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A batalha por Bludhaven chega ao seu clímax. O confronto entre Dick Grayson e o Arrasa-Quarteirão é inevitável e nosso herói precisará de todas as sua habilidades e aliados para dar um futuro aos moradores de Haven.


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Sinopse:


A prefeita de Blüdhaven, Melinda Zucco, está com problemas - fingindo trabalhar para o Arrasa-Quarteirão enquanto secretamente tenta derrubar ele e sua gangue de criminosos. Ela também opera ao lado de Dick Grayson para salvar a cidade. Com o Arrasa-Quarteirão controlando mais do submundo do crime do que Asa Noturna jamais imaginou ser possível, Dick será capaz de ajudar a detê-lo antes de as coisas irem longe demais? Enquanto isso, Asa Noturna e Oráculo decidem finalmente definir seu relacionamento.






Uma edição central que meio que encerra o primeiro arco de histórias do Tom Taylor. Nesse volume, o confronto entre Dick Grayson e o Arrasa Quarteirão toma outras proporções à medida em que o vilão usa toda a força da corrupção que ele espalhou pela cidade para deter o projeto de Haven, um lugar para abrigar crianças abandonadas e pessoas desabrigadas. As instituições parecem não funcionar diante do puro poder do dinheiro e apenas a força combinada de Dick, Bárbara Gordon e os Titãs vai ser capaz de deter os planos de Roland. Melinda Zucco e seu jogo duplo estão em perigo já que Roland começa a desconfiar de tudo e de todos ao seu redor. E o Sem Coração invade o escritório do Arrasa Quarteirão com uma proposta inusitada. Será que esses dois grandes egos conseguirão trabalhar juntos? E no meio de tudo isso Dick e Babs precisam se decidir para onde vai o relacionamento dos dois.


O que o Tom Taylor vem fazendo pelo Asa Noturna é algo muito especial. São sempre histórias de alto nível com boas doses de diversão e suspense. Nunca imaginei que ficaria ansioso por um novo volume do Asa Noturna. É algo impensável há alguns anos atrás, embora o herói tenha passado pela mão de alguns roteiristas talentosos. Todo este quarto volume compõe uma grande história e ao longo deste arco alguns desenvolvimentos acontecem que vão dando mais e mais complexidade para a trama. Existe aquela leitura superficial do mocinho enfrentando o bandido, mas quem analisar mais detidamente vai perceber questões de legado, responsabilidade e um relacionamento que precisa ser resolvido para que os dois possam continuar suas vidas juntos ou separados. Taylor emprega uma abordagem cinematográfica com início, meio e fim e algum gancho para prosseguir. É interessante porque normalmente se opta pela jornada do herói ou elementos dela. E não. Taylor faz uma opção diferente. O elenco principal e aqueles imediatamente próximos são contemplados com alguma espécie de arco de histórias. Seja a família da Melinda, ou o Batman como um mentor/pai, ou Dick e Babs, ou o próprio Dick aprendendo a andar com as próprias pernas. Tudo isso em pouco mais de uma centena de páginas. A escrita de Taylor e a arte de Redondo dão a impressão de que a história passa rapidamente, mas não é bem assim que enxerguei. Tem bastante coisa que se não prestarmos atenção, acaba passando batido por nós.


Quero saber como o Tom Taylor encontrou o Bruno Redondo. Porque raramente vi uma química tão boa entre artista e roteirista sendo que não conheço trabalhos do Redondo anteriores ao Asa Noturna. E olhe que essa edição temos um Redondo bem menos revolucionário com as páginas e empregando outras ferramentas artísticas. Vou chamar a atenção de duas delas até para deixar algo para comentar na próxima resenha. Uma das estratégias que me chamou a atenção foi o grande emprego de mudanças de câmera. Tem vários momentos em que Redondo emprega quadros retangulares pequenos para representar pequenos momentos em cenas mais velozes. É como se a câmera focasse em elementos de cena que se sucedem uma após a outra até formar uma sequência cinematográfica. Por exemplo, em uma cena de perseguição, Dick está sendo cercado por vários carros de polícia enquanto acelera sua moto. Redondo monta uma pequena sequência em que aparência o rosto preocupado do Dick, depois outro quadro em que ele coloca o dedo em um botão na moto, depois um arpão que sai dos dois lados da moto e depois a moto voando. Todos em pequenos quadros interconectados para gerar uma sequência. É uma jogada de mestre para dar mais fluência para o que está acontecendo. Isso transforma as cenas de ação em situações que o leitor consegue construir mentalmente acontecendo em tempo real.

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O outro ponto que Taylor me surpreendeu foi em como ele empregou cenas amplas para compor as cenas. Seja o Dick saltando de um prédio com a silhueta da cidade ao fundo ou toda uma sequência de perseguição em página inteira. O emprego dessa ferramenta acaba por fazer com que uma página pareça maior do que ela é. E isso pode ser feito seja transformando o fundo em silhuetas ou o personagem no centro da página em uma silhueta. É uma maneira simples, porém eficiente de dar maior profundidade às páginas. Um efeito colateral disso é a dramaticidade que é dada àquele momento específico. Tem dois momentos que ocorrem em sequência que mostram isso muito bem. O primeiro deles nos coloca no escritório de Roland quando o Sem Coração vai negociar com ele. Vemos a sala totalmente colorida, com seus móveis e decoração simples e os dois personagens próximos à janela um ao lado do outro só que em silhueta. Há uma tensão palpável no ar que é transmitida pelo posicionamento de ambos no cenário e pela amplitude da mesma. Fornece ao Roland um ar ameaçador. Logo em seguida, o Sem Coração é atirado pela janela e enquanto o horizonte aparece colorido e repleto de estrelas no céu e prédios à frente, o personagem está em silhueta. Ao fundo temos Roland enfurecido visto de forma bem sutil. Isso oferece um tom de fúria a ele.


