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Uma nova coletânea de contos escritos por diversos autores brasileiros de muito talento. Nesta primeira edição iremos encarar a prancha! Histórias de piratas de vários tempos e lugares, desde os tradicionais caçadores de tesouros até os novos piratas do mundo virtual. Confiram!


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Sinopse:


O Tapioca Fantástica é um COLETIVO de amigos escritores, organizado e impulsionado por Diogo Andrade, que decidiram criar uma revista literária mesclando o que têm em comum: escrever literatura fantástica. Temperando seus textos por modos diferentes de criar mundos, nossos autores trarão o melhor das histórias de fantasia, terror, aventuras e tudo o que a inspiração mandar.


Nessa primeira edição, nós te convidamos a um mergulho.


Não no mar. Na tua memória, lá onde estão guardadas as primeiras histórias que você leu ou que te contaram. Talvez não seja muito diferente, em termos simbólicos. Mais de um escritor já usou a expressão “mar de histórias” pra se referir à fonte de todas as narrativas que ecoam pelo mundo.


E quando mergulhar, aposto, você vai encontrar piratas.


Eles navegam o mar de histórias há milênios, levando o terror e o fascínio onde quer que estejam.






Contos presentes nesta edição:


1 - "Jornadas aos reinos sem sol" de Ana Lúcia Merege

2 - "Azul" de Elias Flamel

3 - "Pirataria nas Profundezas da Rede" de Clecius Alexandre Duran

4 - "Em Silêncio Passageiro" de Moacir Fio

5 - "Como escorre a água" de GabiOz

6 - "Piratas patriotas dos mares meridionais" de Bruno Crispim

7 - "Rapsódia" de Bernardo Stamato

8 - "Presença" de Diogo Andrade

9 - "Vermelho" de Carol Mancini


Seguem as resenhas:


1 - "Jornadas aos reinos sem sol"


Autora: Ana Lúcia Merege Avaliação:

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Gênero: Fantasia



Um grupo de aventureiros se dirige à cidade de Palanghat para encontrar um homem chamado Kothari. Eles receberam esta missão da deusa Lakshimi que deseja reaver um tesouro que lhe foi roubado. Ao chegar em Palanghat, Kothari revela que os aventureiros precisarão atravessar uma série de reinos que não veem a luz do sol e enfrentar perigos inimagináveis que testarão suas virtudes. A missão não será fácil, mas Mattan, Ruka, Narendra e os demais já possuem um forte laço que os liga após terem vencido inúmeros desafios. O que os aguarda nestes reinos? E eles conseguirão concluir seu objetivo ou serão mais uma das vítimas dos estranhos seres que habitam o lugar?


O tema dos desafios a serem ultrapassados é um clássico das histórias de fantasia. Já foi tema de diversas histórias em que o grupo de companheiros precisava provar o quanto seus laços de amizade eram fortes. Virtudes como sabedoria, coragem, destreza eram testadas para ver o quanto cada um contribuía no coletivo. É um clichê que já foi usado inúmeras vezes e é tão bom quando um autor sabe usá-lo bem. Muitas vezes a gente vê o quanto os autores se esforçam para desconstruir um tema ou uma forma de escrita, mas nem sempre isso é necessário. Ana Lúcia investiu nesses personagens e os deu tridimensionalidade, fazendo com que o leitor chegasse ao final e conhecesse um pouco deles. É uma forma muito eficiente de contar histórias e não é por que é clichê que precisa ser deixado de lado. A história é bastante divertida e tem algumas boas surpresas nessa jornada. Achei a solução final bastante inteligente embora a gente percebesse que uma certa situação se resolveria da forma como resolveu.


O aspecto que achei que não me agradou tanto foi o tanto que a história demora um pouco para que o leitor se sinta mais confortável nela. Confesso que fiquei confuso no começo, sem entender do que se tratava ou para onde ia. Creio que esses sejam personagens oriundos de uma série de outras histórias. E essa seja algum tipo de aventura específica deles. Para quem não está familiarizado com eles, isso dificulta um pouco a compreensão do todo. Lá para a metade final isso fica mais tranquilo pelas próprias virtudes de escrita da autora que consegue contornar bem isso. Até mesmo a trama me confundiu um pouco no começo. Mas, no geral, a história é divertida e entrega uma boa dose de ação e emoção.


2 - "Azul"


Autor: Elias Flamel Avaliação:

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Gênero: Fantasia



Acompanhamos um nobre decaído que se tornou pirata por conta de uma tragédia. Mas, o navio em que ele estava foi atacado pelo impiedoso capitão De Groot. Ele tenta fugir, mas mesmo suas habilidades não são páreo para a habilidosa tripulação do capitão pirata. Depois de ser incorporado a ela, o protagonista vai subindo em suas atribuições até se tornar o primeiro imediato. Algo que ele não compreende é como De Groot consegue manter seus homens motivados até que ele descobre uma estranha substância azul que parece fornecer a força de vontade necessária para superar os desafios. Mas, de onde vem essa substância? O capitão evita comentar sobre esse assunto, mas a dúvida e a curiosidade tornam o assunto inevitável. Só que talvez ele não esteja preparado para a cruel verdade e as consequências de deter esse conhecimento.


Diferente da história anterior que tinha um tom mais de caçada ao tesouro, esta é mais calcada na visão clássica do pirata. Ao mesmo tempo, Flamel faz uma homenagem clara a H.P. Lovecraft. A atmosfera é aterrorizante e claustrofóbica. As informações são fornecidas ao leitor com um pouco de calma e parcimônia. Boa parte da narrativa segue um padrão mais descritivo com o leitor sentindo e reagindo junto com o protagonista (do qual não ficamos sabendo o nome). À medida em que a narrativa passa é como se estivéssemos mergulhando cada vez mais fundo em uma piscina escura e sombria. As verdades secretas são repletas de peso e responsabilidade e o personagem percebe que precisa sair dali de qualquer forma caso contrário alguma coisa muito séria vai acontecer a ele. E não tem nada a ver com vida ou morte, mas algo além disso. A narrativa se divide em três capítulos e quando chegarmos lá pelo terceiro, a situação que se abate por todo o navio é uma consequência de uma série de coisas que já vinham sido pressionadas e somente transbordaram.


Não sou a melhor pessoa para avaliar um conto que se inspira em Lovecraft, simplesmente por que o autor não me agrada. Mas, vou tentar expor o que não curti tanto sem me concentrar no aspecto lovecraftiano da coisa. A narrativa é um tanto quanto longa demais; as situações poderiam ter sido resolvidas em um espaço mais curto de páginas. Algumas vezes o personagem fica apenas divergindo do assunto principal. Um conto precisa ser ágil e prender a atenção do leitor. Quando o autor começa a ser mais subjetivo em sua abordagem, nossa atenção se esvai. Porém, tem um aspecto curioso: a narrativa dá uns saltos de tempo que nos deixa perdidos. O momento em que o personagem é aceito na tripulação para o que ele se torna um imediato é brusco demais. Considero até que Flamel nem precisava ter transformado o protagonista em um imediato do navio, sendo que a ação toda poderia ter se baseado nele como um reles marujo que conquistou a confiança do capitão. Mas, isso são detalhes. O que importa é que essa brusquidão nos faz ficar um pouco perdidos no desenvolvimento da história.


