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Uma viagem de Laís para a casa de seu pai divorciado vai fazer com que ela retorne a um momento traumático de sua infância. Que segredos seu pai esconde? E que sensação desconfortável é essa que ela tem e permeia toda a casa?


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Sinopse:


O que você faria se ouvisse seu pai confessando que vendeu a alma para um demônio?


Laís, uma adolescente movida à música, terá de descobrir na prática o que isso significa, ao passar um fim de semana com seu pai no interior de Goiás.


Ao enfrentar os mistérios e conflitos que circundam a nova residência do pai, Laís vai precisar lidar não só com o próprio ceticismo e receio, mas com memórias de um evento obscuro de sua infância que podem ser a chave para resolver a questão.


Resta saber se ela estará preparada para enfrentar o desafio antes que seja tarde demais...






Essa é uma daquelas histórias que podem tocar no íntimo de algumas pessoas. Os segredos que se escondem por trás dos quartos de família. Aquelas coisas que, quando crianças, presenciamos e não compreendemos. Aquelas memórias que precisam ficar enterradas, mas sempre dão um jeito de se esgueirar para a superfície. A trama de Gabriel Calácia vai lidar com esse lado sombrio enquanto analisa a fronteira entre o real e o sobrenatural. E os pecados que cometemos no escuro de nossos quartos. Uma narrativa poderosa e que, como já é marca da Editora Dame Blanche, vai agradar a muitos leitores, principalmente aqueles que estão atrás de uma história tensa e que tem suas conexões fincadas em um terror psicológico, e até mesmo demoníaco.


Laís é uma garota que curte muito rock e tem um incrível talento com a guitarra. Sua família passou por um racha quando seu pai, Carlos, se separou de sua mãe, Raquel. Carlos é agora um pastor de uma igreja evangélica do interior de Goiás e vê sua filha poucas vezes ao ano. Agora chegou o momento, e Raquel sente a relutância de sua filha em ir visitar o pai. Precisar revisitar sua infância quando precisa frequentar cultos enfadonhos. Em nada se compara à sua mãe mais libertária. Mas, ainda assim, Lais ama seu pai e vai passar alguns dias em sua casa no Goiás. Todo o clima de cidade do interior a faz se lembrar de uma época de sua infância mais simples e talvez mais feliz. Só que o tempo passou e agora ela precisa lidar com essa nova realidade. À medida em que ela arruma suas coisas para passar estes dias na casa de seu pai, Lais descobre um segredo terrível que seu pai vem escondendo. Algo que a leva se lembrar de um trauma de sua infância, algo que a marcou para sempre. O que se esconde no escuro do quarto de seu pai? Que segredos estão escondidos por entre as janelas e as portas de uma casa humilde?


Essa é uma bela narrativa escrita por Gabriel Calácia. Confesso que não conhecia o trabalho dele e fiquei impressionado com o que vi. A escrita é feita em terceira pessoa, pelo ponto de vista de Lais com alguns momentos de flashback. Os capítulos são bem curtinhos, tornando a leitura bem veloz. É um livro de pouco mais de cem páginas e que você consegue ler tranquilamente em uma tarde de sábado. O estilo de escrita do Gabriel também é bem agradável, com o autor sabendo construir bons diálogos. Aliás, fica uma observação aqui em como ele foi capaz de fornecer vozes diferentes aos personagens. Enquanto Lais é mais introvertida e reflexiva, refletindo sobre suas situações através de letras de música, Carlos possui uma fala mais popular e repleta de gírias. O autor conseguiu reproduzir muito bem a forma popularesca como algumas expressões são usadas. Isso fornece um ar mais natural aos personagens e os individualiza. O ponto alto deste romance é a escrita. E aí fica aquela lição básica de que cada romance pede um jeito diferente de escrever. Se o autor fosse mais prolixo aqui, a leitura seria mais chata e arrastada. O estilo mais compacto e uma sequência curta de capítulos caíram como uma luva para esta história.


