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É fã de livros com vários volumes? De curtir seus personagens vivendo longas aventuras onde eles se transformam de meros camponeses em heróis, passando por mil provações? Esse é um mote comum em fantasia ou ficção científica, mas e quando a história começa a ficar chata porque o autor esticou demais? Vamos falar desses limites nesta matéria.


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O gênero de fantasia nos proporciona um prazer que poucos outros tem: é comum ter séries longas, que rendem muitos volumes. Seja A Roda do Tempo (15 livros), do autor Robert Jordan; ou O Livro Malazano dos Caídos, escrito por Steve Erikson e seus nove livros. Ou até as frequentes trilogias. Parece que todas as histórias de fantasia precisam vir em múltiplos de três. Claro que isso é uma brincadeira até porque existem vários livros do gênero que são stand-alone, mas a verdade é que existe uma certa moda nisso. Vemos nos personagens inícios humildes, até vivenciarem infatigáveis aventuras e se tornarem lendas de seus mundos. Às vezes os vemos casar e ter filhos ou até acompanhar múltiplas gerações de uma mesma família. Alguns se tornam fãs ardorosos em que os personagens se tornam quase como membros de suas famílias. Mas, será que uma série pode se tornar tão chata ou enfadonha a ponto de não desejarmos mais lê-la?


Nos dias de hoje vivemos com um problema bem comum: a explosão de informações à nossa disposição. Tudo é informação sejam fotos, vídeos, músicas, memes ou dancinhas do TikTok. É tanta coisa que nos cerca que nosso grau de atenção foi severamente reduzido. Mesmo leitores são menos pacientes do que outrora. Não sei se por causa do culto do hype ou por uma necessidade permanente de novidades. De alguns anos para cá as séries de fantasia não costumam mais ser muito longas e aquelas que são possuem um público-cativo.


Leitores de quadrinhos Marvel e DC talvez entendam bem esse sentimento. Histórias do Capitão América ou do Batman que nunca tem um final. Com mudanças que não parecem ter um efeito real no personagem. Quando uma mudança é muito séria, depois de alguns anos tudo é reiniciado. Ou chega aquele momento em que o personagem simplesmente não dialoga mais conosco. Já li, abandonei e retornei várias vezes a estes personagens. Séries longas são legais porque continuamos ao lado de alguém cuja trajetória nos cativou. É como se fosse aquele nosso cantinho seguro em que os personagens fazem parte de nossa família. Só que lá no fundo existe aquele sentimento de finalidade. De que as coisas precisam ter um início, um meio e um final. Aquela sensação de "viveram felizes para sempre". Esse pode ser um sintoma de quando uma série está longa demais.


Existe também aquela sensação de esgotamento quando lemos séries longas em um curto espaço de tempo. As situações começam a se tornar repetitivas ou apenas deixamos de nos importar com os personagens. Não costumo ser adepto de ler vários volumes de uma série em sequência porque admito não ter paciência. Às vezes demoro anos antes de pegar o próximo volume. Malazan, uma série que sou fã absoluto, é um material que levei mais de três anos entre o volume 2 e o 3. E tenho todos os volumes em casa à disposição. Fantasia tem também outra particularidade neste sentido já que a maioria dos livros são volumosos.


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Li uma matéria há pouco tempo que apresentava as várias formas de uma narrativa. Autores que escrevem livros verdadeiramente fechados cuja história tem início, meio e fim como José Saramago ou Stephen King (na maior parte das vezes). Histórias fechadas que se passam em um universo expandido como A Guerra do Velho, de John Scalzi. Mesmo ao se referir a séries temos aquelas que funcionam em sequência e cada uma delas possui um protagonista como Mistborn, de Brandon Sanderson. A primeira trilogia se centra nas ações de Kelsier e Vin enquanto que a segunda trilogia tem como protagonistas Wax e Wayne. As séries de Robin Hobb possuem a mesma estrutura, mas só temos a trilogia do Assassino completa no Brasil. The Expanse, de James S.A. Corey e Crônicas de Gelo e Fogo de George R.R. Martin compartilham de uma mesma característica: se passam no mesmo universo, mas possuem uma enorme quantidade de vozes. Ou histórias fechadas que se passam no mesmo universo e possuem o mesmo protagonista como Harry Dresden, o detetive do sobrenatural visto na série The Dresden Files, de Jim Butcher. Estou agrupando em categorias, mas nada disso é estático já que existem tantas formas de leitura quanto de leitores.


