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Resenha: "Witches" de Daisuke Igarashi

Uma coletânea de histórias que exploram o poder das bruxas e como a magia se entranha nas culturas de diferentes povos espalhados pelo mundo. Temos a história de uma mulher rejeitada pelo seu amado e que aprende o Segredo para obter aquilo que ela quer; uma mulher que perdeu tudo e tenta recuperar sua existência; uma mulher tirada da paz do seu retiro nas montanhas; e uma colegial que foge de sua vida monótona e descobre mais do que ela desejava.


Sinopse:


“SPINDLE” conta a história de Nicola, que voltou à capital após obter uma poderosa força, sem esquecer a rejeição que havia sofrido de um rapaz na juventude. Também fala sobre Shiral, menina de uma tribo nômade que viaja à capital com uma missão. Em “KUARUPU”, a xamã Cumari perde seu amor em meio ao conflito contra a derrubada da mata e o desenvolvimento da região de sua tribo. Quando profundos sentimentos afloram, a magia desperta. “Majo”, “Witches”, “Bruxas”. Estas são as histórias misteriosas e fantásticas que ganharam vida e poesia por Daisuke Igarashi.






O que impressiona logo de cara nesta coletânea de histórias curtas escritas por Daisuke Igarashi é o quanto ele foge do lugar comum. Como um mangaká de terror, ele poderia empregar o estilo típico do terror oriental, em uma pegada meio gore ou eroguro se referindo a autores famosos como Junji Ito ou Suehiro Maruo. Mas, não é isso o que vemos em Witches. Possivelmente esse é um mangá bastante ocidentalizado e não no mau sentido do termo. Achei as histórias bastante originais seja na fonte inspiradora ou no andamento da narrativa que, apesar de terem alguns finais previsíveis, possui um desenvolvimento bastante inesperado. Só para citar duas histórias do primeiro volume, temos uma que busca inspiração na arte das fiandeiras do leste europeu e uma outra que recorre à magia xamânica típica dos povos ameríndios. Fiquei sinceramente bastante surpreso com o que encontrei no mangá e se trata de uma grata surpresa.


A arte de Igarashi é bem diferente do que imaginamos. Ele emprega bastante o lápis e seus quadros podem parecer desleixados à primeira vista, mas são repletos de detalhes. Ele me impressionou logo de cara com Spindle onde no começo ele faz alguns desenhos belíssimos de tapeçarias baseados na arte otomana. Representar as tramas e os mosaicos típicos dessa cultura não é algo simples, principalmente quando não se pertence a ela. É preciso conhecer como os temas são representados, qual a disposição deles na imagem, qual a ordem certa. Algumas cenas possuem efeitos bastante intrigantes como quando eles investigam os subterrâneos de Constantinopla e se deparam com um cenário em ruínas, mas que lembrava o Império Romano de outrora. Mesmo quando ele trouxe a história para um ambiente de selva, havia uma beleza natural inerente aos lugares explorados pelos personagens. Tudo transbordava magia e misticismo. Passar essas diferentes formas de representar a magia para o papel exigiu pesquisa.


Começando a falar pela primeira história (e é a maior dos dois volumes do mangá), temos duas personagens cujas histórias se cruzam de uma forma bastante inesperada. De um lado temos Nicola, uma mulher que foi rejeitada pela pessoa que ela amava. Mesmo com toda a dedicação e carinho, seu amado a expulsa do Grande Bazar, onde ele tem sua barraquinha de vendas. É então que Nicola sai em busca de conhecimento e poder e estuda os segredos dos livros místicos na Europa e retorna como a prefeita de Constantinopla. É então que ela decide infernizar a vida de seu amado já que ele não a quis. Ela vai fazê-lo se dobrar a seus pés custe o que custar. A pequena Shiral pertence a uma aldeia na região rural da Turquia onde convive com pessoas que conhecem os meios místicos do mundo. Shiral desenvolveu um olhar especial em que uma voz comanda suas mãos para fiar mensagens em tapeçarias, transformando-a em uma espécie de oráculo. A jovem menina recebe uma incumbência de seguir até a cidade para entregar uma mensagem a alguém.


