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  • Foto do escritor: Paulo Vinicius
    Paulo Vinicius

Riley é uma menina que nasceu em uma cidade pequena e curtia hóquei no gelo. Mas, a mudança para uma cidade grande vai mudar tudo em sua vida. Em sua mente, suas emoções tentam colocar ordem na casa, mas o desaparecimento de Alegria pode pôr tudo a perder.


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E se as nossas emoções tivessem vida em nossos cérebros e fossem as responsáveis por nossas reações? Uma ideia maluca como essas passou pela mente dos roteiristas Meg LeFauve, Josh Cooley e Pete Docter. Em uma história que é absolutamente comum e bastante clichê de uma menina precisando se acostumar a uma nova realidade, os roteiristas da Pixar criam uma narrativa repleta de elementos filosóficos e de conceitos abstratos e nos presenteiam com uma das melhores animações do estúdio. Já devo ter visto Divertida Mente umas quatro ou cinco vezes e ela sempre consegue me apresentar uma camada nova, algum aspecto que não tinha percebido antes. O resultado é algo muito divertido (sem trocadilhos) e que pode ser assistido, com diferentes análises e pontos de vista, por pessoas de todas as idades.


Na história somos apresentados a Riley, a quem acompanhamos desde que sua mãe lhe dá a luz. Vemos os primeiros momentos de sua vida, os primeiros passos, o carinho dos pais, a ida à escola, o amor pelo hóquei. Dentro de sua mente, acompanhamos suas emoções lidando com os diferentes aspectos de sua vida: Alegria, Tristeza, Nojo, Medo e Raiva. Cada uma é uma doce criaturinha que representa estes sentimentos. E apesar de serem seres distintos, todos eles compartilham de uma coisa: o amor por Riley. Eles veem sendo construídas as principais memórias da jovem menina e acompanham o cotidiano dela. Mas, um dia, tudo é bagunçado. Riley faz 11 anos e seu pai recebe uma oportunidade de emprego em San Francisco. Eles saem da pequena cidade onde vivem e partem para a cidade grande. Só que ao chegar lá, tudo muda. A família antes unida, agora vive atarefada; Riley não se adapta muito bem na escola. Na mente de Riley, Alegria acaba discutindo com Tristeza que sempre coloca a mão onde não deve. Em uma dessas brigas, elas acabam se atrapalhando e são sugadas para o subconsciente de Riley. A central de comando acaba ficando nas mãos de Raiva que faz algumas pequenas mudanças na vida de Riley. Enquanto isso, Alegria e Tristeza precisam encontrar uma forma de voltar para a central de comando, mas a mente de Riley parece estar entrando em colapso com tantos sentimentos negativos que ela tem vivenciado.


Devemos boa parte da concepção do roteiro a Pete Docter que criou os principais conceitos do filme a partir das reações de sua filha desde o nascimento. Ele passou a se interessar em como os acontecimentos mais comuns podem interferir na maneira como sua filha enxergava o mundo. O que a fazia ficar triste? O que lhe dava nojo? O que a deixava brava? A partir daí, a equipe que montou o roteiro de Divertida Mente consultou inúmeros psicólogos para buscar fundamentar em conceitos reais o que eles estavam querendo montar. Talvez esse seja o ponto que mais chama a atenção no filme, que é o das conexões que ele faz com a neuropsicologia. Não descartem o filme apenas por ele passar ser mais uma animação criada para o público infanto-juvenil. Ali, estão presentes ideias como a interferência social na formação de nossa personalidade, a maneira como nos relacionamos com o mundo, a forma como reagimos aos problemas que nos são impostos pela vida. As reações psicossomáticas que temos são fruto da manifestação destas emoções. No filme vamos acompanhar a maneira como o corpo e a personalidade de Riley se desenvolve, seja com a maneira como a sua família a cria e passa valores, o papel da escola, os esportes como uma forma de se soltar para o mundo. Divertida Mente é um manancial de informações a respeito do desenvolvimento de uma criança ao longo de seus anos de formação. Para quem é educador, é como se eu pegasse as tabelas de evolução emocional de Jean Piaget e as transformasse em algo animado.


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Passando pelos aspectos técnicos do filme, já mencionamos seus roteiristas. Além do roteiro, Pete Docter foi o diretor do filme. Docter foi responsável por outro grande sucesso da Pixar, Universidade Monstros, e contou com a co-direção de Ronnie del Carmen, que esteve presente em outras animações da Pixar (em diferentes funções) como Valente e Wall-E. A participação de Ronnie é curiosa porque ele é um indivíduo com múltiplos talentos como dublê de voz, ilustrador, projetista. Para Docter que contou com uma equipe até meio que reduzida, ele foi fundamental para o bom andamento do filme. A produção ficou a cargo de Jonas Rivera, que teve participação em Up: Altas Aventuras. Aliás, sua participação na equipe de Divertida Mente lhe garantiu espaço em outras animações futuras de grande porte como Toy Story 4 e Soul. A trilha sonora é extremamente divertida e ficou a cargo de Michael Giacchino, que foi uma escolha bem curiosa da Pixar. Ele não era um produtor musical muit frequente no estúdio, tendo participado antes apenas em Ratatouille e Up. Era alguém mais envolvido em equipes de produção sonora, fosse para séries como Lost, animações como Gárgulas ou games. Para Giacchino, Divertida Mente também representou um salto na carreira tendo conseguido depois fazer parte da composição sonora para o primeiro filme do Doutor Estranho. O filme tem 95 minutos e foi lançado nos EUA em 2015. Ele mais do que se pagou em bilheterias. Vale mencionar a equipe de dubladores americanos que é bem legal. A Alegria é dublada pela Amy Poehler, uma conhecida comediante; Nojinho também é interpretada por uma comediante, a Mindy Kaling. Phyllis Smith, uma atriz que participou de The Office, interpreta a Tristeza. Já Bill Hader interpreta Medo e Lewis Black, a raiva.