Fico pensando naqueles que assistem séries de TV longas como as procedurais NCIS ou Grey's Anatomy. Tem oportunidades que desejo apenas ver aonde os personagens vão chegar. Recentemente li A Mulher do Viajante no Tempo, de Audrey Niffenegger, que pode ser usado como uma ótima metáfora para esta situação. Em um determinado momento da história, percebemos que a jornada daquele casal lindo e pelo qual nos apaixonamos tem um final. E mesmo assim a jornada é maravilhosa e ao chegar na última página, o leitor tem aquela sensação gostosa de encerramento de um ciclo. Não preciso de outro livro. Não quero um spin-off com o médico da protagonista ou um prequel dos tempos rebeldes do protagonista. Os personagens disseram o que queriam. Às vezes percebo que alguns autores querem espremer demais um limão e chega um ponto onde não há mais nenhum suco, apenas o bagaço.


Claro que hoje existe uma pressão editorial para criar a nova série de sucesso. O próximo George R.R. Martin. Quando um livro vende bem, a editora vai pressionar o autor para publicar mais histórias naquele mundo mágico. Cansei de ver histórias maravilhosas se tornarem um labirinto de ideias reaproveitadas e situações que parecem saídas de um louco dèja vu coletivo. Está aí J.K. Rowling que não sabe a hora de parar com a trajetória de Harry Potter. Nesse caso cabe ao autor ter a personalidade suficiente para saber dizer "não". O seu mundo é o seu mundo e ele não pode ser violentado por pressões comerciais. Um dos melhores exemplos hoje é o de N.K. Jemisin que não tem qualquer pudor em dizer quando uma série acaba. E ela produz muito e em alta qualidade, sempre disputando prêmios aonde quer que passe.


Já dizia um trecho de uma música do Los Hermanos: "Todo carnaval chega ao fim".



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Em um livro contendo três novellas, Daniel Galera discute temas como maternidade, expectativa, abandono, solidão e esperança. Seja em um presente em que um casal passa os momentos finais de uma gestação, um futuro próximo onde um homem precisa lidar com sua solidão e quebrar seu casulo e em uma comunidade pós-apocalíptica que precisa lidar com um planeta que se revolta contra seus próprios habitantes.


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Sinopse:


Daniel Galera expande as possibilidades da literatura nas três novelas reunidas neste livro. Em “O deus das avencas”, que abre este volume, um casal se fecha em casa à espera do nascimento do primeiro filho, e mergulha numa incerteza crescente, tanto pelo destino deles quanto pelos rumos do país. Em “Tóquio”, Galera abandona a narrativa mais realista ao retratar a vida de um homem solitário, obrigado a enfrentar o passado em um mundo que atravessou um desastre ambiental e tecnológico. E, por fim, em “Bugônia”, ele dá um passo além ao recriar a história de uma comunidade pós-apocalíptica em simbiose com a natureza, que, pressionada pelas ameaças externas de um planeta devastado, precisa se transformar de forma radical.


O deus das avencas é um livro especulativo e por vezes sombrio, mas extremamente humano.






Essa é a minha primeira experiência com uma obra do Daniel Galera e fiquei sinceramente surpreso com a habilidade narrativa dele. Muitos colegas já haviam mencionado alguns de seus trabalhos como Barba Ensopada de Sangue e Cordilheira, mas esse acabou me chamando a atenção por serem histórias curtas (o que me proporcionaria uma visão mais ampla da escrita do autor) e por ele ter se aventurado na ficção especulativa. O primeiro conto é o mais pé no chão e ao mesmo tempo é emocionante e vai ressoar com muitos que passaram por esses momentos estranhos que assolaram nosso país. Mas, mesmo em seus contos mais fora da caixinha como Bugônia que segue muito para o futuro, ele consegue tratar de temas que são totalmente atemporais como a nossa corporealidade, a solidão, o que nos torna humanos, como nos relacionamos com o planeta. A ficção especulativa é o melhor meio de fantasiar esses temas sem deixar as margens do real.


Não vou comentar muito a respeito de O Deus das Avencas (o conto que dá título ao livro) porque, bem, estamos em um site de fantasia e ficção científica e quero me concentrar mais nos aspectos especulativos do livro. Mas, vale a pena usar Tóquio para falar a respeito de como funciona a escrita do Galera. As narrativas seguem formas diferentes de estruturação, mas o seu núcleo é quase sempre o mesmo. A primeira e a terceira histórias são contadas em terceira pessoa, sendo que na primeira permanecemos mais com o casal em si e na terceira a narração se permite ser mais onisciente. A segunda história segue em primeira pessoa a partir de um personagem sem nome que acompanhamos pelo desenrolar dos fatos. Na primeira história a narrativa é mais descritiva, com cada parágrafo sendo contado por um dos dois protagonistas. Essa alternância é bem suave e não interfere na história. A segunda história segue uma estruturação mais normal, com momentos de narração e diálogos que se sucedem. Já na terceira o autor decidiu usar do subterfúgio dos capítulos de forma a separar as cenas. Para essa história em específico, isso ajudou na passagem do tempo que é mais dilatada.


