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No último volume contendo mais páginas, a nave Sidonia está cercada por naves Mass Union. Com a maior parte das tropas próximas à estrela Lem, somente alguns pilotos restaram. E Tanikaze se junta à frota principal para um épico combate. Mas, Kanata ressurge para complicar as coisas.


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Sinopse:


A nave Sidonia consegue escapar por pouco do ataque dos Gaunas e do cientista Ochiai, que voltou como uma Quimera. Porém, a Segunda Tropa de Ataque sofreu sérios danos causados pela Nave Mass Union, e Tsumugi, envolvida nesse conflito, fica fora de combate. Para piorar, uma tropa de Naves Mass Union avança em direção à Sidonia e à Primeira Tropa de Ataque. Nagate deixa sua nave natal sob a proteção de Kunato, e com o Guardião Modelo 20, Yukimori, ele parte! O momento da batalha final é agora!!






Muitos spoilers!! Esse é um balanço final da série!



Vou me permitir discutir pontos sobre a série como um todo e não vou me preocupar muito com spoilers aqui. Vai ser uma postagem para compartilhar minha experiência com o todo. Recomendo que você acompanhe essa postagem apenas se você leu. Não pretendo dar spoilers gigantes, mas algumas coisas podem sair aqui.





Nesse volume final, vemos a guerra total entre a Sidonia e os gaunas, com o aparecimento súbito do Kanata no meio do combate. Temos duas frentes: na Sidonia, Nagate desperta e a capitã Kobayashi o envia para a linha de frente junto com a nova unidade Tsukikaze. Isso mesmo a Sidonia se vendo cercada por Mass Unions que aparecem subitamente em sua frente. Fica a cargo do Kunato atual (o Norio) deter essa nova ameaça. Já Nagate se encontra com o primeiro esquadrão que está sem saída diante de uma horda infindável de gaunas. No que já era uma situação desesperadora se torna ainda pior quando Ochiai surge na quimera Kanata e parte para absorver as unidades de conversão que são a única esperança de derrotar a Mass Union gigante. Shinatose está junto da unidade de reconhecimento para tentar encontrar o núcleo principal da Mass Union gigante e o tempo parece estar chegando ao fim porque a nave gigante começa a se movimentar.


Antes de falar de alguns temas deste último volume vou repassar a série como um todo. Artisticamente gostei de o quanto o Nihei gosta de algumas ideias bem interessantes. Ele é ótimo para pensar designs de seres biomecânicos. Não tem o menor medo de abandonar uma abordagem mais retilínea por formas mais assimétricas. No esquema de quadrinização ele é bem diferente dos mangakas normais. Ele aposta bastante nas páginas duplas para dar aquele efeito mais dramático nas cenas. Quadros esticados também. Na construção de cenários ele também apresentou alguns designs bem arrojados. Sidonia realmente parecia uma enorme nave-lar para os humanos. Com direito a casas, espaços de trabalho, de lazer, e até caminhos secretos. A própria nave foi um personagem ao longo dos volumes, tanto que o momento mais dramático de toda a série envolveu a destruição da própria nave e a ameaça de seu desaparecimento. O design de personagens era bem sóbrio e tirando aqueles que eram andróides ou quimeras, não tinha nada que fosse absurdo ou bizarro. A série era uma boa ficção científica mais pesada e não negava essa identidade.


No que diz respeito à ação, o autor conseguia entregar ótimas cenas. Sempre ficava atraído por como ele tinha uma boa noção de tridimensionalidade. Desenhar cenas aéreas ou espaciais é algo complexo porque é preciso pensar em três eixos. Se o autor não tiver uma boa noção de espacialidade, todo o trabalho que ele teve de montar uma situação específica deixa de ter efeito para o leitor, pois a movimentação de personagens e objetos deixa de ser verossímil. Agora preciso me queixar de o quanto o estilo no lápis dele me incomodou. Se fosse algo preciso ou belo, como Jiro Taniguchi faz, eu não me incomodaria. Mas o lápis do Nihei parece estranho e fora de compasso. Imagine você ter um lindo design de cenário por desenhar e não dar profundidade a isso. Me soa um desperdício de oportunidade. Mesmo nessa edição, temos um momento bastante dramático com a tripulação do Sidonia ameaçada de destruição iminente e as pessoas correndo para lá e para cá em cenários que parecem apenas mal desenhados. Sei que alguns leitores curtiram esse efeito do autor, mas para mim só pareceu preguiça mesmo.

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O desenvolvimento de personagens também foi um ponto a ser bastante elogiado. É óbvio, por exemplo, acompanhar a jornada do herói feita pelo Nagate. Nesses últimos volumes, o personagem deixou a sua casca de lado tornando-se um personagem bastante confiável. A ponto de ele se tornar um membro do conselho decisório e ter voz ativa. Ele e Tsumugi passaram a ser um diferencial para a tripulação. O mesmo pode ser dito em relação à sua vida amorosa. Mesmo o autor optando por dar ares de dúvida e deixar no ar com quem o Nagate iria ficar, ficou claro nas últimas edições (apesar de eu só entender agora em retrospecto) que o personagem tenderia para a escolha menos provável. Sim, ele optou pela Tsumugi. Em alguns momentos ficamos com a expectativa de que ele e a Shinatose iriam engatar um namoro, mas aquele momento a sós lá no volume 13 selou tudo. O Nagate que chega nesse volume é o capitão de todo um coletivo de guardiões e nas mãos dele está o destino da humanidade. Não é uma situação acidental, mas algo que passou vários volumes fermentando. Posso discutir a motivação final dele contra o Kanata, mas vou deixar para discutir isso mais abaixo.


