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Jefferson Costa nos conta algumas histórias de sua família que vivia no nordeste. Histórias repletas de verdades incutidas em cada linha com uma sensibilidade ímpar. Vamos ver os amores, os ocasos, as perdas, as conquistas e a luta diária por um futuro melhor.


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Sinopse:


Baseado em lembranças coletivas e individuais, na oralidade, e em contos e “causos” que são passados de geração em geração, Roseira, Medalha, Engenho e Outras Histórias é um relato emocionante sobre a luta de pessoas reais vivendo uma vida duramente real.


Acompanhe a trajetória de duas famílias às voltas com suas diferenças, tragédias e comédias, sonhos e perspectivas, construindo a sua história no sertão nordestino durante o movimento retirante da década de 1970. Ao introduzir um Brasil bem diferente daquele que se vê nas áreas urbanas, permeado pelo cangaço e negligenciado pelos que detêm mais privilégios, este quadrinho pinta com cores fortes e exuberantes muitas das características nordestinas tradicionais, como o folclore, os engenhos de cana de açúcar, os “cabras machos”, a busca por rastros e pegadas de uma herança ancestral e as relações humanas que se desenvolveram em torno da cultura que ali se estabeleceu.





Assim como as histórias de nossas famílias, nunca as conhecemos na ordem como elas aconteceram. São sempre fatos que puxam ideias e acontecimentos que se sucederam ao longo de várias décadas. Como um bom contador de histórias, Jefferson Costa nos apresenta à história de sua família que viveu no interior do nordeste em Várzea da roça. Ali somos apresentados a todo um elenco de personagens como Zeca, Vaninha, Cotia e tantos outros. Em suas histórias veremos a busca diária pela felicidade e pela sobrevivência diante de todos os obstáculos que a vida pode apresentar. Encarar a fome, a falta de oportunidades, a frustração de um negócio que não deu certo ou até acidentes que podem tomar uma vida jovem. Tudo isso está presente nas histórias apresentadas por Jefferson Costa onde ele irá nos presentear com os relatos íntimos de uma família que sempre buscou perseverar e seguir em frente mesmo quando os obstáculos eram enormes.


Para aqueles que conhecem Jeremias - Pele e Jeremias - Alma a arte do Jefferson é bastante particular. Sua apresentação de personagens bebe de uma conexão com a realidade que é incrível. Ao mesmo tempo, ele sempre consegue inserir algum elemento insólito em seus quadros, seja com uma deformação ou uma refração da luz diferente que torna o que está sendo visto no quadro diferente do que deveria ser. É como se a arte do Jefferson fosse a arte do Jefferson. Não há outra pessoa capaz de fazer o que ele faz porque seus traços, formas e angulações são particulares. Mais do que nas histórias do Jeremias pela Graphic MSP, aqui suas páginas são muito livres, o que dá uma impressão maior a respeito do que ele consegue fazer artisticamente. Não parece um cenário inspirado em alguma, parece uma informação das memórias do artista. Tudo é mais verdadeiro porque existe uma aura de afetividade que permeia o que está sendo desenhado. Para mim, a arte específica do Jefferson casou perfeitamente com a história que ele queria contar. Não consigo imaginar outra pessoa desenhando esse quadrinho. Jefferson dosou bem os momentos em que ele deveria ser prolixo e os que a arte precisava brilhar mais. Tem um momento mais para o final em que os balões de fala são bem escassos. É um momento em que devemos observar os quadros (que são grandes, por vezes de página inteira) falarem por si sós.


Ao que ficou claro no posfácio, essa foi a primeira vez em que Jefferson Costa fez o roteiro e a arte de um quadrinho sozinho. Sem companheiros. Isso pode ter ajudado no sentido de que essa é uma história que precisava ser contada por quem a ouviu ou a experienciou. Temos um caleidoscópio de histórias que se alternam uma após a outra. Elas não seguem exatamente uma linearidade, mas é possível compreendê-las numa boa seja a partir do jogo de cores, da mudança de tema ou com um simples recordatório. Não fica complicado para o leitor entender o que está acontecendo. As narrativas vão ganhando mais e mais detalhes à medida em que vão se sucedendo. Algumas delas são bem pequenas e acabam rápido enquanto outras seguem conosco até o final. Todas são bem amarradas e algumas tem um final mais aberto, deixando para a interpretação do leitor. Há uma progressão e desenvolvimento dos personagens que é bem nítida, principalmente nas três histórias principais: a de Vaninha, que busca o sonho de poder estudar e se tornar professora; ou a do jovem menino que foi para a cidade estudar em um colégio interno, mas que a vida acabou lhe dando um revés; e Zeca e Cotia, a mãe e o pai que precisam superar todas as adversidades que lhes apresentam.

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Adorei que o Jefferson manteve a forma de falar das pessoas que viviam na região. Até porque ninguém fala de forma erudita o tempo todo. Quando reproduzimos a forma de falar autêntica das pessoas, damos ao leitor um grau de verdade maior ao que está sendo narrado. Existe a forma de falar, os sentidos secretos escondidos nas frases, a familiaridade do tratamento. Tudo embutido numa simples frase emitida através da sonoridade. Jefferson também insere trechos de cordéis que servem para oferecer pistas do que vai acontecer a seguir, oferecem um clima para podermos acompanhar a vida dessas pessoas ou mais para oferecer um espectro de abstração e imaterialidade ao que está acontecendo na história. Até porque a escrita de cordel brinca com nossa percepção e nossa capacidade de compreender elementos simbólicos. Vale destacar também a presença de alguns trechos do Adinkra de origem africana. Isso porque o autor vai trabalhar bastante a questão da ancestralidade.


