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Muitos títulos em um mês animado. Tem novo quadrinho do Brão, tem nova edição de quadrinho do Gustavo Borges e mais uma edição do compilado da carreira da Laerte.


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"Megalomania" de Brão


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Ficha Técnica:


Nome: Megalomania

Autor: Brão

Editora: Independente

Gênero: Erótico

Número de Páginas: 80

Prazo da campanha: 12/10

Data de entrega: janeiro de 2024



Sinopse: Megalömania é um quadrinho erótico, com muita sacanagem, cenas explícitas de sexo e outras coisas, definitivamente o meu trabalho mais ousado até hoje.


É como um irmão do meu primeiro quadrinho, Cornücópia (irmão mais velho e mais experiente devo adicionar). Os dois livros existem dentro de um mesmo "universo", mas um não é continuação do outro, você pode ler os dois em qualquer ordem ou apenas um deles que fará sentido.


Obedecendo as mesmas regras que criei no primeiro, acompanhamos duas histórias que acontecem em paralelo, uma do lado da outra. Em uma acompanhamos um momento no tempo de uma pessoa, nossa personagem principal. Na outra, vivemos uma passagem erótica intensa que une o belo e o desconcertante, levando o leitor a lugares que ele não esperava ir, lugares que nunca imaginasse que fossem possíveis de existir e talvez, se eu fiz meu trabalho direito, a lugares que ele nunca mais vai querer revisitar. Com um final que eu espero traga a tona emoções e reflexões, colocando o leitor mais uma vez dentro do quadrinho.


Principais Formas de Apoio:


Impresso: R$110,00


- livro impresso

- versão digital em pdf

- nome nos agradecimentos

- frete calculado ao final da compra


"Até o Fim" de Gustavo Borges


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Ficha Técnica:


Nome: Até o Fim

Autor: Gustavo Borges

Artista: Eric Peleias

Colorista: Michel Ramalho

Letreirista: Deyvison Manes

Editora: Independente

Gênero: Fantasia

Número de Páginas: 96

Prazo da campanha: 07/10

Data de entrega: novembro de 2023




Sinopse: Lilian e seus amigos sofrem um acidente de carro. Ela faz um acordo para poder voltar à vida: precisa escolher o destino adequado para a alma de cada um dos seus amigos antes de o sol nascer.


Com isso conseguimos discutir sobre filosofia, religiões, astrologia, ciência, e muito mais.


No que VOCÊ acredita?


Principais Formas de Apoio:


1 - Lilian: R$42,00


- HQ impressa

- versão digital em pdf

- frete calculado ao final da compra


2 - Benjamin: R$65,00


- HQ impressa

- versão digital em pdf

- kit: caderninho (A6) e Revista Neblina (Bastidores e conteúdos extras relacionados aos temas de Até o Fim)

- frete calculado ao final da compra


3 - "Laerte Total vol. 7" de Laerte


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Ficha Técnica:


Nome: Laerte Total vol. 7

Autora: Laerte

Editora: Z Edições

Gênero: Tiras

Número de Páginas: 82

Prazo da campanha: flexível

Data de entrega: outubro de 2023









Sinopse: LAERTE TOTAL é a coleção que publica toda a obra de Laerte, em ordem cronológica. Neste volume 7 se encerra a primeira fase do projeto, concluindo todas as tiras publicadas na série O Condomínio.


O Zelador, os Gatos, o Síndico, Capitão Douglas, Fagundes, o puxa-saco são alguns dos personagens que surgiram na tira O Condomínio, que começou a ser publicada em 1986 em vários jornais. "Criei o Condomínio porque achava que todas as tiras de sucesso tem um universo, nunca é qualquer nota. Tem que ter personagem, um contexto arrumado e arranjado em torno da construção de um determinado universo. Pensei em várias coisas. Uma era um viajante marciano, outra era uma tira de circo. E outra era o Condomínio. Essa foi a que pegou."


Foram mais de 2000 tiras escaneadas dos originais da própria autora, mais algumas consideradas perdidas que encontramos graças aos esforços do lendário Ricky Goodwin que escarafunchou seus depósitos até encontrá-las. A qualidade não é tão boa mas foram incluídas no volume 1 por motivos históricos.


