top of page
Buscar

Uma história natalina com o Homem-Morcego em que ele enfrenta o seu pior inimigo: ele mesmo. Depois de assustar um homem que havia sido incumbido pelo Coringa de deixar uma caixa em um local, Batman passa a usá-lo como isca. Só que um Batman enfurecido não é capaz de perceber que mesmo um capanga possui uma história de vida.


ree

Sinopse:


Anos e anos de luta contra o crime, encarando pessoas profundamente perturbadas (ou simplesmente malignas), finalmente estão cobrando seu preço do Batman. O que antes era uma nobre luta por justiça se tornou uma cruzada cega, capaz de afastar todos a quem o herói já chamou de amigos e aliados. Agora, mais um Natal chega em Gotham City. Será essa uma chance de redenção para o Homem-Morcego… ou apenas o dia em que o herói finalmente encontrará o seu destino final? O genial artista – e agora roteirista – Lee Bermejo apresenta sua primeira graphic novel ao público em Batman: Noel; um conto sobre desespero, chances perdidas e o a importância da esperança!






No que se tornou mais um dentre várias graphic novels clássicas do Batman, Batman - Noel ressignifica "Um Cântico de Natal" de Charles Dickens. A ideia é bastante interessante e Bermejo faz uma mescla de trechos do livro de Dickens com uma narração livre. Gostei de como ele não ficou preso à trama original e deu sua própria identidade à trama que ele propôs. Não chega a ser algo apócrifo, sendo que em nenhum momento a narração emprega o nome do Batman ou dos demais personagens de seu universo. Chega a ser uma linguagem até bem neutra que poderia ser usada separadamente em relação ao quadrinho. Normalmente as adaptações literárias ou transportam literalmente as palavras originais com algumas supressões ou não ou se aferram demais ao original pegando um aspecto ou outro. Bermejo optou por uma ressignificação, que é uma alternativa interessante já que deixa o autor mais livre para colocar ideias originais em prática, ainda que observando o material original.


Na história, um homem chamado Bob está indo levar um pacote para o Coringa. Nesse pacote tem um poderoso explosivo, mas nem Bob sabe exatamente o que é. Nas ruas gélidas de uma Gotham às vésperas do Natal, Batman continua em sua perseguição àqueles que querem levar o mal para a sua cidade. Ele encontra Bob e utiliza seus métodos corriqueiros para extrair informações de criminosos. Para o Homem-Morcego é preciso encontrar o Coringa a todo custo porque ele é um vilão que não tem escrúpulos em matar pessoas. Depois de ter ficado apavorado com o Batman (e sem perceber que tem um rastreador plantado nele), Bob volta para a sua casa. Aí é que vemos que ele é um homem pobre que faz o possível para colocar comida na mesa de seu filho. Eles moram em uma casa bastante humilde e seu filho sonha com uma árvore de natal. Enquanto isso Batman, em sua cruzada incansável pelo crime não demonstra piedade por um dos capangas do Coringa. Sua forma de lidar com essa situação vai fazer com que ele atraia a atenção de três visitantes ao longo da noite que o mostrarão a importância de se olhar para baixo, para as pessoas que vivem na cidade. E não apenas olhar de cima.


Bermejo está inspiradíssimo nessa HQ. É uma arte linda que bebe de um realismo inacreditável. As páginas possuem vida e cada quadro é um convite à apreciação. Em alguns momentos, a HQ parece mais um livro ilustrado e Bermejo soube dosar bem quadrinhos e livro ilustrado, que possuem linguagens diferentes (mesmo que bastante próximas). A palheta de cores é bem clara, mas curiosamente ela parece mais sombria do que aparenta ser. É um natal estranho, quase gótico que é transmitido pelos quadros do autor. Fica também uma menção mais do que elogiosa para a colorização da Barbara Ciardo que potencializou os traços escuros de Bermejo com o exato oposto disso: um branco e prateado que saltam da tela. O design de personagens está bem legal, e antes de falar dos heróis, queria destacar pai e filho que estão presentes em quadros bastante expressivos. Seja a tristeza e melancolia de um homem que precisa encarar o lado sombrio para poder sobreviver ou a alegria de rever seu filho. Os trechos iniciais mostram um Bob caminhando pelos becos de Gotham e as sombras parecem esticar suas garras para detê-lo. Ao estar em casa, vemos um pai preocupado com o filho, e Bermejo procura reproduzir uma ilustração famosa baseada em Dickens com o Batman (que representa o Scrooge) observando de fora a janela com Bob e seu filho conversando amorosamente.


