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O esconderijo de Askeladd e seus homens é descoberto por Thorkell. É aí que se inicia mais uma fuga desesperada, mas situações improváveis complicam a vida de Thorfinn e do príncipe Knut.


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Sinopse:


Tramando uma estratégia contra os dinamarqueses, Askeladd sequestra o príncipe Knut e foge da perseguição do bando de Thorkell. No entanto, em sua própria tropa começam a surgir dúvidas a respeito de suas intenções e de sua capacidade. Enquanto isso, Thorfinn continua a sua luta decisiva contra Thorkell, que decide contar para o jovem um pouco mais sobre seu pai.






SPOILERS DE VOLUMES ANTERIORES!!!!





Muitas reviravoltas acontecem neste volume e o que começa como um momento mais simples e tranquilo se torna rapidamente uma confusão. Knut, Ragnar e Thorfinn dividem momentos calmos onde Knut revela um pouco de como foi sua infância na corte do rei Sweyn. Com um coração mais pacífico e menos voltado para as guerras, Knut nunca foi o preferido do pai, embora fosse o primogênito. Enquanto isso Askeladd precisa lidar com dissensões dentro de suas tropas. Diante de tantos planos fracassados, todos no bando parecem querer questionar a sorte de seu líder. E isso leva a uma situação bastante volátil dentro do bando com traições podendo acontecer a qualquer segundo. Em Gloucester, Thorkell parece ter encontrado o rastro de Askeladd e segue em uma audaciosa marcha para uma batalha noturna a fim de pegar todos de surpresa. A sede de batalhas de Thorkell não tem limites e todos sentirão isso na pele e na ponta de seu machado. Um volume onde saberemos mais sobre o passado de Thors e do próprio Askeladd.


Artisticamente, os dois volumes que compõem essa edição deluxe são bastante interessantes. No começo não estava vendo nada demais até porque os primeiros capítulos são bastante calmos em relação ao que se desenrola a seguir, mas algo me chamou a atenção. Yukimura usou muitos quadros focados nos rostos e expressões dos personagens. Vários quadros bastante parecidos, mas trabalhando suas emoções. O que me pareceu foi que o autor usou esse espaço para testar maneiras diferentes de representar expressões e montar uma base para poder usar em cenas maiores. Isso permite a nós, como leitores, apreciarmos mais os traços angulosos do autor que lentamente começa a criar um estilo próprio se afastando do modelo base do traço de mangás. Por exemplo, a coruja é um animal que aparece bastante nas páginas da primeira metade do volume. Existe um elemento simbólico nisso vinculado à morte, mas percebam também como o rosto da coruja se assemelha ao de Askeladd. O olhar observador, as pupilas abaixadas, a cabeça pendendo para o lado. Já de outro lado, Knut vai perdendo aos poucos as expressões inocentes diante do que acontece ao seu redor. Então seu rosto parece mais angustiado. E ainda temos Thorfinn que quando sai do controle parece uma besta insana. E isso é representado através de traços dinâmicos e velozes. Gostei bastante desse exercício artístico do autor. Isso vai ser útil mais adiante.


Já mais adiante temos um foco em escaramuças e pequenas batalhas. Gostei demais de como o Yukimura nos mostra o quanto a guerra pode ser suja e cruel. As sequências de combate são alucinantes com Askeladd cercado por seu exército e o de Thorkell e mais tarde a chegada de Thorfinn. A luta entre Thorkell e Thorfinn é também um espetáculo à parte com uma coreografia bem feita. Fico preocupado quando eles colocam as habilidades dos personagens como sobre-humanas como os feitos bizarros do Thorkell, mas enfim, espero que isso diminua um pouco. Prefiro que Vinland Saga seja mais seinen do que shounen. Quando o mangá se coloca com mais seriedade, onde os combates parecem saídos de um livro do Cornwell é quando o mangá brilha mais. Outro momento empolgante é quando o Bjorn se torna um berserker e sai destruindo tudo ao seu redor. Yukimura não poupou nem um pouco na cena com sangue e vísceras espalhadas por toda a parte.


