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Esta matéria fala o quanto é importante abordar o suicídio na ficção, e mais ainda é o cuidado em tocar neste tema.



Aconteceu algumas vezes de eu sair do trabalho e, ao dirigir à caminho de casa, aguardei o sinal verde do único semáforo em funcionamento da cidade. Até aí tudo normal, exceto quando alguns pedestres erguiam uma faixa diante dos carros, e nela tinha a frase “Já pensou em desistir de tudo?”, além de um número de contato. Fora o ícone, todo o cartaz é escrito em vermelho em um fundo branco. Além disso, não havia mais nada. Nada de nome de um responsável ou da instituição que promovia esta iniciativa. E qual era a iniciativa? Nem isso deixava claro, este “desistir de tudo” na pergunta poderia ter significados diferentes para cada pessoa; eu mesmo falhei em compreender. Então perguntei ao meu amigo de trabalho a quem dou carona, e ele respondeu:

― Deve ser para pessoas com vontade de se suicidar.

A resposta fazia sentido, apesar de eu ainda insistir de a mensagem soar dúbia. Poderia ter impresso toda a mensagem na cor amarela, colocar uma fita da mesma cor entrelaçada, símbolo do Setembro Amarelo ― apesar de ter visto o cartaz em julho, ajudaria a passar a mensagem correta. Implico também pela falta de identificação da pessoa ou da instituição. Quem sabe só de mencioná-la já seria o bastante para entender qual tipo de público seria suscetível a esta ajuda, caso fosse alguém reconhecido, além de dar segurança do número de contato corresponder a alguém de boa índole, efeito oposto ao desta mensagem de um autor anônimo.

E o que isso tem a ver com uma matéria sobre suicídio na ficção? Tudo! Acabei de demonstrar um mal exemplo de tratar do assunto para os motoristas da cidade, e já presenciei muitos autores passarem mensagens equivocadas da mesma forma, até quando eles possuem a boa vontade de conscientizar quanto ao suicídio. Segundo José Manoel Bertolote, autor do livro O Suicídio e Sua Prevenção ― a principal referência usada nesta matéria ― há muitas organizações filantrópicas focadas na causa, mas falham nas metodologias. Apesar do interesse em melhorar esta situação ser abundante e até louvável, o desfalque está em conduzir o tema de modo superficial.

“No campo da prevenção do suicídio, há mais entusiasmo do que comprovações cientificamente validadas.”

Dentre as deficiências, está a falta de estabelecer objetivos claros, sendo todos voltados à prevenção sem definir parâmetros ― redução da mortalidade, ou quais tipos de tentativa pretendem impedir, qual o público-alvo e a dimensão geográfica. Pretendo mostrar como os autores podem levar essas mesmas considerações ao escrever histórias focadas ou pelo menos tenham casos de suicídio, e assim evitarem efeitos equivocados.



Longe de proibir, falar de suicídio na ficção é necessário

Quero deixar claro desde o começo quanto a intenção desta matéria. Apesar de recomendar as maneiras adequadas de conduzir o suicídio na narrativa, em nenhuma delas pretendo censurar livros de abordagens diferentes ou inadequadas. O que posso fazer ― aliás já faço ― é criticar obras no intuito de avaliar a transmissão da mensagem através da história. Sendo assim, afirmo o quanto falar de suicídio em histórias contribui para tirar este assunto do tabu, e assim garante outro benefício, conforme explico nos próximos parágrafos.

Ao acompanharmos as notícias sobre a pandemia da COVID-19, percebemos o problema existente da subnotificação da infecção nos indivíduos pela falta da realização do teste em massa. Incapazes de ter o número real de pessoas infectadas, as políticas de saúde pública falham em adotar medidas adequadas para prevenir novos casos ou para distribuir recursos em locais necessários. Na prática destinam os recursos onde ocorrem mais mortes decorrentes da doença. Lembro ainda do Amazonas, onde a demanda do serviço funerário indicou a gravidade da saúde pública quando sofreu colapso. Essas duas situações apenas atestaram a deficiência da prevenção, em vez disso tiveram de tratar emergências que falharam de evitar.

Também há subnotificação nos casos de suicídio, ainda mais ao considerar as tentativas ― quando os indivíduos sobrevivem e mantêm segredo. Há vários motivos para evitarem o registro de ocorrências deste tipo, e isso varia conforme o país, pela legislação negar benefícios a herdeiros de suicidas, ou ainda poder ter várias complicações legais as quais os envolvidos preferem evitar. Também pode haver questões religiosas ou culturais a culparem os familiares de não salvarem o suicida. Os registros oficiais falham em corresponder aos reais, e assim comprometem a destinação de recursos preventivos. Aqui entra a ficção como alternativa, pois ao distribuir histórias conscientizadoras do suicídio, tornará o assunto mais acessível, possibilitando alguém em risco ter contato com o tema através da história a ponto de convencer a buscar ajuda. Este meio de prevenção seria de característica universal, segundo José Manoel explica, por tentar impedir o começo do comportamento suicida mesmo em populações onde há baixo risco ou incidentes subnotificados.

