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O Ficções Humanas é um blog literário sobre fantasia e ficção científica.

  • Paulo Vinicius

Resenha: "Silo" (Silo vol. 1) de Hugh Howey

Após uma terrível catástrofe, a humanidade foi obrigada a viver em um silo. Estes parecem ser os últimos remanescentes do que um dia foi uma civilização próspera. O Silo tem regras e ninguém está isento delas. Mas, vamos ver que as coisas são um pouco diferentes do que os moradores do Silo imaginavam.




Sinopse: Em uma paisagem destruída e hostil, num futuro ao qual poucos tiveram o azar de sobreviver, uma comunidade resiste confinada em um gigantesco silo subterrneo. Lá dentro, mulheres e homens vivem enclausurados, sob regulamentos estritos, cercados por segredos e mentiras.


Para continuar ali, eles precisam seguir as regras, mas há quem se recuse a fazer isso. Essas pessoas são as que ousam sonhar e ter esperança, e que contagiam os outros com seu otimismo. Um crime cuja punição é simples e mortal. Elas são levadas para o lado de fora. Juliette é uma dessas pessoas. E talvez seja a última.



Vou abrir um parênteses inicial sobre Silo porque a maneira como a história foi concebida é notável. Silo é uma obra formada por cinco livros. Hugh Howey publicou os primeiros livros de maneira independente em formato digital. O sucesso foi tão grande que uma editora fez o possível para conseguir os direitos de publicação. Entretanto, o autor manteve os direitos sobre a publicação de Silo no formato de e-book. Esta é a história de um dos mais bem-sucedidos autores a publicar primeiro em um meio digital de forma independente.

Após uma catástrofe que causou a devastação da Terra, um grupo de pessoas passa a habitar um silo subterrâneo porque o ar da superfície se tornou venenoso demais para nossos pulmões. Esse silo tem quilômetros de profundidade com mais de uma centena de andares indo em direção ao solo. Cada andar tem algum uso seja para plantação de verduras hidropônicas, os andares da mecânica que regulam a passagem de ar e a obtenção de petróleo ou os andares da Informática onde os sistemas eletrônicos são regulados. Trata-se de uma sociedade muito bem regulada e com leis estritas. As pessoas só podem ter filhos caso ganhem em uma loteria que ocorre de tempos em tempos. É proibido dizer que deseja sair para superfície. Os infratores são punidos com a limpeza. São obrigados a vestir uma roupa térmica e ir à superfície para limpar as lentes que observam o mundo lá fora. Só que essa é uma viagem sem volta já que aqueles que deixam o silo acabam morrendo depois de algum tempo.

É uma sociedade tensa: focos de revoltas surgem quando as pessoas passam a ansiar cada vez mais deixar o silo. Estes sentimentos são contidos através da limpeza que faz com que os ânimos se aliviem temporariamente. Mas, muitos segredos existem nos andares do silo. Principalmente entre os membros da Informática. A história começará a se mover quando o xerife Holston decide ir para a limpeza de boa vontade misteriosamente. A prefeita Jahns precisará encontrar uma nova pessoa para substituir Holston. E seu eterno companheiro Marnes dará a ela uma indicação bem exótica: a mecânica Jules que vive nos andares mais inferiores do silo.




É preciso estabelecer logo de cara que os dois primeiros livros são bem diferentes dos três últimos. O primeiro livro é dedicado à compreensão do funcionamento desta distopia. Os olhos de Holston vão nos guiar pela claustrofobia que é a vida dentro do silo e como alguns segredos podem ser mortais. Até o título deste livro sugere esta abordagem. Já no segundo livro observamos o silo pelos olhos da prefeita Jahns. Ela decide ir visitar pessoalmente a sua candidata para substituir Holston. Com isso somos guiados por um tour pelos vários andares do silo conhecendo o cotidiano destas pessoas. A protagonista só assume no terceiro livro. Jules é uma protagonista curiosa e metódica colocada no cargo de xerife. Mas, alguns acontecimentos a seguir vão colocá-la em situações além de seu alcance de resolução.

A ambientação é muito boa. A gente se sente sufocado dentro do silo sem saber o que fazer para escapar daquilo. O leitor se sente observado a todo momento quando uma palavra pode decretar o fim de tudo. O autor constrói muito bem sua ambientação mantendo esta sensação de prisão e afogamento do começo ao fim. Em alguns capítulos do livro a gente quer que Jules desista e siga aquelas malditas regras estúpidas simplesmente porque não desejamos mais mortes. O quarto livro talvez tenha sido o menos interessante quando o autor pisa um pouco no freio e passa a empilhar as ações para desembocar no último ato.

Silo foi uma grata surpresa para mim. Estava na minha estante a algum tempo, mas acabava sempre ficando para depois diante de outras leituras mais ansiadas. Se toda a trajetória do autor já não fosse louvável, sua história é envolvente e os personagens são bem construídos. Já quero ler a continuação o quanto antes.




Ficha Técnica:


Nome: Silo

Autor: Hugh Howey

Série: Silo vol. 1

Editora: Intrínseca

Gênero: Ficção Científica

Tradutor: Edmundo Barreiros

Número de Páginas: 512

Ano de Publicação: 2014


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