top of page
Buscar

Atualizado: 19 de nov. de 2023

Dick Grayson retorna a Bludhaven depois de recuperar sua memória. Ele quer recomeçar em uma cidade que precisa de um anjo da guarda. Só que os inimigos são muitos e podem ser demais até para ele. Mas, uma herança inesperada o coloca em uma nova jornada que pode torná-lo um símbolo para uma cidade.


ree

Sinopse:


Asa Noturna está de volta, e sua vontade de manter Blüdhaven segura nunca foi tão forte! Mas sua cidade adotiva elegeu um novo prefeito com o sobrenome Zucco, o nome do assassino de seus pais. Ao investigar o passado do político com a Batgirl, ele desenterra detalhes que irão chocar e alterar para sempre o futuro do herói. Começa aqui a nova fase escrita pelo aclamado roteirista Tom Taylor (DComposição, Injustiça)!





Já fazia muito tempo que tinha me afastado de mensais de super-heróis (com exceção de X-Men) porque minhas últimas experiências não tinham sido muito boas. E esse ano tenho dado sorte de acompanhar algumas histórias bem divertidas. Não sou fã do Batman, não tenho interesse nos quadrinhos do Batman (por ser um cara do scifi e da fantasia acabo preferindo Superman e afins). Sempre me pediam para ler o arco atual do Asa Noturna e deixava para lá ou dizia que só não me interessava. É então quando encontro um volume 1 perdido em uma banca a um preço convidativo e levo para experimentar. Comprei de forma despretensiosa, tentando entender o motivo de tamanha comoção com uma HQ sobre um personagem que acaba não sendo do panteão principal da DC. E que merecia ter mais destaque. Que surpresa agradável. No primeiro capítulo (de seis edições contidas no encadernado), Tom Taylor já tinha me fisgado. A história é envolvente, a arte é um esculacho de boa. Ao final desta primeira edição, rapidamente comprei o segundo volume. Quero mais! Já entrou fácil nas minhas melhores leituras do ano.


Neste início de arco, Dick Grayson resolve voltar para Bludhaven após ter conseguido se recuperar de sua amnésia. Ele ainda está sofrendo os efeitos do ferimento na cabeça, mas sabe que a cidade precisa dele. Ao chegar lá, se depara com uma cidade ainda mais corrupta do que outrora. Dividida entre mafiosos, criminosos com superpoderes e agentes do caos, Bludhaven parece não ter esperanças. Por mais que o Asa Noturna tente fazer a diferença, ele sabe que será um longo caminho. Só que Alfred deixou uma herança para ele após sua morte. Isso pode fazer com que a vida de Dick mude completamente da noite para o dia. Mas, ele vai precisar encarar velhos e novos inimigos. O Arrasa-Quarteirão está de volta é o chefão do crime de Bludhaven. O antigo prefeito acaba sendo morto por ele e uma figura ascendente na política da cidade se torna a prefeita: Melinda Zucco. Sim... daquela família Zucco. Que assassinou os pais de Dick. Ao mesmo tempo, Dick e Bárbara Gordon estão juntos novamente. Será esse o início de um relacionamento mais sério ou será apenas fogo de palha? De todas as maneiras, Dick tem muitos problemas a serem solucionados. Ora... isso não é perfeito para ele?


Tom Taylor recomeça a vida de Dick. Em um cenário já conhecido por ele mas que, com sua ausência, precisa ser redescoberto. O roteiro é simples, porém muito eficiente. Bludhaven foi a casa do Asa Noturna por muitos anos, mas os recentes acontecimentos o mantiveram afastado de lá. Então temos todo um novo elenco de personagens com novos problemas. Ao invés de seguir uma abordagem tradicional, Taylor faz um leve desvio e coloca para o protagonista um novo desafio: adotar uma abordagem mais construtiva do que simplesmente enfrentar bandidos. É genial e combina com a personalidade do personagem. Consigo imaginar o Dick sendo uma pessoa mais da luz do que das trevas. Um dos motivos para ele ter se separado do Bruce foi sua maneira apaixonada de ver a vida. Faz sentido até o arco ter o título de Saltando para a Luz. Porque chegou a hora de abraçar seus objetivos com firmeza. Todo esse primeiro arco serve para introduzir o novo contexto da vida do personagem, com seus próximos adversários, suas dificuldades, seus relacionamentos e suas metas futuras. Nesse ponto, Taylor foi perfeito porque criou um mapa com o que podemos esperar que ele faça com o personagem.