E por falar nela, a ancestralidade está na própria razão de ser daquilo que está sendo contado aqui. Um dos propósitos da existência de um griot, ou seja, de um contador de histórias é manter a memória viva daquilo que já aconteceu na história de um grupo de pessoas. O que Jefferson faz aqui é justamente isso. Lembrando que um griot é alguém que conta histórias a um público que precisa ser mantido cativo em suas descrições e narrativas. Ou seja, o griot pode exagerar nas histórias ou inserir elementos insólitos ao que está contando. Não se trata de uma mentira necessariamente, mas de um exagero para que o público fique surpreso, tenso, consternado ou atento. Na fala de um griot, existe uma preocupação com o ritmo, a entonação, a cadência. As frases parecem estar sempre certas, como se o propósito de existir delas é estar uma após a outra. Essa busca pela ancestralidade leva o narrador a mergulhar fundo nas histórias de seus familiares que podem ser situações do cotidiano, dramas familiares ou até narrativas insólitas como quando o menino vai a floresta catar um caju em uma árvore que se diz ser amaldiçoada por fantasmas.


Acompanhamos toda a dificuldade de vida dessas pessoas. Como Zeca e Cotia que sempre tiveram problemas para se casar já que o pai de Cotia entendia Zeca como um malandro e alguém que não merecia ter a mão de sua filha. Zeca procurou investir sua vida para melhorar a vida de seu povoado, fazendo negócios que eram arriscados e o colocou em situações bem complicadas. Ele buscava a todo custo conseguir o respeito e a admiração de seus pares. Só que a vida provoca acidentes e para alguém que arrisca tanto, as perdas podem ser incomensuráveis. Já Cotia é uma mulher endurecida pelo sol do nordeste, precisando cuidar de seus filhos enquanto espera o marido retornar de seu trabalho. Essa espera pode ser árdua e levar a momentos difíceis onde ela precisa de toda a sua força para poder continuar vivendo. Mesmo asssim, ela consegue criar seus filhos e passar valores a eles. Gosto de pensar em Zeca e Cotia como uma família de verdade, não dessas famílias de margarina que vemos em outras histórias. Afinal, nem tudo na vida são flores e em vários momentos passamos por situações difíceis que nos tiram o chão. O importante é nunca nos deixarmos abalar pelas rasteiras que a vida nos dá.

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E por falar em dificuldades precisamos falar de Vaninha que é uma menina que vai em busca de estudos. Mas, a falta de oportunidades em educação no lugar onde vive se coloca como um enorme obstáculo a ela. Graças à sua dedicação algumas portas se abrem, mas para alcançar seus objetivos ela precisará fazer alguns sacrifícios. Ou o menino que pensava estar com a vida encaminhada ao seguir para uma cidade onde oferecia mais opções, mas que se vê retornando ao seu lugar de origem em uma situação pior. Para precisar sobreviver, vai ter que deixar de lado o mundo mágico das palavras que lhe foi apresentado outrora. São duas vidas que são colocadas lado a lado e que cujo desenvolvimento oposto é bastante interessante porque mostra que a vida real é muito mais dura do que parece. Nem sempre é possível alcançarmos aquilo que desejamos e nos tornamos reféns daquilo que nos é apresentado. Resta a nós lidar com dignidade com o que nos é dado.


Roseira, Medalha, Engenho e outras Histórias conquistou o meu coração pelo sentimento e pela verdade que é apresentada em suas páginas. Seus personagens são tão reais que eu poderia imaginar cruzar com eles na rua, embora eles morem longe demais de mim. Suas narrativas de vida podem ser associadas às dificuldades de pessoas que já passaram por esses momentos em suas vidas. Quando buscamos nossos antepassados, seguimos em busca dos pequenos tijolos que constituem as fundações de nossas existências. Ao entrarmos em contato com suas vidas, não parecemos tão sozinhos no mundo e compreendemos que nossas vidas estão entrelaçados por fios que se estendem por décadas e mais décadas de esforço, suor e sangue que foram derramados na Mãe Terra. Se vale a pena leitura? Com certeza.


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Ficha Técnica:


Nome: Roseira, Medalha, Engenho e outras Histórias

Autor: Jefferson Costa

Editora: Pipoca e Nanquim

Gênero: Ficção

Número de Páginas: 224

Ano de Publicação: 2022


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Neste segundo volume, Geralt vai precisar lidar com a sua relação com Yennefer, uma feiticeira repleta de segredos. Em suas missões ele irá enfrentar terríveis monstros marinhos, elusivos mímicos e até uma antiga profecia que parece revelar muito sobre o destino do mundo.


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Sinopse:


No caminho para Brokilon, Geralt tropeça no corpo de um garoto, que provavelmente não tinha mais de quinze anos. O garoto foi morto por uma flecha, obviamente atirada com destreza, que ainda se vê cravada no seu crânio. Por experiência, o bruxo logo percebe o que aconteceu: certamente o garoto tinha se extraviado e entrado no território das dríades. Como para os outros que padeceram antes de igual sorte, provavelmente tinha acontecido o mesmo. Uma história triste, repetida com muita frequência.






