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Fushi é um artefato imortal senciente criado por uma criatura com aspectos divinos. A característica de Fushi é copiar qualquer ser vivo que ele teve contato e que tenha morrido. Pouco a pouco as experiências que ele vai tendo vão fazendo com que ele deixe de ser um simples artefato que apenas reage a estímulos e vai se tornando alguém capaz de tomar suas próprias decisões.


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Em Sociologia, dizemos que o ser humano é formado a partir de suas experiências e suas interações com outros contextos e indivíduos. Lev Vygotsky usou esse conceito de desenvolvimento proximal para seus estudos em psicopedagogia. Mas, podemos usar suas ideias para o desenvolvimento em geral, não limitados apenas ao desenvolvimento na infância e na adolescência. Experimentar coisas é parte do aprendizado. E leia-se esse experimentar ao viver novas situações ou conhecer/conviver com pessoas. São como blocos que vão sendo inserindo em nossas vidas, com cada tijolo formando uma parcela do todo. Quando pequenos somos uma página em branco; quando mais velhos somos uma casa quase completamente formada. Afinal, todos os dias vivemos novas experiências. Yoshitoki Oima pensou uma história onde o protagonista é literalmente uma página em branco e procura explorar suas relações com o mundo que o cerca.


Fumetsu no Anata E ou To Your Eternity é uma animação baseada no mangá homônimo da mestra Oima e que foi produzido pelo studio Brain's Base (Durara e Baccano) que teve 20 episódios em sua primeira temporada e terá uma segunda no futuro. Apenas cinco arcos do mangá foram adaptados (até o volume 9) e já existem mais cinco produzidos sendo que dois desses arcos (o de Takunaha e o de Jananda) equivalem a um arco dos novos. Então tem o suficiente para mais de vinte episódios eventualmente. A adaptação ficou bem fiel ao mangá e isso se deve bastante ao trabalho do diretor Masahiko Murata, um profissional experiente que chegou a trabalhar em vários episódios de Naruto principalmente no storyboard. Ou seja, ele sabe fazer essa transposição do mangá para uma animação. Gostei também de ver mais um retorno de uma cantora que não via há muito tempo: Hikaru Utada, que é a responsável pela opening e algumas lyrics da série. Assim como Megumi Hayashibara (que retornou compondo a opening da nova versão de Shaman King) ela havia ficado bastante tempo fora do circuito de animes.


A animação em si é muito boa com uma mescla de elementos desenhados e algumas coisas (bem poucas) de CGI. O resultado final é uma animação que pode ser fluida em momentos dramáticos e estática quando precisa trabalhar o emocional dos personagens. Isso sem perder a beleza do design de personagens ou do pano de fundo onde se passa a história. Oima criou uma série que emprega influências culturais vindas de várias partes do mundo e isso poderia dificultar a vida dos animadores caso eles não soubessem bem de onde ela tirou o pano de fundo. Logo de cara temos um cenário que lembra um pouco as civilizações ameríndias. Mais para a frente uma cidade que tem como base as primeiras cidades da Mesopotâmia. O trecho em Jananda me remeteu às cidades cretenses depois de arruinadas. Então existe um elemento de progressão cultural que se reflete nos cenários empregados. E essas passagens acontecem bruscamente. A trilha sonora é adequada à série e não chama a atenção propriamente. Nem deve. Fumetsu não é uma série dinâmica em si, mas emotiva, reflexiva. E a trilha precisa ser tranquila o suficiente para transmitir isso ao espectador.


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Um artefato místico é jogado na Terra na aurora dos tempos. Ele foi criado por um ser que conhecemos apenas pelo nome de Beholder (ou Aquele que Tudo Vê, em algumas traduções) e este artefato tem a propriedade de adotar a forma, as memórias e características de qualquer coisa com quem ele entre em contato. Inicialmente ele entra em contato com uma pedra e adota sua forma por muito tempo. Depois ele assume a forma de um lobo branco que morreu em cima dele e finalmente ganha a capacidade de caminhar. No começo, o artefato não tem nome e nem muita consciência de si. Vive com um menino em um lugar remoto no meio da neve. Será com esse menino que o artefato vai aprender a necessidade de sobreviver. Depois que o menino morre, o lobo, que agora assumiu a forma desse menino, vai em busca de novas experiências. Pouco a pouco, essas experiências vão se empilhando e ele adota novas formas. Uma jovem menina chamada March dá o nome de Fushi (Imortal, em japonês) a ele. Fushi vai aprendendo a se comunicar com os outros, a falar e outras habilidades e se dando conta do mundo que o cerca. Mas, logo ele percebe que além das dificuldades da vida das pessoas com quem ele tem contato, criaturas chamadas Nokkers estão atrás de suas memórias. Essas criaturas podem assumir toda uma variedade de formas diferentes e caberá a Fushi deter o avanço delas, caso contrário ele perderá toda a noção sobre si mesmo.