Essa história nos faz pensar sobre a diferença entre culturas e como elas podem criar obstáculo para a felicidade das pessoas. É curioso que o mote da trama é completamente movido apenas pelo fato de que a cultura muçulmana tem uma visão complicada acerca da entrada de estrangeiros em certos agregados sociais. Principalmente quando se fala em sociedades mais fechadas. Sim, essa é a razão básica pela qual Nicola foi rejeitada. Claro que a reação da jovem foi desproporcional e causou dor e sofrimento a muitas pessoas que não tinham nada a ver com a história. Mas, caso as coisas tivessem sido lidadas de uma forma diferente, talvez a situação toda não tivesse saído do controle. De toda a forma, Nicola obteve o poder que ela tanto desejava para poder mudar sua realidade. Mas, infelizmente todo o conhecimento que ela adquiriu não lhe forneceu a sabedoria necessária para seguir em frente. Isso é o que a bruxa queria realmente diz quando diz que ela não foi capaz de sair de seu próprio quarto.


Kuarup é a outra história que está no primeiro volume do mangá. Na narrativa, somos apresentados a uma comunidade indígena que vive no alto Xingu, na Amazônia (não diz ao certo se é no Brasil ou nos países vizinhos). Cumari é uma poderosa xamã e vive ao lado de seu marido e sua filha. Mas, um grupo de empresários liderados por um homem inescrupuloso desejam abrir espaço na mata para suas fazendas. E os indígenas estão atrapalhando. Depois de tentarem subornar os moradores locais com valores irrisórios, o homem contrata um grupo de mercenários para acabar com a "ameaça" de vez. É então que alguns indígenas acabam aceitando o acordo com os empresários e traem a tribo. Cumari vê seus companheiros um após o outro e decide usar seus poderes de xamã para se vingar dos seus agressores.


Que história poderosa e como ela é atual. Curioso que eu só tive contato com ela depois de voltarmos a discutir o marco temporal dos indígenas e a grilagem que se espalhou pela Amazônia. O fato de a floresta estar sendo destruída por interesses mesquinhos, sem se preocupar com o bioma e a vida que existe na natureza. É uma história poderosa, de injustiça e violência sem fim, onde sabemos que não há como os indígenas resistirem ao poder do capital. A gente torce pelos indígenas e por Cumari que tenta se livrar dos mercenários, mas a traição do cacique da tribo leva a que os capitalistas saibam mais sobre os segredos dos poderes de Cumari. Tem uma sequência final depois que uma tragédia acontece que é um soco no estômago e é de nos deixar tristes ao vermos o que acontece da introdução do boi até a chegada aos nossos lares. Um último detalhe é sobre como a situação com os indígenas locais e por que eles foram mortos é noticiado pelos veículos de imprensa. A mentira, a desinformação.

Na última história do primeiro volume, A Bruxa Montada no Pássaro, que é bem curtinha, ela brinca com a crença que temos no sobrenatural. Se pararmos para pensar na idade do homem que conta sobre a lenda local e seu papel na comunidade, acharíamos que se trataria de um homem louco. Ou então de uma pessoa doente que precisaria de um acompanhamento médico ou da presença de filhos ou parentes próximos. O fantástico pode existir nas mais pequenas coisas de cada dia. Basta que saibamos abrir nossos olhos e observarmos além do que o senso comum nos permite.


O segundo volume de Witches começa com a história Petra Genitalix que é uma releitura da bruxaria a partir da abordagem céltica. Na narrativa somos apresentados a Alicia, uma jovem garota com uma percepção um pouco fora do comum que vive em uma aldeia afastada dos grandes centros urbanos com Mira. Apesar de seu jeito descontraído e brincalhão, Mira possui um vasto conhecimento sobre as engrenagens que movem a vida. Ela tenta passar esses conhecimentos aos poucos para sua aprendiz para que no futuro ela possa assumir suas funções. Um acidente em um voo espacial vai mudar a vida de ambas drasticamente. Um astronauta é atingido por uma pedra bem no visor e é trazido às pressas para a Terra, sendo que não era nem para ele ter sobrevivido. Infelizmente isso ativa a Pedra Genitalix, uma pedra mística que tem o controle sobre o desenvolvimento da vida.


