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  • Foto do escritorPaulo Vinicius

Resenha: "Solitude" de Erick Santos Cardoso

O planeta Eden, o novo lar da humanidade, se tornou alvo de invasores tecnomecânicos. Ao mesmo tempo os membros dessa nova civilização estão sendo afetados por uma estranha doença que mata indiscriminadamente. A única esperança é um grupo de pilotos partirem para uma missão impossível no espaço.


Sinopse:


Em "Solitude", de Erick Santos Cardoso, acompanhamos Axel, um piloto de nave de combate que viaja pelo espaço para a desesperada e infindável missão de derrotar o império biomecânico que invadiu e condenou o planeta Eden, uma jovem colônia humana. Apesar de suas habilidades de batalha serem testadas o tempo todo, seu maior desafio será sobreviver aos fantasmas do passado quando convivia com os companheiros na vida que deixou para trás. Uma homenagem aos shmups, os famosos jogos de video game de navinha.






Fazia tempo que não lia um romance que se passava puramente no espaço sideral e que usava amplamente o combate entre naves. Erick Santos traz todo o seu amor por velhos jogos de nave como Xevious, Starfox, Twinbee, Zaxxon entre tantos outros em uma aventura que envolve um grupo de pilotos enfrentando perigos mortais no espaço. Gosto também de como ele não esconde suas paixões e inspirações e, já disse isso em outras oportunidades, não há mal algum em se inspirar em um filme, uma série, um game ou o que quer que seja. Desde que essa inspiração leve a algo bem pensado, bem escrito. O que é o caso aqui. Não se trata de uma fanfic nem nada do gênero. Existe debates filosóficos bem interessantes sobre individualidade x coletividade, sobre maturidade no amor, sobre a exploração do espaço pela humanidade e o que isso pode custar. Para os fãs de uma boa space opera, isso aqui é o suco puro disso. Apertem os cintos e se preparem para uma longa viagem às vastidões do cosmos para enfrentar inimigos que parecem não ter fim.


Axel é parte de um esquadrão de pilotos chamados de Raposas Espaciais e eles fazem a defesa de Eden, o novo lar da humanidade. Um lar que possui uma vida quase ideal com autômatos cuidando das tarefas principais, as doenças tendo sido quase todas curadas, os seres humanos podendo sido gerados in vitro entre outras coisas. A consciência pode ser dividida com outros através de um dispositivo chamado Omni. Mas, nem tudo são flores. Axel não concorda com essa forma indolente de vida e gosta de sua individualidade. Sem mencionar uma civilização tecnomecânica que ameaça a existência da humanidade. Seus ataques sem fim estão acabando com as defesas planetárias e quando parecia que a humanidade finalmente tinha se livrado dos invasores, uma Doença remanescente parece querer pôr um fim à empreitada deles. Para reverter a situação, Gládio, capitão das Raposas, pensa em um plano ousado e desesperado para destruir a civilização que parece querer destruir a humanidade a todo custo. A Operação Salamandra é um plano suicida em que não se espera que os pilotos voltem... pelo menos não do jeito que eles partiram.


Estamos diante de um bom roteiro escrito por alguém que realmente gosta das inspirações que o ajudaram a escrever o livro. Ele entende a essência das mensagens presentes aqui. A narrativa é em terceira pessoa, pseudo-onisciente, e que vai nos entregar uma mistura adequada entre narração e diálogos. Achei ambos bem equilibrados, embora em alguns momentos eu evitaria aquelas falas de uma linha e substituiria por descrições gestuais. Mas, isso é pêlo em ovo e tem a ver mais com um senso de estética meu. A história inicialmente é contada em um vai e vem entre passado e futuro de forma a apresentar os personagens e seus relacionamentos. É uma ferramenta usada com inteligência para criar um senso de familiaridade entre o leitor e os personagens do esquadrão Raposa. Mesmo que inicialmente a gente fique confuso porque Erick nos coloca no meio da ação, em poucas páginas conseguimos nos situar melhor e a partir daí o processo de aclimatação está bem encaminhado. Meu único problema aqui foi a falta de marcadores temporais em algumas subseções. Algumas delas possuem uma clareza sobre quando estão se passando enquanto outras não. Mais para a segunda parte da história, as alternâncias entre passado e presente são ainda menos claras. A gente não chega a se perder completamente, mas às vezes o fio da meada fica comprometido.

