• Paulo Vinicius

Resenha: "There Will Always be a Max" de Michael R. Underwood

King precisa assumir o manto de Max: uma espécie de guerreiro multidimensional que ajuda e inspira outras pessoas em dificuldades. Em sua missão, ele precisa levar um grupo de pessoas até um ponto, sendo seguidos por uma gangue de motoqueiros.

Sinopse:


Falta um herói. As terras devastadas pós-apocalípticas estão sendo varridas com violência e injustiça, e King, um genrenauta, deve aparecer e mostrar precisamente porque Sempre Existe um Max.



Estamos diante de uma narrativa que faz parte de uma série chamada Genrenauts em que guerreiros dimensionais atravessam diferentes mundos para ajudar e inspirar pessoas. A premissa não é nova, mas ela ainda consegue gerar histórias boas e interessantes. Porém, quando alguém coloca um universo literário em uma história curta, esta precisa ser interessante por si só, caso contrário ela é apenas mais uma narrativa. E esse foi o caso aqui.


Aqui temos um homem chamado King que ocupa a função (ou cargo ou papel... sei lá) de Max. Ele é uma espécie de defensor de realidades paralelas. Ele tenta resolver os problemas de pessoas em diferentes mundos. Além de ser um ícone de inspiração para que surjam heróis nestes lugares. King se encontra em uma espécie de mundo desértico pós-apocalíptico onde a água é escassa (vibes de Mad Max). Ele segue com o seu carro pelo deserto quando encontra um grupo de pessoas sendo atacado por uma gangue de motoqueiros chamados Skull Boys. Ele consegue impedir o ataque e agora precisa escoltar essas pessoas até um lugar seguro.


Quando eu disse vibes totais de Mad Max, eu não fui totalmente claro. É muito inspirado na série de filmes. Tirando o aspecto multidimensional da coisa, tem tantos elementos em comum que me incomodou. Das histórias curtas publicada pela Tor.com, este foi disparado o mais fraco com uma narrativa que não te ajuda a compreender o que se passa no universo, por que o protagonista é como é e qual o objetivo de ajudar as pessoas em universos paralelos (porque sim não é resposta). Ou seja, ou a história curta é realmente ruim ou ela depende tanto da série principal que ela não funciona por si só. A minha tendência é acreditar no segundo caso e aí também significa uma falha do autor ao não conseguir descolar sua narrativa de sua série principal. Prejudicou a fruição do leitor que ou pega a série ou ignora as histórias do autor.


Se tem algo positivo na história são as sequências de ação. O autor tem uma ótima mão em criar uma cena dinâmica e orgânica. Parece realmente que eu estou acompanhando o filme com explosões acontecendo, coisas voando e tudo muito tenso. Nada parece confuso. E isso é de fato uma dificuldade para alguns autores: montar uma sequência completa que seja verossímil (dentro da física do mundo criado pelo autor) e emocionante ao mesmo tempo. Tem duas grandes sequências de ação: uma no começo e uma no clímax. Isso faz com que a história pareça uma longa cena de perseguição e combate.


There Will Always Be a Max é uma história que eu não recomendo. Mesmo o autor tendo uma boa mão para cenas de ação e explosões, a história é muito fraca e tem elementos demais em comum com Mad Max. Não me estimulou a ler a série. Pelo contrário: me afastou.

Ficha Técnica:


Nome: There Will Always be a Max

Autor: Michael R. Underwood

Editora: Tor.com

Gênero: Ficção Científica

Número de Páginas: 28

Ano de Publicação: 2016

Avaliação:


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