O tema é bem pesado. A gente pode dividir a história em duas quase-metades: a primeira parte que é mais tensa e psicológica e que vai até meados de 60 a 70% da história e o final que abraça o seu aspecto sobrenatural com mais força. Falando sobre a primeira parte me agradou o estilo mais vacilante da história. O autor não se apressa em dizer ao leitor sobre do que se trata a história. Ele vai nos apresentando a família de Lais e como ela se desmanchou a partir de uma incompreensão entre seus pais. Os detalhes não são fornecidos aqui e só ficamos sabendo lá pelo final. Tudo é insinuado pelo autor. As coisas ficam sempre nas entre linhas. O leitor percebe que tem alguma coisa errada acontecendo, mas não sabe definir exatamente o que é. As interações de Lais com seu pai vão nos dando dicas do que é a narrativa e do passado da família. Como peças de um quebra-cabeças. O autor é muito feliz ao estimular nossos sentidos para que fiquemos atentos ao que está acontecendo ao nosso redor.


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Não vou detalhar exatamente qual é o problema ou seria um spoiler grande. Mas, fica a reflexão para quem já leu que aquela situação não é um problema pequeno. É grande e para algumas pessoas pode ser considerado uma traição sim. Imagina um filho ou uma filha descobrindo subitamente tal segredo. Quando crianças, colocamos nossos pais como modelos (salvo algumas famílias mais desestruturadas), mas o normal é imaginá-los dessa forma. Pensar que pode existir um lado escuro de suas vidas não é algo que qualquer um de nós vai flertar. Isso é ainda mais grave para Lais que passou por uma situação tão complicada quando pequena. As pistas que vão sendo dadas pelos flashbacks fazem com que o leitor arregale os olhos a cada momento. Ficamos loucos querendo saber o que de fato aconteceu. A escrita de Gabriel foi inteligente ao nos provocar a continuar a leitura até sabermos de todo o contexto. Qual é a solução para aquilo? Conversa, compreensão, paciência. Todos nós somos passíveis de caminhar por estradas sombrias. Tenho certeza de que vários homens já passaram por ela. Certo não é, e é preciso sempre compreender o que está acontecendo de verdade para então pensar em como abordar a situação. Honestidade sempre é a melhor resposta, mas ser honesto nem sempre é fácil. Como Lais experimenta na pele. Como abordar o assunto com seu pai? Imagina no caso de um pastor, responsável por fornecer apoio social e moral a toda uma comunidade.


Antes que vocês comentem, não senti nenhuma crítica específica ao modo de vida e às escolhas de quem é evangélico. O fato do pai ser pastor serve como catalisador para discutir a contradição entre uma postura moralista e atos obscuros.


A segunda parte vai abraçar mais o lado sobrenatural da coisa e aborda a velha disputa entre bem e mal. Não vou entrar em detalhes porque estragaria a proposta do autor. Só que achei esta parte mais fraca no cômputo geral. Para mim, esta história caberia melhor como um terror psicológico e mais intimista. Um thriller mesmo. Todo o trecho voltado para o terror fantástico funcionou como uma bola de ferro para a narrativa. Inseriu uma camada que a história não chamava para si. Entendi aonde o autor quis chegar e, apesar de a história pontuar bem que esse não é o caso, é fácil sair com a ideia da influência sobrenatural. Repito, a história aponta numa boa que foi uma escolha individual. Mas, mesmo assim, passa a impressão disso. Determinadas histórias pedem certos caminhos. E essa é uma delas. Ao optar pelo sobrenatural, ela deixou de enfrentar de frente um assunto polêmico e que é tabu em várias famílias. Teria sido possível flertar com o fantástico, só que ele se torna O caminho no final. Para mim, essa escolha pelo demoníaco, pelo terrível, prejudicou a minha experiência com a história. Me recordo que até mais ou menos 60% da história eu estava com sangue nos olhos, clamando aos quatro ventos que o romance seria uma das melhores coisas que eu ia ler no ano (fácil) e veio este trecho que jogou um pouco de água no meu chopp.