Principais Formas de Apoio:


1 - Livro: R$45,00


- HQ impressa

- frete calculado ao final da compra


2 - Coleção Completa: R$300,00


- todos os sete volumes até o momento

- frete grátis


"Grilhões" de Alex Mir e Diógenes Neves


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Ficha Técnica:


Nome: Grilhões

Autor: Alex Mir

Artista: Diógenes Neves

Editora: Independente

Gênero: Fantasia

Número de Páginas: 54

Prazo da campanha: 07/09

Data de entrega: outubro de 2023









Sinopse: Grilhões se passa no Brasil do século XVIII e conta a história de Iera, uma escrava fugitiva da senzala que é caçada pelo capataz Chico Gaiola, um negro que serve ao coronel Justino. Iera vê sua irmã, Bonami, perder a vida na fuga.


Ela mesma escapa por muito pouco, sendo dada como morta por Chico. Iera percorre então um caminho de vingança contra os assassinos de sua irmã.


Grilhões mostra a realidade de um período onde o negro era tratado como mercadoria e sua vida não valia nada, mas também que, mesmo numa situação de extremo sofrimento e de muitas adversidades, as pessoas ainda podem escolher o caminho do bem.


Pacificadora é uma heroína nacional criada por Di Leonardi, famosa nos fotologs Terra dos anos 90, e Grilhões mostra o surgimento do legado da heroína pelas mãos de Alex Mir e Diógenes Neves.


Principais Formas de Apoio:


Grilhões: R$40,00


- HQ impressa e autografada

- versão digital em pdf

- frete calculado ao final da compra


"Trateggio - Vozes Ocultas" de Talessak e Nathanna Erica


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Ficha Técnica:


Nome: Trateggio - Vozes Ocultas

Autora: Talessak

Artista: Nathanna Erica

Editora: Editora Minski

Gênero: Fantasia

Número de Páginas: 96

Prazo da campanha: 20/10

Data de entrega: janeiro de 2024










Sinopse: A história conta um estranho caso envolvendo uma escultura do século XVIII e tem como protagonistas Marevick, dono de um sebo e excêntrico estudioso com aguçado espírito investigativo que sua curiosidade não deixa adormecer; Clover, uma restauradora de obras, obstinada e dedicada a sua profissão, ambos têm em comum o apreço pelas artes, por museus e História e Atlas, ajudante e amigo de Marevick,

Em uma tarde ensolarada, no MASP, Marevick, Clover e Atlas visitam a feira de antiguidades, o que já era habitual, mas, especialmente, nesse dia algo chama a atenção deles. Em uma das estandes expositoras encontram um diário, aparentemente do século VXIII. Nas páginas há uma descrição de uma escultura, é o começo de nossa aventura, e dos misteriosos desafios que Marevick, Clover e Atlas terão que solucionar.


Convidamos todos para desvendar os segredos dessa história!


Recompensas:


Principais Formas de Apoio:


1 - Moldura: R$30,00


- HQ impressa e autografada

- frete calculado ao final da compra


2 - Ecobag 01: R$60,00


- HQ impressa e autografada

- Ecobag com arte de Nathanna Erica

- 4 cartões postais (2 com arte da Nathanna Erica e 2 com arte da Talessak)

- frete calculado ao final da compra


3 - Ecobag 02: R$60,00


- HQ impressa e autografada

- Ecobag com arte de Talessak

- 4 cartões postais (2 com arte da Nathanna Erica e 2 com arte da Talessak)

- frete calculado ao final da compra


"Sob a Sombra de Lovecraft" de Bertho Horn adaptado de H.P. Lovecraft


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Ficha Técnica:


Nome: Sob a Sombra de Lovecraft

Adaptado da obra de H.P. Lovecraft

Artista: Bertho Horn

Editora: Tabula Editora

Gênero: Terror

Tradutor: não informado

Número de Páginas: 124

Prazo da campanha: 31/08

Data de entrega: setembro de 2023








Sinopse: Uma das mais belas e aterradoras adaptações para os quadrinhos, pelo gigante Bertho Horn.


Adaptação para os quadrinhos de três contos de H.P. Lovecraft: O que vem com a lua, Dagon e Vento Frio.


Recompensas:


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Principais Formas de Apoio:


Sob a Sombra de Lovecraft: R$69,00


- HQ impressa

- Marcador de Páginas

- Frete calculado ao final da compra



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Depois de receber um chamado de emergência da Oráculo para uma emergência em Gotham City, Dick não percebe que caiu em uma armadilha. Todo o sistema da Oráculo foi invadido por uma nova inimiga chamada de a Vidente.