Conduza narrativas exemplares

Depois de apresentar uma justificativa encorajadora a ter mais histórias deste tema, vou apresentar formas positivas de o abordar. A primeira é cuidado ao descrever o método planejado pelo personagem em executar o ato. Muitos suicidas copiam a forma realizada por outras pessoas, ou mesmo quando muita gente repete o método em determinado local, teve até pessoas que imitaram o protagonista do livro Os Sofrimentos do Jovem Werther. Por isso evite detalhar as ações, quais os instrumentos o personagem utilizou e onde obteve. Caso mesmo depois de planejar muito, ainda veja necessidade de descrever como o personagem fez ou tentou o suicídio, pelo menos poupe os detalhes, ou use descrições indiretas. Outra alternativa é, ao tratar do método, abordar também a solução, mesmo quando a tragédia ainda ocorra na história ― falo disso em outra seção da matéria ―, pelo menos ofereça a ideia de sempre haver salvação. O final de uma das histórias contidas no livro Palmeiras Selvagens, de William Faulkner, consiste ―spoiler ― no protagonista trancafiado na prisão e com um meio letal oferecido por quem o colocou lá. A narrativa sob fluxo de consciência reflete os pensamentos do protagonista em relação ao usar este meio ou não, e opta conservar a própria vida quando diz:

“Entre a dor e o nada, escolho a dor.”


Retomo o assunto da seção anterior sobre deixar o assunto mais acessível e digo: quanto mais a prevenção estiver presente na população, não só evitaria o começo de muitos casos, pois ainda reduziria os custos envolvidos no suicídio, seja de tratar o sujeito que tentou e sobreviveu ou foi resgatado em estado grave, ou cuidar das pessoas próximas afetadas pela morte do suicida. Entre os exemplos reais, houve a construção de barreiras na ponte estadunidense de onde muitas pessoas se jogavam, algo também feito em determinado shopping de São Paulo. Os moradores do vilarejo próximo a floresta japonesa famosa por haver muitos suicidas acolhem quem vão lá no intuito de repetir o ato, oferecem a eles um momento de reflexão, uma chance a retornar e seguir a vida ― algo bem retratado no livro Homens Imprudentemente Poéticos, de Valter Hugo Mãe. Como pode ver, são soluções simples, portanto viáveis de executar e eficientes.

Os fatores causais

Evite apresentar motivos específicos do personagem desistir da vida, seja em histórias que o narrador costuma contar a história, ou em uma narrativa que mostra um problema ocorrido ao personagem, e no momento seguinte ele se mata. Os motivos capazes de levar alguém a pensar em suicídio são complexos, arrisco dizer até incertos. Entre as poucas certezas constatadas nas pesquisas científicas está a existência de multicausalidade, ou seja, a ficção já fica inverossímil ao justificar o tormento do personagem em um ou dois problemas.

Os possíveis fatores responsáveis a levar o sujeito a planejar a própria morte são classificados em dois grupos, conforme o tempo de ocorrência em relação à intenção. Os fatores do grupo predisponentes são os presentes há muito tempo ― traço de personalidade, histórico de abuso físico ou moral ou sexual e doenças graves ―, já os fatores precipitantes são recentes ― perdas significativas, expectativa negativa, dor crônica intensa, fracasso marcante, piora irreversível na saúde, fácil acesso aos meios de suicídio. É comum indicar as causas nos fatores precipitantes, até mesmo por serem mais visíveis, entretanto as razões aparentes nem sempre são as determinantes, por já estarem somadas aos fatores predisponentes. Em suma, evite o trabalho de planejar motivos ao personagem optar pelo suicídio, porque são muito difíceis de identificar até pelos profissionais de saúde. Mesmo que o narrador da história seja onisciente, o autor não é, e pode passar mensagens equivocadas sobre o personagem e do suicídio.

Cuidados a considerar quando os personagens tentam salvar alguém do suicídio

Caso decida focar a narrativa em alguém com a intenção de salvar o outro personagem, primeiro receba meus cumprimentos, afinal já começou a estruturar a ficção com a intenção louvável e de grandes chances de pesquisar métodos preventivos a preencher os capítulos, seguindo as dicas anteriores desta matéria. Só me desculpe por ser chato, pois mesmo assim precisamos levar mais fatores em consideração para proporcionar histórias verossímeis e conscientes.

A dica aqui é quando o personagem enfrentar quem está suscetível ao suicídio, começar por meio do diálogo. A conversa jamais pode levar o assunto de imediato, aliás esqueça que escrevi no singular, são conversas a conduzir o assunto de maneira progressiva. Esses diálogos devem incentivar o suicida a falar sobre desconfortos, do porquê ele está infeliz e acha difícil de enfrentar o seu dia-a-dia. Por meio da conversa, permita ao suicida desabafar aos poucos, e só quando ele deixar claro a intenção de tirar a vida, fale sobre isso. Faça o personagem investigar em qual estado o suicida já está. Ele ainda planeja o ato ou já tem os instrumentos consigo para executar? O personagem precisa entender a situação dele antes de prevenir, seja tirar o método escolhido do alcance do suicida, manter o diálogo próximo e/ou convencê-lo a desistir da ideia.



É a metodologia indicada no livro O Suicídio e Sua Prevenção, onde também tem outras dicas conforme a profissão da pessoa, um material de consulta excelente dependendo da capacitação do personagem na história que pretende escrever. Recomendo seguir a narrativa conforme expliquei por dois motivos: usar uma abordagem já comprovada evita de a mensagem da ficção ficar atrelada apenas a uma boa intenção, e também evita ir direto ao assunto contra o personagem suicida pelo risco de tornar a aproximação invasiva. Considere que parte do seu público leitor possa estar na situação deste personagem e pode afetá-lo a ponto de interromper a leitura. Eu adoraria indicar leituras exemplares quanto a conduzir personagens a salvarem outros, no entanto até o momento falhei em encontrar algum além do livro já citado de Valter Hugo Mãe. Até conferi histórias que tentaram, mas como disse antes, boa intenção não é suficiente, esses livros deixaram a desejar. Quem tiver sugestões de livros sobre os personagens agirem conforme as dicas desta seção, agradeceria a indicação.