Acima de tudo Fumetsu é uma história sobre a vida e como as experiências que vivemos são importantes para todos nós. Sejam essas experiências boas ou ruins. No começo Fushi é uma tabula rasa que não sabe nem ao menos como se faz para sobreviver. A cada novo arco de histórias, conceitos e ideias lhes são transmitidos e sua percepção sobre si se desenvolve. A necessidade de sobreviver, a capacidade de falar, a importância do outro, a responsabilidade por aquilo que fazemos e a coragem para seguir adiante. Essas são algumas das lições que nosso protagonista aprende ao longo de vinte episódios. A série é linda em sua proposta, apesar de em vários momentos ela não nos dar o final feliz que esperamos. Quando pensamos que as coisas estão resolvidas é aí que a série nos dá um soco no estômago. Afinal, a felicidade é algo extremamente relativo e a vida é feita de poucos momentos felizes. A vida é dura e precisamos galgá-la diariamente. As lições que ela nos ensina nos ajudam a lidar com situações futuras, quer usemos ou não aquilo que aprendemos.


Logo no começo da série vemos uma cultura que usa o sacrifício ritual como uma forma de controlar aqueles que eles subjugam para evitar revoltas. A terra de Ninnanah, também conhecida como a Terra Sagrada do Oniguma, é o primeiro lugar visitado por Fushi e é onde ele conhece March, Parona e Pioran, pessoas que vão acompanhá-lo de uma forma ou de outra por muito tempo. Todos os anos, uma das vilas que formam Ninnanah precisa enviar uma jovem garota para ser oferecida para o Oniguma se alimentar. No dia do ritual, um banquete é oferecido à criança que será sacrificada como uma forma de agradecimento. Só que March e Parona se questionam por que essa tradição permanece. March é a escolhida deste ano para o sacrifício e ela é uma menina inteligente, ingênua e muito curiosa. Ela deseja ser uma garota forte e conhecer outros lugares. Mas, vê seus sonhos para a vida serem encurtados quando Pioran a escolhe como sacrifício. March tenta fugir de um destino cruel, mas acaba sendo caçada pelos Yanome para ser colocada no altar sacrificial. É durante sua fuga que ela conhece Fushi e eles se tornam amigos.


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A série trabalha muito bem a dificuldade inicial que Fushi tem para se comunicar com as pessoas. Fushi mal consegue entender a necessidade de se alimentar e de se proteger no começo, morrendo muitas e muitas vezes. Oima é uma autora que não é estranha ao desenvolvimento de personagens com algum tipo de dificuldade de comunicação. Ela é a autora por trás de A Voz do Silêncio e consegue transmitir muito bem a capacidade dos personagens de se comunicarem sem ser através de falas. Fushi ficou sem falar por vários episódios e com falas rudimentares por muitos outros. Diálogos mais precisos somente a partir do 12º ou 13º episódios. Sempre eram os outros personagens a buscarem conversar com ele. E isso fazia parte do aprendizado do personagem. Se no mangá isso é muito importante e significativo das preocupações da autora, na animação ficou melhor ainda. Os personagens como um todo são bastante expressivos seja a felicidade de March, a doçura de Rean, a loucura de Hayase.


Outro tema bastante importante nessa primeira parte da série é a aceitação. No arco de Takanaha, Fushi conhece o jovem Gugu, um menino pobre que vive na periferia da cidade em uma barraca ao ar livre junto de seu irmão. A vida deles é bem difícil devido à falta de dinheiro para comprar comida e ter uma vida mais confortável. Um dia, Gugu vê uma menina colhendo flores no campo até que várias toras de madeira se soltam de um amontoado e caem em direção a ela. Gugu consegue empurrá-la para o rio, mas ele fica preso e as toras atingem o seu rosto com toda a força, deformando-o para sempre. A partir daí, Gugu passa a esconder o seu rosto depois que percebe que as pessoas ficam aterrorizadas com a visão dele. Depois de vários acontecimentos, Fushi, Gugu e Rean formam uma espécie de família que vive unida na casa de um senhor produtor de ervas e saquê. Gugu é apaixonado por Rean, mas não consegue se confessar para ela não só por timidez como também com medo de ser rejeitado por sua deformidade. Rean não sabe que Gugu foi quem a salvou de um acidente fatal quando ela era mais nova. Tudo isso faz do personagem alguém com baixa auto-estima.