Assim como o volume anterior, A Espada do Destino é uma coletânea de histórias curtas que se passam no universo de Geralt de Rívia. Elas possuem uma certa conexão e continuidade entre elas e contam uma história maior que fica no pano de fundo. Então, não é daquelas coletâneas que você pode começar a ler a partir de qualquer conto. Neste segundo volume o autor demonstra uma maior familiaridade com os personagens e o ritmo da trama. Só para tirar o elefante da sala, este segundo livro sacramenta a impressão que eu tinha no primeiro volume sobre a série ser completamente diferente da pegada dos games. Sapkowski escreve tramas mais cerebrais e reflexivas do que o estilo mais voltado para a ação dos jogos. Vão ter vários momentos em que os personagens vão estar discutindo temas como identidade, amor, sacrifício. Então minha sugestão é ir de coração aberto para a série, sem manter quaisquer expectativas. Não tenho como dar uma sinopse para várias histórias, então vamos analisar cada um dos contos destacando as qualidades da escrita do autor e o que se passa em cada uma delas.


Em um aspecto mais global, gostei mais deste segundo volume. A sensação que passa é de uma familiaridade com os personagens e com a trama. E isso vem da pena de Sapkowski estar mais livre e mesmo diálogos mais pesados parecerem simples de serem compreendidos. O expositivo não me pareceu chato ou enfadonho. Li o livro com muita facilidade, o que pode ser atribuído também à tradução de Tomasz Barcinski que fez um excelente trabalho de localização. Vez ou outra a fala de um dos personagens pode parecer meio empolada, mas faz parte da característica do mesmo, o que demonstra uma preocupação do tradutor com as diferentes vozes presentes no livro. A narrativa acontece em terceira pessoa, mas naquele estilo mais preso ao protagonista, com ele funcionando como o nosso guia pelos ambientes nos quais ele se encontra. Sapkowski divide os capítulos em subseções, como Stephen King costuma fazer, trabalhando cenas nas quais os acontecimentos se sucedem. Vez ou outra ele faz umas passagens bruscas de tempo que nos confunde um pouco. Não há uma obrigatoriedade em se ter lido o primeiro volume, podendo até mesmo começar sua leitura da série por este segundo volume. Tem algumas coisas que acabam ficando dispersas, mas no geral é totalmente possível, sendo que apenas alguns detalhes sobre a personalidade de Geralt e como ele conheceu o bardo Jaskier que ficam para trás.


A primeira história se chama O Limite do Possível e coloca Geralt em uma caçada a um dragão que aparentemente foi avistado próximo a uma pequena vila. O rei Niedamir, um jovem que busca se consolidar no trono, está em busca de algo que comprove que ele esteve em uma expedição que matou a criatura e consiga pedir a mão da princesa de um reino próximo. Geralt estava em uma vila quando encontra um estranho homem chamado Borsch que o acompanha até o local junto de suas duas guerreiras zerricanas. Durante o trajeto, o bruxo encontra seu velho companheiro Jaskier que diz a ele quem estava na caçada ao dragão: os Rachadores, Sir Eyck, Yarpen Zigrin e... Yennefer. O dragão parece ter sido enfraquecido graças a um grupo de moradores que formaram uma milícia e o envenenaram. Só tem algo estranho nesta história: o dragão que foi avistado era da cor esverdeada, mas o que aparece na frente do grupo de guerreiros é dourado. E sua força parece ser praticamente impossível de ser suplantada. Sem falar que Geralt não tem a menor intenção de enfrentar a criatura. Mas, será que o bruxo realmente terá uma escolha?


É aqui que começamos com um dos grandes temas deste volume que é a relação de amor entre Geralt e Yennefer. Os dois tiveram um momento no passado que não terminou bem e a impressão que fica é que se tratou mais de um mal entendido ou imaturidade do Geralt. Mas, à medida em que a trama avança, o leitor se dá conta de que essa é uma relação mais complexa do que parece. Yennefer é uma mulher com séculos de idade e que, para se tornar feiticeira, precisou sacrificar algo precioso para ela: a capacidade de ter filhos. O contato com esse lado mais misterioso e sobrenatural proporcionou a ela também uma visão pragmática sobre a existência. É curioso porque a todo momento o leitor se questiona se a afirmação de que Geralt não tem sentimentos é verdadeira. O bruxo é um ser artificial criado com uma tecnologia perversa, capaz de usar magia e dispondo de força sobre-humana. Mas, como seres artificiais, eles seriam desprovidos de emoções ou sentimentos. No entanto, Geralt é uma das criaturas mais sensíveis da trama. Não ter sentimentos não implica em não ser capaz de compreender a dor alheia ou ser capaz de fingir demonstrar algo. A relação entre Geralt e Yennefer é dolorida de se assistir. Ambos carregam muita bagagem e mesmo fazendo um par perfeito e complementar um para o outro, as circunstâncias impedem que eles sejam verdadeiros entre si.