3 - "Pirataria nas profundezas da rede"


Autor: Clecius Alexandre Duran Avaliação:

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Gênero: Terror



Na trama, nosso protagonista, Francisco, trabalha em uma empresa de segurança de dados. Explorado por um chefe folgado, ele se vê envolvido ema situação em que um autor famoso cuja obra não foi finalizada, tem seu notebook nas mãos da empresa que precisa decodificar os arquivos que ele deixou para trás. Sabendo do potencial desse material, além de sua curiosidade de leitor, Francisco faz de tudo para obter os dados do disco rígido e começa a devorar a famigerada última história nunca publicada. Mas, segredos sombrios se escondem por trás dela.


Clecius faz uma ótima brincadeira a respeito de dois temas: a segurança de dados e autores que morrem e suas obras nunca ficam finalizadas. Quando me deparei com a sinopse deste conto, estranhei um pouco porque conheço o Clecius há alguns anos e sei que o copo de café dele está no terror. Mas, confio na escrita dele e fui lendo a narrativa. E, bem, deixarei demais detalhes para os leitores, mas o conto é coerente com as propostas dele. Gosto da escrita do Clecius que, nessa narrativa, mistura um ar erudito com vários tons de ironia divertidíssimos. A narrativa é bastante envolvente e é posta de uma maneira em que o leitor fica curioso para saber o que vai acontecer na página seguinte. Os mistérios são empilhados um por um e vão se acumulando até a revelação no clímax da história. Gostei muito da virada narrativa e ela aconteceu de um jeito bem diferente. Isso porque essa virada acontece duplamente. Existe uma revelação para depois acontecer uma situação bizarra logo em seguida. Muito boa história.


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4 - "Em silêncio passageiro"


Autor: Moacir Fio Avaliação:

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Gênero: Terror



Nas longas viagens de ônibus de um motorista no nordeste brasileiro, coisas estranhas tem acontecido: passageiros tem desaparecido e dado lugar para outros dois. Além disso, assentos extras tem aparecido também no ônibus embora este não tenha aumentado de tamanho. O que passa a ser visto com fruto de muita cachaça e horas mal dormidas, se torna algo amedrontador para nosso protagonista. Ele dirige com extremo cuidado, mas mesmo assim os desaparecimentos continuam e ele não encontra o motivo para isso. O que acontecerá a ele? E essa viagem chegará ao fim?


Essa é uma narrativa bastante concentrada no terror ambiental. O ônibus funciona como uma espécie de "casa" mal assombrada com elementos sobrenaturais sendo inseridos. Não há uma explicação para os acontecimentos e esse nem é o propósito da narrativa. É mais como o personagem vai conseguir sobreviver até o final. Por falar neste, o autor o deixa aberto para que o leitor explore o que entendeu de toda aquela situação. Na minha visão, faltou alguma coisa na narrativa. Algumas páginas a mais ou até explorar aquela viagem mais pelo visão dos passageiros desaparecendo. Daria uma atmosfera ainda mais aterrorizante. A narrativa cumpre bem o papel proposto pelo autor e, mesmo curtinha, me deixou intrigado.


5 - "Como escorre a água"


Autora: GabiOz Avaliação:

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Gênero: Ficção Especulativa



Em uma narrativa que mescla fantasia e realidade, um pai e sua filha navegam por um mar repleto de perigos insondáveis. Seu pai lhe conta histórias não apenas para agradar a filha, mas para manter os crocodilentos longe do navio. Entre idas e vindas, entre encontros improváveis e roubos de estrelas, os dias se passam devagar e sempre. Quando um estranho homem é trazido a bordo, talvez algumas coisas mudem. Mas, o que é real e o que é ilusão? Em uma belíssima narrativa, GabiOz mescla sonhos e realidade de uma maneira como só um verdadeiro contador de histórias vai fazer. Querem se sentar para ouvi-la? Pois bem, eis a hora e o momento certo para isso. Tudo começa no mar...


A escrita da autora é repleta de sensações e metáforas. É aquele tipo de escrita mais sensorial, que estimula o leitor a cheirar, a ouvir, a sentir. Cada frase em cada parágrafo é pensada para atender a um todo coeso. Uma narrativa poética repleta de significados que enreda o leitor desde o primeiro minuto. A atmosfera misteriosa estimula a gente a virar as páginas e descobrir o que está acontecendo. Mesmo que a gente não entenda de todo, Os múltiplos significados dão algumas pista sobre essa jornada. A autora usa e abusa das subseções para trocar de ponto de vista ou de cena entre as páginas. Talvez isso seja um dos pontos que não gostei. Embora forneça agilidade à trama, com frequência nos vemos perdidos tentando entender o que aconteceu. No começo o mistério e o encanto são bem legais, mas à medida em que a narrativa avança e o leitor não consegue entender de todo o que está acontecendo ou para onde a narrativa vai, há uma frustração. Fiquei cativado pela escrita dela, mas faltou um pouco de objetividade na trama. Por outro lado, a autora usa uma mecânica que gosto bastante: a quebra da quarta parede. Frequentemente ela parece estar conversando com o leitor, como se estivéssemos ao redor de uma fogueira escutando uma boa história. Esse elemento participativo fornece uma boa camada extra de imersão, nos convidando a fazer parte deste mundo. É uma boa história e que vai encantar muitos leitores.


6 - "Piratas patriotas dos mares meridionais"


Autor: Bruno Crispim Avaliação:

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Gênero: Nonsense



Imaginem se três irmãos adquirissem um barco, após a derrota de seu líder de extrema-direita (que perdeu injustamente, segundo eles), e levassem toda uma galera de Copacabana para o Planalto Central, para fazer justiça com as próprias mãos. Só tem um pequeno problema: essa viagem desses "piratas" dos mares meridionais vai ser bastante acidentadas quando homens passam a sugar a própria essência de seus companheiros e se tornarem algo que não pode mais ser reconhecido como um ser humano. Um bando de capitalistas atrapalhados cujas vidas luxuosas, preguiçosas e confortáveis está ameaçada pelo retorno de pessoas irrelevantes ao poder. É preciso fazer justiça... custe o que custar.


A narrativa de Bruno Crispim é uma baita crítica social. Aliás, se você for da mesma opinião que os personagens do conto dele, eu me preocuparia e o conto não é para você. Bruno tem uma escrita bem ácida, calcada no nonsense, ou seja, a história não é necessariamente para fazer sentido completo, como Alice no País das Maravilhas não era. Apesar de o nonsense ser algo que ganhou corpo por causa de Lewis Carroll, a escrita do autor se assemelha muito mais a de um autor brasileiro que gosto muito, o Nelson de Oliveira. Usar da fantasia e da ficção especulativa como mote para criar uma história irônica que nos cutuca e nos faz refletir nos problemas sociais que vivemos. Várias alegorias que ele emprega são bastante típicas de nossa realidade: um grupo de personagens decididamente estúpidos e alienados, oriundos de um bairro de classe média e alta, um líder de direita que reclama do processo democrático. Até a ideia de transformá-los em vampiros demonstra a inumanidade e a falta de solidariedade e cegueira daqueles que abraçaram o discurso extremista. As alegorias do autor são bem claras, as brincadeiras narrativas que ele faz são pertinentes e é uma daquelas histórias que, se você for bastante engajado nos assuntos, vai te fazer gargalhar em vários momentos. A ficção especulativa tem esse viés incômodo e reflexivo. Quando ela não tem, é apenas mais letras escritas em um papel. Esse conto foi uma grata surpresa e um emprego inteligente do tema de piratas.