Se o arco do Nagate foi interessante, para mim a Shinatose foi o ponto alto de Sidonia. Ela tem um arco muito interessante. Ela é uma personagem queer, cuja sexualidade não é bem definida no começo. Tanto que ela se refere a si mesma e os outros a ela com neutralidade. Posso dizer ela numa boa agora, e me desculpem por não usar o elu antes, porque a Shinatose acabou optando por ser feminina. Ela vai se tornando mais feminina e ajusta seu corpo para isso. Passa a usar roupas menos neutras e revela o seu interesse amoroso pelo Nagate. Aliás, ela se declara de fato. A personagem acabou por demorar demais para revelar seus sentimentos, mas isso não foi uma forçação de barra do autor. É mais porque a personagem não tinha certeza sequer sobre si mesma, quem dirá se envolver com outra pessoa. Assim que ela passou a se aceitar, e se descobriu feminina, ela passou a ter mais coragem para assumir o que estava em seu coração. Mas, nem tudo são flores, já que quando você se declara, isso não significa um sim automático. E a Shinatose levou um fora, mas entendeu as coisas numa boa. O que achei legal foi que o autor mostra para os leitores que é possível sim ter uma amizade saudável com um ex-interesse amoroso. E Nagate se preocupa verdadeiramente com a Shinatose. E achei o final dela maravilhoso porque era algo que também estava fermentando no fundo. Quando surge, achei super natural.


Vou usar o arco da Tsumugi para fazer a ponte para a discussão sobre o enredo proposto por Nihei. No meio da série vemos uma quimera surgir a partir da Hoshijiro-gauna. E grave bem isso. A Hoshijiro que foi copiada pelos gaunas dá origem à Benisuzume que é inteiramente gauna e à Tsumugi, pois parte da placenta foi empregada para dar origem a ela. Lembrem-se que tínhamos uma versão bizarra da Hoshijiro nas indústrias Toua. Tsumugi aparece como um experimento bizarro do Ochiai em sua busca pelo novo tipo de ser humano. Na visão dele, e na de Kanata posteriormente, Sidonia precisava ser destruída para que desse origem a uma nova espécie de ser humano, fruto da mescla de gaunas e homens. As quimeras seriam esse caminho. O que ele não contava é que a Tsumugi se tornaria humana demais. O contato que ela teve com Nagate, Shinatose e a Yuhata serviu para fazê-la aprender a conviver com outras pessoas. Ela poderia ter se transformado em um ser muito diferente caso as circunstâncias fossem diferentes. A diferença dela no volume anterior para quando ela nasceu era gigantesca; não à toa Ochiai perde o interesse nela. A Tsumugi desses volumes finais estão preocupada em como ela poderia se tornar alguém que pudesse estar ao lado do Nagate. Tem uma conveniência que acontece no final que me incomodou, mas isso é fruto do caminho escolhido pelo autor para o seu enredo.


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E aí eu encaminho para o ponto do enredo. E o Nihei consegue entregar uma boa história, mas ele faz escolhas seguras demais. Ele inova em muita coisa ao longo das edições com toda a discussão sobre imortalidade, sobre gênero, sobre amor entre pessoas de espécies diferentes. No entanto, esse volume final me decepcionou pelo fato de ele ter preferido apostar em algumas soluções que apenas nos entregaram uma boa história. Não me entendam mal, Sidonia é melhor do que muitos mangás pretensamente scifi que vi por aí. Mas, queria algo épico. Tem um personagem que ele mata e depois ressuscita porque queria algo bonitinho acontecendo que me incomodou bastante. Não havia a necessidade de trazer de volta. Bastava que o personagem caído servisse de inspiração ou trouxesse boas lembranças para quem ele deixou para trás. Por outro lado, ele consegue fechar todas as pontas soltas deixadas para trás e introduz novos elementos para que a gente possa imaginar algum tipo de continuação.


Para mim, o problema maior do enredo não foram as pontas soltas, mas o que não foi dito. Ou a motivação final pelo qual alguns personagens lutaram. Por exemplo, Nihei nunca chegou a contar quem verdadeiramente são os gaunas. Então ficou só naquela de que eram alienígenas que estavam ali impedindo os seres humanos de colonizar outro planeta. É só isso? Teve um momento no volume 12 que parece que os gaunas estavam ganhando formas de se comunicar com os seres humanos e daí veríamos dois lados diferentes da disputa. Achei que fosse isso. Mas, isso nunca mais foi retomado com Nihei se voltando mais para o despertar do Ochiai e o enredo amoroso entre Nagate e Tsumugi. Outro ponto que me desagradou foi o motivo pelo qual Nagate combate o Ochiai no final. Não há nenhuma discussão filosófica ou moral sobre a coisa. Nagate quer matar o Ochiai porque ele é um cavaleiro de Sidonia. Ok, mas o que isso significa exatamente? Que ele é um defensor da nave? Da humanidade? Daqueles que ele ama? Não ficou claro. Me pareceu uma frase de efeito tola apenas.