Sobre a animação em si, ela tem um contraste marcante entre os momentos que se passam na mente da Riley e os que se passam no mundo real. O subconsciente da menina é colorido, vibrante, repleto de objetos e grandes espaços. Inclusive existem ilhas onde cada um dos grandes desejos da personagem são transformados em "realidade": o hóquei, a família, as bobagens. A gente percebe o quanto as coisas possuem vida e individualidade. No mundo real, a animação adota um tom mais sóbrio. No geral, a animação tem uma fluidez muito legal. E achei até que mesmo tendo passado vários anos, não perdeu o frescor e o ar de criatividade e inovação. Algumas animações 3D envelhecem mal, seja pelos efeitos que se tornam estranhos e robóticos ou as cores que parecem estranhas; não é o caso aqui. Gosto também de que a Pixar gosta de cenas rápidas e que fluem bem para o espectador. Ou temos as tomadas mais amplas onde o diretor nos mostra o que existe no horizonte. Em um filme onde se brinca tanto com metáforas e elementos figurativos, isso oferece uma segunda camada de análise. O espectador sempre está descobrindo alguma coisa nova, seja o elefantinho maluco, ou até as criaturinhas que apagam as memórias cinzentas. As informações aparecem até os momentos finais do filme. Para mim, Divertida Mente entra fácil em um top 5 de melhores animações do estúdio.


Existe um pouco de mentalidade oriental neste filme. Isso porque a trama principal do filme gira na relação entre Alegria e Tristeza. Alegria é uma menina (vou chamar de menina mesmo... acho que fica mais fácil de entender) divertida e sempre muito positiva. Ela procura enxergar o bem mesmo nos momentos mais complicados. Ao longo do filme, Alegria tenta passar uma postura agregadora, de confraternização. Por outro lado, Tristeza é mais tímida e retraída. O roteiro a mostra até como um pouco atrapalhada, buscando fazer o bem, mas tropeçando em suas ações. Ela quer ajudar, mas sua personalidade não auxilia no processo. Suas repetidas trapalhadas colocam Riley em situações complicadas. É então que Alegria tenta conter a situação, colocando Tristeza para fazer outras coisas, a deixando parada em um canto ou até a ostracizando de alguma forma. E isso claramente não resolve, porque não é possível ignorar a Tristeza. A Alegria é importante em nossas vidas, já que sem ela não teríamos felicidade. Mas a Tristeza nos faz refletir sobre nós mesmos, nossos limites e como podemos nos aprimorar. Quando Alegria acaba sendo até um pouco grosseira com Tristeza, ela não procurou entender direito o que a deixava daquele jeito. A mensagem do filme é que nossas qualidades e defeitos montam os tijolos que formam nossa personalidade. Não é errado ficar triste de vez em quando; ou ter nojo de alguma coisa; ou sentir medo. Não somos positivos sempre. E está tudo bem. Na cultura oriental representamos isso a partir do yin/yang. Não existe bem sem o mal e vice-versa. Esse é o equilíbrio do mundo e o nosso também. Precisamos abraçar quem somos para sermos melhores. Encontrar aonde as coisas precisam estar. Um filme voltado para o público infanto-juvenil tratar de um tema tão complexo de uma forma tão didática é uma preciosidade.


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Gostei demais da jornada que Alegria e Tristeza tiveram. Elas viveram vários momentos interessantes e engraçados enquanto buscavam se conhecer melhor. Alegria e Tristeza são dois sentimentos opostos e que se completam. Por isso que quando as bolas de memória sofrem aquela alteração no final, eu considero normal. Porque assim são as coisas. Podemos ter emoções múltiplas e diferentes ao nos recordarmos de acontecimentos passados. Mesmo situações dolorosas, podem gerar emoções conflitantes em nós. Sem mencionar que determinadas memórias acabam se esvanecendo no tempo, sendo substituídas por outras mais atuais. É possível acessar uma memória mais antiga, só que ela vai se tornando cada vez menos clara para nós. São poucas as memórias que realmente permanecem conosco até o final de nossas vidas. Realizar a jornada pelo subconsciente da Riley nos mostra também como determinadas posturas nossas são substituídas à medida em que somos moldados pela sociedade que nos cerca para nos comportarmos de um determinado jeito. O mundo da bobeira da Riley estava fadado a desaparecer já que não podemos ter esse comportamento quando crescemos. Mesmo em nossas relações familiares. O amor por nossos pais vai tomando significados diferentes quando crescemos e se reinventando.


Para não dizer que não falei da Riley, vemos o quanto ela sofre quando muda de cidade. Nesse filme em específico, o clichê de precisar se adaptar a uma nova realidade é virado de cabeça para baixo. Normalmente teríamos a protagonista encontrando algo no novo lugar com a qual ela se identifique. Só que aqui não é o caso. Esse novo universo se torna prejudicial ao seu desenvolvimento e até à relação com seus parentes. Como alguém assistindo de fora não sei como reagiria a essa situação. Em alguns momentos, entendi a Riley como uma garota mimada. O pai precisar abandonar o seu emprego para restabelecer o equilíbrio familiar foi um pouco demais para mim. Entendo que isso era para dar um encaminhamento feliz para a trama, mas nem sempre é possível obter esse encaminhamento no mundo real. Queremos voltar a uma fabulosa Era de Ouro onde tudo era melhor e mais bonito. Só que a realidade da vida é mais complexa do que parece. Quando ela foge de casa (até um alerta de gatilho isso), isso significou um momento problemático para ela. Riley deveria ter conversado com seus pais, mesmo que essa conversa lhe gerasse mais um dissabor. O filme nos passa a ideia de que isso foi culpa de suas emoções que estavam bagunçando o seu subconsciente, mas aquilo foi um momento dramático, principalmente para quem é um pai ou uma mãe. Essa ideia do filme de contemporizar e voltar as coisas ao princípio em outro lugar onde tudo era melhor não foi um desfecho que eu considero correto. Mas, foi uma escolha.


Divertida Mente é um ótimo filme que recomendo para todas as idades. Já assisti esse filme com meus alunos, o que gerou ótimas discussões sobre família, sobre mudanças e amadurecimento. Sempre temos alguma camada a mais para discutir depois de assisti-lo. Quando um longa-metragem possui tantas interpretações possíveis, é sinal de que a produção é de altíssima qualidade. Além disso, as interações entre os personagens são leves e divertidas, mesmo nos momentos mais tensos. A Pixar conseguiu produzir um clássico entre suas animações que já são de excelente qualidade. Para mim, esta, em particular, está lá na primeira prateleira.