Bludhaven é um lugar desafiador para o Asa Noturna. A corrupção está entranhada em todas as instâncias da cidade. Determinadas situações e posturas são normalizadas. A desigualdade social impera e há uma clivagem clara entre ricos e pobres. A cidade funciona para quem possui recursos. Lutar contra algo que já é entendido como normal por seus moradores é difícil porque a resistência já foi esmagada. É como se a própria noção de certo e errado estivesse posta ao contrário e é o Asa Noturna, com seus projetos sociais e luta contra o crime e a corrupção, é que estivesse errado. Ter fundado Haven na periferia de Bludhaven é um tapa na cara dos poderosos. Maroni (outro mafioso local) e Roland se incomoda não com a efetividade do projeto que mal começou, mas a audácia de colocar algo desse nível em sua cidade. O Arrasa Quarteirão repete inúmeras vezes nesse volume "Eu sou a cidade". E, de fato, até aquele momento ele era sim. Todos os poderes institucionais nada podem fazer contra o seu domínio. O que Dick procura fazer é trazer a compreensão e a consciência para as pessoas de que é possível resistir. A cidade são as pessoas e não um indivíduo.


Acho fascinante essa discussão porque o Rio de Janeiro se parece muito com Bludhaven sob o domínio dos mafiosos. Estamos sob o poder de milicianos que se acham no direito de determinar os rumos da cidade. Controlar o cotidiano e a vida das pessoas através do dinheiro e do medo. A resistência é negada a partir do momento em que situações reprováveis se tornam parte do cotidiano. A população para de enxergar esperança e tenta se adaptar aos meandros de algo que é essencialmente errado. Para que a história possa seguir adiante e não ficar presa em uma roda eterna, Taylor insere Melinda Zucco como alguém disposta a mudar alguma coisa. É o ponto diferencial na trama, caso contrário nem mesmo nossos heróis conseguiriam fazer algo contra este sistema. Melinda funciona como aquele indivíduo de alto escalão que balança em uma linha tênue. Ela deseja ajudar de coração, mas existem coisas que a prendem a esse submundo. No caso, seria a sua mãe que passa a ser ameaçada por essas forças da desordem. O que Taylor construiu nesses três volumes do Asa Noturna é um espaço urbano que é semelhante demais a muitas realidades nossas. Desejamos ter um Asa Noturna em nossas cidades para lutar por nossos corações.

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Em um aspecto mais de personagem, Taylor volta a tocar na personalidade do personagem. Aqui fica mais e mais claro o desligamento de Dick de seu mentor, o Batman. O Asa Noturna ganhou características próprias sob a mão de Taylor. Ele revisita alguns momentos de quando Dick era o Menino Prodígio para dizer que característica do personagem, que eram reprovadas pelo Batman, se mantiveram e se tornaram parte daquilo que faz Dick único. O seu altruísmo e desapego a si mesmo em prol dos outros me faz enxergar Dick mais próximo de um herói solar como o Superman do que a um lunar como o Batman. Dick é alguém que inspira as pessoas a serem melhores. Está sempre próximo para lhe estender a mão. E essa é uma característica que é uma faca de dois gumes. Diferentemente do Superman, o Asa Noturna não é invulnerável. Ele se fere, se machuca, pode morrer. Mesmo assim, sua vontade inabalável de ajudar o próximo é o que o mantém seguindo em frente. O personagem pode cair quantas vezes for, mas ele sempre vai se levantar melhor do que antes.


Só que Dick não está mais sozinho. E é legal mostrar como isso vai crescendo em sua maneira de ajudar as pessoas. Ele sempre contou com seus colegas heróis nas últimas edições, mas aqui Taylor vai além. No ato de ajudar a cidade, ele passa a poder contar com a população de Haven que ele se dedicou a dar uma força. Ao estender a mão quando essas pessoas não tinham mais esperança, ele a devolveu a elas. E a retribuição vem quando ele menos espera. É emocionante imaginar Dick vendo todo o seu trabalho ruir e se preparando para o pior quando subitamente as condições mudam. Taylor faz um contraste entre o chefão do crime que não confia em ninguém e é egoísta e um personagem puramente altruísta. No momento em que Roland precisa de apoio seja para fugir ou virar o jogo, aqueles sob o seu comando lhes dão as costas. O coração da cidade voltou a pulsar depois de tanto tempo parado ou infeccionado.