Sidonia é uma daquelas séries que guardo no coração porque ela se comunica com o fã de ficção científica que vive dentro de mim. É uma história com bons pontos, que consegue trazer algumas inovações de enredo. Nihei não é bobo e esconde várias temáticas marcantes no meio da confusão tecnológica que ele cria. Só de colocar uma sugestão de relacionamento sério entre a Yuhata e a Shinatose, no período em que ele escreveu, já foi bastante corajoso. E a ideia do romance não era ser um fan service gratuito, mas algo sério e com implicações. Algumas decisões de enredo me incomodaram, mas a série cumpriu bem o seu papel, o de divertir o leitor. A arte é bem legal e quem curte robôs gigantes, criaturas bizarras e situações malucas vai ter um prato cheio. Nihei não teme criar algumas das criaturas mais bizarras que já vi nos últimos anos. No mais, recomendo que todos leiam essa série e vão de coração aberto para esses personagens. Vivam a vida em Sidonia junto com eles. Sofram com eles. Se alegrem com eles. E ao final de tudo, fiquem felizes por suas jornadas.


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Ficha Técnica:


Nome: Knights of Sidonia vol. 15

Autor: Tsutomu Nihei

Editora: JBC

Tradutor; Denis Kei Kimura

Número de Páginas: 190

Ano de Publicação: 2018


Outros Volumes:

Vols. 9 e 10

Vols. 11 e 12

Vols. 13 e 14


Link de compra:







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Hora de prestar minhas devidas homenagens e meus agradecimentos a este que foi um dos maiores do mundo naquilo que ele melhor sabia fazer: nos divertir.


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Neste último fim de semana recebemos com pesar a morte de Akira Toriyama, o criador de Dragon Ball, Dr. Slump, Sandland e que trabalhou em design de personagens para games como Blue Dragon e vários Dragon Quest. Foi uma perda sentida pelo mundo todo, como se alguém da família tivesse falecido e nos deixasse órfãos de seu estilo e seu jeito brincalhão. Queria usar essa postagem não para uma biografia do autor até porque vocês encontrarão várias por aí que serão melhores e mais precisas do que se eu estivesse colocando aqui. Meu objetivo hoje é conversar e compartilhar com vocês como essa pessoa, esse mangaká incrível fez parte da minha adolescência e formou parte do meu caráter. Quem quiser, pode deixar um pouco disso na seção de comentários e homenagear Toriyama.


O mestre entrou em minha vida de uma maneira não tão óbvia e é curioso pensar isso em retrospecto. Meu primeiro contato com ele foi através do game Chrono Trigger e eu nem sabia que os personagens eram feitos por ele. Estávamos na febre dos 16bits e o game chega em uma última leva de grandes jogos para o SNES. O jogo transbordava personalidade e os personagens eram muito empáticos. Mesmo o protagonista não tendo falas no jogo, ele era o herói aventureiro em sua essência. Corajoso, destemido e que estava ali por seus companheiros. Merle era a princesa rebelde que queria viver uma aventura e não ficar preso ao castelo. Lucca era a grande inventora, melhor amiga do protagonista. À medida em que a amizade entre estes três se aprofunda uma catástrofe se aproxima do mundo e os joga em uma imensa aventura que atravessa o tempo e o espaço. Trouxe Chrono Trigger para vocês primeiro porque é um game que possui alguns dos temas que serão tão comuns nas histórias de Toriyama: aventura, coragem, amizade e muito humor. É curioso pensar o quanto o jogo é o único da Square Enix que jamais teve um remake ou uma continuação. A gente pode discutir aqui sobre Chrono Cross, mas a verdade é que as conexões são tão sutis que somente com muito esforço dá para conectar um ao outro (mesmo tendo a Lucca). Para aqueles que gostam de jRPGs é um daqueles que a gente se lembra com carinho e guarda no coração. E não é uma história complexa demais, mas é a forma como ela é contada que nos encanta e chama a atenção.


Só que é impossível descolar Toriyama de Dragon Ball, uma franquia que é conhecida mundialmente hoje. Na época em que assisti, era já um anime famoso no Japão, e ele começava a ganhar espaço no Ocidente. Assisti Dragon Ball no SBT, nas manhãs de sábado quando passava aquilo que eu considero como uma das melhores programações de animes até hoje. Passava em sequência Guerreiras Mágicas de Rayearth, Fly, o Pequeno Guerreiro (Dragon Quest) e Dragon Ball. Mas não a fase Z que a galera tanto cultura, mas a primeira fase com o Goku ainda criança. Me recordo que gravava os episódios para assistir depois com os meus amigos (em múltiplos VHS) e nos divertíamos muito. Como não rir daquilo? Goku tinha uma inocência travessa e proporcionou momentos absolutamente bizarros como ele tentando verificar se a Bulma era menina ou não, a caçada por uma moça para acompanhar o mestre Kame ou Chichi se declarando para Goku e ele sendo totalmente sem noção. Ou momentos que são considerados inesquecíveis até hoje como o combate entre Goku e Jackie Chun (mestre Kame disfarçado) no primeiro torneio de artes marciais ou Goku tentando subir a torre do mestre Karin. Ali estava imposto todo um senso de aventura. Era divertido estar junto de Goku e seus amigos e partilhar de novas descobertas e encontrar desafios. O personagem é inspirador não apenas pelo seu enorme poder e sua capacidade de aprender novas técnicas, mas porque ele inspira as pessoas a serem melhores.