A verdade que mais machuca

Embora eu fale de salvação e de focar na prevenção, seria impossível ignorar a realidade. Mesmo sob todo este cuidado, há a possibilidade de falharmos e o suicídio acontecer, ou das iniciativas contra o ato deixarem de alcançar quem necessita e acabarmos perdendo outra vida. Em outras palavras, o ficcionista pode retratar personagens tirando a própria vida. E ao retratar esta possibilidade, aconselho manter as abordagens recomendadas até então, mais as expostas a seguir.

Alguém tirar a vida pode ser o ápice da tragédia do personagem que a realizou, já as pessoas próximas a ele começarão a ter problemas decorrentes disso. Classificados de “sobreviventes”, os indivíduos próximos da vítima sofrem impactos e precisam de cuidados específicos quanto a consequências deste trauma. É normal ter sentimento de culpa ou até mesmo pensar em realizar a mesma ação, tanto que a chamada prevenção indicada age sobre essas pessoas durante as semanas posteriores ao do suicídio, indicando tratamentos médicos ou a participar de um grupo de sobreviventes. O autor pode refletir isso na ficção ao cuidar de todo personagem passível de ser sobrevivente sofrer sob diferentes conflitos decorrentes da tragédia. A novela Depois do Azul, de Élaine Turgeon, trata sobre as consequências na vida da família da garota suicida, explorando até situações específicas, como a irmã gêmea sofrer por ela lembrar da outra só de ser vista.

Mesmo assim é preciso ter muito cuidado, o suicídio retratado na ficção jamais pode transmitir a ideia de ser uma alternativa para a solução de problemas. Nada de retratar os sobreviventes como se aprendessem algo depois de alguém ter se matado, ou desencadear outra mudança positiva. De preferência, evite esta tragédia nos pontos de virada no enredo, afinal esses momentos provocam mudanças na narrativa. Da mesma forma que retratar uma personagem feminina fortalecida após sofrer abuso sexual, o suicídio não traz forças a ninguém, pelo contrário.

Outra dica importante é lembrar quanto a maioria dos suicidas agirem sob planejamento, muito difícil alguém tirar a própria vida de forma impulsiva. Atentar a isso ao planejar a história colabora em dois aspectos positivos ao enredo: manter a verossimilhança e demonstrar bom desenvolvimento narrativo. Todo acontecimento presente numa história deve ocorrer a partir de alguma ocorrência numa cena anterior que o premedite, mesmo quando só fizer sentido quando a situação acontece, algo comum de ver nos romances policiais. Por exemplo, considere que o personagem morre de tuberculose na história, o autor precisa descrever alguma tosse vinda dele numa cena anterior, depois apresentar agravamentos dos sintomas conforme os demais capítulos avançam, até chegar no momento da tragédia. O mesmo vale aos suicidas, pesquise por possíveis sinais comuns de deixar, e faça o personagem agir assim no decorrer dos capítulos, retomando o cuidado de evitar citar causas pontuais, elabore maneiras em mostrar o personagem passar por muitas dificuldades.



O bom exemplo a indicar desta vez está no seriado Justiceiro, transmitido pela Netflix. Na primeira temporada há um grupo de apoio dedicado a ex-soldados traumatizados por atuarem em campos de batalha. Entre os presentes no grupo está Lewis Walcott, um jovem retratado ao longo de vários episódios com transtornos. Este personagem por fim tira a própria vida, isso somente depois de a série abordar vários problemas na vida dele, em diversas cenas e diferentes episódios, assim o motivo nunca seria simplista no sentido “ele quis morrer por causa dos traumas da guerra”, é longe disso inclusive porque mostra outros personagens com o mesmo trauma em processo de recuperação, o próprio Frank Castle segue a vida de outra maneira ― nada exemplar, diga-se de passagem, mas faz parte do conflito do personagem e reflete em questões alheias a desta matéria.

Falei sobre vários aspectos da abordagem de elaborar este tema tão sensível nas ficções, e espero demonstrar pelo menos o quanto é necessário considerar esses cuidados. Tome esta matéria como ponto de partida sobre qual maneira pretende abordar o assunto em sua ficção, e então estude a fundo a fim de encontrar a solução narrativa a entregar a mensagem correspondente ao tipo de conscientização planejada. Embora pareça que eu apenas impus restrições nas histórias, esses cuidados podem na verdade ajudar a criar histórias inusitadas, pois eu cansei de ler histórias problemáticas, por outro lado as capazes de tratar do assunto conseguiram me marcar de verdade.