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7 - "Rapsódia"


Autor: Bernardo Stamato Avaliação:

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Gênero: Ficção Científica



Uma tripulação de mercenários está atrás de uma famigerada pirata espacial chamada Sigrid. Depois de uma perseguição implacável, eles a cercam e à sua nave em um cinturão de asteróides. Mas, a situação chega a um impasse e Sigrid tenta subornar o capitão da nave oferecendo uma proposta irrecusável. É então que eles aceitam uma perigosa e incerta missão de caça ao tesouro que os levará a um lugar abandonado onde eles podem (ou não) encontrar esse tesouro. Mas, será que ele existe mesmo? Ou Sigrid está enrolando todos enquanto planeja uma emboscada? Nada é certo nessa situação instável e as tensões vão chegar às estrelas. Saibam mais nesta história.


Dos contos desta edição esse é o mais puro suco de ficção científica com caça ao tesouro. Tem tudo o que um leito do gênero pode curtir, desde perseguições de naves, disparos de lasers e confrontos com seres bizarros. O autor conseguiu escrever uma história divertida e descompromissada onde o leitor vai encontrar diversos clichês do gênero. A escrita é bem tranquila de ser entendida e depois de umas três ou quatro páginas a gente consegue entender qual é a motivação da história. A narrativa é em terceira pessoa puxando mais para algo voltado para os diálogos. A trama deixa alguns ganchos para histórias futuras, então é ver se o autor pretende retornar a este mundo futuramente.


A narrativa se baseia demais em diálogos. Alguns deles são trocas quase monossilábicas, o que dá um aspecto não muito legal à narrativa. Canso de dizer o quanto é preciso haver um equilíbrio adequado entre diálogos, descrições e narrações. Se um ultrapassa o outro, a menos que seja algo proposital, acaba se tornando prejudicial ao ritmo da história. Determinadas falas poderiam ser suprimidas em prol de uma frase com o personagem concordando ou discordando, gesticulando a cabeça, ou movimentando outra parte do corpo. Saber trabalhar com a comunicação gestual é aumentar o seu arsenal de ferramentas para escrever uma boa história. Outro ponto que não curti foi a ausência do desenvolvimento dos personagens. A história é calcada no capitão ou nas aventuras da nave Rapsódia? Ok, o capitão é o protagonista, mas porque não individualizar os personagens? Houve um momento legal entre o capitão e a diplomata onde o leitor é colocado frente à contradição de que ela é uma mercenária que é totalmente pacifista. Mas e os outros personagens? Parece que eles apenas compõem o fundo. A aventura no asteróide poderia ter contado com a participação de outros membros da tripulação da Rapsódia e alguns da de Sigrid só para criar uma tensão maior e delinear melhor os personagens.


É uma história divertida, mas havia bem mais potencial a ser explorado.


8 - "Presença"


Autor: Diogo Andrade Avaliação:

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Gênero: Suspense



Preciso ajudar a minha família! Com essa frase em sua mente e coração, a protagonista obtém informações sobre um tesouro escondido na floresta que poderia resolver todos os seus problemas. Mas, dias se passam e esta é uma caçada bem difícil, levando a protagonista aos seus limites. Não ajuda o fato de ela estar sozinha em um lugar que parece perigoso e se sentir observada a cada momento. Depois de muita luta, ela consegue encontrar o local onde o tesouro está enterrado e inicia sua missão de retirá-lo da terra. Descansando um pouco depois da terrível jornada, ela desperta no dia seguinte com a constatação de que suas ferramentas foram roubadas. Desenterrar o baú se torna uma tarefa ainda mais desesperada e algo não está certo nesta floresta. O que se esconde ali? E poderá ela finalmente cumprir sua missão e ajudar seus familiares?


Esta é a primeira vez que leio um conto que não seja de fantasia do Diogo. Uma coisa que gosto na escrita dele é em como ela consegue ser ambiental, mais do que simplesmente descritiva. Ela te coloca no lugar e faz com que o leitor consiga enxergar o que o cerca. A narrativa acontece em terceira pessoa e boa parte dela é descritiva porque se passa a partir de um único personagem. Faço ideia de como deve ter sido complicado escrever essa história porque é complicado manter a atenção do leitor quando sua história é basicamente um personagem solitário explorando um lugar. E não é nenhum cenário de fantasia ou uma ambientação futurista; é somente uma floresta sombria. O autor precisa se focar em despertar os sentidos do leitor com o vento que sopra, o som de folhas ao fundo, a chuva que cai impiedosa. A partir do momento em que o leitor está mais familiarizado, colocar algum elemento desconcertante que provoque tensão ou desconfiança.


Faltou ser um pouco mais preciso acerca da história em si. Fiquei um pouco confuso com todo o contexto dos expedicionários e da árvore que não pode ser derrubada. Existe toda uma trama de maldição por trás do tesouro em si que a personagem acaba sendo enredada. A narrativa poderia ter sido mais reduzida e com um escopo menor. Uma simples história de fantasmas teria tido mais resultado e sido mais eficiente. Na dúvida sobre o que fazer, use a Navalha de Occam: a solução sempre é a mais simples. A primeira metade da história, para mim, é perfeita. Boa introdução, ambiente tenso, medo ao redor. A segunda quando se delineia a maldição, ficou um pouco confusa. Entendi o final, mas confesso que não curti a segunda parte. Talvez nem fosse preciso dizer o que era a maldição ou a história por trás dela... ela acontecer já seria um desafio suficiente.


9 - "Vermelho"


Autora: Carol Mancini Avaliação:

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Gênero: Ficção Científica




Joana é a capitã de um navio responsável por libertar outras mulheres de seu cativeiro. Neste mundo distópico, após uma terrível guerra, um gás esverdeado foi liberado nas grandes cidades, provocando danos irreparáveis em mulheres que tiveram sua pele e seus olhos afetados por uma estranha aflição. O sol as afeta de maneira letal, o que as relegou a serem criaturas da noite. Chamadas agora de vampiras, elas sofrem com o preconceito masculino por elas serem totalmente funcionais em outro momento do dia, além de algumas outras coisas. Navios que eram usados durante a guerra se tornam prisões onde elas sofrem todo o tipo de torturas. Joana é a filha de uma dessas prisões e agora luta para fazer um mundo melhor. E ela esconde um segredo que pode mudar esse mundo para sempre...


Carol usa de uma metáfora muito usada no passado (e talvez até por alguns nos dias de hoje) em que as mulheres eram consideradas vampiras. Aquelas que destoavam de seu papel como pessoas do lar ou progenitoras eram conhecidas como tal, sedutoras de homens. Lembremos que um dos primeiros romances sobre vampiros era com uma personagem feminina, Carmilla. Carmilla é anterior ao Drácula escrito por Bram Stoker. Essa associação, portanto, é parte da misoginia que abate nossa sociedade há séculos. Usar uma distopia para discutir esse assunto de uma outra maneira é bem inteligente da parte dela. A autora escreve de uma forma semi-epistolar, onde as subseções são quase como entradas de um diário. Digo semi porque algumas destas subseções servem para contextualizar o mundo pensado pela autora. A narrativa é bem expositiva em partes, o que pode não agradar a alguns leitores que podem esperar algo mais orientado para ação.


