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É chegada aquela hora!! Que rufem os tambores!! Quais livros ou histórias curtas eu mais gostei de ler nesse ano que está acabando? Que livros foram marcantes? Escolhi cinco deles e trago aqui para vocês. Deixem suas listas também nos comentários.


No ano de 2021 acabei não montando uma lista de melhores do ano por conta de vários motivos pessoais, mas este ano queria voltar com a nossa tradição e trazer aqui para vocês o que li de melhor. De certa forma, é uma maneira de destacar algumas das resenhas que fizemos aqui, além de montar uma lista rápida de indicações. Admito que li menos do que esperava em 2022 e isso é culpa de um certo grau de indisciplina da minha parte. Me faltou aquele momento de sentar e ler por uma ou duas horas por dia. Posso colocar a culpa no trabalho que foi puxado esse ano mesmo, mas a verdade é que o culpado fui eu mesmo. Como dados estatísticos, acabei lendo 95 materiais (divididos entre livros, quadrinhos e livros ilustrados), o que é cinco abaixo da minha meta de cem. Apesar de que já não me importo tanto com metas, mas o que realmente me incomodou foi o quanto preciso me libertar de distrações. Nos últimos dois meses do ano, consegui fazer isso efetivamente e fui muito mais eficiente e concentrado. Para vocês terem uma ideia, consegui ler quase doze livros em pouco mais de quarenta dias, só porque decidi ser um pouco mais concentrado. Sei que tem várias pessoas que conseguem ler esse tanto brincando, mas a questão é disciplina mesmo. Temos que ter aquele espaço para ler, aquele momento para parar, largar o celular e outras distrações.


Mas, vamos à listinha. E deixem suas listas nos comentários. Não há uma ordem específica aqui.


1 - "Emperor's Soul" de Brandon Sanderson


Ficha Técnica:


Nome: Emperor's Soul

Conto presente na coletânea Arcanum Unbounded - The Cosmere Collection*

Editora: Tor Books

Ano de Publicação: 2016


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*Tem uma edição (da capa ao lado) em que a novella foi publicada sozinha.







Sinopse: Shai é uma Forjadora: uma estrangeira que pode recriar com perfeição qualquer objeto, alterando sua história usando habilidades mágicas... embora ela esteja atualmente condenada à morte depois de tentar roubar o cetro do imperador. Shai tem uma última oportunidade para salvar a si mesma. O imperador quase não sobreviveu a uma tentativa de assassinato e ele precisa de uma nova alma. Apesar de a corte vir a sua habilidade de Forjadora como uma abominação, seus captores se voltarão para ela em busca de ajuda.


Deduzindo habilmente os planos de seus captores, Shai sabe que a primeira coisa que ela precisa é de um plano de fuga perfeito, mas no meio tempo, seu destino e o do império estão em sua capacidade de completar uma tarefa impossível: é possível criar uma imitação tão convincente que seja melhor do que a própria alma de uma pessoa?


Opinião: Depois de não ter uma experiência satisfatória lendo o primeiro volume de Mistborn, decidi retornar ao universo do autor partindo do segundo volume e chegando até Emperor's Soul. Nessa segunda vez, baixei um pouco minhas expectativas e fui ler pela diversão mesmo. Não me arrependi e consegui retirar bem mais agora. O segundo volume de Mistborn melhora em relação ao primeiro, e Herói das Eras é um passo bem grande a um grande épico. Mas, o título do Sanderson que mais me impressionou foi Emperor's Soul. Se todos os fãs do autor gostam dos livros volumosos dele, eu curti demais a maneira como Sanderson se limitou ao tamanho e conseguiu entregar uma narrativa fabulosa. Tem toda aquela brincadeira que Sanderson faz de criar sistemas de magia criativos a cada novo mundo criado, e a Forja é criativa à beça, mas posso resumir esta história a um único elemento: Shai. Que personagem ele foi capaz de criar. Shai tem profundidade, mistério e sentimentos que transbordam a cada cena. A maior parte da narrativa se passa dentro da cela ocupada por ela e nesse pequeno cômodo, Shai consegue ser muito eloquente. Alguns críticos do Sanderson reclamam da pegada mais comercial de sua escrita (e eu me incluo nesse bolo) e fico feliz de dizer que o autor sabe entregar algo mais poético quando assim deseja. Está aqui um ótimo exemplo disso. Me emocionei bastante com o destino da personagem ao final da história, e isso é uma demonstração do poder que ela tem.


2 - "Ensaio sobre a Cegueira - Edição Especial" de José Saramago


Ficha Técnica:


Nome: Ensaio sobre a Cegueira - Edição Especial

Autor: Jose Saramago

Editora: Companhia das Letras

Gênero: Ficção/Realismo mágico

Número de Páginas: 432

Ano de Publicação: 2022


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*Material recebido em parceria com a Companhia das Letras




Sinopse: Publicado pela primeira vez em 1995, Ensaio sobre a cegueira é uma verdadeira viagem às trevas da humanidade. Neste clássico moderno da literatura em língua portuguesa, o leitor é dragado para um cenário devastador, onde uma “treva branca” passa a assolar a sociedade, espalhando-se incontrolavelmente. Toda a população deixa de enxergar, exceto por uma mulher, que se passa por cega para acompanhar o marido na quarentena compulsória a que todos foram submetidos. Presos à nova realidade, os cegos se descobrem reduzidos à essência humana.