É curioso pensar que nessa história que envolve Fushi, Gugu e Rean, será Fushi com sua experiência de vida ainda em formação quem dará os melhores conselhos para o jovem mascarado. Usando o conhecimento de vida que aprendeu com Parona quando tentava resgatar a March, Fushi começa a criar ligações e associações com o que aprendeu antes. Seu conselho não é perfeito, sendo mais algo simplório para convencer Gugu de que ele deve demonstrar coragem diante das adversidades, mas mostra o quanto as experiências que Fushi tem passado formaram sua personalidade. Claro que faltam refinamentos em seus conhecimentos, como questões éticas e morais, conceitos que ele só irá aprender durante o arco de Jananda. A série é fascinante por esses pequenos detalhes e se pararmos para pensar na profundidade do que nos é apresentado poderíamos passar horas discutindo questões filosóficas. O gancho no final do vigésimo episódio deixa a gente querendo mais, mas teremos que esperar um pouquinho para sabermos o próximo destino de Fushi.


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Uma cruel competição onde cem garotos realizam um teste de resistência caminhando pelas estradas do Maine. Somente um pode se sagrar campeão. Ao vencedor, qualquer coisa que ele quiser na vida. Aos perdedores, um bilhete de despedida dada por uma bala na cabeça.


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Sinopse:


Um livro impossível de largar, A Longa Marcha é uma narrativa distópica sobre uma competição em que os participantes não têm mais nada a perder, além da própria vida. O romance inaugura a nova coleção da Suma que reúne os livros de Richard Bachman, pseudônimo que Stephen King usou para assinar histórias angustiantes e surpreendentes.


Contrariando a vontade da mãe, o jovem Ray Garraty está prestes a participar da famosa prova de resistência conhecida como A Longa Marcha, que presenteia o vencedor com “O Prêmio” ― qualquer coisa que ele desejar, pelo resto da vida.

No percurso anual que reúne milhares de espectadores, cem garotos devem caminhar por rodovias e estradas dos Estados Unidos acima de uma velocidade mínima estabelecida. Para se manter na disputa, eles não podem diminuir o ritmo nem parar. Cada infração às regras do jogo lhes confere uma advertência. Ao acumular mais de três penalidades, o competidor é eliminado ― de forma “permanente”. E não há linha de chegada: o último a continuar de pé vence.





Esse não é um livro de Stephen King. É um livro de Richard Bachman. Vocês vão me perguntar como assim, se Bachman é apenas um pseudônimo do Mestre? Pois é, isso é verdade. Mas, autores quando escolhem usar pseudônimos significam duas coisas: escrever de forma anônima e aproveitar esse anonimato para revelar outras facetas de si mesmo através da escrita. É isso o que acontece nesse romance. Em A Longa Marcha, temos um King bem mais agressivo, cruel até. Essa não é uma história com final feliz. Além de possuir muita, mas muita crítica social implícita em suas linhas. Nesses romances conhecidos como Os Livros de Bachman, muitos fãs do autor acabam estranhando a fúria presente nas linhas, a forma diferente de apresentar seus personagens e até o processo de condução da história. A edição brasileira foi traduzida pela nossa especialista contemporânea em Stephen King, Regiane Winarski e a tradução consegue nos manter bem presos na narrativa. Não senti qualquer dificuldade na leitura e gostei bastante da diagramação do livro. No mais, é uma edição com uma capa bem melancólica e quem for refletir sobre a imagem de capa após a leitura vai entender direitinho o significado dela.


Estamos em um Estados Unidos diferente, que não é muito bem explicado para nós, mas que parece ter sofrido algum tipo de mudança social onde muitos perderam seus recursos. Todos os anos uma competição é realizada: a Longa Marcha. Cem jovens se inscrevem na competição e precisam caminhar indefinidamente pelas estradas americanas começando no estado do Maine e indo até somente um restar. Aqueles que fraquejarem podem receber até três advertências quando então recebem o bilhete, um tiro de fuzil vindo de soldados que seguem o comboio de competidores. Espectadores de todo o país vão até a beira das estradas para assistir a essa terrível competição e, quem sabe, ver alguns miolos voando. As apostas são feitas nos competidores favoritos que recebem o apoio de suas cidades natais. O vencedor da competição tem direito a um desejo que pode ser qualquer coisa que lhe será fornecido por toda a vida. Nesse ano, seguimos Ray Garraty, um cara que é da casa, do Maine, e deixou sua mãe e sua namorada Jan de coração partido, sabendo que pode ser a última vez que irão vê-lo em vida. Garraty não sabe por que está competindo, mas deseja de todo o coração ver sua mãe e sua namorada uma última vez. Mas, serão centenas de milhas até lá. Poderá ele realizar o que deseja?