Ser uma história mais refletiva e ativista a torna bem especial para este primeiro volume do Tapioca Fantástica. Embora tenhamos avançado em diversas pautas femininas, o preconceito de gênero continua por aí. Realidades como as pensadas por Margaret Atwood em O Conto da Aia e a pensada por Carol Mancini neste conto não são tão absurdas assim. Basta um aperto de botão para toda a nossa realidade abraçar pautas extremistas. Tem um tema bem legal sendo abordado neste conto que é o da revolução. Muitas vezes uma decisão na direção certa ou uma pessoa podem fazer a diferença. Só o que é preciso é a vontade de lutar. Por isso é que Joana se abriu para a personagem que iria ajudá-la. Ela era importante para o plano da personagem, mas mais do que isso: havia uma motivação para ela mesma continuar tocando essa luta que é tão importante para todas. Vale muito o debate e o conto tem bem mais camadas do que as que estou postando aqui. Mas, incentivo todos a darem uma conferida.


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Ficha Técnica:


Nome: Tapioca Fantástica vol. 1 - Piratas

Organizado por Diogo Andrade

Editora: Autopublicado

Número de Páginas: 228

Ano de Publicação: 2023


Link de compra:


*Material recebido em parceira com os autores














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Em 1927, na cidade de Chatterlee, os ânimos entre brancos e negros estão acirrados. Um dique está prestes a se romper e a cidade pode ser completamente destruída. Em um momento crítico da história dos EUA, a chegada de um homem vindo do espaço vai fazer com que a cidade seja sacudida. Um alienígena negro com incríveis poderes. O Colosso. O Fruto Estranho.


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Sinopse:


Na pequena cidade de Chatterlee, Mississippi, a Grande Enchente de 1927 não foi apenas a mais catastrófica enchente fluvial na história dos Estados Unidos. Foi a precursora da mudança. Enquanto o rio transbordante e as barreiras quebradas resultavam na devastação da antiga cidade agrícola por fora, tensões raciais e sociais a rasgavam por dentro. Mas quando um ser de outro mundo cai do céu e desafia tudo que essas pessoas divididas sabiam, as coisas se modificam para sempre. J.G. Jones (Procurado) e Mark Waid (Império, Reino do Amanhã) tecem uma poderosa e literária peça de ficção histórica com arte pintada que examina o mito heroico ao mesmo tempo que explora temas como racismo, legado cultural e a natureza humana.






Falar sobre preconceito nos EUA é um assunto bastante espinhoso. Conforme já vimos em filmes ou séries, a situação era complicada e algo que já vinha de séculos de colonização e de tráfico de escravos. Até hoje existem inúmeros problemas relacionados a assédio moral, bullying, preconceito escancarado que levou a movimentos como o Black Lives Matter. Neste quadrinho, J.G. Jones tocam na ferida, vão fundo nessa discussão. O resultado é uma história impactante, que parte de um tema real que foi a Grande Enchente do Mississipi de 1927 e cria um tema fantasioso em cima. Não esperava muita coisa do quadrinho e fiquei surpreso com o quanto ele não teve uma divulgação maior no Brasil na época em que foi lançado. Um bom roteiro com uma arte maravilhosa e um tema pertinente para o Brasil. Vamos falar um pouco mais dessa HQ aqui.


A história se passa em Chatterlee, às margens do rio Mississipi. Como qualquer estado do Sul dos EUA, a tensão entre brancos e negros é alta e os senhores de terra locais empregam compulsoriamente todos eles. Seus salários são bem ruins com péssimas condições de trabalho. A violência é varrida para debaixo do tapete já que não importa muito se negros morrem ou se machucam. O administrador local, um senador, mesmo sendo alguém progressista, é refém dos donos de terra locais além de seus próprios interesses políticos. A situação começa a complicar quando um agrônomo negro é enviado pela União e informa que o dique se segura as cheias do Mississipi está prestes a se romper. Justamente por ser negro, ele é ignorado e começa a despertar uma atenção ruim dos fazendeiros. Quando a coisa começa a estourar, alguns fazendeiros, que são membros da Ku Klux Klan, sobem em uma picape para arrastar os negros para colocar sacos de areia no dique. Muitos se recusam e Sonny, uma espécie de líder deles, os encara, gerando toda uma confusão que o leva a ser procurado implacavelmente pelos fazendeiros. Em uma terrível noite chuvosa, Sonny corre por sua vida, uma criança desaparece misteriosamente às margens do rio enquanto procurava seu cãozinho e um meteoro destrói o dique. Desse meteoro desperta um ser colossal, negro da cor do ébano e detentor de uma poderosa força. Esse furacão de acontecimentos irá despertar situações explosivas na cidade.


Parece muita coisa que mencionei no parágrafo anterior, mas isso se trata de apenas parte do primeiro capítulo. É para demonstrar o quanto o roteiro do Mark Waid é rico em detalhes. É possível contar muito a partir de pouca coisa. A ideia de pegar um acontecimento real e criar algo em cima que pode ou não ter vias de realidade foi genial da parte do autor. O efeito disso é um realismo maior. E aí é preciso pontuar que a história não é sobre o Colosso Negro, mas sobre a própria comunidade de Chatterlee, sendo que Sonny é o personagem que mais aparece. Vamos enxergar os problemas a partir dos olhos de Sonny. A narrativa consegue dar bastante espaço para que os núcleos de personagem sejam desenvolvidos e entendemos a motivação de cada um deles. Seja Sonny que só deseja viver uma vida decente, a herdeira da fazenda que é uma pessoa que trata adequadamente seus funcionários, o senador interesseiro ou os donos de terra violentos. Todos possuem algum papel na narrativa. Nada é deixado ao acaso. Achei só que algumas coisas a respeito do Colosso foram mal explicadas e a gente apenas consegue supor. Determinadas situações pela qual ele passa, Waid parece sacar um deus ex machina para cuidar de uma situação complicada, como o aparecimento de uma tecnologia curativa do nada. Curiosamente é mais o aspecto alienígena da história que às vezes parece... alienígena à história.


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A arte de Jones é maravilhosa. Toda baseada em um fotorrealismo de cair o queixo, Jones entrega paisagens vivas e repletas de dinamismo. Tudo brilha e isso vem muito do emprego de uma palheta de cores clara, puxada para tons terrosos. É curioso Jones usar esse tipo de tonalização se pensarmos que parte da HQ acontece em momentos de chuva, com trovões e tempestades. Ou seja, tem vários momentos nos quais a narrativa acontece em cenários escuros. A quadrinização segue o padrão com 6 ou 8 quadros por página, mas Jones dá uma variada de vez em quando, seja mudando a orientação ou colocando cenas de página inteira. A impressão que dá é que ele nunca perde a atenção do leitor porque quando começamos a nos acostumar com os quadros de página, ele altera alguma coisa momentaneamente. As páginas são carregadas de intensidade e emoção, perceptíveis na expressão dos personagens ou em sua posição em tela. Por vezes algumas cenas na cidade me fizeram pensar na arte de Alex Ross em Marvels. Tem uma cena específica com o Colosso passeando pelo centro da cidade e indo em direção à biblioteca com várias pessoas olhando que me lembrou o capítulo de Marvels em que Ross mostra o deslumbramento dos seres humanos diante de seres magníficos. A intenção de Jones é mostrar esse deslumbramento ao contrário, denotando assombro e medo diante do desconhecido.