Temos que falar do nosso casal de pombinhos. E não poderia pensar em um roteirista melhor para Dick e Babs. Taylor vai criando a expectativa nos leitores edição a edição. A gente sabe que vai dar certo, mas são esses momentos de hesitação que nos fazem ficar colados nas páginas esperando mais. O autor é muito hábil ao distribuir pequenos momentos fofinhos para que o leitor vá torcendo. Aqui é um momento especial porque se tornou necessária alguma decisão (espero que o Taylor seja mais corajoso do que o Tom King foi com Bruce e Selina). Tem um momento engraçadíssimo dos dois em um momento simples do café da manhã. Quando um casal prestes a assumir algum compromisso fala alguma coisa sem saber e o outro fica surpreendido. Tipo... saiu, sabe? A maneira como Bruno Redondo expressa esse momento simples e cotidiano é lindo. E é naquele esquema de quadros pequenos cinematográficos. O rosto de surpresa da Babs é impagável. E aí, mais à frente, eles estão discutindo relação. A vida de um herói é repleta de perigos. Dick sabe disso. E ele teme envolver Babs em uma relação que possa machucá-la física ou emocionalmente. Em um momento em que acontece uma situação específica, Dick teme pela Bárbara Gordon e não pela Batgirl. E isso é o que o faz hesitar. A resposta da Babs é linda. Daquelas declarações de amor de deixar arrepiado. Ela jogou a bola de volta para o Dick e isso o leitor percebe desde dois volumes atrás. A Babs já se envolveu.


Que edição fenomenal. Sério. Se eu tirar o volume 2 da jogada que é absolutamente desnecessário para o todo, desde o primeiro volume, o Tom Taylor apresenta uma história perfeita. Toda vez que vem um novo encadernado fico tentando buscar algum pêlo em ovo para poder criticar. Não consigo. Isso porque o roteiro do Taylor cresce a cada nova edição. A série tem uma leitura despropositada e divertida em sua superfície, mas se pararmos para tirar suas camadas vamos perceber uma narrativa rica em temas e detalhes que vão desde o legado do Homem Morcego, passando por temas sociais e chegando até a um elemento filosófico de um altruísmo em sua última potência. A arte do Bruno Redondo é um escândalo. Somos surpreendidos em toda a santa edição com alguma ferramenta a mais ou um capricho extra em alguma página. Fico abismado com o que esse homem traz para um roteiro que já é acima da média. É fácil dizer que esse é o melhor quadrinho da DC atualmente nas bancas. Agora a gente tem Os Melhores do Mundo do Mark Waid, mas antes nadava de braçada em relação aos demais. E só agora tem recebido o reconhecimento dos leitores, até porque a crítica já se rendeu ao título. E dá-lhe mais uma avaliação perfeita para a dupla.




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Ficha Técnica:


Nome: Asa Noturna vol. 4

Autor: Tom Taylor

Artista: Bruno Redondo e Geraldo Borges

Coloristas: Bruno Redondo, Geraldo Borges, Caio Felipe e Wade von Grawbadger

Arte-Finalista: Adriano Lucas

Editora: Panini Comics

Tradutor: Diogo Prado

Número de Páginas: 136

Ano de Publicação: 2023


Outros Volumes:


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Nesta postagem pretendo destacar as melhores animações que tive a oportunidade de assistir no ano anterior. Muitas novidades legais, outras surpresas e alguns retornos sensacionais.


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Chegou a hora de fazer aquela listinha legal de animações assistidas no ano anterior. Selecionei somente cinco e uma menção honrosa para não deixar a postagem longa demais. Sei que deixei várias coisas de fora, mas isso é o mal de qualquer lista. E outra coisa: não fui capaz de assistir a tudo o que eu gostaria de ter assistido. Então ausências serão sentidas. Sem mencionar que acabei ficando mais na Crunchyroll, que é onde assisto a maior parte dos animes que gosto. Isso acabou deixando de fora a Netflix e o Star+ que tem algumas coisas que pretendo assistir esse ano. Não é uma lista perfeita de nenhuma forma e são apenas as minhas opiniões. Até porque eu tenho gostos bastante peculiares em animações, o que pode fugir um pouco do que é mais popular.


Façamos o seguinte: deixem o top 5 de vocês nos comentários. Vamos compartilhar indicações para que mais pessoas conheçam mais animações.


Seguem as animações que se encontram em nenhuma ordem de qualidade ou preferência. Apenas coloquei as animações abaixo mesmo.



Mushoku Tensei 2ª Temporada


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Ficha Técnica:


Nome: Mushoku Tensei 2ª Temporada

Diretor: Hiroki Hirano

Produtores: Kouji Yoneda, Tomoyuki Oowada, Takahiro Yamanaka, Ryosuke Imai, Mitsuteru Hishiyama, Takurou Hatakeyama

Estúdio: Toho Animation

Gênero: Isekai, Fantasia

Número de Episódios: 12

Disponível em: Crunchyroll








Sinopse: Depois que sua relação com Eris Boreas Greyrat atinge novos patamares, Rudeus Greyrat está animado. Infelizmente, sua alegria dura pouco, com Eris abandonando-o subitamente para embarcar em sua própria jornada. Acreditando que Eris perdeu todo o interesse nele, um Rudeus deprimido e de coração partido se dirige aos territórios do norte. Com o seu único objetivo sendo o de localizar sua mãe no vasto continente, Rudeus se questiona se insistir em sua vida diária vale a pena, caindo em uma rotina robótica com ele ruminando sem fim sobre o seu amor perdido.