Provavelmente é algo subjetivo, mais da minha experiência com a narrativa e do que eu imaginei que ela poderia ser. Para você, leitor, pode ser que não tenha este mesmo efeito. Até porque o autor tem uma noção de história e de escrita que são fenomenais. E é por isso que a literatura é tão maravilhosa e nos permite exprimir impressões tão distintas umas das outras. Apesar de ter me frustrado na parte final, Na casa do meu pai é um livro muito bom, bem acima da média do que encontramos no mercado. Já quero ficar de olho nos próximos trabalhos do autor aos quais vou buscar. Livro recomendadíssimo e a Dame Blanche continua a fazer um trabalho excelente no cenário independente.


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Ficha Técnica:


Nome: Na casa do meu pai

Autor: Gabriel Calácia

Editora: Dame Blanche

Número de Páginas: 155

Ano de Publicação: 2023


Link de compra:


*Material recebido em parceria com a editora










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Ótimos títulos de gêneros variados como mais um volume de Usagi Yojimbo, uma nova história de Mozart Couto pela coleção Escafanfro. E a Skript chegando com o seu primeiro mangá. O destaque do mês vai para o lançamento da Moby Dick, uma emocionante história que vai mexer com o seu coração.


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"Usagi Yojimbo vol. 4 - A Conspiração Rugido do Dragão" de Stan Sakai


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Ficha Técnica:


Nome: Usagi Yojimbo vol. 4 - A Conspiração Rugido do Dragão

Autor: Stan Sakai

Editora: Hyperion Comics

Gênero: Fantasia

Tradutor: Mario Luiz C. Barroso

Número de Páginas: 152

Prazo da campanha: 15/06

Data de entrega: julho de 2023











Sinopse: A Conspiração Rugido do Dragão traz o primeiríssimo épico de Usagi Yojimbo (dividido em 7 capítulos!), resgatando vários de seus aliados e adversários que nos foram apresentados nos três volumes anteriores e formando uma aliança para impedir um insidioso complô contra o xogunato. O fracasso pode afundar o Japão em uma terrível guerra civil! Prepare-se para rever Gen, o caçador de recompensas; Zato-Ino, o espadachim cego suíno; Tomoe Ame, a habilidosa samurai a serviço do clã Geishu; Shingen, o ninja orgulhoso... sem esquecer Pintado, o simpático lagarto de estimação!


Principais Formas de Apoio:


Usagi Yojimbo vol. 4: R$49,00


- Hq impressa com sobrecapa exclusiva

- 4 cards de personagens com minibiografias

- frete calculado ao final da compra


"Ryuko" de Eldo Yoshimizu


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Ficha Técnica:


Nome: Ryuko

Autor: Eldo Shimizu

Editora: Skript

Gênero: Ação

Tradutor: Cassiano Soares

Número de Páginas: 480

Prazo da campanha: 05/07

Data de entrega: julho de 2023








Sinopse: Membro do alto escalão da máfia japonesa, a feroz Ryuko se envolve com uma misteriosa organização terrorita. A trama fica ainda mais densa com questões políticas de alguns países... e o sequestro da mãe da perigosa protagonista! Algo que pode, ou não, estar relacionado com a morte de seu pai.


Principais Formas de Apoio:


Ryuko: R$63,00 (R$54,00 para os 100 primeiros)


- mangá impresso

- frete calculado ao final da compra


"Visita" de Leo Finocchi


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Ficha Técnica:


Nome: Visita

Autor: Leo Finocchi

Editora: Balão Editorial

Gênero: Humor/Suspense

Número de Páginas: 32

Prazo da campanha: 12/06

Data de entrega: julho de 2023










Sinopse: Em 2020, Leo Finocchi lançou a HQ "Visita" em formato digital, e ela teve muito sucesso. Agora, com a volta definitiva dos eventos presenciais, nós, da Balão Editorial, decidimos lançar uma edição impressa dessa HQ. O quadrinho conta a história de uma família que recebe uma visita e, a partir daí, coisas estranhas começam a acontecer.


