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O Ficções Humanas é um blog literário sobre fantasia e ficção científica.

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O dragão Grim (em sua forma humana) e o mago Thiers de Pwilrie partem em uma jornada rumo às Ilhas Interiores para investigar misteriosos rumores. Uma jornada que pode levar Grim a descobrir que talvez ele não seja o último dragão de Athelgard.

Este é um conto que se passa no universo de Athelgard, a narrativa de fantasia do qual a série que se inicia em O Castelo das Águias se situa. Ana Lúcia Merege amplia sua construção de mundo nos mostrando se temos ou não dragões em seu mundo. E se temos dragões no mundo, onde eles se encontrariam. Nesse sentido, a autora consegue contar uma história muito boa e divertida. É sempre um enorme prazer ler qualquer coisa da autora, embora este não seja ainda um dos contos que eu mais curti dela (O Jogo do Equilíbrio continua a ser um dos meus favoritos).


Somos apresentados a Grimmagauhr, um dragão vermelho que é mantido protegido pelo povo élfico. Ele conhece o idioma comum por ter sido criado ao lado de humanos e elfos. Na história, ele é chamado porque existem indícios da presença de um dragão negro em uma das Ilhas Interiores de Athelgard. Para investigar o caso, ele é enviado ao lado do mago Thiers de Pwilrie em uma embarcação até lá. Mas, para tal, ele não pode revelar sua identidade aos membros da tripulação mantendo apenas o capitão do navio e o mago como pessoas cientes.


Como sempre, Ana Lúcia Merege tem um ritmo suave e constante de contar histórias. O curioso é que nessa narrativa até temos um momento climático lá no final com uma batalha até bem conduzida pela autora. Destaco isso porque a Ana não é lá muito fã de descrições de combate, mas quando ela faz é sempre dinâmica e coerente. A gente não percebe confusões nas cenas. Os personagens que ela nos apresenta são bem delineados e caracterizados. Alguns deles acabam ganhando bastante destaque como a xamã que eles encontram ao desembarcar na ilha. As tribos locais acabam fazendo parte diretamente do desenvolvimento do enredo.


O tema do conto é o debate entre a natureza e a criação. De um lado temos um ser que teve muito de suas características psicológicas atreladas àqueles que o criaram. Mas, ao mesmo tempo, será que essa criação pode superar a natureza de uma criatura? Grim tem até um pouco de dificuldade de se colocar no papel de uma criatura selvagem. Entretanto, o personagem tem um caráter intempestivo. Em determinados momentos, a sua natureza draconiana supera um pouco de seu bom senso. Um outro problema é ele estar dividido entre sua missão e a proteção de seus semelhantes. O que é mais importante? No final, Grim vai tomar uma decisão que é muito coerente com o seu personagem. Mas, você só vai descobrir ao ler a narrativa. Convido vocês a conhecerem mais este conto da autora. E se você nunca leu nada dela, certamente é um prato cheio e uma ótima maneira de conhecê-la.

Ficha Técnica:


Nome: O Último Dragão de Athelgard

Autora: Ana Lúcia Merege

Editora: Draco

Gênero: Fantasia Número de Páginas: 27

Ano de Publicação: 2017

Avaliação:


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Quando Digory encontra o famoso quarto do tio André junto com sua amiga Polly, mal sabia ele que estava prestes a ver o nascimento do incrível mundo de Nárnia. Mal sabia ele também que ele seria o responsável pela entrada do mal em um mundo que mal acabara de nascer.



Sinopse:


A aventura começa quando Digory e Polly vão parar no gabinete secreto do excêntrico tio André. Ludibriada por ele, Polly toca o anel mágico e desaparece. Digory, aterrorizado, decide partir imediatamente em busca da amiga no Outro Mundo. Lá ele encontra Polly e, juntos, ouvem Aslam cantar sua canção ao criar o mundo encantado de Nárnia, repleto de sol, árvores, flores, relva e animais.





O nascimento de Nárnia


Essa é a primeira vez que eu leio a série. Pronto, comentei o meu pecado. Pelo pouco que eu pude entender da leitura de O Sobrinho do Mago que dizem ser o primeiro a ser lido em ordem cronológica de eventos a série ainda tem muito a entregar nos próximos volumes. Mas, a gente já consegue perceber a magia presente nas páginas. Digory é como o leitor que acaba de entrar na história. A gente duvida da magia até que ela se faz presente bem na nossa frente. A ponto de não podermos mais duvida de sua existência. Como um material para atrair novos leitores, O Sobrinho do Mago é uma leitura muito eficiente. Para os leitores adultos, existem vários pequenos detalhes que podem ser interpretados com mais profundidade.