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Nas areias do Magreb, um ex-batedor inglês vai se envolver em uma trama repleta de intrigas políticas e militares que podem desembocar em uma grande guerra envolvendo todos os países europeus. Poderá ele deter tamanha ambição sendo apenas um rato do deserto?


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Sinopse:


Pouco antes do início da Primeira Grande Guerra, uma sequência vertiginosa de acontecimentos está destinada a mudar os rumos da história. Na fronteira entre Argélia e Marrocos, um dirigível de carga prussiano a caminho de Berlim é destruído. Em Tânger, o ex-combatente britânico Benjamim Young se depara com o assassinato de um agente egípcio, portador de uma estranha substância química ainda desconhecida. Conduzido com maestria pelo premiado autor Sergio Rossoni, o romance Olho de Gibraltar conduz o leitor numa trama que envolve traição, intrigas, espionagem e ambições delirantes. As aventuras pelo deserto escaldante são protagonizadas por Ben Young – o legendário Olho de Gibraltar. Como pano de fundo, o romance desenha com precisão de detalhes a corrida naval, a expansão colonial na África e as crises no Marrocos e na região dos Bálcãs que culminaram num dos maiores conflitos do século XX. São personagens inesquecíveis, desenhados com a imaginação fulgurante e precisa de Rossoni, que também é historiador e estreou com Birman Flint: a maldição do czar. Com um apelo vintage e referências extraídas do cinema, dos quadrinhos e de graphic novels, Rossoni apresenta ao leitor incríveis sequências de batalhas aéreas, perseguições pelas areias do deserto e reuniões altamente secretas, entremeadas com cenas de intimidade, sedução e romance.






Saber dosar o quanto inserimos de nossas pesquisas dentro do romance que escrevemos pode ser uma tarefa mais difícil do que imaginamos. Podemos passar meses indo atrás de informações importantes como o contexto histórico de um determinado lugar ou coisas completamente inúteis como o processo de fabricação de um brinquedo Lego. São páginas e mais páginas de informações que estão presentes em nossos rascunhos iniciais e fornecem o suporte que um autor precisa para escrever um determinado capítulo. Na maior parte dos casos, são detalhes que nunca entram no manuscrito final e que serviram apenas para o próprio autor. Mas, a tentação de inserir essas informações pode ser maior e se tornar uma faca de dois gumes. O Olho de Gibraltar é uma narrativa boa e divertida, mas que me fez parar para pensar nesse tema. Vou explicar melhor nas linhas a seguir.


O ano de 1914 foi importante para a Europa e alguns lugares localizados na África. Estamos no Magreb, uma importante região da África do Norte, palco de disputas entre ingleses, franceses e alemães. Em um período de tensão cada vez maior, isso abre as portas para que vilões e oportunistas consigam levar adiante as suas ambições. Klotz von Rosenstock é um general alemão sedento pelo sangue de seus inimigos. E está levando a cabo um plano que envolve a produção de uma substância que pode mudar os rumos da dominação alemã na África e, quem sabe, no palco europeu. Só que o encontro oportuno entre um espião berbere e Benjamin Young, um ex-batedor a serviço da Coroa vão colocar tudo a perder. Entre intrigas e espionagens, a bela e sedutora Namira Dhue Bhaysan encanta os homens do deserto com sua dança e seu olhar. Só que ela esconde muitos segredos; segredos esses que podem ser mortais.


Essa é uma narrativa de espionagem que se passa em um cenário que sinto ser pouco explorado: as vésperas da Primeira Guerra Mundial. Rossoni nos traz uma narrativa envolvente, escrita em terceira pessoa em um tom bastante inclinado para a narração. Sua história se desenvolve no ritmo de três atos, sendo o primeiro o da apresentação e estabelecimento da motivação dos personagens, o segundo se passando em uma perseguição febril pelo deserto e o terceiro sendo o confronto com os antagonistas em uma grande cena de ação. A escrita do autor é bem tranquila de entender, e não senti dificuldade com o ritmo do livro. Embora faria bem à obra passar por mais uma revisão antes de uma eventual segunda tiragem porque vários pequenos erros passaram batido. Nada que seja grave, mas quando são numerosos, incomodam um pouco. Alguns elementos históricos poderiam ser melhor explicados porque o contexto onde a narrativa se passa é bem específico. Determinados detalhes vão fazer o leitor ocasional se perder um pouco na teia de intrigas. Como sou historiador, sou familiarizado com várias situações narradas durante a aventura, mas não fica legal tornar a leitura algo voltado especificamente para um público.


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Falando sobre o contexto em si, é muito legal de acompanhar. Esse período de tensões no Magreb que envolveu as duas guerras no Marrocos pelo domínio da região (entre França e Alemanha) determinaram os acontecimentos que desembocaram no assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando. A tensão está ali. Sem falar na admiração que existe tanto pela Legião Estrangeira e pelos Afrika Korps. Quem estuda guerras sabe desse fascínio. Ao mesmo tempo, Rossoni cria um ambiente cheio de mistérios e trapaças que remetem a filmes como o de Lawrence da Arábia, com o clima do estranho europeu que busca se relacionar com os povos do deserto. Na primeira parte da trama, Rossoni insere a sensual Namira, uma espécie de Mata Hari a qual o leitor fica tentando entender para que lado ela está atuando, ou se ela até tem um lado. Rossoni é muito bem sucedido ao apresentar os Korps como uma força a ser temida, alemães que aprenderam as manhas de se viver no deserto. Estamos diante de um caso de uma pesquisa contextual muito bem feita e o que conheço desse período me permite afirmar numa boa que boa parte é baseado em fatos reais. Claro que estamos diante de uma ficção, então Rossoni brinca com o contexto ao mesmo tempo em que insere elementos que ele gosta. A narrativa é do autor, então se o que ele curte vai deixar a trama melhor, sou totalmente a favor, mesmo em detrimento de uma verossimilhança maior. Uma narrativa precisa ser divertida também.