Referências

Sobre a subnotificação da COVID-19 e suas consequências: https://www.semprefamilia.com.br/saude/brasil-pode-ter-ate-15-vezes-mais-casos-de-covid-19-do-que-o-registrado/

Manual a profissionais de comunicação em como abordar o suicídio (útil a ficcionistas também): https://www.cvv.org.br/wp-content/uploads/2017/09/folheto-jornalistas.pdf

Notícia da sobrecarga de caixões em Amazonas como consequência da subnotificação: https://oglobo.globo.com/sociedade/coronavirus/em-colapso-pelo-coronavirus-manaus-enterra-1249-em-duas-semanas-ja-teme-falta-de-caixoes-24388568

Vídeo do canal Nerdologia sobre suicídio: https://www.youtube.com/watch?v=gJBlY3opAVU

Para mais informações ou necessidade de ajuda, contate o CVV: https://www.cvv.org.br/


Ficha Técnica:


Nome: O Suicídio e sua Prevenção

Autor: José Manoel Bertolote

Editora: Unesp

Número de Páginas: 144

Ano de Publicação: 2013


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Sinopse: Desde a Antiguidade, o suicídio é uma questão que intriga aqueles que ficam: o que levaria a tamanho rompimento com o primeiro dos instintos humanos? Este livro estuda o suicídio em profundidade, aproximando-se de suas possíveis causas e sugerindo caminhos para prevenir esse ato extremo.



Obras Comentadas:




Ficha Técnica:


Nome: Palmeiras Selvagens

Autor: William Faulkner

Editora: Cosac & Naify

Tradutor: Newton Goldman

Número de Páginas: 296

Ano de Publicação: 2009


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Sinopse: Lançado em 1939, este romance hoje consagrado como um clássico da moderna literatura norte-americana é uma das criações mais originais de William Faulkner (1897-1962), Prêmio Nobel de Literatura em 1949. O livro entrelaça duas histórias independentes, em capítulos alternados, mas que se iluminam mutuamente. A primeira, que dá título ao volume, conta a paixão tumultuada e impossível de Charlotte e Henry; a segunda, "O velho", narra a luta de um condenado que sai da prisão para salvar as vítimas de uma das maiores enchentes do rio Mississipi. A narrativa é assim definida pelo escritor Milton Hatoum: "Aqui somos enredados pelos jogos de tempos, pela fala às vezes delirante do narrador e das personagens, por situações e diálogos absurdos, por uma poesia áspera". A Cosac Naify publicou, do mesmo autor, O som e a fúria.




Ficha Técnica:


Nome: Depois do Azul

Autora: Élaine Turgeon

Editora: Plataforma 21

Tradutores: Glenda Verônica Donadio e Silvana Vieira da Silva

Número de Páginas: 136

Ano de Publicação: 2017


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Sinopse: Um pai, uma mãe, duas irmãs. Uma família como todas as outras, até que Geneviève tira a própria vida à noite na piscina de sua escola. Sua irmã gêmea, Lou-Anne, tenta então sobreviver ao drama entre uma mãe devastada pela dor, um pai que bem ou mal finge não se abalar e uma avó que se refugia por detrás da raiva. A escrita, as palavras e as letras virão ao socorro desta família em pleno naufrágio. Um romance tocante, como é a vida quando temos quinze anos, com o futuro diante de si e que se decide morrer. Nessa narrativa dramática, dolorosa e necessária, Élaine Turgeon aborda o suicídio e a depressão com justeza e profundidade. Porém, sobretudo, ela nos faz reencontrar personagens intensos lutando com a morte, com a vida, no decorrer de uma história repleta de amor e de esperança.




Ficha Técnica:


Nome: Homens Imprudentemente Poéticos

Autor: Valter Hugo Mãe

Editora: Biblioteca Azul

Número de Páginas: 192

Ano de Publicação: 2016


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Sinopse: Em Homens imprudentemente poéticos, Valter Hugo Mãe apresenta os personagens Itaro, o artesão, e Saburo, o oleiro, vizinhos e inimigos num Japão antigo, onde a morte e a ausência de amor servem de pano de fundo para a linguagem lírica do autor que, com sua linguagem única, tornouse a grande voz da literatura portuguesa contemporânea.




Ficha Técnica:


Nome: O Justiceiro

Direção: Andy Goddard

Elenco: Jon Bernthal, Ben Barnes, Amber Rose Revah

Produtor: Gail Berringer

Editores: William Yeh, Russell Denove e Tirsa Hackshaw

Distribuição: Netflix

Número de Temporadas: 2

Número de Episódios: 26











Sinopse: Em O Justiceiro, o crime não dura quando Frank Castle está por perto. O veterano de guerra é impiedoso na sua guerra contra malfeitores, alimentada pelo ódio gerado quando sua família foi pega no fogo cruzado durante um tiroteio entre mafiosos.




Vícios, visões horripilantes e uma estranha forma de fenômeno físico galvânico moldam a vida de Jamie Morton desde sua infância até a decadência na vida adulta. Quem sabe ele descobrirá alguns segredos no processo.



Sinopse:


Em uma cidadezinha na Nova Inglaterra, mais de meio século atrás, uma sombra recai sobre um menino que brinca com seus soldadinhos de plástico no quintal. Jamie Morton olha para o alto e vê a figura impressionante do novo pastor. O reverendo Charles Jacobs, junto com a bela esposa e o filho, chegam para reacender a fé local. Homens e meninos, mulheres e garotas, todos ficam encantados pela família perfeita e os sermões contagiantes.


Jamie e o reverendo passam a compartilhar um elo ainda mais forte, baseado em uma obsessão secreta. Até que uma desgraça atinge Jacobs e o faz ser banido da cidade.