Digory é um menino que mora junto de seus pais e seu tio André, um homem bastante peculiar. Por muito tempo, seus pais pediram que ele ficasse longe de seu tio por causa de algumas histórias estranhas que chegaram aos ouvidos deles. Mas, a mãe de Digory acaba ficando muito doente, o que deixa o menino muito preocupado. Ele acaba conhecendo Polly, uma garota inteligente e gentil, e eles acabam se tornando amigos. Depois de encontrar um túnel, eles acabam entrando no quarto do tio André. Depois de conversar um pouco com os dois, ele pede um favor aos dois meninos: que eles usassem um anel para ir explorar um outro mundo para ele e depois contasse a ele o que encontraram. Ao não garantir a segurança dos dois, tio André acaba afastando os dois que pensam em sair rapidamente dali. Só que Polly acaba colocando um anel dourado no dedo e desaparece do quarto. Digory percebe que isso foi uma artimanha de seu tio para que eles fizessem o que ele queria. Para resgatar Polly, Digory tem que usar o anel amarelo e levar um anel verde até Polly. Ou seja, eles vão acabar fazendo o que seu tio queria. A dupla chega a um mundo devastado chamado Charn e, sem querer, acabam libertando uma bruxa poderosa. E agora?


A escrita do Lewis é bem simples e direta. É preciso entender que toda a série Nárnia foi pensada para um público infanto-juvenil, apesar de algumas complexidades presentes aqui ou ali. Não confundir uma escrita simples com condescendência; muito pelo contrário. Os diálogos respeitam a inteligência do leitor e os diálogos mantém mistérios aonde precisa ou são diretos quando não há necessidade de reter informação. O livro é bem curtinho e repleto de imagens bem legais que ilustram cenas ou situações vividas pelos personagens. A tradução feita pela Wmf Martins Fontes está muito boa, mantendo o estilo do autor ao mesmo tempo em que torna o texto acessível aos leitores mais jovem. Nossa boa e velha reclamação quanto ao tipo de papel usado e ao valor de capa do livro continua. Esse é o tipo de material que precisa ser barato para trazer mais crianças para o universo da fantasia.


Esse é realmente um livro de origens. Mesmo eu não conhecendo nem um pouco a série, é possível perceber o quanto Lewis está apresentando os personagens e desenvolvendo o enredo. Vemos literalmente o nascimento de Nárnia como um mundo propriamente dito. Acompanhamos o verde nascendo, as árvores crescendo, o vento soprando, a água banhando as terras e os animais se espalhando. O momento em que Arslan realiza a magia da criação da vida é algo quase celestial. Já li vários livros de fantasia e posso dizer que esse capítulo inteiro que se chama "O Nascimento de Nárnia" é único para mim. Nunca li nada com o mesmo impacto que isso teve. Lewis escreve esse capítulo com um grau de gravitas, de divindade, que vemos em poucos lugares. No momento em que estou digitando esse trecho, chega até a arrepiar. E estamos falando de um romance infanto-juvenil. Por conta de sua maneira de enxergar a religião, é possível comparar essa cena realmente ao Gênesis. Lógico que Lewis imbui seus personagens com uma outra aparência, mas Arslan é uma figura divina mesmo. E ele se parece um pouco com o deus do Antigo Testamento, com uma forma de lidar mais afastada com as criaturas que ele criou ou que teve contato. Digory, Polly, André e a bruxa são encarados como seres estranhos àquela realidade. Por essa razão, em alguns momentos a forma como ele trata essas pessoas é mais rude.


Os personagens são bem arquetípicos, mas bem apresentados. O menino curioso, a menina esperta (porém responsável), a bruxa maligna e o tio ambicioso. Não há nenhum problema em apresentar clichês como personagens; é a forma como você os apresenta que muda como o leitor encara seus dilemas. Ao mesmo tempo o personagem precisa evoluir de alguma forma ao longo da narrativa. Seja ganhar mais poderes ou aprender lições necessárias para ele se tornar uma pessoa melhor. E Digory é o personagem que mais se desenvolve em O Sobrinho do Mago até porque a história é focada nele. Ele começa como sendo um menino até grosseiro com a Polly, como na situação do sino em que ela o compara ao seu tio, enxergado como uma pessoa desprezível ao longo da narrativa. Aos poucos ele vai se dando conta daquilo que fez e precisa se redimir por conta de um pequeno erro que provoca.