Entretanto, os perigos do norte logo provam que alguém não pode sobreviver com uma mente anestesiada. Enquanto está em uma jornada com o grupo Counter Arrow, com quem ele passou a trabalhar, Rudeus tem um encontro com a morte - uma experiência que o força a finalmente sair de seu desespero. Com novos companheiros, Rudeus redescobre o prazer de se aventurar e move adiante com seu objetivo original de viver sua segunda oportunidade na vida a todo vapor.


Opinião: Sou fã de carteirinha de Mushoku Tensei. Desde a primeira temporada que acompanho avidamente. Não sei o que me fez curtir tanto o anime, mas seu ritmo e personagens são apaixonantes. Gosto do Rudeus e às vezes a gente sente vontade de dar umas porradas no personagem para ele tomar vergonha e seguir em frente. Toda a situação com a Eris nos deixou de cabelo em pé na primeira temporada porque tudo caminhava em uma direção e levamos uma bela rasteira. Nessa segunda temporada acompanhamos no começo um Rudeus anestesiado e sem vontade de viver. Chegava a doer esses episódios de tão tristes que eram. A série conseguiu manter um ritmo leve mesmo em um momento bem melancólico com toda a história da impotência do Rudeus. O contato com a Counter Arrow foi importante para o crescimento do personagem como indivíduo e aprender a lidar com as perdas. A bola fora que ele dá nessa temporada é hilária. Aliás, todo o episódio de o Rudeus com o Heckler tentando arrumar uma mulher para ele é de rachar o bico. Falta sensibilidade no Rudeus, algo que ele vai aprender na marra.


E é quando passamos para a fase da Academia. Com um personagem lutando para se tornar mais maduro e tentando encontrar a sua mãe. Toda a fase parece ser clichê de academia mágica, mas aos poucos a série vai se descolando. A gente fica louco com o segredo da Sylphie e a cada novo episódio nos perguntamos quando a verdade vai ser revelada. O ship pelos dois é total ao longo da temporada porque a Sylphie acaba despertando o melhor que existe no Rudeus. Quando o clímax acontece é emocionante e nos deixa com um final muito doce em relação ao que foi a primeira temporada. Me parece que essa segunda temporada também é um split coeur com a outra metade acontecendo na temporada de abril. Tempo demais de espera!!



Kaina of the Great Snow Sea


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Ficha Técnica:


Nome: Kaina of the Great Snow Sea

Diretor: Hiroaki Andou

Produtores: Yumi Hamamoto, Akitoshi Mori, Ryouhei Takahashi

Estúdio: Polygon Pictures

Gênero: Ficção Científica

Número de Episódios: 11 + filme

Disponível em: Crunchyroll










Sinopse: A humanidade está beirando a extinção. Em um mundo coberto de neve onde a água se tornou escassa, as últimas terras habitáveis são localizadas aos pés de Árvores Orbitais gigantescas espalhadas por uma Terra desolada. De acordo com uma lenda, existe um sábio que conhece o segredo para produzir quantidades abundantes de água para salvar a humanidade.


Ririha, a princesa de Atland, usa um balão orgânico de ar quente para subir no topo de uma Árvore Orbital com a esperança de encontrar-se com o salvador de seu povo. Uma vez que ela atinge o Topo - uma área que parece ser uma janela infinita de gelo transparente - ela se encontra com Kaina, um dos últimos homens vivos no Topo. Entretanto, ela não consegue encontrar o homem que buscava.


Incapaz de retornar por si mesma para o seu povo, a princesa pede a ajuda de Kaina, que está ansioso para explorar o mundo da superfície que ele imaginava estar vazio. Com Kaina descobrindo sobre a guerra que assola o povo de Ririha, com a nação tecnologicamente avançada de Valghia, e outros perigos na superfície, ele percebe que sua missão de escolta irá se provar mais difícil do que ele imaginava.


Opinião: O que acho incrível no mercado japonês é a capacidade que eles tem de criar roteiros bastante criativos e com algumas ideias bizarras. Imaginem um mundo futurista distópico em que o mundo foi assolado por alguma catástrofe que levou ao surgimento de árvores colossais que se estendem acima da estratosfera formando uma espécie de escudo de gelo, impedindo a entrada de raios ultravioleta. Na superfície do mundo, o gelo produzido pelas árvores em flocos faz surgir um mar de gelo. Aos poucos a humanidade foi severamente reduzida e a água foi escasseando. Algumas pessoas passaram a viver no topo destas árvores enquanto outras viviam próximo às raízes. E isso provocou uma separação entre esses povos. A trama se dá quando a escassez de água provoca uma busca pelos povos acima da árvore que teriam as respostas para uma restauração da água no planeta. Um roteiro maluco de ficção científica onde a gente poderia apontar vários furos. Mas, sabe quando a história é tão legal e criativa que o espectador pouco se importa com isso? A série fechou com uma temporada só e um filme e como se trata de uma história original não há necessidade de eles continuarem e o filme encerra bem a narrativa. Das indicações que estou fazendo aqui essa é a mais simples e direta e a que é possível ver de uma tacada só.