Para aqueles que reclamavam que o George R.R. Martin matava nossos personagens queridos na série Game of Thrones, isso aqui é uma carnificina. Poucas vezes vi o King tão mortífero em um romance. Essa é uma escrita bem diferente do que estamos acostumados e hoje nós sabemos que se trata de um romance dele sob um pseudônimo. Na época em que foi publicado, em 1979, acharia bem complicado identificar o dedo dele. A gente pode dizer que a história se passa no Maine, e que passa por algumas cidades familiares como Bangor, mas só por isso não dá para dizer que é do King. Essa é uma narrativa em terceira pessoa, concentrada no personagem do Garraty ao qual seguimos pelas estradas. O narrador é onisciente no sentido de que percebemos o que o protagonista percebe com alguns detalhes extras. É uma escrita em estilo cinematográfico com uma introdução bem rápida, um desenvolvimento mais longo e uma conclusão que funciona como clímax e epílogo na mesma medida. Os capítulos são muito velozes e salvo por alguns capítulos mais longos no meio, geralmente eles tem entre 12 a 18 páginas. Vocês não fazem ideia de como esse livro funciona em altíssima velocidade. Devorei esse livro em dois dias e estamos falando de quase trezentas páginas. E eu parecia um animal faminto por mais. Normalmente os livros do King são mais metódicos e até descritivos, o que não é o caso aqui. Ele apresenta bem por alto o contexto do seu mundo e também as regras do jogo. E só. O resto é personagens, desenvolvimento e acontecimentos.


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Esse romance aqui é um tapa na cara a uma sociedade do espetáculo. Poderia trazer aqui o Guy Debord e seu livro clássico, mas acho que vale a pena apresentar algo mais pungente. Vale trazermos outro autor clássico da Sociologia porque a espetacularização aqui acontece de um ponto de vista midiático. Há programas de televisão entrevistando os participantes in loco, espectadores fazendo propaganda de suas lojas ou produtos. E no meio de tudo, tem jovens caminhando como zumbis por centenas de quilômetros. Há uma indústria cultural construída a parte da morte e do definhamento. Theodor Adorno se encaixa muito mais nessa representação ao criticar as novas formas de exploração do trágico e do cruel. O quanto o capitalismo vai abraçar aquilo que choca para criar algum tipo de lucro em cima. Se a gente fosse traçar uma relação com o mundo real é quase como os programas diários que espetacularizam a atuação da polícia e mostram a tragédia da vida real. Tem alguns momentos dessa indústria cultural que são patentes disso como o italiano fazendo propaganda da sua loja de melancias, os prefeitos de cidadezinhas menores dando as boas vindas aos competidores. Tem um momento fenomenal (de cruel) quando aparece uma placa quase no final do romance dizendo aos competidores quantos quilômetros faltavam para Boston.


Há também um segundo significado que vem de um lado mais primitivo da humanidade. A observação da tragédia e da violência causa uma produção de euforia nesse público. Uma liberação de endorfina que causa um prazer bizarro. Quem já assistiu o filme Crash - Sem Limites sabe do que estou falando. É o prazer sexual vindo do absurdo. Pessoas estão morrendo uma a uma após caminharem por várias horas e as pessoas do lado dos espectadores estão vibrando descontrolados. Mesmo para os competidores existem momentos de fúria e liberação primal. Logo no começo, Garraty segue em direção a uma menina que estava torcendo por ele e a abraça de forma selvagem e sexual por poucos segundos. O que poderia parecer algo invasivo e violento para a garota, se revela algo esperado e emocionante para ela. Isso acontece em outros momentos da história. Pode ser por essa via sexual, mas há momentos de violência também com os espectadores desejando ter um pedaço daquela experiência. Até restos deixados pelos competidores são colecionados como souvenirs. São momentos chocantes de verdade.


Os personagens são muito bem construídos. E isso é uma característica do próprio autor. Ele consegue tornar mesmo aqueles que ficam no fundo diferentes dos demais. Individualizá-los através de características bem comuns, seja um apelido, uma piada sem graça que se torna chavão, uma característica peculiar, um trauma qualquer. O grupo que acompanha Garraty é delineado bem. O que é mais cruel nessa narrativa é que King vai dando um rosto para esses personagens de fundo e a gente fica torcendo para que tudo acabe bem de algum jeito. Mas à medida em que a narrativa vai passando, vamos nos conscientizando da finalidade desse trajeto. Não há saída possível. E esses personagens a quem nos apegando vai sendo eliminados da competição um a um. Não há um antagonista ou um inimigo a ser derrotado. Mesmo Barkovitch que é um troll na competição, no fundo acaba se revelando ser uma pessoa humana e que deseja apenas ter pessoas ao seu lado quando o momento derradeiro acontecer. É uma aula de criação de personagens e olha que não é fácil assim criar dezenas de personagens tão normais. Tem um momento lá na frente em que ele dá contornos para dois personagens que nunca tinham aparecido antes. Em dois capítulos a gente já se importava com eles. Sempre recomendo a quem deseja escrever e quer saber mais sobre o processo de criação de personagens para ler algo do King. É uma masterclass no assunto.