Mesmo tendo um núcleo pequeno de personagens, Erick nos coloca profundamente na vida deles. Seja no triângulo amoroso entre Abelha, Axel e Meadara; na relação entre os gêmeos Lucio e Luciano (Abelha); na responsabilidade de pai de Gládio. Há um bom aproveitamento das páginas onde não há momento perdido em criar histórias sem necessidade. Todas são de alguma forma importantes para o todo. Os problemas sofridos por eles os tornam únicos e fazem sentido dentro da discussão sobre individualidade e coletividade proposta desde o princípio pelo autor. O roteiro vai perpassar pelas histórias deles e quando chegarmos na reta final da história, todos eles terão tido o seu momento ao sol.


O problema central está em duas abordagens sobre coletividade vistas na obra. No mundo de Eden há um pensamento de que as pessoas precisam estar juntas e que isto contribuiria para o desenvolvimento da civilização humana. Só que isso parece tirar um pouco do ato de pensar por si só. Se tudo deve ser feito em conjunto e a solidão não existe mais, o indivíduo acaba sufocado em uma existência onde não há mais a noção do eu. Em uma perspectiva mais extrema, temos uma civilização de máquinas avançadas que já não possuem mais esse senso de si. Elas funcionam em prol de um circuito central que funciona como uma Mãe-Cérebro. São peças em uma grande engrenagem. Axel não concorda com nenhuma das duas visões. Ele se envolver com Meadara foi uma prova disso. Apesar de toda a situação com Opção, o pequeno cachorrinho que morreu da Doença, aquilo estaria fadado a terminar simplesmente porque o personagem é um espírito livre.


Mais adiante temos um momento em que o autor discute o que nos faz indivíduos. Em um determinado momento da história, surge uma tecnologia capaz de refazer todo um indivíduo a partir de seu registro e "imprimi-lo" novamente. O quanto desse novo ser impresso é o mesmo que havia antes? È só a nossa base corpórea que nos torna únicos ou existe mais alguma coisa? A proposta feita por Erick é interessante e já foi questionada por outros autores. Mas, aqui, ele se debruça sobre isso, para deixar no ar a nossa definição sobre alma. O autor deixa para que o leitor tire suas próprias conclusões já que ele não oferece uma resposta clara sobre isso. Os personagens passam por isso várias vezes ao longo do livro até chegar a um ponto em que eles mesmos não se reconhecem mais. Alguns traços permanecem iguais, mas as sucessivas reimpressões causaram erros e falhas na programação, fazendo com que os corpos em um momento futuro talvez já não sejam mais o que eram antes.


Minha crítica vem do excesso de subtramas existentes que acabam não tendo um final satisfatório. Por exemplo, se discute toda a questão de Eden e como a população vive em uma situação quase que meio hedonista. Uma utopia de nascidos e criados que parece ter estagnado diante das ameaças que se colocaram contra eles. Mas, acabamos não sabendo mais o que aconteceu depois com eles. Tem o personagem Gládio que imagino que teria tido um final bem interessante caso fosse o caso. Imaginamos que ele tenha morrido dado a sua condição de saúde, embora tenha toda a história da impressão corporal. Erick pensou em muitos plots interessantes, mas o espaço do livro é mais curto e cobra objetividade do autor. Caso contrário, caímos na armadilha dos cortes de edição. Em um aspecto geral, gosto bastante do livro e foi um prazer ler uma história com essa temática. Fazia muito tempo que não lia um bom livro com combates no espaço. E, sim, me remeteu diretamente a quando eu jogava Starfox. Erick conseguiu emular bem essa sensação de espaço e perigo. Se vocês estão, como eu, buscando um livro nessa vibe, podem ir sem medo.