O livro é repleto de momentos de deslumbramento em que observamos as coisas acontecendo e só conseguimos apreciar. Não é um livro com uma carga muito pesada de descrições e ele consegue manter a atenção desde o começo. A fantasia desponta a todo o momento, seja com um animal falante, uma fruta mágica ou o mero passar de um animal por um prado. Dá para perceber o quanto o mundo que Lewis cria é encantador, porque ao nos colocar no nascimento do mundo, passamos a fazer parte dele.


Eu adorei esse início de jornada pelo mundo de Nárnia. Não é bem o que eu estava esperando e acho que faltou alguma coisa para explodir a minha cabeça. Mesmo assim, eu consigo entender a fascinação pela série, o quanto os personagens são encantadores e a qualidade lendária da escrita de Lewis. Um mundo que foi criado e onde vamos viver inúmeras outras aventuras com outros personagens que surgirão em futuras histórias. Deu para entender que Digory e Polly serviram como grandes apresentadores e que nos levaram em uma viagem por um mundo em ebulição. O que esperar das próximas histórias? Aguardemos os próximos capítulos.











Ficha Técnica:


Nome: O Sobrinho do Mago

Autor: C.S. Lewis

Série: As Crônicas de Nárnia vol. 1

Editora: Wmf Martins Fontes

Tradutor: Paulo Mendes Campos

Número de Páginas: 184

Ano de Publicação: 2014


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Em um mundo devastado pelas Grandes Águas, apenas um espaço que antes era uma reserva indígena restou. Deuses antigos reviveram e poderosos clãs se espalham pela reserva Diné. Maggie Hoskie é uma caçadora de monstros: dedicada a matar criaturas que surgiram após a catástrofe, ela treinou seus poderes de clã por anos com o poderoso guerreiro Neizgháni. Mas, um dia, ele a abandonou sem explicação. E ela agora tenta dar um sentido à sua vida.



Sinopse: Maggie Hoskie é uma caçadora de monstros Dinétah, uma assassina com dons sobrenaturais. Quando uma pequena cidade precisa de ajuda para encontrar uma garota desaparecida, Maggie é sua última e melhor alternativa. Mas, o que Maggie descobre sobre o monstro é algo muito mais aterrador do que qualquer coisa que ela poderia imaginar.


Relutantemente, Maggie pede a ajuda de Kai Arviso, um homem da medicina não convencional e juntos eles irão viajar pela reserva, descobrindo pistas a partir de lendas antigas, trocando favores com trapaceiros e lutando contra magia negra em um mundo de tecnologia deteriorada.


Quando Maggie descobrir a verdade sobre os assassinatos, ela terá que confrontar o seu passado se ela quiser sobreviver.


Sejam bem vindos ao Sexto Mundo.




O ato de sofrer uma traição é algo que fica marcado em nosso ser por muito, muito tempo. Algumas vezes ficamos traumatizados pelo resto da vida. É uma quebra de confiança, algo que dói no mais íntimo do nosso ser. Essa traição não precisa ser necessariamente um adultério: pode ser alguém que passa por cima do seu negócio, um segredo revelado, algo que a pessoa traída não gostaria que fosse conhecida. Inúmeras coisas podem servir como gatilhos para esse sentimento. Maggie Hoskie é alguém que teve sua confiança abalada por aquele a quem ela deu sua confiança e seu coração. E ela vai tentar buscar ao longo da história a capacidade de confiar nas pessoas.


Traições, traições, traições


Quando começamos nossa leitura podemos ver o quanto Maggie é uma mulher completamente bagunçada. Os seus sentimentos estão em conflito e o seu lado irascível é provocado por essa incapacidade de se relacionar com outros seres humanos. O tempo em que ela espera Neizghani retornar é o tempo em que sua ferida supura e infecciona. Com o coração em pedaços ela acaba aceitando uma missão após meses quieta em seu trailer, e acaba por encontrar uma criatura que se alimenta das cordas vocais das pessoas. Mesmo conseguindo concretizar sua missão muito bem, ela acaba precisando tomar uma decisão difícil que afeta ainda mais os seus sentimentos já abalados. Mas, a pergunta que fica é: de onde tal criatura saiu? Mesmo com todo o seu treinamento ao lado do guerreiro lendário, ela nunca viu nada semelhante. Ao buscar ajuda de Tah, um homem da medicina que vive em Tse Bonito. Talvez Tah seja a única pessoa a entender como funcionam os sentimentos conflituosos de Maggie. Ele aconselha nossa teimosa personagem a se unir a seu neto Kai Arviso, um homem que possui um vasto conhecimento sobre cura e magias antigas. Mas, como confiar novamente? E se ela for novamente vítima de uma traição?


