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  • Foto do escritorPaulo Vinicius

Resenha: "Asa Noturna vol. 4" de Tom Taylor e Bruno Redondo

A batalha por Bludhaven chega ao seu clímax. O confronto entre Dick Grayson e o Arrasa-Quarteirão é inevitável e nosso herói precisará de todas as sua habilidades e aliados para dar um futuro aos moradores de Haven.


Sinopse:


A prefeita de Blüdhaven, Melinda Zucco, está com problemas - fingindo trabalhar para o Arrasa-Quarteirão enquanto secretamente tenta derrubar ele e sua gangue de criminosos. Ela também opera ao lado de Dick Grayson para salvar a cidade. Com o Arrasa-Quarteirão controlando mais do submundo do crime do que Asa Noturna jamais imaginou ser possível, Dick será capaz de ajudar a detê-lo antes de as coisas irem longe demais? Enquanto isso, Asa Noturna e Oráculo decidem finalmente definir seu relacionamento.






Uma edição central que meio que encerra o primeiro arco de histórias do Tom Taylor. Nesse volume, o confronto entre Dick Grayson e o Arrasa Quarteirão toma outras proporções à medida em que o vilão usa toda a força da corrupção que ele espalhou pela cidade para deter o projeto de Haven, um lugar para abrigar crianças abandonadas e pessoas desabrigadas. As instituições parecem não funcionar diante do puro poder do dinheiro e apenas a força combinada de Dick, Bárbara Gordon e os Titãs vai ser capaz de deter os planos de Roland. Melinda Zucco e seu jogo duplo estão em perigo já que Roland começa a desconfiar de tudo e de todos ao seu redor. E o Sem Coração invade o escritório do Arrasa Quarteirão com uma proposta inusitada. Será que esses dois grandes egos conseguirão trabalhar juntos? E no meio de tudo isso Dick e Babs precisam se decidir para onde vai o relacionamento dos dois.


O que o Tom Taylor vem fazendo pelo Asa Noturna é algo muito especial. São sempre histórias de alto nível com boas doses de diversão e suspense. Nunca imaginei que ficaria ansioso por um novo volume do Asa Noturna. É algo impensável há alguns anos atrás, embora o herói tenha passado pela mão de alguns roteiristas talentosos. Todo este quarto volume compõe uma grande história e ao longo deste arco alguns desenvolvimentos acontecem que vão dando mais e mais complexidade para a trama. Existe aquela leitura superficial do mocinho enfrentando o bandido, mas quem analisar mais detidamente vai perceber questões de legado, responsabilidade e um relacionamento que precisa ser resolvido para que os dois possam continuar suas vidas juntos ou separados. Taylor emprega uma abordagem cinematográfica com início, meio e fim e algum gancho para prosseguir. É interessante porque normalmente se opta pela jornada do herói ou elementos dela. E não. Taylor faz uma opção diferente. O elenco principal e aqueles imediatamente próximos são contemplados com alguma espécie de arco de histórias. Seja a família da Melinda, ou o Batman como um mentor/pai, ou Dick e Babs, ou o próprio Dick aprendendo a andar com as próprias pernas. Tudo isso em pouco mais de uma centena de páginas. A escrita de Taylor e a arte de Redondo dão a impressão de que a história passa rapidamente, mas não é bem assim que enxerguei. Tem bastante coisa que se não prestarmos atenção, acaba passando batido por nós.


Quero saber como o Tom Taylor encontrou o Bruno Redondo. Porque raramente vi uma química tão boa entre artista e roteirista sendo que não conheço trabalhos do Redondo anteriores ao Asa Noturna. E olhe que essa edição temos um Redondo bem menos revolucionário com as páginas e empregando outras ferramentas artísticas. Vou chamar a atenção de duas delas até para deixar algo para comentar na próxima resenha. Uma das estratégias que me chamou a atenção foi o grande emprego de mudanças de câmera. Tem vários momentos em que Redondo emprega quadros retangulares pequenos para representar pequenos momentos em cenas mais velozes. É como se a câmera focasse em elementos de cena que se sucedem uma após a outra até formar uma sequência cinematográfica. Por exemplo, em uma cena de perseguição, Dick está sendo cercado por vários carros de polícia enquanto acelera sua moto. Redondo monta uma pequena sequência em que aparência o rosto preocupado do Dick, depois outro quadro em que ele coloca o dedo em um botão na moto, depois um arpão que sai dos dois lados da moto e depois a moto voando. Todos em pequenos quadros interconectados para gerar uma sequência. É uma jogada de mestre para dar mais fluência para o que está acontecendo. Isso transforma as cenas de ação em situações que o leitor consegue construir mentalmente acontecendo em tempo real.