No ano em que se celebra o centenário de nascimento do autor, vencedor do prêmio Nobel de literatura em 1998, a Companhia das Letras lança uma edição especial, em capa dura, com projeto gráfico de Raul Loureiro e obra de William Kentridge na capa, além de prefácio inédito de Julián Fuks e fortuna crítica com textos de Leyla Perrone-Moisés, Marco Lucchesi e Maria Alzira Seixo. Os leitores também terão acesso aos trechos de Cadernos de Lanzarote em que Saramago trata do processo de escrita da obra, selecionados e organizados por Graciela Margarita Castañeda e Pedro Fernandes de Oliveira Neto.


Opinião: Para mim, todos deveriam ler alguma coisa do Saramago uma vez por ano. Obrigatoriamente. Poucos autores conseguem ser tão relevantes como o português e conseguem entregar verdadeiras lições de vida em todos os seus trabalhos. Essa é a terceira vez que leio Ensaio sobre a Cegueira (fora que assisti ao filme duas vezes) e decidi escrever uma matéria a respeito dessa nova edição além de falar sobre o conceito do mal branco criado por ele. Tanto pode ser dito sobre o que ele nos apresenta em Ensaio sobre a Cegueira que poderíamos passar dias comentando. Cursos acadêmicos foram criados para comentar apenas este livro. Mas, para além de elogiar o trabalho de Saramago é preciso também dispensar vários comentários sobre esta bela edição da Companhia das Letras. Esta é uma edição que costuma ser chamada de Fortuna Crítica, que contém diversos extras como críticas feitas na época da publicação, um belo prefácio explicando os temas abordados e o impacto dessa obra de Saramago. Uma edição para colecionador nenhum botar defeito e essa obra merece esse tratamento.


3 - "A Outra Máquina" de Márcio Moreira


Ficha Técnica:


Nome: A Outra Máquina

Autor: Márcio Moreira

Editora: Dame Blanche

Número de Páginas: 99

Ano de Publicação: 2022


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*Material enviado em parceira com a editora Dame Blanche




Sinopse: A esposa do Cientista o deixou, mas ele não sabe bem como sofrer (e olha que ele sabe muita coisa). Então, ele decide construir uma Máquina do Tempo para resolver a questão, pois não é Ele que cura todas as dores?


No entanto, o Tempo não pretende facilitar a situação, e faz o Cientista seguir numa jornada de descobertas, do início dos dias ao fim do mundo. E nessa viagem, o cientista experimenta a mecânica dos desacontecimentos, a arqueologia dos desejos e a mágica do Magnífico Bizu, tudo para responder a maior questão de todas: como desatar o nó de seu destino com a linha da vida de sua amada.


Opinião: Esse é um dos dois materiais nacionais que mais gostei esse ano. E antes de falar do trabalho do Márcio Moreira, quero destacar o trabalho da Dame Blanche. É uma das nossas parceiras e mesmo quietinha, publicando poucos, mas muito bons romances, é competente e sempre tem seus autores nas listas de melhores do ano. Não tenho dúvidas de que A Outra Máquina vai concorrer a vários prêmios em 2023 pela ousadia do autor em brincar com a essência da escrita. Sim, porque este é um daqueles romances que bagunçam a sua cabeça e criam várias intepretações possíveis. Acho que o Márcio ficou horas pensando em como ele poderia fazer brincadeiras literárias legais e colocou todas elas nesse romance. Tem manipulação de palavras, mudança de tipo de fonte, alteração no estilo de texto. A Outra Máquina é a prova de que a literatura é um ser vivo, que pulsa e possui reações. A história também é muito boa e é uma boa e velha história de amor. Ao mesmo tempo em que não é, e você, leitor, é convidado a participar dela.


4 - "A Mulher do Viajante no Tempo" de Audrey Niffenegger


Ficha Técnica:


Nome: A Mulher do Viajante no Tempo

Autora: Audrey Niffenegger

Editora: Suma

Tradutora: Adalgisa Campos da Silva

Número de Páginas: 456

Ano de Publicação: 2009


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Sinopse: Publicado em mais de 20 países, a elogiada estreia literária Audrey Niffenegger, A Mulher do Viajante no Tempo é sucesso de vendas nos Estados Unidos desde seu lançamento, em 2003, e já vendeu mais de 5 milhões de exemplares em todo o mundo. A Mulher do Viajante no Tempo conta a história do casal Henry e Clare. Quando os dois se conhecem Henry tem 28 anos e Clare, vinte. Ele é um moderno bibliotecário; ela, uma linda estudante de arte. Os dois se apaixonam, se casam e passam a perseguir os objetivos comuns à maioria dos casais: filhos, bons amigos, um trabalho gratificante. Mas o seu casamento nunca poderá ser normal. Mas Henry sofre de um distúrbio genético raro e de tempos em tempos, seu relógio biológico dá uma guinada para frente ou para trás, e ele então é capaz de viajar no tempo, levado a momentos emocionalmente importantes de sua vida tanto no passado quanto no futuro. Causados por acontecimentos estressantes, os deslocamentos são imprevisíveis e Henry é incapaz de controlá-los. A cada viagem, ele tem uma idade diferente e precisa se readaptar mais uma vez à própria vida. E Clare, para quem o tempo passa normalmente, tem de aprender a conviver com a ausência de Henry e com o caráter inusitado de sua relação. Em A Mulher do Viajante no Tempo, a autora mostra com muita sensibilidade, inteligência e bom humor que o verdadeiro amor é capaz de transpor todas as barreiras - inclusive a mais implacável de todas: o tempo.