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Sinopse:


A premiada equipe composta por Tom Taylor e Bruno Redondo continua sua aclamada fase do Asa Noturna com este segundo volume que se conecta ao evento Batman: Estado de Medo!O sistema de Bárbara Gordon foi hackeado! Mas quem é poderoso o suficiente para invadir a própria rede supersegura da Oráculo? E quais informações pessoais estão agora em risco? Ao investigar quem está por trás disso, os medos mais profundos de Batgirl e Asa Noturna são relevados!





Um dos males que mais vemos hoje em quadrinhos mainstream da Marvel e da DC são os eventos com crossovers. Quando um personagem não faz parte necessariamente do evento ou seu arco de histórias não foi pensado para aquilo o que vemos é ele ser puxado para um buraco negro, inserido automaticamente em um evento que interrompe o ritmo de histórias que estavam acontecendo com ele. E é precisamente o que aconteceu neste esquecível volume 2. Nesta edição vemos o personagem ser introduzido na saga Estado de Medo, que acontecia na revista mensal do Batman e a revista do Asa Noturna ficou três edições sendo um tie-in desse evento. Adiantou alguma coisa para o personagem? Não. Teve algum avanço em alguma coisa? Não. As três edições são tão importantes, mas tão importantes, que elas são mencionadas de uma forma quase envergonhada no terceiro volume do Asa Noturna que resenharemos em breve. Para completar a Panini enfiou o Anual do Asa Noturna (que também é genérico e sem importância) e as malditas histórias do Urban Legends. Já se tornou quase uma tradição nas revistas do Homem-Morcego ou dos coadjuvantes: quando você não tem nada para colocar em uma revista, enfia alguma história da Urban Legends para encher linguiça. Vou fazer essa resenha e tentar tirar leite de pedra (como o Tom Taylor tentou fazer aqui, coitado) e apresentar algo sobre essas edições, mas me senti extorquido com essa edição. Pior: nos EUA, essa parte nem é colocada como volume 2.


Neste volume 2, temos dois roteiristas fazendo parte do encadernado: Tom Taylor continua nas edições normais do Asa Noturna enquanto que a Tini Howard foi a responsável pelo Anual e pela edição aleatória de Urban Legends. Os artistas são o Robbi Rodriguez na revista principal, Cian Tormey e Daniel HDR na Anual e o Christian Duce na Urban Legends. Comecemos pelo principal porque é a única coisa que presta neste encadernado (ou seja... o nível é bem baixo mesmo). A gente sente um roteiro envergonhado do Taylor e ele tentando aproveitar algo que pudesse repercutir depois quando ele retomasse o controle das mensais. Então ele decidiu investir na relação entre o Dick e a Barbara. Neste arco de histórias, Dick Grayson recebe um chamado da Bárbara para que ele se dirigisse a Park Row, em Gotham para algum problema a ser resolvido. Quando ele chega a Gotham se depara com uma cidade sitiada, sendo administrada com mão de ferro por Simon Saint que instaurou um regime policial lá. A rede de comunicações da Babs foi invadida por uma misteriosa inimiga chamada de Vidente que agora consegue ouvir as transmissões e se fazer passar pela Oráculo. Depois de se reencontrar com a Babs, Dick, o Robin, a Batgirl (Cass) e a outra Batgirl (Stephanie) vão tentar acabar com a sabotagem da Vidente.


A arte das três edições é bem qualquer coisa com o Robbi Rodriguez entregando páginas que conseguem entregar numa boa a ação dos personagens. Fica difícil a gente fazer uma comparação com o que Bruno Redondo entregava antes porque chega a ser covardia. Rodriguez tem um estilo mais mainstream com uma arte que não me agrada muito. Seus personagens são angulares e duros demais. Falta expressividade neles e ele até tenta brincar um pouco na segunda edição que acho a melhor das três. A palheta de cores é meio vazada demais e ele tenta inserir sombras só que existem muitos veículos que dirigem luzes às ruas como parte da história de um regime policial e vigilante. Então você observa uma página escura com uma explosão de luz estroboscópica que deixa a página esquisita. As cenas de ação estão lá. Algumas são legais, mas a maioria é mal coreografada e os personagens parecem estar pulando de um lugar para o outro.


