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O início do mês de outubro nos trouxe a notícia de que a livraria Saraiva pediu sua autofalência junto aos órgãos competentes. Foi o fim de um longo processo de deterioração que já vinha de anos. O que isso significa? Por que aconteceu? O que o futuro nos guarda?


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No último dia 06 de outubro, enquanto viajava para Porto Alegre para um evento de literatura, e bastante empolgado para discutir sobre livros e conhecer novos autores e saber dos próximos projetos de editoras de fora do eixo Rio-São Paulo me deparo com a notícia de que a Saraiva havia entrado com um processo de autofalência. Isso foi uma pá de cal em anos de sofrimento que a Saraiva estava passando, precisando fechar lojas, demitir funcionários, reduzir custos. Foi um daqueles momentos em que tudo o que conhecemos sobre o mercado editorial entra em perspectiva e as projeções mais pessimistas são aquelas que são verdadeiras. Embora soubesse que isso era o que iria acontecer, sempre torci para que houvesse uma volta por cima, uma virada de jogo. E quem acompanha de perto o assunto sabe que tudo o que aconteceu para os donos da Saraiva e da livraria Cultura, outra que entrou nessa espiral devastadora esse ano, são fruto de suas próprias escolhas ruins.


O processo de autofalência é um pouco diferente dos demais processos nos quais a Saraiva estava envolvida. A recuperação judicial é um processo em que a empresa pede apoio ao Ministério Público para sanar suas contas: autorizar empréstimos com mais agilidade, esticar prazos de pagamentos de dívidas, melhores condições de pagamento e garantias aos credores. O processo de falência que foi pedido pelo Ministério Público engloba o confisco de bens para pagamentos de dívidas, o congelamento de contas. Já a autofalência é quando a empresa assume que não é capaz de honrar suas dívidas e inicia-se um processo de verificação de valores de bens e serviços com o objetivo de buscar sanar o máximo possível das dívidas angariadas. Isso envolve também a devolução de produtos às editoras e demais empresas. A cena que vimos há alguns meses de caixas sendo retiradas de dentro da livraria Cultura no Conjunto Nacional é semelhante ao que é visto aqui com a Saraiva. É o fechamento total das atividades. Ainda restavam sete lojas espalhadas por algumas cidades que também foram fechadas. A Saraiva até ensaiou iniciar vendas unicamente pelo site, mas diante de um leviatã como a Amazon se torna inviável a menos que as vendas sejam muito agressivas, algo que a livraria não poderia se dar ao luxo.


Essa é uma crise que estamos cantando desde 2016 quando a curva de prejuízos e atrasos de pagamentos se tornou mais e mais aguda. Tanto a Saraiva como a Cultura usavam do expediente das vendas consignadas. Isso nada mais é do que uma compra feita junto às editoras com o acordo de que os valores de venda seriam entregues em um prazo entre 45 a 90 dias. Esse sempre foi o estilo de comunicação entre editoras e livrarias e posso até dizer que algumas ainda empregam esse modelo até hoje. Só como observação, a Amazon compra, de fato, os produtos. Ela consegue descontos agressivos junto às editoras entre 45 e 60% do valor de venda para livrarias (que é menor do que o valor que nós pagamos no preço de capa) muito por causa do seu domínio no e-commerce na atualidade. Por esse motivo que a Amazon pode colocar descontos mais agressivos porque o produto já pertence a ela. Não só isso como é frequente a empresa causar o próprio prejuízo para destruir a concorrência. Quando a Amazon começou suas atividades no Brasil, Saraiva e Cultura até tentaram equiparar os descontos praticados pela empresa de Jeff Bezos, mas com o passar do tempo praticar preços tão baixos prejudicou imensamente as atividades da livraria. Outro agravante foi que o Brasil entrou em um processo de crises econômicas sucessivas das quais só estamos saindo agora com boas expectativas de crescimento. Crise essa que prejudicou editoras, distribuidores, gráficas, editoras. Todo o mercado de livros entrou no freezer por vários anos.