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Garraty é um personagem bastante curioso. King conseguiu criar um personagem repleto de pudores e até meio conservador. Em alguns momentos quando alguns dos competidores fazem algum comentário mordaz, ele se encolhe e seus pensamentos não são nada bonitos. Mas, aos poucos vamos nos dando conta de como o personagem funciona. Alguns traumas como um acidente infeliz com um amigo a partir de uma experiência sexual que ele procura esconder. E algo que volta para atormentá-lo quase no final da marcha. É engraçado porque ele é um personagem que a gente não diria que chegaria longe nessa prova e mesmo sendo o protagonista da narrativa, ele só consegue com a ajuda de alguns companheiros ou de um pouco de sorte ou força mental de sua parte. Enquanto os demais competidores confessam entre eles os motivos que os levaram a embarcar em um empreendimento tão suicida (e alguns motivos são bastante bobos), Garraty não sabe o motivo de estar ali. E ele vai tentar entender isso enquanto reflete sobre si mesmo e seus objetivos na vida ao longo da prova.


Existem vários momentos filosóficos no livro. Os personagens são levados ao seu limite extremo e com isso vão pensando em situações corriqueiras da vida como a escolha de uma namorada, a primeira vez, a importância da família ou até coisas bobas como curtir um cinema. O que os leva adiante é o apoio um do outro, quando cara a cara com a morte, eles só podem olhar para o lado e saber que não estão sozinhos. É tocante ver o laço de amizade que surge entre eles, mesmo levando em conta que se trata de uma competição onde apenas um se sairia vencedor. Mesmo os comentários irônicos de alguns deles possui um certo grau de bondade em meio ao caos que é aquilo tudo. Só podemos acompanhar junto deles nessa travessia mortal, compartilhando momentos e destinos. A Longa Marcha é uma baita história e um autor que está em uma forma bastante diferente da que muitos estão acostumados.


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Ficha Técnica:


Nome: A Longa Marcha

Autor: Stephen King (sob o pseudônimo de Richard Bachman)

Editora: Suma

Tradutora: Regiane Winarski

Número de Páginas: 288

Ano de Publicação: 2023


Link de compra:


*Matertial recebido em parceria com a Editora Suma









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Como estamos em um mês mais calmo de lançamentos, decidi pegar os projetos dos nossos parceiros da Laboralivros e trazer para vocês que ainda não viram. Confiram essa editora que tem um projeto bastante diferenciado.


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A Laboralivros é uma pequena editora que surgiu com a proposta de trazer para os leitores traduções de livros e contos clássicos orientais. Talvez seu projeto seja ainda mais específico que o da editora Wish, que se tornou famosa pelo seu tratamento editorial e pela sua apresentação de clássicos. A Laboralivros já trouxe materiais bem legais como coletâneas de histórias clássicas orientais e materiais temáticos como contos sobre casamento, envolvendo raposas e até gatos. Só que a editora ainda não é muito conhecida dos leitores e ela produz uns materiais incríveis como o das estações da estrada Tokaido que tem a reprodução de imagens lindas feitas em arte ukiyo-e. Trago esse compilado com os projetos atuais da editora com a esperança de que o público a abrace com mais carinho e atenção. E tem materiais para todos os tipos de público.



Financiamento recorrente:


"Do Lendário ao Raro.." organizado por Laboralivros


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A literatura é alimentada através do tempo por histórias do passado. Textos registrados por antigos escritores, escribas e intelectuais foram fonte de inspiração para os que vieram depois e criam toda uma base cultural.


Todos os meses, “Do lendário ao raro” vai trazer novamente à luz um texto antigo esquecido, raro e inédito em especial de terras asiáticas para nossos assinantes.


Os contos selecionados são de quatro tipos:


Contos Fantásticos --> Contos mágicos com características maravilhosas ou fantásticas, cheios de mistério, lendas e criaturas míticas.


Contos Primários --> Contos incríveis contados por povos tradicionais e indígenas do mundo todo. A grande maioria vem de tradição oral e, por isso, são registrados com essas características.


Registros Antigos --> Textos de registro, principalmente de cultura oral. Eles não têm as mesmas características literárias, mas são o início de tudo. Geralmente feitos por literários, escribas de governo ou ordens religiosas com intenção de registrar uma lenda ou episódio relatados, geralmente, pelo povo. São pequenos textos culturais valiosíssimos.