O protagonista é bastante carismático e funciona como um personagem-orelha para nós. Como ele não conhece nada do mundo abaixo, as perguntas que ele faz são as que nós mesmos gostaríamos de fazer. Por ter sido criado por anciãos, ele é um personagem bastante inocente e não conhece bem a noção de guerra. Por isso que quando ele desce e vê o conflito entre Atland e Valghia ele pergunta por que as pessoas não poderiam conversar e resolver as diferenças. A inocência dele é fascinante. O mais legal desse anime é que apesar da história ter o Kaina como protagonista ele não tem nenhum poder especial, nem nada demais. Nas lutas, é o Orinoga (o chefe de segurança de Atland) quem resolve os problemas. Kaina é corajoso e sábio em vários momentos. A Ririha também é muito importante para a trama e ao longo dos episódios vemos o crescimento dela. As dificuldades servem para dar a ela condições para se tornar de fato a princesa que Atland precisa. Sei que o anime poderia ter tido mais episódios, mas me conformei com o que foi apresentado. Melhor do que inserir uma série de episódios sem utilidade para trama. Gostei, recomendo. E a Polygon Pictures se supera em trazer animes completamente insanos.



MF Ghost


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Ficha Técnica:


Nome: MF Ghost

Diretor: Naka Tomohito

Produtor: Nobuhito Korosu

Estúdio: Felix Film

Gênero: Corrida/Ficção Científica

Número de Episódios: 12 (teve renovação de temporada)

Disponível em Crunchyroll











Sinopse: Com os veículos elétricos dominando a vida na década de 2020, o interesse nos veículos com motores movidos a combustão interna é mantido através de uma série de corridas conhecidas como MFG. Centenas de pilotos ambiciosos sendo vistos por mais de 30 milhões de pessoas online, competem de maneira feroz por uma vaga entre os Quinze Divinos - os quinze corredores que lideram o campeonato - por uma chance pelo grande prêmio de 100 milhões de yen. Entre estes indivíduos almejando o topo está Kanata Rivington, de 19 anos.


Tendo estudando em uma escola de corridas famosa na Inglaterra, Kanata tem como o objetivo o próximo campeonato da MFG e se inscreve na competição com o pseudônimo de Kanata Katagiri. Em comparação aos veículos milionários de seus oponentes, o Toyota 86 GT de Kanata, passado adiante por um antigo corredor da MFG, o coloca em desvantagem considerável. Kanata recebe o auxilio de um dos Quinze Divinos, mas ele ainda trata o MFG apenas como uma forma de alcançar o seu verdadeiro objetivo: encontrar o seu pai desaparecido. Enquanto isso, a aparição de Kanata causa comoção entre os competidores e espectadores com seu estilo de direção que lembra o de um corredor lendário das corridas de rua.


Opinião: MF Ghost é o sucessor espiritual de Initial D. É do mesmo autor, se passa no mesmo mundo, e o tal corredor lendário é o Takumi, o protagonista de Initial D. Só que a série se passa no futuro para que o autor consiga tornar os carros de combustão interna mais raros e caros. Fiquei órfão de Initial D depois da sensacional quarta temporada. Initial D é uma das minhas séries favoritas com toda a emoção e conhecimento passados episódio a episódio. O autor é um baita conhecedor de carros e de mecânica e consegue traduzir isso de um jeito fácil para o espectador. Lógico que ele dá uma viajada de vez em quando, mas não é nada que seja inconcebível. Os episódios são emocionantes com voltas e reviravoltas que te mantém preso na tela. O campeonato é formado por poucas corridas, das quais vemos apenas duas. Ficou mais quatro para a próxima temporada. A animação do estúdio é bem legal, não sendo das melhores que vamos ver, mas consegue entregar algo competente. A série antiga é conhecida pelos seus beats de euromusic que a direção tenta emular. Ainda falta a qualidade da quarta temporada de Initial D, mas chega próximo disso.


Deu para ver que o autor evoluiu muito de Initial D para cá. Parece ser só uma série sobre carros, mas é bem mais do que isso. Temos o mistério do pai de Kanata (que tenho a impressão que é o Keisuke, irmão do Ryosuke, que é o organizador do MFG), o romance fofinho entre o Kanata e a Ren, a ambição do Beckenbauer, os irmãos Kitahara, o lolicon do Sawatani entre vários outros. Ryosuke criou o MFG para conhecer um piloto de alto nível que consiga extrapolar as limitações que ele impôs ao campeonato. Então tem várias coisas acontecendo no fundo. Entre as corridas acontecem muitas coisas que servem de background para cada uma delas. Ou seja, a série alterna entre episódios em alta velocidade e uma atmosfera mais cool. Comparei MF Ghost como sucessor de Initial D, mas cuidado, gente. A série não chega próximo de Initial D. Ela tem um clima nostálgico para quem curtiu a série, mas caminha por suas próprias pernas. Chega a ser injusto até comparar principalmente se jogarmos a terceira ou a quarta temporada. Para quem nunca assistiu Initial D vai ser ótimo conhecer algo desse gênero.