O outro ponto que Taylor me surpreendeu foi em como ele empregou cenas amplas para compor as cenas. Seja o Dick saltando de um prédio com a silhueta da cidade ao fundo ou toda uma sequência de perseguição em página inteira. O emprego dessa ferramenta acaba por fazer com que uma página pareça maior do que ela é. E isso pode ser feito seja transformando o fundo em silhuetas ou o personagem no centro da página em uma silhueta. É uma maneira simples, porém eficiente de dar maior profundidade às páginas. Um efeito colateral disso é a dramaticidade que é dada àquele momento específico. Tem dois momentos que ocorrem em sequência que mostram isso muito bem. O primeiro deles nos coloca no escritório de Roland quando o Sem Coração vai negociar com ele. Vemos a sala totalmente colorida, com seus móveis e decoração simples e os dois personagens próximos à janela um ao lado do outro só que em silhueta. Há uma tensão palpável no ar que é transmitida pelo posicionamento de ambos no cenário e pela amplitude da mesma. Fornece ao Roland um ar ameaçador. Logo em seguida, o Sem Coração é atirado pela janela e enquanto o horizonte aparece colorido e repleto de estrelas no céu e prédios à frente, o personagem está em silhueta. Ao fundo temos Roland enfurecido visto de forma bem sutil. Isso oferece um tom de fúria a ele.


Bludhaven é um lugar desafiador para o Asa Noturna. A corrupção está entranhada em todas as instâncias da cidade. Determinadas situações e posturas são normalizadas. A desigualdade social impera e há uma clivagem clara entre ricos e pobres. A cidade funciona para quem possui recursos. Lutar contra algo que já é entendido como normal por seus moradores é difícil porque a resistência já foi esmagada. É como se a própria noção de certo e errado estivesse posta ao contrário e é o Asa Noturna, com seus projetos sociais e luta contra o crime e a corrupção, é que estivesse errado. Ter fundado Haven na periferia de Bludhaven é um tapa na cara dos poderosos. Maroni (outro mafioso local) e Roland se incomoda não com a efetividade do projeto que mal começou, mas a audácia de colocar algo desse nível em sua cidade. O Arrasa Quarteirão repete inúmeras vezes nesse volume "Eu sou a cidade". E, de fato, até aquele momento ele era sim. Todos os poderes institucionais nada podem fazer contra o seu domínio. O que Dick procura fazer é trazer a compreensão e a consciência para as pessoas de que é possível resistir. A cidade são as pessoas e não um indivíduo.


Acho fascinante essa discussão porque o Rio de Janeiro se parece muito com Bludhaven sob o domínio dos mafiosos. Estamos sob o poder de milicianos que se acham no direito de determinar os rumos da cidade. Controlar o cotidiano e a vida das pessoas através do dinheiro e do medo. A resistência é negada a partir do momento em que situações reprováveis se tornam parte do cotidiano. A população para de enxergar esperança e tenta se adaptar aos meandros de algo que é essencialmente errado. Para que a história possa seguir adiante e não ficar presa em uma roda eterna, Taylor insere Melinda Zucco como alguém disposta a mudar alguma coisa. É o ponto diferencial na trama, caso contrário nem mesmo nossos heróis conseguiriam fazer algo contra este sistema. Melinda funciona como aquele indivíduo de alto escalão que balança em uma linha tênue. Ela deseja ajudar de coração, mas existem coisas que a prendem a esse submundo. No caso, seria a sua mãe que passa a ser ameaçada por essas forças da desordem. O que Taylor construiu nesses três volumes do Asa Noturna é um espaço urbano que é semelhante demais a muitas realidades nossas. Desejamos ter um Asa Noturna em nossas cidades para lutar por nossos corações.

Em um aspecto mais de personagem, Taylor volta a tocar na personalidade do personagem. Aqui fica mais e mais claro o desligamento de Dick de seu mentor, o Batman. O Asa Noturna ganhou características próprias sob a mão de Taylor. Ele revisita alguns momentos de quando Dick era o Menino Prodígio para dizer que característica do personagem, que eram reprovadas pelo Batman, se mantiveram e se tornaram parte daquilo que faz Dick único. O seu altruísmo e desapego a si mesmo em prol dos outros me faz enxergar Dick mais próximo de um herói solar como o Superman do que a um lunar como o Batman. Dick é alguém que inspira as pessoas a serem melhores. Está sempre próximo para lhe estender a mão. E essa é uma característica que é uma faca de dois gumes. Diferentemente do Superman, o Asa Noturna não é invulnerável. Ele se fere, se machuca, pode morrer. Mesmo assim, sua vontade inabalável de ajudar o próximo é o que o mantém seguindo em frente. O personagem pode cair quantas vezes for, mas ele sempre vai se levantar melhor do que antes.