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Toriyama deu o template do que viria a se tornar um clichê comum nos mangás: a do adversário se tornando um companheiro fiel. A derrota de um inimigo poderoso não significava mais a sua morte, mas uma segunda chance para redimir seus erros. Foi assim com Piccolo e depois com Vegeta. Para quem não viu a série original antes da fase Z, Piccolo foi um dos inimigos mais terríveis de Goku, chegando a matar o pobre do Kuririn (esse já morreu umas duzentas vezes coitado). No anime, eles tratam a morte do personagem como algo terrível e que deixa o pequeno Goku muito mal a ponto de ele desejar se vingar de seu assassino. O rei dos demônios acaba sendo derrotado, mas deixa um ovo que viria a ser o segundo Piccolo. Mesmo se tornando inimigos no próximo torneio de artes marciais, o terceiro, Piccolo acaba compreendendo de onde vem a força de seu inimigo. Mesmo estando muito ferido, ele consegue derrotá-lo e se recusa a matá-lo, desejando desafiá-lo novamente outro dia. Essa é a ideia por trás desse novo clichê. A de adversários que trabalham juntos para ficarem mais fortes e tentarem superar um ao outro. Claro que quando imaginamos em adversários que se tornam amigos, vamos imaginar imediatamente o orgulhoso príncipe dos Saiyajins, Vegeta. E é o cara que divide a popularidade junto com Goku até hoje. Tem um episódio muito bacana sobre essa noção de conquistar o respeito que acontece durante a luta entre o pequeno Buu e Goku. No episódio, Vegeta reconhece o quanto Goku é incrível e conta (pelo menos em sua consciência já que ele jamais diria isso em voz alta) o quanto seu rival o fez se tornar uma pessoa melhor. Que estar ao lado dele nas lutas é uma honra e um privilégio. E é todo esse processo de rivalidade e amadurecimento que torna as histórias tão bacanas de serem acompanhadas.


Mas, volto ainda ao senso de aventura, já que o protagonista é um personagem inquieto. Gosto de brincar que o Goku é o pai mais irresponsável do universo porque permanece morto para treinar e depois abandona todos para ficar vários anos treinando um novo adversário para ele mesmo. Mas, o legal do personagem é o quanto ele se diverte não importando o tamanho do obstáculo a ser superado. Aliás, quanto mais elevado é o obstáculo, mais satisfação ele sente ao superá-lo. E olhe que Goku já passou por todo tipo de treinamento maluco como carregar leite, subir e descer uma torre do tamanho do Everest, enfrentar seus piores pesadelos em um labirinto sombrio, colocar uma tampa no meio de um fogão colossal. Ele nos ensina a perseverar diante dos desafios da vida. Se desistimos, significa que morremos por dentro. O ser humano é inquieto e é isso o que Toriyama tenta nos passar. Devemos aproveitar a vida ao máximo, sorrindo, correndo, caindo, levantando e seguindo sempre em frente. Afinal, como Toriyama escreve na última página do último volume de Dragon Ball, as aventuras de Goku não terminaram, e sempre existirão outras histórias a serem contadas. Quero acreditar que tem um pouquinho do Goku dentro do meu coração.


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Deixei para falar da parte humorística no final porque este trecho é mais para os fãs mais ardorosos do autor. Até porque o humor de Dr. Slump não é para todos. Para mim, é uma das coisas mais loucas e divertidas que já passou no mundo dos mangás. Arale é a maior troll da face da Terra. E ela faz isso sendo tão ou mais ingênua do que o Goku. São tiradas divertidas, repletas de ironias e piadas que em alguns casos funcionam mais na língua original. Mas adorava as aventuras do cupido, do doutor que é o template para o que viria a ser o Mr. Satan e toda a turminha da vila da Arale. Esse humor descompromissado talvez não funcionasse hoje porque algumas das piadas do Toriyama podem não agradar a todos. Sinto que falta esse humor ingênuo nos dias de hoje, de alguém fazendo piada com cocô ou simplesmente fazendo papel de bobo sendo um super-herói que é a cópia do Superman (o Suppaman). É a criança interior que existe em nós, não importando a idade. Toda vez que penso em como devia ser o Toriyama, relaciono imediatamente a Dr. Slump e penso em uma pessoa engraçada, divertida e sem medo de brincar com as coisas mais bobas. Isso porque o que importa de verdade é sermos autênticos conosco.


Estou terminando esta matéria emocionado, de novo, e me lembrando de todos os momentos em que algum personagem do autor me tirou um sorriso do rosto. E quero poder imaginar que é com essa imagem que ele deseja que nós fiquemos ao se lembrar dele. Toriyama nos deixou com 68 anos de idade e mesmo estando mais velho ainda nos entregava materiais sempre muito legais. Esse ano nos aguarda uma nova encarnação de Dragon Ball com o Goku voltando a ser criança. Ou seja... pura diversão. Ou até quem sabe jogarmos Sandland e conhecermos um universo que ele escreveu de uma forma bem descompromissada e que aprenderemos a conhecer melhor. A verdade é que as aventuras do mestre Toriyama nunca acabaram. Ele passou o bastão para cada um de nós e cabe a nós continuarmos nessa grande aventura chamada vida.




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Uma boa edição com histórias que variam desde a obsessão de uma pesquisadora por seus objetos de estudo até uma história de investigação que se passa em Marte. O destaque vai para a linda história escrita por A. Que que nos coloca diante daqueles momentos da vida dos quais nos arrependemos.