É impossível não mencionar as tensões locais na cidade. Esse é um país diferente daquilo que vai ser daqui a alguns anos durante os momentos mais quentes da luta pela igualdade racial. Estamos na década de 1920 com uma sequência de presidentes republicanos e conservadores, sendo o que aparece na HQ Hoover, responsável por levar os EUA à crise de 29. Um momento de intensa especulação imobiliária onde terras valiam ouro e todos queriam valorizar as suas para obter um alto preço de venda. No sul, as tensões raciais continuavam e a existência de uma entidade como a Ku Klux Klan tida como normal. Seus membros eram pessoas com grande poder aquisitivo e chegavam a mandar em prefeituras locais. Mesmo com alguns membros da comunidade ficando incomodados, sua penetração nas políticas locais era evidente. Dá para perceber o quanto o senhor Pinkster tinha um grande poder local, mesmo quando o senador, que era para ter mais poder do que ele, se sentia claramente afetado por suas loucuras. No meio de tudo isso temos uma população negra que começava a despertar como grupo e desejava melhores condições de vida. Isso provocava enfrentamentos sérios com mortes acontecendo. Aquela cena de Pinkster e seus amigos entrando armados em um "bar para negros" era mais comum do que se imaginava. Restava a eles apenas resistir e sofrerem algum tipo de violência mais séria ou capitularem e fazerem o que lhes era mandado. As condições de trabalho eram de fato ruins e não havia uma legislação trabalhista clara neste momento. Vamos pensar que se tratava de um trabalho perigoso que envolvia estar em um local ameaçado de enchente.


O aparecimento do Colosso é uma clara referência ao surgimento do Superman, descendo em uma nave vinda do planeta Krypton e sendo recebido pelos homens como um ser "maravilhoso". Aqui Jones provoca com uma espécie de "superman negro", só que alguém que não consegue se comunicar com os seres humanos, usando de uma linguagem matemática para tentar passar suas ideias. Os negros de Chatterlee o enxergam como um símbolo, mas também não conseguem compreendê-lo. Suas ações estranhas acabam entrando em consonância com aquilo que eles desejam. Os homens brancos enxergam no Colosso uma ameaça aos seus interesses. Ninguém consegue saber qual o propósito da vinda do alienígena para a Terra. Ele apenas acaba sendo usado por algum dos lados da questão. Se pararmos para pensar, nem mesmo aqueles que deveriam estar junto do Colosso não foram capazes de decifrar suas reais motivações. Me pego pensando que mesmo entre aqueles que compartilhavam de sua representação étnica, o Colosso era uma ferramenta e não uma pessoa; um símbolo e não um indivíduo. Não sei se isso foi algo proposital na prosa de Waid.

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Mesmo com o Colosso representando uma ferramenta de luta da comunidade negra, é Sonny o seu líder. Sendo um agitador, ele tirava as pessoas do lugar comum e as fazia pensar no que realmente queriam para si. É claro que ele mesmo não era a pessoa mais corajosa até porque seu objetivo final era mais egoísta do que comunitário. Ele se transformou depois nesse líder, principalmente quando precisa lidar com uma escolha moral importante que define o seu caráter. Um dos diálogos mais contundentes da HQ é o que ele tem com a herdeira. Ela ajuda os seus empregados porque tem um bom caráter ou apenas para salvar sua consciência? Todas as suas terras foram construídas com o suor do trabalho de empregados negros, então se torna complicado ter uma visão condescende. É muito semelhante à velha discussão sobre cotas raciais no Brasil. O que não se compreende em muitos casos é que existe uma dívida histórica a ser paga além das imensas dificuldades para que um homem ou uma mulher negra possam ocupar espaços de trabalho. Existe toda uma distorção social que, por melhor que sejam as intenções, existe um desgosto que é reforçado diariamente.


Fruto Estranho é uma bela história com um roteiro bastante provocativo. Waid foi fundo na temática racial e conseguiu puxar algumas reflexões existentes até os dias de hoje. Usar um desastre natural importante na história americana como mote para uma história fantástica foi inteligente e produziu um resultado bem interessante. Os personagens e as situações remetem a questões como o preconceito e a violência que estão nas raias da sociedade ainda hoje e que, através de uma história como essa, podem ser levadas ao alcance de todos. A arte de J.G. Jones está magnífica com detalhes fotorrealista e uma arte brilhante que encanta os leitores. Uma quadrinização bem executada também constrói um todo bastante coerente. Quadrinho altamente recomendado.


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Ficha Técnica:


Nome: Fruto Estranho

Autor: Mark Waid e J.G. Jones

Artista: J.G. Jones

Editora: Mythos

Tradutor: Bernardo Santana

Número de Páginas: 132

Ano de Publicação: 2018


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Atualizado: 4 de dez. de 2023

Uma editora que tem investido forte em livros young adults e fantasias históricas. O que ela está trazendo para este ano está realmente surpreendente. Venham conferir!


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Só revisando as regrinhas básicas desta postagem:


1 - Todas as informações são especulações feitas a partir da divulgação da editora em sua fanpage ou de cadastros de ISBN na Câmara Brasileira do Livro (CBL).


2 - Lançamentos podem ser adiados. O que fazemos é uma estimativa.


3 - Não respondo pelas editoras. Se houve algum problema no lançamento como atraso ou cancelamento, peço que entrem em contato com a editora em questão.


4 - No final, eu faço algumas apostas. Mas, apostas são isso mesmo: apostas. Nada garantido.


Caso as editoras desejem entrar em contato comigo, estou à disposição no ficcoeshumanas@gmail.com.


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Desempenho da editora em 2022:


O selo dedicado à fantasia da Planeta (um dos grandes grupos editoriais do Brasil) vem crescendo a cada ano, apresentando títulos competentes e uma boa forma de divulgação. Como o catálogo da editora era pequeno e nem todos os títulos eram voltados para a nossa área de interesse eu vinha relutando em trazer a editora para essa coluna. Só que um fato interessante aconteceu no último ano para cá: livros de fantasia com personagens históricos, reimaginando-os em outros cenários ou apenas contando a sua versão dos acontecimentos, vem se tornado uma tendência novamente. De seis meses para cá tivemos mais de uma dúzia deles lançados nos EUA e a Planeta entendeu que poderia tirar dali um filão. E deu certo. Os livros da Madeline Miller vendem muito bem (muito também pela competência da autora) e eles trouxeram a novata Jennifer Saint que também está fazendo bons números. Aliás, não à toa a autora já publicou um livro sobre Ariadne que a Planeta trouxe, outro sobre Elektra (não a heroína, e sim a personagem mitológica) e agora traz mais um com Atalanta. Se a editora virar um pouco o olhar para os lados vai encontrar outras autoras com a mesma proposta e isso pode criar uma ótima identidade para a Planeta.