Opinião: Todos precisamos de romance em nossas vidas. Acabei pegando essa obra por conta da adaptação transmitida na HBO (e cancelada injustamente após uma temporada). Claro que o livro é muito superior à série, mas mesmo assim a série pode ser uma porta de entrada. O livro nos apresenta um amor entre duas pessoas; um amor que atravessa décadas e que nos faz valorizar o contato com a nossa outra metade. Uma história que faz com que amor à primeira vista não seja mais brega ou clichê. A prova viva de que é possível fazer boas histórias de amor sem que elas sejam água com açúcar. Até porque tem muito de vida real aqui. Nossos personagens não são pessoas perfeitas e o romance entre eles, apesar de ser entregue no primeiro episódio, pode não ser uma conclusão tão óbvia assim. Alguns momentos desse livro são de chorar, daqueles de se enrolar em estado fetal. A escrita da Niffenegger é calma e paciente, sem a necessidade de apelar para grandes momentos. O que você lê é o que você tem e aprenda a conviver com isso. Seu prêmio é se importar com os personagens. E nisso, a autora é excepcional.


5 - "Bem Mal me Quer" da H. Pueyo


Ficha Técnica:


Nome: Bem mal me quer

Autora: H. Pueyo

Editora: Dame Blanche

Número de Páginas: 101

Ano de Publicação: 2022


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*Material enviado em parceria com a editora Dame Blanche





Sinopse: Seja ousada, seja ousada...


Eficiência e discrição são qualidades obrigatórias para trabalhar na Casa Caprichosa. Afinal, ninguém quer ser a próxima vítima da proprietária, Anatema — uma gigantesca criatura aracnídea com gosto por láudano e por noivinhas humanas (que sempre encontram fim trágico na residência...)


A antiga guarda-chaves da residência acaba de ser morta e deglutida por Anatema. E cabe a Dália, a nova contratada, descobrir porque isso aconteceu — do contrário, ela terá o mesmo destino. Só que esse não é o único mistério irresistível dentro da Casa Caprichosa... E quando os monstros são vistos de perto, eles podem se revelar bem mais interessantes do que imaginamos...


Opinião: Sim, todo ano que tiver algum trabalho publicado pela Pueyo, ela vai estar na lista de melhores do ano. Por quê? Porque ela é foda! Simples assim. Escreve muito bem, sabe ousar (como sua protagonista neste romance), é uma mutante que nunca fica muito tempo em um mesmo estilo de escrita ou de gênero. Poderia ler um trabalho dela todos os meses. Ela sempre me surpreende com algo diferente. Neste romance aqui somos colocados em um ambiente muito estranho onde uma personagem busca sobreviver a uma criatura monstruosa, que é a pessoa a quem ela serve. É uma narrativa de uma fantasia meio sombria, mas usando todos os clichês de uma história investigativa. E a Pueyo vai nos enredando neste mundo estranho enquanto a personagem vai nos guiando pelos andares desta mansão repleta de segredos e surpresas. Para mim, a Pueyo é uma das melhores autoras brasileiras em atividade, e não à toa ela tem uma carreira que vai bem em mercado americano. Uma pena que poucos de nós (mais os iniciados em literatura nacional de gênero) que conhecemos o que essa mulher escreve. E não escreve pouco. Spoiler: tem uma coletânea de histórias dela que foi publicado esse ano por uma editora americana. Tá bom para vocês?




 
 

Li muita coisa bacana nesse ano de 2022, mas chegou a hora de reunir aquelas leituras que foram inesquecíveis para mim. Aqueles quadrinhos que causaram impacto e que se tornarão parte de minhas memórias por anos a fio.


Esse ano acabei me dedicando a ler mais continuações de histórias do que histórias isoladas. Então pode ser que minha lista esteja mais minguada. Mas, mesmo assim tive o prazer de reler (ou ler pela primeira vez em alguns casos) clássicos como Os Novos Titãs, da dupla Wolfman e Perez e a Mulher-Maravilha, do Perez. Por outro lado também li algumas coisas lastimáveis como foi o mangá de Granblue Fantasy. Ou seja, foi um ano de altos e baixos. Trago para vocês os cinco melhores, mas sei que terá coisa de fora porque não tem como colocar todas as leituras incríveis em somente cinco espaços. Vamos a eles, sem nenhuma ordem de melhor para pior.


