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Resenha: "Samurai 7" de Mizutaka Suhou adaptado de Akira Kurosawa

Nessa adaptação scifi de Os 7 Samurais, o jovem Katsushiro aceita a missão de proteger uma vila de agricultores do ataque de nobuseris, samurais bandoleiros. Para isso, ele terá de encontrar mais seis companheiros para ajudá-lo nesta difícil tarefa.


Sinopse:


Adaptação do filme Os Sete Samurais de Akira Kurosawa, o mangá de Mizutaka Suhou atualiza a história contada pelo cineasta. Numa época em que a humanidade havia migrado para outros planetas do Sistema Solar, uma guerra espacial dividiu a atmosfera da Terra em duas. O longo conflito devastou vários territórios da face do planeta e máquinas de massacre destruíam tudo por onde passavam. E na linha de frente, havia homens que enfrentavam os armamentos móveis valendo-se apenas de seu próprio corpo e de espadas chamadas Katana Antitanque. Temidos, as pessoas os chamavam de Samurais.






O clássico filme de Akira Kurosawa já teve inúmeras adaptações antes. Uma história sobre samurais que se unem para defender pessoas oprimidas por bandidos. Uma epopeia que versa sobre a coragem e a bravura. Mas, a adaptação de Mizutaka Suhou é, no mínimo, diferente. Na história, somos colocados em um mundo futurista que passou por uma guerra entre máquinas e samurais armados com katanas antitanque. Depois de devastar boa parte do planeta, restou um planeta marcado pela guerra onde as pessoas sofrem com um difícil cotidiano. Mas, o fim da guerra fez com que os samurais que restaram se tornassem pessoas indesejadas, tamanha a devastação deixada para trás. Alguns se tornaram bandoleiros chamados nobuseri e outros buscam emprestar sua espada aqueles que desejam sua força. Katsushiro é um garoto que deseja se tornar um samurai e segue à cidade armado com sua katana antitanque. Chegando à cidade, o garoto anseia pela aventura e encontra Kirara, uma sacerdotisa de uma pequena cidade que está em busca de um samurai para defender sua cidade do ataque de uma gangue nobuseri. Katsushiro se prontifica a ajudar, mas logo sua inexperiência mostra o quanto ele está despreparado para isso. Ele e Kirara seguem em busca de samurais que aceitem ajudar os agricultores. É então que eles irão encontrar outros seis indivíduos, cada um com suas histórias e motivações. O próximo palco será a vila sitiada pelos nobuseri.


O roteiro é bem baseado em Os Sete Samurais, mas Suhou toma algumas liberdades e cria uma história que, mesmo dramática consegue ser leve em determinados momentos. Por ser uma narrativa fechada em dois volumes, o autor acaba sendo bem direto nas apresentações dos personagens e eles rapidamente são envolvidos na missão. Suhou consegue dar a cada um dos sete samurais boas motivações, embora ache que alguns dos personagens possuem menos tempo de cena e isso acaba os tornando secundários frente a outros. Já tinha assistido a outras versões e mesmo com a limitação de tempo, se dava espaço para trabalhar as histórias dos demais personagens. Apesar de a história ser bem divertida, ela demora a engrenar e no final achei um pouco confusa, mantendo os pontos de Kurosawa. A estrutura do enredo segue o modelo cinematográfico com introdução, desenvolvimento e conclusão. No primeiro momento, temos a apresentação dos personagens; no desenvolvimento, a chegada na vila e a preparação para o combate com os nobuseri; e a conclusão é quando acontece o confronto e a resolução da questão.


No caso da arte do mangá, Suhou tem um estilo típico de mangás shounen, com um emprego vasto de linhas de ação, cenas dinâmicas e confrontos emocionantes. Embora estas cenas sejam até bem construídas, as achei mal coreografadas. Alguns momentos são confusos em que não entendemos exatamente o que o personagem fez ou deixou de fazer. Pensar cenas de ação é sempre um trabalho complicado porque elas precisam fazer sentido para o leitor. Serem possíveis de ser imaginadas, de uma forma coerente, pelos leitores. Não importa se o personagem usa uma magia, salta dez metros, voa, dá um golpe bizarro de kung fu. O leitor/espectador precisa conseguir imaginar o que o personagem está fazendo. Já o design de personagens é comum demais. Não vi nada que me chamasse muita atenção, tanto que a aparência do protagonista é bastante genérica. Os robôs são meio estranhos, sendo que os comuns chegam a ter uma aparência até meio cômica. Já os raidens são quase como mechas, ou seja, robôs grandes com armas de fogo e espadas estranhas. No geral, não curti muito esse design.