ree

Bruno Redondo é o artista regular da série. E que coisa inacreditável ele está fazendo a cada edição. A única edição que ele divide com outros desenhistas é a 82 com Rick Leonardi e Neil Edwards para cuidar das páginas que empregavam uma arte mais retrô. A arte de Redondo tem muita profundidade e vivacidade. Claro que isso se deve também à escolha de cores feita por Adriano Lucas, mas o artista consegue fazer o personagem voar de verdade. As cenas são plásticas e o fundo das páginas é muito detalhado. O roteiro vai abraçar bastante a ideia de passado, presente e futuro, e Redondo vai incorporar isso nas páginas. Apesar de Dick ter sido o Menino-Prodígio anteriormente e ter tido vários papéis ao longo de sua vida, esse Asa Noturna é uma nova pessoa. É alguém em transformação, e a maneira como Redondo homenageia a história do personagem é lindíssima. Algumas páginas são maravilhosas como a que usei para a vitrine desta postagem que é a silhueta de Dick saltando pelos prédios com o personagem centralizado em frente ao sol. Tem várias destas cenas espalhadas pelas edições e Redondo usa alguns ângulos bastante inusitados.


Seu design de personagens também é magnífico. Preciso fazer uma confissão: que Barbara Gordon lindíssima essa que ele colocou em seu traço. Já tinha visto a Oráculo sendo abordado por artistas sensacionais no passado como o lendário Brian Bolland, mas esta do Redondo está magnífica. Assim como suas versões de vilões como um assustador Arrasa-Quarteirão que parece ser verdadeiramente perigoso. Outro trabalho muito bom feito por Redondo está nas expressões dos personagens. Ele consegue captar bem seus gestos e maneirismos. Através deste domínio ele alterna entre um tom mais sério ou algo mais voltado para o cômico. A melhor maneira de exemplificar essa pegada do Redondo está em uma cena envolvendo o Dick, a Babs e dois policiais em um interrogatório. Tem uma página fascinante com Dick precisando dizer qual era o seu álibi para a noite anterior e ele diz que estava com a Babs. Os policiais querem saber qual é a natureza dos dois. O diálogo todo é impagável, mas a maneira como Redondo potencializa a cena através das expressões dos personagens é bem legal. No fundo, é isso. Redondo e Taylor tem uma química incrível que se traduz nas páginas.


Algo que curti também bastante na arte do Redondo é sua ótima compreensão de cenas de ação. Raras vezes vi alguém tão habilidoso e capaz de entregar cenas coerentes. E ele vai usar uma série de recursos como as linhas cinéticas e o efeito DeLuca (que está bem exemplificado no quadro abaixo). O leitor consegue imaginar as cenas se desdobrando em tempo real. Os movimentos fazem sentido, o posicionamento dos personagens é totalmente verossímil. Tem duas cenas maravilhosas que exemplificam isso. Uma delas se passa durante uma simples perseguição em que Dick precisa pular de um prédio, descer no teto de um ônibus e seguir em frente. Redondo consegue apresentar detalhadamente a cena. Outra boa sequência é de Dick e Tim enfrentando dois supervilões. A cena é muito bem coreografada e Redondo até mais usa o tempo de tela para mostrar como Dick usa de maneiras diferenciadas o seu bastão de combate. Para mim, o Redondo é uma descoberta para narrativas que exijam momentos como esse.


ree

A ideia básica de Tom Taylor é apresentar o Asa Noturna como um solucionador de problemas. Se o Tim Drake é o Batman perfeito, o Damian é o filho do Homem-Morcego e o Jason é o irmão desgarrado, Dick é uma pessoa diferente. E ao longo de todo esse arco, Taylor coloca o personagem como uma versão melhorada do próprio Batman. Alguém que não desce ao lado obscuro de sua personalidade e busca uma outra forma de ajudar as pessoas. Vai além: não é o Asa Noturna necessariamente que pode fazer isso, mas o próprio Dick Grayson. É essa busca de identidade que o autor vai fazendo ao longo dessas seis edições que servem como uma introdução para o seu arco. Porque a história do autor não está em Dick tentando mostrar que não é mais o Robin. Dick sabe que não é mais o Robin. Ele não quer ser comparado mais. Taylor dá identidade ao Asa Noturna. Essa é a história do Asa Noturna e não do ex-parceiro do Batman. Isso fica claro lá pela terceira edição. O Dick que a gente tem aqui é uma pessoa confiável, que estende a mão para as pessoas nas horas de necessidade. E os outros membros da comunidade de super-heróis confiam de olhos fechados nele. Quando lá na frente, Dick decide tomar uma medida drástica para ajudar a sua cidade, nós já estamos familiarizados com o personagem e sua decisão é óbvia.