1 - "Tangências" de Miguelanxo Prado


Ficha Técnica:


Nome: Tangências

Autor: Miguelanxo Prado

Editora: Conrad

Gênero: Romance

Tradutor: Claudio Martini

Número de Páginas: 64

Ano de Publicação: 2021


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Sinopse: Em Tangências, Miguelanxo Prado deixa seu lado sarcástico de lado por um momento para nos oferecer uma visão cúmplice, madura e profunda de relações sentimentais que, por algum motivo, só se concretizam de forma tangencial, imperfeita e limitada. O que faz com que duas vidas, que em um momento se juntaram com grande intensidade, voltem a separar seus caminhos? O resultado final, seja paradoxal, vingativo, dramático ou mesmo trágico, é carregado com um realismo e intensidade emocional que nos lembra a obra mais premiada do autor, Traço de Giz. A edição da Conrad ainda conta com um EXTRA exclusivo: uma nova entrevista com Miguelanxo Prado feita pelo jornalista e editor Sidney Gusman.


Opinião: Miguelanxo é um daqueles autores que conseguem transformar temas comuns em verdadeiras obras de arte. Se eu fosse ficar só no roteiro, daria para ficar falando horas e horas a fio. Suas narrativas nessa HQ tem a ver com relacionamentos que estão chegando ao fim. Seja por n motivos: objetivos diferentes, o fim dos sentimentos, um amor que esmoreceu ou reencontros onde o fogo da paixão se mantém por uma tarde e depois a vida acontece. Só que nós temos também a linda arte aquarelada dele que é um escândalo. Cada passada de tinta nos quadros revela o conhecimento de ritmo, fluidez e profundidade de seus traços. Várias das páginas são dignas de quadros a serem afixadas na parede. Não só isso como ele consegue ser capaz de transmitir sensações e sentimentos através de pequenas cenas mais intimistas.


2 - "Estado Elétrico" de Simon Stalenhag


Ficha Técnica:


Nome: Estado Elétrico

Autor: Simon Stalenhag

Editora: Quadrinhos na Companhia

Tradutor: Daniel Galera

Número de Páginas: 144

Ano de Publicação: 2022


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Sinopse: Numa mistura delirante de On the road e Black Mirror, o artista sueco Simon Stålenhag cria um livro único. Uma viagem visual a um futuro aterrador e sombrio.


Num 1997 imaginado e apocalíptico, uma jovem em fuga e seu robô atravessam os Estados Unidos rumo ao oeste. Ruínas de gigantescos drones de batalha se espalham pela paisagem, junto a toda espécie de lixo descartado de uma sociedade ultra tecnológica e consumista em declínio. À medida que se aproximam da fronteira do país, o mundo parece se desfazer num ritmo cada vez mais alucinante, como se em algum lugar além do horizonte o núcleo oco da civilização finalmente fosse desabar. Em Estado elétrico, Simon Stålenhag volta sua visão atordoante para a América. Com desenhos hiper-realistas e um talento extraordinário para narrar, o artista sueco coloca em cena uma história de amizade e horror, lealdade e suspense, em que uma sensação de constante ameaça paira sobre cada sequência e imagem.


Opinião: Estado Elétrico é uma HQ apavorante. E aí vocês vão dizer que estou roubando os meus votos porque a obra de Stalenhag está mais para um livro ilustrado do que uma HQ. Mas, creio que nesse caso aqui, ainda mais com as ilustrações fazendo parte da sequência narrativa, se trata sim de uma HQ. Tenho uma visão mais ampla do que significa uma HQ, para além do simples arte sequencial tão colocada por Will Eisner. Posto isso, Estado Elétrico, lido em uma conjuntura sócio-histórica como a nossa pode trazer alguns debates apavorantes. A fixação no mundo virtual, a automação das tarefas, uma possível epidemia, os confrontos armados entre as várias potências. Tudo isso pode levar a uma realidade como a mostrada por Stalenhag. A sua história é bem depressiva, e não recomendo para quem estiver passando por um momento ruim. Ela te faz refletir, te faz parar e olhar ao redor. É uma leitura muito crítica e li a HQ em um momento muito propício, assim como foi com Che (embora esta tenha sido proposital).


3 - "Lendas do Universo DC - Novos Titãs vol. 3" de Marv Wolfman e George Perez


Ficha Técnica:


Nome: Lendas do Universo DC - Os Novos Titãs vol. 3

Autor: Marv Wolfman

Artista: George Perez

Arte-Finalista: Romeo Tanghal

Colorista: Adrienne Roy

Editora: Panini Comics

Tradutor: Gustavo Vicola

Número de Páginas: 168

Ano de Publicação: 2018


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A resenha ainda será publicada





Sinopse: O terceiro volume de Novos Titãs: Lendas do Universo DC – George Pérez segue com a inesquecível fase capitaneada por Pérez e Marv Wolfman e apresenta os heróis em busca da verdade sobre a extinta Patrulha do Destino. Prepare-se para revelações chocantes sobre a antiga equipe, o passado de Mutano e muito mais.