Mas, nem só de fantasia histórica vive a editora e finalmente eles trouxeram o segundo volume da trilogia de ficção científica espacial do Brandon Sanderson, o queridinho entre 4 de 5 leitores de fantasia. Só um aviso aos navegantes que ler essas obras mais transversais do autor pode ser um choque porque a proposta delas é completamente diferente. De toda forma, a editora resolveu trazer mais, mas sinto que a Planeta não está lá muito comprometida com outros gêneros. Não sei se para criar uma coesão identitária ou se só porque não vendeu bem mesmo. E também temos alguns bons livros de Young Adult para atender ao público ávido por novas histórias. Tem para todos os gostos.


1 - "Garota-Propaganda" de Veronica Roth


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Ficha Técnica:


Nome: Garota-Propaganda

Autora: Veronica Roth

Gênero: Distopia

Tradutora: Fernanda Cosenza

Número de Páginas: 288


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Sinopse: O que é certo é certo. Sonya Kantor conhece muito bem esse slogan.


Durante décadas, essa frase permeou o dia a dia de todos os habitantes da megalópole Seattle-Portland, controlada pelo regime autoritário da Delegação. A maior forma de controle, no entanto, vinha do Insight, um implante ocular que permitia acompanhar tudo o que era feito e dito pelos cidadãos, punindo os que saíam das regras e recompensando os que as seguiam.


Mas isso foi há muito tempo: uma revolução tirou a Delegação do poder, libertando todos da vigilância do Insight. Os membros mais importantes do antigo regime foram enviados para a Abertura, uma prisão isolada, e é lá que Sonya, antes a garota-propaganda oficial da Delegação, está presa há dez anos – e condenada à prisão perpétua.


Até que um velho inimigo aparece com uma proposta aparentemente irrecusável. Sonya deve encontrar uma garota desaparecida, roubada de seus pais pelos agentes da Delegação, e, em troca, ganhar a liberdade que antes parecia impossível. O caminho que Sonya percorre para achar a menina a conduz pelo estranho e tortuoso mundo pós-Delegação, em que segredos sobre si mesma e sobre sua família estão à espreita.


2 - "De onde vêm as princesas" de Irmãos Grimm e Hans-Christian Andersen


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Ficha Técnica:


Nome: De onde vêm as princesas

Autores: Irmãos Grimm e Hans-Christian Andersen

Gênero: Contos de Fadas

Tradutor: Petê Rissatti

Número de Páginas: 208


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Sinopse: Como histórias contadas há gerações ainda são capazes de nos mover e emocionar?


Nos identificamos com princesas e príncipes, sereias e duendes. Tememos os mesmos vilões que assustaram nossos avós (e os avós de nossos avós), torcemos pelos “felizes para sempre” dessas histórias atemporais.


Nossas brincadeiras infantis de faz-de-conta se transformam em fantasias de amor, sorte e poder, e autores como Jacob e Wilhelm Grimm e Hans Christian Andersen foram capazes de compreender os segredos de nossos desejos, criando contos-de-fada universais.


Nesta edição especial e ilustrada, trazemos alguns desses contos, histórias originais que, muito depois, inspiraram uns dos maiores sucessos do cinema de fantasia:


A Pequena Sereia

A Rainha da Neve

A Bela Adormecida

Branca de Neve

A Gata Borralheira

O Príncipe Sapo – ou Heinrich de Ferro

Rapunzel



3 - "Joana D'Arc" de Katherine J. Chen


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Ficha Técnica:


Nome: Joana D'Arc

Autora: Katherine J. Chen

Gênero: Fantasia Histórica

Tradutora: Flávia Souto Maior

Número de Páginas: 384


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Sinopse: 1421. A França parece prestes a perder a guerra contra a Inglaterra. Enquanto o país se afunda na lama de batalhas sangrentas, o povo passa fome... e o rei permanece escondido.


Desse caos surge uma jovem capaz de mudar o rumo da guerra e liderar os franceses à vitória. E o nome dessa garota imprudente, obstinada e brilhante – uma heroína improvável – ecoará através dos séculos: a guerreira, a herética, a santa Joana D’Arc.


Nas mãos de Katherine J. Chen, o mito e a lenda de Joana D’Arc ganham vida neste romance fruto de meticulosa pesquisa. Sua vida é narrada, com maestria, desde a infância repleta tanto de alegria quanto de violência até a ascensão meteórica ao posto de líder do exército francês no fim da Guerra de Cem Anos, em meio aos perigos nos campos de batalha e às ainda mais traiçoeiras intrigas da corte.


4 - "Mickey 7" de Edward Ashton


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Ficha técnica:


Nome: Mickey7

Autor: Edward Ashton

Gênero: Ficção Científica

Tradutor: Aline Storto Pereira

Número de Páginas: 288


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Sinopse: PRESCINDÍVEL. Clone humano utilizado para serviços de alta periculosidade em missões de exploração espacial. A personalidade e as memórias de um prescindível podem ser mantidas intactas e transferidas para um novo corpo, se e quando o corrente hospedeiro morrer.


Mickey Barnes é um prescindível, agora em sua sétima iteração, vivendo – e morrendo – entre seus companheiros na colônia especial gelada e praticamente inabitável de Niflheim. Alguns o consideram imortal. Outros acreditam que ele é um monstro sem alma. Nos últimos nove anos, tem sido enviado a missões praticamente suicidas, sujeito a experimentos que testam os limites da resistência humana, tudo pelo bem maior da espécie.


Durante uma missão de reconhecimento, Mickey7 acaba ferido e é largado para morrer. No entanto, contra todas as possibilidades ele consegue sobreviver e retornar à base. O problema é que, dado como morto, Mickey7 já havia sido substituído pela próxima geração: Mickey8. Nenhum dos clones está disposto a se reciclar, mas, se alguém descobrir que existem múltiplos Mickeys, ambos serão executados – e não haverá um Mickey9.


E esse não é o único segredo guardado por Mickey7: por um mês, ele não fez o upload de suas memórias, deixando seu clone no escuro sobre sua “quase morte” e um encontro com os habitantes do planeta gelado, supostamente irracionais. Mickey7 também não sabe como todas as suas versões anteriores morreram, e as mortes que ele consegue recordar deixaram marcas profundas... o que o faz desconfiar das reais intenções da colônia.


5 - "Para o Inferno" (Nona Casa vol. 2) de Leigh Bardugo


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Ficha Técnica:


Nome: Para o Inferno

Autora: Leigh Bardugo

Série: Nona Casa vol. 2

Gênero: Fantasia

Tradutora: Marina della Valle

Número de Páginas: 496


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Sinopse: A Ivy League está indo direto para o inferno nesta sequência de Nona Casa, best-seller do The New York Times.


Encontrar um portal para o submundo e roubar uma alma do inferno. Esse parecia um plano simples, ainda que raramente quem faça essa jornada consiga retornar. Mas Galaxy “Alex” Stern está determinada a resgatar Darlington do purgatório – mesmo que para isso precise abrir mão de seu futuro em Yale e na Nona Casa.