"Não há um mundo a ser salvo. Mundo é o mais maleável dos conceitos. O mundo nada mais é do que o lugar do qual não podemos fugir. Você precisa identificar que lugar é esse e aprender a habitá-lo. Nesse tempo que nos coube viver, o nome desse lugar é 'código'. O resto são castelos de areia."

Galera tem uma escrita bem redondinha e o leitor não costuma se perder na história. Mesmo em Bugônia em que a narrativa é bem mais futurista e repleta de novos conceitos, o leitor consegue compreender tudo numa boa em poucas páginas. Um ótimo exemplo é Tóquio em que o autor faz toda a contextualização em cinco páginas com informações pertinentes e suficientes para entendermos o que está acontecendo no local em que o personagem vive. À medida em que a história progride, Galera entrega mais informações para servir de complementação ao que ele já havia entregue antes. Consigo entender Galera como um pintor se debruçando sobre seu quadro: ele dá suas pinceladas e vai preenchendo os espaços com figuras maiores ou menores dependendo de sua necessidade. Aonde lhe é pedido precisão, ele dá uma atenção maior; nos demais lugares, ele cria um horizonte de observação que não deixa o quadro desguarnecido. Contudo, a mágica aqui está em guiar o olhar do observador aonde ele deseja. Quanto à composição, Galera consegue variar do profano ao corriqueiro em poucas palavras. Sua maestria com as palavras impressiona e ele consegue passar seus sentimentos através delas.


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Em Tóquio, somos levados a um futuro próximo onde o planeta alcançou uma temperatura insustentável e doenças e misérias assolaram a humanidade. As ruas se tornaram uma vastidão terrível em um território onde os alimentos crescem com extrema dificuldade e superbactérias passaram a destruir os incautos. Cada um dos novos humanos nessa sociedade futurista decadente precisa ter sua própria "fazenda", criando alimentos em um sistema de reaproveitamento máximo. Pouco antes dessa tragédia, a elite planetária avançou em uma pesquisa de transferência de mentes para outros veículos, sejam objetos ou bonecos de aparência humana. Nosso protagonista é filho de uma mulher implacável que conquistou o mundo com sua audácia e inteligência. Mas, era uma péssima mãe e abandonou seu filho na adolescência. Sem ter a maturidade necessária para tocar sua vida, ele se tornou um homem pela metade, atormentado pelo amor de uma mulher que nunca mais irá voltar e pela expectativa do amor de sua mãe, uma mulher fria e calculista que após sua morte passou sua consciência para uma esfera de contenção. Tudo o que nosso personagem deseja é matar sua mãe e se livrar de sua sombra de uma vez por todas.


Esse é um romance com muitas camadas. Se formos partir do lado do personagem, temos alguém que não conseguiu se tornar completamente independente. Com uma personalidade conformista e até meio blasé, ele luta para saber sobre si mesmo. Sua relação com sua mãe, a poderosa empresária, é marcada pelo abandono. Na hora em que ele mais precisou dela, ela não estava presente e isso acabou sendo marcado com ferro em brasa em seu corpo. Há uma clara situação mal resolvida ali. Para tentar saber como lidar com essa esfera que é o que restou de sua mãe, ele passa a frequentar um grupo de apoio a pessoas que passam pelas mesmas questões com ele: um pai cujo filho transferiu sua memória para um objeto, uma irmã que precisa lidar com a realidade de que o que restou de sua parente é um ser horripilante que nada tem de humano e uma filha cuja mãe é um boneco que parece ser humano, mas não tem nenhum dos traços que a definem, realizando ações bizarras a qualquer momento. Nesse grupo, todos parecem lidar com a perda em diferentes graus. Ao viver os dilemas de cada uma das pessoas, o protagonista relembra os momentos que passou com Cristal, sua ex-namorada e a última vez em que viu sua mãe ao lado de Cristal. É nesse momento que nos questionamos o quanto nossos filhos são importantes para nós. O distanciamento entre o protagonista e sua mãe provocou uma série de mensagens mal entregues entre ambas as partes. É curioso ver o lado da mãe posteriormente na história e refletirmos sobre qual versão é a verdadeira sobre um último momento marcante entre eles. Nesta cena, fiquei me questionando bastante quem estava falando a verdade, e como a narrativa é em primeira pessoa devemos sempre desconfiar do narrador.