Décadas depois, Jamie carrega seus próprios demônios. Integrante de uma banda que vive na estrada, ele leva uma vida nômade no mais puro estilo sexo, drogas e rock and roll, fugindo da própria tragédia familiar. Agora, com trinta e poucos anos, viciado em heroína, perdido, desesperado, Jamie reencontra o antigo pastor. O elo que os unia se transforma em um pacto que assustaria até o diabo, com sérias consequências para os dois, e Jamie percebe que “reviver” pode adquirir vários significados.



Revival


Revival já começa com uma prerrogativa grandiosa: uma singela homenagem aos maiores autores do terror clássico, como H. P. Lovecraft, Mary Shelley, Shirley Jackson e outros. Não é difícil comprar a ideia de Stephen King e partir para uma leitura com as maiores expectativas. É engraçado, inclusive, como funciona a minha relação com os títulos do autor. Quando menos espero, é quando ele mais me surpreende. O inverso também se provou verdade, porque Revival foi uma das experiências mais fracas que já tive com o mestre do terror.


“Não está morto o que pode em eterno jazer

Em estranhos éons, mesmo a morte pode morrer.”

H. P. Lovecraft


Revival conta a história de Jamie Morton e o acompanha por toda a sua vida, desde a primeira infância até a velhice, com a narração do próprio. Jamie vem de uma cidadezinha do interior do Maine (típico), um dos cinco filhos de uma família grande e tradicional. Logo no começo, Jamie conhece o Reverendo Jacobs e ali começa uma ligação que se perpetua por toda a história.


Os problemas da narrativa começam justamente nesse ponto. A ideia de uma conexão predestinada com Jacobs, um elo indissolúvel, seria interessante se a vida de Jamie não fosse tão minuciosamente e demoradamente descrita. Mais de sessenta por cento do livro dedica-se exclusivamente a tratar das transições de idade, das reuniões familiares, relacionamentos, carreira etc. de Jamie. O livro é cozido em banho maria e quase nada acontece por páginas a fio. Mesmo com tudo isso servindo para contextualizar e aprofundar o personagem, que, por sinal, é sim cativante, Jamie não convence o suficiente para exigir tanto espaço e tempo do leitor.

Como protagonista do King, conhecido por seus personagens vívidos e super problemáticos, Jamie apresenta uma linearidade muito pouco característica. Não havendo nada de memorável ou muito interessante, resta apenas a simpatia por um mocinho “gente boa”. De outro lado, porém seguindo o mesmo fluxo, o antagonista também não agrega muito, passando batido por outros tantos vilões mais interessantes do autor. É fácil perceber sintomas clichês no personagem. Nada surpreendentes, portanto, os personagens (que costumam ser um grande trunfo do Stephen King) não são ruins, porém estão longe de serem realmente bons.


“Quando alguém fala de riscos aceitáveis, a pergunta que cabe é: ‘Aceitáveis para quem?’”.

A fixação do Reverendo Jacobs pela eletricidade é o que movimenta – razoavelmente – a trama, cheia de experimentos e curas “milagrosas” através de forças misteriosas e mais poderosas que se imagina. É essa eletricidade que permeia e assombra a vida de Jamie, e alguns elementos narrativos utilizados são interessantes, como os efeitos colaterais das curas realizadas. King se aproveita de momentos de marasmo (acho que essa palavra inclusive define o ritmo da leitura) para atacar com trechos sombrios e agoniantes, mas passado o impacto nos vemos de volta à mesma narrativa arrastada.


Apesar de eu detestar fazer isso - vocês vão precisar me perdoar - preciso dizer o quanto o final me decepcionou. Esse foi, inclusive, um dos fatores que mais abaixou a minha avaliação geral. Apesar de tudo ser bem amarrado, até porque estamos falando de um dos maiores contadores de história da atualidade e o talento do King é indiscutível, a impressão que fica é a de um filme B de terror trash.

Gostaria de ter coisas melhores a falar sobre Revival. Eu quis ler esse livro por muito tempo, mas a cada página o desconforto só crescia. Mas está tudo bem, porque nem sempre acertamos na escolha da leitura, e nem sempre o mestre King acerta também. Revival é um livro correto, sem defeitos aparentes além da morosidade, porém profundamente batido e desinteressante. Infelizmente, deixou a desejar.











Ficha técnica:


Nome: Revival

Autor: Stephen King

Editora: Suma

Tradutor: Michel Teixeira

Número de Páginas: 376

Lançamento (no Brasil): 2015


Link de compra:

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Livro cedido em parceira com a editora Cia. das Letras.









Adotando um novo formato devido ao aumento de financiamentos coletivos, esta semana estaremos apresentando apenas os projetos que estejam na categoria Literários ou que sejam recorrentes.


A partir desse mês, a coluna de Financiamentos Coletivos passa a ocupar dois sábados todos os meses. Como a quantidade de cases aumentou, decidimos desmembrar em duas postagens: uma com financiamentos literários e recorrentes e na semana seguinte, só os cases de quadrinhos. Dessa forma as matérias não ficam tão inchadas como estavam ficando.



Financiamentos Recorrentes:


"Clube da Caixa Preta" organizado por Stefano Volp



Link da campanha


O Clube da Caixa Preta é uma iniciativa independente para resgatar e promover e clássicos pretos. São contos, crônicas e noveletas de ficção escritas por gente que precisa ser lembrada para que possamos avançar.