Na primeira metade, o protagonista é Askeladd. Mesmo com toda a sua tranquilidade e esperteza, uma hora os planos iam começar a dar errado. Esse é um volume onde isso é colocado à prova e percebemos o quanto ele sabe ler as pessoas (e não é porque ele diz isso). Em volumes anteriores isso ficava bastante claro quando achávamos que ele estava tomando decisões intuitivas. Nada disso. Ele é um indivíduo que apenas vem tendo azar em algumas escolhas que fez nas últimas oportunidades. E como vimos nos duelos com Thorfinn, ele é realmente forte. Tem uma cena em que ele está cercado onde conhecemos um pouco de sua verdadeira força. Lembrando que os povos nórdicos são bastante supersticiosos, encarando fortuna e maldição como instrumentos dos deuses. Quando os planos de Askeladd dão errado, a primeira coisa que os homens pensam é que Odin teria abandonado seu líder e que a escolha correta seria passar para o outro lado. É uma interpretação possível além daquela de morrer em batalha para entrar nos campos do Valhalla. Isso é bastante subjetivo e acompanhamos os dois lados da moeda nessa edição.

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Outro ponto de destaque tem a ver com o próprio ódio dos ingleses pelos nórdicos. Na visão dos anglo-saxões, eles seriam bestas selvagens que só chegaram na costa das ilhas britânicas para guerrear, roubar e estuprar. Anglos e saxões já haviam estabelecido os seus domínios e estavam em guerra uns contra os outros. Aliás, para quem ficou interessado nessa guerra entre esses dois povos, sugiro lerem a trilogia escrita por Bernard Cornwell que começa com O Rei do Inverno que conta as lendas arturianas a partir de uma perspectiva realista. Seria até uma espécie de prequel antes da chegada dos dinamarqueses. Explica até como o cristianismo conseguiu ganhar tanto espaço como Askeladd demonstra com surpresa quando chega na Mércia. Mas, voltando a esse ódio latente, Askeladd questiona essa visão estreita dos anglos. E isso demonstra a visão de alguém que conhece a história de seu povo. Os dinamarqueses seriam um ramo secundário do povo celta que ocupou as ilhas britânicas durante boa parte da Antiguidade. Eles teriam sido expulsos pelos saxões durante as invasões germânicas ocorridas no decorrer da queda do Império Romano. Portanto, Askeladd questiona a visão dos seus inimigos de que eles seriam os verdadeiros donos das ilhas. Quanto a serem selvagens, guerras não nasceram para ser belas e majestosas. É sujeira, sangue e suor por toda a parte.


Algo com o qual o príncipe Knut vai precisar lidar. Porque não há espaço nessa conjuntura para alguém que deseja paz. Saques, guerras e invasões podem acontecer em um piscar de olhos e apesar do respeito pela vida ser importante, é preciso um coração duro para e tornar um líder de homens. Knut é tudo aquilo o que Thorfinn não é. E somente uma grande perda vai conseguir fazer o príncipe mudar sua postura. Essa edição vai nos mostrar justamente isso com o personagem sendo colocado em uma situação extrema. Em um primeiro momento, ele está pronto para aceitar o seu destino e simplesmente morrer. Mas, será essa a melhor solução? O fato de Knut ter sido criado como um filho de agricultor pode dar a ele uma perspectiva única de estar no poder, compreendendo melhor os dilemas daqueles a quem governa. Askeladd diz que mantém Knut cativo e não morto porque ele pensa poder criar um líder à altura; alguém que ele respeite e possa seguir. Vemos alguns flashes disso na postura de Knut, mas só saberemos se as ambições de Askeladd vão funcionar mais adiante. Lembrando também que Sweyn tem uma preferência maior por Harald, seu filho mais novo e mais propenso a ser um jarl.

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Tem também uma discussão meio estranha sobre o amor que não sei se ficou clara exatamente para mim. Além do que a mudança de personalidade no Knut é brusca demais. Entendo o choque da perda de uma pessoa querida, mas é brutal demais. Normalmente, temos o momento do luto que guardamos e depois da etapa de superação e do seguir em frente podemos ter uma mudança em nossos caminhos ou nossa personalidade. Mas, não é algo que acontece em um piscar de olhos. Para mim isso foi um baita de um deus ex machina para poder avançar a narrativa e encontrar um novo objetivo. Achei necessária a mudança no Knut, mas não da forma como foi feita. E essa ideia do amor pela natureza enquanto que o homem seria um fruto da guerra, da inveja e da discriminação não bateu comigo. O debate também foi forçado e não desenvolvido. Para alguém tão temente ao amor como o Knut cair em uma fala tão bizarra como aquela do padre me pareceu fora de contexto. Essa foi a única parte deste volume que me pareceu estranha e é um ponto central para as futuras histórias.