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A trama do dragão envolve uma questão existencial simples: qual é o limite do possível? Determinadas circunstâncias são encaradas como tabus apenas porque alguém disse algo que traçou um limite entre o que pode e o que não pode ser. Geralt e seus companheiros se deparam em diversos momentos questionando o que representaria uma impossibilidade. Isto seria quase como uma trava que nossas mentes colocam diante de obstáculos difíceis demais de serem ultrapassados. Encontrar um dragão dourado, uma criatura da qual só havia se escutado falar em lendas, no entanto uma delas aparece em sua frente. Fazer com que diversos guerreiros de origens e interesses diversos trabalhassem juntos era um limite do possível, no entanto diante de uma situação de vida ou morte, eles precisam se entender para sobreviver. Um bruxo ter sentimentos é algo no limite do possível, no entanto seu coração sofre por não estar ao lado da mulher que ama. Muitas vezes criamos justificativas para não tentarmos algo que seria complicado dentro de nossas capacidades atuais. Superar adversidades pode ser gratificante, mas isto só é obtido a partir de um maior esforço da parte dos envolvidos. Para que a relação entre Geralt e Yennefer dê certo, é preciso que ambos estejam investidos nela, o que pode ser verdade para um e não para outro.


A segunda história chama-se Fragmento de Gelo e é bem melancólica. Continua a discussão da relação entre Yennefer e Geralt enquanto eles passam um tempo juntos em uma cidade chamada Aedd Gynvael. Geralt derrota unm zeugl, uma criatura que estava em um lixão, e precisa terminar sua tarefa prestando contas ao estaroste. Mas, esta cidade se revela ter uma péssima aura para o protagonista. Existe algo que faz o personagem se sentir mal e apertado nela. Passados alguns dias com Yennefer, ela desaparece e em seguida, Geralt é chamado pelo feiticeiro Istredd para conversar. Logo ele percebe se tratar de um amante de Yennefer, alguém com quem a bela feiticeira de cabelos escuros tem uma longa relação. Istredd e Geralt precisam resolver esse impasse e parece que a feiticeira não tem nenhuma inclinação a resolver isso. Ambos convocam em um duelo onde apenas um deverá sobreviver, mas Istredd é uma personalidade importante para a cidade. E Geralt precisa se decidir se é isso o que ele quer para si.


Aqui lidamos muito com a natureza do bruxo. Será que ele, um mutante desprovido de emoções, pode oferecer à sua amada o calor que ela tanto precisa? O protagonista se pega pensando se vale a pena disputar o coração da mesma, quando pode ser que ele não seja capaz de retribuir a ela com o amor necessário. Por outro lado, ele se sente usado já que Yennefer alterna entre os dois com bastante frequência. Essa confusão de sentimentos provoca um curto-circuito em sua cabeça fazendo com que ele repense sua existência. Se não seria melhor ele simplesmente deixar de existir. Tem dois belos momentos nessa história, mas comentarei apenas de um porque o outro seria spoiler. Em um dado momento quando Geralt confronta Yennefer a respeito de Istredd, ele coloca a ela a sua origem como mutante e o quanto ele não se sente capacitado para estar ao seu lado. Yennefer fica bastante irritada com ele e exige que nunca mais refira a si mesmo em sua frente como um mutante. Algo que pega Geralt de surpresa. É um momento terno e que revela muito sobre a relação que eles possuem. O final é bastante triste.


Uma das vantagens de se ter histórias curtas e fechadas é que Sapkowski pode alternar ritmos e estilos de contar histórias. O Fogo Eterno é um ótimo exemplo disso, sendo um contraste em relação à história anterior. Ao lado de Jaskier, a dupla acaba indo parar em Novigrad, uma grande cidade e, sem dinheiro para muita coisa, precisam aceitar todo tipo de trabalho maluco. Jaskier usa toda a sua malandragem para tentar filar uma refeição grátis e se encontra com um velho conhecido, o ananico chamado Dainty. Depois de algumas trocas de palavras irônicas, porém amistosas, a dupla se depara com Dainty chegando na hospedaria. Mas, peraí... se eles estão sentados comendo com Dainty, quem é essa outra pessoa que acaba de chegar? Rápido como um raio, Geralt descobre que a pessoa que estava junto deles era um mímico e estava se passando pelo ananico fazia três dias. Depois de uma bela confusão, o mímico consegue fugir e Dainty é parado por Chapelle, o cobrador de impostos, que pede que o ananico pague os impostos que deve após ter vendido uma série de produtos. Ele tem vinte e quatros para obter a soma em dinheiro, caso contrário será preso pelas autoridades. É aí que Dainty descobre que o mímico fez uma série de compras bizarras de óleos, tecidos, frutas baratas... Compras essas que ele não sabe explicar para que servem e que o deixaram com uma dívida impagável. Só resta ir atrás da criaturinha.


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Esta é uma história divertidíssima que brinca com diversas situações que vão se sucedendo uma após a outra. Há um escalonamento da ameaça e dos objetivos até chegar a um ponto ridículo no final. O autor não perde o fio do debate sobre Geralt, mas o coloca diante de um problema ao qual ele é incapaz de resolver. Há toda uma imprevisibilidade na narrativa e ela começa como uma simples perseguição e vai tomando proporções conspiratórias sensacionais. Os diálogos são bastante mordazes e velozes. Esse conto passa muito rápido pelo leitor e ele é bem simples de ser compreendido. Tem um determinado momento da história, pouco após a metade que a gente começa a imaginar conseguir prever o final, só que tem uma bela virada narrativa que é quase como se o autor estivesse pregando uma peça. No capítulo é discutido novamente a relação entre humanos e não-humanos, principalmente em cidades grandes como Novigrad. A desigualdade social é grande, aliada a um medo e preconceito daquilo que não é compreendido. Houve sim a trapaça do mímico, mas muito do que aconteceu poderia ter sido evitado caso a postura em relação ao fugitivo fosse diferente. Os humanos esperam comportamentos ofensivos dos não-humanos, por isso já partem armados para o diálogo. Não há a intenção de se compreender o outro.