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Contos desta edição:


1 - "A Vastness" de Bo Balder

2 - "Not Now" de Chelsea Muzar

3 - "Fleeing Oslyge" de Sally Gwylan

4 - "Farewell, Doraemon" de A. Que

5 - "Cold Comfort" de Pat Murphy e Paul Doherty

6 - "In Panic Town, on the Backward Moon" de Michael F. Flynn


Resenhas:


1 - "A Vastness"


Autora: Bo Balder Avaliação:

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Gênero: Ficção Científica



A professora Yoshi é uma especialista na vida dos Guardiões, imensas criaturas do espaço que atravessam planetas e galáxias. Não sabemos ao certo como eles vivem e quais as suas habilidades como um todo, apenas que são perigosos e deixam um rastro de destruição para trás. Mas, ela está obcecada em descobrir mais sobre essas criaturas e fará tudo ao seu alcance para obter suas respostas. Agora ela se encontra em uma nave espacial que está no encalço de um destes seres. Quando o Guardião acelera e abre um buraco de minhoca no qual irá atravessar, Yoshi faz uma aposta perigosa mesmo contra a vontade do capitão da nave. O que ela irá descobrir? E ela conseguirá sair viva e ilesa dessa experiência?


A narrativa de Bo Balder é bem direta e consegue entregar as informações que o leitor precisa em uma velocidade impressionante. Aliás, fica essa aula dessa pouca conhecida autora holandesa que consegue aproveitar ao máximo o espaço que ela possui. Às vezes nos perguntamos como contar uma história no espaço de um conto; quanto de informação entregar ao leitor e o quanto desenvolver seus personagens. Aqui ela consegue nos apresentar Yoshi, Elivera, Anna e Wiwing. Dando tridimensionalidade mesmo aos personagens que estão ao fundo. E ela faz isso através de poucas ações e comentários. Wiwing, por exemplo, é o responsável por colocar a mão na massa e pela parte de engenharia e é um dos tripulantes mais jovens e corajosos. Ao mesmo tempo, ele sabe o quanto se atirar no espaço atrás de um Guardião pode ser perigoso para a professora. Balder consegue entregar isso em duas páginas. Sabemos tudo sobre os guardiões em quatro páginas e ainda fica um espaço para mistérios. Nesse sentido, há um belo aproveitamento de espaço, noção de encaixe de palavras e construção de mundo. Pensando a partir da escrita criativa e da composição narrativa, esse é o melhor conto dessa edição. Acabou não recebendo cinco corujas por uma percepção subjetiva da minha parte que não curtiu totalmente a história.


Falando um pouco sobre a protagonista ela é impulsiva, intempestiva. É alguém que vai até o fim do universo para obter suas respostas. Yoshi é mais velha, mas isso só reforçou suas características, não dando tanto um senso de perigo. Mais tarde ela toma a decisão de ser ela a realizar o experimento perigoso e não um dos outros membros da tripulação. Elivera coloca que ela é mais importante como membro da nave por conta de seu conhecimento, mas Yoshi acaba não dando atenção a isso. Resta saber a partir do que conhecemos sobre a personagem se isso foi uma forma de ela evitar que um dos mais novos se machucasse em algo perigoso ou se foi algo que ela queria fazer por ela mesmo e, de certa forma, uma postura egoísta de sua parte. Esse é aquele tipo de história sobre cientistas indo até as últimas consequências.


2 - "Not Now"


Autora: Chelsea Muzar Avaliação:

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Gênero: Ficção Científica



Uma imensa mão robótica destrói o quarto onde vive nossa protagonista, uma jovem adolescente que ainda não conhece muito sobre o mundo. Os robôs são ferramentas que se tornaram parte do cotidiano das pessoas. Só que existem muitos que veem neles possíveis ameaças, causando uma divisão na opinião de todos: aqueles que são pro-ros e aqueles que são contra. A vida da protagonista é jogada de cabeça para baixo com a chegada de jornalistas, podcasters e todo o tipo de curioso que quer saber o que aconteceu exatamente, ouvir uma palavra dos sobreviventes, além de fuçar em suas vidas. Toda a privacidade da família vai por água abaixo e a jovem se sente traída até mesmo por aqueles a quem ela considerava amigos e amigas há poucos dias atrás. Tudo o que ela deseja é um pouco de paz, mas ela irá conseguir?


Que narrativa simples e sensacional ao mesmo tempo! Chelsea nos entrega uma história tão verdadeira, mas tão verdadeira que ela poderia acontecer agora no nosso mundo, se estivéssemos em um contexto semelhante. A temática explora a nossa sociedade e tece críticas pesadas sobre a maneira como bisbilhotamos a vida alheia diante de fatos excepcionais. O quanto a vida de uma pessoa pode ficar exposta de uma hora para outra. E tudo isso visto pela lente de uma jovem que não consegue entender exatamente por que as coisas estão acontecendo. Ela tem uma vaga noção principalmente no que diz respeito à divulgação das notícias e se irrita com a forma como a imprensa está lidando com a situação. Ao mesmo tempo, ela não consegue entender a reação de vizinhos e amigos. A autora consegue entregar todo o desespero e indignação da protagonista ao mesmo tempo em que ela procura ajuda e compreensão de sua família, que nada faz.


Esta é uma história que diz tanto sobre os dias de hoje. E a autora usa uma narrativa em primeira pessoa, tornando a história ainda mais impactante. Em um determinado momento, a protagonista comenta sobre o quanto ela gostava de sua amiga e as brincadeiras e confissões que elas faziam uma para a outra. De repente, sua melhor amiga se transforma em mais uma que busca um clique, um momento efêmero de fama. Apenas para seguir um pensamento de rebanho. Trazer uma narrativa mais intimista torna a indignação mais palpável para o leitor. Ao final da narrativa temos um momento lírico muito singelo.