Frieren e a Jornada para o Além


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Ficha Técnica:


Nome: Sousou no Frieren

Diretor: Keichiro Sato

Produtores: Haruka Aoki, Yuuichirou Fukushi, Yuukou Itou, Naoki Iwasa, Ruriko Kikuchi, Takashi Nakanome, Taisuke Shikama, Ayuri Taguchi, Shouichirou Taguchi

Estúdio: Madhouse

Gênero: Fantasia

Disponível em Crunchyroll








Sinopse: Durante sua longa jornada de dez anos para derrotar o Rei Demônio, os membros do grupo do herói - o próprio Himmel, o sacerdote Heiter, o anão guerreiro Eisen e a maga elfa Frieren - forjam laços através de aventuras e batalhas, criando memórias preciosas e inesquecíveis para muitas delas.


Entretanto, o tempo que Frieren passa com seus companheiros é equivalente a meramente uma fração de sua vida, que já dura milhares de anos. Quando o grupo se separa após sua vitória, Frieren casualmente retorna para a sua rotina "normal" de colecionar magias por todo o continente. Graças ao seu senso de passagem de tempo diferente dos humanos, ela parece não nutrir fortes sentimentos pelas experiências que passou.


Com os anos se passando, Frieren gradualmente se dá conta como os seus dias com o grupo de heróis a impactou. Testemunhando as mortes de dois de seus antigos companheiros, Frieren começa a se arrepender de imaginar sua vida como ganha; ela promete tentar entender melhor os humanos e criar conexões pessoais reais. Embora a história de uma jornada memorável tenha terminado, uma nova história está prestes a começar.


Opinião: Esse é o primeiro dos animes que ainda se encontra em exibição. E facilmente pode ser considerado como um dos melhores de 2023. Não à toa se encontra em várias listas de melhores do ano. A proposta é genial e mostra como a fantasia ainda tem muitas histórias a serem contadas. O que acontece depois que a aventura acaba? Depois que se mata o grande vilão? Esse é o mote para a jornada de Frieren, que é uma elfa e possui um tempo de vida infinitamente maior que os seres humanos. Com séculos de idade, a vida dos seres humanos é como um pequeno grão de areia em um imenso deserto. Com isso, ela tem um senso macro de existência completamente diferente. Como pensa um ser praticamente imortal? Como ele enxerga a passagem do tempo? Frieren é uma personagem fria, mas não no sentido maligno da coisa. É só que ela tem dificuldade de entender seres que morrem tão rápido. Na narrativa a gente percebe como os elfos se apegam pouco aos seus pares. Existem poucos elfos no mundo e eles não vivem em comunidade (pelo menos não que eu tenha visto e a própria Frieren nega isso). Só que a estadia com Himmel, Eisen e Heiter durante os dez anos de jornada criou em Frieren um senso de aventura e fez o gelo em seu coração derreter em parte. É com isso que ela parte depois em uma nova jornada com a Fern e o Stark, dois jovens aventureiros.


Poderia ficar horas comentando sobre o quanto a narrativa é deliciosa e ela emociona em vários episódios. A animação não é totalmente voltada para ação, então não espere ver grandes combates ou nada do tipo. Até tem um arco de ação bem legal na primeira metade e a fase atual também está com um momento climático. Mas, é mais um slice of life, muito bem animado pelo Madhouse e com uma trilha sonora incrível. Vários episódios são bem fechadinhos e tratam da nova jornada que a Frieren está fazendo. São narrativas bem gostosas, tem um ritmo animado ao mesmo tempo em que tratam de temas bem legais como coragem, perseverança, fé. Esse anime me fez querer comprar o mangá, assim como o próximo anime que vou comentar. Só tenho elogios a ele.


Diários de uma Apotecária


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Ficha Técnica:


Nome: Kusuriya no Hitorigoto

Diretor: Norihiro Naganuma

Produtores: Tomoko Fujimura, Yuito Hirahara, Mitsuteru Nishiyama, Takafumi Inagaki, Aya Kawamura, Satoshi Masada, Katsuji Morishita, Hiroshi Mutou, Junya Okamoto

Estúdio: TOHO Animation

Gênero: Fantasia/Mistério

Número de Episódios: 24

Disponível em Crunchyroll







Sinopse: Maomao, a filha de um apotecário, foi retirada de sua vida pacífica e vendida para as camadas mais baixas da corte imperial. Agora trabalhando como uma empregada, Maomao se adapta à sua nova vida mundana e esconde o seu vasto conhecimento de medicina para evitar chamar a atenção.


Não muito tempo depois da chegada de Maomao, o filho mais novo do imperador inexplicavelmente começa a ter graves sintomas de alguma coisa - quase como se tivesse sido vítima de uma maldição. A curiosa Maomao facilmente resolve o mistério e, para ficar longe dos holofotes, tenta deixar uma dica anônima. Infelizmente, o lindo e observador eunuco Jinshi enxerga através do engodo e a revela.


Em reconhecimento por seu talento, Maomao é promovida à dama de companhia para a concubina favorita do imperador, Gyokuyou. Com Maomao continuando a curar as diferentes doenças que afligem a corte imperial, sua inteligência farmacêutica rapidamente se torna indispensável.