Um Pequeno Sacrifício retoma o enredo da relação com Yennefer embora a feiticeira sequer participe da história. É bem interessante como o autor consegue fazer uma personagem ser central em uma narrativa, estando ausente; pontos para a ótima escrita dele. Tentando ajudar um príncipe apaixonado a conquistar sua amada, Geralt é acusado de atrapalhar o flerte do mesmo. Isso acontece porque a mulher em disputa é uma sereia e tudo o que ela quer é que o tal príncipe não aceita estar com ela no fundo do mar. Sem dinheiro e perspectivas, Jaskier é levado para uma festa e precisa realizar uma performance ao lado de uma velha conhecida sua, a barda Essi Daven. Geralt acompanha Jaskier e uma estranha relação se desenvolve entre Essi e Geralt. Este com o coração machucado devido à relação com Yennefer acaba se atrapalhando com os sentimentos nascidos no coração de Essi. No meio de tudo isso, uma série de mortes estão acontecendo nas pedras próximas ao ancoradouro. Geralt é contratado para investigar as mortes, que tomam contornos bem sangrentos, e se depara com um mistério circundando uma lendária cidade submarina e poderosas criaturas submarinas.


Esta é uma história complexa de amor e sacrifício. Ficamos interessados no desenvolvimento da relação entre Essi e Geralt. A barda é apenas uma garota comum que depois de trocar algumas palavras com o bruxo acaba se apaixonando por ele. Mas, não a paixão carnal pura e simples, mas um amor romântico e sincero. Na primeira interação dos dois, Geralt parte para cima de Essi como um homem faminto. A pobre barda se afasta, percebendo os reais sentimentos dele. Na verdade, Geralt queria apenas alguém para estar junto de si. Havia um imenso vazio em seu ser que pedia uma mulher em sua cama, quem quer que esta fosse. Essi percebeu imediatamente isso, além de uma enorme sombra por trás de Geralt: Yennefer. O bruxo queria fazer passar a ausência da mulher que ele ama de verdade. Essi seria apenas mais uma e não era isso o que ela queria. Ela queria ser A uma. À medida em que eles se conhecem melhor, Geralt passa a se simpatizar por ela e a entender o seu caráter. Esse capítulo proporciona uma triste cena de amor, daquelas de apertar o coração e chorar. Não é uma história fácil e não é daquelas que vai terminar com um final feliz. A narrativa dos povos do mar traz uma associação também com o vai e vem do relacionamento entre o príncipe Aglovar e a sereia Shee'naz. Aliás, essa é mais uma menção a um conto tradicional europeu, A Pequena Sereia. Nenhum dos dois lados aceita se sacrificar e abandonar seu mundo para estar com o outro. Geralt enxerga sua situação com Essi sendo semelhante à relação de Yennefer com ele. Ele se coloca na posição de Yennefer em seu relacionamento com Essi.

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O conto que dá o nome à coletânea é o mais importante aqui. Representa o momento em que Geralt e Ciri, uma personagem que será central para as aventuras do personagem. É uma narrativa que começa com Geralt vindo trazer uma mensagem do rei Venzlav para as dríades. Uma espécie de acordo impossível já que elas não toleram os seres humanos que vivem nos reinos adjacentes à floresta de Brokilon. Só que antes de chegar lá, Geralt se depara com alguns fugitivos que tiveram a não muito sábia ideia de atravessar a floresta para chegar ao outro lado e foram atacados por dríades. Uma garotinha é uma das únicas sobreviventes sobreviventes do ataque e Geralt se encarrega de tentar devolvê-la à sua família. Só tem um pequeno problema: quem entra na floresta não sai mais. Mesmo que uma dessas pessoas seja alguém estimado pela rainha das dríades. Restará a Geralt usar toda a sua sabedoria para buscar uma saída para a situação. Apesar de que, para determinados problemas, esta solução não vai existir.


Este é um conto que fala bastante sobre a relação entre humanos e não-humanos. Que não é lá muito boa. Em suas aventuras, Geralt procura matar monstros apenas quando não há uma outra solução a ser obtida. Só que, como vimos lá no conto da caça ao dragão, matar monstros parece quase um esporte para os demais. Criaturas ferozes às quais outros humanos não podem compreender. Tememos o que não compreendemos, logo agimos de forma brutal a isto. O autor consegue trazer para o leitor todo o aspecto alienígena das dríades, seja na forma de falar ou na de agir. Elas não são brutais, apenas possuem outro conjunto de características que não são os mesmos que os dos humanos. Determinadas ações que podem parecer violentas, são apenas comuns. Sem mencionar a incompreensão delas quanto a algumas de nossas atitudes. Geralt é alguém que se encontra no meio destes dois mundos, por ele ser uma criatura artificial, um mutante feito a partir de experimentos. A inimizade que existe entre dríades e humanos talvez seja grande demais para que uma solução no meio seja encontrada. Vale a pena prestar a atenção no ótimo diálogo entre Geralt e a rainha. Muito bom para ver uma outra perspectiva.


