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  • Foto do escritorPaulo Vinicius

Resenha: "Mental Diplopia" de Julianna Baggott

A dispersão de um vírus mortal que causa estranhos flashes do passado causa a derrocada da humanidade. Nossos personagens fazem parte desse lento declínio e revelam seus sentimentos durante todo o processo.



Sinopse:


Parece que uma nova e estranha doença está se espalhando pelo mundo inteiro. Pessoas estão ficando presas no passado em memórias que são, na maior parte, felizes. Eles estão caminhando na linha que separa o agora e o então. Embora a doença termine matando o infectado, estes parecem ir de vontade própria. A epidemiologista busca respostas para este mistério viral enquanto se apaixona e ainda assim tenta não ser infectada.





Quem diria que um romance de 2017 poderia falar sobre epidemias e conversar um pouco com os dias atuais? Será que Julianna Baggott pensaria tão à frente assim? A verdade é que narrativas sobre epidemias vão se tornar uma constante nos próximos anos à medida em que pensamos sobre os vários aspectos que cercam uma doença. Tratando de uma doença mortal, a autora consegue nos trazer o tema com tamanha sutileza e elegância que salta os olhos. Somos colocados diante de um casal de epidemiologistas que acabam descobrindo o amor durante uma pandemia mortal. A protagonista busca respostas sobre a cura e a dispersão da doença. No começo ela só deseja buscar a origem da doença, traçando de onde veio a paciente zero, uma senhora que mostra os primeiros sintomas da mesma. A doença em si faz com que o infectado comece a enxergar cenas do passado de forma sólida, como se tivesse sido transportado para lá ao mesmo tempo em que existe no presente. É a própria percepção do que é real aquilo que é afetado. Com o tempo eles morrem subitamente.


Consigo entender este romance a partir de dois momentos: o inicial onde o drama da doença se espalha e as pessoas precisam conviver com a ameaça iminente e o momento em que se descobre quem difundiu a doença. A primeira parte eu achei genial onde a autora trabalha o sentimento de impotência dos seres humanos diante de uma doença fatal e que se espalha rápido demais. O desespero é latente nas páginas. Já a segunda parte me deixou um pouco frustrado. A ideia de ter alguém responsável pela difusão sendo revelado, do jeito que foi e de quem se trata eu achei meio estranho. Quebrou o ritmo da história. Esse é aquele tipo de conto em que as respostas não são tão importantes. A ideia mesmo era trabalhar os sentimentos das pessoas envolvidas no núcleo recortado pela autora. Por essa razão eu achei a solução encontrada estranha e fora de sincronia.


Temos um caso de amor acontecendo durante a narrativa. A protagonista, uma epidemiologista, acaba se apaixonando pelo seu colega. A relação entre eles é fartamente explorada pela autora, desde o momento em que um se encontra no outro até quando o amor entre os dois se torna a única boia de salvação em um mundo que já declinou. Amar um ao outro se torna essa salvação e um fardo simultaneamente. O desfecho se torna previsível no final, mas é aquele previsível que te toca no fundo do coração. Quando você sabe como as coisas vão terminar e mesmo assim é emocionante ver como a história fecha suas cortinas.


Outro tema trabalhado é o mito do eterno retorno, algo saído dos livros do estudioso de religião comparada Mircea Eliade. Em sua formulação, ele aponta que algumas religiões trabalham com a ideia de que o ser humano é cíclico. E que nossas histórias se repetem geração após geração até concluirmos nosso papel no mundo terreno. Na narrativa, a ideia do eterno retorno tem a ver com algum momento do passado que foi marcante para o personagem. A doença faz com que o infectado seja transportado para algum momento definidor. E esse momento pode ser algo positivo ou negativo. É só algo que serviu para formar o caráter da pessoa. Ao vivenciar esse momento, é como se o infectado fizesse as pazes com um passado reprimido e conseguisse alcançar a iluminação. Julianna Baggott bebe bastante de religiões orientais e insere isso de forma genial em uma narrativa de ficção científica.










Ficha Técnica:


Nome: Mental Diplopia

Autora: Julianna Baggott

Editora: Tor.com

Número de Páginas: 31

Ano de Publicação: 2017


Avaliação:



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