3 - "Fleeing Oslyge"


Autora: Sally Gwylan Avaliação:

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Gênero: Ficção Científica



Após a invasão de alienígenas, o planeta se tornou um lugar bem perigoso para se viver. Pessoas foram colocadas em um regime de submissão onde os alienígenas controlam suas vidas. Àqueles que resistem, resta fugir dos grandes centros urbanos e campos de prisioneiros. Existem também os humanos traidores que caçam fugitivos em nome de seus mestres. Senne está fugindo de Oslyge, um lugar que a manteve cativa por muito tempo. Ela se submeteu a todo tipo de humilhações e finalmente se uniu a um grupo de mais quatro pessoas que estão saindo de lá em busca de uma força de resistência. Tudo o que Senne deseja é estar o mais longe possível do lugar. Ela não é nenhuma guerrilheira e sequer saber manusear uma arma. Apesar de representar uma luz de esperança, a fuga poderá ser mais difícil do que ela imagina. E o perigo espreita a cada lugar escuro.


A escrita de Sally é bastante claustrofóbica. Tudo é fechado, apesar de eles estarem em lugares abertos. A falta de esperança transborda dos personagens e isso se reflete nos diálogos secos e diretos entre eles. A autora usa uma narrativa em terceira pessoa, próxima dos personagens nos guiando através de uma terrível jornada onde eles precisam avaliar o que representa a liberdade para eles. O ritmo da narrativa é frenético embora a história possua poucos momentos climáticos. É impressionante o quanto ela consegue te prender na história; não por curiosidade, mas por tensão. Tudo inspira medo e ela foi muito habilidosa ao não nos mostrar exatamente quem era o inimigo. E esse não mostrar representa muito o que é a virada narrativa que acontece nos momentos finais da história. A gente fica revoltado e não consegue entender por que aquilo acontece. Mas, ao mesmo tempo, ficamos pensando se não se tratava de uma estratégia de sobrevivência.


É uma história pesada e o fato de Senne ser uma mulher que acaba por se envolver com revolucionários homens é pior ainda. Ela convive com a violência diariamente e precisou lidar com várias situações difíceis. Isso criou na protagonista uma crueza e uma desconfiança que são intrínsecas à sua personalidade. Embora no fundo tudo o que ela realmente deseje seja um lugar seguro para si. Ela não tem laços porque estes foram desfeitos quando os alienígenas chegaram. Uma sociedade repressora retirou todas as relações sociais que ela tinha. A narrativa é uma longa cena de fuga onde o grupo de Senne precisa sobreviver aos obstáculos que lhes são postos.


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4 - "Farewell, Doraemon"


Autor: A. Que Avaliação:

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Gênero: Ficção Científica



O jovem Hu Zhou retorna depois de um fracasso em sua carreira como desenhista de quadrinhos em Beijing. Retorna para sua pequena cidade natal no interior da China e tenta dar um recomeço à sua vida. Ele revive a sua infância enquanto vê tudo e todos que ele conhecia em momentos diferentes de suas vidas. Aquela vida desprovida de preocupações e com problemas tão pequenos ficou para trás. Em sua infância ele se apaixonou pela série do Doraemon, um personagem japonês dos desenhos infantis que vivia mil aventuras ao lado de seus dois amigos humanos. Um boneco mecânico com poderes mágicos capaz de realizar sonhos. Em uma vila pobre, assistir aos VCDs da série na casa de um senhor que possuía um projetor era a diversão da molecada. Com o tempo as crianças vão deixando de lado a série e se interessando por outras coisas, mas este não foi o caso de Hu Zhou. Principalmente quando ele encontra Tang Lu, a filha do bêbado local que é viciado em apostas. Em uma vida tão difícil como a dela, suas alegrias vêm de assistir a série do estranho personagem ao lado de seu único amigo. Uma amizade que floresce como as flores na primavera, mas que por conta de acontecimentos da vida acaba ficando para trás quando Hu Zhou se muda. Outro segredo que a amizade entre Hu Zhou e Tang Lu compartilham é sobre o rio onde as coisas que boiam acima dele, afundam e desaparecem misteriosamente. Agora, crescido, Zhou tenta reatar a amizade com Tang Lu, mas encontrará uma nova realidade à sua espera.


É por essa história que adoro histórias curtas. Estou escrevendo esse texto no começo de março de 2022 (não sei quando será publicado) e já posso afirmar que é uma das minhas histórias curtas favoritas do ano. A beleza, a intensidade, a profundidade. E a premissa criada pelo autor é de uma simplicidade magnífica. A história é até grande para os padrões da revista (provavelmente se encaixa no tamanho de uma novella e não de um conto) e o autor consegue espaço mais que suficiente para fazer o leitor criar vínculos com os seus personagens. O elemento de ficção científica é muito, muito sutil e o leitor vai se perguntar por boa parte da história o que ela está fazendo aqui. Mas, acreditem, o estranho está lá... só aguardem um pouco. Consigo traçar várias semelhanças com o tipo de escrita de Haruki Murakami com a sensibilidade e a complexidade de seus personagens. A escolha de palavras, a forma como o autor nos envolve com os problemas vividos por eles.