Opinião: É aqui que a run fabulosa de Wolfman e Perez realmente começa. Wolfman havia preparado as peças nos dois volumes iniciais e aqui taca o pé no acelerador. Ver como ele consegue dar profundidade ao Mutano é impressionante. O personagem funcionava como um alívio cômico nos volumes anteriores e aqui começamos a ver camadas e mais camadas: seu envolvimento com a Patrulha do Destino, a forma como ele usa as piadas para esconder a sua insegurança. Sem falar nas pequenas histórias focadas em personagens específicos que parecem não levar a lugar nenhum, mas que possuem consequências jogadas por várias edições à frente. Perez é um mestre contador de histórias e embora ele tenha começado a vacilar mais para o final do ciclo, nesses volumes iniciais ele demonstra por que ele conseguiu transformar Os Novos Titãs em uma série tão cultuada. Mal vejo a hora de reler O Contrato de Judas, lá no volume 9. E o que falar do Perez? Ia colocar a fase da Mulher-Maravilha dele, mas quis abrir espaço para trabalhos de outros autores e quis premiar uma HQ que valorizasse dois aspectos, o texto e a imagem. Perez está em seu crescendo aqui, mostrando como ele aborda os quadros, as experimentações que ele faz. Perez revolucionou a maneira de contar histórias na época. Estamos falando da primeira metade dos anos 1980. Crise nas Infinitas Terras ainda está por vir e em Novos Titãs ele já consegue mostrar muito do que ele será elogiado em Crise.


4 - "Che" de Hector Oesterheld, Alberto Breccia e Enrique Breccia


Ficha Técnica:


Nome: Che

Autor: Hector Oesterheld

Artistas: Alberto Breccia e Enrique Breccia

Editora: Comix Zone

Gênero: Biografia

Tradutora: Jana Bianchi

Número de Páginas: 96

Ano de Publicação: 2021


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Sinopse: Este livro é uma lenda. Publicada na Argentina em 1968, a primeira biografia em quadrinhos do revolucionário Che Guevara vende 60 mil exemplares em poucas semanas e logo desperta a atenção dos militares que se sucedem no comando do país. Em 1973, Che é proibido. As cópias restantes são destruídas e as pranchas originais, queimadas. Os autores, três mestres dos quadrinhos mundiais, acabam na mira dos reacionários. Ameaças sem consequências até que, em 1977, o nome do roteirista Héctor Oesterheld, devido ao seu comprometimento político, acaba na longa e sangrenta lista de desaparecidos da ditadura argentina. O livro se torna, assim, um verdadeiro objeto de culto – amaldiçoado, precioso e inalcançável – até reaparecer na Espanha, 20 anos depois. Hoje, Che retorna em uma edição que injeta sangue novo na veia revolucionária desta obra: uma joia em que os diários de Guevara e as palavras de Oesterheld se fundem à arte dos Breccia e ecoam como um pungente grito de guerra. A edição tem acabamento de luxo, com formato grande, capa dura com verniz localizado, 96 páginas em preto e branco, impressas em papel offset de alta gramatura, além de um marcador de páginas exclusivo. O livro conta ainda com uma apresentação exclusiva assinada por Guilherme Boulos, professor, coordenador do MTST e da Frente Povo Sem Medo.


Opinião: Como a sinopse mesmo diz, essa HQ é lendária. Por tudo o que ela representa não apenas no universo dos quadrinhos, mas na história da Argentina. Che foi publicado em uma época de ditadura, de resistência e como não falar em revolução na América Latina sem falar em Che Guevara. O roteiro de Oesterheld vai além de ser apenas um apanhado de textos biográficos sobre a pessoa do Che. Ele consegue passar o sangue dos revolucionários que foi derramado ao longo de quase meio século. A importância de Che para a formação de Cuba ao lado de Fidel Castro e como eles chocaram o mundo ocidental estabelecendo uma república socialista tão próxima dos EUA. Mas, Oesterheld traz um personagem humano, com medos e anseios e uma vida difícil que não teve um momento de sossego. Sua preocupação era com o próximo, com o mais pobre, com o explorado. Se somarmos a arte dos Breccia que está absurda neste HQ temos uma quase perfeição. O trabalho de preto e branco do pai assusta quando vemos como ele sabe usar as silhuetas, como ele preenche o branco. A ausência nos quadros de Breccia é de uma presença que salta aos olhos. Existe uma preocupação enorme com a composição dos quadros. Já o filho que cuida do capítulo final, usa uma arte mais abstrata, fazendo experimentações que mostram algo mais sujo, mais arruinado que combina com aquele momento específico da vida de Che. Gosto de como Ernesto Breccia nos faz chorar ao acompanharmos os minutos finais de sua vida em que ele demonstra coragem e avalia o que fez pelos mais pobres na América Latina.


5 - "Superman - Entre a Foice e o Martelo" de Mark Millar, Dave Johnson e Killian Plunkett


Ficha Técnica:


Nome: Superman - Entre a Foice e o Martelo

Autor: Mark Millar

Artistas: Dave Johnson, Kilian Plunkett, Andrew Robinson e Walden Wong

Colorista: Paul Mounts

Editora: Panini Comics

Tradutores: Jotapê Martins e Fabiano Denardin

Número de Páginas: 172

Ano de Publicação: 2017


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Sinopse: Nessa surpreendente releitura de um conto mais que familiar, uma certa nave kryptoniana cai na Terra, trazendo um infante que um dia se tornará o ser mais poderoso do planeta. Mas seu veículo não caiu nos Estados Unidos. Ele não foi criado em Smallville, Kansas. Em vez disso, encontrou um novo lar em uma fazenda coletiva na União Soviética! Da mente de Mark Millar, elogiado roteirista de Authority e O Procurado, chega esta estranha e genial reinterpretação do mito do Superman. Com arte de Dave Johnson, Kilian Plunkett, Andrew Robinson e Walden Wong.


