• Diego Araujo

Resenha: "As Crias de Hastur" (A Irmandade do Olho do Corvo vol. 1) de A.Z. Cordenonsi

O primeiro volume da série a Irmandade do Olho do Corvo apresenta o protagonista conhecido apenas como Padre em sua descoberta à Irmandade que caça criaturas oriundas das histórias de H. P. Lovecraft, tendo o apoio do próprio filho adotivo do escritor.


Sinopse:


Em um mundo que tenta desesperadamente esquecer os horrores da segunda Grande Guerra, forças ocultas na escuridão traçam planos para homens e monstros. E a capital do novo mundo que se descortina das chamas da guerra se tornará o palco de uma batalha pela alma da humanidade. Recém chegado da Europa devastada, o Padre é um sujeito que viu mais do que gostaria do que o sobrenatural tem a oferecer e que ganha a vida lavando pratos ou lutando contra demônios, o que acontecer primeiro. Solitário e irritadiço, ele é obrigado a se reunir a um grupo nada amistoso quando eventos místicos fogem ao seu entendimento. Armado com duas pistolas FN 1910, uma katana e uma batina arruinada, o Padre vai precisar enfrentar os submundos de Manhattam se quiser sobreviver. Reunidos pela implacável Madame Dyer, ele se junta à jovem engenheira Cláudia Tesla, a um Golem com tendências suicidas, ao arquivista Abdul Alhazred, a imortal assassina Princesa Moura e à Humphrey Lovecraft, um garoto assustadiço que assumiu o manto místico do pai após a sua morte. E quando a principal feiticeira de Chinatown é encontrada à beira da morte, eles são obrigados a deixar as diferenças de lado para impedir que um demônio ancestral invada as ruas da cidade. Eles podem não ser os heróis que o mundo quer, mas, com certeza, são os heróis que o mundo precisa.






Há muitos segredos nos lados sombrios do mundo e é melhor que eles fiquem lá, embora exista algo ainda pior e adormecido, inacessível inclusive a quem mexe com o obscuro, até vir a hora de despertar. Parte da humanidade se dedica a enfrentar tais seres com o que tem, de recursos surpreendentes e mesmo assim limitados perante as criaturas impossíveis de ser compreendidas, mas capazes de ameaçar a vida da Terra. As Crias de Hastur é o primeiro tomo sobre as histórias da Irmandade do Olho do Corvo protagonizadas pelo Padre. Escrito por A. Z. Cordenonsi e publicado pela Avec Editora em 2021, é uma aventura sobre o caçador do sobrenatural em busca da verdadeira ameaça das entidades cósmicas.


“A burrice ainda é a maior fonte de dor de cabeça para os que enfrentam o oculto.”

O Padre assumiu esta identidade mesmo depois de ser excomungado pela administração católica, atuando desde sempre na caçada a seres sobrenaturais, como vampiros, bruxas e demônios. Foi convocado pela responsável de um grupo secreto, a Irmandade do Olho do Corvo, disfarçando a curiosidade com o cinismo acerca do título desta sociedade secreta. Muitas surpresas aguardam ao falar com a responsável pela Irmandade, a Madame Dyers, por ela querer que o Padre enfrente criaturas muito mais perigosas do que as que ele já lidou. Dyers surpreende por também sugerir a ele, ciente da existência da Irmandade somente a partir daquele momento, de o tornar seu substituto a liderar um grupo de pessoas peculiares: o Golem imortal, uma princesa moura armada de magia e duas cimitarras mortais, e o filho adotivo de H. P. Lovecraft.


“Os demônios eram ruins por causa da sua própria natureza, mas os humanos não ficavam muito atrás.”

O primeiro tomo consiste em duas partes, não necessariamente marcadas de tal forma, mas visíveis no enredo. A primeira introduz o protagonista da história, a Irmandade e seus membros peculiares, para depois se concentrar na missão de estreia do Padre como líder da mesma. Esta seria a de salvar uma importante aliada chinesa, residente em Chinatown, e dali o Padre não só conheceria — ou melhor dizer, estranharia — a cultura desses imigrantes, mas também o tipo de criatura que jamais lutou e Lovecraft tinha conhecimento por meio dos textos do pai. A narrativa é objetiva quanto a essas duas partes, deixando apenas pistas sobre assuntos dos próximos tomos desta série de Cordenonsi, entre elas a identidade do Padre e a intriga com o próprio pai desabafada desde o começo da história.


Desta aventura linear, há a jornada comum entre encontros de possíveis aliados e confrontos sucessivos, com a personalidade do Padre exaltando observações cínicas a todo momento, inclusive em notas de rodapé presentes no livro, o que tira a fluidez da leitura da história para observar aquela anedota humorística do protagonista ou por vezes conferir uma nota do próprio autor. Talvez agrade certos leitores em ter esta dinâmica, apesar deste recurso poder estar presente na narrativa, sem ter de alternar a atenção do leitor para as notas.


A Irmandade do Olho do Corvo — Tomo 1: As Crias de Hastur é uma aventura direta e agradável de ler, de escrita leve e enredo simples, entregando o que se propõe além de servir como introdução a muitos elementos presentes na história e serão exploradas nos próximos tomos. Esta aventura poderia muito bem ser adaptada em HQ, se o autor já a escreveu com isso em mente ou não, há esta oportunidade de mostrar aos leitores seus personagens em ação, dando forma ao que descreveu nas cenas de ação presentes no livro.











Ficha Técnica:


Nome: As Crias de Hastur

Autor: A.Z. Cordenonsi

Série: A Irmandade do Olho do Corvo vol. 1

Editora: Avec

Número de Páginas: 120

Ano de Publicação: 2021


*Material enviado em parceria com a Avec Editora


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