Proibidos de tentar resgatar o amigo, Alex e Dawes não podem pedir ajuda à Casa, e por isso reúnem um grupo de aliados bastante improváveis para salvar o cavalheiro de Lethe. Juntos, terão de navegar por um labirinto de textos misteriosos e artefatos bizarros, a fim de descobrir os segredos mais bem guardados das sociedades, quebrando todas as regras possíveis ao fazê-lo.


Mas, quando os membros do corpo docente começam a morrer, Alex desconfia que talvez não sejam meros acidentes. Algo mortal está se espalhando por New Haven, e terá de enfrentar os monstros de seu passado e a escuridão que se esconde nas paredes da universidade, se quiser sobreviver.


6 - "Ancestrais de Avalon" (Ciclo de Avalon vol. 5) de Marion Zimmer Bradley e Diana L. Paxson


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Ficha Técnica:


Nome: Ancestrais de Avalon

Autoras: Marion Zimmer Bradley e Diana L. Paxson

Gênero: Fantasia Histórica

Tradutora: Marina della Valle

Número de Páginas: 336


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Sinopse: Os sacerdotes e as sacerdotisas de Atlântida sabiam anos antes que os Reinos Marinhos estavam condenados. No entanto, agora que a destruição final chegou, eles percebem que estão menos preparados do que imaginavam para o que está por vir.


Micail e Tiriki, príncipe e princesa da última ilha atlante a cair, são separados durante a fuga final. Tiriki e outros sobreviventes de Atlântida se estabelecem nos pântanos ao redor da Montanha Sagrada, mais tarde conhecida como a Ilha de Avalon. Lá, descobrem uma forte presença da antiga religião da Grande Deusa e começam a fundir a sua cultura atlante com as crenças e os costumes dos povos locais.


Micail e seu primo, o príncipe Tjalan, conseguem chegar ao destino planejado, um posto comercial nas Ilhas Britânicas, onde Tjalan não perde tempo em assumir o controle. Ele sonha em manter as tradições de Atlântida e fundar um glorioso novo império, quer as tribos locais gostem disso ou não. Enquanto isso, Micail e os outros sacerdotes se dedicam a cumprir uma antiga profecia que prevê a construção de um grande templo nessa nova terra – e começam a buscar uma maneira de mover os imensos blocos de granito que se tornarão Stonehenge.


7 - "A Filha do Rei Pirata" (A Filha do Rei Pirata vol. 1) de Tricia Levenseller


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Ficha Técnica:


Nome: A Filha do Rei Pirata

Autora: Tricia Levenseller

Série: A Filha do Rei Pirata vol. 1

Gênero: Fantasia

Tradutora: Marcia Blasques

Número de Páginas: 288


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Sinopse: Eu sou quem sou porque escolhi ser assim. Sou o que quero ser.


A jovem capitã Alosa foi enviada numa missão para recuperar um mapa perdido há muito tempo.


Ousada e destemida, ela se deixa ser capturada pela tripulação inimiga para investigar a embarcação deles e encontrar o mapa, a chave para encontrar o tesouro mais procurado dos mares.


Mesmo estando ao seu alcance, ela não contava com um imprevisto: Riden, um pirata charmoso e mordaz que parece ser a única coisa entre Alosa e seu objetivo.


Nesta aventura de tirar o fôlego, a capitã precisará usar seus melhores truques para conseguir o que tanto deseja.


Mas Alosa não é uma pessoa qualquer. Ela é a filha do rei pirata – e ninguém é páreo para ela.


8 - "A Filha da Rainha Sereia" (A Filha do Rei Pirata vol. 2) de Tricia Levenseller


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Ficha Técnica:


Nome: A Filha da Rainha Sereia

Autora: Tricia Levenseller

Série: A Filha da Rainha Pirata vol. 2)

Gênero: Fantasia

Tradutora: Marcia Blasques

Número de Páginas: 336


Link de compra:










Sinopse: Posso não ter nascido no mar, mas nasci para governá-lo. Sou a filha da rainha sereia.


Finalmente, a missão de Alosa chegou ao fim. Ela não só conseguiu recuperar os três pedaços do mapa que levam ao tesouro cobiçado por todos como também capturou os piratas que a sequestraram.


Riden, atraente demais e supreendentemente leal, continua sendo uma distração – mas pelo menos agora ele está sob o comando de Alosa.


Quando o vilão Vordan expõe um segredo que o pai de Alosa guardou cuidadosamente por anos, ela e sua tripulação se envolvem em uma corrida mortal contra o temido Rei Pirata.

Apesar do perigo, Alosa sabe que irá recuperar o tesouro primeiro...afinal, ela é a filha da Rainha Sereia.


9 - "Laços Perversos" (Promessas Vazias vol. 2) de Lexi Ryan


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Ficha Técnica:


Nome: Laços Perversos

Autora: Lexi Ryan

Série: promessas Vazias vol. 2

Gênero: Fantasia

Tradutora: Débora Isidoro

Número de Páginas: 368


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Sinopse: Depois que sua irmã foi vendida para os feéricos, Brie achou que sua vida não poderia piorar. Mas a situação se torna ainda mais difícil quando ela começa a fazer parte de uma trama perigosa repleta de mentiras e disfarces, além de se envolver com dois príncipes sedutores, mesmo não concordando em nenhum deles.


Agora, uma guerra civil está em curso e Brie não consegue escolher de qual lado está. Como ela pode decidir em quem apoiar quando nem ao menos se reconhece?


Quanto mais o reino de Faerie se despedaça, mais claro fica que profecias não mentem e que Brie tem um papel fundamental no destino de todos os feéricos – quer ela queira ou não.


10- "Deusa de Sangue" de F.M.L. Pepper


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Ficha Técnica:


Nome: Deusa da Sangue

Autora: F.M.L. Pepper

Gênero: Fantasia

Número de Páginas: 288


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Sinopse: E se a Deusa da Vida fosse a grande assassina da história?


Um castigo divino. Uma profecia de luz. Um amor condenado desde o início.


O coração de Nailah está em ruínas, assim como o mundo ao seu redor. As luas de Kapak confirmam o que ela já sabe: seu tempo está se esgotando. Como cumprir o que prometera à mãe enquanto a via morrer em seus braços? Como lutar e ser dona do seu destino se em Unyan as consequências eram mortais para as mulheres insubmissas? Como não ser condenada ao lugar amaldiçoado se tudo indicava que ela era uma infértil? Para se livrar de sina tão terrível, Nailah cederia à indecente proposta que lhe fez o nada atraente, porém carismático, Ron Blankenhein, um nobre muito fora dos padrões? E, para deixá-la ainda mais desnorteada, como obedecer aos clamores da figura sem rosto dos seus sonhos premonitórios e seguir o caminho de luz se era justamente pela voz da escuridão que seu coração batia mais forte?


Ah, sim, as divindades podiam ser imprevisíveis e... perversas! E Nailah descobriria isso em breve.


Deusa de Sangue é um romance repleto de fantasia e reviravoltas, a saga da garota guerreira que desafiou as normas dos homens, as lendas dos deuses e até mesmo a morte, sem imaginar, no entanto, que a mais terrível das batalhas seria travada dentro do seu próprio coração.