Essa é uma história um tanto quanto confusa em relação às demais, mas a gente consegue entender mais ou menos aonde Igarashi quer chegar. Fala-se muito no ciclo da vida e a necessidade do ser humano de abrir sua mente não apenas ao conhecimento mundano, mas aquilo que transcende o mundo material. Somos colocados em uma aldeia que valoriza esses conhecimentos antigos, seguindo velhas tradições trazidas por séculos como a lenda do Krampus, um monstro que vem no Natal punir as crianças malcriadas e purificar o novo ano que se aproxima. O tempo todo somos colocados diante da evolução dos animais e do homem e o quanto isso segue uma espécie de ordem natural. Porém, o homem deseja controlar todos os aspectos da existência. Mas, ter este controle é basicamente impossível por ser algo ao qual não estamos preparados para compreender. Quando a Pedra Genitalix se ativa, a evolução começa a ocorrer de forma desenfreada, atingindo objetos e criaturas.


Achei curioso como nesta história o autor faz uma antítese entre o paganismo e o cristianismo com enviados do Papa indo até Mira para obter sua opinião sobre como lidar com a ameaça presente. Os membros da Igreja são aqueles que repudiam e criticam a participação de Mira no esforço de dar um jeito na pedra que havia deixado o mundo de cabeça para baixo. Essas pessoas são aquelas que não se esforçam para compreender que o mundo é muito mais do que eles conseguem ver materialmente. Além disso, preferem emitir um julgamento com base em uma visão estreita e reduzida. A bruxa é o ser maligno, é aquele que precisa ser retirado do contato com outras pessoas. Mas, a bruxa é a única pessoa com um nível de conhecimento suficiente para saber o que fazer com a ameaça. Mesmo em uma história que remete a uma pitada de ficção científica, Igarashi nos mostra o quanto o ser humano ainda não está preparado para uma evolução subsequente.


A última história grande (tem mais uma curtinha no final) se chama Ladra de Canções e lida com o caráter mais manipulador da figura da bruxa. Hinata é uma estudante insatisfeita com sua vida tediosa e rouba um envelope com o dinheiro de uma excursão de sua escola. Ela leva o seu vizinho junto consigo com quem ela tem uma quedinha e juntos eles embarcam em um navio sem um rumo definido para eles. Durante a viagem, Hinata conhece uma estranha garota chamada Chitaru com quem ela desenvolve uma certa afinidade. Em suas conversas, Hinata descobre um novo tipo de prazer apreciando o poder dos elementos tocando em seu corpo e se tornando uma só com a terra. Depois de abrir sua percepção para um novo universo, Hinata está preparada para finalmente aceitar a si mesma. Mas, para isso ela precisa fazer uma última viagem a uma pequena ilha onde Chitaru diz ser possível escutar uma música vinda da natureza como nenhuma outra existente.


Não vou falar tanto da narrativa em suas temáticas porque ela é bem direta, diferente das outras que fazem idas e vindas. Temos um estilo bastante sensorial aqui, com Igarashi se focando em sons e sensações. Trabalhar com o sentido do tato em uma história em quadrinhos é bem complicado, mas o autor conseguiu fazer isso muito bem através de uma sequência de cenas que focam no vento tocando a pele ou na água abaixo dos pés. A personagem se vê envolvida em um mundo maior do que ela, percebendo o quanto ela é insignificante e ao mesmo tempo parte do todo. Ao se entender como parte do todo, parece que seus sentidos se abrem por completo revelando novas nuances para aquilo que a cerca. Se formos pensar a partir de alguma característica da bruxaria em si seria a abertura para o mundo da natureza. E que esta não é boa e nem ruim, mas segue suas próprias regras. Podemos ser abençoados ou amaldiçoados por ela.


Witches é um mangá surpreendente que consegue entregar boas histórias e abordar diferentes aspectos do que significa ser uma bruxa. O autor consegue pegar uma série de influências vindas de todas as partes do mundo para compor algumas histórias diferentes enquanto ressignifica outras. A arte é aquele "ame ou odeie". Isso porque Igarashi usa uma arte bem crua que por vezes incomoda enquanto por outras encanta. Fiquei em um meio termo gostando de algumas e não conseguindo entender outras. No fim, foi uma experiência bastante satisfatória.













Ficha Técnica:


Nome: Witches (vols. 1 e 2)

Autor: Daisuke Igarashi

Editora: Panini

Tradutora: Lídia Ivasa

Número de Páginas: 192 e 208

Ano de Publicação: 2017


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