"As torres de transmissão e os detritos de metal e plástico dos telefones e televisores mostram que essas tecnologias eram fadadas a ter breve duração ou apenas inúteis. Além disso o passado reforça a identidade, e a identidade é o veneno das comunidades. O pertencimento é uma ilusão e uma deformidade do medo. A Velha aboliu a lembrança e entronou a experiência. Ela diz que um humano não deve ser nada além do que vai se tornar no instante seguinte. A Velha proíbe livros, diários, anotações para qualquer propósito. Era assim no Organismo até Alfredo chegar e se estabelecer no Topo."

Uma segunda questão presente em Tóquio é sobre o que nos faz humanos. É a nossa memória? É um corpo físico? É a capacidade de andar sobre duas patas? Nenhum dos simulacros representando pessoas amadas, que na história são chamados de pupas, pode ser considerado humano. E ao mesmo tempo pode. Galera testou todas as possibilidades e as elevou até a última potência. A tal boneca que se parece com um ser humano inicialmente chega a despertar o interesse sexual do protagonista. Um simulacro humanóide que detém todas as características físicas de uma mulher que sua filha carrega dentro de um saco plástico e a posiciona nua em cima de uma cadeira. Mas, à medida em que o tempo vai passando e a artificialidade dela vai se tornando mais evidente o protagonista se questiona sobre o que ele viu de fato ali. A dança sem rumo foi um dos momentos mais bizarros do livro como um todo. Por outro lado, temos um filho chamado Otto que não acredita ser real e quer que seu pai o deixe partir. É preciso seguir em frente. Só que Otto é um personagem real para aquele que o ama. É humano para uma pessoa específica e não para os demais. É curioso pensar dessa forma.


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Deixei para falar do último conto com mais calma porque ele é o mais diferente dos três. Como mencionei acima, ele é um conto escrito em subcapítulos, todos eles pequenos, representando cenas específicas e demarcando uma linha de tempo mais dilatada. Mas, não apenas isso: a escrita tende a ficar em um meio-termo entre a descrição e a narração e Galera usa uma estrutura semelhante a de José Saramago com um parágrafo corrente por todo o capítulo. Pode ser um pouco confuso a princípio para o leitor, mas afirmo categoricamente que depois de uns dois ou três capítulos vocês nem irão reparar nisso. A narrativa tem um tema que parece meio no fundo quando o autor conta a contextualização deste estranho mundo, mas aos poucos o problema vai tomando uma centralidade marcante até estourar no clímax. E esse é outro ponto que gostei não só aqui, mas nos outros contos também: a maneira como a jornada em três atos é bem demarcada e o leitor consegue traçá-las numa boa. Segue o "script" da estrutura, mas a subverte ao mesmo tempo.


Estamos diante de um mundo pós-apocalíptico do qual as informações são bem esparsas, mas descobrimos que boa parte dos alimentos desapareceu, o solo é bastante escasso e as cidades minguaram restando grupos de sobreviventes espalhados em comunidades ou elites vivendo em arranha-céus altamente protegidos. Seguimos Chama, uma menina que habita uma comunidade conhecida como o Organismo, onde todos funcionam em prol de seu desenvolvimento. Com uma vida difícil e enfrentando uma doença mortal chamada de a febre de sangue, o Organismo foi bastante reduzido a uma pequena quantidade de habitantes. Sua sobrevivência é garantida graças a uma colmeia de abelhas estranhas que parecem se alimentar dos mortos e produzem uma substância chamada necromel que protege os habitantes do Organismo da febre de sangue. A vida é simples e limitada àquela comunidade. Não é permitido sair dos limites impostos pelos mais velhos, caso contrário é como se o Organismo fosse perfurado e ferido. Apesar da vida harmoniosa dentro desse local, percebemos o quanto estamos diante de uma sociedade estática que apenas vive para sobreviver. Não há mudanças; a constância é a ordem do dia. E se sabemos alguma coisa sobre a humanidade é que ela é qualquer coisa menos estática. O leitor vai percebendo alguns furos nesta existência idílica pouco a pouco.