A narrativa de Taylor tem momentos tensos e divertidos. Uma sequência que realmente me emocionou foi a carta deixada por Alfred a Dick. É ali que o bom e velho mordomo do Batman comenta sua relação quase de pai com Dick e como ele enxerga o futuro dele. Alfred descreve todas as qualidades do personagem e em o quanto ele é diferente do Bruce. Aliás, o velho mordomo é uma figura onipresente (mesmo que morto) em todo este primeiro volume. Ao mesmo tempo em que a história adota um tom emocional, ela tem os seus momentos leves e divertidos do provável casal Dick e Babs. A química entre os dois fervilha nas páginas e não há nenhum problema em os dois se relacionarem a valer. Não quebra o arco do personagem e não há editorial que fique enchendo o saco se os dois vão namorar, casar ou ir para o espaço (Batman do Tom King e seu falso casamento). É essa alternância entre a tensão, a ação, o romance e a diversão que faz a história ser tão fácil de ser lida. Sem mencionar que Taylor não complica demais a história. Ela tem objetivos simples e palpáveis.


Estou bastante curioso com este arco do personagem e Taylor conseguiu me vender bem a sua história. De um personagem no qual ele pode brincar com uma caixa de areia sem entrar nos grandes acontecimentos do universo DC. Eventualmente vão haver os acontecimentos no mundo do Batman que o Dick terá que se envolver, mas Taylor pode ter rédeas livres aqui para fazer o que ele achar melhor. E pelo indicativo dos leitores, seu arco só melhora nas edições seguintes. Estou pagando para ver, mas já fiquei bastante animado. Redondo se mostrou uma revelação para mim, não conhecia o trabalho dele. Fiquei chocado com a qualidade das páginas que ele apresentava. Enfim, Taylor jogou a barra lá para cima.


ree








ree

Ficha Técnica:


Nome: Asa Noturna vol. 1

Autor: Tom Taylor

Artistas: Bruno Redondo, Rick Leonard (n. 82) e Neil Edwards (n. 82)

Arte-Finalistas: Bruno Redondo, Andy Lanning (n. 82) e Scott Hanna (n. 82)

Colorista: Adriano Lucas

Editora: Panini

Tradutor: Rodrigo Oliveira

Número de Páginas: 160

Ano de Publicação: 2022


Outros Volumes:


Link de compra:






ree

 
 

Inicia-se mais um ano e mais uma turma no Kouka High, a escola mais tradicional de talentos de teatro no Japão. Em seus salões, apenas as melhores se destacam. Uma escola exclusiva para mulheres onde elas interpretam papéis masculinos e femininos em peças maravilhosas. Dentre todas as novas alunas, duas se destacam: Ai Narada, ex-cantora do grupo idol JPX que abandonou o grupo após uma situação polêmica e Sarasa Watanabe, uma garota alegre e que deseja interpretar Lady Oscar.


ree

O anime que me encantou nessa temporada de verão no Japão (inverno no Brasil) não foi um scifi nem uma superprodução de milhões de dólares da Netflix ou um daqueles super hypados pela crítica. Foi um slice of life com uma produção modesta, história coesa, personagens bem desenvolvidos e um estilo beirando o dramático, se me perdoarem o trocadilho com a narrativa baseada em uma trupe teatral. Kageki Shoujo chegou sem muito alarde, com um daqueles trailers que vemos às dezenas um mês antes das estreias. Acabei escolhendo o anime entre vários para ver porque a sinopse me interessou. Quando assisti ao primeiro episódio o terminei desejando mais. Nessa temporada específica (que já comentei estar muito fraca comparada às anteriores) é o único que assim que sai um episódio, assisto imediatamente. Essa é a prova de que não há a necessidade de investir tantos recursos em uma superprodução, bastando uma boa adaptação e uma história interessante. Recursos ajudam, mas não definem sucesso ou fracasso.


Kageki Shoujo (ou Opera Girl!) é um anime baseado no mangá escrito e desenhado por Kumiko Saiki e ele foi publicado inicialmente pela Shueisha em dois volumes entre 2012 e 2014. Posteriormente a editora Hakusensha republicou o mangá em apenas um volume tankobon. Isso foi em 2019, mas quatro anos antes a autora decidiu escrever uma sequência para o mangá pela mesma editora e ele continua em publicação, contando com dez volumes até o momento. Vale destacar que inicialmente o mangá se enquadrava na categoria seinen, mas quando ele passou para a Hakusensha foi reclassificado como shojo. O anime é uma produção do studio Pine Jam, um estúdio que possui ainda poucos títulos em seu catálogo, mas que posso destacar o divertido Gamers como parte de seu catálogo. Ou seja, sua equipe está acostumada a trabalhar com animações shoujo ou slice of life. A direção ficou nas mãos de Kazuhiro Yoneda que dirigiu dois animes que alguns vão falar bem e outros torcerem o nariz: Gleipnir e Akatsuki no Yona. A direção de som, algo extremamente importante neste anime, ficou com o experiente Yukio Nagasaki (Akatsuki no Yona, o longa de City Hunter, Dragon Ball Kai, Orange). O anime conta com treze episódios e existe material para uma nova temporada. Vamos torcer para a resposta ter sido positiva.