Antiguidades do Oeste --> Contos ocidentais antigos recuperados. Eles podem ser fantásticos, de assombro, sobrenaturais, de mistério, detetive ou vários outros temas. Descobriremos o que vem por ai!


Os contos são enviados em formato digital para os assinantes, permitindo assim menor custo para todos, acesso diverso e entrega mais rápida.

Veja o que oferecemos aos assinantes:

  • Um conto todos os meses em versão digital (ePub em formato fluido via Google Books);

  • Uma arte digital com a imagem da capa do conto do mês;

  • Arte digital com qualidade de impressão;

  • Participação na comunidade do “EXPLORADORES DE RARIDADES ” no Telegram (app para celular e computador);

  • Periodicamente, cupons com descontos para a nossa loja, e-books e livros físicos! (A quantidade de tempo e valores depende da recompensa escolhida.)

METAS DE ARRECADAÇÃO

Meta 1 – Seleção, tradução, revisão e diagramação de um conto curto em formato fluido (para Kindle e ePub). Além disso, você vai contribuir para o crescimento da editora, pois a Paty, nossa responsável pelas redes sociais e marketing, poderá investir no alcance de mais leitores para nossa assinatura e além! BÔNUS: Ao atingir essa meta, todos os apoiadores até a data vão receber um cupom de desconto de 30% pra usar na nossa loja!


Principais Formas de Apoio:


1 - Ratinho de Biblioteca: R$8,00


- conto digital todo mês

- arte digital da capa

- cupom de 8% de desconto de 6 em 6 meses para usar no site da editora


2 - Grupo de Estudo: R$15,00


- conto digital todo mês

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- participação no grupo "Exploradores de Raridades" no Telegram

- cupom de 10% de desconto de 6 em 6 meses para usar no site da editora


3 - Pesquisador profissional: R$25,00


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4 - Explorador dedicado: R$40,00


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- a cada 3 meses recebe um ebook surpresa da editora de forma gratuita, podendo escolher receber via Amazon ou Google Books

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5 - Mecenas colecionador: R$60,00


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- arte digital com ilustração de capa em qualidade de impressão

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- a cada 6 meses recebe um livro surpresa da Laboralivros ou minilab

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Financiamentos Literários:


"Gótico Japonês II" organizado pela Laboralivros


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Ficha Técnica:


Nome: Gótico Japonês II

Organizado por Laboralivros

Editora: Laboralivros

Gênero: Horror

Tradutores: ovanca Kamizi Ichikawa, Marina Gonçalves Pietsch, Dioney Ribeiro da Silveira Junior e Nana Yoshida

Número de Páginas: não informado

Prazo da campanha: 04/02

Data de entrega: maio de 2023



Sinopse: “A literatura gótica é, em grande parte, uma literatura ligada ao terror e ao medo. Talvez, uma melhor maneira de se compreender o gótico na literatura seja entendê-lo como um momento narrativo no qual a nossa razão é desafiada por um acontecimento insólito. Como discurso literário, o efeito ‘gótico’ consiste na criação de uma atmosfera narrativa, que deve envolver o leitor na história, para em seguida assustá-lo, mas de modo que lhe provoque prazer. Entendida assim como efeito narrativo, a literatura gótica é um dos mais influentes modelos narrativos para as histórias de horror e terror que temos atualmente.” (Cid Vale)


Levando em conta o conceito acima, vários estudiosos da literatura classificam alguns autores como mestres da literatura gótica no Japão, não por terem participado daquele momento, mas por carregarem em suas narrativas características muitíssimo próximas às exploradas nos textos Ocidentais.


Diante isso, temos destacados os nomes de Ueda Akinari (1734 - 1809), Izumi Kyôka (1873 - 1939) e Akutagawa Ryûnosuke (1892-1927). Apesar de alguma distância temporal, é perceptível a semelhança dos laços das tramas que envolvem seus personagens, em especial, pelos três autores utilizarem muito da cultura e literatura tradicional como base.


Contos presentes:

  • “Lady Aoi-Afuhi”, trecho de “O conto de Genji” escrito por Murasaki Shikibu no século XI

  • “Ladrão que viu pessoas mortas quando escalou o portão Rashô”, conto registrado no Konjaku Monogatari, século XI

  • “A esposa vai para o país de Tamba, e o homem é amarrado no monte Oe”, conto registrado no Konjaku Monogatari, século XI

  • “O caldeirão de Kibitsu”, Ueda Akinari (1734 - 1809)

  • “A volúpia da serpente”, Ueda Akinari (1734 - 1809)

  • “O biombo do inferno”, Akutagawa Ryûnosuke (1892-1927)

  • “O homem santo do monte Kôya”, Izumi Kyôka (1873 - 1939)

Vale ressaltar que todas as traduções são originais, feitas diretamente do japonês e que, dentre os textos selecionados, os contos: “Lady Aoi – Afuhi”, “Ladrão que viu pessoas mortas quando escalou o portão Rashô”, “A esposa vai para o país de Tamba, e o homem é amarrado no monte Oe” e “O homem santo do monte Kôya” são textos inéditos no Brasil.