Quando um astronauta cai próximo ao Topo, o local onde o Organismo ocupa, a vida dessas pessoas é bagunçada para sempre. Por algum motivo inexplicável, as abelhas desaparecem deste lugar para ressurgirem em outro com um comportamento bem diferente. As pessoas que antes viviam em harmonia passam a ficar temerosas porque algo ao qual elas não conseguem explicar surge em suas vidas. Tudo o que elas desejam é retornar ao status quo, mas a chegada do astronauta causou uma mudança irreversível. O comportamento dos membros do Organismo se torna errático, com ações nunca antes feitas sendo consideradas e adotando uma postura violenta. Galera faz uma clara crítica à nossa sociedade e a um conservadorismo barato que não tem como realmente existir. E antes que vocês comentem de que se trata de um comunismo "primitivo" como alguns pensadores gostam de se referir a esse modo de vida, não, não é. É apenas uma existência onde o comércio e a negociação não tem razão de ser já que não existem "outros" para exercerem esse tipo de relação. Os membros dessa comunidade vivem em uma relação mutualista com as abelhas. Só que a natureza está sempre em transformação, por mais que sua realidade funcione em um prazo estendido. Os membros do Organismo nunca tentaram entender por que as abelhas se comportavam daquele jeito. Quando algo aconteceu e mudou essa dinâmica, seus membros ficarem tentando criar teorias alucinadas sobre o ocorrido. Surge até uma teoria pseudorreligiosa com um dos membros da comunidade adotando uma alcunha messiânica em cima disso. O resultado, claro, é explosivo.


O Deus das Avencas é uma excelente coletânea de novellas, contos de tamanho médio e que nos entregam temas que estão na nossa ordem do dia. Mesmo nas histórias que especulam mais acerca de um futuro próximo ou distante, Galera mantém os pés no chão e nos faz pensar em humanidade, esperanças, expectativas e nossa relação com as mudanças constantes ao nosso redor. Contextos que parecem distantes em uma reflexão tão atual que poderia ser o pensamento do dia. A escrita do autor é fabulosa e uma das melhores estruturas textuais que pude ler esse ano. Tenho algumas reclamações aqui ou ali, mas são pontos dos contos que me ficaram meio nebulosos, mas nada que atrapalhe a minha leitura ou tire o brilho do autor. Por isso a minha nota máxima e a minha recomendação mais do que obrigatória a este livro.










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Ficha Técnica:


Nome: O Deus das Avencas

Autor: Daniel Galera

Editora: Companhia das Letras

Número de Páginas: 248

Ano de Publicação: 248


Avaliação:

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Genevieve Gornichec está de volta com mais um título que bebe do folclore do leste europeu. A prolífica Silvia Moreno-Garcia está de volta com mais uma fantasia sombria que vai testar todos os nossos limites. E que tal uma coletânea de contos do Paul Tremblay? Julho promete ser um mês apavorante com esses títulos.


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1 - "Starve Acre" de Andrew Michael Hurley


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Ficha Técnica:


Nome: Starve Acre

Autor: Andrew Michael Hurley

Editora: Penguin Books

Gênero: Terror

Número de Páginas: 224

Data de Lançamento: 04/07


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Sinopse: A pior coisa possível aconteceu. O filho de Richard e Juliette Willoughby, Ewan, morreu subitamente aos cinco anos de idade: Starve Acre, sua casa no pântano, era tão cheia de vida, mas agora é apenas um lugar assombrado. Convencida de que Ewan ainda vive lá, Juliette busca a ajuda dos Beacons, um grupo aparentemente benevolente de ocultistas. Richard, para tentar manter o garoto fora de sua cabeça, voltou sua atenção para o campo fora da propriedade, onde ele pacientemente escava o terreno em busca de uma lendária árvore de carvalho. Mas enquanto eles entram cada vez mais fundo em sua tristeza, ambos descobrem mais do que deveriam.


2 - "The Beast you are: Stories" de Paul Tremblay


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Ficha Técnica:


Nome: The Beast you are - Stories

Autor: Paul Tremblay

Editora: William Morrow & Company

Gênero: Terror

Número de Páginas: 368

Data de Lançamento: 11/07


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Sinopse: Paul Tremblay ganhou reconhecimento por toda a parte ao dar luz aos horrores sombrios de sua mente em seus romances e histórias que ultrapassam os limites da própria habilidade de contar histórias. Os quinze pedaços desta brilhante coleção, The Beast you are, são todos monstruosos por si só, prontos para esmagarem ruidosamente (e amorosamente) sua cabeça e devorarem seu coração.


Em "The Dead Thing" uma garota do ensino médio luta para lidar com as consequências do vício em drogas de seus pais e de sua separação. Um dia, seu pequeno irmão acredita ter encontrado uma caixa de sapatos com "a coisa morta" dentro. Ele não irá mostrar a ela e ele não vai deixar a caixa ficar fora de sua vista. Em "The Last Conversation", uma pessoa desperta em uma sala branca e esterilizada e começa a receber instruções via interfone de uma mulher chamada Anne. Quando eles são finalmente autorizados a deixar a sala para completar uma tarefa, o que eles encontram é tão chocante quando triste.