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A partir deste cenário a Saraiva passou a atrasar o pagamento das editoras que contavam com o faturamento destas vendas consignadas para manterem o funcionamento de sua máquina. Até hoje muitas editoras não receberam completamente o que Saraiva e Cultura passaram a ficar devendo ao longo de vários anos desta doença terminal que levou ao seu fim. Editoras pequenas faliram por causa do calote dado por ambas as livrarias. Para que vocês tenham uma ideia, a dívida da Saraiva com a Companhia das Letras chegou na casa de mais de meio milhão de reais, um valor inacreditável de calote. Se Saraiva causou isso, a Cultura não ficou atrás devendo centenas de milhares de reais a vários parceiros. Esse efeito cascata atingiu todo o processo editorial. E isso só se deu porque o brasileiro perdeu poder aquisitivo durante o governo Temer. Muitas famílias precisaram realizar corte de gastos para poderem manter seu padrão de vida. Óbvio que o setor onde as famílias realizavam o corte sem medo era no de cultura. Compra de livros, passeios a museus, ida a teatros e cinemas. É uma reação natural e esperada. Entramos em modo sobrevivência. Saraiva e Cultura permaneceram presas a um modelo comercial inócuo e que renderia prejuízos a médio prazo.


Entre 2016 e 2020 houve um equilíbrio tênue entre editoras e livrarias. Isso porque as livrarias de rua ainda representavam quase 70% das vendas de editoras. Então por mais que os donos de editoras tivessem problemas na cadeia de vendas e já considerassem uma parte do valor dos consignados entre os prejuízos, não havia outra saída possível. Só que a Amazon foi tomando o espaço lentamente ao longo dos anos. O que começou como 5% do mercado, hoje já se tornou quase 60%. Ela inverteu a equação. Acho até que esse percentual deve ser maior porque a empresa tem um alcance quase nacional, sendo que pouquíssimos são os lugares onde a Amazon não entrega. Sem mencionar a velocidade de entrega que é bem rápida salvo em regiões historicamente menos favorecidas pelos e-commerces como o Norte e o Nordeste. Mesmo assim, a Amazon investiu em centros de distribuição espalhados pelo país e foi tomando o mercado sem que Saraiva e Cultura esboçassem nenhuma reação efetiva. Quando veio a pandemia, ambas as editoras já estavam no processo de recuperação judicial, mas tinham feito projeções audaciosas e combinaram de pagar as dívidas com as editoras em prazos bizarros de 10 a 15 anos. Só que a pandemia fechou a tampa do caixão, impedindo lojas de rua de estarem abertas. Ou se estivessem, teriam um baixo número de clientes. A possibilidade de falir deixa de ser uma possibilidade e passa a ser uma realidade. Até que chegamos aonde estamos hoje no final de 2023 com as duas grandes megastores fechando suas portas de vez.


Esse modelo de megastore já não é mais tão atraente quanto foi outrora. A transformação das livrarias em espaços maiores, mais aconchegantes, visando estimular ao máximo os hábitos de consumo dos brasileiros apagou as livrarias menores, mais atraentes e com atendentes mais especializados. Quando alguém chegava em uma dessas duas livrarias, os atendentes eram meramente atendentes... não conheciam os livros, não sabiam dar indicações. Salvo em raros espaços como algumas lojas da Cultura inicialmente em que os atendentes eram leitores também, mas na maior parte dos casos isso não era verdade. Sem mencionar os casos de abusos a direitos trabalhistas denunciados dentro do espaço da Cultura nos anos finais. O modelo do consumidor de livros mudou com o passar dos anos. Se formos pensar com calma, se alguém deseja preços baratos ou promoções malucas, vai procurar a Amazon. E isso porque o e-commerce nem oferece mais descontos tão agressivos já que destruiu a concorrência. É fato que o leitor hoje quer uma curadoria diante de tantos bons materiais que se vê por aí todos os meses. Ele quer alguém que entenda os seus gostos e consiga dizer que outros livros se aproximam do que ele curte. É uma mudança de paradigma, mas é algo que remonta a tempos passados às boas livrarias de bairro, ao Círculo do Livro e tantas outras iniciativas. Oras, as malas surpresas (TAG, Turista Literário, Clube Andarilhos) nada mais são do que atualizações do Círculo do Livro.