A escola de teatro Kouka é uma das escolas mais disputadas de todo o país. Um rigoroso critério de seleção é realizado para separar apenas as melhores candidatas a se tornarem futuras estrelas. A Kouka é uma escola apenas para garotas e suas peças de teatro usam apenas mulheres em todos os papéis. Mas, essa é uma ocasião especial: inicia-se a 100ª turma da escola e esta promete ser bastante movimentada. Entre algumas de suas alunas estão Sawa Sugimoto, uma aluna extremamente aplicada e conhecedora da história da Kouka; as gêmeas Chika e Chiaki Sawada que conseguiram passar juntas e possuem um talento promissor; Kaoru Hoshino que parece dominar a arte de desenvolver papéis masculinos. Só que duas alunas se destacam entre todas: Ai Narata, ex-integrante do grupo de idols JPX e que saiu do grupo por conta de uma polêmica com um fã; e Sarasa Watanabe, uma aluna estranha, atrapalhada e divertida que possui um tamanho enorme assim como sua ambição de interpretar Lady Oscar. Nos episódios da série veremos como estes vários egos irão conseguir trabalhar umas com as outras e conseguirem aprender a se tornar estrelas para um dia poder cruzar a linha de prata no teatro da Kouka.


ree

Não se deixem enganar com a atmosfera feliz da animação. E muito menos com o caráter trapalhão e animado da Sarasa. O anime consegue ser bem pesado quando ele quer. Vai lidar com temas como stalking, bullying, violência doméstica, anorexia. Esse estilo colorido tem a intenção de amenizar o todo. Só para começarmos a discutir sobre ele, Ai Narata é uma personagem bastante sofrida na trama. Ela e Sarasa formam uma espécie de "casal yuri" (só que não, até o momento) e ambas tem sua personalidade explorada em diversos momentos da história. Desde pequena Ai se revelou ser uma menina adorável, mas sua mãe era uma mulher que se separou ainda nova e a criava sozinha. Quando ela se apaixonou por uma pessoa envolvida com sua carreira, este padrasto de Ai passa a viver com elas (e estamos falando de uma garotinha de seis anos). Como a mãe de Ai precisava viajar muito, frequentemente a menina ficava aos cuidados do pai e do irmão que, apesar de não morar com eles, eventualmente vinha ver como estava a irmã. Mas, o padrasto começa a ter um comportamento estranho frente à menina e se aproxima dela com intenções pouco educadas, para dizer o mínimo. Mesmo sendo muito nova, Ai percebe alguma coisa de perigosa no padrasto e seu sinal de alerta só acende quando as tentativas de seu padrasto passam a se tornar mais e mais frequentes. Não vou contar mais desse plot para deixá-lo a vocês saberem mais.


Essa situação toda faz com que a Ai se torne uma pessoa que detesta homens, exceto seu irmão. Quando ela entrou no JPX, foi uma maneira de sair de casa e da presença de seu padrasto, mas isso a obrigou a interagir com mais pessoas. Esse trauma dela a fez se tornar gélida quanto às relações com membros do sexo masculino e até com pessoas em geral. Ai simplesmente não sabe se relacionar com outros e sequer consegue sorrir. A confusão toda no seu grupo de idols aconteceu durante um meet & greet com fãs. Quando um fã se aproximou demais, ela o afastou violentamente, o que causou um furor na imprensa. Isso provocou sua saída do grupo e ela acabou buscando prestar o concurso na Kouka como uma forma de entrar em um lugar livre da influência masculina. A Kouka então é um escudo de defesa para ela, mas pouco a pouco Ai vai percebendo, com o relacionamento com a Sarasa, que não é possível se esconder para sempre.


Também temos nossa enorme protagonista, Sarasa Watanabe. Mesmo sendo uma garota bondosa e divertida, ela tem um histórico bastante complicado também. Nascida em uma família tradicional de praticantes do teatro kabuki, ela descobriu logo cedo o significado da palavra preconceito. Por ser a filha bastarda de um importante membro da trupe kabuki, ela sempre foi tratada com descaso pelos membros da família principal. Akiya Shirakawa, um amigo de infância de Sarasa que ela chama de namorado, é o herdeiro escolhido para levar a escola Shirakawa adiante. Mas, ele nunca teve o mesmo talento natural de Sarasa. Brincando de observar as aulas de Akiya, Sarasa conseguia aprender pouco a pouco as técnicas do kabuki. Mas, após um entrevero familiar, uma das matriarcas da família acusa Sarasa de estar querendo roubar o lugar de seu filho. Isso leva à expulsão de Sarasa do curso de kabuki e a menina ficou triste e jurou nunca mais pisar em um palco kabuki.