E aí vem a minha crítica porque quando pesquisamos demais, acabamos tentados pelo fantasma do excesso. Em vários momentos a narrativa ficou truncada pelo excesso de informações sobre o que estava acontecendo em um âmbito mais global. Ou detalhes demais que acabavam não importando tanto para o que estava acontecendo aos personagens. Me considero um leitor que fica no meio de uma abordagem que valoriza mais a trama ou aquela que valoriza mais os personagens. Costumo tender mais para o segundo lado. A conjuntura e o contexto são importantes, mas uma narrativa é formada por personagens. E só consigo pensar em como Namira, Rosenstock e o Ben poderiam ter sido mais aprofundados no lugar de saber detalhes sobre codificação, ou a aliança pan-eslava ou até sobre detalhes do que acontecia na Europa. Isso acaba tirando o leitor daquela imersão na trama. Por exemplo, um dos melhores momentos do livro foi a sequência de capítulos que narrava a perseguição de Jafar ao Ben na cordilheira do Atlas. Os capítulos voavam com a tensão de ter um grupo de guerreiros sawdas no traseiro enquanto três indivíduos buscavam ser mais espertos do que eles. Todo o ambiente cruel do deserto que exigia um esforço sobre-humano de sobrevivência contribuía para dar um ar tenebroso ao futuro dos personagens. Ter uma precisão, principalmente em uma narrativa que bebe de fatos históricos, é importante sim, mas não podemos esquecer dos outros elementos que formam uma narrativa.


Vale destacar os bons momentos de ação narrados pelo autor. Ele tem uma boa noção de dinâmica entre vários personagens. A luta no deserto e a batalha final são momentos incríveis. Cada personagem tem um papel importante a prestar nesses momentos e Rossoni sabe o momento perfeito para alternar entre os núcleos narrativos. Nem todos os autores tem esse insight e já vi livros onde batalhas eram maçantes. Aqui não. Tudo se desenrola em tiros e explosões e a sequencialidade dos fatos faz tudo parecer possível. É como se estivéssemos observando tudo através de uma janela (seguros dos tiros e bombas). A sensação de perigo está por toda a parte e mesmo imaginando que os mocinhos vão conseguir vencer, ficamos apreensivos muitas vezes quando eles são colocados em situações extremas. Muito, muito boa a pegada do autor para esses momentos. Queria entender como ele pensou as movimentações e posicionamentos porque isso deve ter dado um trabalho danado.


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O desenvolvimento dos personagens ficou um pouco prejudicado também pela apresentação de detalhes. Não desgostei deles, e até os achei cativantes. Mas, por exemplo, no caso da Namira, o autor podia ter se valido de flashbacks para contar como ela chegou até ali. Simplesmente contar não tem o mesmo peso de vivenciar. Ou até apresentar pequenas cenas com momentos da vida de Ben, como a primeira vez em que ele se encontrou com Didier ou até algumas lições que o deserto tivesse ensinado a ele quando era batedor. Em vários momentos senti a falta dessas camadas extras. No entanto, tenho certeza de que os leitores irão gostar de como o rato do deserto conseguiu enganar aqueles que o perseguiam. A gente tende a gostar da figura do "underdog", daquele que parece ser insignificante, mas que com coragem e bravura consegue superar as adversidades. Também gostaria de ter visto Rosenstock e Eberhard como antagonistas mais profundos. Serem simplesmente os grandes vilões me pareceu um desperdício. Eles pareceram saídos de um filme antigo do 007 do Roger Moore. Até a ideia de um grande dirigível capaz de destruir tudo e todos me pareceu saído de 007 contra a Chantagem Atômica. Um ponto que teria ajudado é não tratar Rosenstock como alguém maligno puro e simples, mas como um fanático alemão que, embora tivesse certas dúvidas, cumprisse as ordens do Kaiser à risca. O conflito de crenças e valores daria um ótimo mote para uma discussão sobre o papel da Alemanha na Primeira Guerra.


Esse é mais um bom livro nacional de um autor que entende muito de ficções com elementos históricos. Como alguém da área, me senti recompensado com uma boa aventura com vários momentos dignos de bons filmes de espionagem. A narrativa logo se torna uma perseguição desesperada no meio do deserto em que sobreviver às agruras do sol e da falta de água podem ser tão necessários quanto fugir de seus inimigos. A narrativa sofre de alguns problemas associados a um excesso de pesquisa e a de uma necessidade de aprofundar mais os seus personagens, mas nada que tire o fator diversão. Acima de tudo, uma narrativa precisa deixar o leitor imerso em seu universo ficcional por alguns minutos e horas. E isso o autor consegue fazer bem.


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Ficha Técnica:


Nome: O Olho de Gibraltar

Autor: Sergio P. Rossoni

Editora: Avec

Número de Páginas: 448

Ano de Publicação: 2023


*Material recebido em parceria com a Avec Editora


Link de compra:










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Não percam as dicas para esse mês de abril que conta com bons títulos nacionais, uma campanha sobre o antigo Suplemento Juvenil e Zagor ganhando uma nova casa editorial.


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"Suplemento Juvenil - 90 Anos" de Francisco Ucha, Toni Rodrigues e Marcos Massolini


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Ficha Técnica:


Nome: Suplemento Juvenil - 90 anos

Autores: Francisco Ucha, Toni Rodrigues e Marcos Massolini

Editora: Independente

Gênero: Não-Ficção

Número de Páginas: 92

Prazo da campanha: 02/06

Data de entrega: agosto de 2024



Sinopse: No último mês de março foram comemorados os 90 anos de fundação do Suplemento Juvenil, um dos principais pilares da publicação de quadrinhos no Brasil. Criado pelo jornalista Adolfo Aizen, o tabloide começou a circular ainda com o nome de “Suplemento Infantil” no dia 14 de março de 1934 encartado no jornal A Nação, e foi o primeiro a dar espaço regular para os quadrinhos “sérios”, que já faziam muito sucesso nos Estados Unidos e eram pouco conhecidos no Brasil.


Até então, os jornais publicavam as historietas cômicas e mais infantis. Mas foi a partir da ideia de Aizen que os mais importantes quadrinhos de aventura publicados nos Estados Unidos – muitos deles recém lançados – começaram a chegar com regularidade no país.

Flash Gordon, X-9 e Jim das Selvas, todos de Alex Raymond, além de Mandrake, de Lee Falk e Phil Davis – criados no início de 1934 –, Tarzan, de Hal Foster e Brick Bradford, entre outros grandes personagens, passaram a ser publicados no Brasil com meses de diferença em relação aos Estados Unidos.


E é essa rica História que vamos lembrar neste livro que estamos colocando no Catarse para o apoio de nossos parceiros e amigos.