Apoiando o clube, você receberá sua caixa digital mensal. Caso você escolha a recompensa de R$ 8, ela virá com 1 conto digital de uma autora ou autor preto, e se você escolher a de R$ 10, leva o conto digital + ingresso para o Clube Online no Discord + mimos para aprimorar sua experiência digital (textos de apoio, mapas, stories, etc). O apoio master de R$45,00 torna o apoiador um padrinho ou madrinha do projeto, recebendo informações antecipadas e ajudando a definir a pauta do clube.


Nota do editor: Não vou colocar a meta 1 do Clube da Caixa Preta porque ela já foi batida. Vou deixar aqui as metas 2 e 3 (sendo que no dia desta postagem, o clube já se encontra quase batendo a segunda meta).


Para quem está familiarizado com a Sociedade das Relíquias Literárias (da Editora Wish), a ideia é parecida, com ebooks sendo fornecidos aos participantes todos os meses. Já integro a Sociedade há seis meses e o sistema funciona muito bem. Dei meu apoio também para este clube e assim que eu tiver recebido o primeiro ebook, comento mais a respeito.



Financiamentos Literários:


"A Saga de Datahrium" de Graciele Ruiz


Ficha Técnica:


Nome: O Senhor da Luz / A Arqueira do Vento

Autora: Graciele Ruiz

Série: Saga de Datahriun vols. 1 e 2

Editora: Lendari

Gênero: Fantasia

Número de Páginas: não informado

Prazo da Campanha: Campanha Flexível

Data de Entrega: fevereiro de 2021


Link da campanha


Sinopses:


O Senhor da Luz (vol. 1): ATÉ ONDE SUAS ASAS PODEM LEVÁ-LA PARA ALCANÇAR A LUZ?


Lícia está sozinha desde que o avô morreu, deixando uma chave e um pedido. Ela precisa reunir as cinco chaves capazes de abrir uma caixa muito poderosa e trazer de volta o equilíbrio para Datahriun. Somente com as chaves e seus guardiões unidos ela poderá atender o último desejo de seu avô, fazendo o que ninguém havia feito antes.


Só que não será fácil atravessar um mundo repleto de criaturas poderosas, com potencial infinito para o bem e para o mal. Forças maiores do que ela pode imaginar estão interessadas em Lícia, algumas para ajudá-la. Outras, só querem destruí-la.


Batalhas terríveis, amores impossíveis e grandes amizades estão no caminho de Lícia em sua jornada de sonhos e perseverança. O destino de um mundo inteiro está em suas mãos. Tudo depende de seu sucesso em uma saga insana pela recuperação de Datahriun.


Um lugar onde a magia é somente o começo!


A Arqueira dos Ventos (vol. 2): PARA SALVAR SEU MUNDO, VOCÊ ULTRAPASSARIA TODOS OS LIMITES?


A jornada de Lícia por Datahriun continua e ela não está mais sozinha. Ainda bem, pois a Feiticeira de Trayena continuará manipulando e usando os seres de Datahriun para atrapalhar a jovem e seus companheiros. E está cada vez mais perto de conseguir.


Quando finalmente chegam ao clã da água em busca de um guardião, descobrem que não será uma tarefa simples e até os deuses serão invocados para auxiliá-los. Os desafios serão cada vez maiores e um segredo que pode mudar tudo será revelado.


Poderes fantásticos, lutas cruéis e romances inesperados surgem na continuação dessa jornada intensa para a recuperação de um mundo. Novos inimigos e aliados surgem para tornar tudo mais intenso.


O sonho ainda resiste, lute por Datahriun!


Recompensas:


Prints A5 dos personagens

Principais Formas de Apoio:


1 - Somente um livro: R$35,00


- Um exemplar físico de O Senhor da Luz ou de A Arqueira dos Ventos em edição da Lendari com entrega para todo o Brasil via Correios

- Um marcador de páginas

- Frete calculado ao final da compra


2 - Os dois livros: R$75,00


- Um exemplar físico de O Senhor da Luz e de A Arqueira dos Ventos em edição da Lendari com entrega para todo o Brasil via Correios

- Marcadores de páginas

- 3 prints A5 dos personagens

- Frete calculado ao final da compra



"Anansi" de Lucas Benetti e Jefferson Costa


Link da campanha


Prazo da campanha: 15/10

Data de entrega: fevereiro de 2021


Sinopse: Uma história sobre todas as outras histórias: as que você conhece, as que ainda vai conhecer e as que jamais chegarão ao seu ouvido. Essa é a história de uma pequena aranha e sobre como ela se tornou dona de todas as histórias que existem.


Quando Anansi decidiu comprar o baú de histórias de Nyame, o deus do céu, parecia um dia como outro qualquer: o mundo era um lugar sem vida e sem esperança, e as pessoas viviam tristes e com medo.


Sabendo que Nyame guardava todas as histórias que existem – inclusive esta – em um baú dourado ao lado de seu trono, o deus-aranha teceu uma teia em direção ao céu, determinado a pagar o preço que fosse para poder compartilhá-las com todos. Um lugar sem histórias é um lugar muito, muito perigoso, e Anansi sabia disso também.


Ao ouvir a proposta de Anansi, porém, Nyame riu com prazer. Mas vendo que o deus-aranha não desistiria, ele deu seu preço: Anansi deveria trazer Osebo, o leopardo de dentes terríveis; Mmboro, os marimbondos que picam como fogo; e Mmoatia, a fada que nenhum homem jamais viu. E só então conseguiria o baú de histórias.