ree

Outro caso que vale a pena mencionarmos é o de Ayako Yamada, uma jovem menina cuja família investiu todas as suas economias para que ela pudesse ser bem sucedida na seleção da Kouka. Uma menina talentosa na arte do canto, nas primeiras aulas de ballet e dança ela é repreendida pela professora, que diz que ela está muito gorda para a Kouka (mesmo a menina sendo magérrima). Isso faz com que Ayako comece a expulsar a comida do seu organismo, atitude comum em meninas com anorexia. Ela vai ficando cada vez mais e mais fraca porque a comida não é mais absorvida e transformada em nutrientes. Alguns professores demonstram preocupação, mas o jeito gentil e introvertido da menina afastam quaisquer suspeitas até que seu organismo não aguenta mais. O que choca nesse episódio é que a professora percebe o que está acontecendo e apenas taxa sua aluna de fraca e que ela precisa ter força de vontade para continuar nos salões da Kouka. É a cultura japonesa da superação e da necessidade de ficar mais forte que pode colocar pressão nos estudantes. Já se discutiu uma série de vezes em reportagens e documentários o quanto a cultura oriental é responsável por um alto índice de suicídios devido às exigências nem sempre gentis cobradas pela sociedade.


Como podem ver Kageki Shoujo tem uma quantidade incrível de temáticas relevantes para o espectador. Isso além de conhecermos um pouco mais sobre essa diferente trupe de teatro e como funcionam suas peças. Aqui se fala de Shakespeare sim, mas também de Riyoko Ikeda e sua Rosa de Versalhes. Afinal o sonho de Sarasa é interpretar a icônica personagem criada por Ikeda, Lady Oscar. Apesar de tratar desses temas mais dramáticos e pessoais, a animação tem uma atmosfera bem positiva com as meninas precisando superar seus dramas e encontrar o caminho para o estrelato. É uma série viciante que vai te segurar por todo o tempo do episódio. Vale demais a pena!


ree

 
 

O Grande Fim chegou e a humanidade está vivendo um tempo de trevas. A chegada do Rei de Amarelo e de seus sacerdotes e outras criaturas nefastas fez irromper o caos e a imoralidade no coração dos homens. A família Dédalo tenta sobreviver nesse mundo em extinção e a cidade de Mucarágua pode ser o palco perfeito para estes últimos dias.


ree

Sinopse:


Isolada em Mucaragua, cidade esquecida entre as montanhas, a família Dédalo observa o fim do mundo. Deuses, monstros e humanos convivem, afetados pela loucura e pelo esquecimento de tudo que os diferenciava no passado. Nessas páginas, vocês conhecerão Malaquias, um homem corroído pelo álcool e pela viuvez, e também seus filhos, Rafa e Ícaro. Rafa é uma jovem corajosa e inconformada que insiste em seguir adiante enquanto tenta superar um amor impossível. Ícaro, de natureza mais mansa, investiga os segredos da família. Os três poderão contar com a ajuda da sabedoria popular de Juca, professor antes do grande fim. Às vezes em conflito, às vezes em conjunto, os quatro buscarão um novo caminho – mas vão descobrir que o passado guarda respostas sombrias e que um mal ainda maior está à espreita. O Apocalipse Amarelo: uma torre para o Cthulhu é o primeiro volume de uma série de pequenas novelas sobre o Grande Fim e o que há além dele. Estas são as histórias daqueles que ficaram para trás no grande arrebatamento provocado pelos Seres Anciões despertos pelo alinhamento das estrelas, na tradição lovecraftiana do horror cósmico – mas com um toque brasileiro, com os pés no chão coberto de lama musguenta e tomado por vermes de outra dimensão. Este é um livro sobre a esperança, a família e também sobre a loucura de um mundo tomado pela destruição.






O Apocalipse Amarelo é uma narrativa bastante corajosa sobre uma cidade que passa pelo fim de seus dias. Quando o Grande Fim chegou e criaturas vindas de outras dimensões começam a tomar conta da cidade de Mucarágua, a humanidade se vê em um eterno tormento. O céu mudou, os animais se transformaram e os alimentos não são de completa confiança. Tudo transborda um miasma maligno que infecta o coração dos fracos. O Rei de Amarelo caminha entre os homens, sequestrando inocentes e servindo de avatar para um mal eterno que se aproxima. Os sacerdotes de deuses inomináveis cantarolam cantigas malditas, versos cruéis para homens e mulheres que perceberam que sua fé de nada servia contra o verdadeiro mal. No meio de tudo isso, a família Dédalo, formada pelo jovem Ícaro, sua irmã Rafa e seu pai Malaquias, procuram sobreviver neste mundo torpe. Ícaro começa a ouvir uma estranha voz que parece querer levá-lo a uma estrutura decadente formada por elementos malditos; Rafa quer sair a todo custo desta terra miserável e sem esperanças, mas seu pai parece ter abandonado o que ainda restava de sua sanidade, descontando suas frustrações em um olhar frio e indiferente a seus filhos.