Opinião: Essa é uma das histórias mais clássicas do Homem de Aço ao lado de A Morte e o Retorno do Superman, Superman - As Quatro Estações, Grandes Astros Superman e tantas outras. E é uma premissa tão simples que não sei como algum roteirista anterior a Millar não tenha pensado nisso. Mas, Millar consegue manter uma estrutura semelhante com um homem que é um herói acima de tudo. O roteirista não cai na armadilha de simplesmente estereotipar sua trajetória e colocá-lo como um mero vilão a serviço da Cortina de Ferro. Existe muito a ser abordado aqui com o personagem atuando para ajudar o povo do lugar aonde nasceu, mas percebendo que ele é um homem do mundo. A arte não é nada especial, mas consegue entregar algumas cenas bastante icônicas pensadas a partir de outro viés, como o Superman segurando o globo do Planeta Diário, a fortaleza da Solidão que adota outro formato e o seu envolvimento com a Mulher-Maravilha que é de doer o coração. É uma daquelas HQs que merece ser lida e relida inúmeras vezes.






 
 

Um dos autores considerados pioneiros na arte de escrever fantasia clássica. Alguém que influenciou nomes como C.S. Lewis Ray Bradbury, Madeleine L'Engle e até mesmo nosso querido J.R.R. Tolkien. Nunca ouviu falar? Acomodem-se e vamos conhecer mais sobre ele.


No século XIX, o gênero fantástico era bastante incipiente ainda. Autores ganhavam fama com periódicos e títulos semanais em revistas e jornais e o horror vitoriano era aquele que ganhava os corações dos leitores. Títulos como Frankenstein, de Mary Shelley, Drácula, de Bram Stoker, O Retrato de Dorian Grey, de Oscar Wilde, O Médido e o Monstro, de R.L. Stevenson e tantos outros ganhavam o mundo. Mas, no meio de tudo isso surgiam desbravadores e homens de letras que traziam ideias diferentes. Outros mundos povoados com seres mágicos e miraculosos, pessoas tentando conseguir milagres ou viajando a lugares misteriosos. Eram os primórdios da fantasia, que buscava suas bases nos contos de fadas e nas lendas populares. Entre tantos ícones da literatura, um professor e poeta cristão chamado George MacDonald cujas obras mesclarão doutrinas religiosas com o simples ato de se maravilhar.


Nascido em Aberdeenshire, na Escócia, em 1824, MacDonald vem de uma família pouco usual. Filho de um fazendeiro, seu tio era um aficcionado por lendas célticas e editor de um dicionário de gaélico. Isso tornou o ambiente em que vivia propício a uma educação literária. É preciso destacar que a Escócia era um território em disputa desde a Idade Média quando eles desejavam sua independência acima de tudo. Manter suas tradições vivas era uma forma de não serem afogados pela aculturação inglesa. Um de seus avôs era um estudioso de mitologia celta e outro era um roteirista de teatro shakespeariano. Ou seja, o autor tinha todo um ecossistema favorável ao seu desenvolvimento como um homem de letras. Apesar disso tudo, MacDonald se formou em química pela Universidade de Aberdeen em 1845 e tentou se dedicar a uma carreira médica, mas sua família não tinha recursos financeiros para uma carreira que exige um investimento inicial alto. Três anos mais tarde ele irá abandonar sua carreira para se dedicar a um curso de teologia.


É preciso destacar de cara como foi sua vocação religiosa até porque como vimos acima, sua família era bastante diferente. Seus pais frequentavam uma igreja calvinista, mas sua família continha um avô paterno católico tocador de gaita, um parente que era um pastor presbiteriano, uma avó que pertencia a uma linha independente da Igreja. Sem falar na mãe que era defensora dos antigos preceitos célticos e era bem radical em suas posições. Um verdadeiro caldeirão religioso. No início de sua carreira teológica, MacDonald chegou a ser pastor e pregou até mais ou menos 1853. Ele não tinha os contatos necessários para se destacar em um ambiente de velhos clérigos e muita política eclesiástica, além de seus sermões não terem o destaque necessário para lhe garantir uma posição melhor. Contudo, o autor escocês incorporou boa parte da doutrina em sua própria visão de mundo, o que o tornou um estranho no ninho. Teve algumas passagens por Manchester e se tornou professor de religião em Londres onde finalmente conseguiu mais estabilidade. A saúde dele era bem frágil com ele sofrendo de diversos problemas ligados à asma e à bronquite. Foi vítima também de tuberculose que alguns de seus biógrafos alegam ser um problema que afetou toda a sua família. Isso fez de sua saúde quase sempre um obstáculo a ser superado. MacDonald encontrou na sua fé uma forma de superar estes desafios.