Recompensas:



Principais Formas de Apoio:


1 - Anansi: R$53,00


- Anansi impresso

- Anansi em PDF

- Marcador de páginas

- Cartão Postal

- Nome nos agradecimentos

- Todos os extras conquistados nas metas estendidas

- Frete já incluso no valor


2 - Quero todos os brindes: R$60,00


- Anansi impresso

- Anansi em PDF

- Marcador de páginas

- Cartão Postal

- Print A5

- Ímã

- Nome nos agradecimentos

- Todos os extras conquistados nas metas estendidas

- Frete já incluso no valor


3 - Anansi e Andurá: R$75,00


- Anansi impresso

- Anansi em PDF

- Marcador de páginas

- Cartão Postal

- Livro Andurá

- Nome nos agradecimentos

- Todos os extras conquistados nas metas estendidas

- Frete já incluso no valor


4 - Todas as histórias do escritor: R$87,00


- Anansi impresso

- Anansi em PDF

- Marcador de páginas

- Cartão Postal

- Livro Andurá

- HQ Gibi Quântico 2

- Nome nos agradecimentos

- Todos os extras conquistados nas metas estendidas

- Frete já incluso no valor



"Biblioteca Lovecraftiana Fundamental" por Bruno Costa


Ficha Técnica:


Nome: Contos Reunidos do Mestre do Nome: Mitologia Lovecraftiana - A Totali-

Horror Cósmico dade pelo horror

Autor: H.P. Lovecraft Autor: Caio Bezarias

Editora: Ex Machina Editora: Sebo Clepsidra

Gênero: Terror Gênero: Não-Ficção

Número de Páginas: 536 Número de Páginas: 200

Prazo da campanha: 18/10

Data de entrega: fevereiro de 2021


Link da campanha


Sinopse: As editoras Ex Machina e Sebo Clepsidra se uniram para convidá-los a conhecer, revisitar ou aprofundar-se na obra do Cavalheiro de Providence. Com um grau de sofisticação e detalhamento que poucas editoras brasileiras procuram alcançar, nossos livros são o resultado de anos de trabalho e mais de 20 profissionais envolvidos na produção dos dois livros, incluindo pesquisadores, organizadores, jornalistas, editores, críticos de cinema, designers, ilustradores, capistas, tradutores, revisores, produtores gráficos e até mesmo um escultor! As reedições do já clássico Contos reunidos do mestre do horror cósmico, com 61 histórias escritas por Lovecraft e um corpus paratextual ciclópico, com mais de uma centena de páginas de material complementar, e do ensaio pioneiro Mitologia lovecraftiana: A totalidade pelo horror, de Caio Bezarias, em versão revista, ampliada e ilustrada, vêm cumprir uma essencial revisitação ao maior e mais influente autor de ficção weird do século XX.


Recompensas:



Principais Formas de Apoio:


1 - Antológica: R$113,00


- Livro físico Contos Reunidos do Mestre do Horror Cósmico

- Marcador de páginas

- Dois postais do bestiário lovecraftiano

- Frete de R$14,00


2 - Antologia + Ecobag: R$130,00


- Livro físico Contos Reunidos do Mestre do Horror Cósmico

- Marcador de páginas

- Dois postais do bestiário lovecraftiano

- Ecobag Miskatonic

- Frete de R$15,00


3 - Mitológica: R$47,00


- Livro físico Mitologia Lovecraftiana

- Marcador de páginas

- Postal "Mitologia Lovecraftiana"

- Frete de R$13,00


4 - Mitológica + Ecobag: R$64,00


- Livro físico Mitologia Lovecraftiana

- Marcador de páginas

- Postal "Mitologia Lovecraftiana"

- Ecobag Miskatonic

- Frete de R$14,00


5 - Carimbo Ex Libris: R$60,00


- Carimbo ex libris com efígie de Cthulhu

- Frete de R$12,00

O carimbo deve ser adquirido à parte e o envio desta recompensa é feito de maneira avulsa, na modalidade PAC, em uma caixa só com a peça. Não é possível enviá-la junto das outras recompensas.


6 - Estrelas Alinhadas: R$176,00


- Livro físico Contos Reunidos do Mestre do Horror Cósmico

- Livro físico Mitologia Lovecraftiana

- Marcador de páginas

- Postal "Mitologia Lovecraftiana"

- Ecobag Miskatonic

- Dois postais do bestiário lovecraftiano

- Frete de R$18,00


7 - Chave e Portal: R$159,00


- Livro físico Contos Reunidos do Mestre do Horror Cósmico

- Livro físico Mitologia Lovecraftiana

- Marcador de páginas

- Postal "Mitologia Lovecraftiana"

- Dois postais do bestiário lovecraftiano

- Frete de R$17,00



"Kwaidan: Histórias e Estudos de Fantasmas" de Lafcadio Hearn


Ficha Técnica:


Nome: Kwaidan - Histórias e Estudos de Fantasmas

Autor: Lafcadio Hearn

Editora: Pyro

Gênero: Terror

Tradutor: Thassio Rodrigues Capranera

Número de Páginas: aproximadamente 200

Prazo da campanha: 11/10

Data de Entrega: dezembro de 2020


Link da campanha


Sinopse: Esse livro reúne contos assombrosos e fantásticos coletados por Lafcadio durante suas viagens pelo Japão, país onde viveu de 1890 até 1904, ano de sua morte.


A palavra “Kwaidan” pode ser traduzida como “História de fantasma”, e resume bem as lendas e histórias coletadas — e algumas traduzidas de livros antigos — por Lafcadio, que revela no prefácio da primeira edição de seu livro — também traduzido para integrar nossa edição — tê-las ouvido e encontrado em diversas fontes.