Principais Formas de Apoio:


SJ1: R$44,00


  • material impresso

  • nome nos agradecimentos

  • frete incluso


"Zagor Coleção Histórica em Cores vols. 1 e 2" de Guido Nolitta (Sergio Bonelli), Franco Donatelli e Franco Bignotti


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Ficha Técnica:


Nome: Zagor Coleção Histórica em Cores vols. 1 e 2

Autor: Guido Nolitta (Sergio Bonelli)

Artistas: Franco Donatelli (vol. 1) e Franco Bignotti (vol. 2)

Editora: Saicã

Gênero: Western

Tradutor: não informado

Número de Páginas: 324 (vol. 1) e 260 (vol. 2)

Prazo da campanha: 29/05

Data de entrega: julho de 2024



Sinopse: Patrick Wilding, popularmente conhecido como Zagor, é o personagem central de uma das mais longevas sagas da Bonelli. Ao longo de mais de 700 números, ele e seu fiel escudeiro Chico (eficientíssimo alívio cômico da série) se envolvem nas mais diversas aventuras - que formam uma das mais ricas sagas que os quadrinhos já viram.


Após presenciar o massacre de seus pais pela mão de um renegado branco e uma tribo de índios Abenaki, o menino Patrick cresceu atormentado pelo desejo de vingança - a despeito dos conselhos de seu salvador, Wandering Fitzy (misto de explorador, vagabundo e poeta) que lhe ensinou a usar a machadinha tão somente como instrumento de defesa. Anos mais tarde, ao consumar a sua vingança, Patrick descobre que seu pai, enquanto oficial do exército, havia sido responsável pelo massacre de uma tribo inteira, motivando assim os atos de rebeldia dos Abenakis.


Consumido pelo remorso, ele decide iniciar uma obra pacificadora, atuando como mediador nos recorrentes conflitos entre brancos e índios na região de Darkwood, uma floresta fictícia, localizada no leste dos EUA. Seu porte atlético, suas façanhas e a aura que o cerca o tornaram uma espécie de "enviado de Manitu" para os indígenas da região.


O personagem criado pelo jovem Sergio Bonelli fugiu dos clichês: para contrapôr o durãoTex Willer e visando atingir um público mais jovem, Sergio, sob o pseudônimo de Guido Nolitta, apostou em uma saga mais humana, com temáticas variadas, que ia da ficção histórica ao sobrenatural sem perder a naturalidade.


Principais Formas de Apoio:


1 - Zagor Coleção Histórica em Cores vols. 1 e 2: R$160,00


  • exemplar físico dos vols. 1 e 2

  • postais exclusivos da saga

  • frete calculado ao final da compra


2 - Zagor Coleção Histórica em Cores vol. 1: R$85,00


  • exemplar físico do vol. 1

  • postais exclusivos da saga

  • frete calculado ao final da compra


3 - Zagor Coleção Histórica em Cores vol. 2: R$75,00


  • exemplar físico do vol. 2

  • postais exclusivos da saga

  • frete calculado ao final da compra


"Rocketeer - A Grande Corrida" de Stephen Mooney e Len O'Grady


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Ficha Técnica:


Nome: Rocketeer - A Grande Corrida

Autor: Stephen Mooney

Artista: Len O'Grady

Editora: Heróica

Gênero: Super-Heróis

Tradutor: Jotapê Martins

Número de Páginas: 128

Prazo da campanha: 13/05

Data de entrega: junho de 2024










Sinopse: Final dos anos 1930. O clima é de paranoia com a iminente guerra na Europa.

Em Los Angeles, o piloto de dublês Cliff Secord tenta retomar sua vida após se arriscar várias vezes como o heroico Rocketeer.


Até que o jovem é recrutado pelo misterioso magnata Delton Nkosi para participar de uma corrida aérea que tem a largada nos Estados Unidos e o término na França. A missão de Cliff é pilotar uma aeronave supermoderna, que usa um combustível revolucionário.


É a chance de o piloto arriscar menos a própria vida, ganhar uma bela grana e ainda agradar a namorada Betty, que sonha em conhecer Paris.


Mas, como sempre, os planos de Cliff esbarram em acidentes, intrigas e concorrentes interessados em vencer a corrida para fins nefastos! Em meio a isso, Betty se vê metida em apuros levando Cliff a decidir qual prêmio é realmente o mais valioso para ele.


Recompensas:


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Principais Formas de Apoio:


1 - Kit 1: R$55,00


  • quadrinho impresso

  • marcador de páginas

  • 4 cards

  • 1 poster

  • frete calculado ao final da compra


2 - Kit 2: R$63,00


  • quadrinho impresso

  • marcador de páginas

  • 4 cards

  • 1 poster

  • luva para guardar os três primeiros volumes da coleção

  • frete calculado ao final da compra


"Cornos" de Dieferson Trindade


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Ficha Técnica:


Nome: Cornos

Autor: Dieferson Trindade

Editora: Hipotética

Gênero: Fantasia

Número de Páginas: não informado

Prazo da campanha: 10/05

Data de entrega: junho de 2024










Sinopse: Cornos conta a história de uma jovem mulher que se encontra no momento mais difícil da vida. Morando de favor na casa da tia, sem vida social, emprego, família ou amigos, ela começa a ter sonhos estranhos com um rapaz de chifres. O jovem a provoca, deixando-a ainda mais triste e nublando a fronteira entre sonho e realidade... e aí, as coisas começam a complicar! O que o estranho quer?


Principais Formas de Apoio:


Cornos Promo: R$44,00


  • quadrinho impresso

  • marcador de páginas

  • frete grátis


"O Crânio Vivo" de Magnus


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Ficha Técnica:


Nome: Coleção Noturno e Perverso - O Crânio Vivo

Autor: Magnus

Editora: Tai Editora

Gênero: Erótico

Tradutor: não informado

Número de Páginas: 128

Prazo da campanha: 05/05

Data de entrega: julho de 2024







Sinopse: Na floresta, o rei dos Gépidas, Cunimondo, salva a jovem Ersília das garras de um urso, mas faz dela sua amante. A avó de Ersília, uma verdadeira bruxa, mestra das artes mágicas, querendo vingança, influencia o rei Alboíno, inimigo de Cunimondo, para atacá-lo. Alboíno, por sua vez, quer para si Rosmunda, filha do rei inimigo, por isso pretende conquistar o reino dos Gépidas.