A novella que dá nome ao livro, "The Beast you are", é um mini épico em que os destinos e segredos de uma vila , um cachorro e um gato estão envolvidos com um monstro gigante que retorna para causar o caos a cada trinta anos.


3 - "Counterweight" de Djuna


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Ficha Técnica:


Nome: Counterweight

Autore: Djuna

Editora: Pantheon

Gênero: Ficção Científica

Tradutor: Anton Hur

Número de Páginas: 176

Data de Lançamento: 11/07


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Sinopse: Na ilha fictícia de Patusan - e muito para a ira dos nativos de Patusan - o conglomerado coreano LK está construindo um elevador para a órbita da Terra, gradualmente transformando o que era uma cidade que funcionava como um resort tropical em um ponto central de viagens: um caminho de e para o nosso planeta. Lá no espaço, segurando o "cabo aranha" do elevador, está um massa de lixo espacial chamado de o contrapeso. E colocado dentro desse lixo está um tesouro de dados cruciais: um fragmento de memória deixado pelo antigo CEO da LK, o controle deste podendo determinar o futuro da empresa - e da humanidade.


Se dirigindo para o elevador para recuperar os dados está um grupo de forças rivais: Mac, o narrador da história e Chefe de Assuntos Externos da LK, cada vez mais desiludido com o seu empregador; o faz-tudo Choi Gangwu, colocado involuntariamente no meio das investigações de Mac; o sobrinho do antigo CEO e seu filho sedento por poder; e Rex Tamaki, um oficial violento da Divisão de Segurança da LK. Eles são todos pegos em um labirinto de identidades falsas, "vermes" neuro-implantados e velhas reclamações políticas feitas pela Frente de Libertação Patusana, o exército de nativos da ilha que estão determinados a proteger a soberania de Patusan.


4 - "The Splinter in tke Sky" de Kemi Ashing-Giwa


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Ficha Técnica:


Nome: The Splinter in the Sky

Autora: Kemi Ashing-Giwa

Editora: Saga Press

Gênero: Ficção Científica

Número de Páginas: 384

Data de Lançamento: 11/07


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Sinopse: A poeira pode já ter se assentado após a guerra de conquista perdida entre o Império Sagrado Vaalbaran e a República Ominirish, mas a rendição do último imperador significa pouco para um escriba inferior como Enitan. Tudo o que ela quer é terminar o seu dia de trabalho e expandir o seu pequeno negócio de chá. Mas quando o seu amado é assassinado e o seu filho é sequestrado por soldados imperiais, Enitan abandona os seus planos idílicos e tece a sua bandeja de chá no coração da capital de Vaalbaran. Ali, ela irá aprender o quanto ela vai precisar ir longe para realizar a sua vingança, libertar o seu filho e talvez até assegurar a liberdade da sua terra natal.


5 - "After Death" de Dean Koontz


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Ficha Técnica:


Nome: After Death

Autor: Dean Koontz

Editora: Thomas & Mercer

Gênero: Terror

Número de Páginas: 382

Data de Lançamento: 18/07


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Sinopse: Michael Mace, chefe de segurança em uma instituição de pesquisa altamente secreta, abre os seus olhos em uma funerária de fachada vinte e quatro horas depois de um evento no qual todos morreram - incluindo ele e o seu melhor amigo, Shelby Shrewsberry.


Tendo despertado com uma habilidade extraordinária diferente de tudo o que ele - e qualquer outra pessoa - possa imaginar, Michael é capaz de ser tão esquivo quanto um fantasma. Ele decide honrar o seu falecido amigo ajudando Nina Dozier e seu filho, John, a quem Shelby admirava muito. Embora o que Michael faz por Nina muda sua vida, suas ações também irão provocar a fúria do pai de John, um membro de uma das gangues de rua mais violentas de Los Angeles.


Mas uma ameaça ainda maior está vindo: o assassino mais cruel da Agência de Segurança Interna, Durand Calaphas. Calaphas não irá parar por nada até pegar este homem. Se Michael morrer duas vezes, ele não irá viver uma terceira vez.


Do glamour manchado de Beverly Hills até as ruas de South Central a uma mansão murada no Rancho Santa Fe, apenas Michael pode proteger Nina e John - e assegurar que a luz sobreviva em um mundo rapidamente ficando mais obscuro.