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Achei legal a forma como o Tom Taylor tentou apresentar um roteiro diferenciado na história. Na primeira história a essência da coisa é a relação do Dick com o Batman e com a própria cidade de Gotham. Ele sai da Bludhaven, mas seu coração permanece lá e ele tenta entender o que ele pensa estar fazendo agora que se revelou como o benfeitor da cidade. Sua obrigação e lealdade ao Batman é grande, mas está na cara que ele se ressente um pouco de ter deixado assuntos para trás. A segunda edição é narrada pela Babs e nela ela reflete sobre o seu papel como Oráculo ao longo dos anos. Esse plot me remeteu imediatamente ao que havia sido posto na época de Crise Infinita quando o Batman construiu o Irmão Olho. Porque isso é semelhante. Babs assumiu a vigilância de toda a cidade, como se fosse um ser onipresente. Era óbvio que um dia isso se voltaria contra ela própria. A questão maior é voltar depois ao papel de Oráculo ou assumir de novo o manto de Batgirl e combater o crime. A terceira edição é um momento climático onde coisas explodem, e o plot é resolvido. Não há muito o que comentar aqui porque é uma edição orientada para a ação.


A única parte que gostei no encadernado todo foi como Tom Taylor usou as três edições para avançar o relacionamento de Dick e Babs. Eles ainda relutam para assumir um compromisso, mas aqui vemos o quanto a Babs se tornou importantíssima para ele ter pelo que lutar. Bruce e Alfred eram a bússola do Dick antes, mas a perda do Alfred foi grande demais para ele. Mesmo com Bruce sendo quase uma figura paterna para ele, o Homem-Morcego tem suas próprias preocupações e não está sempre presente para ele. A Babs é algo palpável como o Alfred era. Apesar de se tratar de um tipo de amor diferente. Para a Babs, o Dick é uma pessoa especial. Taylor mostra através de recordatórios o quanto a vida dos dois sempre esteve atrelada. Eles sempre tiveram essa química boa de duas pessoas que simplesmente se gostam. Não tem necessariamente a ver com extravasar os sentimentos depois de um dia difícil; nada disso. Se trata de um amor em que os dois se veem como pilares um para o outro. Tanto é que quando o gás do medo afeta os dois, o maior medo deles é perder um ao outro.


O anual escrito pela Tini Howard vai nos mostrar uma história em que o Capuz Vermelho aparece em uma gravação matando um grupo de bandidos que ele esteva perseguindo. Só que entre as pessoas dentro do carro atacado pelo Capuz estavam agentes do FBI infiltrados que agora culpam o Capuz pelo ocorrido. Dick e Barbara veem a cena e saem atrás do Jason Todd. Dick quer acreditar que o Jason não teve a ver com o ocorrido e se não teve, quem foi o responsável? Mas, sempre existe aquela dúvida de que pode ter sido ele de verdade. A Tini trabalha a relação entre os dois ex-Robin, mostrando o quanto eles são diferentes, porém possuem um laço de irmandade. Só que essa é uma história que já foi explorada outras vezes, seja lá atrás após a série Silêncio, do Jeph Loeb ou na série dos Foragidos. A Tini não apresentou nada de muito novo, sequer é emocionante. Achei uma história bem qualquer coisa.


A arte é dividida entre o Ciam Tormey e o Daniel HDR. E, meu deus, existe uma baita diferença da arte dos dois. Brutal. Tormey ficou com as cenas que acontecem no presente e o Daniel ficou com os recordatórios. Preferiria mais que o Daniel tivesse ficado com a edição toda e usasse algum outro mecanismo para situar quando eram cenas atuais e quando eram do passado. A arte dele é mais limpa e os traços são mais suaves. Dá para o leitor sentir a diferença qualitativa e isso é bastante incômodo. Daniel faz os personagens parecerem naturais enquanto que Torney carrega demais em sombras e hachuras. Gosto mais também da quadrinização do Daniel que usa quadros grandes e insere janelas que dão closes ou apresentam outros ângulos do que está acontecendo. Já o Tormey usa uma distribuição de três a cinco quadros que se parece só com o estilo do Daniel. Só parece mesmo porque a forma como ele lê o roteiro é um pouco diferente. Do encadernado todo, preferi a colorização deste anual. Rain Beredo e John Kalisz foram os responsáveis pela colorização e ela parece estar menos forçado. Inclusive a colorização do Kalisz me fez remeter a da Tamra Bonvillain em Melhores do Mundo. Uma arte clara que explode para o leitor e faz com que a cena fique mais potencializada. Cores claras sempre que possível, e quando não, um uso cuidadoso do azul-escuro e do roxo.