Ao vencer a batalha, Alboíno toma posse de Rosmunda, finge libertar Cunimondo, mas manda matá-lo. Depois disso, transforma seu crânio em um copo no qual obriga Rosmunda a beber.


O crânio do pai ganha vida graças ao trabalho de um necromante, e aconselha Rosmunda sobre como efetuar sua vingança.


Principais Formas de Apoio:


Recompensa 1: R$33,00


  • quadrinho impresso

  • marcador de páginas

  • cartão postal

  • cupom de 15% de desconto para usar na Lojinha da Tai

  • frete calculado ao final da compra


"O Cramulhão e o Desencarnado" de Lilo Parra e Gilmar Machado


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Ficha Técnica:


Nome: O Cramulhão e o Desencarnado

Autor: Lilo Parra

Artista: Gilmar Machado

Editora: Trem Fantasma

Gênero: Fantasia

Número de Páginas: 136

Prazo da campanha: 02/05

Data de entrega: maio de 2024






Sinopse: Maria Izabel está de volta à sua cidade natal para o enterro de seu avô.


Ela não queria estar ali mas tudo bem, com certeza ele também não queria estar num caixão, só que é assim que as coisas são.


Mas a morte do avô lhe reservava um macabro segredo: um pacto com o diabo perdido nos dias de juventude.


E agora que o velho empacotou, o cramulhão, o diabinho, o capeta da garrafa, quer a alma vendida em encruzilhada e com contrato selado para levá-la a seu chefe.Mas o velho trapaceiro a escondeu.


E o cramulhão não está nada contente...


Principais Formas de Apoio:


Livro impresso: R$40,00


  • quadrinho impresso e autografado

  • marcador de páginas

  • adesivos

  • frete calculado ao final da compra


"Misto Frio" por Mistifório Editora


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Ficha Técnica:


Nome: Misto Frio

Organizado por Mistifório Editora Editora: Mistifório

Gênero: Experimental

Número de Páginas: 52

Prazo da campanha: 31/05

Data de entrega: junho de 2024












Sinopse: A Misto Frio é uma revista repleta de experimentos narrativos que usam a linguagem dos quadrinhos como espinha dorsal. Nesta primeira edição, temos uma incrível entrevista em quadrinhos com a historiadora especialista nos manuscritos do Mar Morto e demonologista, Tupá Guerra. Além disso, temos contos, poesia e, até mesmo, uma página de informações técnicas sobre o livro apresentada de forma quadrinificada. Já pensou na possibilidade de uma historia em quadrinhos que discute direitos autorais usando a técnica de colagem? Temos! E na disputa pela origem do pastel? Temos também!


Recompensas:



Principais Formas de Apoio:


1 - HQ Misto Frio: R$35,00


  • quadrinho impresso

  • frete calculado ao final da compra


2 - HQ + Estatueta: R$125,00


  • quadrinho impresso

  • estatueta cruz cogumelo

  • frete calculado ao final da compra


3 - Pacote impresso: R$85,00


  • quadrinho impresso

  • caderninho A6 exclusivo

  • cartela de adesivos

  • frete calculado ao final da compra


4 - Tudo: R$175,00


  • quadrinho impresso

  • estatueta cruz cogumelo

  • caderninho A6 exclusivo

  • cartela de adesivos

  • frete calculado ao final da compra


"Lee Falk, a lenda dos quadrinhos" de Gonçalo Junior


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Ficha Técnica:


Nome: Lee Falk, A Lenda dos Quadrinhos

Autor: Gonçalo Junior

Editora: Noir

Gênero: Biografia

Número de Páginas: 318

Prazo da campanha: 05/05

Data de entrega: junho de 2024







Sinopse: A FANTÁSTICA VIDA DO PAI DE MANDRAKE E DE O FANTASMA!


Lee Falk teve uma das mais incríveis e fascinantes biografias do mundo dos quadrinhos.

Este livro de Gonçalo Junior, que você pode apoiar, traz a trajetória de um gênio que criou duas lendas dos quadrinhos - Mandrake e O Fantasma - e fez de si mesmo um mito.


Sua história finalmente é relevada nesta biografia exclusiva para o fã brasileiro, escrita por um autor superfã do herói mascarado que levou décadas lendo suas histórias e em busca de detalhes de sua vida!!


Você vai conhecer um Lee Falk inimaginável, que:


1 - Lutou contra o racismo!

2 - Foi espião durante a Segunda Guerra Mundial!

3 - Denunciou a farsa da biografia de Hitler!

4 - Provou a existência de campos de concentração!

5 - Revolucionou o teatro americano, ao colocar atores negros como protagonistas!

6 - Militou pelos direitos civis dos negros e contra a Guerra do Vietnã na década de 1960!

7 - Esteve no Brasil e sua viagem é largamente documentada no livro, com imagens inéditas!

8 - Escreveu as histórias de seus personagens por mais de 60 anos!


Principais Formas de Apoio:


Kit 1: R479,00


  • livro impresso

  • exemplar autografado

  • nome nos agradecimentos

  • frete calculado ao final da compra


"De lá não se via luz" de Patrick Martins e Igor Frederico


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Ficha Técnica:


Nome: De lá não se via luz

Autor: Patrick Martins

Artista: Igor Frederico

Editora: MMarte

Gênero: Ficção

Número de Páginas: 160

Prazo da campanha: 06/05

Data de entrega: junho de 2024









Sinopse: Chamem a polícia! Helena desapareceu.


A história começa com o desaparecimento repentino de Helena, uma mulher enigmática e cheia de traumas. O seu sumiço desencadeia uma busca implacável por respostas, repleta de ódio, violência, cartas misteriosas e sangue espirrando. É possível simplesmente esquecer alguém que some de repente? Como aceitar a falta de respostas e de sentido que parece acometer o mundo depois de um desaparecimento sem qualquer motivo aparente?


São essas perguntas que movem Matheus, seu marido, a investigar obsessivamente a única pista que tem em mãos: uma simples foto que ele mesmo tirou da esposa no dia do seu sumiço. Além disso, conheceremos Mefibo, um garoto inocente, vítima grosseira de um mundo impiedoso e cruel, assim como Ruy, um policial casca grossa assombrado pelos pecados do passado. Essas vidas começam a espiralar numa narrativa que lembra o melhor do noir sessentista do cinema americano.