ree

O destaque fica também para os heróis envolvidos na traama. O Batman de Bermejo é um homem sisudo e cinzento, que me fez lembrar bastante do Batman dos games do Arkham Knight. Aqui, Bermejo procura sempre mostrar um Batman atormentado pelos demônios de seus fracassos. Há uma aura de tristeza e fúria que permeia suas ações. Vou chegar nesse ponto mais abaixo, mas a representação gráfica dele é eficiente em destacar esses pontos. Na Bat-caverna existe sempre uma sombra ou ponto mais escuro que paira acima de Bruce enquanto Alfred está cercado por uma luz. Os momentos em que o Batman está em combate ou perseguição também são estranhos e sombrios, sendo que o momento que mais chamou atenção foi quando ele pegou nos braços da Mulher-Gato para tirar informações dela. Bermejo foi feliz no quadro em questão porque ele ilustra um Batman enfurecido e uma Mulher-Gato, que apesar de brincalhona, teme por si. Por falar nela, Bermejo me parece doido para escrever uma história romântica dos dois. Porque os momentos do confronto entre ambos parecem uma dança entre namorados. Sua Mulher-Gato é bravateira e sensual ao mesmo tempo. Gostei da escolha de uniforme para ela que mescla elementos atuais dela como o óculos e a roupa de couro com o vintage de sua máscara. Fica aqui a lembrança da Mulher-Gato dos anos 70 com aquela roupa mega hippie roxa que me deu uma baita nostalgia.


Os elementos góticos permeiam a história e dão todo o clima que o autor queria dar a ela. Sejam os prédios cinzentos e basicamente abandonados porque quase não vemos transeuntes em uma Gotham com neve caindo a todo momento. O único momento mais claro é no final em uma cena bem tocante que não posso mencionar. A cidade parece bastante opressora para o leitor e a iluminação é difusa porque ela parece não conseguir penetrar na névoa branca que está sobre Gotham. A casa de Bob é bem simples e com poucos móveis. Mas, queria destacar a maneira como ela parece ser o único local iluminado em uma cidade escura e cinzenta. Todas as vezes em que aparece uma tomada da casa de Bob é sempre com esse contraste entre a calidez do amor de pai e filho e das trevas da cidade que desejam engoli-lo. O outro ponto iluminado está presente na figura do Superman. E esse Superman do Bermejo me remeteu imediatamente ao desenhado por Frank Quitely em Grandes Astros Superman. Não pelo traço, já que ambos possuem abordagens artísticas diferentes, mas pela aura que eles passam. É aquela bondade e carinho que transbordam do personagem, seja no olhar ou nos gestos. Enquanto Batman é um homem atormentado e seus gestos são bruscos e repentinos, o Superman estende a mão, abraça e procura ser compreensivo com suaves movimentos corporais. Nas cenas em que ele aparece, o quadrinho ganha um segundo foco de luz, além da casa de Bob.


O Batman de Noel é o Scrooge. É um homem que é atormentado e triste. Se o Scrooge era uma pessoa abandonada por seus familiares, Bruce Wayne é alguém que perdeu muito de seu coração ao longo de sua cruzada. A morte do Robin o entristeceu. Mais do que isso, fez desaparecer o sorriso de seu rosto. Selina Kyle, a Mulher-Gato, busca trazer isso de volta. Ela se regozija nas aventuras da perseguição entre os dois, quase que uma forma de o Batman cortejá-la, a fazer se sentir desejada. Mas, esse é um homem diferente do passado. Ele quer acabar com o crime, e seu coração ficou frio como o gelo. É preciso acabar com vilões como o Pinguim, o Duas-Caras, o Coringa. Somente assim, seu espírito vai poder ter paz. Mas, essa parece ser uma guerra sem fim. E durante a guerra as pessoas mudam. Contudo, achei a abordagem de Bermejo meio exagerada para o personagem. Ele é quase um vilão aqui e eu até consigo entender que isso é para criar uma conexão maior entre o Batman e o personagem criado por Dickens.


ree

Esse Batman está enfraquecido devido a uma pneumonia que ele pode ter adquirido durante a sua patrulha. E esse estar doente serve para que Bermejo nos apresente um personagem que parece mais velho do que aparenta. Tanto é que na narração ele sempre se refere ao Homem-Morcego como um homem velho. Tem um momento da perseguição dele com a Mulher-Gato onde ele erra um salto e acaba se machucando. Isso faz aumentar essa percepção de idade e de cansaço. É um cansaço oriundo de suas perdas. Com isso ele passou a enxergar todos os criminosos e aqueles que se envolvem com criminosos como pessoas que não merecem perdão. Que é preciso dar uma lição dura para que nunca mais pensem em se aproximar de atos ilícitos. Só que isso faz suas ações parecerem extremas. Ele desumaniza aqueles que ele deveria proteger e dar uma segunda chance. Por isso, o Scrooge. A ideia é fazer com que o Batman reveja as pessoas como pessoas e que cada uma delas possui seus problemas. Nem sempre as coisas são preto e branco. Às vezes é preciso tentar entender seu ponto de vista e estender a mão para que elas saiam da escuridão e voltem para a luz. Existe um herói dentro de cada um de nós.


