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A jovem Siri, sendo a filha mais nova da família real de Idris, nunca imaginou ter responsabilidades na vida. Sua irmã Vivenna seria entregue ao Deus Rei de Hallandren como esposa para evitar uma guerra entre as duas nações. Mas, tudo muda quando seu pai decide enviá-la no lugar de sua irmã.


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Sinopse:


Em seu mundo aqueles que morrem gloriosamente retornam como deuses para viverem confinados em um panteão na capital de Hallandren e onde um poder conhecido como magia BioCromática é baseada em uma essência conhecida como o sopro que pode apenas ser coletada uma de cada vez de indivíduos.


Ao usar o sopro e empregar o poder das cores nos objetivos cotidianos, toda a forma de milagres e de confusões podem ser conquistadas. Irá precisar de quantidades consideráveis de cada um para resolver todos os desafios encarados por Vivenna e Siri, princesas de Idris; Susebron, o Rei Deus; Lightsong, deus relutante da bravura e pelo misterioso Vasher, o Rompedor de Guerras.






É curioso eu estar lendo Warbreaker agora enquanto vivemos uma série de guerras que assolam o nosso mundo. Talvez nunca houve um momento melhor para acompanhar esta história. Sei que esta discussão não foi a que Sanderson pensou quando escreveu seu livro, mas os leitores se apropriam de suas leituras quando se deparam com elas. Temos duas nações em conflito, cada uma delas com uma visão diferente de mundo e sobre o que é a divindade. De um lado, temos uma nação que é mais austera e que enxerga na humildade extrema o caminho para a felicidade. Mas com isso se torna um local de pessoas mesquinhas e julgadoras que não conseguem ver o diferente como algo aceitável. De outro temos uma nação indolente, cujas cores são usadas para ostentar aquilo que eles desejam. Mas, que possuem uma relação mais próxima e direta com os seres de sua adoração. Resta saber se ambas as nações são capazes de coexistir em um mesmo lugar, complementando-se e aperfeiçoando-se ou se suas diferenças levarão a uma guerra inevitável.


Como a sinopse do livro não é lá muito boa, vamos procurar entender do que se trata a história. O rei de Idris negociou a paz entre seu país e Hallandren há séculos. Os idrianos foram expulsos de Hallandren há séculos por um usurpador e desde então vem lutando para recuperar suas antigas terras. Mas, os poderes dos Retornados são demais para eles, sem contar que Hallandren emprega um exército de seres meio que mortos-vivos chamados de os Sem Vida. Essa paz negociada envolvia o envio de uma das princesas de Idris para Hallandren para se tornar a esposa do Rei Deus Susebron, o atual líder da Corte dos Deuses. Tudo indicava que Vivenna, a filha mais velha, seria a enviada já que ela estava sendo preparada para essa posição desde que era pequena. Siri, a filha mais nova, sempre foi a mais relaxada e despreocupada dos filhos do rei, já que ela não tinha responsabilidades a cumprir. Só que o rei surpreende a todos quando decide enviar Siri no lugar de Vivenna para T'Telir, capital de Hallandren. Lá Siri se tornaria a esposa de Susebron e geraria um filho para tornar a elite de Hallandren em verdadeiros herdeiros da antiga família real e acabar de uma vez por todas com as exigências de Idris de retomar o trono. Ao chegar em T'Telir, Siri se depara com um lugar estranho, oposto ao local onde ela foi criada. Despreparada para a vida da corte, ela vai precisar entender o funcionamento de um lugar estranho onde alianças, traições e fofocas fazem parte do cotidiano. E qualquer deslize da parte dela pode levar à sua morte e a uma guerra com o seu povo.


O que contei acima é apenas a ponta do iceberg que é esse romance. Como a maioria dos romances de Sanderson, ele é repleto de nuances e reviravoltas que o transformam em muito mais do que parece à primeira vista. Só vou deixar um alerta aos leitores que Warbreaker é um livro que se passa inteiramente em um cenário. Todas as histórias se passam em T'telir e na Corte dos Deuses sem aparecer outras regiões desse mundo. Apenas o comecinho da história se passa em Idris, mas depois que Siri e Vivenna se mudam para T'telir, a história inteira se volta para lá. E isso acontece antes de 15% da leitura. Se podemos fazer alguma afirmação é a de que se trata de um livro cuja essência é uma grande história de conspiração e de corte. Quem espera cenas de ação só vai vê-las lá pelo final do livro mesmo. Toda a graça da história está em como Vivenna e Siri tem suas expectativas alteradas pelo cenário que elas encontram e em como elas vão superar seus próprios preconceitos. Como a gente passa o tempo todo nesse lugar, preso junto aos personagens, acabamos nos acostumando e curtindo as intrigas de corte. E acho que essa frase resume muito bem a vida desses personagens: tanto Vivenna, como Siri, Susebron e até Lightsong não podem sair desse lugar. Ele é uma grande prisão, decorada por belíssimas cores e luxo, mas não passa de uma grande prisão.