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O grupo Leitura se prontificou a ocupar os espaços deixados pela Saraiva. Até já adquiriu alguns dos espaços deixados por ela. Só que a Leitura é um pouco diferente da Saraiva no sentido de que ela é mais uma papelaria do que uma livraria. Quem a frequenta já percebeu que ela vem se dedicado a proporcionar tardes de autógrafo, hospeda clubes de leitura e até tenta dar um diferencial. Mas, no fundo, ainda é uma megastore. E não é por aí que a solução se apresenta. Uma megastore é boa para aquele cliente ocasional que está aguardando uma sessão de cinema ou está passeando com a família e acaba comprando "sem querer" um livro. E não é assim que uma livraria vai segurar seus custos. A Leitura até é mais responsável em seus custos, mas não é o que Cultura e Saraiva foram com seus grandes projetos. Por exemplo, o Conjunto Nacional ainda não foi ocupado (até hoje, outubro de 2023, data em que escrevo esta matéria). Era um espaço fabuloso, voltado realmente para a apreciação do leitor e a valorização do hábito de leitura. Só que é um espaço caro, em uma área nobre da cidade de São Paulo. Os custos de aluguel e manutenção são altíssimos. Alguns cidadãos interessados pediram à prefeitura que tombasse o espaço ou transformasse em um espaço cultural financiado pelo poder público.


Nos últimos anos vimos as livrarias de bairro e lugares temáticos ganharem espaço diante das megastores. Podemos citar os exemplos da livraria da Lote 41 voltada para os materiais da editora e de outras independentes; uma livraria voltada para materiais feministas; a loja Monstra que se especializa em quadrinhos, mas que possui toda uma arquitetura atrativa. São essas ideias fora da caixa que vão render o retorno de leitores aos espaços físicos. É repensar como entender o consumo de livros. É administrar um negócio de maneira consciente e coerente. Compreender a realidade do país e se adequar a ela, sem exageros. Sou fã de livrarias físicas desde criança. Cansei de frequentar a Saraiva da Rua do Ouvidor, no centro do Rio de Janeiro e a livraria Cultura no velho Teatro na rua Senador Dantas. Eram os meus refúgios na época em que trabalhava no comércio e precisava de um respiro para recuperar minhas baterias. Sentava nos confortáveis sofás e passava horas apreciando livros, lendo trechos e comprando o que me agradasse. Desejo que as novas gerações tenham essa experiência, mas de uma forma atualizada e contemporânea. Torço para que o fim das duas livrarias sirva de lição para empresários incautos e que tenhamos mais responsabilidade com o público que frequenta esses espaços.


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Dante D'Augustine se tornou um escritor muito famoso em uma Porto Alegre alternativa com suas intrigantes histórias de mistério e investigação. Tornou um gênero de histórias considerado popular demais para as grandes mentes em um sucesso. Mas, seu sucesso irá atrair um grupo estranhos de homens poderosos. Só que Dante também esconde segredos.


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De todas as obras que li do Eneias Tavares, essa é aquela que mais transborda a personalidade do próprio autor. Sua personalidade e alguns de seus questionamentos como pessoa. Aliás, convido os leitores a prestarem atenção sempre nas notas deixadas pelos autores quando eles a colocam porque fala de onde veio a faísca que os inspirou a escrever alguma história. Nessa temos o personagem Dante D'Augustine, um dos vários que fazem parte da série Steampunk Brasiliana, um universo que o Eneias criou e tem tanto carinho, um escritor que obteve um enorme sucesso ao escrever suas ficções de polpa, um gênero considerado pelos eruditos de sua época como inferior e indigno de nota, mas que conquistou os corações dos leitores. E Dante está se preparando para uma nova etapa em sua vida quando precisará fazer uma revelação que surpreenderá seus fãs. Entre decisões tomadas, uma roda boêmia com seus companheiros e seu amado Louison e os louros futuros, Dante recebe um convite inusitado de um velho e preconceituoso aristocrata da tradicional sociedade porto-alegrense. Ao mesmo tempo, estranhos relatos de prostitutas e mulheres desaparecendo misteriosamente tomam a capital sulista e o instinto de Dante parece lhe dizer que as duas coisas parecem estar interligadas. É aí que se inicia uma jornada a uma capital que resiste às transformações que estão cada vez mais prementes e que revelará o lado obscuro de uma elite abjeta.