Opinião: Diferentemente de Frieren que se tornou uma sensação no ano passado, Diários de uma Apotecária chegou meio de mansinho. Ninguém esperava muito da animação e até nem vejo o anime aparecendo em muitas listas. O que considero um erro, já que ele tem um ritmo próprio e foge bastante do lugar comum. Ultimamente animações que se passam dentro de cortes imperiais se tornaram uma febre e esse tem uma proposta interessante com personagens que são bastante cativantes. Diários de uma Apotecária tem um ritmo mais devagar e se foca bastante em tratar o elenco principal e de apoio. A Maomao é uma personagem que revela ter inúmeras camadas de personalidade e isso fica claro à medida em que ela se vê forçada a tomar atitudes. Se deixada de lado, ela é uma personagem que prefere levar uma vida pacata. Só que o ambiente de corte é agitado com suas tramas e histórias confusas de amor e traição. A sinopse não deixa muito claro isso, mas Maomao atua como provadora de venenos. Ela é uma especialista nisso. Só com o passar do tempo que vemos a personagem sair dessa linha de lidar com substâncias tóxicas para algo mais para o lado da medicina.


Essa é uma animação de mistério que se passa dentro de uma corte medieval. É quase como um CSI feita à moda japonesa. Maomao e Jinshi vão lidar com os diversos mistérios que cercam a corte imperial. Ao mesmo tempo vemos o quanto a vida dentro desse lugar possui seus altos e baixos. Como a concubina que apenas queria viver ao lado de seu simples colega aldeão, ou de uma jovem e futura concubina que sofre bullying de suas damas de companhia ou a inveja que impera entre estas diversas mulheres. Existe uma trama maior acontecendo no fundo, mas os episódios são bem fechadinhos e aos poucos os detalhes das vidas deste elenco vão se revelando. A animação é bastante competente e surpreende em determinados momentos com algumas boas escolhas de ângulos de câmera. Lá pelo quinto episódio eu já ficava ansioso por ver novos episódios e entrou rapidamente entre os meus favoritos.



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Esta é uma série de histórias que se passam em diferentes momentos da vida de Hari Seldon e nos ajudam a entender mais sobre o pesquisador que se tornou um mito.


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Sinopse:


Oito anos se passaram desde os avanços iniciais da psico-história. Embora o Império Galáctico ainda demonstre grande força, Hari Seldon vê claros sinais de decadência e a inevitável ruína dessa poderosa estrutura.


Entre as ameaças de um futuro caótico, guerras políticas e dramas pessoais, Seldon precisa lutar contra o tempo para implementar o trabalho de sua vida: um plano que pode abreviar em milhares de anos o período de trevas causado pela queda do Império.


Concluído pouco antes de sua morte, em abril de 1992, ORIGENS DA FUNDAÇÃO é o sétimo e último volume da obra máxima de ISAAC ASIMOV. Nele, o Bom Doutor narra a segunda metade da vida de Hari Seldon – agora um notável cientista e político influente – e seu esforço para conduzir a humanidade a uma nova FUNDAÇÃO.







Este é o derradeiro livro escrito por Asimov, o último em sua longeva carreira. Curioso pensar que ele faleceu poucos meses depois de escrever seu último parágrafo. Não chega a ser um livro brilhante como Fundação, Eu, Robô ou Cavernas do Aço, mas o trechinho que replico abaixo é de fazer caírem lágrimas dos olhos:


"Isto, isto foi o trabalho da minha vida inteira. Meu passado... o futuro da humanidade. A Fundação. Tão linda, tão cheia de vida. E nada pode... Dors!"

Origens da Fundação é uma obra carregada de sentimentos. Sentimentos de amor, de sabedoria, de solidão. A obra se passa oito anos após Prelúdio à Fundação e já vemos uma Fundação em seus momentos iniciais. O livro tem uma estrutura bem curiosa reunindo diversas histórias curtas, algumas delas interligadas diretamente, outras não, que se estendem pelos últimos dez anos da vida de Seldon. Ainda o vemos fazendo experimentos com a psico-história e formulando ideias e teorias que pudessem auxiliar os colonos em Terminus. Há uma sensação de iminência permeando as linhas da obra como se protagonista e escritor soubessem que tinham um tempo limitado para deixar suas obras em dia. Seldon precisa tomar uma série de ações importantes para manter a Fundação coesa. Algumas delas vão fazê-lo se distanciar de sua família e de seus entes queridos. É aí que a narrativa toma um outro rumo, nos mostrando os anos finais de sua vida, onde a solidão e a ausência de utilidade assolam seu coração.


No pano de fundo, o Império vai implodindo internamente, seguindo as previsões que Seldon havia entregado para Cleon. Os conflitos e crises vão se somando uma a uma e a sociedade está se esfacelando sem que o governo imperial consiga encontrar uma solução. A sua recém-formada família formada por Raych e Dors, e mais tarde por sua neta, Seldon procura sobreviver em um mundo cada vez mais perigoso. Sua neta manifesta poderes psíquicos, o que já demonstra uma piscadela para o que viria a ser a Segunda Fundação, o projeto secreto de Seldon. Aliás, é aqui que vemos a busca do cientista pelos limites do poder de sua neta e por outras pessoas dotadas dessas habilidades. E, sendo um projeto secreto, se torna um dever dele proteger a sua formação, o que o faz se distanciar mais ainda e se tornar aquele ser misterioso que vemos no primeiro volume.