Só que Dick não está mais sozinho. E é legal mostrar como isso vai crescendo em sua maneira de ajudar as pessoas. Ele sempre contou com seus colegas heróis nas últimas edições, mas aqui Taylor vai além. No ato de ajudar a cidade, ele passa a poder contar com a população de Haven que ele se dedicou a dar uma força. Ao estender a mão quando essas pessoas não tinham mais esperança, ele a devolveu a elas. E a retribuição vem quando ele menos espera. É emocionante imaginar Dick vendo todo o seu trabalho ruir e se preparando para o pior quando subitamente as condições mudam. Taylor faz um contraste entre o chefão do crime que não confia em ninguém e é egoísta e um personagem puramente altruísta. No momento em que Roland precisa de apoio seja para fugir ou virar o jogo, aqueles sob o seu comando lhes dão as costas. O coração da cidade voltou a pulsar depois de tanto tempo parado ou infeccionado.


Temos que falar do nosso casal de pombinhos. E não poderia pensar em um roteirista melhor para Dick e Babs. Taylor vai criando a expectativa nos leitores edição a edição. A gente sabe que vai dar certo, mas são esses momentos de hesitação que nos fazem ficar colados nas páginas esperando mais. O autor é muito hábil ao distribuir pequenos momentos fofinhos para que o leitor vá torcendo. Aqui é um momento especial porque se tornou necessária alguma decisão (espero que o Taylor seja mais corajoso do que o Tom King foi com Bruce e Selina). Tem um momento engraçadíssimo dos dois em um momento simples do café da manhã. Quando um casal prestes a assumir algum compromisso fala alguma coisa sem saber e o outro fica surpreendido. Tipo... saiu, sabe? A maneira como Bruno Redondo expressa esse momento simples e cotidiano é lindo. E é naquele esquema de quadros pequenos cinematográficos. O rosto de surpresa da Babs é impagável. E aí, mais à frente, eles estão discutindo relação. A vida de um herói é repleta de perigos. Dick sabe disso. E ele teme envolver Babs em uma relação que possa machucá-la física ou emocionalmente. Em um momento em que acontece uma situação específica, Dick teme pela Bárbara Gordon e não pela Batgirl. E isso é o que o faz hesitar. A resposta da Babs é linda. Daquelas declarações de amor de deixar arrepiado. Ela jogou a bola de volta para o Dick e isso o leitor percebe desde dois volumes atrás. A Babs já se envolveu.


Que edição fenomenal. Sério. Se eu tirar o volume 2 da jogada que é absolutamente desnecessário para o todo, desde o primeiro volume, o Tom Taylor apresenta uma história perfeita. Toda vez que vem um novo encadernado fico tentando buscar algum pêlo em ovo para poder criticar. Não consigo. Isso porque o roteiro do Taylor cresce a cada nova edição. A série tem uma leitura despropositada e divertida em sua superfície, mas se pararmos para tirar suas camadas vamos perceber uma narrativa rica em temas e detalhes que vão desde o legado do Homem Morcego, passando por temas sociais e chegando até a um elemento filosófico de um altruísmo em sua última potência. A arte do Bruno Redondo é um escândalo. Somos surpreendidos em toda a santa edição com alguma ferramenta a mais ou um capricho extra em alguma página. Fico abismado com o que esse homem traz para um roteiro que já é acima da média. É fácil dizer que esse é o melhor quadrinho da DC atualmente nas bancas. Agora a gente tem Os Melhores do Mundo do Mark Waid, mas antes nadava de braçada em relação aos demais. E só agora tem recebido o reconhecimento dos leitores, até porque a crítica já se rendeu ao título. E dá-lhe mais uma avaliação perfeita para a dupla.













Ficha Técnica:


Nome: Asa Noturna vol. 4

Autor: Tom Taylor

Artista: Bruno Redondo e Geraldo Borges

Coloristas: Bruno Redondo, Geraldo Borges, Caio Felipe e Wade von Grawbadger

Arte-Finalista: Adriano Lucas

Editora: Panini Comics

Tradutor: Diogo Prado

Número de Páginas: 136

Ano de Publicação: 2023


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