Não nos enganemos: Hu Zhou é um personagem fracassado e que tem bastante insegurança em suas escolhas de vida. Isso o coloca no trajeto que ele percorre na narrativa. No momento em que ele precisava ser mais ativo, alguma coisa acontece para que ele decida não agir. Ao perceber os resultados de sua inércia é que ele percebe que deveria fazer algo diferente. Mesmo quando adulto, em uma situação em que ele poderia ajudar Tang Lu, ele não faz e isso tem como consequência uma série de acontecimentos terríveis. A sua jornada do herói é uma de superação, de conseguir realizar o que ele sempre pensou fazer e nunca foi capaz. Sua ação heróica, ou seja, o seu grande vilão a ser derrotado é ele mesmo. Quando ele percebe que precisa agir, precisa sair desta inércia e arriscar um pouco é que a história ganha cores.


A narrativa é belíssima e vão ter alguns momentos em que os leitores irão se emocionar. O elemento que liga os dois personagens, o boneco Doraemon, serve como catalisador para que eles tenham esperança no futuro. É bastante curioso pensar que Tang Lu, por ser a melhor aluna da sala, é a que teria mais possibilidades de crescimento. Mas em uma sociedade injusta não é isso o que acontece, algo que vemos logo de cara. O autor apresenta essa desesperança e melancolia em contraste com os flashbacks do passado que mostra uma vida mais inocente e idílica. Mesmo vivendo em uma vila mais empobrecida e com famílias com poucos recursos, os personagens conseguiam incentivar um ao outro rumo a alguma esperança no futuro. Claro que a vida apronta das suas e uma ação errada levou que o destino dos dois mudasse completamente. E nós vamos acompanhar o que vai acontecer a seguir.


5 - "Cold Comfort"


Autores: Pat Murphy e Paul Doherty Avaliação:

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Gênero: Ficção Científica



Diante de um planeta Terra que se encaminha cada vez mais rumo ao aquecimento global e o degelo na Antártida, um cientista se envolve na criação de uma rede capaz de capturar metano e reutilizar com outras finalidades. Para isso ele precisa do apoio do chefe de uma estação na região, além do apoio de governos espalhados pelo mundo. Quem sabe assim, ele não consiga salvar o planeta e nos levar a um novo mundo? Mas, esta missão pode ser mais difícil do que parece. Principalmente quando o interesse de governos e empresários se coloca no caminho do bem-estar da humanidade.


Essa é mais uma história que surge no esteio das discussões climáticas que vemos tendo nos últimos anos. Ela apresenta algumas ideias bastante interessantes e nem de todo impossíveis de serem realizadas. Percebemos um alto grau de pesquisa científica e de fatos presentes na narrativa. Os autores especularam um pouco em cima do que eles apresentam no texto e é sempre interessante ver aonde a imaginação dos autores de ficção científica conseguem nos levar. É preciso sempre destacar que alguns livros e contos do gênero foram responsáveis por desenvolvimentos tecnológicos em diversos campos científicos. O meu problema com a história é que ela é narrada demais. A escrita dos autores me lembrou um pouco a do Kim Stanley Robinson onde este costuma fazer este trabalho de especulação e projeção e o cerne da história tem a ver com a discussão ética ou geopolítica por trás daquilo. Só que estamos no espaço de uma história curta e Robinson geralmente escreve livros extensos. Quando isso é transportado para menos palavras, temos uma história que nos conta acontecimentos. Não temos exatamente um núcleo de personagens ou sequer o protagonista tem um desenvolvimento agudo. Acontecem algumas mudanças em sua vida, sim, mas elas empalidecem diante da narrativa. Os acontecimentos da narrativa tomam o protagonismo do cientista que está ali como um elemento decorativo apenas. As discussões éticas e científicas são muito boas e gostei de pensar na possibilidade de exploração do metano, mas e o personagem? E isso porque nem estou comentando sobre o ato de terrorismo ambiental que ele provoca no início do conto e que nunca mais é revisitado... Vale a pena pelas discussões, mas no resto, precisa de uma repaginada.


6 - "In Panic Town, on the Backward Moon"


Autor: Michael F. Flynn Avaliação:

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Gênero: Ficção Científica



Os problemas parecem perseguir Mickey. Ele está curtindo alguns momentos de descontração em um bar em Phobos quando ele é contratado para transportar um artefato misterioso para um homem envolvido em negócios inescrupulosos. Só tem um problema: um ladrão roubou o vigarista. E agora todos são suspeitos e o protagonista irá precisar de toda a sua capacidade de ler pessoas para descobrir quem foi o responsável. E isso envolve até mesmo seus três amigos mais próximos: Willy, VJ e Hot Dog. É, os dias não estão fáceis para Mickey.


Uma narrativa bem simples e direta que tem como foco o aspecto investigativo da narrativa. Sendo uma escrita em primeira pessoa, acompanhamos a rotina de Mickey entre Marte e o satélite Phobos. Desde os aspectos comuns até as trambicagens e os esquemas que envolvem todo o tipo de negociação. Sendo um pau-para-toda-obra Mickey pode estar ou não do lado legal das coisas. Nesse momento ele se vê obrigado a ficar ao lado da lei para não acabar ele mesmo sendo implicado em uma situação que pode deixá-lo em maus lençóis. A narrativa nos apresenta o cenário em alta velocidade e isso impede que o leitor consiga imergir no cenário proposto. São várias referências e informações que não acrescentam à trama. Se uma informação não acrescenta, para que ela está lá? Informações sobre Marte e Phobos, sobre o trabalho do protagonista, sobre os rolos que ele se envolve, isso sim é importante. Mas, estas informações se perdem no meio de outras. O mistério em si é legal, mas achei a solução meio estranha. Até reli o trecho em que eles apontam o responsável e não consegui ligar os pontos. É uma boa história que peca em alguns pontos. Para quem curte mistério é uma ótima pedida.