O conto que encerra o livro chama-se Algo Mais e não dá para falar muito dele sem dar spoilers. Quero só destacar dois recursos bem bacanas de escrita criativa que o autor empregou. Em todos os outros contos, a narrativa era encarada pelo ponto de vista do Geralt, mas nesse aqui, o primeiro terço dela é contada por Yurga, um mercador que é resgatado pelo bruxo. É interessante porque ficamos tentando saber quem resgatou Yurga, embora no fundo a gente saiba. Ele vai tendo suas impressões sobre o personagem e revelando o medo e a angústia de estar em uma situação crítica. Outro mecanismo que ele usa é o de flashbacks, quando Geralt está inconsciente devido a um ferimento. São alguns momentos-chave da vida do personagem e em todos eles o conceito comum é o de predestinação. Se nossas vidas são guiadas por algum conjunto de acontecimentos aos quais estamos destinados. E o quanto esse destino é mais forte ou não que nossas vontades.


Este segundo volume é um pouco mais desequilibrado que o primeiro. Gostei bastante dele, embora sinta que o aspecto da ação tenha sido bem deixado de lado para uma abordagem mais filosófica. Isso pode ser que afaste leitores que busquem uma narrativa mais orientada para ação. A mim não faz diferença se o desenvolvimento dos personagens e as histórias contadas sejam boas. Geralt ganhou muitas camadas de complexidade e até acho que ele tem muitos sentimentos para alguém que se diz desprovido de emoções. Se a ideia era passar um ser artificial que apenas segue sua missão, o autor falhou; se era passar a ideia de alguém em dúvida sobre si mesmo, maravilha. Resta saber como se darão as próximas aventuras já que a partir do próximo volume teremos histórias completas ao invés de contos.



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Ficha Técnica:


Nome: A Espada do Destino

Autor: Andrzej Sapkowski

Série: A Saga de Geralt de Rívia vol. 3

Editora: Wmf Martins Fontes

Tradutor: Tomasz Barcinski

Número de Páginas: 380

Ano de Publicação: 2015


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No último mês do ano, alguns materiais mais alternativos, mas nem por isso ruins. Por exemplo, temos mais um livro do prolífico Adrian Tchaikovsky e uma republicação muito boa de um livro da Nnedi Okorafor.


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1 - "The Dragons of Deepwood Fen" (The Book of Holt vol. 1) de Bradley P. Beaulieu


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Ficha Técnica:


Nome: The Dragons of Deepwood Fen

Autor: Bradley P. Beaulieu

Série: The Book of Holt vol. 1

Editora: DAW

Gênero: Fantasia

Número de Páginas: 496

Data de Lançamento: 05/12


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Sinopse: Lorelei Aurelius é a inquisidora mais esperta da cidade montanhosa de Ancris. Quando uma dica misteriosa a leva a um encontro clandestino entre a Igreja e os odiados Facas Vermelhas, ela descobre um plano que ameaça não apenas o seu lar como também o próprio império.


A trilha a leva até Rylan Holbrooke, um ladrão notório se fazendo passar como cantor de dragões. Rylan vem até Ancris para resolver o mesmo mistério no qual ela se meteu. Sabendo que a sua prisão poderia levar ao sucesso dos planos dos Facas Vermelhas, Lorelei deve tomar uma decisão fatídica: ela deve libertá-lo.


Agora marcados como traidores, os dois fogem da cidade na garupa de um dragão. Na floresta maciça conhecida como Floresta Holt, eles descobrem algo terrível. Os Facas Vermelhas estão planejando despertar um poderoso semideus no templo mais sagrado de Ancris, e por alguma razão a Igreja está disposta a permitir isso. Isso força o seu retorno para Ancris, onde aliados improváveis devem unir as pessoas que eles juraram capturar antes que seja tarde demais.


2 - "Him" de Geoff Ryman


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Ficha Técnica:


Nome: Him

Autor: Geoff Ryman

Editora: Angry Robot

Gênero: Ficção Científica

Número de Páginas: 376

Data de Lançamento: 05/12


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Sinopse: "Mulheres, é claro, não podem ser filhas de Deus,"


Na vila de Nazareth, a virgem Maryam e a esposa de Yosef barLevi dão a luz a um milagre: uma pequena garota. Ela se chama Avigayil, o nome de sua avó.


À media em que Avigayil cresce, fica claro que ela acredita estar destinada a ser alguém maior do que apenas a filha de Maryam. De liderar uma gangue de garotos da vila para desafiar os sacerdotes do templo, Avigayil estpa determinada a encontrar o seu caminho como Yeshu, um homem.


Yeshu pode realizar milagres. Ele pode enxergar futuros. Ele pode falar com Deus.


Um romance de ficção científica intrigante e reflexivo, abordando família, o multiverso e a sobrevivência do amor através de mudanças intensas e de crises.


3 - "Like Thunder" (The Desert Magician's Duology vol. 2) de Nnedi Okorafor


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Ficha Técnica:


Nome: Like Thunder

Autora: Nnedi Okorafor

Série: The Desert Magician's Duology vol. 2

Editora: DAW

Gênero: Ficção Científica

Número de Páginas: 336

Data de Lançamento: 05/12


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Sinopse: Nigéria, África Oriental, 2077


Bem-vindos de volta. Esse segundo volume é uma história de perder o fôlego que se passa ao longo das areias do Saara, voa atavés dos picos das Montanhas Aéreas, nos leva para dentro de uma megacidade selvagem - você pegou a ideia.


Eu sou o Mago do Deserto; trago água para os lugares que não tem.


Este livro começa com Dekéogu Obidimkpa lentamente perdendo sua sanidade. Sim, aquele garoto que podia levar a chuva apenas pensando nela está tendo algumas... questões. Anos atrás, Dikéogy embarcou em uma jornada épica para salvar a Terra junto com Eiji Ubaid, uma garota que fala com as sombras, que se tornou sua melhor amiga. Quando tudo estava acabado, eles seguiram caminhos separados, mas agora ele descobriu que sua jornada não terminou afinal.