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A escrita de Sanderson é bastante contida neste livro e vai explorar mais as nuances da vida em uma corte e os personagens e como se relacionam. Nesse ponto, consigo comparar a escrita de Warbreaker mais para o que o autor fez em Mistborn do que para O Caminho dos Reis. Essa é a sensação que fica a partir de como ele aborda a história. Está totalmente na cara que o autor emprega a jornada do herói para as duas princesas com a relutância, a busca por um mestre, a necessidade de obter conhecimentos para então haver algum tipo de alteração no status quo. Warbreaker é bem fantasia tradicional mesmo, sem grandes alterações narrativas. Me incomodou um pouco porque sei que o autor consegue entregar algo melhor, mas como uma leitura de entretenimento, funciona. O desenvolvimento dos personagens é bem legal e acompanhamos como eles tem suas pré-concepções de mundo desafiadas pelas conclusões que eles chegam ao se deparar com os desafios apresentados pela história. Só achei que o livro poderia ser menor. Tem um momento mais ou menos na metade da história que parece que as coisas não estão andando e Sanderson insere poucas novas informações. E mesmo as que ele insere são repetidas mais tarde. É um livro de mais de seiscentas páginas que poderia ter quatrocentas e não faria a menor diferença.


Falando sobre o que o povo gosta nas narrativas de Sanderson que é o sistema de magia, não achei tão inovador assim. É diferente, é criativo, mas se pararmos para pensar não é algo que já não tenhamos visto em outro lugar. O sistema de magia se baseia em algo chamado sopro, que é como se fosse a alma das pessoas. Os indivíduos desse planeta podem empregar o sopro para realizar funções como animar objetos ou seres já mortos. Para isso, eles precisam acumular sopros, ou seja, existe toda uma economia baseada na circulação das almas entre os indivíduos. Aquele que fica sem o sopro, se torna um drab (não consegui encontrar uma boa tradução para isso) e não é que a pessoa morre, mas o mundo fica mais cinzento e sem graça para ela. Os Retornados, teoricamente, são seres que realizaram ações gloriosas no passado e retornam como indivíduos que possuem sopro de forma espontânea e em maior quantidade. Para poderem sobreviver, eles precisam absorver um sopro por semana, então os adoradores dos Retornados se sacrificam em nome de seus deuses. Um Retornado pode empregar seu sopro apenas uma vez, para um indivíduo, e depois eles morrem. O Rei Deus é um ser que possui uma quantidade enorme de sopros e alcançou um estágio de poder divino. Isso porque quem acumula sopros alcança níveis de Percepção diferentes: uma pessoa pode desde enxergar as cores com maior nuance, detectar energias vitais e até se tornar imortal. Tem mais alguns detalhes sobre a magia BioCromática que vou deixar para que vocês descubram ao longo da narrativa. Mas, a grande verdade é algo que Vasher fala lá pela metade final da história: muito do emprego do BioCroma é um mistério e os Despertadores (nome dado a quem usa magia biocromática para despertar objetos) realiza tudo no instinto.


Como mencionei antes, boa parte da narrativa se baseia nas diferenças entre Idris e Hallandren e isso pode ser visto na maneira como Vivenna encara a cidade logo que ela chega. Os idrianos tem uma maneira quase monástica de encarar a vida. Nada de ostentar cores, nada de mostrar o corpo, sempre uma atitude calma e ponderada sobre tudo. Só que T'telir representa o oposto disso. Tudo é colorido, as pessoas usam cores bufantes, roupas que mostram mais do que o necessário. A vida dos Retornados é uma existência hedonista, regada a vinhos, mulheres e excessos. Gostei de como Sanderson aborda o tema de maneira bastante respeitosa, sem demonstrar juízo de valor. Não são os excessos que tornam algo bom ou ruim, mas um meio-termo entre tudo. Pensar que Sanderson é mórmon e que isso poderia interferir em sua escrita e não interferiu, mostra o quanto ele possui uma cabeça mais progressista. Não vou dizer aqui que Sanderson é um China Miéville da vida, defendendo revolução, tomada de poder pelos camponeses ou algum nível de anarquismo, mas o debate sobre excessos é bem interessante. Vivenna é bastante preconceituosa no começo da aventura e chega a cutucar o leitor de um jeito não tão agradável. Só que suas experiências ao lado dos idrianos urbanos e de todo o contexto de exploração e vida em uma grande cidade a fazem lentamente questionar os seus valores. Talvez ela é a que tenha o melhor arco de personagem justamente por Sanderson a colocar em situações bem desagradáveis a ponto de ela pensar em se prostituir para sobreviver. Pensem em uma princesa mimada, criada para ser a esposa de um deus, cujos valores monásticos são quase ferrenhos e precisando lidar com a realidade da vida.


