamente Paulo Vinicius Em qui, 13 de out de 2022 12:39, Pedro Serrão escreveu: Olá Paulo Tudo bem? Obrigado pela resposta! O meu nome é Pedro Serrão e trabalho na Overads. Trabalhamos com diversas marcas de apostas desportivas por todo o mundo. Neste momento estamos a anunciar no Brasil a Betano e a bet365. O nosso principal formato aparece sempre no topo da página, mas pode ser fechado de imediato pelo usuário. Este é o formato que pretendo colocar nos seus websites (por favor desligue o adblock para conseguir visualizar o anúncio) : https://demopublish.com/pushdown/ Também pode ver aqui uma campanha de um parceiro meu a decorrer. É o anúncio que aparece no topo (desligue o adblock por favor): https://d.arede.info/ CAP 2/20 - o anúncio só é visível 2 vezes por dia/por IP Nesta campanha de teste posso pagar 130$ USD por 100 000 impressões. 1 impressão = 1 vez que o anúncio é visível ao usuário (no entanto, se o adblock estiver activo o usuário não conseguirá ver o anúncio e nesse caso não conta como impressão) Também terá acesso a uma API link para poder seguir as impressões em tempo real. Tráfego da Facebook APP não incluído. O pagamento é feito antecipadamente. Apenas necessito de ver o anúncio a funcionar para pedir o pagamento ao departamento financeiro. Vamos tentar? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 16:28: Boa tarde Tudo bem. Me envie, por favor, qual seria a sua proposta em relação a condições, como o site poderia te ajudar e quais seriam os valores pagos. Vou conversar com os demais membros do site a respeito e te dou uma resposta com esses detalhes em mãos e conversamos melhor. Atenciosamente Paulo Vinicius (editor do Ficções Humanas) Em qui, 13 de out de 2022 11:50, Pedro Serrão escreveu: Bom dia Tudo bem? O meu nome é Pedro Serrão, trabalho na Overads e estou interessado em anunciar no vosso site. Pago as campanhas em adiantado. Podemos falar um pouco? Aqui ou no zap? 00351 91 684 10 16 Obrigado! -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! 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