Essa graphic novel é bem legal por nos trazer uma boa história de natal. Nem sempre temos personagens Marvel e DC envolvidos com boas histórias desse período de festas. Bermejo conseguiu dar o seu toque para uma história original que já é linda e comovente. Mais do que fazer uma adaptação, temos uma ressignificação e uma outra camada de símbolos espalhados ao longo da história. Não há o que falar da arte: é maravilhosa e entra para o hall das melhores coisas feitas com o personagem.


ree









ree

Ficha Técnica:


Nome: Batman - Noel

Autor: Lee Bermejo

Colorista: Barbara Ciardo

Editora: Panini Comics

Tradutores: Alexandre Callari e Daniel Lopes

Número de Páginas: 112

Ano de Publicação: 2015


Link de compra:















ree

 
 

O mundo de uma médica se choca com o de um guerreiro exilado e o de um espião/filósofo traído. Esse encontro inusitado vai provocar mudanças sentidas em todos os reinos do continente, provocando uma guerra que parecia improvável algumas décadas antes. Ódios serão despertados, vidas serão colocadas em jogo e os leões irão rugir em Al-Rassan.

ree

Sinopse:


Os Asharitas governantes vieram das areias do deserto, adorando as estrelas, seu forte e puro instinto de guerreiros. Mas ao longo dos séculos, seduzidos pelos prazeres sensuais de sua nova terra, sua fé estrita erodiu. O império dos Asharitas foi dividido em cidades-estado decadentes liderados por chefes rivais.


O Rei Almalik de Cartada está em ascensão, adicionado cidade após cidade ao seu reino, mesmo que Cartada esteja ameaçada por forças tanto internas como externas. Almalik é auxiliado por seu amigo e conselheiro, o notório Ammar ibn Khairan - poeta, diplomata, soldado - até que em uma tarde de verão, um ato de brutalidade selvagem muda sua relação para sempre.


Enquanto isso, no norte, o líder Jaddita mais celebrado - e temido, Rodrigo Belmonte, é levado ao exílio após os eventos que levaram à morte do rei que ele tanto amava. Rodrigo lidera sua companhia de mercenários para o sul, para as terras perigosas de Al-Rassan.


Em Ragosa, uma exótica cidade à beira de um lago, Rodrigo Belmonte e Ammar ibn Khairan se encontram e servem - por um tempo - o mesmo mestre. Compartilhando o destino interligado destes dois homens de mundos diferentes - e cada vez mais dividida em seus sentimentos - está Jehane, a linda e bem sucedida médica da corte, cujas habilidades cumprem um papel cada vez mais importante quando Al-Rassan é levada à beira de uma guerra santa, e além.







Depois de Tigana, este foi o segundo romance de Guy Gavriel Kay que pude ter o privilégio de ler. Desta vez, livre dos preconceitos do primeiro livro dele publicado no Brasil e tendo os superado, pude curtir mais a leitura. Posso dizer com tranquilidade que o autor é um ser único entre os escritores de fantasia. Alguém que não se preocupa em escrever séries ou trilogias e que realiza um trabalho para lá de competente em seus livros com histórias bem amarradinhas e interessantes. The Lions of Al-Rassan não é um livro sensacional, que vai mudar as nossas vidas, mas o autor é tão tecnicamente habilidoso que você não vai encontrar falhas na narrativa dele. Seja em ritmo, em construção de personagens, em tom, em temas. Nada. É uma escrita tranquila e perfeita que parece saída de um sábio da montanha que tem muito a nos ensinar. Aliás, fica a minha recomendação aos amigos escritores para lerem esse livro (e os outros, se puderem) e buscar anotar as artimanhas e ferramentas que ele usa. Conseguiria passar horas explicando o que me surpreendeu no que ele escreveu, na forma como escreveu e em como ele sai do lugar comum e dos clichês com decisões simples. Kay faz com que escrever pareça ser o ato mais simples do mundo... e não é. Ele torna simples.


Tudo começa com uma escolha errada. Ammar ibn Khairan está acompanhando o seu velho companheiro, o rei Almalik de Cartada em uma ida a Fezana onde ele vai confirmar sua autoridade. No evento que vai ficar conhecido como o Dia do Fosso, Almalik decide demonstrar sua autoridade e intimidar os habitantes de Fezana decapitando todos os homens importantes da cidade. Isso vai provocar uma ruptura em uma amizade de décadas e o conselheiro vai se tornar o algoz de seu rei. Mas, nesse mesmo dia, no quarteirão dedicado aos Kindath, um povo cuja religiosidade é vista com maus olhos por Asharitas e Jadditas, se encontra a bela Jehane. Ela é a filha de um orgulhoso médico chamado Ishak que foi o médico real até que teve seus olhos cegados por ter feito o seu trabalho. Jehane assume suas funções e em um dia comum de atendimento médico, ela é levada por Khairan para atender Husari ibn Musa, um de seus velhos pacientes que tem problemas renais. Nesse dia, Jehane proíbe Husari de ir até o evento do rei para não piorar seus problemas de saúde. Esse ato pode tê-lo salvado e condenado a família de Jehane que pode ser acusada de cumplicidade. Jehane foge junto de Husari e acaba esbarrando nos soldados Jadditas do famoso Rodrigo Belmonte, o Algoz de Al-Rassan. Em uma sucessão de acontecimentos, Rodrigo acaba indo ajudar a apagar um incêndio na vila de Orvilla, onde um de seus companheiros realiza um ato de extrema violência ao saquear a cidade. Seguindo sua honra, Rodrigo faz valer sua vontade, o que o faz ser exilado pelo seu rei. Os destinos de Khairan, Rodrigo e Jehane vão se interligar quando os três forem parar na cidade de Ragosa quando servirão ao rei Badir. Mas, uma guerra entre Asharitas, Jadditas e Kindathianos se aproxima; e a justificativa de uma guerra santa fará emergir o que há de pior no coração dos homens.