Se podemos dizer uma coisa clara sobre este romance é que Diego Aguiar é alguém que conhece a fundo a mitlogia lovecraftiana. Sua narrativa bebe do melhor que o clássico autor já produziu, com uma escrita que mescla o erudito e o profano, apresentando ao leitor uma mitologia caótica, porém coerente sobre seres aos quais escapam ao nosso conhecimento mundano. Quanto mais lia este romance, mais identificava as características lovecraftianas na escrita do autor. É curioso pensar que o autor imaginou uma série de histórias no mundo em que criou sem ser uma série. Gosto da ousadia de, ao invés de ventilar uma trilogia ou uma longa série, se tratam de narrativas meio fechadas em si (essa tem um gancho lá no final que te deixa encucado). Quero entender como ele imagina o segundo livro, se terá personagens compartilhados, se acontecerá em outro local, se terá uma grande história por trás. Lovecraft preferia pequenas histórias encerradas nelas mesmas, sem se prender a algo maior. Sua mitologia foi construída ao buscar elementos comuns em seus vários livros. Aliás, a ideia de uma mitologia nem é coisa do autor, mas daqueles que o estudaram. Por isso a proposta de Diego é tão diferente.


A narrativa é escrita em terceira pessoa em um estilo de escrita que parece ser o de três atos. Não enxerguei uma jornada do herói (nem do anti-herói), mas uma apresentação, um desenvolvimento e um clímax/conclusão. Cada capítulo é constituído de quatro subseções que funcionam quase como cenas onde as coisas acontecem. Me incomodou um pouco a falta de sinalização do autor em vários momentos sobre em quem a "câmera" estava posicionada em determinado momento da leitura. Entendo que quando os três personagens se encontram na mesma cena que a transição entre personagens aconteça rapidamente, mas não quando eles estão separados. Acontecem mudanças bruscas de um parágrafo para outro. Por isso que uma sinalização, seja com um acréscimo de mais subseções ou apenas uma sinalização de personagem, facilitaria a compreensão. Precisei voltar algumas vezes a ler páginas anteriores para ver em qual personagem a ação estava situada. Isso é um cuidado importante. No aspecto mais técnico, a escrita é bem sossegada de acompanhar e o leitor consegue entender numa boa o que está acontecendo.


ree

Mesmo em um mundo terrível e repleto de criaturas inomináveis, no fundo se trata de um drama familiar. A morte da mãe abalou profundamente a família. Malaquias é um coveiro, tendo uma vida humilde e difícil. Descobrimos mais à frente na história o quanto a mãe precisou se sacrificar para que todos tivessem o que comer. Mas, quando a base de sustentação daquele pequeno núcleo desaparece, tudo parece se perder. E isso porque ainda temos a questão do irmão que foi um dos responsáveis pelo Grande Fim. Um irmão que a família sequer se recusa a nomear e que não se sabe se está vivo ou morto. Existe um medo entre os Dédalo de que os cidadãos de Mucarágua possam se voltar contra eles. Malaquias se fecha em si mesmo diante dos acontecimentos e prefere sofrer solitário. Esse ato de se fechar faz com que os dois filhos que sobrevivem, Rafa e Ícaro, fiquem sem sua figura paterna. No mundo tocado pelo mal, a solidão e o abandono são remédios amargos. A violência pode estar em qualquer esquina. Curioso o fato de Diego ter usado o mito de Ícaro nessa narrativa que faz com que o menino almeje voar, mas nesse mundo de atmosfera esverdeada e sol da cor da areia, voar pode significar se deparar com algo ainda mais estranho.


Na minha visão, o autor acelerou demais as coisas com a trama. Teria sido mais recompensador para o leitor acompanhar o lento declínio de uma cidade pequena. Explorar as famílias, as relações de poder, os problemas. Muito na forma de como Stephen King constrói suas comunidades fechadas (Sob a Redoma é um ótimo exemplo disso). Depois de estabelecer as conexões, inserir o fenômeno sobrenatural e distorcer as relações a um ponto sem volta. Em O Apocalipse Amarelo chega um certo ponto da história em que a crueldade perde força diante de tanta tragédia que acontece desde o começo da história. Um acontecimento sinistro precisa impactar o leitor. Quando inserimos coisas demais é como se criássemos uma casca contra isso. Vários personagens são inseridos no decorrer da história para morrerem algumas páginas depois. Ou seja, foram apenas bucha de canhão para mais mortes. Chega ao ponto de sequer lembrarmos seus nomes. O impacto seria diferente se o autor tivesse construído o perfil do mesmo. Drézim, um garoto que fazia bully com Ícaro, poderia ter sido apresentado em mais detalhes. Seu desespero teria gerado uma reação diferente no leitor, ao acompanhar um valentão se tornando alimento de criaturas malignas. Voltando a Sob a Redoma, King aniquila com vários personagens com requintes de crueldade. E a gente sente as mortes porque já havíamos nos acostumado com os personagens.