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A última história é uma história natalina. Afinal, por que não né? Também da Tini Howard e ela vai pegar o plot super clichê de Os Fantasmas Contra-Atacam. Porque todo super-herói já teve um encontro natalino com o fantasma do tempo presente, do passado e do futuro. Dick está perseguindo remanescentes que fugiram de Gotham após Estado de Medo e vieram atacar Bludhaven, afinal tem poucas cidades nos EUA para eles atacarem, certo? Babs está irritada com ele porque todos o estão esperando para iniciar a ceia de natal. Dick avalia sua relação com todos enquanto tenta entender seu lugar no mundo. Algo que o Tom Taylor gastou três edições na revista principal fazendo, a Tini faz em mais uma edição. Só que usando tema natalino. Roteiro pouquíssimo criativo, uma história que poderia ter sido contada de umas dez maneiras melhores. E a gente sabe que a Tini sabe entregar roteiros mais inspirados do que isso. Estava com preguiça de ler essa história de tão chata que ela era. A gente tem nosso momento bonitinho no final, porque, afinal, ela serve para isso. A arte do Christian Duce é... a arte do Christian Duce. Ela está ali e não tenho nada para destacar dela. Poderia ter sido qualquer outro artista em um dia preguiçoso fazendo. Com todo o respeito ao trampo do artista. Mas, é uma arte normal, entrega o que tem que entregar. Com um roteiro pouco inspirado, a arte não tem o que brincar.


Minhas palavras finais sobre esse encadernado é: não leiam isso. Passem longe. Um bagulho ruim, para tirar dinheiro do leitor mesmo. Até um sujeito genial e criativo como o Tom Taylor teve extrema dificuldade para trazer algo bacana nas histórias principais. Tenho certeza que ele ficou frustrado por ter que deixar de lado algo incrível que ele estava fazendo apenas para cumprir o editorial da empresa. Pior: sequer deram para ele um artista bacana. Até porque os melhores provavelmente estavam nas edições centrais do crossover. Para completar ainda temos duas histórias sem qualquer inspiração enfiadas no encadernado só para aumentar número de páginas. Mas, existe uma luz no fim do túnel: o volume 3 (que eu já li) é anos-luz melhor a essa porcaria aqui. A gente volta a sonhar como estávamos no primeiro volume. Então... pulem esse treco, comprem o volume 3 e sejam felizes.


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Ficha Técnica:


Nome: Asa Noturna vol. 2

Autores: Tom Taylor e Tini Howard

Artistas: Robbi Rodriguez, Ciam Tormey, Daniel HDR e Christian Duce

Arte-finalistas: Robbi Rodriguez, Cian Tormey, Raul Fernandez, Daniel HDR, Christian Duce

Coloristas: Adriano Lucas, Rain Beredo, John Kalisz e Sarah Stern

Editora: Panini Comics

Tradutor: Diogo Prado

Número de Páginas: 144

Ano de Publicação: 2022


Outros Volumes:


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  • Foto do escritor: Paulo Vinicius
    Paulo Vinicius

O jovem Wart trabalha exaustivamente todos os dias, limpando o chão, arrumando a casa. Mal sabe ele que seu destino é se tornar um homem escolhido a se tornar o futuro rei da Inglaterra. Ele só precisa aprender a compreender as lições dadas pelo estranho mago Merlin.


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É incrível o quanto algumas das animações da Disney conseguem ficar entranhadas em nossas mentes. Não importa de qual geração você seja. Pode ser que, na sua infância, você tenha visto Dumbo e o filme ficou marcado como um clássico inesquecível; pode ser o Toy Story se você for da geração 90 ou até Frozen para os mais novos. E pode ser que essa animação marcante para você não faça sentido algum quando vista dezenas de anos mais tarde. Para alguns de nós, nascidos na década de 70 ou 80, foi A Espada era a Lei. Vi esse filme em VHS pela primeira vez em 1986 e depois vi mais inúmeras outras vezes. E achava a animação o máximo. Representava aquilo que eu queria ser: um guerreiro escolhido, embora magricela, para se tornar um rei no futuro. Sempre me imaginei encontrando minha espada na pedra e puxando-a. Fui assistir depois de décadas sem nem me lembrar direito, apenas das saudades e da nostalgia, e achei uma animação completamente sem pé nem cabeça com um roteiro fraco e uma animação mais ou menos decente. Sério: meu coração se partiu nesse momento. Mas, ao mesmo tempo, suscita aquela reflexão de o quanto a gente romantiza determinadas coisas que vivemos em tempos passados. Quero falar um pouco dessa animação e como adaptações podem ficar bem estranhas dependendo de como o material original é percebido pelo roteirista.