Thorkell também nos conta sobre a sua proximidade com Thors. Vemos um pouco da brilhante vida do troll à frente do exército Jomsviking. Mais do que isso, Thorkell conta o momento em que Thors decide abandonar a vida de guerreiro para se dedicar à sua família. As motivações por trás disso e o momento em que ele é dado como morto em definitivo pelo exército onde ele era um dos principais comandantes. Mais do que a mudança em Knut, aqui parece ser algo muito mais orgânico e que pode revelar uma série de outros mistérios da narrativa. Daí o autor volta à bizarrice do Knut e não satisfeito com isso, relaciona Thor ao Knut. Minha reação de confusão no momento da leitura foi instantânea. Existem algumas sutis similaridades entre os objetivos de ambos (um no passado e outro no presente), mas são tão sutis que não faz sentido comparar. Thors amava sua família e queria uma vida nova para Helga e para a pequena Ylva. O que Knut quer é ser amado por seus súditos, um amor do qual ele nunca recebeu do pai. Por essa razão ele deseja uma nova Dinamarca para todos. São amores muito distintos um do outro.


Um bom terceiro volume, mas algumas decisões de roteiro são bastante questionáveis. O Knut é um bom personagem, mas ele precisa amadurecer ao seu tempo e não se transformar em um jarl super-sensacional e sobre-humano em um estalar de dedos. Por mais que um indivíduo tenha uma postura real ou um olhar que demonstra as suas convicções, homens não se dobram dessa forma. Ainda mais guerreiros viciados em combates mortais como é o exército de Thorkell. Por outro lado, Askeladd revelou ter muito mais pano de fundo do que esperávamos e nos trouxe de volta o velho sonho de Avalon. Os desenhos do Yukimura continuam se aprimorando e atingiram outro patamar neste volume. Resta saber os próximos capítulos desta saga.


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Ficha Técnica:


Nome: Vinland Saga Deluxe vol. 3

Autor: Makoto Yukimura

Editora: Panini Comics

Tradutora: Lidia Ivasa

Número de Páginas: 440

Ano de Publicação: 2020


Outros Volumes:

Vol. 2

Vol. 4


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Uma estranha trama envolvendo um rapper com ares de grandeza, uma roteirista em busca do estrelato, um menino com medo de perder sua mãe que passa por uma depressão e deuses antigos lovecraftianos. Se preparem para entrar em um mundo que vai explodir a sua mente.


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Sinopse:


Los Angeles foi Atlântida um dia, e está prestes a se tornar uma cidade inundada novamente. As pessoas que podem ser capaz de impedir isso de acontecer são um bando bem instável - um rapper ridiculamente rico chamado W-2, uma roteirista enfurecida que se tornou uma ladra de carros chamada Sonia, um misterioso astronauta que está voltando para a Terra vindo de Marte e um estranho completamente maluco com uma história bem diferente a ser contada. Contra eles: cultistas insanos, operadores da NSA agindo na ilegalidade e algo maior e mais terrível surgindo no Oceano, além do próprio tempo. Sem pressão!






Sabe quando você tem um bando de ideias completamente desconexas, porém divertidas e depois de uma noitada com os amigos decide colocar tudo dentro de um caldeirão e mexer até virar alguma coisa? É mais ou menos isso que é Change. Me lembro de que quando estava lendo o primeiro capítulo as minhas primeiras impressões foram estranheza e vontade de abandonar a HQ. Mas, decidi ficar para ver no que ia dar já que era uma história pequena e fechada. A maluquice só vai aumentando mais e mais até que no final você fica se questionando se bebeu demais ou se não entendeu nada do que leu antes e não tem a menor vontade de reler. E o pior de tudo: a arte é até legal e entrega alguns conceitos bons, mas caramba... Vou tentar fazer uma resenha e explicar mais ou menos do que se trata a história e tenho certeza que não vou conseguir nem a 10% de fazer sentido. Spoiler: não foi uma boa experiência.