Ficha Técnica:


Nome: Solitude

Autor: Erick Santos Cardoso

Faz parte da coleção Dragão Mecânico

Editora: Draco

Número de Páginas: 127

Ano de Publicação: 2023



















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Conversa aberta. Uma mensagem lida. Pular para o conteúdo Como usar o Gmail com leitores de tela 2 de 18 Fwd: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br Caixa de entrada Ficções Humanas Anexossex., 14 de out. 13:41 (há 5 dias) para mim Traduzir mensagem Desativar para: inglês ---------- Forwarded message --------- De: Pedro Serrão Date: sex, 14 de out de 2022 13:03 Subject: Re: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br To: Ficções Humanas Olá Paulo Tudo bem? Segue em anexo o código do anúncio para colocar no portal. API Link para seguir a campanha: https://api.clevernt.com/0113f75c-4bd9-11ed-a592-cabfa2a5a2de/ Para implementar a publicidade basta seguir os seguintes passos: 1. copie o código que envio em anexo 2. edite o seu footer 3. procure por 4. cole o código antes do último no final da sua page source. 4. Guarde e verifique a publicidade a funcionar :) Se o website for feito em wordpress, estas são as etapas alternativas: 1. Open dashboard 2. Appearence 3. Editor 4. Theme Footer (footer.php) 5. Search for 6. Paste code before 7. save Pode-me avisar assim que estiver online para eu ver se funciona correctamente? Obrigado! Pedro Serrão escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:42: Combinado! Forte abraço! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:41: Tranquilo. Fico no aguardo aqui até porque tenho que repassar para a designer do site poder inserir o que você pediu. Mas, a gente bateu ideias aqui e concordamos. Em qui, 13 de out de 2022 13:38, Pedro Serrão escreveu: Tudo bem! Vou agora pedir o código e aprovação nas marcas. Assim que tiver envio para você com os passos a seguir, ok? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:36: Boa tarde, Pedro Vimos os dois modelos que você mandou e o do cubo parece ser bem legal. Não é tão invasivo e chega até a ter um visual bacana. Acho que a gente pode trabalhar com ele. O que você acha? Em qui, 13 de out de 2022 13:18, Pedro Serrão escreveu: Opa Paulo Obrigado pela rápida resposta! Eu tenho um Interstitial que penso que é o que está falando (por favor desligue o adblock para conseguir ver): https://demopublish.com/interstitial/ https://demopublish.com/mobilepreview/m_interstitial.html Também temos outros formatos disponíveis em: https://overads.com/#adformats Com qual dos formatos pensaria ser possível avançar? Posso pagar o mesmo que ofereci anteriormente seja qual for o formato No aguardo, Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:15: Boa tarde, Pedro Gostei bastante da proposta e estava consultando a designer do site para ver a viabilidade do anúncio e como ele se encaixa dentro do público alvo. Para não ficar algo estranho dentro do design, o que você acha de o anúncio ser uma janela pop up logo que o visitante abrir o site? O servidor onde o site fica oferece uma espécie de tela de boas vindas. A gente pode testar para ver se fica bom. Atenciosamente Paulo Vinicius Em qui, 13 de out de 2022 12:39, Pedro Serrão escreveu: Olá Paulo Tudo bem? Obrigado pela resposta! O meu nome é Pedro Serrão e trabalho na Overads. Trabalhamos com diversas marcas de apostas desportivas por todo o mundo. Neste momento estamos a anunciar no Brasil a Betano e a bet365. O nosso principal formato aparece sempre no topo da página, mas pode ser fechado de imediato pelo usuário. Este é o formato que pretendo colocar nos seus websites (por favor desligue o adblock para conseguir visualizar o anúncio) : https://demopublish.com/pushdown/ Também pode ver aqui uma campanha de um parceiro meu a decorrer. 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