Podemos começar falando a respeito da própria ideia do que é um samurai e do que ele representa. O protagonista é um garoto que apenas tinha uma dessas katanas especiais do mangá em sua casa e decide fugir de lá para viver aventuras. Ele ficou impressionado com um samurai que frequentava sua casa e associou a figura do personagem à noção de dever. Katsushiro tem uma visão bem ingênua sobre o papel do samurai frente à população. Em um mundo marcado pela guerra e os sobreviventes dela serem mal vistos pela população, os samurais ficaram sem ter o que fazer nessa nova conjuntura. São homens que só conheciam o campo de batalha e a matança; ao voltar para casa, não há uma guerra a ser lutada e eles tem dificuldade em se adaptar à paz. Por isso é que alguns deles acabam se voltando para se tornarem bandoleiros, vivendo de saques a pequenas vilas. Sem falar que nem todos os samurais eram bem capacitados, pelo menos não como os sete samurais que fazem parte da história. Essa realidade complicada nós vemos no começo da narrativa em que a maioria dos samurais age como se fosse abusadores. Katsushiro entende que o papel do samurai é ajudar aqueles que tem necessidade. Só que essa decisão austera não é uma escolha de muitos. Por isso é que Kambei desconsidera em um primeiro momento o pedido de Kirara e de Katsushiro.


Por outro lado, essa é uma narrativa que fala muito de coragem e bravura. A coragem no sentido de defender os seus ideais mesmo diante de obstáculos aparentemente impossíveis. Vamos pensar no caso do Katsushiro: ele só se empolgou com a ideia de se tornar um samurai. Não tinha qualquer experiência em manejar uma espada ou enfrentar inimigos. Quando ele percebe o que significa entrar em uma batalha, entende o que representa manejar uma espada. Ou matar um inimigo. Ter a coragem para se manter firme em sua decisão e perceber que a sua vida pode se encerrar ali naquele momento não é para qualquer um. Em vários momentos, o personagem titubeia diante do perigo, mas seu espírito inocente o coloca seguindo em frente. Por outro lado somos colocados diante de uma vila assediada por bandoleiros. E os moradores da vila são pessoas pacíficas, agricultores que passam seus dias plantando arroz, cuidando do gado e buscando sobreviver mesmo diante de situações bastante adversas. E é normal eles não desejarem enfrentar pessoas perigosas. Não conhecem a violência. Por esse motivo um certo momento da narrativa é absolutamente natural. Mas, quando Kikuchiyo fala palavras fortes sobre defender aquilo que eles produzem porque representa a vida, é que isso toca no coração dos agricultores.


O mangá é uma história curtinha e divertida que adapta um clássico de Akira Kurosawa em uma outra roupagem. A imagem da ficção científica ficou meio estranha na narrativa e acho que faltou o autor desenvolver melhor o mundo onde ela se passa. Tirando os mechas, achei que ela poderia ter se passado em um ambiente medieval sem qualquer prejuízo à forma como a história era contada. Quando você consegue transportar uma história para outro cenário sem se importar com o mundo em que ela se passa, as bases da narrativa estão frágeis. A arte está bem genérica, sendo que não vai atrapalhar muito na diversão. Só faltou um cuidado maior com a construção das cenas de ação, já que o mangá é direcionado a isso. Algumas cenas são confusas e não fazem sentido quando as imaginamos acontecendo.











Ficha Técnica:


Nome: Samurai 7

Autor: Mizutaka Suhou

Adaptado de Os Sete Samurais, de Akira Kurosawa

Editora: JBC

Tradutor: Jae H.W.

Número de Páginas: 200 (volume 1) e 216 (volume 2)

Ano de Publicação: 2017


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