Como já expliquei na resenha de Tigana, Kay pega um cenário ou uma conjuntura que já existe e faz uma história transportando para outro lugar com maior ou menor interferência de magia. The Lions of Al-Rassan se passa em um mundo inspirado pela península Ibérica do século XI, quando o território era dividido em diversos pequenos reinos, alguns deles cristãos e outros muçulmanos. Castela, Leão e Aragão eram reinos que ainda buscavam seu espaço e o sul era totalmente dominado por pequenos reinos de taifa, cidades-estado governadas por chefes militares que viviam em guerra entre si. Os judeus sefarditas habitavam algumas das cidades muçulmanas desta região além de algumas cidades no norte da África. No livro, temos três reinos Jadditas que são fieis a um deus a quem eles se referem traçando um disco com os dedos. Estes reinos Jadditas exploram as cidades de Al-Rassan cobrando tributos chamados parias, que são como se fossem uma proteção (deles mesmos). Os Asharitas se consideram a si mesmos como as crianças das estrelas, e são uma sociedade criada na rigidez das areias do deserto. Uma sociedade estrita onde as mulheres possuem poucas liberdades e a religião deve ser levada à risca. Os Kindathianos pertencem a uma religião odiada por todos e a todo momento precisam se mudar de cidade em cidade, como em uma diáspora constante, sem que possam usufruir de uma vida confortável. Eles desenvolveram uma medicina bastante avançada e conseguem até conviver bem com alguns grupos de Asharitas mais moderados. Assim é Fezana, onde Jehane mora. Uma cidade que convive com os Kindathianos, apesar de considerá-los quase que como uma escória, mas precisam deles para algumas tarefas. O mesmo pode ser dito dos Jadditas que também empregam Kindathianos para trabalhos subalternos.


O tema base deste livro é o conflito constante entre as três religiões, os judeus, cristãos e muçulmanos, ops, kindathianos, jadditas e asharitas. Lógico que o autor não vai ficar preso somente a associações ou comparações. Há uma história a ser contada. Por todo o livro somos colocados diante da intolerância existente entre as três religiões, principalmente vindo de Jadditas e Asharitas. Os jadditas desejam conquistar Al-Rassan a todo custo para espalhar sua fé. Primeiro destruíram a cidade de Sorenicca, um lar conhecido de Kindathianos e os passaram na lança. A seguir desejam realizar uma guerra de Reconquista, tendo os Asharitas como seus principais inimigos. Seu desejo por destruir os chamados filhos da estrela é quase uma obsessão. O rei Ramiro, rei de Valledo, um dos três reinos jadditas, sabe como funciona a dinâmica da península. Não há necessidade para uma guerra total, em que muitos homens morrerão pela espada. Mas, a guerra santa é entendida quase como uma necessidade, como respirar, e o Alto Clérigo que vem de Ferrieres praticamente obriga os três reis católicos a se unirem e partirem em uma missão insensata no sul da península. Por outro lado, os asharitas estão lidando com uma série de intrigas de corte, algo comum em sua cultura. O emprego de venenos, de assassinos e de traições já se tornou comum entre os pequenos governantes. Somente Almalik conseguiu manter o prestígio dos grandes khalifas de outrora. Nessa conjuntura estranha, um homem como ibn Khairan se torna o conselheiro perfeito em um mundo hostil. Mas, entre os asharitas existem os muwardis, os guerreiros do deserto. Se pudermos fazer uma associação, os muwardis representam o credo xiita dentro do islamismo enquanto os wadjis seriam os sunitas. Os muwardis não conseguem tolerar infieis como os kindathianos e os jadditas coexistindo em seu território. Na visão deles, os asharitas se tornaram frouxos e preguiçosos. Esse caldeirão explosivo começa a mudar e transbordar quando novos personagens são inseridos na trama. E a guerra e o desastre se tornam inevitáveis.


ree

Outro tema forte presente na trama é o da intolerância. A intolerância religiosa muitas vezes aparece a partir do temor e do desconhecimento. Ou meramente pelo preconceito e etnocentrismo. Nos momentos iniciais da trama, Garcia de Rada, um importante comandante das forças jadditas que veio a mando de seu irmão, o conselheiro do rei, decide atacar a pequena vila de Orvilla. Um lugar pacato onde moram agricultores e pessoas simples. Ele decide queimar a cidade apenas porque ela é um lar de asharitas e ele se achava no direito de saquear, queimar e estuprar. Não há nenhuma outra motivação específica nisso. Mais tarde, a população de Fezana, formada principalmente por asharitas fica sabendo que vários cavaleiros jadditas estão vindo sitiar a cidade. Ao invés de se preocupar em fugir, eles decidem queimar o bairro kindathiano que, segundo eles, são amaldiçoados e devem ter atraído os jadditas para a cidade, mesmo sem ter provas disso. Kay consegue transmitir o ódio que permeia as três religiões e como esse sentimento puro e primitivo vem de situações que nem eles conseguem explicar direito. Se baseiam em interpretações falseadas de seus credos. Consigo perceber a existência de algumas noções saídas de Santo Agostinho que entendia uma guerra como justa quando havia uma causa justa, seja ela uma vingança, uma reparação ou algo mais doutrinário. Para o filósofo cristão, isso justificava atrocidades cometidas durante o conflito. Claro que esses critérios criados por ele, foram usados mais tarde pelo Papa Urbano ao convocar as cruzadas contra os muçulmanos em Jerusalém. A verdade é que na guerra não existe certo ou errado, mas interesses em jogo. Todas as ações são violências contra outros seres humanos. Não existe justiça no ato de matar centenas de pessoas.