A Espada era a Lei, ou The Sword in the Stone no original, é uma animação produzida pela Walt Disney Animations e distribuída pela Buena Vista Distributions em 1963. Compõe a fase da empresa que se dedicava à produção de grandes musicais baseada em alguma história tradicional ou conto de fadas. A animação é baseada no primeiro livro da série O Único e Eterno Rei, escrito por T.H. White chamado A Espada na Pedra. O material original é considerado um clássico absoluto do ciclo arturiano ao lado de Sir Thomas Mallory. No Brasil, White nunca foi publicado de forma integral, com os dois primeiros livros (dos quatro) tendo sido publicados. Para quem gosta de A Espada era a lei, vale a pena conferir A Espada na Pedra, publicada pelo extinto selo Hamelin, da editora Amarillys. A edição é até bastante elegante. Falando sobre a animação, a adaptação foi feita por Bill Peet, que acompanhou a empresa desde Branca de Neve e os Sete Anões e só saiu em 1967. A direção foi de Wolfgang Reitherman que esteve na empresa principalmente nas décadas de 60 e 70, o que acaba não sendo um bom balizador para ele já que foi um período bem ruim da história da empresa. As canções foram compostas pelos irmãos Sherman, também tradicionalíssimos nesse primeiro momento da Disney Animations e que foram responsáveis por trilhas clássicas como as de Mary Poppins, Os Aristogatos e O Ursinho Pooh. Essa animação é bastante importante na história da Disney porque foi a última produção feita durante a vida de Walt Disney. E a adaptação era um sonho dele que havia adquirido os direitos em 1939 e tentou várias vezes emplacar, sem sucesso, a animação. Ela saiu quase que como uma homenagem à carreira dele.


A animação é bastante competente, tendo em vista a forma como a produção era feita na época. Lembrando que estamos falando de um tempo em que boa parte do processo era manual, feito a partir de storyboards desenhados. Por mais que a Disney se tornasse uma sumidade nisso, era trabalhoso e levava anos para ficar pronto. Para a história, a Disney adotou uma palheta até bem colorida, mas podemos ver os temas típicos medievais como os castelos, os cavaleiros, os brasões, os torneios de justa. A cenografia me fez pensar imediatamente em Geoffrey de Chaucer e sua narrativa sobre a vida nos feudos ou até um Livro de Horas da época. Um Livro de Horas era usado quase como um guia religioso para o fiel, contendo orações, datas especiais, alguns salmos. O que destacava esses livros era o seu aspecto quase artístico com imagens mostrando o cotidiano das pessoas cerceado pela doutrina católica. Ainda sobre a animação, gosto de como foi usada uma boa variedade de espaços desde a floresta, a casa da bruxa, o castelo, a cozinha do castelo, o fundo do rio. Tirando Wart e o mago Merlin, os demais personagens são bem esquecíveis. Nem o vilão, o senhor que é o "tutor" de Wart é um cara que conseguia me lembrar. A trilha sonora é divertida e encarna o espírito leve proposto pela direção. O mais curioso é que mesmo sendo um musical não fiquei tão incomodado com as entradas súbitas de música na animação. Elas ocorrem no momento certo sem atrapalhar o fluxo da narrativa.


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Após a morte de Uther Pendragon, o reino fica sem um herdeiro ao trono de Camelot. Uma espada aparece magicamente em uma pedra e diz-se que aquele que tirá-la de lá se tornará o novo rei. O mago Merlin sabe que mudanças estão para acontecer e confessa à sua coruja Arquimedes que já já uma pessoa irá se sentar na cadeira de sua sala e será a escolhida para o reino, precisando receber a ajuda do velho mago. Wart, um jovem magricela adotado por Sir Hector, está ajudando seu irmão adotivo Kay a caçar na floresta. Depois de se perder, Wart acaba caindo na cadeira da sala de Merlin. É então que se iniciará a educação deste jovem menino que precisa aprender duras lições de vida e caráter para poder se tornar aquilo que o reino precisa.