O primeiro livro de MacDonald foi publicado em 1863 e se chama David Elginbrod. Logo de cara é preciso pontuar que a maneira como escritores de fantasia do século XIX como MacDonald e Lord Dunsany escrevem e colocam seus temas é diferente da fantasia como ela se coloca para Tolkien ou até para C.S. Lewis. Sua visão é a de uma narrativa mais afinada com os contos de fadas que possuem um teor até meio moralista onde a narrativa revela algum "lição" que precisa ser aprendida pelo leitor. Segue a verve cautelar das antigas histórias. Só que MacDonald dará uma pintura mais longa e aventuresca até. Alguns temas que se tornarão padrão são a luta do bem contra o mal onde o personagem precisará buscar na força de sua fé e resiliência a possibilidade de superar um desafio. Algumas vezes o autor nos apresenta ideias bem diferentes como um herói que sai em busca de uma chave dourada que se encontra no final de um arco-íris. A visão do mal e do antagonista na obra de MacDonald é o daquele ser horrível e incapaz de se comunicar. Seu vilão não pode ser compreendido assim como o mal o é para os homens de boa vontade. São feitos para serem detestados, para que nós não tenhamos qualquer afinidade com eles. Seres malignos devem ser combatidos a todo custo para que a ordem possa ser trazida de volta ao mundo.


Antes de falar de outros assuntos sobre a vida do autor, queria destacar três obras dele (como faço nestas colunas) que, para sorte dos leitores brasileiros, tem tradução em português e podem ser facilmente adquiridos. São eles A Princesa e o Goblin, publicado no Brasil pela editora Wish e Phantastes e Lilith, publicados pela Thomas Nelson Brasil, uma editora voltada para livros cristãos, mas que tem se destacado pelo ótimo trabalho tanto com o Lewis quanto com o George MadDonald. Comecemos por Phantastes, uma história onde o protagonista, Anodos, descobre uma pequena fada em sua gaveta no dia de seu aniversário. Ela mostra a ele o lugar de onde ela veio, repleto de paisagens encantadoras e criaturas maravilhosas. Anodos dorme e desperta no dia seguinte em sua cama, mas cercado de uma paisagem onírica de florestas e magia. Ele então é alertado sobre um espírito da Árvore Cinzenta, capaz de levar o mal às pessoas e que somente com sua ajuda eles seriam capazes de detê-lo. A narrativa possui várias histórias como a caça a este espírito florestal, tem um momento onde ele encontra uma estátua de mármore de Pigmalião, outro onde ele precisará da ajuda de dois irmãos para deter um terrível gigante. No fundo, Anodos está em busca do seu ideal de beleza feminina a quem ele chama de a Dama de Mármore.


Se Phantastes possui toda essa aura de iluminação e maravilhamento, Lilith se situa no polo oposto, sendo considerado um dos livros mais sombrios de sua carreira. O Sr. Catavento herda uma livraria que parece ser assombrada por seu antigo dono, uma espécie de espírito na forma de um corvo. O protagonista é retratado como um homem egoísta, que detesta os valores religiosos e deseja apenas manter tudo para si. O Corvo se apresenta como alguém que conheceu seu pai e revela ser oriundo de um outro mundo que fica além do espelho, a região das sete dimensões. Ao entrar por acidente em um espelho, ele sai neste mundo do Corvo, onde irá testemunhar o momento bíblico em que a humanidade decaiu, e vendo quando a fé foi perdida. Lá o Corvo revela sua identidade (não darei spoilers) e confiará ao Sr. Catavento o conhecimento necessário para fazer a humanidade recuperar o caminho correto. Mas, para isso, ele precisará sair em uma jornada em busca de Lilith, a princesa de Bulika. Sim, aquela Lilith. James Blish, um grande autor de ficção científica do século XX, é um dos fãs deste romance e afirma o quanto sua narrativa consegue ser assustadora, mas repleta de alegorias atemporais que os leitores conseguirão descobrir em suas linhas. Uma coisa que podemos afirmar, com certeza, é o quanto MacDonald emprega metáforas e simbolismos religiosos em suas narrativas, parecido com o que Lewis faz nas Crônicas de Nárnia. Afinal, Lewis foi influenciado por MacDonald.


Quis trazer também um pouco dessa fase do autor mais ligado a contos de fadas como alguns de seus contos famosos como A Chave Dourada e A Princesa Leve. Mas, meu foco será em A Princesa e o Goblin, que recomendo a belíssima edição da Editora Wish, em capa dura, com ilustrações de época, prefácios que vão te introduzir ao tema e à vida do autor. Mas, sobre o que é essa história? Nossa protagonista é a princesa Irene, uma menina solitária que vive em uma torre em uma região montanhosa. Seu pai, o rei, é um homem muito ocupado e não tem tempo para se dedicar a ela. Sua mãe faleceu há algum tempo. Lootie é sua dama de companhia, alguém responsável por cuidar dos afazeres diários. Próximo a ela, existe uma mina subterrânea onde vivem goblins, que foram banidos do reino. Um dia, quando caía uma forte chuva, Irene decide sair em uma caminhada pelo castelo quando encontra uma linda mulher que se identifica como sendo uma ancestral antiga de sua família. A aventura começa quando Irene sai para fora do castelo para tentar conhecer o mundo e passa por uma difícil situação e é salva por um jovem minerador chamado Curdie. O cerne da aventura está quando Curdie descobre que os goblins que estão na mina pretendem inundar o castelo e ele precisa fazer alguma coisa junto de sua amiga Irene. A história de A Princesa e o Goblin é voltada para o público infantil, mas a maneira como ele descreve os cenários e dá riqueza a detalhes dos personagens e da narrativa tornam a obra acessível a todas as idades. MadDonald dizia que ele não escrevia para crianças, mas para pessoas com a alma de uma criança, sejam elas de cinco, quinze ou cinquenta anos.