Tudo começa quando W-2, um rapper que teve uma ideia genial para um roteiro de cinema, envia suas ideias para Sonia, uma roteirista que está tentando ganhar seu espaço no difícil mundo de Hollywood. W-2 imaginou uma história envolvendo uma mulher grávida que nunca teve relações sexuais e um monstro nascido dos piores horrores da humanidade. Só que Sonia acaba criando um roteiro "criativo" demais para os padrões de W-2. Isso faz com que ele tenha um xilique em pleno escritório e demita Sonia que, para se vingar, rouba o carrão favorito dele. Isso provoca toda uma sequência de eventos incontroláveis envolvendo um culto ligado aos Velhos Deuses, um astronauta retornando do espaço e que possui muitas questões a serem resolvidas, e um garoto que teme perder sua mãe que se encontra em uma profunda depressão. Alianças improváveis nascerão e o próprio destino da humanidade vai estar nas mãos de Sonia e de W-2. Ou seja: estamos ferrados.


Para combinar com essa atmosfera de terror bizarro, Morgan Jeske empregou uma arte bastante irregular e incomum ao longo da HQ. O resultado final me fez pensar em HQs underground onde os artistas realizam diversas experimentações com quadros, requadros e design. Aqueles que gostam de entender como o autor usa os quadros ou se existe um padrão nisso, podem esquecer. Jeske nem sempre vai pelo mesmo caminho. Nas primeiras edições ele chega até a usar miniquadros focados em expressões faciais dos personagem seja um close nos olhos, na boca, no perfil do rosto. O que percebo é que o artista entende os quadros realmente como janelas para a observação dos personagens. O leitor é convidado para dar uma olhadinha no que está acontecendo. Mais para o final, quando a história toma proporções mais "cósmicas", ele passa a empregar quadros maiores ou até sequências de quadros lado a lado em que uma cena ou um conceito é construído. Um bom exemplo disso é no capítulo 5 quando Jeske dispõe 4 quadros lado a lado com o formato de números simbolizando uma contagem regressiva. O design de personagens puxa mais para o sujo e o cinza e, para quem gostou de Projeto Manhattan (do Jonathan Hickman e do Nick Pitarra) a arte é bem parecida com a do Pitarra, mas menos vinculada às cores como o autor faz ali. A colorização de Sloane Leong vai se concentrar mais no emprego de verde e cinza, o que geralmente é uma escolha estranha, mas em se considerando o que acontece na HQ é até lógico. Falo dessas duas cores, mas tem uns momentos nojentos que se passam dentro da massa encefálica rósea de um personagem. O visual é chocante e as cores ajudam a dar mais vivacidade à cena.


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O que posso falar do roteiro? Bom, o que dá para perceber é que toda a história dos cultistas e da conspiração envolvendo a NSA é mais um simbolismo para uma narrativa sobre três pessoas com seus problemas e suas vidas abaladas por uma situação-limite. Vou comentar mais abaixo sobre esses personagens, mas sob um aspecto geral o roteiro é bastante confuso. Se o leitor não tiver um mínimo de atenção, os detalhes vão lhe escapar e perder o fio da meada é bem simples. Me incomoda que o roteiro é bastante desatento e meio cortado em partes. Na hora de fazer o processo de edição alguns trechos sensíveis devem ter sido cortados do produto final, mas como se trata de um texto denso e que apela para o aspecto figurativo, qualquer corte acaba produzindo uma quebra na compreensão do todo. O resultado é algo que parece incoerente (e provavelmente é mesmo), mas que transborda ambição e ousadia. Sabe quando você tem uma história completamente insana e inacabada, mas dá aquele ar de que tudo é friamente calculado? É isso. Até tem algumas boas reflexões, mas as coisas se perdem em algo que inventa demais e entrega de menos. Na minha visão, se o roteiro fosse mais contido e intimista e contasse histórias reais, de pessoas reais com problemas reais, sem apelar para o terror lovecraftiano nonsense, Change seria mil vezes melhor.