Recompensas:


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Principais Formas de Apoio:


1 - Ebook: R$25,00


- nome nos agradecimentos

- livro em formato ebook fluido

- arte digital


2 - Básico: R$96,00


- nome nos agradecimentos

- livro impresso

- marcador metalizado

- postal retrô "rostos misteriosos"

- frete incluso no valor


3 - Médio: R$110,00


- nome nos agradecimentos

- livro impresso

- marcador metalizado

- pin de metal importado

- postal retrô "rostos misteriosos"

- frete incluso no valor


4 - Completo: R$135,00


- nome nos agradecimentos

- livro impresso

- marcador metalizado

- pin de metal importado

- ecobag

- postal retrô "rostos misteriosos"

- frete incluso no valor


Financiamentos de Quadrinhos:


"Tattoo" de Teresa Helsen


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Ficha Técnica:


Nome: Tattoo

Autora: Teresa Helsen

Editora: Laboralivros

Gênero: Mistério

Número de Páginas: aproximadamente 300

Prazo da campanha: 14/02

Data de entrega: junho de 2023



Sinopse: É, principalmente, através dos olhos de Tsukiko que podemos acompanhar o desenvolvimento da trama com várias idas e vindas por lembranças de sua vida passada e presente, permeadas por postagens do blog The Outsider (posteriormente Hatame-tô), mantido por Nakasato e de recortes de notícias de jornal. De forma dinâmica e pessoal, Tsukiko vai (de forma às vezes ácida, às vezes divertida e certamente sempre desbocada e autêntica), aos poucos nos contando suas impressões sobre a cultura e vida, os relacionamentos e a forma como ela e seus amigos são vistos enquanto hafu (como costumam se referir à pessoas mestiças), e em partes, estrangeiros.


É assim que depois do desaparecimento de Alice Fontana, uma jovem italiana que trabalhava como hostess no Rick's Café, um clube no bairro de Roppongi, o trio (mas principalmente Tsukiko) é levado a encarar alguns acontecimentos e sentimentos do passado que jamais ficaram resolvidos.


O caso leva ao famoso distrito da luz vermelha de Tokyo, Kabukichô e também ao passado.


Recompensas:


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Principais Formas de Apoio:

1 - Ebook: R$25,00


- nome nos agradecimentos

- ebook no formato fluido

- wallpaper pack "Tokyo Lovers"


2 - Passeio em Harajuku: R$75,00


- nome nos agradecimentos

- livro Tattoo

- marcador simples

- kit com 3 marcadores "Tokyo Lovers"

- 1 sticker premium "90les sukeban"

- wallpaper pack "Tokyo Lovers"

- 1 chiclete com tattoo

- frete incluso no valor


+ Acrescente mais R$25,00 ao apoio e leve 1 ecobag e 1 tattoo removível koi


3 - Karaokê em Kabukicho: R$80,00


- nome nos agradecimentos

- livro Tattoo

- marcador simples

- kit com 3 marcadores "Tokyo Lovers"

- 1 poster A3 "Kabukicho lovers"

- 1 sticker premium "90les sukeban"

- wallpaper pack "Tokyo Lovers"

- 1 chiclete com tattoo

- frete incluso no valor


+ Acrescente mais R$25,00 ao apoio e leve 1 ecobag e 1 tattoo removível koi


4 - Balada em Roppongi: R$90,00


- nome nos agradecimentos

- livro Tattoo

- marcador simples

- kit com 3 marcadores "Tokyo Lovers"

- 1 poster A3 "Kabukicho lovers"

- 1 sticker premium "90les sukeban"

- 1 pingente de celular surpresa

- wallpaper pack "Tokyo Lovers"