Então, Dikéogu, mais poderoso do que nunca, reúne-se com Eiji. Ele se lembra desta história com um audioarquivo, esperando que ele possa ajudá-lo a manter sua sanidade ou ao menos lher dar alguma coisa para seguir adiante. Garoto esperto, mas isso não vai funcionar - ou vai?


Posso lhe dizer isso: não será como antes. Nosso fazedor de chuva e nossa falante de sombras mudaram. E depois disso, nada será o mesmo de novo.


Ou como eles dizem, ‘Onye amaro ebe nmili si bido mabaya ama ama onye nyelu ya akwa oji welu ficha aru.’


Ou, 'Se eles não se lembram onde a chuva começou a bater em você, não irá se lembrar quem lhe deu a toalha com a qual secou o seu corpo.'


4 - "House of Open Wounds" (The Tyrant Philosophers vol. 2) de Adrian Tchaikovsky


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Ficha Técnica:


Nome: House of Open Wounds

Autor: Adrian Tchaikovsky

Série: The Tyrant Philosophers vol. 2

Editora: Head of Zeus

Gênero: Fantasia

Número de Páginas: 608

Data de Lançamento: 07/12


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Sinopse: Cidade após cidade, reino após reino, os Palleseen juraram trazer a Perfeição e a Correção a um mundo imperfeito. Com suas legiões varrendo o mundo da superstição com a chama brilhante da razão, então eles entragam uma montanha de corpos mutilados, perfurados e queimados para as tendas do hospital de campo atrás das linhas de frente.


No qual é onde está Yasnic, uma vez padre, curandeiro e rebelde, se encontra. Enviado para as galeras e depois para a guerra segurando uma caixa de Deuses órfãos, ele foi sequestrado para uma unidade médica particularmente não ortodoxa.


Liderados pelo "Açougueiro", um homem que parece um ogre cuja mão decepada foi substituída por uma serra de osso e uma tintura alquímica, o grupo formado por convictos improváveis, curandeiros e ordenanças não são estanhos aos horrores da guerra. Deles temos um negócio terrível: afundados no meio do horror, eles tem uma visão, em primeira mão, do sofrimento causado pelos monstros que destroem a pele, por armamentos mágicos e por soldados inimigos amargurados.


Tendo sido confiados - por agora - com salvas vidas daqueles considerados impossíveis de serem alvos, o grupo do hospital de campo encaram uma existência precária. Seu trabalho com magia não aprovada, necromancia, demonologia e os Deuses ilícitos de Yansic poderiam levar a unidade a ser desfeita, presa ou pior. Perseguidos por inimigos de dentro e de fora, a última coisa que algum deles precisa é de um milagre...


5 - "Dazzling" de Chikodili Emeludalu


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Ficha Técnica:


Nome: Dazzling

Autora: Chikodili Emeludalu

Editora: Wildfire

Gênero: Fantasia

Número de Páginas: 352

Data de Lançamento: 05/12


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Sinopse: Treasure e sua mãe perderam tudo quando o pai de Treasure morreu. Lutando por sobras no mercado, Treasure encontra um homem que promete mudar a sorte delas, mas seus pés estão flutuando a poucos centímeros do chão. Ele é um espírito, e promete trazer o pai de Treasure de volta a vida se ela puder fazer algo terrível por ele primeiro.


Ozoemena tem uma coceira no meio de suas costas. É uma coceira que diz a ela a respeito de um destino patrilinear, uma honra que nunca antes foi concedida a uma garota, para defender a terra e proteger seu povo ao se tornar um Leopardo. Seu pai falou repetidamente isso a ela e o quanto isso era uma honra antes de desaparecer, mas é algo que ela não poderia querer menos - ela já tem o suficiente para se preocupar enquanto ela tenta se encaixar em sua nova escola de intercâmbio.


Mas, à medida em que as duas garotas de adaptam com a selvageria que as cerca e com o legado de seus falecidos pais, os colegas de Ozoemena começam a desapaecer. As obrigações de Treasure com o espírito escalam cada vez mais, e o dever de proteção de Ozoemena como um Leopardo cresce. Enquanto os destinos e escolhas das garotas as colocam em uma rota de colisão. No fim, elas devem se perguntar: em um mundo que sempre diz não para as mulheres, o que essas duas jovens garotas devem fazer para conseguir aquilo que pertence a elas?


6 - "Nethergeist" (Nethergeist vol. 1) de Nick Stevenson


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Ficha Técnica:


Nome: Nethergeist

Autor: Nick Stevenson

Série: Nethergeist vol. 1

Editora: Rising Action Publishing

Gênero: Terror/Ficção Científica

Número de Páginas: 361

Data de Lançamento: 12/12


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Sinopse: Por milhares de anos, o Imperador Cabra, um necromante tão poderoso que ele se declarou um Deus, tem mantido um mão de ferro no universo, fazendo com que vários mundos caiam em ruínas.


Em uma cidade paranóica de renegados, o último bastião da humanidade se mantém contra o seu poder.