11- "Pra te ver melhor" (Contos da Meia-Noite vol. 1) de Gina Blaxill


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Ficha Técnica:


Nome: Pra te ver melhor

Autora: Gina Blaxill

Série: Contos da Meia-Noite vol. 1

Gênero: Fantasia

Tradutora: Marcia Blasques

Número de Páginas: 320


Link de compra:










Sinopse: E se o capuz for apenas um disfarce?


Na antiga floresta de Aramor, uma história assombra na calada da noite: a lenda de um lobo que encurrala viajantes sob a lua cheia e ataca humanos em suas casas.


Red mora nos arredores da floresta e conhece bem as artimanhas do lobo. Ela sempre anda pela floresta ao anoitecer – mesmo em noite de lua cheia –, e nunca segue o mesmo caminho como os outros colegas da vila. Afinal, Red sempre foi diferente.


Mas o perigo nunca tinha chegado tão perto de seu lar.


Durante o inverso rigoroso, os rumores sobre o retorno do lobo ficam mais frequentes, e os moradores da vila percebem que não estão lidando com um lobo qualquer. Subitamente, todos começam a suspeitar uns dos outros. Mas quando você não sabe quem temer, como poderá se proteger?


Algumas Apostas:


"Elektra" de Jennifer Saint


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Ficha Técnica:


Nome: Elektra

Autora: Jennifer Saint

Gênero: Fantasia Histórica

Número de Páginas: 352












Sinopse: A Casa de Atreus está amaldiçoada. Uma linhagem de sangue maculada por um ciclo geracional de violência e vingança. Esta é a história de três mulheres, seus destinos ligados a esta maldição, e a natureza fugaz de homens e deuses.


Clytemnestra


A irmã de Helena, esposa de Agamemnon - suas esperanças de escapar da maldição são frustradas quando sua irmã é tomada por Tróia pelo irresponsável Paris. Seu marido convoca um grande exército contra eles e está determinado a vencer, não importando o custo.


Cassandra


Princesa de Tróia, e amaldiçoada por Apolo a ver o futuro e ter suas visões desacreditadas por pessoas que não confiam nela. Ela é impotente em seu conhecimento de que a cidade irá cair.


Elektra


A filha mais nova de Clytemnestra e Agamemnon, Elektra está horroriza pelo derramamento de sangue feito por aqueles de seu sangue. Mas pode ela escapar da maldição ou seu próprio destino está atrelado à violência?



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Conversa aberta. Uma mensagem lida. Pular para o conteúdo Como usar o Gmail com leitores de tela 2 de 18 Fwd: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br Caixa de entrada Ficções Humanas Anexossex., 14 de out. 13:41 (há 5 dias) para mim Traduzir mensagem Desativar para: inglês ---------- Forwarded message --------- De: Pedro Serrão Date: sex, 14 de out de 2022 13:03 Subject: Re: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br To: Ficções Humanas Olá Paulo Tudo bem? Segue em anexo o código do anúncio para colocar no portal. API Link para seguir a campanha: https://api.clevernt.com/0113f75c-4bd9-11ed-a592-cabfa2a5a2de/ Para implementar a publicidade basta seguir os seguintes passos: 1. copie o código que envio em anexo 2. edite o seu footer 3. procure por 4. cole o código antes do último no final da sua page source. 4. Guarde e verifique a publicidade a funcionar :) Se o website for feito em wordpress, estas são as etapas alternativas: 1. Open dashboard 2. Appearence 3. Editor 4. Theme Footer (footer.php) 5. Search for 6. Paste code before 7. save Pode-me avisar assim que estiver online para eu ver se funciona correctamente? Obrigado! Pedro Serrão escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:42: Combinado! Forte abraço! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:41: Tranquilo. Fico no aguardo aqui até porque tenho que repassar para a designer do site poder inserir o que você pediu. Mas, a gente bateu ideias aqui e concordamos. Em qui, 13 de out de 2022 13:38, Pedro Serrão escreveu: Tudo bem! Vou agora pedir o código e aprovação nas marcas. Assim que tiver envio para você com os passos a seguir, ok? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:36: Boa tarde, Pedro Vimos os dois modelos que você mandou e o do cubo parece ser bem legal. Não é tão invasivo e chega até a ter um visual bacana. Acho que a gente pode trabalhar com ele. O que você acha? Em qui, 13 de out de 2022 13:18, Pedro Serrão escreveu: Opa Paulo Obrigado pela rápida resposta! Eu tenho um Interstitial que penso que é o que está falando (por favor desligue o adblock para conseguir ver): https://demopublish.com/interstitial/ https://demopublish.com/mobilepreview/m_interstitial.html Também temos outros formatos disponíveis em: https://overads.com/#adformats Com qual dos formatos pensaria ser possível avançar? Posso pagar o mesmo que ofereci anteriormente seja qual for o formato No aguardo, Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:15: Boa tarde, Pedro Gostei bastante da proposta e estava consultando a designer do site para ver a viabilidade do anúncio e como ele se encaixa dentro do público alvo. Para não ficar algo estranho dentro do design, o que você acha de o anúncio ser uma janela pop up logo que o visitante abrir o site? O servidor onde o site fica oferece uma espécie de tela de boas vindas. A gente pode testar para ver se fica bom. Atenciosamente Paulo Vinicius Em qui, 13 de out de 2022 12:39, Pedro Serrão escreveu: Olá Paulo Tudo bem? Obrigado pela resposta! O meu nome é Pedro Serrão e trabalho na Overads. Trabalhamos com diversas marcas de apostas desportivas por todo o mundo. Neste momento estamos a anunciar no Brasil a Betano e a bet365. O nosso principal formato aparece sempre no topo da página, mas pode ser fechado de imediato pelo usuário. Este é o formato que pretendo colocar nos seus websites (por favor desligue o adblock para conseguir visualizar o anúncio) : https://demopublish.com/pushdown/ Também pode ver aqui uma campanha de um parceiro meu a decorrer. É o anúncio que aparece no topo (desligue o adblock por favor): https://d.arede.info/ CAP 2/20 - o anúncio só é visível 2 vezes por dia/por IP Nesta campanha de teste posso pagar 130$ USD por 100 000 impressões. 1 impressão = 1 vez que o anúncio é visível ao usuário (no entanto, se o adblock estiver activo o usuário não conseguirá ver o anúncio e nesse caso não conta como impressão) Também terá acesso a uma API link para poder seguir as impressões em tempo real. Tráfego da Facebook APP não incluído. O pagamento é feito antecipadamente. Apenas necessito de ver o anúncio a funcionar para pedir o pagamento ao departamento financeiro. Vamos tentar? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 16:28: Boa tarde Tudo bem. Me envie, por favor, qual seria a sua proposta em relação a condições, como o site poderia te ajudar e quais seriam os valores pagos. Vou conversar com os demais membros do site a respeito e te dou uma resposta com esses detalhes em mãos e conversamos melhor. Atenciosamente Paulo Vinicius (editor do Ficções Humanas) Em qui, 13 de out de 2022 11:50, Pedro Serrão escreveu: Bom dia Tudo bem? O meu nome é Pedro Serrão, trabalho na Overads e estou interessado em anunciar no vosso site. Pago as campanhas em adiantado. Podemos falar um pouco? Aqui ou no zap? 00351 91 684 10 16 Obrigado! -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! 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