Assim como o volume anterior, não é uma narrativa importante ou revolucionária em relação aos outros volumes da série. Para todos os efeitos, Asimov fechou a sua cronologia em Fundação e Terra. Também como em Prelúdio, lacunas são preenchidas, o que acaba deixando a narrativa como um todo bem redondinha. Toda essa segunda série que se inicia em Limites da Fundação e finaliza em Origens da Fundação servem para transformar a série Robôs, Império Galáctico e Fundação em uma coisa só. Os conectores estão presentes em vários volumes. Porém, preciso dizer que a escrita não é das mais inspiradas e em vários momentos senti dificuldades em avançar na trama. Ou em algumas das histórias existem algumas conveniências narrativas que incomodam.

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Assim como no volume anterior percebemos uma maior preocupação de Asimov em desenvolver seus personagens, colocando situações onde seus sentimentos e posições são explorados. Apesar de Seldon ser o personagem principal, vemos o ponto de vista mudando para outros ao longo do livro. Outro ponto favorável é que os antagonistas não possuem objetivos simplórios ou são meras representações do mal; eles são complexos e sua maneira de enxergar o mundo ou seus objetivos podem ser mais empatizados pelos leitores. Lembrando sobre a decadência de Cleon e toda a sua estrutura governamental em que existe uma estagnação devido à sua clonagem. O imperador é um homem que possui uma visão clara sobre seu governo e a maneira de comandar uma vasta extensão de território. Ele não é aquele personagem tolo do primeiro volume. A relação com Demerzel também é explorada com maior aprofundamento.


A estrutura narrativa é bem mais complexa e assim como em outros livros as histórias contam com quebra-cabeças que os personagens precisam solucionar para resolver um problema ou solucionar algum mistério. São maneiras bem transversais de explorar problemas ligados ao método científico. O famoso Daneel Olivaw, personagem importante da série Os Robôs, está presente neste livro em um encontro fascinante com Seldon. Daneel está interagindo mais aqui, sendo um Primeiro-Ministro dentro do Império Galáctico. Um momento de ruptura é quando o Império atinge um nível de decadência perigoso ocorrido a partir de um desenvolvimento inesperado e Seldon se vê obrigado a acelerar o plano Seldon. É aí que o cenário sai de Trantor e somos levados a Terminus. É aí que outro tipo de decadência acontece: a do próprio protagonista. Lentamente ele vai chegando à sua velhice e com os seus planos bem encaminhados, não existe muita coisa mais a ser feita. Um homem tão ativo se encontra sem utilidade para a sociedade. Ele vai perdendo suas ligações pouco a pouco com amigos e familiares seguindo em frente ou morrendo. Tem uma cena com a Dors lá pela metade final do livro que é de doer o coração. É quase que uma indireta para nós, falando do quanto nossas vidas são limitadas e a velhice e a morte se aproximam de todos nós em algum momento.


O que podemos inferir é que o livro pode ter espelhado a própria vida de Asimov em seus últimos anos dada a forma como ele nos apresenta os temas. O leitor percebe a dor que o abandono e a solidão deixam no protagonista. Se o primeiro livro é uma história de jornadas, buscas e glórias, aqui é o seu exato oposto: decadência e perda. É uma história fascinante sob muitos aspectos, nos fazendo pensar no legado deixado por esse grande homem. É uma narrativa que me fez chorar e pensar em minha própria efemeridade neste imenso universo.


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Ficha Técnica:


Nome: Origens da Fundação

Autor: Isaac Asimov

Série: Fundação vol. 7

Editora: Aleph

Tradutora: Maria Silvia Mourão Netto

Número de Páginas: 448

Ano de Publicação: 2021 (nova edição)


Outros Volumes:

Vol. 6


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Em qui, 13 de out de 2022 13:18, Pedro Serrão escreveu: Opa Paulo Obrigado pela rápida resposta! Eu tenho um Interstitial que penso que é o que está falando (por favor desligue o adblock para conseguir ver): https://demopublish.com/interstitial/ https://demopublish.com/mobilepreview/m_interstitial.html Também temos outros formatos disponíveis em: https://overads.com/#adformats Com qual dos formatos pensaria ser possível avançar? Posso pagar o mesmo que ofereci anteriormente seja qual for o formato No aguardo, Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:15: Boa tarde, Pedro Gostei bastante da proposta e estava consultando a designer do site para ver a viabilidade do anúncio e como ele se encaixa dentro do público alvo. Para não ficar algo estranho dentro do design, o que você acha de o anúncio ser uma janela pop up logo que o visitante abrir o site? O servidor onde o site fica oferece uma espécie de tela de boas vindas. A gente pode testar para ver se fica bom. Atenciosamente Paulo Vinicius Em qui, 13 de out de 2022 12:39, Pedro Serrão escreveu: Olá Paulo Tudo bem? Obrigado pela resposta! O meu nome é Pedro Serrão e trabalho na Overads. Trabalhamos com diversas marcas de apostas desportivas por todo o mundo. Neste momento estamos a anunciar no Brasil a Betano e a bet365. O nosso principal formato aparece sempre no topo da página, mas pode ser fechado de imediato pelo usuário. Este é o formato que pretendo colocar nos seus websites (por favor desligue o adblock para conseguir visualizar o anúncio) : https://demopublish.com/pushdown/ Também pode ver aqui uma campanha de um parceiro meu a decorrer. 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