A relação entre Maggie e Kai é explorada ao longo de toda a narrativa. Enquanto Kai é uma pessoa mais relaxada e vivendo o momento, Maggie é uma mulher endurecida pela vida. Ambos são estranhos um para o outro e o fato de os dois esconderem segredos acaba complicando seu relacionamento. Maggie possui poderes incríveis de seu clã, mas para utilizar sua habilidade, ela acaba entrando em um modo de fúria assassina que não entende a separação entre amigos e inimigos. Já Kai possui um jeito malandro de usar as palavras e convencê-los de que ele é um aliado. E seus poderes como aprendiz de homem da medicina ajuda Maggie com possíveis curas em momentos complicados. Mas, ainda assim, algo mais mantém os dois à distância. A presença de Ma'ii, o Coyote, torna as coisas ainda mais confusas. O avatar da trapaça possui algum tipo de plano para Maggie. E por ele ser uma criatura caótica nunca sabemos quando ele é um adversário ou quando ele é um aliado. Seus esquemas colocam vidas em risco. Fora que ele tem algum tipo de rixa com Neizghani que Maggie não sabe definir. No meio disso tudo estão as criaturas que Maggie encontrou durante uma de suas missões: quem as criou e quem as está comandando.



Direto e divertido


A escrita de Rebecca Roanhorse é direto ao ponto. Sem enrolações e com capítulos curtos intercalados. A narrativa é feita em primeira pessoa do ponto de vista de Maggie. Logo, ela é uma narradora completamente não confiável por conta de suas interpretações extremas sobre as coisas. Imaginem uma pessoa desconfiada de tudo e de todos te descrevendo o funcionamento de uma cidade? Certamente não será algo positivo. E Rebecca consegue transmitir muito bem a fúria de nossa protagonista. Posso montar duas comparações básica. A primeira é que sua escrita lembra muito a do Jim Butcher na série Dresden Files. Ela não faz um info dumping muito profundo, preferindo entregar informações pouco a pouco. Talvez isto seja até um calcanhar de aquiles na narrativa porque muita coisa fica sem ser dita. Entendo a necessidade de ganchos para futuros livros, mas certas coisas não precisam ser deixadas no ar. É possível entregar algo ao leitor sem prejudicar as surpresas da história. Mas, eu preciso dizer o quanto a leitura é fácil. São duzentas e oitenta páginas que o leitor consegue ler em dois ou três dias se se dedicar o bastante. E o leitor compreende o mundo de forma muito fácil e natural.


Minha segunda comparação é de Maggie com Furiosa, a icônica protagonista de Mad Max: Estrada da Fúria. Uma mulher forte e decidida, mas que carrega muita bagagem. Quem imagina uma personagem devastadora e que passa como um trator por seus inimigos, está enganado. Nossa personagem ainda está em forma de aprendizado sobre como lidar com os seus poderes. Apesar de ser uma guerreira muito eficiente, ela não tem vida fácil na história. Logo entendemos que outro objetivo da narrativa é mostrar a Maggie que ela não consegue nada fazendo as coisas por si só. Ela mesma vai percebendo a necessidade de formar um grupo de aliados. Mas, ao mesmo tempo, esse grupo de aliados vai lhe dar um ponto fraco a partir do momento em que ela precisa abrir o seu coração para deixá-los entrar.


O mundo é muito rico em detalhes e é possível perceber que Rebecca está apenas começando sua jornada nos levando a esse lugar selvagem e repleto de mistérios. Imaginar que a narrativa se passa em apenas três lugares e tem todo um grande mundo a ser explorado é uma imagem ilustrativa de o quanto a construção de mundo feita pela autora tem a nos entregar. Os personagens de apoio ainda podem servir para outras narrativas e é possível perceber que a autora deseja criar bases sólidas para o seu universo. A ideia dos poderes clânicos ainda precisa ser mais explorada, porque para mim não deu para entender seu funcionamento, como o personagem aciona, as limitações. Ou se simplesmente vai ser um elemento mágico funcionando vez ou outra. Tudo isso necessita de explicação.


Trail of Lightning é um excelente romance de estreia, mostra que a autora tem um tino muito bom para narrativas. O fato de ela empregar a cultura indígena americana como mote para sua história dá toda uma apimentada a tudo. Eu gostei da personagem, mas acho que algumas coisas precisavam ser mais explicadas para que a gente possa acompanhar tudo de perto. Quem busca uma ambientação diferente, repleto de ação, dê uma oportunidade a ele.




Ficha Técnica:


Nome: Trail of Lightning

Autora: Rebecca Roanhorse

Série: The Sixth World vol. 1

Editora: Saga Press

Gênero: Ficção Científica/Fantasia

Número de Páginas: 304

Ano de Publicação: 2018


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