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Já Siri se vê em uma situação a qual ela não estava preparada. Ela nunca pensou em estudar, em prestar atenção em seus tutores, em entender normas de etiqueta. A jovem foi pega no contrapé e agora se vê diante de um deus, precisando se tornar aquela que irá carregar o herdeiro de um reino. Sanderson consegue traduzir muito bem o sentimento de se sentir usada, como um objeto a ser ostentado e depois jogado fora. Siri é levada à corte meramente para transar com um deus e parir um filho. O quanto isso é humilhante para ela, que chora e se desespera por se sentir impotente diante de um cenário horrível de existência. Sanderson poderia ter trabalhado mais essa questão, mas a mim não me incomodou a forma como ele fez. É aquilo: poderia ter tido mais? Sim. Mas, okay. Melhor do que muitos autores que deixam passar a questão feminina ao largo. Talvez eu esteja errado e as meninas leitoras possam me corrigir e achar que ele não deu a devida atenção... e eu vou entender totalmente até porque não consigo me pôr no lugar. O que me agradou foi a jornada de empoderamento da Siri, que aos poucos aprende a lidar com toda aquela confusão que é a corte de Hallandren. Mesmo inocente, ela vai se adaptando pouco a pouco e entendendo todo o mecanismo de alianças e fofocas que existem naquele meio e se policiando para se tornar alguém que saiba minimamente jogar o jogo. E essa é uma transição bem lenta até que tomamos um choque ao vermos o quanto Siri amadureceu e aprendeu a manipular o que os sacerdotes imaginam que ela esteja fazendo no quarto do Rei Deus.


Vou mencionar mais Lightsong porque Vasher, apesar de ser outro dos pontos de vista, não é alguém que recebe tanto espaço. Lightsong, o Bravo, é um dos deuses que habitam a Corte dos Deuses. Desde o começo percebemos o quanto ele é diferente dos outros. Ele é um deus que não acredita em sua divindade. Um Retornado que faz todo o possível para parecer inútil para a população. Isso porque ele não sabe qual é o seu lugar no mundo. Porém, sua curiosidade o levará a questionar o status quo. E é esse questionamento que irá tirá-lo de sua inércia e colocá-lo em movimento em um momento onde outros deuses se organizam para alimentar as chamas da guerra contra Idris. Ele percebe que sua posição o coloca no meio do furacão e ele precisa tomar alguma decisão, mesmo que ele não queira. Porém, ao se questionar sobre quem ele era no passado (um Retornado perde a memória de sua vida passada), ele começa a desconfiar que alguma coisa não está certa em toda essa corte que valoriza o nada absoluto e o viver de forma relaxada. Lightsong é arrastado a contragosto em direção a uma teia de meias-verdades e segredos que o colocarão lado a lado com Siri.


Para vocês que procuram conexões com o mundo maior da Cosmere, Hoid está presente aqui. A mesma figura que aparece em Elantris, em Mistborn e depois em O Caminho dos Reis, está presente como um mero contador de histórias no palácio de Lightsong. Ele aparece justamente quando Siri precisa conhecer mais sobre a história dos antigos Reis Deuses de Hallandren e qual a sua conexão com Idris. Aliás, não vou contar mais do que isso, mas Warbreaker é uma ponte importantíssima entre os volumes 1 e 2 de O Relato das Guerras das Tempestades. Você precisa passar por essa história para entender um grande detalhe presente lá no final do livro. É possível ler Stormlight sem passar por Warbreaker? Sim. Mas, Stormlight ganha cores maiores (sem trocadilhos com o biocroma) a partir dessa história.


Warbreaker é um bom livro, não é o melhor do autor. Diverte, e para quem curte aquela pegada meio Game of Thrones, mas mais leve, vai encontrar no livro uma boa história que vai diverti-lo por um bom tempo. O livro é grandinho, mas de leitura bem fácil. As páginas passam voando graças ao bom senso de escrita do autor. O sistema de magias, como sempre, é um atrativo dos livros de Sanderson e ele emprega explicações quase científicas para explicar manipulação de almas. Os personagens são bem trabalhados, embora tenha algumas reservas aqui e ali. Por sorte, Sanderson não empregou aquelas estranhas coincidências que tanto me incomodaram em Mistborn. Enfim, um bom livro que serve como ponte entre uma possível fase 1 e 2 da Cosmere do autor.


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Ficha Técnica:


Nome: Warbreaker

Autor: Brandon Sanderson

Editora: Tor Books

Número de Páginas: 676

Ano de Publicação: 2009


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Um grupo de novos pilotos realiza uma missão de treinamento contra um gauna aparentemente inofensivo. Mas, tudo dá absurdamente errado. E uma decisão da capitã Kobayashi volta para assombrá-la quando eles decidem se desfazer da quimera Kanata.


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Sinopse:


Nagate e os outros chegam à estrela Lem, localizada no centro dos planetas Seven e Nine. A missão aí é instalar o Sistema de Conversão Semiautônoma, um enorme equipamento capaz de armazenar energia, na superfície de Lem. Porém, os únicos que chegam ao destino são Tanikaze e Shiraui! Nesta missão de grande dificuldade, Tsumugi acaba imaginando a sua própria morte…





Esses são dois volumes bem importantes para a série e estamos nos encaminhando para o clímax. São iniciados os preparativos para o confronto com a nave Mass Union grande e tudo parece ir numa boa até que não está mais. Neste volume 13, logo no começo, Nagate e Tsumugi precisam lidar com um provável acidente quando o dispositivo de conversão semiautônoma parece que vai cair dentro da estrela Lem e Nagate precisa segurar a enorme estrutura. Logo depois, um grupo de novos pilotos segue em uma missão-teste para destruir um pequeno gauna preso dentro de um asteroide. Tudo parece sob controle até que a impulsividade de um dos pilotos resulta em um desastre e uma perigosa missão de resgate. No final deste volume, a capitã Kobayashi dá ordens para desmembrar a quimera Kanata, um problema que eles precisavam resolver. Só que o problema decide se tornar um problema maior quando a quimera se torna consciente mais uma vez e, aparentemente, não pode ser detida. No meio de tudo isso, Nagate toma sua decisão! E ela é mais imprevisível do que parece...