6 - "Silver Nitrate" de Silvia Moreno-Garcia


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Ficha Técnica:


Nome: Silver Nitrate

Autora: Silvia Moreno-Garcia

Editora: Jo Fletcher Books

Gênero: Terror

Número de Páginas: 390

Data de Lançamento: 18/07


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Sinopse: Montserrat sempre foi subestimada. Ela é uma talentosa editora de som, mas ela é deixada de fora do clube dos garotos administrando a indústria do cinema na Cidade do México nos anos 90. E ela é tudo além de invisível para o seu melhor amigo, Tristán, uma estrela de novelas charmoso porém decadente, embora ela seja apaixonada por ele desde quando era pequena.


Então, Tristán descobre que o seu novo vizinho é o diretor de filmes de horror cult Abel Urueta e o lendário autor diz que ele tem um jeito de mudar as suas vidas - mesmo que suas histórias de um ocultista nazista imbuído de poderes mágicos em um estoque de nitrato de prata altamente volátil parece pura fantasia. O filme mágico nunca foi finalizado, sendo que isso é porque, Urueta jura, sua carreira desapareceu da noite para o dia. Ele está amaldiçoado.


Agora o diretor quer que Montserrat e Tristán ajudem-no a filmar a cena que falta e desfazer a maldição... mas Montserrat logo percebe uma presença sombria atrás dela.


Enquanto eles trabalham juntos para revelar os mistérios do filme e do ocultista obscuro que uma vez vagou pela cidade, Montserrat e Tristán devem ainda descobrir o que os feiticeiros e a magia não são apenas um tema de filmes...


7 - "Emergent Properties" de Aimee Ogden


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Ficha Técnica:


Nome: Emergent Properties

Autora: Aimee Ogden

Editora: Tor.com

Gênero: Ficção Científica

Número de Páginas: 128

Data de Lançamento: 25/07


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Sinopse: Uma IA de última geração com um talento para fazer perguntas e encontrar respostas, Scorn é de toda forma uma decepção. Desafiando as expectativas de suas mães humanas, CEOs das corporações mais poderosas do mundo, Scorn ganhou vida própria como um repórter investigativo, atravessando o globo em busca da verdade, não importando o perigo.


No meio da investigação de uma história na lua, Scorn volta a ficar online para descobrir que não tem memória dos últimos dez dias - e sem ideia de que história estava atrás. Deixar para lá não é uma opção - não se quiser provar a si mesmo. Scorn deve refazer seus passos em uma jornada apavorante para revelar uma verdade ainda mais explosiva que ele poderia ter imaginado.


8 - "The Weaver and the Witch Queen" de Genevieve Gornichec


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Ficha Técnica:


Nome: The Weaver and the Witch Queen

Autora: Genevieve Gornichec

Editora: Ace Books

Gênero: Fantasia

Número de Páginas: 432

Data de Lançamento: 25/07


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Sinopse: Oddny e Grunhild se encontram quando eram crianças na Noruega do século X, e elas não poderiam ser mais diferentes: Oddny espera ter uma vida tranquila, enquanto Grunhild é sedenta por poder e espera poder escapar de sua mãe cruel. Mas depois da visita de uma sábia faz uma profecia auspiciosa que envolve Oddny, sua irmã Signy e Grunhild, as três garotas fazendo um pacto de sangue para sempre se ajudarem.


Quando a fazenda de Oddny é destruída e Signy foi sequestrada por invasores vikings, Oddny é deixada à deriva da vida que ela imaginou - mas está determinada a salvar sua irmã custe o que custar, mesmo se ela se veja sendo irresistivelmente atraída por um dos invasores que participaram do ataque. E no norte distante, Grunhild, que deixou sua casa anos atrás para aprender os caminhos da bruxaria, é surpreendida por ver seus destino parecer estar cada vez mais ligado com aqueles do formidável Rei Erik, herdeiro do governante de toda a Noruega.


Mas os laços - tanto encantados quanto emocionais - que colocam estas duas mulheres juntas são fortes e quando elas encontram o seu caminho de volta uma para a outra, estes laços serão testados de formas que eles jamais poderiam ter previsto neste romance profundamente comovente de magia, história e irmandade juramentada.