A descrição do contexto vivido por aquelas pessoas é riquíssimo. Diego não hesita em construir um mundo que é bem detalhado, mesmo se tratando de uma pequena cidade. Gosto de como ele integra também o mito do Rei de Amarelo à narrativa com ele sendo incorporado à cultura do mundo. A religião deixa de existir para ser substituída por algo cruel e depravado com os sacerdotes sendo a manifestação desse novo modo de existir. Tem um momento na narrativa em que os sacerdotes amarelos citam a maneira como eles desprezam a vida e dentro daquele mundo distorcido, a racionalidade de tudo faz sentido. Mesmo os pequenos detalhes como os enterros, as mortes torpes, o medo de não conseguir saber se alguém continuará vivendo no dia seguinte. Uma das criaturas que cercam Malaquias diz que o mundo que existia antes era um sonho e que o mundo real é esse no qual as criaturas extraplanares habitam entre os homens. É como se fôssemos apenas mais um nível na cadeia alimentar e os Seres Antigos fossem os reais predadores. Isso fica bem claro para o leitor.


ree

Faltou um pouco de cadenciamento para a construção de mundo. O começo da narrativa é bem puxada para um leitor ocasional. Até nos situarmos, precisa passar entre 30 e 40% da história (li no formato de ebook). Ficamos meio perdidos até ali tentando entender a situação. E não há problema nenhum em não explicar ao leitor as coisas, permitir que ele monte o quebra-cabeças. O problema é não dar as condições para que ele possa montar. Me situei mais tarde mais porque me aclimatei com a escrita em si. O contexto do mundo se confunde por vezes com o drama da própria família. E entendi que existem algumas conexões e que os Dédalo são centrais aqui. Mas, não para explicar o cotidiano deste lugar distorcido. Se o leitor não tiver algum conhecimento dos mitos de Lovecraft, ele também vai se perder. Ou seja, também afasta um leitor ocasional. E não estou dizendo que não curti o contexto. Pelo contrário: curti o contexto, curti os personagens. A história é boa. Só que alguns detalhes fazem com que alguns pequenos problemas se tornem questões maiores em um cômputo geral. Ao não abordar como aquela sociedade declinou, o autor deixou de apresentar pouco a pouco sua mitologia, para que o leitor pudesse assimilar com mais calma o volume de informações. Não compromete a fruição da história, apenas a complica um pouco.


Vou me lembrar do Diego Aguiar. Um autor que merece que a gente acompanhe seus trabalhos para sabermos o que ele vai aprontar a seguir. Essa história me deixou com curiosidade sobre que rumos ele vai tomar nesse universo maligno que criou. As peças foram postas no tabuleiro. É uma história inquietante, com personagens que vão precisar encontrar forças um no outro para poderem conseguir se manter vivos em um mundo que não deseja permanecer vivo. Onde sucumbir à loucura pode ser a melhor alternativa. Desvanecer e ser levado aos inomináveis pode ser o passeio do dia seguinte. E queremos saber o que vai acontecer com a família Dédalo e se as asas de Ícaro se queimarão assim como o de sua contraparte mitológica. Parabéns ao autor pelo bom trabalho e pelo domínio da mitologia lovecraftiana. Só que nos próximos volumes, uma ousadia ainda maior seria tornar essa mitologia que o inspirou em algo seu, em algo próprio. Partir de uma inspiração para introduzir o novo. Esse sim poderia ser um baita salto.


ree









ree

Ficha Técnica:


Nome: O Apocalipse Amarelo Livro 1 - Uma torre para Cthulhu

Autor: Diego Aguiar Vieira

Editora: Avec

Número de Páginas: 120

Ano de Publicação: 2023


Link de compra:


*Material recebido em parceria com a Avec Editora













ree

 
 
ficções humanas rodapé.gif

Todos os direitos reservados.

Todo conteúdo de não autoria será

devidamente creditado.