Kay consegue criar todo um elenco de personagens. Mesmo aqueles que mal aparecem, possuem suas características bem delineadas. Mas, de uma visão de protagonismo temos quatro personagens: Jehane ben Ishak, Ammar ibn Khairan, Rodrigo Belmonte e Alvar de Pellino. Jehane é a ligação entre esses vários personagens e começo falando dela. Uma médica no bairro kindathiano de Fezana, ela se dedica diariamente a tratar aqueles que não podem pagar por tratamento médico. Seu pai foi médico por quase toda a sua vida até que teve seus olhos cegados após ter feito a cesariana da antiga rainha de Cartada. No credo asharita, nenhum homem a não ser o marido, pode ver a esposa nua. Principalmente se essa pessoa for um infiel kindathiano. Mesmo tendo feito o impossível, que foi salvar os dois filhos de Almalik, Ishak foi punido severamente tendo seus olhos cegados e sua língua cortada. Segundo Almalik, ele poupou o médico, pois a pena era a decapitação. Mais do que ninguém, Jehane entende a intolerância e a vive na pele. Quando salva Husari de um encontro mortal na corte de Almalik, salvamento esse que foi acidental pois ele apenas deixou de comparecer ao compromisso, ela se depara com os dois homens que serão os mais importantes de sua vida: Ammar e Rodrigo. Ammar a ajuda a escapar da cidade e Rodrigo lhe dá um propósito e a trata de igual para igual. Ao chegar em Ragosa, Jehane vai precisar compreender qual é o seu lugar no mundo. Ela precisa escolher entre permanecer como uma médica da corte do rei Badir ou entrar para a companhia de Rodrigo onde pode ajudar homens que ela passou a respeitar profundamente. Por outro lado, Jehane descobre que nutre sentimentos por Ammar, um homem cercado de mistérios.


E temos Ammar, o matador de reis. A mando de Almalik, ele matou o último grande khalifa de Al-Rassan e ajudou a criar este ambiente instável de cidades-estado. A fama deste assassinato o persegue por onde vai. Ao mesmo tempo em que fornece a ele um ar de respeito, provoca temor nas pessoas que o cercam, incertas de sua lealdade. Seu próximo ato vai apenas corroborar essa visão, vindo de uma ruptura com seu antigo companheiro. Ou seja, na visão de outras pessoas, Ammar é um homem que não desperta a menor confiança e cujos objetivos são desconhecidos. Mas, ele é alguém movido por um forte senso de lealdade e honra. Ele faz aquilo que considera justo e muitas vezes se atropela com escolhas que lhe são impostas por um destino cada vez mais cruel com ele. Ter sido exilado de Cartada por alguém a quem ele ajudou foi o golpe certo dado pelo seu novo aliado, mas uma traição inesperada por ele. A mente de Ammar acaba perdida no meio dessa rede de mentiras e meias-verdades. Chegando em Ragosa, ele volta a ter contato com Jehane a quem ele ajudou em Fezana e passa a conviver com Rodrigo, um homem que ele pode considerar como seu igual. Jehane desperta no soldado sentimentos que ele imaginava estarem mortos. Só que este exílio em Ragosa tem um prazo de validade: um ano e o novo aliado de Ammar o quer de volta para colocar em ação seus planos de expansão militar. Resta saber aonde estará inclinada a mente do soldado.


Por falar em honra e justiça, não podemos nos esquecer de Rodrigo Belmonte. O famoso cavaleiro jaddita, que derrotou inúmeros exércitos asharitas e conhecido como o Algoz de Al-Rassan. Um homem de orgulho e com uma inteligência quase inigualável. Não é o conselheiro do rei Ramiro de Vallona por um golpe político de seu rival Gonzalo de Rada. Rodrigo possui dois filhos gêmeos, Diego e Fernan e uma selvagem esposa chamada Miranda, o amor de sua vida. Diego nasceu com um dom especial, uma espécie de visão ou precognição que permite a ele saber aonde sua família se encontra. Não é exatamente prever o futuro, é prever o futuro de sua família apenas. Rodrigo acaba sendo exilado depois de confrontar Garcia, irmão de Gonzalo, na tragédia que foi o ataque a Orvilla. Ramiro precisa exilar Rodrigo por algum tempo também segundo as leis jadditas. Tendo como destino Ragosa ao lado de sua cavalaria de 150 homens, Rodrigo conhece Ammar e Jehane e se tornam companheiros. As preocupações do cavaleiro estão com sua família, obrigada a permanecer em Vallona como uma espécie de garantia de seu retorno. Seu medo é terrível de que seus filhos possam ser o alvo de alguma família rival ou de alguma guerra insensata. Infelizmente para ele, nem tudo ele consegue imaginar que possa acontecer e algumas situações fogem de seu controle. Ao mesmo tempo ele desenvolve um sentimento forte de companheirismo e de amizade por Ammar e Jehane. E no fim das contas, quando os exércitos jadditas vem realizar sua guerra no sul, aonde estará a lealdade de Rodrigo?