MacDonald teve uma prolífica carreira como professor e como escritor. Foi mentor de Lewis Carroll e uma das pessoas que receberam o romance Alice no País das Maravilhas com mais entusiasmo. MacDonald valorizava o talento de Carroll em criar cenários imaginativos ao mesmo tempo em que colocava suas convicções em situações vividas por seus personagens. Uma das grandes preocupações do autor foi a exploração da condição humana, um tema que vinha se tornando importante para intelectuais da época que vão culminar com a noção de a "morte de Deus" em Friedrich Nietzche. O final de sua vida foi mais pacata e reclusa ao lado de sua família, na Itália. A partir de 1879, quando ele se muda em definitivo para lá, seu encantamento foi tão grande com o novo local, que ele passou quase vinte anos escrevendo histórias inspiradas pela Ligúria (onde vivia) e mais da metade de sua produção data deste período. Chegou a fundar uma espécie de workshop onde ensinava escrita e rapidamente se tornou referência na região. Por volta de 1900, ele retorna para a Inglaterra onde falece cinco anos mais tarde em Surrey onde seu corpo foi cremado. Deixou um enorme legado para a ficção e para o gênero fantástico, sendo este último tendo mais de uma dezena de suas produções.






 
 
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Conversa aberta. Uma mensagem lida. Pular para o conteúdo Como usar o Gmail com leitores de tela 2 de 18 Fwd: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br Caixa de entrada Ficções Humanas Anexossex., 14 de out. 13:41 (há 5 dias) para mim Traduzir mensagem Desativar para: inglês ---------- Forwarded message --------- De: Pedro Serrão Date: sex, 14 de out de 2022 13:03 Subject: Re: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br To: Ficções Humanas Olá Paulo Tudo bem? Segue em anexo o código do anúncio para colocar no portal. API Link para seguir a campanha: https://api.clevernt.com/0113f75c-4bd9-11ed-a592-cabfa2a5a2de/ Para implementar a publicidade basta seguir os seguintes passos: 1. copie o código que envio em anexo 2. edite o seu footer 3. procure por 4. cole o código antes do último no final da sua page source. 4. Guarde e verifique a publicidade a funcionar :) Se o website for feito em wordpress, estas são as etapas alternativas: 1. Open dashboard 2. Appearence 3. Editor 4. Theme Footer (footer.php) 5. Search for 6. Paste code before 7. save Pode-me avisar assim que estiver online para eu ver se funciona correctamente? Obrigado! Pedro Serrão escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:42: Combinado! Forte abraço! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:41: Tranquilo. Fico no aguardo aqui até porque tenho que repassar para a designer do site poder inserir o que você pediu. Mas, a gente bateu ideias aqui e concordamos. Em qui, 13 de out de 2022 13:38, Pedro Serrão escreveu: Tudo bem! Vou agora pedir o código e aprovação nas marcas. Assim que tiver envio para você com os passos a seguir, ok? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:36: Boa tarde, Pedro Vimos os dois modelos que você mandou e o do cubo parece ser bem legal. Não é tão invasivo e chega até a ter um visual bacana. Acho que a gente pode trabalhar com ele. O que você acha? Em qui, 13 de out de 2022 13:18, Pedro Serrão escreveu: Opa Paulo Obrigado pela rápida resposta! Eu tenho um Interstitial que penso que é o que está falando (por favor desligue o adblock para conseguir ver): https://demopublish.com/interstitial/ https://demopublish.com/mobilepreview/m_interstitial.html Também temos outros formatos disponíveis em: https://overads.com/#adformats Com qual dos formatos pensaria ser possível avançar? Posso pagar o mesmo que ofereci anteriormente seja qual for o formato No aguardo, Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:15: Boa tarde, Pedro Gostei bastante da proposta e estava consultando a designer do site para ver a viabilidade do anúncio e como ele se encaixa dentro do público alvo. Para não ficar algo estranho dentro do design, o que você acha de o anúncio ser uma janela pop up logo que o visitante abrir o site? O servidor onde o site fica oferece uma espécie de tela de boas vindas. A gente pode testar para ver se fica bom. Atenciosamente Paulo Vinicius Em qui, 13 de out de 2022 12:39, Pedro Serrão escreveu: Olá Paulo Tudo bem? Obrigado pela resposta! O meu nome é Pedro Serrão e trabalho na Overads. Trabalhamos com diversas marcas de apostas desportivas por todo o mundo. Neste momento estamos a anunciar no Brasil a Betano e a bet365. O nosso principal formato aparece sempre no topo da página, mas pode ser fechado de imediato pelo usuário. Este é o formato que pretendo colocar nos seus websites (por favor desligue o adblock para conseguir visualizar o anúncio) : https://demopublish.com/pushdown/ Também pode ver aqui uma campanha de um parceiro meu a decorrer. 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