Gosta de filmes policiais? Mensageiro do diabo? Adora Alack Sinner? Pacto de sangue é sua bíblia? A marca da maldade é seu melhor companheiro em dias chuvosos? São Paulo, Sociedade Anônima é para você uma das melhores películas brasileiras da história? E dos clássicos do cinema europeu? Gosta de A noite (1961, Antonioni), com Monica Vitti e seu rosto impassivo e misterioso? De lá não se via luz então é o soco no estômago que você precisava nessa manhã nublada, onde sombras se arrastam por toda parte.


Principais Formas de Apoio:


Quadrinho: R$85,00


  • quadrinho impresso

  • nome nos agradecimentos

  • frete incluso


"Daniel Dias" de Felipe Tazzo, Murilo Fernandez e Gabú Brito


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Ficha Técnica:


Nome: Daniel Dias

Autor: Felipe Tazzo

Artista: Murilo Fernandez

Colorista: Gabú Brito

Editora: UB Editora Gênero: Biografia

Número de Páginas: 64

Prazo da campanha: 11/05

Data de entrega: junho de 2024









Sinopse: Com parceria da Memorabília do Esporte e da Editora Universo Fantástico, Daniel Dias traz a história do maior medalhista do esporte nacional.


Nome absoluto da natação paralímpica, Daniel Dias tem uma trajetória de muita dedicação, empenho e vitórias ao longo de sua carreira no esporte. Mais do que isso, sua trajetória familiar mostra o quanto esse empenho foi, sempre, compartilhado por sua família.


Com 100 medalhas, sendo 78 de ouro, Daniel esbanja alegria em seu sorriso aberto - sua marca registrada - e determinação em sua história de vida, sendo hoje o maior medalhista da história do esporte nacional


Dando sequência à parceria de sucesso que já lançou Oscar e o Pan 87 , Garrincha e Zico, a Ultimato do Bacon Editora, a Memorabília do Esporte e a editora Universo Fantástico produziram esta linda HQ, contanto um pouquinho desta gloriosa trajetória.


Principais Formas de Apoio:


HQ: R$45,00


  • quadrinho impresso

  • frete calculado ao final da compra


"Frankenstein" de Georges Bess


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Ficha Técnica:


Nome: Frankenstein

Autor: Georges Bess

Editora: Risco Editora

Gênero: Ficção Científica

Número de Páginas: 224

Prazo da campanha: 05/06

Data de entrega: agosto de 2024






Sinopse: O pesadelo de um monstro. A loucura de um homem.


No século XIX, marcado pelas inovações técnicas e pela revolução industrial, a literatura inglesa criou personagens que são ícones da literatura fantástica e ainda hoje estão vivos. Tal é o caso do Frankenstein de Mary Shelley e do seu herói de destino trágico, um exilado que foi rejeitado por todos, principalmente por quem o criou.


Do seu delírio narcisista nasceu um ser enorme e aterrorizante que testemunha a sua capacidade de amar, a sua necessidade de se conectar, mas que está condenado à solidão, ao sofrimento, à incompreensão e à rejeição. Porque aquela “coisa” indescritível, aquela aberração que eventualmente receberá o nome de seu criador, é feita de cadáveres, e Victor Frankenstein deu vida a ela.


Seguindo os passos de seu magistral Drácula, Georges Bess assina uma magnífica adaptação de Frankenstein, de Mary Shelley. Nele redescobrimos a magia de seus desenhos profundos e elegantes em preto e branco que sublimam a dramaturgia da narrativa. Uma obra grandiosa em que as linhas nítidas do autor e o uso enérgico do preto em cada quadro realçam o espírito romântico desta história. Histórias sobre o pesadelo de um monstro e a loucura de um homem. Uma joia gráfica imperdível!


Principais Formas de Apoio:


Frankenstein: R$120,00


  • quadrinho impresso

  • marcador de páginas

  • cupom de 15% de desconto para usar na loja da Risco Editora

  • frete calculado ao final da compra


"O Fogo que purifica" de Dolores Alcatena


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Ficha Técnica:


Nome: O Fogo que purifica

Autora: Dolores Alcatena

Editora: Quadriculando

Gênero: Terror

Tradutor: não informado

Número de Páginas: 210

Prazo da campanha: 01/06

Data de entrega: julho de 2024









Sinopse: A capa da obra de Alcatena nos apresenta uma cabra que parece estar tentando se elevar além de um bosque de árvores, na tentativa de ir em direção à luz, ao sol. Podemos intuir uma certa busca desesperada por fuga, mas a pergunta é: fugir de quê? Sem dúvida, estamos diante de uma capa bastante intrigante e provavelmente muito simbólica.


A capa colorida desaparece, para nos mergulhar em um mundo absolutamente acromático, no qual a luz e as sombras são totalmente carregadas de significado. A primeira coisa que aparece diante de nossos olhos é uma árvore, provavelmente do mesmo bosque que vimos anteriormente. Dessa vez, vemos o que também parece ser uma cabra, embora com uma aparência mais antropomórfica, com olhos muito redondos, grandes e iluminados, que contrastam com a escuridão do que podemos presumir ser uma floresta.


Vamos mais fundo nas páginas, e a próxima coisa com que nos deparamos é algo com que Dolores já se acostumou: os personagens, cada um deles com seu próprio nome. Em particular, vemos Arro, que é a protagonista da história e que podemos ver em diferentes estágios de sua vida: quando criança, pelo que podemos intuir que este é um momento de sua adolescência e sua versão adulta.


Agora a história começa e vemos alguém sendo queimado em uma fogueira. Há algumas pessoas de aparência muito sinistra ao redor. As primeiras vinhetas do trabalho de Alcatena nos remetem a imagens que já são bem conhecidas na História, imagens que atravessam a humanidade: a crucificação e a caça às bruxas realizada pela Inquisição. Vemos expressões de terror e medo. Um grito silencioso de horror enche nossos olhos. No meio da multidão que presencia o que parece ser a pior das punições, vemos a pequena Arro correndo em busca de sua mãe. Escondida em uma caverna, a mãe pede a Arro que proteja seu irmãozinho, pois eles estão atrás dela, porque ela é sábia, assim como a menina. Arro foge com seu irmãozinho e vê sua mãe sendo "purificada" ao ser queimada viva. Arro tenta escapar e, embora consiga, perde seu irmãozinho na tentativa.