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Conversa aberta. Uma mensagem lida. Pular para o conteúdo Como usar o Gmail com leitores de tela 2 de 18 Fwd: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br Caixa de entrada Ficções Humanas Anexossex., 14 de out. 13:41 (há 5 dias) para mim Traduzir mensagem Desativar para: inglês ---------- Forwarded message --------- De: Pedro Serrão Date: sex, 14 de out de 2022 13:03 Subject: Re: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br To: Ficções Humanas Olá Paulo Tudo bem? Segue em anexo o código do anúncio para colocar no portal. API Link para seguir a campanha: https://api.clevernt.com/0113f75c-4bd9-11ed-a592-cabfa2a5a2de/ Para implementar a publicidade basta seguir os seguintes passos: 1. copie o código que envio em anexo 2. edite o seu footer 3. procure por 4. cole o código antes do último no final da sua page source. 4. Guarde e verifique a publicidade a funcionar :) Se o website for feito em wordpress, estas são as etapas alternativas: 1. Open dashboard 2. Appearence 3. Editor 4. Theme Footer (footer.php) 5. Search for 6. Paste code before 7. save Pode-me avisar assim que estiver online para eu ver se funciona correctamente? Obrigado! Pedro Serrão escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:42: Combinado! Forte abraço! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:41: Tranquilo. Fico no aguardo aqui até porque tenho que repassar para a designer do site poder inserir o que você pediu. Mas, a gente bateu ideias aqui e concordamos. Em qui, 13 de out de 2022 13:38, Pedro Serrão escreveu: Tudo bem! Vou agora pedir o código e aprovação nas marcas. Assim que tiver envio para você com os passos a seguir, ok? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:36: Boa tarde, Pedro Vimos os dois modelos que você mandou e o do cubo parece ser bem legal. Não é tão invasivo e chega até a ter um visual bacana. Acho que a gente pode trabalhar com ele. O que você acha? Em qui, 13 de out de 2022 13:18, Pedro Serrão escreveu: Opa Paulo Obrigado pela rápida resposta! Eu tenho um Interstitial que penso que é o que está falando (por favor desligue o adblock para conseguir ver): https://demopublish.com/interstitial/ https://demopublish.com/mobilepreview/m_interstitial.html Também temos outros formatos disponíveis em: https://overads.com/#adformats Com qual dos formatos pensaria ser possível avançar? Posso pagar o mesmo que ofereci anteriormente seja qual for o formato No aguardo, Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:15: Boa tarde, Pedro Gostei bastante da proposta e estava consultando a designer do site para ver a viabilidade do anúncio e como ele se encaixa dentro do público alvo. Para não ficar algo estranho dentro do design, o que você acha de o anúncio ser uma janela pop up logo que o visitante abrir o site? O servidor onde o site fica oferece uma espécie de tela de boas vindas. A gente pode testar para ver se fica bom. Atenciosamente Paulo Vinicius Em qui, 13 de out de 2022 12:39, Pedro Serrão escreveu: Olá Paulo Tudo bem? Obrigado pela resposta! O meu nome é Pedro Serrão e trabalho na Overads. Trabalhamos com diversas marcas de apostas desportivas por todo o mundo. Neste momento estamos a anunciar no Brasil a Betano e a bet365. O nosso principal formato aparece sempre no topo da página, mas pode ser fechado de imediato pelo usuário. Este é o formato que pretendo colocar nos seus websites (por favor desligue o adblock para conseguir visualizar o anúncio) : https://demopublish.com/pushdown/ Também pode ver aqui uma campanha de um parceiro meu a decorrer. É o anúncio que aparece no topo (desligue o adblock por favor): https://d.arede.info/ CAP 2/20 - o anúncio só é visível 2 vezes por dia/por IP Nesta campanha de teste posso pagar 130$ USD por 100 000 impressões. 1 impressão = 1 vez que o anúncio é visível ao usuário (no entanto, se o adblock estiver activo o usuário não conseguirá ver o anúncio e nesse caso não conta como impressão) Também terá acesso a uma API link para poder seguir as impressões em tempo real. Tráfego da Facebook APP não incluído. O pagamento é feito antecipadamente. Apenas necessito de ver o anúncio a funcionar para pedir o pagamento ao departamento financeiro. Vamos tentar? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 16:28: Boa tarde Tudo bem. Me envie, por favor, qual seria a sua proposta em relação a condições, como o site poderia te ajudar e quais seriam os valores pagos. Vou conversar com os demais membros do site a respeito e te dou uma resposta com esses detalhes em mãos e conversamos melhor. Atenciosamente Paulo Vinicius (editor do Ficções Humanas) Em qui, 13 de out de 2022 11:50, Pedro Serrão escreveu: Bom dia Tudo bem? O meu nome é Pedro Serrão, trabalho na Overads e estou interessado em anunciar no vosso site. Pago as campanhas em adiantado. Podemos falar um pouco? Aqui ou no zap? 00351 91 684 10 16 Obrigado! -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! 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