W-2 é um rapper que ambiciona construir o seu legado. E para isso ele não quer apenas continuar na música e ganhar rios de dinheiro. Ele quer produzir mais. Quer mostrar que sua mente é criativa o suficiente para explorar outros veículos de comunicação. Para isso ele cria a sua história de terror insana com aquilo que ele visualiza colocar através de filme e música. Mas, não dá certo. O rapper se depara com a realidade de que não tem metade da criatividade que imaginava ter. Rhuibarb, sua companheira, vive brigando com ele e ele está ficando triste e cansado com isso. Depois que ela disse a ele que está esperando um filho, sua relação com ela mudou do vinho para o vinagre. W-2 não sabe se fica feliz pela chegada de um filho ou com ciúmes de ter perdido a mulher que ele conheceu, que curtia sua música e sua vida. Depois de despedir Sonia, Rhuibarb e W-2 começam a ser perseguidos por um estranho culto que alega estarem a mando dos Deuses Antigos. Para o nosso personagem, tudo não passa de uma pegadinha de algum dos seus amigos idiotas. Só que as coisas começam a ficar cada vez mais sérias. E a questão que fica é: o que W-2 realmente deseja? Essa postura de estar acima dos outros vai precisar ser deixada de lado para que ele assuma suas responsabilidades. Principalmente se ele deseja manter Rhuibarb ao seu lado por muito tempo. Quanto aos cultistas? Bem... ele precisa descobrir quem diabos são esses caras.


Já Sonia tem um colapso nervoso total depois de ser demitida por um rapper idiota metido a roteirista de cinema. Ela não consegue acreditar na audácia do sujeitinho. Misógino e babaca, W-2 coloca todo o trabalho e esforço de Sonia no ralo por um xilique. Ela explode no telefone com a pessoa que a indicou a ele e decide fazer uma maluquice: roubar o carro favorito do rapper e sair dando a louca na cidade. Sonia parece finalmente ficar em paz consigo mesma, embora saiba que sua carreira de roteirista foi para o ralo e vai se abrigar na casa de alguns conhecidos que ela julga serem seus amigos. Lá no fundo ela sabe que está sozinha em LA e nada poderá ajudá-la quando a desgraça vier. É então que ela vem, mas não na forma como ela esperava. Um grupo de agentes da NSA em uma missão que tem toda a cara de ser ilegal começa a matar todas as pessoas que estavam na casa. E parecem realmente estarem atrás dela, especificamente. Sem entender o motivo, ela se esconde na banheira e aguarda pelo pior. Para poder fugir dessa, ela vai precisar buscar abrigo no lugar mais improvável possível: junto de W-2.


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Também temos a história de um jovem garoto e sua mãe que precisam lidar com a difícil realidade de suas vidas. Um cotidiano sem graça cujos obstáculos parecem ser intransponíveis. A mãe está lutando para continuar sã, mas a vida é mais do que a luta e a resiliência. E esta parece estar chegando ao fim. A mãe está decidida a tirar sua própria vida e seu filho tenta a todo custo demovê-la dessa ideia. O que veremos a seguir é o menino fazendo todo o possível, mas falhando miseravelmente no processo. O que isso o tornará no futuro? Aliás, parece que há algum problema ou doença com ele, algo que faz sua mãe chorar e se desesperar e levar a tomar tamanha atitude. Anos depois veremos o mesmo rapaz refletindo sobre o que aconteceu no passado e pensando se a culpa daquilo tudo não seria do próprio mundo ou do universo que permitiu que algo assim se sucedesse. Sua mente se divide entre um coração puro e uma pessoa revoltada com o rumo de sua vida. E isso, no momento adequado, pode ser a diferença entre a condenação ou a salvação do mundo.


O que eu fiz nessa resenha foi espremer ao máximo o limão que é essa HQ. Tirar leite de pedra. Sinceramente não recomendo essa história, a menos que você seja um fã do autor ou do artista. É algo que nem vou encostar mais e vai para algum outro leitor que talvez tenha mais afinidade do que eu. Coerência é um assunto sério e por mais ambicioso que um roteiro almeje ser, ele precisa ser compreensível. Caso contrário estarei escrevendo para o meu grupo seleto de amigos e não para leitores em geral. O roteiro é fraco, a escrita é incoerente embora a arte seja até muito boa. O desequilíbrio no cômputo geral é evidente.


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Ficha Técnica:


Nome: Change

Autor: Ales Kot

Artista: Morgan Jeske

Colorista: Sloane Leong

Letrista: Ed Brisson

Editora: Image Comics

Número de Páginas: 128

Ano de Publicação: 2013


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Esta é uma postagem especial falando a respeito de uma importante campanha que se iniciou no Catarse: Príncipe Partido, parte final da duologia Senhores de Sombra e Prata. Confiram mais informações na nossa postagem!