Metade dessa edição se passa no espaço então a arte do Nihei acaba precisando ser mais dinâmica do que o normal. Embora ainda ache que o nível da arte caiu um pouco pelas necessidades de publicação, tanto aqui como no próximo volume, Nihei dá uma melhorada se concentrando nos seus pontos fortes. Gostei de como ele foi para o não-convencional nas cenas desse volume em específico. O combate contra o gauna no asteróide é muito interessante porque ele subverte algumas situações típicas de resgate. Sem falar na situação claustrofóbica pela qual o Nagate passa no interior do asteroide. Do meio para a frente, durante o momento entre Tsumugi e Nagate, Nihei capricha no visual aéreo da lateral de Sidonia e nos bairros antigos da nave. Uma mescla de coisas abandonadas e visual tecnológico. Isso sem mencionar no poder das composições de quadro, de forma a dar um impacto emocional para os personagens envolvidos. E esse segundo ponto é importante para o roteiro aqui.


Começando por Tsumugi, desde a edição passada que a nossa querida quimera começa a questionar sua própria existência. E está apaixonada por nosso personagem principal tonto. Ela precisa lidar com o fato de que não é uma criatura humanóide e mede mais de dez metros de altura. Como se relacionar desse jeito? Ela tenta se conformar com isso ao mesmo tempo em que seu coração se parte em pedaços com a perspectiva. Durante o acidente do sistema de conversão em que ela precisa realizar uma manobra perigosa, ela se questiona se sua vida tem mais sentido do que ser uma simples arma biológica. Ou seja, Tsumugi se humanizou muito mais ao conviver com Nagate, Shinatose, e os outros. É legal até ela brincando com os demais pilotos. Só que esse sentimento que ela tem é algo que ela vai precisar lidar e encontrar forças para continuar vivendo. E talvez somente a ajuda de outros pode resolver algo. Achei curioso o caminho escolhido pelo Nihei e quero ver aonde vai dar. Até porque a frase de algumas das pessoas com as quais ela convive é a de que eles sentem carinho por ela sendo ela quem é.

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A Sidonia precisa de mais pilotos prontos para o confronto final e isso demanda encurtar o treinamento deles. Colocá-los em missões menores para fazer com que eles aprendam com a experiência. Só que isso vai causar problemas. É inevitável. A inexperiência acaba colocando dois pilotos em risco por causa de impulsividade. Algumas lições valiosas, às vezes são aprendidas através do medo. O medo de morrer, o medo de ser consumido por uma criatura alienígena estramha. Na Sidonia, Nagate, em um dia de folga, acaba precisando ser acionado para resolver os problemas alheios. E é uma missão para a qual a Tsumugi nada pode fazer para ajudar aquele que ela ama. E é assim que a enorme quimera sente o mal de estar impotente pela primeira vez.


No fim desse volume, Kanata volta a aparecer mais uma vez. Desde os últimos volumes que a capitã Kobayashi, a engenheira Sasaki e a doutora Yure ficaram de encontrar uma alternativa ao poder destrutivo da nova quimera. Tendo conseguido esse feito com o sistema de conversão, é hora de se livrar dessa quimera incontrolável. E é aí que os segredos que a capitã vinha mantendo são revelados, o que pega muita gente de surpresa inclusive sua vice-capitã. É óbvio que uma criatura sofisticada como Kanata não vai aceitar simplesmente ser eliminada dessa existência e se inicia um combate entre ela e os guardiões. Quando as coisas começam a se complicar mais ainda, outro erro de Kobayashi vem para assombrá-la. E é esse erro que vai nos levar no caminho para os momentos finais. Estava na cara que desde o golpe dado pela Kobayashi, em algum momento as coisas começariam a ficar complicadas para o lado dela. É impossível tocar a Sidonia com esse modus operandi. Principalmente quando existem vários interesses em jogo. O que a capitã não contava é que todos eles explodissem ao mesmo tempo.