Principais Formas de Apoio:


Visita impresso: R$15,00


- HQ impressa

- Frete fixo de R$6,00 para todo o Brasil


"Nunca me esqueças" de Alix Garin


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Ficha Técnica:


Nome: Nunca me esqueças

Autora: Alix Garin

Editora: Moby Dick

Gênero: Drama/Romance

Tradutor: Érico Assis

Número de Páginas: 230

Prazo da campanha: 25/06

Data de entrega: julho de 2023




Sinopse: A avó de Clémence sofre de Alzheimer. Ao ver como ela não está feliz, Clémence decide tirá-la da casa de repouso e pegar a estrada em busca da suposta casa de infância de sua avó. Uma fuga, uma busca, uma distração, uma oportunidade de se reconectar uma com a outra e com elas mesmas... Mas será também uma despedida?


Nunca me esqueças é uma história de liberdade, autodescoberta e amor. Duas gerações de mulheres buscando seu lugar no mundo em meio a uma aventura divertida, sensível e emocionante. Inesquecível.


Recompensas:


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Principais Formas de Apoio:


1 - Livro + marcador + bookplate


- HQ impressa

- marcador de páginas com corte especial

- bookplate

- frete incluso


2 - Livro + Marcador + bookplate + ecobag: R$114,00


- HQ impressa

- marcador de páginas com corte especial

- ecobag

- bookplate

- frete incluso


"Escafandro: Nirbuths" de Mozart Couto


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Ficha Técnica:


Nome: Escafandro - Nirbuths

Autor: Mozart Couto

Editora: UB Editora

Gênero: Terror

Número de Páginas: 44

Prazo da campanha: 11/06

Data de entrega: julho de 2023












Sinopse: Em uma Londres vitoriana infestada por vampiros, a população local sofre com diversos ataques e o terror propagado por esses seres.


É então que o Lorde Morgan, representante do poder público local, solicita a ajuda de Dr. Ethan, um cientista que pode oferecer uma última cartada, que envolve a temível raça conhecida por Nirbuths.


Seria essa a solução definitiva ao problema ou estariam eles criando um problema ainda mais abominável?


Principais Formas de Apoio:


Escafandro - Nirbuths: R$22,00


- HQ impressa

- frete calculado ao final da compra


"Caricatura" de Daniel Clowes


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Ficha Técnica:


Nome: Caricatura

Autor: Daniel Clowes

Editora: Skript

Gênero: Histórias curtas

Tradutor: Carlos Rutz

Número de Páginas: 100

Prazo da campanha: 04/07

Data de entrega: julho de 2023










Sinopse: As nove histórias aqui compiladas atraíram comparações com Nabokov por seu complexo naturalismo e senso de humor. “Caricatura”, que dá título à coletânea, é considerada a primeira apoteose da seminal série de quadrinhos underground “Eightball” de Clowes. Está presente, também,“Delineador Verde”, um conto colorido de seis páginas originalmente publicado na Esquire como o primeiro trabalho de quadrinhos presente na edição de ficção da consagrada revista.


Fechando o mix estão “MCMLXVI”, “Mamãe de Ouro”, “Ginecologia”, “Imortal, Invisível”, “Merda Italiana Azul”, “Como um capim, Joe” e “Nylon Preto”.


Principais Formas de Apoio:


Caricatura: R$42,00


- HQ impressa

- frete calculado ao final da compra



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O Rei dos Quadrinhos criou o exército de um homem só: ele é OMAC. No mundo do porvir ele é o defensor da paz mundial e irá enfrentar todo o tipo de inimigo ao lado do Irmão Olho.