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Esta é uma postagem especial, fruto de uma parceria que firmamos com a editora Corvus, que vem se destacado com ótimos trabalhos no Catarse. É uma editora que vem buscado o seu espaço, seja publicando boa literatura nacional ou resgatando clássicos internacionais. Mas, como vocês, que nos acompanham, sabem o quanto prefiro apoiar literatura nacional, trago para vocês a campanha de financiamento do livro final da duologia Senhores de Sombra e Prata, escrita por Arthur Malvavisco. Não conheço ainda a obra, mas o feedback que tive a respeito de pessoas que leram A Lebre da Madrugada, o primeiro volume da duologia, é bastante positivo. O livro se insere no gênero de alta fantasia, com aquelas pontadinhas de literatura mais sombria. Além disso, o livro se destaca por tratar muito bem o tema da representatividade, com personagens LGBT que estão presentes na história de maneira natural, sem ser aquela participação forçada. Sinceramente, é um material que já me despertava atenção quando A Lebre da Madrugada saiu, mas não tive a oportunidade de apoiar. Fica o meu convite e deixo os dados técnicos, as recompensas e como vocês podem apoiar.


"O Príncipe Partido + A Lebre da Madrugada" de Arthur Malvavisco


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Ficha Técnica:


Nome: A Lebre da madrugada Nome: O Príncipe Partido

Autor: Arthur Malvavisco Autor: Arthur Malvavisco

Série: Senhores de Sombra e Prata vol. 1 Série: Senhores de Sombra e Prata vol. 2

Editora: Corvus Editora: Corvus

Gênero: Dark fantasy Gênero: Dark fantasy

Número de Páginas: 310 Número de Páginas: aproximadamente 450

Prazo da campanha: 26/05

Data de entrega: agosto de 2023



Sinopse: É o encerramento da década. Todos esperam um desastre: em Solária, as décadas normalmente terminam em um Eclipse, um terrível evento mágico que pode destruir cidades.


Na fortaleza de Rosseles, onde uma grande muralha marca a fronteira entre reinos civilizados e os ermos selvagens, Andras tem preocupações mais imediatas: ele é um médico e cientista vivendo em uma cidade controlada pela Vigília, a mesma organização religiosa que o excomungou por exumar cadáveres para seus estudos.


Como se não bastasse, ele ainda tem de guardar segredo sobre a canção da floresta, uma sinfonia que o chama para as sombras além das muralhas e ameaça roubar sua sanidade. Quando um cavaleiro ferido desaba à sua porta, Andras se vê na companhia de um homem estranho: Aeselir Hrád, um guerreiro de outro mundo, um fugitivo perigoso e de passado violento, mas que oferece ajuda ao médico no momento em que a Vigília ameaça sua vida. Feral e de temperamento explosivo, Aeselir parece fugir tanto de seus inimigos quanto de si mesmo.


Juntos, eles terão de sobreviver em ermos devastados por guerras e acidentes mágicos. Terão de lutar para escapar aos seus inimigos, mas também para compreender as diferenças entre si, seus papéis nos planos da Vigília e nas vidas um do outro.


Recompensas:


Principais Formas de Apoio:


1 - Combo especial: R$85,00


- Príncipe Partido impresso

- Lebre da Madrugada impresso

- 2 marcadores de páginas (um de cada livro)

- 2 cards ilustrados (desbloqueados durante a campanha)

- 1 ecobag especial da duologia

- nome nos agradecimentos

- metas estendidas que forem alcançadas


Recompensa limitada a 100 exemplares


2 - Combo + Poster: R$85,00


- Príncipe Partido impresso

- Lebre da Madrugada impresso

- 2 marcadores de páginas (um de cada livro)

- 2 cards ilustrados (desbloqueados durante a campanha)

- 1 poster ilustrado exclusivo da primeira campanha

- nome nos agradecimentos

- metas estendidas que forem alcançadas


Recompensa limitada a 40 exemplares


3 - Combo Básico: R$85,00


- Príncipe Partido impresso

- Lebre da Madrugada impresso

- 2 marcadores de páginas (um de cada livro)

- 2 cards ilustrados (desbloqueados durante a campanha)

- nome nos agradecimentos

- metas estendidas que forem alcançadas


4 - Básico: R$57,00


- Príncipe Partido impresso

- 2 marcadores de páginas (um de cada livro)