Kwaidan: histórias e estudos de fantasmas contém 17 contos de fantasmas, assombrações, demônios comedores de gente e espíritos traiçoeiros. Também contém 3 “Estudos sobre insetos”, em que Lafcadio, por meio de histórias fantásticas e poemas, traça a importância desses pequenos seres na cultura japonesa.


Recompensas:



Principais Formas de Apoio:


1 - Kit Yurei: R$65,00


- Livro físico "Kwaidan: Histórias e Estudos de Fantasmas"

- Marcador de páginas (com ilustração exclusiva de Zakuro)

- Nome nos agradecimentos do livro

- Todos os itens das metas estendidas alcançadas

- Frete de R$15,00


2 - Kit Yurei + Poster A3: R$85,00


- Livro físico "Kwaidan: Histórias e Estudos de Fantasmas"

- Marcador de páginas (com ilustração exclusiva de Zakuro)

- Nome nos agradecimentos do livro

- Poster A3

- Todos os itens das metas estendidas alcançadas

- Frete de R$15,00


3 - Kit Yurei + Ecobag: R$95,00


- Livro físico "Kwaidan: Histórias e Estudos de Fantasmas"

- Marcador de páginas (com ilustração exclusiva de Zakuro)

- Nome nos agradecimentos do livro

- Ecobag Kwaidan

- Todos os itens das metas estendidas alcançadas

- Frete de R$20,00


4 - Kit completo: R$110,00


- Livro físico "Kwaidan: Histórias e Estudos de Fantasmas"

- Marcador de páginas (com ilustração exclusiva de Zakuro)

- Nome nos agradecimentos do livro

- Ecobag Kwaidan

- Poster A3

- Todos os itens das metas estendidas alcançadas

- Frete de R$20,00


5 - E-book Poesia Demoníaca: R$15,00


- Envio digital do ebook Poesia Demoníaca, segundo volume da série Horror Clássico.



"Demon Ruchu - O Demônio do Movimento" de Stefan Grabinski


Ficha Técnica:


Nome: Demon Ruchu - O Demônio do Movimento

Autor: Stefan Grabinski

Editora: Laboralivros

Gênero: Terror

Tradutora: Milena Woltovicz Cardoso

Número de Páginas: não informado

Prazo da campanha: 02/11

Data de entrega: abril de 2021


Link da campanha


Sinopse: As histórias de Demon Ruchu estão firmemente enraizadas na realidade das viagens de trem, como o autor as viu no início do século 20, mas – como contado por um narrador potencialmente não confiável – sempre há uma camada adicional de loucura e horror que pode ser psicológico ou verdadeiramente sobrenatural. Não há corvos falantes nem deuses antigos tentados nessas histórias, mas catástrofes ferroviárias causadas por trens fantasmas, ferroviários lunáticos e demônios que só podem existir na mente dos protagonistas. Ele mostra tanto o fascínio da velocidade dos trens quanto o mundo secreto das ferrovias e sinalizadores que os viajantes normalmente não veem, e ao mesmo tempo tece uma crítica ludita.


Recompensas:



Principais Formas de Apoio:


1 - Somente o Livro: R$74,00


- Nome nos Agradecimentos

- Livro físico Demon Ruchu

- Marcador de páginas

- Frete gratuito


2 - Livro + Marcador + Postal: R$76,00


- Nome nos Agradecimentos

- Livro físico Demon Ruchu

- Marcador especial metalizado

- Postal limitado

- Frete gratuito


3 - Livro + Marcador + Postal + Relógio: R$105,00


- Nome nos Agradecimentos

- Livro físico Demon Ruchu

- Marcador especial metalizado

- Postal limitado

- Relógio de bolso importado

- Frete gratuito


4 - Gravura Numerada + Kit completo: R$185,00


- Nome nos Agradecimentos

- Gravura numerada feita pelo gravador Vinicius Buzzatto

- Livro físico Demon Ruchu

- Marcador especial metalizado

- Postal limitado

- Relógio de bolso importado

- Frete gratuito



"Uma Princesa de Marte" de Edgar Rice Burroughs


Ficha Técnica:


Nome: Uma Princesa de Marte

Autor: Edgar Rice Burroughs

Série: Barsoom vol. 1

Editora: Regulus

Gênero: Ficção Científica

Tradutor: não informado

Número de Páginas: não informado

Prazo da campanha: 12/10

Data de entrega: janeiro de 2021


Link da campanha


Sinopse: Depois de ser transportado misteriosamente para o solo marciano, John Carter, um veterano da Guerra Civil, descobre que suas habilidades físicas foram ampliadas significativamente devido a menor pressão atmosférica e gravidade. Além disso, se vê envolvido no meio dos conflitos entre as raças marcianas. Que fará ele?


Recompensas:



Principais Formas de Apoio:


1 - Livro em capa dura + Marcador de Páginas: R$59,00


- Livro Uma Princesa de Marte em capa dura

- Marcador de páginas

- Nome nos agradecimentos do livro

- Frete grátis


2 - Livro em capa dura + Marcador de Páginas + Cartão Postal: R$63,00


- Livro Uma Princesa de Marte em capa dura

- Cartão Postal

- Marcador de páginas

- Nome nos agradecimentos do livro

- Frete grátis










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O Ficções Humanas é um blog literário sobre fantasia e ficção científica.