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Sinopse:


Em um de seus últimos trabalhos para a DC, Jack Kirby (Novos Deuses, Senhor Milagre) criou uma distopia inspirada no aclamado livro 1984, de George Orwell, estrelada por Buddy Blank, um homem comum que foi alterado pelo satélite Irmão-Olho e se tornou O.M.A.C., o Exército de Um Homem Só. Com seus novos poderes, OMAC é alistado na Agência Global da Paz, que policia o mundo usando meios pacifistas, levando-o a enfrentar milionários com sede de poder que se aproveitam dos mais fracos.







OMAC é um daqueles quadrinhos para quem curtem histórias clássicas e vintage da DC ou da Marvel ou até quem é fã do trabalho do Jack Kirby. É uma HQ que tem uma história meio provocativa e muitas bizarrices que só poderiam ter surgido da mente do criador do Quarto Mundo. Só que é uma história que não tem final já que Kirby abandonou a DC após a oitava edição e ninguém assumiu a série depois disso. Então temos um final até meio abrupto e uma história que deixa muitos ganchos que seriam explorados depois por Kirby. É uma HQ que explora aquilo que o autor faz de melhor: criar ficções científicas provocativas que possuem alguns pés na realidade e muitos deles na ficção. OMAC vai te surpreender, divertir e, sem muito compromisso, te deixar embasbacado com a arte de um homem que estava em seu auge aqui e dava as cartas do que tenderia a nona arte.


Buddy Blank trabalha em uma empresa responsável por criar pseudogente, uma espécie de seres humanos artificiais capazes de realizar as mais diversas tarefas. No mundo do futuro, a paz mundial foi alcançada, mas sempre existem aqueles que desejam pôr o mundo e as pessoas em perigo. Os Agentes da Paz não podem portar armas e para isso precisarão criar um exército de um homem só, capaz de enfrentar todo tipo de adversário. É com esse objetivo que os Agentes encontram o professor Myron Forest que, através do Irmão Olho, um enorme satélite que orbita a Terra, irá transformar um ser humano comum em uma arma poderosa. Buddy Blank é escolhido e sua vida será transformada para sempre. Ele enfrentará terroristas, ladrões de oceanos, generais de milhares de homens. E tudo o mais que se colocar no caminho para a obtenção da paz.


É com essa premissa que Kirby nos entrega mais um dos seus projetos diferenciados. Se pararmos para pensar, o roteiro é bem simples e ele optou por situar o seu novo herói distante do mundo habitado por Superman e cia. Esse é o mundo do porvir onde tudo é possível. O roteiro é bem direto e as histórias se passam sempre em duas edições (ou seja, temos quatro histórias ao todo). É uma pena que Kirby não tenha conseguido desenvolver melhor o seu personagem, tendo ficado em edições bem iniciais. A última história nos dá uma pista do que Kirby começava a pensar para o herói. Confesso que OMAC é uma salada mista de clichês e insanidades e afora uma ou outra coisa, não é uma HQ que tenha aumentado a minha visão sobre a genialidade de Kirby. Queria entender exatamente aonde ele queria chegar porque ora parece que estamos em uma distopia, ora parece uma utopia. Ao mesmo tempo, os inimigos enfrentados por OMAC parecem ter boas origens, mas a execução parece estranha demais. Gostei mais do Grão-Mestre e do dr. Skuba. Os outros dois parecem aqueles vilões genéricos de seriados futuristas.