Mas então qual o problema? Bem, o problema é principalmente de roteiro. Para fazer a animação ser aceita por um maior número de pessoas, Bill Peet adaptou o texto de White muito livremente. As alterações foram tantas que descaracterizaram bastante o material original. E isso porque White escreveu sua série sem pressa alguma, com os livros sendo até bastante arrastados. Pois é, Bill Peet deixou o que já era arrastado, mais lento ainda. Logo de cara a gente imagina que Wart é o herói escolhido e ele irá tirar a espada da pedra. Só que ele precisa se provar antes. A animação mostra essa jornada de uma forma bem humorada com Merlin transformando a si mesmo e a seu pupilo em várias pequenas criaturas da floresta e o que poderíamos aprender com elas. Um peixe precisando entender seu lugar na natureza, um esquilo que precisa encontrar seu equilíbrio saltando de árvore em árvore e buscando por sua comida e um pequeno pássaro com suas asas livres para explorar os céus. São temas explorados por White em seu livro que faz bastante dessas metáforas com base na vida ao lado da natureza e como ela pode se tornar uma filosofia para um homem mais honesto e sábio. Só que White coloca alguma coisa que o protagonista precisa enfrentar, por mais sutil que isso seja e a animação não coloca. Não há um grande conflito a ser resolvido; o personagem é até bem tranquilo com a situação em que vive. Se ele tivesse tirado ou não a espada, não teria feito a menor diferença; Então temos um roteiro solto demais e a ausência de uma motivação para o protagonista.


Ao mesmo tempo a animação tenta ser leve e bem humorada demais. Oras, sei que isso é uma animação infantil, mas existe uma diferença entre bom humor e tolice. Em várias cenas, as situações vividas pelos personagens são só tolas. Por exemplo, tem uma situação em que Wart transformado em esquilo atrai a atenção de uma esquilinha que se encanta por ele. E a esquila fica perseguindo-o por toda a cena. Um momento bonitinho e que dá origem a uma série de piadinhas feitas por Merlin. Eu imaginei que a esquilinha iria se tornar uma menina que ele iria se apaixonar ou até, quem sabe (já que o roteiro tá descaracterizado mesmo), que ela seria Guinevere. Não... a pobre esquila foi parar em algum limbo do tempo e do espaço já que ela não aparece nunca mais na história. Ou seja, toda uma cena que poderia ter gerado alguma consequência posterior que não tem nada de relevante ao espectador. Diga-se de passagem, a narrativa é tão bizarra que se tirássemos a espada na pedra e mudássemos o nome do Merlin, ela pouco teria a ver com o mito do rei Artur.


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Enfim, não foi uma boa experiência e algumas memórias da nossa infância deveriam ficar lá na infância mesmo. Assim, a magia dessas memórias não seriam destruídas pelos nossos eus rabugentos futuros. A animação é divertida e engraçada e tem lá seus bons momentos. Passa algumas filosofias de vida que foram lançadas por White em seu livro e bem adaptadas pela Walt Disney. Mas, acho que existem tantas outras boas animações no catálogo que essa poderia ficar meio de lado. Me parece que a Disney Studios irá lançar um live action baseado na história, mas até o momento desta resenha não temos informações e a produção está sendo feita desde 2015. A esperar novidades sobre isso. Enfim, é uma animação para todas as idades, pode ser vista tranquilamente por crianças e adolescentes e não tem nenhuma mensagem esquisita sendo passada. Só não recomendo lá muito não.