- 1 chiclete com tattoo

- frete incluso no valor


+ Acrescente mais R$25,00 ao apoio e leve 1 ecobag e 1 tattoo removível koi



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Conversa aberta. Uma mensagem lida. Pular para o conteúdo Como usar o Gmail com leitores de tela 2 de 18 Fwd: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br Caixa de entrada Ficções Humanas Anexossex., 14 de out. 13:41 (há 5 dias) para mim Traduzir mensagem Desativar para: inglês ---------- Forwarded message --------- De: Pedro Serrão Date: sex, 14 de out de 2022 13:03 Subject: Re: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br To: Ficções Humanas Olá Paulo Tudo bem? Segue em anexo o código do anúncio para colocar no portal. API Link para seguir a campanha: https://api.clevernt.com/0113f75c-4bd9-11ed-a592-cabfa2a5a2de/ Para implementar a publicidade basta seguir os seguintes passos: 1. copie o código que envio em anexo 2. edite o seu footer 3. procure por 4. cole o código antes do último no final da sua page source. 4. Guarde e verifique a publicidade a funcionar :) Se o website for feito em wordpress, estas são as etapas alternativas: 1. Open dashboard 2. Appearence 3. Editor 4. Theme Footer (footer.php) 5. Search for 6. Paste code before 7. save Pode-me avisar assim que estiver online para eu ver se funciona correctamente? Obrigado! Pedro Serrão escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:42: Combinado! Forte abraço! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:41: Tranquilo. Fico no aguardo aqui até porque tenho que repassar para a designer do site poder inserir o que você pediu. Mas, a gente bateu ideias aqui e concordamos. Em qui, 13 de out de 2022 13:38, Pedro Serrão escreveu: Tudo bem! Vou agora pedir o código e aprovação nas marcas. Assim que tiver envio para você com os passos a seguir, ok? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:36: Boa tarde, Pedro Vimos os dois modelos que você mandou e o do cubo parece ser bem legal. Não é tão invasivo e chega até a ter um visual bacana. Acho que a gente pode trabalhar com ele. O que você acha? Em qui, 13 de out de 2022 13:18, Pedro Serrão escreveu: Opa Paulo Obrigado pela rápida resposta! Eu tenho um Interstitial que penso que é o que está falando (por favor desligue o adblock para conseguir ver): https://demopublish.com/interstitial/ https://demopublish.com/mobilepreview/m_interstitial.html Também temos outros formatos disponíveis em: https://overads.com/#adformats Com qual dos formatos pensaria ser possível avançar? Posso pagar o mesmo que ofereci anteriormente seja qual for o formato No aguardo, Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:15: Boa tarde, Pedro Gostei bastante da proposta e estava consultando a designer do site para ver a viabilidade do anúncio e como ele se encaixa dentro do público alvo. Para não ficar algo estranho dentro do design, o que você acha de o anúncio ser uma janela pop up logo que o visitante abrir o site? O servidor onde o site fica oferece uma espécie de tela de boas vindas. A gente pode testar para ver se fica bom. Atenciosamente Paulo Vinicius Em qui, 13 de out de 2022 12:39, Pedro Serrão escreveu: Olá Paulo Tudo bem? Obrigado pela resposta! O meu nome é Pedro Serrão e trabalho na Overads. Trabalhamos com diversas marcas de apostas desportivas por todo o mundo. Neste momento estamos a anunciar no Brasil a Betano e a bet365. O nosso principal formato aparece sempre no topo da página, mas pode ser fechado de imediato pelo usuário. Este é o formato que pretendo colocar nos seus websites (por favor desligue o adblock para conseguir visualizar o anúncio) : https://demopublish.com/pushdown/ Também pode ver aqui uma campanha de um parceiro meu a decorrer. É o anúncio que aparece no topo (desligue o adblock por favor): https://d.arede.info/ CAP 2/20 - o anúncio só é visível 2 vezes por dia/por IP Nesta campanha de teste posso pagar 130$ USD por 100 000 impressões. 1 impressão = 1 vez que o anúncio é visível ao usuário (no entanto, se o adblock estiver activo o usuário não conseguirá ver o anúncio e nesse caso não conta como impressão) Também terá acesso a uma API link para poder seguir as impressões em tempo real. Tráfego da Facebook APP não incluído. O pagamento é feito antecipadamente. Apenas necessito de ver o anúncio a funcionar para pedir o pagamento ao departamento financeiro. Vamos tentar? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 16:28: Boa tarde Tudo bem. Me envie, por favor, qual seria a sua proposta em relação a condições, como o site poderia te ajudar e quais seriam os valores pagos. Vou conversar com os demais membros do site a respeito e te dou uma resposta com esses detalhes em mãos e conversamos melhor. Atenciosamente Paulo Vinicius (editor do Ficções Humanas) Em qui, 13 de out de 2022 11:50, Pedro Serrão escreveu: Bom dia Tudo bem? O meu nome é Pedro Serrão, trabalho na Overads e estou interessado em anunciar no vosso site. Pago as campanhas em adiantado. Podemos falar um pouco? Aqui ou no zap? 00351 91 684 10 16 Obrigado! -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! 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