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Se o roteiro parece estranho e até meio incoerente, a arte está em um outro nível. Isso é Jack Kirby no auge de suas potencialidades. O homem rasga os quadros com uma habilidade monstruosa. O nível de criatividade e de impacto é impressionante e isso começa na capa com OMAC atirando uma caixa com uma mulher desmontada dentro. Há muitos detalhes espalhados no fundo da página, tudo parece vivo demais. Ele consegue imaginar aparelhos bastante criativos em uma cidade saída dos sonhos mais insanos de um futurólogo. Agora que estou lendo mais histórias do Kirby, a gente consegue pegar algumas coisas que são comuns em sua arte como as poses de combate, as linhas de ação e a própria movimentação tanto do protagonista como de seus adversários. E é algo que é único na arte dele. Os designs de personagens são bastante criativos, desde os agentes que usam elementos cosméticos, à estranha criatura alada ou os seres modificados. As ideias não se repetem e conseguem impressionar. Se os quadros comuns já impressionam, as cenas de página inteira e as splash pages são coisa de outro mundo. Tem uma delas, no capítulo 1, em que OMAC está enfrentando umas caveiras gigantes e o quadro parece querer sair do papel e vir em nossa direção. Sem contar nos detalhes, nos ângulos e na precisão de detalhes. Pensar ainda que Kirby foi artista, roteirista e editor desta revista é algo que jamais poderia ser replicado hoje.


O roteiro é bem tranquilo de ler e por mais que seja um Kirby bem doido aqui, os conceitos são rapidamente compreendidos pelo leitor. Vale também elogiar a ótima tradução de Maria do Carmo Zanini que conseguiu manter o espírito da época em que Kirby escreveu, sem tirar nem pôr. Algumas das falas vão parecer ingênuas como o OMAC chamando um dos vilões de bobão, mas isso faz parte da maneira como ele entregava suas histórias na década de 1970. Era um outro período onde o que chocava o leitor estava em outra direção. Gosto de pensar na Agência de Paz como um organismo altamente regulador e que controla as vidas das pessoas nos mínimos detalhes. Vemos tanto os agentes como o Irmão Olho atentos a cada passo de nosso herói. Nesse momento, Kirby dá um verniz de aliados à coisa, mas cada vez que via aquilo, me incomodava de algum jeito. Me parecia que a vida de OMAC não lhe pertencia mais.


Se pensarmos a partir do prisma de Buddy Blank isso fica ainda mais explícito. Pense em um indivíduo que foi transformado, contra a sua vontade, em uma maquina assassina. OMAC não retém suas memórias e nem pode reverter à sua forma original. Será mesmo que não veríamos algum tipo de conflito interior entre herói e alter ego? Kirby usa o velho truque de fazer com que Buddy seja o loser que sofre bullying nas mãos de seus colegas, uma situação a la Clark Kent. Ele se transforma no OMAC quando vai investigar o desaparecimento de uma pseudogente chamada Lila a quem ele tinha um grau de amizade. Sua curiosidade o leva ao olho do furacão de uma conspiração envolvendo o envio de bombas para pessoas importantes. O tema dessa relação entre Buddy e OMAC é introduzida aqui, mas é meio que esquecida nas outras edições e só retomada na oitava edição. Queria ter visto mais dessa tensão até porque o Irmão Olho só vai voltar ao universo DC décadas depois. E certamente não como um aliado como aparece aqui.


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Também penso no tema de uma sociedade vigiada a partir dos Agentes de Paz. Eles são representantes do mundo inteiro cuja identidade é apagada por um spray cosmético que fornece a eles um rosto uniforme. O quanto disso pode se assemelhar à situação vivida por Buddy Blank? Embora a atuação deles seja como suporte para OMAC, me pego refletindo sobre esse grupo que protege uma espécie de visão homogênea de mundo. E se este é um mundo que precisa de alguém como o protagonista, significa que existem algumas coisas percorrendo as frestas deixadas pela agência. Como a história terminou cedo, não houve espaço para que Kirby pudesse responder a todas essas questões. Vale destacar que a ideia do OMAC é derivada de uma visão que ele tinha para o Capitão América em um futuro próximo. E Kirby gostava de abraçar essas ideias conspiratórias ou o combate a super organizações criminosas. A fase do Capitão América, clássica dele, pode dar algumas pistas sobre alguns caminhos que ele poderia ter traçado para o personagem. No entanto, fica a dica dessa HQ de um monstro dos quadrinhos que acho que vale a pena ser conferida pelo seu valor histórico.