E o volume 14 nos introduz um novo inimigo. Temos o retorno de um problema ligado à capitã Kobayashi que vai interferir na missão contra a Mass Union grande. E a gente retoma o enredo do Conselho Imortal. Kobayashi conversa com Nagate e revela para ele a verdade sobre o seu passado. Mais do que isso, percebemos nela um certo cansaço após séculos de vida em que ela não conseguiu avançar muito em seus objetivos. Kobayashi tinha um enorme carinho pelo avô do Nagate e era uma pessoa diferenciada a quem ela deve muito do seu caráter e personalidade. Nihei discute essa questão da imortalidade novamente em uma espécie de conselho consultivo perene e secreto dentro do Sidonia. A inovação e a criatividade versus a permanência e a estagnação. Chegamos nesse estado de coisas porque houve uma ociosidade na maneiro como os membros do conselho pensaram o futuro da humanidade. O confronto com os gaunas não fez a humanidade avançar, somente agora com a presença do Nagate e da existência da Tsumugi é que foi possível pensar fora da caixa para solucionar as questões. Lembremos que Nagate não fazia parte da tripulação, não foi doutrinado pelas regras de Sidonia. Vivia à margem.


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Temos o início do combate contra a Mass Union e a arte está bem legal para um negócio que é um caos de naves e criaturas biológicas insanas. Gostei das soluções artísticas inesperadas para o combate que se revela frenético em mais de dois terços do mangá. Nihei está no máximo de sua piração criativa, sem mencionar a nova quimera que tem um visual bem badass. Uma mistura de elegância e um design mortífero. Parece algo saído dos piores pesadelos da tripulação da Sidonia. No quesito ação, os movimentos estão bem coreografados e acho legal que o autor pensa de forma tridimensional. As naves elas não se mexem só para trás e para frente, mas existe uma escala de movimento lateral. É possível visualizar o plano tridimensional e o posicionamento das mesmas. Contudo, ainda tem momentos com uma arte mais no lápis sem arte-final. De vez em quando, principalmente em cenas de interior, o autor opta por esse design. Não sei se é para economizar tempo ou se é estilo. A quadrinização está boa e eficiente com momentos de splash pages espalhadas por todo o volume. Por se tratar de uma guerra em grande escala, esses momentos se tornam necessários para mostrar o escopo do que está acontecendo.


Nagate acaba ganhando uma posição de bastante relevância na Sidonia e a gente vai vendo o resultado das ações dele nos primeiros volumes. Sidonia vai chegando ao seu final costurando os mistérios, amarrando as histórias e evoluindo os personagens. Já estou em ritmo de despedida com a série e curtindo demais as surpresas que o autor aprontou para nós. Algumas das soluções que ele colocou foram meio que inesperadas. Quebraram clichês. Não quero entregar tantas coisas para apresentar um balanço final da série na próxima resenha. O importante é que como leitor de ficção científica, fiquei satisfeito com o resultado. Espero que o final seja condizente com a trajetória da série.


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Ficha Técnica:


Nome: Knights of Sidonia vols. 13 e 14

Autor: Tsutomu Nihei

Editora: JBC

Tradutor: Denis Kei Kimura

Número de Páginas: 190 cada

Ano de Publicação: 2017 (vol. 13) e 2018 (vol. 14)


Outros Volumes:

Vols. 9 e 10

Vols. 11 e 12


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Hora de fazer aquela análise sobre o ano que passou e buscar projetar o que pode vir a ser novidade nesse ano que está se iniciando.


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Antes de começar com a matéria desta semana, só dando um aviso para aqueles que nos acompanham. Como passei a trabalhar na segunda de manhã, nosso dia de matérias passará agora a ser na terça-feira. Dessa forma consigo divulgar o que publicamos com mais calma.




Mais um ano se passou e gosto de, no começo de nosso ciclo de postagens, olhar para trás e buscar entender melhor nosso mercado editorial e fazer projeções ou críticas. 2023 foi um ano mais de consolidação do que de revolução. Não percebi mudanças estruturais grandes, mas alguns detalhes pequenos me deixaram preocupados e que somados a outros criam um cenário desafiador para os próximos anos. Fato é que, se fizermos uma análise apenas pelo ano de 2023 em si, grande parte das editoras tiveram bons anos. Principalmente aquelas que participaram de eventos grandes como a Bienal do RJ, a Feira da USP e a FLIP. Essa última, para o nicho de literatura de gênero, não entra na contagem porque fantasia e ficção científica praticamente saíram do escopo do famoso festival de Paraty.


É preciso pontuar que, hoje, quando falamos em literatura de gênero nas grandes casas editoriais este acaba sendo absorvido pela literatura Young Adult. É o gigante dentro de editoras como Companhia das Letras, Record e Intrínseca. É o que vende espetacularmente bem e chega ao ponto das editoras se esforçarem para realizarem lançamentos simultâneos com o mercado americano. Ou, pelo menos, reduzirem ao máximo o tempo de espera entre os volumes ou a distância entre as estreias. Até mesmo autores que hoje parecem estranhos se tornam grandes daqui a algum tempo dada a habilidade dos scouts desse nicho. Podem reclamar o quanto quiserem: YA dá dinheiro e movimenta muitas postagens e cliques. Vai continuar a ser tratado da maneira premium como é hoje. No ano passado, a Beatriz D'Oliveira realizou uma palestra online bem legal onde ela compartilhou informações sobre mercado editorial e tendências onde ela destacou exatamente isso: esse é o gênero em que as editoras tem mais apostado e que tem gerado resultados excelentes. Talvez a grande diferença seja a percepção da Suma e da Galera Record (selos das duas maiores editoras do país voltados para este gênero) de que poderia ser bom adicionar quadrinhos ou webcomics voltados para este nicho no catálogo. Estão aí os exemplos de Lore Olympus, Fence e Heartstopper. Sucesso de vendas, quase sempre em top 10.


