ficções humanas rodapé.gif

Todos os direitos reservados.

Todo conteúdo de não autoria será

devidamente creditado.

  • Facebook - Círculo Branco
  • Twitter - Círculo Branco
  • YouTube - Círculo Branco
  • Instagram - White Circle

O Ficções Humanas é um blog literário sobre fantasia e ficção científica.

  • Paulo Vinicius

Resenha: "Thor vol. 1 - O Carniceiro dos Deuses" de Jason Aaron e Esad Ribic

Em uma ofensa ao lado de seus companheiros vikings, um jovem Thor encontra um deus assassinado. Ao visitar um planeta distante, o vingador Thor se depara com um povo sem deuses. E no futuro, Thor, o rei de Asgard, é o último asgardiano vivo em uma batalha desesperada pela vida.

Sinopse:


Por todas as eras, deuses estão desaparecendo, seus adoradores mortais deixados no caos. A única esperança desses mundos arruinados é que Thor desvende o sinistro mistério do Carniceiro dos Deuses! No passado distante, o Deus do Trovão descobre uma caverna esquecida que ressoa com os gritos de deuses torturados – e fica chocado em se descobrir entre eles! No presente, Thor segue a trilha sangrenta de deuses assassinados nas profundezas do espaço. E milhares de anos no futuro, o último deus-rei de uma Asgard arruinada trava sua derradeira batalha contra as legiões enlouquecidas do Carniceiro dos Deuses. Enquanto três Thors de três eras correm para deter o Carniceiro, a extensão total de seu terrível esquema assume uma forma aterrorizante!





3 Linhas do Tempo, 1 Inimigo


Jason Aaron é um dos roteiristas mais inovadores dos últimos anos. O que ele faz com o personagem do Thor e seus coadjuvantes é digno de roteiristas que já passaram por ele como o lendário Walt Simonson. A partir de Carniceiro dos Deuses ele consegue criar toda uma nova mitologia para o personagem que, de certa forma, vai afetar todo o universo Marvel. As sementes para isso começam a ser plantadas aqui. E o que vemos é uma forma narrativa criativa e diferente que explora as várias facetas do personagem ao longo de eras.


Logo de cara somos apresentados a um jovem Thor, arrogante e impulsivo, ao lado dos vikings em tempos antigos. O personagem se junta a eles para realizar pilhagens e enfrentar terríveis perigos. A recompensa? Uma boa batalha, uma boa bebida e fogosas mulheres. Ele ainda não porta Mjolnir porque seu pai não entende que ele mereça ter a posse de uma arma mágica. Por esse motivo, ele luta com um machado de combate. Um dia, ele encontra os vestígios de um deus que havia sido morto em condições terríveis. Para a sua cabeça, um deus não podia morrer. E principalmente da forma como isso aconteceu. Ele parte para investigar o que houve e acaba se deparando com um inimigo formidável.


Neste primeiro núcleo narrativo o objetivo é mostrar esse príncipe asgardiano que se porta como um moleque. Ele é apresentado ao que significa o verdadeiro terror. O que vai acontecer a ele naquela caverna vai marcá-lo para sempre e diminuir um pouco a sua arrogância. Ao mesmo tempo vai apresentar ao personagem que existem forças desconhecidas no universo com as quais ele não estará necessariamente equipado para lidar.

O segundo núcleo nos coloca diante do Thor de nosso presente: aquele que integra os Vingadores ao lado do Capitão América e do Homem de Ferro. Ele segue até um planeta para levar chuva a um povo que só conhece a seca por um longo tempo. Ao conversar com um dos habitantes, ele questiona por que os deuses de seu mundo não os ajudaram. Quando o habitante do planeta diz que seus deuses já não respondem há muito tempo, Thor decide investigar. E descobre todo o Panteão assassinado. Sua memória imediatamente o leva até sua juventude e ele desconfia do que possa estar acontecendo aos deuses. Ele segue para investigar outros panteões divinos e tentar encontrar pistas do responsável.


O que é muito legal aqui é como Aaron consegue criar algo novo em cima de décadas de mitologia do personagem. Não só ele cria panteões de deuses muito criativos e variados, ele cria também lugares novos que servem como pontos de contato entre deuses de diferentes lugares. Por exemplo, ele cria a Biblioteca dos Deuses Perdidos onde informações sobre panteões já desaparecidos são reunidas. É engraçado até ver o Thor sendo obrigado a pesquisar e ler tomos de livros em busca de informações, já que o personagem é conhecido por ser apenas um guerreiro que ataca antes e pergunta depois. Mas, esse trecho da narrativa é onde o autor decide fazer a apresentação do maior número de ideias possível. Digamos que seja esse o ponto onde todas as peças do quebra-cabeças começam a fazer sentido.


A parte do Rei Thor é menos explorada. Apenas o vemos em uma Asgard devastada, cercado de inimigos por todos os lados. Pelos desenhos de Ribic podemos identificar algumas coisas: o Mjolnir é ligeiramente diferente e um dos braços do personagem é coberto pela armadura do Destruidor. Então esse é o ponto onde as perguntas são lançadas para nós. Sabemos apenas através dele que se trata do mesmo adversário nos três momentos da vida do Thor. O personagem aparenta estar cansado e exausto de tanta destruição. Não é nem de longe o guerreiro confiante que conhecemos ao lado dos vikings.

Esad Ribic caiu como uma luva como parceiro de Aaron. Seus traços são estonteantes e ele consegue tanto criar cenas de luta incríveis como grandes cenários. Para aqueles que não conhecem o seu trabalho, o traço vai ser estranho a princípio, mas eu o achei ideal para as histórias do Thor. Ele desenha uma cena de combate entre vikings que era absolutamente linda. Pela capa já dá para dizer muito sobre o que ele faz pelo personagem. E olhem as cenas como as do quadro acima. O que eu acho que ele peca um pouco é nas expressões dos personagens. Elas parecem um pouco caricatas e forçadas. Mais para o final deste primeiro volume, o artista parece ter encontrado um meio-termo, mas ainda me incomoda em algumas cenas.


Gosto demais das splash pages que ele produz. Tem uma que ele apresenta um lugar para onde o Thor do presente está indo que possui inúmeros detalhes na imagem. Isso exige muito trabalho e precisão. As cenas de luta são bem coreografadas e algumas delas são animais. Ver o Rei Thor lutando contra uma espécie de cachorros de sombras, massacrando e sendo massacrado por eles é alucinante. E as cenas não parecem nem um pouco estranhas. Enfim, esse é um daqueles quadrinhos cujo arco do roteirista vai se tornar um clássico daqui a alguns anos. Podem ler sem medo porque é de alta qualidade.


Ficha Técnica:


Nome: Thor vol. 1 - O Carniceiro dos Deuses

Autor: Jason Aaron

Artista: Esad Ribic

Editora: Panini Comics

Gênero: Fantasia

Tradutor: ----

Número de Páginas: 128

Ano de Publicação: 2015


Outros Volumes:

Volume 2 - Bomba Divina

Volume 3


Link de compra:

https://amzn.to/2YB0Zho


Tags: #thor #carniceirodosdeuses #jasonaaron #esadribic #paninicomics #marvelcomics #gorr #reithor #dor #destruicao #divino #vinganca #hqs #leiahqs #amohqs #ighqs #ficcoeshumanas