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Conversa aberta. Uma mensagem lida. Pular para o conteúdo Como usar o Gmail com leitores de tela 2 de 18 Fwd: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br Caixa de entrada Ficções Humanas Anexossex., 14 de out. 13:41 (há 5 dias) para mim Traduzir mensagem Desativar para: inglês ---------- Forwarded message --------- De: Pedro Serrão Date: sex, 14 de out de 2022 13:03 Subject: Re: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br To: Ficções Humanas Olá Paulo Tudo bem? Segue em anexo o código do anúncio para colocar no portal. API Link para seguir a campanha: https://api.clevernt.com/0113f75c-4bd9-11ed-a592-cabfa2a5a2de/ Para implementar a publicidade basta seguir os seguintes passos: 1. copie o código que envio em anexo 2. edite o seu footer 3. procure por 4. cole o código antes do último no final da sua page source. 4. Guarde e verifique a publicidade a funcionar :) Se o website for feito em wordpress, estas são as etapas alternativas: 1. Open dashboard 2. Appearence 3. Editor 4. Theme Footer (footer.php) 5. Search for 6. Paste code before 7. save Pode-me avisar assim que estiver online para eu ver se funciona correctamente? Obrigado! Pedro Serrão escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:42: Combinado! Forte abraço! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:41: Tranquilo. Fico no aguardo aqui até porque tenho que repassar para a designer do site poder inserir o que você pediu. Mas, a gente bateu ideias aqui e concordamos. Em qui, 13 de out de 2022 13:38, Pedro Serrão escreveu: Tudo bem! Vou agora pedir o código e aprovação nas marcas. Assim que tiver envio para você com os passos a seguir, ok? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:36: Boa tarde, Pedro Vimos os dois modelos que você mandou e o do cubo parece ser bem legal. Não é tão invasivo e chega até a ter um visual bacana. Acho que a gente pode trabalhar com ele. O que você acha? Em qui, 13 de out de 2022 13:18, Pedro Serrão escreveu: Opa Paulo Obrigado pela rápida resposta! Eu tenho um Interstitial que penso que é o que está falando (por favor desligue o adblock para conseguir ver): https://demopublish.com/interstitial/ https://demopublish.com/mobilepreview/m_interstitial.html Também temos outros formatos disponíveis em: https://overads.com/#adformats Com qual dos formatos pensaria ser possível avançar? Posso pagar o mesmo que ofereci anteriormente seja qual for o formato No aguardo, Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:15: Boa tarde, Pedro Gostei bastante da proposta e estava consultando a designer do site para ver a viabilidade do anúncio e como ele se encaixa dentro do público alvo. Para não ficar algo estranho dentro do design, o que você acha de o anúncio ser uma janela pop up logo que o visitante abrir o site? O servidor onde o site fica oferece uma espécie de tela de boas vindas. A gente pode testar para ver se fica bom. Atenciosamente Paulo Vinicius Em qui, 13 de out de 2022 12:39, Pedro Serrão escreveu: Olá Paulo Tudo bem? Obrigado pela resposta! O meu nome é Pedro Serrão e trabalho na Overads. Trabalhamos com diversas marcas de apostas desportivas por todo o mundo. Neste momento estamos a anunciar no Brasil a Betano e a bet365. O nosso principal formato aparece sempre no topo da página, mas pode ser fechado de imediato pelo usuário. Este é o formato que pretendo colocar nos seus websites (por favor desligue o adblock para conseguir visualizar o anúncio) : https://demopublish.com/pushdown/ Também pode ver aqui uma campanha de um parceiro meu a decorrer. É o anúncio que aparece no topo (desligue o adblock por favor): https://d.arede.info/ CAP 2/20 - o anúncio só é visível 2 vezes por dia/por IP Nesta campanha de teste posso pagar 130$ USD por 100 000 impressões. 1 impressão = 1 vez que o anúncio é visível ao usuário (no entanto, se o adblock estiver activo o usuário não conseguirá ver o anúncio e nesse caso não conta como impressão) Também terá acesso a uma API link para poder seguir as impressões em tempo real. Tráfego da Facebook APP não incluído. O pagamento é feito antecipadamente. Apenas necessito de ver o anúncio a funcionar para pedir o pagamento ao departamento financeiro. Vamos tentar? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 16:28: Boa tarde Tudo bem. Me envie, por favor, qual seria a sua proposta em relação a condições, como o site poderia te ajudar e quais seriam os valores pagos. Vou conversar com os demais membros do site a respeito e te dou uma resposta com esses detalhes em mãos e conversamos melhor. Atenciosamente Paulo Vinicius (editor do Ficções Humanas) Em qui, 13 de out de 2022 11:50, Pedro Serrão escreveu: Bom dia Tudo bem? O meu nome é Pedro Serrão, trabalho na Overads e estou interessado em anunciar no vosso site. Pago as campanhas em adiantado. Podemos falar um pouco? Aqui ou no zap? 00351 91 684 10 16 Obrigado! -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! 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