Ainda na temática YA, as editoras nacionais perceberam também que havia público para edições mais luxuosas de livros já publicados. A Rocco faz isso há anos com a série Harry Potter, mas até então era restrito apenas à série do bruxinho. Agora livros como Um Tom Mais Escuro de Magia, Corte de Espinhos e Rosas e outros voltam às prateleiras com edições lindíssimas. Seja com um box, uma pintura trilateral, um acabamento diferente ou até edições limitadas. A ideia é criar um tier mais alto de vendas voltado para leitores que não querem apenas o livro, mas a experiência de ter um artigo especial em sua estante. Percebo que isso pode se tornar cada vez mais comum nos próximos anos já que a proposta deu resultado. A editora não precisa fazer uma tiragem grande e já é esperado que o preço seja elevado. É uma prática que vem dos quadrinhos que ano após ano se tornou um mercado de produtos mais e mais luxuosos e exclusivos. Se acho que isso vai se tornar uma bolha? Com certeza. Essas coisas são cíclicas, e tudo em excesso acaba viciando o mercado até que um novo trend ocupe o lugar do que estava antes. Essa prática editorial existe há décadas e ela funciona na base da expectativa e da vontade de consumir. E existe público para isso.


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O que me deixou bastante preocupado foi a pesquisa anual sobre leitura no Brasil. No último quadrimestre de 2023, a Publishnews publicou uma matéria que já se tornou tradicional com gráficos informativos sobre os hábitos de leitura dos brasileiros. É estarrecedor perceber que a porcentagem de brasileiros leitores cai a cada ano que passa. Somos 16% e isso porque nem cheguei a limitar à literatura de gênero, caso contrário esse número seria bem menor. Continuamos sem projeto definido para formar novos leitores. Investir apenas naqueles que já tem inclinação para leitura é simples; difícil é convencer quem não deseja. Não preciso nem rasgar meu verbo para dizer que não existe a menor vontade pública para criar políticas públicas de fomento à leitura. Esqueçam isso. Trabalho nessa área há mais de cinco anos e nada mudou. Existem floreios do Ministério da Educação com o envio de livros e manuais para projetos, mas não existe nada que seja levado a sério. É só empurrar editais para que editoras consigam sobreviver com as gorduchas verbas do Fundeb. É investir sem pensar mesmo. E aí vou dar uma chamada básica nas editoras. Não adianta depender do governo para fazer crescer seu público. Isso não vai acontecer. São pouquíssimas editoras que investem em sair da bolha, criar algo novo, buscar conteúdos que atendam a um público que não necessariamente te acompanha. Destaco aqui o Pipoca e Nanquim (editora de quadrinhos), a Antofágica, a Editora Aleph, a Darkside e só. São editoras que saem do lugar comum, buscam alguma coisa diferente. Pode até ser algo específico, mas sempre dá um jeito de alcançar alguém que não é necessariamente da bolha.


Vocês devem estar se perguntando se, já que o público leitor caiu, como as editoras nacionais tiveram o maior lucro dos últimos cinco anos. Essa é uma equação bem fácil de se entender. Livro no Brasil hoje é um produto caro. Os preços giram entre 40 e 80 reais, em média. Há alguns anos atrás, isso era valorado pela metade. Eventos grandes servem para escoar livros das editoras, sem passar por intermediários. Sem falar que muitas delas fazem vendas pelo site delas, com algum brinde ou agrado adicional. Não ter um intermediário é driblar precisar pagar 35 a 60% para livrarias e e-commerces. A venda direta é lucro imediato. Só no primeiro final de semana da Bienal do RJ muitas grandes editoras conseguiram o lucro que esperavam para o evento inteiro. Mesmo com descontos agressivos, eles conseguem ter lucros maiores do que se vendessem pela Amazon, por exemplo, que come uma fatia expressiva do valor do livro. Vender mais não significa que você criou um público maior. Apenas que seu lucro absoluto foi maior. A longo prazo, as editoras vão precisar continuar aumentando o preço do produto-livro para conseguir manter a margem de lucro. É uma fórmula insustentável por si só já que o brasileiro não tem um poder aquisitivo tão grande. Quando apertadas, as famílias brasileiras cortam justamente em gastos considerados supérfluos.