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Ficha Técnica:


Nome: Clarkesworld n. 140

Organizado por Neil Clarke

Editora: Wyrm Publishing

Número de Páginas: 255

Ano de Publicação: 2018


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Conversa aberta. Uma mensagem lida. Pular para o conteúdo Como usar o Gmail com leitores de tela 2 de 18 Fwd: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br Caixa de entrada Ficções Humanas Anexossex., 14 de out. 13:41 (há 5 dias) para mim Traduzir mensagem Desativar para: inglês ---------- Forwarded message --------- De: Pedro Serrão Date: sex, 14 de out de 2022 13:03 Subject: Re: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br To: Ficções Humanas Olá Paulo Tudo bem? Segue em anexo o código do anúncio para colocar no portal. API Link para seguir a campanha: https://api.clevernt.com/0113f75c-4bd9-11ed-a592-cabfa2a5a2de/ Para implementar a publicidade basta seguir os seguintes passos: 1. copie o código que envio em anexo 2. edite o seu footer 3. procure por 4. cole o código antes do último no final da sua page source. 4. Guarde e verifique a publicidade a funcionar :) Se o website for feito em wordpress, estas são as etapas alternativas: 1. Open dashboard 2. Appearence 3. Editor 4. Theme Footer (footer.php) 5. Search for 6. Paste code before 7. save Pode-me avisar assim que estiver online para eu ver se funciona correctamente? Obrigado! Pedro Serrão escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:42: Combinado! Forte abraço! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:41: Tranquilo. Fico no aguardo aqui até porque tenho que repassar para a designer do site poder inserir o que você pediu. Mas, a gente bateu ideias aqui e concordamos. Em qui, 13 de out de 2022 13:38, Pedro Serrão escreveu: Tudo bem! Vou agora pedir o código e aprovação nas marcas. Assim que tiver envio para você com os passos a seguir, ok? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:36: Boa tarde, Pedro Vimos os dois modelos que você mandou e o do cubo parece ser bem legal. Não é tão invasivo e chega até a ter um visual bacana. Acho que a gente pode trabalhar com ele. O que você acha? Em qui, 13 de out de 2022 13:18, Pedro Serrão escreveu: Opa Paulo Obrigado pela rápida resposta! Eu tenho um Interstitial que penso que é o que está falando (por favor desligue o adblock para conseguir ver): https://demopublish.com/interstitial/ https://demopublish.com/mobilepreview/m_interstitial.html Também temos outros formatos disponíveis em: https://overads.com/#adformats Com qual dos formatos pensaria ser possível avançar? Posso pagar o mesmo que ofereci anteriormente seja qual for o formato No aguardo, Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:15: Boa tarde, Pedro Gostei bastante da proposta e estava consultando a designer do site para ver a viabilidade do anúncio e como ele se encaixa dentro do público alvo. Para não ficar algo estranho dentro do design, o que você acha de o anúncio ser uma janela pop up logo que o visitante abrir o site? O servidor onde o site fica oferece uma espécie de tela de boas vindas. A gente pode testar para ver se fica bom. Atenciosamente Paulo Vinicius Em qui, 13 de out de 2022 12:39, Pedro Serrão escreveu: Olá Paulo Tudo bem? Obrigado pela resposta! O meu nome é Pedro Serrão e trabalho na Overads. Trabalhamos com diversas marcas de apostas desportivas por todo o mundo. Neste momento estamos a anunciar no Brasil a Betano e a bet365. O nosso principal formato aparece sempre no topo da página, mas pode ser fechado de imediato pelo usuário. Este é o formato que pretendo colocar nos seus websites (por favor desligue o adblock para conseguir visualizar o anúncio) : https://demopublish.com/pushdown/ Também pode ver aqui uma campanha de um parceiro meu a decorrer. É o anúncio que aparece no topo (desligue o adblock por favor): https://d.arede.info/ CAP 2/20 - o anúncio só é visível 2 vezes por dia/por IP Nesta campanha de teste posso pagar 130$ USD por 100 000 impressões. 1 impressão = 1 vez que o anúncio é visível ao usuário (no entanto, se o adblock estiver activo o usuário não conseguirá ver o anúncio e nesse caso não conta como impressão) Também terá acesso a uma API link para poder seguir as impressões em tempo real. Tráfego da Facebook APP não incluído. O pagamento é feito antecipadamente. Apenas necessito de ver o anúncio a funcionar para pedir o pagamento ao departamento financeiro. Vamos tentar? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 16:28: Boa tarde Tudo bem. Me envie, por favor, qual seria a sua proposta em relação a condições, como o site poderia te ajudar e quais seriam os valores pagos. Vou conversar com os demais membros do site a respeito e te dou uma resposta com esses detalhes em mãos e conversamos melhor. Atenciosamente Paulo Vinicius (editor do Ficções Humanas) Em qui, 13 de out de 2022 11:50, Pedro Serrão escreveu: Bom dia Tudo bem? O meu nome é Pedro Serrão, trabalho na Overads e estou interessado em anunciar no vosso site. Pago as campanhas em adiantado. Podemos falar um pouco? Aqui ou no zap? 00351 91 684 10 16 Obrigado! -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! 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