A partir desse momento, a vida de Arro será uma grande aventura sinistra, cheia de horror, tristeza, miséria e segredos. Perdida na floresta e cercada por essas cabras antropomórficas nas sombras, Arro é acolhida por um homem cego, um Rabadan, seguidor e fiel ao Grande Invisível, chamado Taleryn, que a confunde com uma criança. A partir de então, sem saída, Arro viverá com Taleryn. Embora a convivência permita que a garota aprenda mais sobre a rivalidade entre os Rabadan e os Sábios, de uma forma um tanto distorcida e perversa, Arro se sentirá cada vez mais próxima de Taleryn. Embora Arro saiba que Taleryn só a está protegendo porque acredita que ela é uma criança, ela desenvolverá uma espécie de Síndrome de Estocolmo, na qual o horror e a ternura se misturam. Arro conseguirá se livrar de seu estranho captor e recuperar seu irmãozinho? Quem são essas cabras que Arro vê na floresta e qual é o poder delas?


Principais Formas de Apoio:


O Fogo que purifica: R$79,00


  • quadrinho impresso

  • frete calculado ao final da compra





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Conversa aberta. Uma mensagem lida. Pular para o conteúdo Como usar o Gmail com leitores de tela 2 de 18 Fwd: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br Caixa de entrada Ficções Humanas Anexossex., 14 de out. 13:41 (há 5 dias) para mim Traduzir mensagem Desativar para: inglês ---------- Forwarded message --------- De: Pedro Serrão Date: sex, 14 de out de 2022 13:03 Subject: Re: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br To: Ficções Humanas Olá Paulo Tudo bem? Segue em anexo o código do anúncio para colocar no portal. API Link para seguir a campanha: https://api.clevernt.com/0113f75c-4bd9-11ed-a592-cabfa2a5a2de/ Para implementar a publicidade basta seguir os seguintes passos: 1. copie o código que envio em anexo 2. edite o seu footer 3. procure por 4. cole o código antes do último no final da sua page source. 4. Guarde e verifique a publicidade a funcionar :) Se o website for feito em wordpress, estas são as etapas alternativas: 1. Open dashboard 2. Appearence 3. Editor 4. Theme Footer (footer.php) 5. Search for 6. Paste code before 7. save Pode-me avisar assim que estiver online para eu ver se funciona correctamente? Obrigado! Pedro Serrão escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:42: Combinado! Forte abraço! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:41: Tranquilo. Fico no aguardo aqui até porque tenho que repassar para a designer do site poder inserir o que você pediu. Mas, a gente bateu ideias aqui e concordamos. Em qui, 13 de out de 2022 13:38, Pedro Serrão escreveu: Tudo bem! Vou agora pedir o código e aprovação nas marcas. Assim que tiver envio para você com os passos a seguir, ok? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:36: Boa tarde, Pedro Vimos os dois modelos que você mandou e o do cubo parece ser bem legal. Não é tão invasivo e chega até a ter um visual bacana. Acho que a gente pode trabalhar com ele. O que você acha? Em qui, 13 de out de 2022 13:18, Pedro Serrão escreveu: Opa Paulo Obrigado pela rápida resposta! Eu tenho um Interstitial que penso que é o que está falando (por favor desligue o adblock para conseguir ver): https://demopublish.com/interstitial/ https://demopublish.com/mobilepreview/m_interstitial.html Também temos outros formatos disponíveis em: https://overads.com/#adformats Com qual dos formatos pensaria ser possível avançar? Posso pagar o mesmo que ofereci anteriormente seja qual for o formato No aguardo, Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:15: Boa tarde, Pedro Gostei bastante da proposta e estava consultando a designer do site para ver a viabilidade do anúncio e como ele se encaixa dentro do público alvo. Para não ficar algo estranho dentro do design, o que você acha de o anúncio ser uma janela pop up logo que o visitante abrir o site? O servidor onde o site fica oferece uma espécie de tela de boas vindas. A gente pode testar para ver se fica bom. Atenciosamente Paulo Vinicius Em qui, 13 de out de 2022 12:39, Pedro Serrão escreveu: Olá Paulo Tudo bem? Obrigado pela resposta! O meu nome é Pedro Serrão e trabalho na Overads. Trabalhamos com diversas marcas de apostas desportivas por todo o mundo. Neste momento estamos a anunciar no Brasil a Betano e a bet365. O nosso principal formato aparece sempre no topo da página, mas pode ser fechado de imediato pelo usuário. Este é o formato que pretendo colocar nos seus websites (por favor desligue o adblock para conseguir visualizar o anúncio) : https://demopublish.com/pushdown/ Também pode ver aqui uma campanha de um parceiro meu a decorrer. É o anúncio que aparece no topo (desligue o adblock por favor): https://d.arede.info/ CAP 2/20 - o anúncio só é visível 2 vezes por dia/por IP Nesta campanha de teste posso pagar 130$ USD por 100 000 impressões. 1 impressão = 1 vez que o anúncio é visível ao usuário (no entanto, se o adblock estiver activo o usuário não conseguirá ver o anúncio e nesse caso não conta como impressão) Também terá acesso a uma API link para poder seguir as impressões em tempo real. Tráfego da Facebook APP não incluído. O pagamento é feito antecipadamente. Apenas necessito de ver o anúncio a funcionar para pedir o pagamento ao departamento financeiro. Vamos tentar? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 16:28: Boa tarde Tudo bem. Me envie, por favor, qual seria a sua proposta em relação a condições, como o site poderia te ajudar e quais seriam os valores pagos. Vou conversar com os demais membros do site a respeito e te dou uma resposta com esses detalhes em mãos e conversamos melhor. Atenciosamente Paulo Vinicius (editor do Ficções Humanas) Em qui, 13 de out de 2022 11:50, Pedro Serrão escreveu: Bom dia Tudo bem? O meu nome é Pedro Serrão, trabalho na Overads e estou interessado em anunciar no vosso site. Pago as campanhas em adiantado. Podemos falar um pouco? Aqui ou no zap? 00351 91 684 10 16 Obrigado! -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! 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