ree

Pouco se fala sobre Alvar de Pellino, mas ele é um personagem crucial na história. Ele é o símbolo da possibilidade de coexistência. No começo, ele é um jaddita fervoroso e não consegue entender estar ao lado de Jehane e de Ammar. Isso porque ele nutre sentimentos por Jehane. Talvez movido por eles é que Alvar começa o seu processo de questionamento do status quo. Junto de Rodrigo, ele vai viver em Ragosa, uma cidade que abraça as culturas e não se importa com as diferenças. No paraíso criado pelo rei Badir, os problemas existem mas eles não acontecem a partir de uma incompreensão religiosa. Alvar vai compreendendo e gostando da cultura asharita e chega a um tal ponto que até mesmo Ammar brinca dizendo que Alvar parece mais asharita do que ele que nasceu no deserto. A visão intolerante dos clérigos de Ferrieres passa a incomodá-lo porque ele vê seus amigos entre aqueles que fazem parte da cultura. Essa associação acaba sendo transmitida a outras pessoas. Em seu desenvolvimento como personagem, ao final ele entende asharitas e kindathianos como pessoas iguais a ele. Ele não os enxerga pelas diferenças, mas pelas similaridades. E isso faz com que ele desenvolva bons sentimentos por eles e condene as ações de seus iguais. Alvar também precisa lidar com sua auto-estima. Estando ao lado de lendas do seu mundo, ele sente a todo momento que precisa se provar. Mal sabe ele que caminha para se tornar uma lenda por si mesmo.


Esses quatro são os leões de Al-Rassan. Um livro sensacional que mistura história e fantasia na medida certa. Com uma escrita calma e paciente, onde o leitor consegue acompanhar a trajetória destes e de outros personagens. O autor consegue entregar também sutilezas que somente o leitor mais atento vai conseguir perceber. É um livro que pode ser facilmente trazido para os nossos tempos, onde condenamos nossos semelhantes por ter hábitos e tradições diferentes do que é meu. Do etnocentrismo puro e enraizado, que desperta o ódio e a intolerância. Somente se formos como Alvar é que seremos capazes de superar essas diferenças.


ree









ree

Ficha Técnica:


Nome: The Lions of Al-Rassan

Autor: Guy Gavriel Kay

Editora: Voyager

Número de Páginas: 504

Ano de Publicação: 2005


Link de compra:















ree


 
 

O último mês do ano ainda reserva algumas boas surpresas. Inclusive com quadrinhos nacionais inéditos como o da UB Editora e da Editora Draco.


ree

"Escafandro - Miss Hyde" e "Escafandro - Arsene e Sherlock" por UB Editora


ree

Ficha Técnica:


Nome: Escafandro - Miss Hyde: Jus Sanguinis Nome: Arsene e Sherlock - 1873

Autor: Luis Carlos Souza Autor: Rossano Segabinazzi

Artista: Rafael Dantas Artista: Dilacerda

Editora: UB Editora Editora: UB Editora

Gênero: Ficção Científica Gênero: Mistério

Número de Páginas: não informado Número de Páginas: não informado

Prazo da campanha: 10/02/2024

Data de entrega: março de 2024



Sinopse (Miss Hyde - Jus Sanguinis): A caçadora de recompensas mais amada da nossa editora está de volta em uma nova aventura completa!


Uma entidade, monstro ou seiláoque (vish) está atacando e roubando o estoque de bancos de sangue por toda a galáxia...


Como será que a ruivinha de ascendência cearense e vitoriana vai lidar com tudo isso?


Descubra em Miss Hyde - Jus Sanguinis!


Sinopse (Arsene e Sherlock - 1873): Sherlock Holmes, já em seus anos finais, mais cético e niilista do que nunca.


Arsène Lupin em seus primeiros grandes feitos, administrando e aperfeiçoando a maestria de seus furtos.


O primeiro encontro de duas grandes mentes da criminalística, duas faces de uma mesma moeda...


Um desafio tentador entre duas mentes brilhantes, uma "partida de xadrez" mental entre homens acima de seus pares.