Novamente volto a discutir por que as editoras não traçam um plano inteligente para fomentar público. Jogar essa responsabilidade nas costas dos parceiros, dos influenciadores, não vai gerar algo a médio e longo prazo. Até porque o público que acompanha esses canais já sabe que isso se trata de um publi, e já existe uma percepção sobre o que é um marketing natural e outro pago. Não é que se deve gastar rios de dinheiro com um eventual setor de marketing dentro de uma editora. É gastar com inteligência. Volto a mencionar o Pipoca e Nanquim como exemplo de divulgação. São três caras que possuem um canal e falam hoje principalmente sobre os produtos que publicam. Contam bastidores, falam sobre os autores. São pessoas carismáticas e que se relacionam de uma maneira natural com o leitor. Não estou dizendo que deve-se fazer um copiar e colar, mas que o contato com os leitores pela editora se tornou uma necessidade. Uma editora não pode ser um sábio no alto da montanha, um ancião celestial inalcançável. O que faz do PN uma editora de sucesso é que a editora tem um rosto, para o bem ou para o mal. Os leitores confiam na curadoria deles porque se construiu uma relação de confiança. E olhe que o PN lança alguns materiais bem questionáveis, mas que sempre estão entre os mais vendidos. É preciso que as editoras nacionais saiam da Idade Média, aguardando a luz celestial das vendas banharem seus livros, e se situarem em uma contemporaneidade onde tudo é dinâmico.


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Queria aqui deixar os meus parabéns para a Marina Ávila e para a Valquiria Vlad que tiveram a Wish se tornando parte da Darkside Books. Fiquei bastante preocupado em 2023 porque a editora fez pouquíssimos projetos ao longo do ano e ficou bem calada nas redes sociais, mais trabalhando na divulgação do material pré-existente. Me recordo de que a última coisa que recebi foi o volume final da coleção Fadas que foi antes de junho de 2023. Mas, tudo não passou de um processo de negociação que devia estar acontecendo ao fundo com a Darkside. A Wish agora vai contar com o poder de marketing e de distribuição da Darkside que deve gerar um belo resultado para elas. Por falar em financiamento coletivo, chegamos na alvorada deles para os materiais literários. Vi poucos projetos realmente relevantes e os independentes são quase a maioria. É diferente de outros setores como quadrinhos e RPG onde a coisa bomba de verdade. Me parece que as editoras pequenas não sabem ao certo como usar a plataforma do Catarse para colocar seus projetos na linha de frente. Alguns deles tiveram resultados bem adversos e olhe que as metas nem costumam ser muito grandes. Só as da Wish que passam dos R$100.000 e sempre conseguem bater. Nesse sentido, o financiamento coletivo precisa ser repensado ou abandonado por aqueles que publicam literatura. Ainda não se encontrou a fórmula certa. Recomendo que quem for entrar para o jogo, que leiam o livro publicado pela Wish que é um belo de um manual de publicação pelos canais de financiamento coletivo. É curioso pensar como o Brasil se enrola nisso quando autores estadunidenses como Brandon Sanderson e Michael J. Sullivan prosperam horrores no Kickstarter.


Por falar em formas alternativas de publicação, a Audible chegou ao Brasil em 2023. Parece que foi há mais tempo, mas não, isso aconteceu na primeira metade do ano que passou. Para quem não conhece, a Audible é uma das maiores empresas de distribuição e edição de audiobooks do mundo. O sucesso dela vem muito do fato de ela ser associada à Amazon. O que era um sonho para vários leitores se tornou real: a Amazon abriu a porta para os audiobooks. Ainda não temos informações precisas sobre como andam as vendas da Audible no Brasil, mas devemos ficar ligados porque cada vez mais esse tipo de mídia vem ganhando espaço. Não é à toa que podcasts prosperam à beça em apps como Deezer e Spotify. O brasileiro leitor aprendeu que ouvir livros ou programas seriados ou programas de debates em áudio é interessante e pode te prender. É tendência e chegou para ficar. Claro que espero algo mais a médio prazo então não esperem números inflados logo de cara. Existe todo um processo de acomodação do estilo de consumir o novo produto.


Para encerrar essa conversa, queria fazer uma observação básica que vem me preocupando nos últimos meses. As editoras vem investindo cada vez menos nas etapas de tradução e revisão. O que era algo pontual, se tornou mais e mais comum. E isso não está restrito a pequenas editoras mais, mas também às grandes. A pressa de publicar um material o quanto antes devido às cobranças do público vem fazendo com que elas pulem etapas do processo. E isso é perigosíssimo. O Caminho dos Reis, primeiro volume da série famosa de Brandon Sanderson veio repleta de problemas de tradução. Não aqueles erros pontuais, mas problemas grosseiros mesmo. Babel, da R.F. Kuang sofreu com o mesmo problema. Estou usando dois livros dos mais esperados para mostrar o quanto isso é um problema que perpassa as editoras. A categoria dos tradutores recebe muito mal. Na maior parte das vezes tradutores precisam pegar vários trabalhos para conseguir pagar as contas em dia. É uma categoria cujo trabalho nem sempre respeita a legislação trabalhista. Falta uma regulamentação maior. Se um tradutor ganhasse de forma mais adequada, não precisaria pegar tantos trabalhos e sua tradução não ficaria prejudicada devido ao cansaço ou à desatenção ou até a uma pressão da parte da editora, que pode reduzir os prazos. É preciso respeitar o trabalho destes profissionais. É óbvio que é preciso dar prazos de entrega, mas estes precisam ser realista; o valor pago precisa ser minimamente justo. Tradutores e revisores são praticamente co-autores, já que eles "escrevem" para um público que irá ler em seu idioma. Talvez essa noção passe despercebida pelas editoras, mas é uma tarefa imprescindível para o sucesso ou o fracasso de uma iniciativa.