P.S.: Reduzi a nota final de enredo pela ausência de um final na HQ.


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Ficha Técnica:


Nome: Lendas do Universo DC - OMAC

Autor: Jack Kirby

Arte-finalistas: Mike Royer e D. Bruce Bery

Editora: Panini Comics

Tradutora: Maria do Carmo Zanini

Número de Páginas: 176

Ano de Publicação: 2021


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Conversa aberta. Uma mensagem lida. Pular para o conteúdo Como usar o Gmail com leitores de tela 2 de 18 Fwd: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br Caixa de entrada Ficções Humanas Anexossex., 14 de out. 13:41 (há 5 dias) para mim Traduzir mensagem Desativar para: inglês ---------- Forwarded message --------- De: Pedro Serrão Date: sex, 14 de out de 2022 13:03 Subject: Re: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br To: Ficções Humanas Olá Paulo Tudo bem? Segue em anexo o código do anúncio para colocar no portal. API Link para seguir a campanha: https://api.clevernt.com/0113f75c-4bd9-11ed-a592-cabfa2a5a2de/ Para implementar a publicidade basta seguir os seguintes passos: 1. copie o código que envio em anexo 2. edite o seu footer 3. procure por 4. cole o código antes do último no final da sua page source. 4. Guarde e verifique a publicidade a funcionar :) Se o website for feito em wordpress, estas são as etapas alternativas: 1. Open dashboard 2. Appearence 3. Editor 4. Theme Footer (footer.php) 5. Search for 6. Paste code before 7. save Pode-me avisar assim que estiver online para eu ver se funciona correctamente? Obrigado! Pedro Serrão escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:42: Combinado! Forte abraço! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:41: Tranquilo. Fico no aguardo aqui até porque tenho que repassar para a designer do site poder inserir o que você pediu. Mas, a gente bateu ideias aqui e concordamos. Em qui, 13 de out de 2022 13:38, Pedro Serrão escreveu: Tudo bem! Vou agora pedir o código e aprovação nas marcas. Assim que tiver envio para você com os passos a seguir, ok? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:36: Boa tarde, Pedro Vimos os dois modelos que você mandou e o do cubo parece ser bem legal. Não é tão invasivo e chega até a ter um visual bacana. Acho que a gente pode trabalhar com ele. O que você acha? Em qui, 13 de out de 2022 13:18, Pedro Serrão escreveu: Opa Paulo Obrigado pela rápida resposta! Eu tenho um Interstitial que penso que é o que está falando (por favor desligue o adblock para conseguir ver): https://demopublish.com/interstitial/ https://demopublish.com/mobilepreview/m_interstitial.html Também temos outros formatos disponíveis em: https://overads.com/#adformats Com qual dos formatos pensaria ser possível avançar? Posso pagar o mesmo que ofereci anteriormente seja qual for o formato No aguardo, Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:15: Boa tarde, Pedro Gostei bastante da proposta e estava consultando a designer do site para ver a viabilidade do anúncio e como ele se encaixa dentro do público alvo. Para não ficar algo estranho dentro do design, o que você acha de o anúncio ser uma janela pop up logo que o visitante abrir o site? O servidor onde o site fica oferece uma espécie de tela de boas vindas. A gente pode testar para ver se fica bom. Atenciosamente Paulo Vinicius Em qui, 13 de out de 2022 12:39, Pedro Serrão escreveu: Olá Paulo Tudo bem? Obrigado pela resposta! O meu nome é Pedro Serrão e trabalho na Overads. Trabalhamos com diversas marcas de apostas desportivas por todo o mundo. Neste momento estamos a anunciar no Brasil a Betano e a bet365. O nosso principal formato aparece sempre no topo da página, mas pode ser fechado de imediato pelo usuário. Este é o formato que pretendo colocar nos seus websites (por favor desligue o adblock para conseguir visualizar o anúncio) : https://demopublish.com/pushdown/ Também pode ver aqui uma campanha de um parceiro meu a decorrer. 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