Principais Formas de Apoio:


1 - Miss Hyde JS: R$22,00


  • HQ impressa

  • Frete calculado ao final da compra


2 - Arsene e Sherlock: R$22,00


  • HQ impressa

  • Frete calculado ao final da compra


3 - Hyde JS + Bookplate autografado: R$32,00


  • HQ impressa

  • bookplate autografado

  • Frete calculado ao final da compra


4 - Arsene & Sherlock + Bookplate autografado: R$32,00


  • HQ impressa

  • bookplate autografado

  • Frete calculado ao final da compra


5 - Hyde JS + Arsene & Sherlock: R$44,00


  • HQs impressas

  • Frete calculado ao final da compra


6 - Hyde JS + Arsene & Sherlock + Bookplates autografados: R$64,00


  • HQs impressas

  • bookplates autografados

  • Frete calculado ao final da compra


"Coleção Contraversão" por Editora Draco


ree

Ficha Técnica:


Nome: Cálculo Renal

Autor: Raphael Fernandes

Artista: Danilo Dias

Editora: Draco

Gênero: Terror

Número de Páginas: 32













Sinopse: “Cálculo Renal” é uma HQ de horror cósmico que conta a história de Augusto Macário, um estranho investigador que sofre com uma pedra no rim, que dói diante da proximidade com o mal inominável.


Na Santos do final dos anos 1980, Augusto se envolve no caso do desaparecimento de um delegado aposentado, conhecido por resolver os famosos Crimes da Mala, ocorridos em 1908 e 1928. No entanto, o que Augusto está prestes a descobrir vai além da compreensão humana e pode envolver o terrível livro Necronomicon.


A história foi escrita por Raphael Fernandes, roteirista premiado e editor da Draco, e tem desenhos de Danilo Dias, artista presente nas principais coletâneas da Draco e na revista MAD. Além do lendário capista Daniel Canedo, responsável por algumas das nossas capas mais impressionantes.


ree

Ficha Técnica:


Nome: Corpos Secos - Mãe

Autor: Rogério Faria

Artista: Ton Albuquerque

Editora: Draco

Gênero: Ficção Científica

Número de Páginas: 24












Sinopse: "Corpos-Secos: Mãe" é uma ficção científica na roça que se passa em um futuro em que ninguém mais nasce ou morre há 70 anos, mesmo quando as funções vitais cessam. Nesse cenário, a Mãe é a líder de uma comunidade que vive no cemitério de Paraibuna, uma pequena cidade do interior, onde ela protege os vivos e os mortos-vivos de ameaças externas.


Mas tudo muda quando ela recebe a notícia da chegada do Coronel, um ciborgue tirano, conhecido como enlatado, que quer escravizar os aptos e destruir os demais. Ela então põe em prática o seu plano macabro para se salvar.


O quadrinho foi escrito por Rogério Faria, roteirista e editor da Draco, e desenhado por Ton Albuquerque, que também fez a capa, dupla que já trabalhou junta em “Retratos Brutos”.


ree

Ficha Técnica:


Nome: Phineas Gage - O Legado do Homem Perfurado

Autor: Leonardo Silverio

Artista: Laion Pessoa

Editora: Draco

Gênero: Suspense

Número de Páginas: 24











Sinopse: "Phineas Gage: O Legado do Homem Perfurado" é um drama histórico que analisa o caso real de um homem que teve o cérebro atravessado por um vergalhão em um acidente ferroviário em 1848. Ele sobreviveu, mas sua personalidade mudou drasticamente, tornando-se um dos primeiros casos estudados pela neurociência.


A HQ mostra a trajetória de Phineas antes e depois do acidente, e como ele lidou com as consequências físicas e sociais da sua lesão.


Este quadrinho é uma obra do especialista em Neurociências e Comportamento Leonardo Silvério, em seu roteiro de estreia, e Laion Pessôa, artista que se destaca pela sua expressividade e versatilidade.


Prazo da Campanha: 21/12/2023

Data de entrega: fevereiro de 2024



Proposta da Coleção Contraversão: A coleção Contraversão reúne quadrinhos de 20 a 32 páginas coloridas ou em preto e branco dos mais diversos gêneros, como terror, fantasia, ficção científica, crime, não ficção e muito mais.


Com mais de 10 títulos lançados, esses quadrinhos são uma excelente forma de conhecer novas séries, coletâneas e outras obras do nosso catálogo. Servindo como porta de entrada para quem quer se aventurar por mundos fantásticos ou descobrir novos autores e autoras.


Recompensas:


ree

Principais Formas de Apoio:


1 - Combo com as 3 HQs: R$60,00


  • HQs impressas

  • cupom de 20% de desconto para compras no site da editora Draco

  • frete calculado ao final da compra


2 - Cálculo Renal: R$25,00


  • HQ impressa

  • cupom de 20% de desconto para compras no site da editora Draco

  • frete calculado ao final da compra


3 - Phineas Gage: R$25,00


  • HQ impressa

  • cupom de 20% de desconto para compras no site da editora Draco

  • frete calculado ao final da compra


4 - Corpos Secos - Mãe: R$25,00


  • HQ impressa

  • cupom de 20% de desconto para compras no site da editora Draco

  • frete calculado ao final da compra




ree


 
 
ficções humanas rodapé.gif

Todos os direitos reservados.

Todo conteúdo de não autoria será

devidamente creditado.