E por enquanto é só. Espero que o ano de 2024 traga melhores esperanças para aqueles de nós que esperam que a literatura de gênero ganhe mais espaço. É preciso também investir nos nossos autores nacionais que vem conquistando corações a cada ano que passa e já estão em grandes casas editoriais. E que as séries que tanto curtimos não sejam abandonadas pelas editoras, que pensem em boas estratégias para que as vendas não decaiam tanto a cada novo volume. A gente sempre torce pelo melhor e o Ficções Humanas sempre está de braços abertos para ajudar as editoras a divulgar e compartilhar suas leituras. Esse ano me afastei dos processos seletivos de parceria, mas isso não significa que exista uma má vontade da minha parte em divulgar livros de quaisquer editoras. E vamos às nossas leituras porque 2024 promete!



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Conversa aberta. Uma mensagem lida. Pular para o conteúdo Como usar o Gmail com leitores de tela 2 de 18 Fwd: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br Caixa de entrada Ficções Humanas Anexossex., 14 de out. 13:41 (há 5 dias) para mim Traduzir mensagem Desativar para: inglês ---------- Forwarded message --------- De: Pedro Serrão Date: sex, 14 de out de 2022 13:03 Subject: Re: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br To: Ficções Humanas Olá Paulo Tudo bem? Segue em anexo o código do anúncio para colocar no portal. API Link para seguir a campanha: https://api.clevernt.com/0113f75c-4bd9-11ed-a592-cabfa2a5a2de/ Para implementar a publicidade basta seguir os seguintes passos: 1. copie o código que envio em anexo 2. edite o seu footer 3. procure por 4. cole o código antes do último no final da sua page source. 4. Guarde e verifique a publicidade a funcionar :) Se o website for feito em wordpress, estas são as etapas alternativas: 1. Open dashboard 2. Appearence 3. Editor 4. Theme Footer (footer.php) 5. Search for 6. Paste code before 7. save Pode-me avisar assim que estiver online para eu ver se funciona correctamente? Obrigado! Pedro Serrão escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:42: Combinado! Forte abraço! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:41: Tranquilo. Fico no aguardo aqui até porque tenho que repassar para a designer do site poder inserir o que você pediu. Mas, a gente bateu ideias aqui e concordamos. Em qui, 13 de out de 2022 13:38, Pedro Serrão escreveu: Tudo bem! Vou agora pedir o código e aprovação nas marcas. Assim que tiver envio para você com os passos a seguir, ok? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:36: Boa tarde, Pedro Vimos os dois modelos que você mandou e o do cubo parece ser bem legal. Não é tão invasivo e chega até a ter um visual bacana. Acho que a gente pode trabalhar com ele. O que você acha? Em qui, 13 de out de 2022 13:18, Pedro Serrão escreveu: Opa Paulo Obrigado pela rápida resposta! Eu tenho um Interstitial que penso que é o que está falando (por favor desligue o adblock para conseguir ver): https://demopublish.com/interstitial/ https://demopublish.com/mobilepreview/m_interstitial.html Também temos outros formatos disponíveis em: https://overads.com/#adformats Com qual dos formatos pensaria ser possível avançar? Posso pagar o mesmo que ofereci anteriormente seja qual for o formato No aguardo, Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:15: Boa tarde, Pedro Gostei bastante da proposta e estava consultando a designer do site para ver a viabilidade do anúncio e como ele se encaixa dentro do público alvo. Para não ficar algo estranho dentro do design, o que você acha de o anúncio ser uma janela pop up logo que o visitante abrir o site? O servidor onde o site fica oferece uma espécie de tela de boas vindas. A gente pode testar para ver se fica bom. Atenciosamente Paulo Vinicius Em qui, 13 de out de 2022 12:39, Pedro Serrão escreveu: Olá Paulo Tudo bem? Obrigado pela resposta! O meu nome é Pedro Serrão e trabalho na Overads. Trabalhamos com diversas marcas de apostas desportivas por todo o mundo. Neste momento estamos a anunciar no Brasil a Betano e a bet365. O nosso principal formato aparece sempre no topo da página, mas pode ser fechado de imediato pelo usuário. Este é o formato que pretendo colocar nos seus websites (por favor desligue o adblock para conseguir visualizar o anúncio) : https://demopublish.com/pushdown/ Também pode ver aqui uma campanha de um parceiro meu a decorrer. 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Vou conversar com os demais membros do site a respeito e te dou uma resposta com esses detalhes em mãos e conversamos melhor. Atenciosamente Paulo Vinicius (editor do Ficções Humanas) Em qui, 13 de out de 2022 11:50, Pedro Serrão escreveu: Bom dia Tudo bem? O meu nome é Pedro Serrão, trabalho na Overads e estou interessado em anunciar no vosso site. Pago as campanhas em adiantado. Podemos falar um pouco? Aqui ou no zap? 00351 91 684 10 16 Obrigado! -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! 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