Ayilia, sua Regente-Eleita, está sem amigos, solteira, pertence ao sexo "errado", tem o legado "errado" e é aparentemente amaldiçoada. Enquanto tenta impedir um golpe de Estado, ela é selecionada por forças externas para buscar pelo local onde Al Kimiya irá nascer no futuro, um mago que é dito ser a única pessoa que pode enfrentar o Imperador. Para salvar a si mesma e ao seu povo, ela deve se aliar com os feiticeiros heréticos, rebeldes necromânticos, com os Krayal, que são seres reptilianos e que odeiam seres humanos e seu inimigo juramentado, o chefe guerreiro Vespasian, um homem covarde e sem vida.




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Conversa aberta. Uma mensagem lida. Pular para o conteúdo Como usar o Gmail com leitores de tela 2 de 18 Fwd: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br Caixa de entrada Ficções Humanas Anexossex., 14 de out. 13:41 (há 5 dias) para mim Traduzir mensagem Desativar para: inglês ---------- Forwarded message --------- De: Pedro Serrão Date: sex, 14 de out de 2022 13:03 Subject: Re: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br To: Ficções Humanas Olá Paulo Tudo bem? Segue em anexo o código do anúncio para colocar no portal. API Link para seguir a campanha: https://api.clevernt.com/0113f75c-4bd9-11ed-a592-cabfa2a5a2de/ Para implementar a publicidade basta seguir os seguintes passos: 1. copie o código que envio em anexo 2. edite o seu footer 3. procure por 4. cole o código antes do último no final da sua page source. 4. Guarde e verifique a publicidade a funcionar :) Se o website for feito em wordpress, estas são as etapas alternativas: 1. Open dashboard 2. Appearence 3. Editor 4. Theme Footer (footer.php) 5. Search for 6. Paste code before 7. save Pode-me avisar assim que estiver online para eu ver se funciona correctamente? Obrigado! Pedro Serrão escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:42: Combinado! Forte abraço! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:41: Tranquilo. Fico no aguardo aqui até porque tenho que repassar para a designer do site poder inserir o que você pediu. Mas, a gente bateu ideias aqui e concordamos. Em qui, 13 de out de 2022 13:38, Pedro Serrão escreveu: Tudo bem! Vou agora pedir o código e aprovação nas marcas. Assim que tiver envio para você com os passos a seguir, ok? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:36: Boa tarde, Pedro Vimos os dois modelos que você mandou e o do cubo parece ser bem legal. Não é tão invasivo e chega até a ter um visual bacana. Acho que a gente pode trabalhar com ele. O que você acha? Em qui, 13 de out de 2022 13:18, Pedro Serrão escreveu: Opa Paulo Obrigado pela rápida resposta! Eu tenho um Interstitial que penso que é o que está falando (por favor desligue o adblock para conseguir ver): https://demopublish.com/interstitial/ https://demopublish.com/mobilepreview/m_interstitial.html Também temos outros formatos disponíveis em: https://overads.com/#adformats Com qual dos formatos pensaria ser possível avançar? Posso pagar o mesmo que ofereci anteriormente seja qual for o formato No aguardo, Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:15: Boa tarde, Pedro Gostei bastante da proposta e estava consultando a designer do site para ver a viabilidade do anúncio e como ele se encaixa dentro do público alvo. Para não ficar algo estranho dentro do design, o que você acha de o anúncio ser uma janela pop up logo que o visitante abrir o site? O servidor onde o site fica oferece uma espécie de tela de boas vindas. A gente pode testar para ver se fica bom. Atenciosamente Paulo Vinicius Em qui, 13 de out de 2022 12:39, Pedro Serrão escreveu: Olá Paulo Tudo bem? Obrigado pela resposta! O meu nome é Pedro Serrão e trabalho na Overads. Trabalhamos com diversas marcas de apostas desportivas por todo o mundo. Neste momento estamos a anunciar no Brasil a Betano e a bet365. O nosso principal formato aparece sempre no topo da página, mas pode ser fechado de imediato pelo usuário. Este é o formato que pretendo colocar nos seus websites (por favor desligue o adblock para conseguir visualizar o anúncio) : https://demopublish.com/pushdown/ Também pode ver aqui uma campanha de um parceiro meu a decorrer. É o anúncio que aparece no topo (desligue o adblock por favor): https://d.arede.info/ CAP 2/20 - o anúncio só é visível 2 vezes por dia/por IP Nesta campanha de teste posso pagar 130$ USD por 100 000 impressões. 1 impressão = 1 vez que o anúncio é visível ao usuário (no entanto, se o adblock estiver activo o usuário não conseguirá ver o anúncio e nesse caso não conta como impressão) Também terá acesso a uma API link para poder seguir as impressões em tempo real. Tráfego da Facebook APP não incluído. O pagamento é feito antecipadamente. Apenas necessito de ver o anúncio a funcionar para pedir o pagamento ao departamento financeiro. Vamos tentar? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 16:28: Boa tarde Tudo bem. Me envie, por favor, qual seria a sua proposta em relação a condições, como o site poderia te ajudar e quais seriam os valores pagos. Vou conversar com os demais membros do site a respeito e te dou uma resposta com esses detalhes em mãos e conversamos melhor. Atenciosamente Paulo Vinicius (editor do Ficções Humanas) Em qui, 13 de out de 2022 11:50, Pedro Serrão escreveu: Bom dia Tudo bem? O meu nome é Pedro Serrão, trabalho na Overads e estou interessado em anunciar no vosso site. Pago as campanhas em adiantado. Podemos falar um pouco? Aqui ou no zap? 00351 91 684 10 16 Obrigado! -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! 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