  • Facebook - Círculo Branco
  • Twitter - Círculo Branco
  • YouTube - Círculo Branco
  • Instagram - White Circle

O Ficções Humanas é um blog literário sobre fantasia e ficção científica.

bottom of page
Conversa aberta. Uma mensagem lida. Pular para o conteúdo Como usar o Gmail com leitores de tela 2 de 18 Fwd: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br Caixa de entrada Ficções Humanas Anexossex., 14 de out. 13:41 (há 5 dias) para mim Traduzir mensagem Desativar para: inglês ---------- Forwarded message --------- De: Pedro Serrão Date: sex, 14 de out de 2022 13:03 Subject: Re: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br To: Ficções Humanas Olá Paulo Tudo bem? Segue em anexo o código do anúncio para colocar no portal. API Link para seguir a campanha: https://api.clevernt.com/0113f75c-4bd9-11ed-a592-cabfa2a5a2de/ Para implementar a publicidade basta seguir os seguintes passos: 1. copie o código que envio em anexo 2. edite o seu footer 3. procure por 4. cole o código antes do último no final da sua page source. 4. Guarde e verifique a publicidade a funcionar :) Se o website for feito em wordpress, estas são as etapas alternativas: 1. Open dashboard 2. Appearence 3. Editor 4. Theme Footer (footer.php) 5. Search for 6. Paste code before 7. save Pode-me avisar assim que estiver online para eu ver se funciona correctamente? Obrigado! Pedro Serrão escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:42: Combinado! Forte abraço! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:41: Tranquilo. Fico no aguardo aqui até porque tenho que repassar para a designer do site poder inserir o que você pediu. Mas, a gente bateu ideias aqui e concordamos. Em qui, 13 de out de 2022 13:38, Pedro Serrão escreveu: Tudo bem! Vou agora pedir o código e aprovação nas marcas. Assim que tiver envio para você com os passos a seguir, ok? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:36: Boa tarde, Pedro Vimos os dois modelos que você mandou e o do cubo parece ser bem legal. Não é tão invasivo e chega até a ter um visual bacana. Acho que a gente pode trabalhar com ele. O que você acha? Em qui, 13 de out de 2022 13:18, Pedro Serrão escreveu: Opa Paulo Obrigado pela rápida resposta! Eu tenho um Interstitial que penso que é o que está falando (por favor desligue o adblock para conseguir ver): https://demopublish.com/interstitial/ https://demopublish.com/mobilepreview/m_interstitial.html Também temos outros formatos disponíveis em: https://overads.com/#adformats Com qual dos formatos pensaria ser possível avançar? Posso pagar o mesmo que ofereci anteriormente seja qual for o formato No aguardo, Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:15: Boa tarde, Pedro Gostei bastante da proposta e estava consultando a designer do site para ver a viabilidade do anúncio e como ele se encaixa dentro do público alvo. Para não ficar algo estranho dentro do design, o que você acha de o anúncio ser uma janela pop up logo que o visitante abrir o site? O servidor onde o site fica oferece uma espécie de tela de boas vindas. A gente pode testar para ver se fica bom. Atenciosamente Paulo Vinicius Em qui, 13 de out de 2022 12:39, Pedro Serrão escreveu: Olá Paulo Tudo bem? Obrigado pela resposta! O meu nome é Pedro Serrão e trabalho na Overads. Trabalhamos com diversas marcas de apostas desportivas por todo o mundo. Neste momento estamos a anunciar no Brasil a Betano e a bet365. O nosso principal formato aparece sempre no topo da página, mas pode ser fechado de imediato pelo usuário. Este é o formato que pretendo colocar nos seus websites (por favor desligue o adblock para conseguir visualizar o anúncio) : https://demopublish.com/pushdown/ Também pode ver aqui uma campanha de um parceiro meu a decorrer. É o anúncio que aparece no topo (desligue o adblock por favor): https://d.arede.info/ CAP 2/20 - o anúncio só é visível 2 vezes por dia/por IP Nesta campanha de teste posso pagar 130$ USD por 100 000 impressões. 1 impressão = 1 vez que o anúncio é visível ao usuário (no entanto, se o adblock estiver activo o usuário não conseguirá ver o anúncio e nesse caso não conta como impressão) Também terá acesso a uma API link para poder seguir as impressões em tempo real. Tráfego da Facebook APP não incluído. O pagamento é feito antecipadamente. Apenas necessito de ver o anúncio a funcionar para pedir o pagamento ao departamento financeiro. Vamos tentar? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 16:28: Boa tarde Tudo bem. Me envie, por favor, qual seria a sua proposta em relação a condições, como o site poderia te ajudar e quais seriam os valores pagos. Vou conversar com os demais membros do site a respeito e te dou uma resposta com esses detalhes em mãos e conversamos melhor. Atenciosamente Paulo Vinicius (editor do Ficções Humanas) Em qui, 13 de out de 2022 11:50, Pedro Serrão escreveu: Bom dia Tudo bem? O meu nome é Pedro Serrão, trabalho na Overads e estou interessado em anunciar no vosso site. Pago as campanhas em adiantado. Podemos falar um pouco? Aqui ou no zap? 00351 91 684 10 16 Obrigado! -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification Área de anexos ficcoescodigo.txt Exibindo ficcoescodigo.txt.