- 2 cards ilustrados (desbloqueados durante a campanha)

- nome nos agradecimentos

- metas estendidas que forem alcançadas




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Conversa aberta. Uma mensagem lida. Pular para o conteúdo Como usar o Gmail com leitores de tela 2 de 18 Fwd: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br Caixa de entrada Ficções Humanas Anexossex., 14 de out. 13:41 (há 5 dias) para mim Traduzir mensagem Desativar para: inglês ---------- Forwarded message --------- De: Pedro Serrão Date: sex, 14 de out de 2022 13:03 Subject: Re: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br To: Ficções Humanas Olá Paulo Tudo bem? Segue em anexo o código do anúncio para colocar no portal. API Link para seguir a campanha: https://api.clevernt.com/0113f75c-4bd9-11ed-a592-cabfa2a5a2de/ Para implementar a publicidade basta seguir os seguintes passos: 1. copie o código que envio em anexo 2. edite o seu footer 3. procure por 4. cole o código antes do último no final da sua page source. 4. Guarde e verifique a publicidade a funcionar :) Se o website for feito em wordpress, estas são as etapas alternativas: 1. Open dashboard 2. Appearence 3. Editor 4. Theme Footer (footer.php) 5. Search for 6. Paste code before 7. save Pode-me avisar assim que estiver online para eu ver se funciona correctamente? Obrigado! Pedro Serrão escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:42: Combinado! Forte abraço! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:41: Tranquilo. Fico no aguardo aqui até porque tenho que repassar para a designer do site poder inserir o que você pediu. Mas, a gente bateu ideias aqui e concordamos. Em qui, 13 de out de 2022 13:38, Pedro Serrão escreveu: Tudo bem! Vou agora pedir o código e aprovação nas marcas. Assim que tiver envio para você com os passos a seguir, ok? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:36: Boa tarde, Pedro Vimos os dois modelos que você mandou e o do cubo parece ser bem legal. Não é tão invasivo e chega até a ter um visual bacana. Acho que a gente pode trabalhar com ele. O que você acha? Em qui, 13 de out de 2022 13:18, Pedro Serrão escreveu: Opa Paulo Obrigado pela rápida resposta! Eu tenho um Interstitial que penso que é o que está falando (por favor desligue o adblock para conseguir ver): https://demopublish.com/interstitial/ https://demopublish.com/mobilepreview/m_interstitial.html Também temos outros formatos disponíveis em: https://overads.com/#adformats Com qual dos formatos pensaria ser possível avançar? Posso pagar o mesmo que ofereci anteriormente seja qual for o formato No aguardo, Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:15: Boa tarde, Pedro Gostei bastante da proposta e estava consultando a designer do site para ver a viabilidade do anúncio e como ele se encaixa dentro do público alvo. Para não ficar algo estranho dentro do design, o que você acha de o anúncio ser uma janela pop up logo que o visitante abrir o site? O servidor onde o site fica oferece uma espécie de tela de boas vindas. A gente pode testar para ver se fica bom. Atenciosamente Paulo Vinicius Em qui, 13 de out de 2022 12:39, Pedro Serrão escreveu: Olá Paulo Tudo bem? Obrigado pela resposta! O meu nome é Pedro Serrão e trabalho na Overads. Trabalhamos com diversas marcas de apostas desportivas por todo o mundo. Neste momento estamos a anunciar no Brasil a Betano e a bet365. O nosso principal formato aparece sempre no topo da página, mas pode ser fechado de imediato pelo usuário. Este é o formato que pretendo colocar nos seus websites (por favor desligue o adblock para conseguir visualizar o anúncio) : https://demopublish.com/pushdown/ Também pode ver aqui uma campanha de um parceiro meu a decorrer. 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Vou conversar com os demais membros do site a respeito e te dou uma resposta com esses detalhes em mãos e conversamos melhor. Atenciosamente Paulo Vinicius (editor do Ficções Humanas) Em qui, 13 de out de 2022 11:50, Pedro Serrão escreveu: Bom dia Tudo bem? O meu nome é Pedro Serrão, trabalho na Overads e estou interessado em anunciar no vosso site. Pago as campanhas em adiantado. Podemos falar um pouco? Aqui ou no zap? 00351 91 684 10 16 Obrigado! -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! 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