  • Facebook - Círculo Branco
  • Twitter - Círculo Branco
  • YouTube - Círculo Branco
  • Instagram - White Circle

O Ficções Humanas é um blog literário sobre fantasia e ficção científica.

bottom of page
Conversa aberta. Uma mensagem lida. Pular para o conteúdo Como usar o Gmail com leitores de tela 2 de 18 Fwd: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br Caixa de entrada Ficções Humanas Anexossex., 14 de out. 13:41 (há 5 dias) para mim Traduzir mensagem Desativar para: inglês ---------- Forwarded message --------- De: Pedro Serrão Date: sex, 14 de out de 2022 13:03 Subject: Re: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br To: Ficções Humanas Olá Paulo Tudo bem? Segue em anexo o código do anúncio para colocar no portal. API Link para seguir a campanha: https://api.clevernt.com/0113f75c-4bd9-11ed-a592-cabfa2a5a2de/ Para implementar a publicidade basta seguir os seguintes passos: 1. copie o código que envio em anexo 2. edite o seu footer 3. procure por 4. cole o código antes do último no final da sua page source. 4. Guarde e verifique a publicidade a funcionar :) Se o website for feito em wordpress, estas são as etapas alternativas: 1. Open dashboard 2. Appearence 3. Editor 4. Theme Footer (footer.php) 5. Search for 6. Paste code before 7. save Pode-me avisar assim que estiver online para eu ver se funciona correctamente? Obrigado! Pedro Serrão escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:42: Combinado! Forte abraço! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:41: Tranquilo. Fico no aguardo aqui até porque tenho que repassar para a designer do site poder inserir o que você pediu. Mas, a gente bateu ideias aqui e concordamos. Em qui, 13 de out de 2022 13:38, Pedro Serrão escreveu: Tudo bem! Vou agora pedir o código e aprovação nas marcas. Assim que tiver envio para você com os passos a seguir, ok? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:36: Boa tarde, Pedro Vimos os dois modelos que você mandou e o do cubo parece ser bem legal. Não é tão invasivo e chega até a ter um visual bacana. Acho que a gente pode trabalhar com ele. O que você acha? Em qui, 13 de out de 2022 13:18, Pedro Serrão escreveu: Opa Paulo Obrigado pela rápida resposta! Eu tenho um Interstitial que penso que é o que está falando (por favor desligue o adblock para conseguir ver): https://demopublish.com/interstitial/ https://demopublish.com/mobilepreview/m_interstitial.html Também temos outros formatos disponíveis em: https://overads.com/#adformats Com qual dos formatos pensaria ser possível avançar? Posso pagar o mesmo que ofereci anteriormente seja qual for o formato No aguardo, Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:15: Boa tarde, Pedro Gostei bastante da proposta e estava consultando a designer do site para ver a viabilidade do anúncio e como ele se encaixa dentro do público alvo. Para não ficar algo estranho dentro do design, o que você acha de o anúncio ser uma janela pop up logo que o visitante abrir o site? O servidor onde o site fica oferece uma espécie de tela de boas vindas. A gente pode testar para ver se fica bom. Atenciosamente Paulo Vinicius Em qui, 13 de out de 2022 12:39, Pedro Serrão escreveu: Olá Paulo Tudo bem? Obrigado pela resposta! O meu nome é Pedro Serrão e trabalho na Overads. Trabalhamos com diversas marcas de apostas desportivas por todo o mundo. Neste momento estamos a anunciar no Brasil a Betano e a bet365. O nosso principal formato aparece sempre no topo da página, mas pode ser fechado de imediato pelo usuário. Este é o formato que pretendo colocar nos seus websites (por favor desligue o adblock para conseguir visualizar o anúncio) : https://demopublish.com/pushdown/ Também pode ver aqui uma campanha de um parceiro meu a decorrer. É o anúncio que aparece no topo (desligue o adblock por favor): https://d.arede.info/ CAP 2/20 - o anúncio só é visível 2 vezes por dia/por IP Nesta campanha de teste posso pagar 130$ USD por 100 000 impressões. 1 impressão = 1 vez que o anúncio é visível ao usuário (no entanto, se o adblock estiver activo o usuário não conseguirá ver o anúncio e nesse caso não conta como impressão) Também terá acesso a uma API link para poder seguir as impressões em tempo real. Tráfego da Facebook APP não incluído. O pagamento é feito antecipadamente. Apenas necessito de ver o anúncio a funcionar para pedir o pagamento ao departamento financeiro. Vamos tentar? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 16:28: Boa tarde Tudo bem. Me envie, por favor, qual seria a sua proposta em relação a condições, como o site poderia te ajudar e quais seriam os valores pagos. Vou conversar com os demais membros do site a respeito e te dou uma resposta com esses detalhes em mãos e conversamos melhor. Atenciosamente Paulo Vinicius (editor do Ficções Humanas) Em qui, 13 de out de 2022 11:50, Pedro Serrão escreveu: Bom dia Tudo bem? O meu nome é Pedro Serrão, trabalho na Overads e estou interessado em anunciar no vosso site. Pago as campanhas em adiantado. Podemos falar um pouco? Aqui ou no zap? 00351 91 684 10 16 Obrigado! -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification Área de anexos ficcoescodigo.txt Exibindo ficcoescodigo.txt.