Antes de entrar nos meandros da história preciso elogiar a escrita fabulosa do Eneias. Ele consegue me encantar a cada novo romance que ele escreve. A maneira como ele consegue encaixar um vocabulário erudito de uma forma interessante e deveras picaresca. Ele usa uma entrevista para iniciar e outra para encerrar a narrativa e durante o seu desenvolvimento emprega uma narrativa em primeira pessoa. A história é contada de uma maneira bastante envolvente e conseguimos criar empatia com o personagem. Seus problemas se tornam os meus problemas também e desejo vê-los sendo resolvidos. Quando a narrativa se encerra, fiquei com um sentimento de satisfação. A narrativa é muito bem delimitada em três atos, bem perceptíveis para um olhar mais atento. Seja a introdução apresentando o protagonista e seus dilemas, ao desenvolvimento quando os problemas são criados e o mistério se apresenta para uma resolução e a conclusão onde as pontas soltas são amarradas enquanto ganchos são deixados para futuras histórias. Trabalho eficiente e competente. Para o leitor, não há necessidade de conhecer o universo criado por Eneias. Tudo o que você precisa saber sobre o mundo onde a narrativa se passa está ali. É claro que a história cria a curiosidade para que você mergulhe nos demais trabalhos, mas não é nada que seja obrigatório.


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A narrativa possui várias temáticas bem interessantes. Vou começar por aquela que considero ser a principal que é o empoderamento de Dante. Sem querer estragar a surpresa deixada por Eneias, digamos que o protagonista não se sente inteiramente empoderado no começo da história. Para poder se tornar uma pessoa reconhecida em um meio literário voltado para uma elite, Dante precisou cavar o seu espaço com unhas e dentes. Sendo alguém que veio de uma origem humilde e sendo negro, o reconhecimento que a fama lhe trouxe também lhe deu de presente as falas comezinhas feitas por trás. Desde o começo vemos o preconceito transbordando por toda a parte, em um cenário que corrói nossa alma por dentro. Algumas das falas são incômodas para aqueles mais sensíveis. Mas é esse incômoda que gera a faísca que faz com que Dante queira vencer por seus próprios meios e méritos. Mas, existe um dilema a ser resolvido. Um dilema interior que somente quando Dante conseguir resolver por si só é que poderá tomar sua decisão. Antes de continuar a discussão, queria trazer algumas palavras da autora Joice Berth em seu livro Empoderamento:


"Quando falamos em empoderamento, estamos nos referindo a um trabalho essencialmente político, ainda que perpasse todas as áreas da formação de um indivíduo e todas as nuanças que envolvam a coletividade. Do mesmo modo, quando questionamos o modelo de poder que envolve esses processos, entendemos que não é possível empoderar alguém. Empoderamos a nós mesmos e amparamos outros indivíduos em seus processos, conscientes de que a conclusão só se dará pela simbiose do processo individual com o coletivo."

O conto de Eneias é basicamente a exemplificação literária do que Berth quis dizer. Dante realizou um enfrentamento contra forças opressoras dominantes no espaço em que ele vivia. Isso é representado por uma nobreza tradicional, avessa aos questionamentos de sua dominância. Partem de um pressuposto de darwinismo social para realizar o sufocamento de forças que são vanguardistas e antagônicas à manutenção de seus privilégios. Ao lidar com esses problemas de ordem social e política, Dante vai também enfrentando seus próprios demônios interiores. Suas dúvidas acerca de si e qual é o seu lugar social. No começo da narrativa, parece que o personagem vai seguir em uma direção específica, mas com o desenrolar da narrativa, suas ideias amadurecem e um terceiro caminho se mostra à sua frente. Essa transformação passada pelo personagem é um ato de empoderamento. Ao final, o personagem pode tomar sua decisão porque se sente capaz e confiante para enfrentar as forças que se opunham ao seu desenvolvimento pessoal. A jornada em si é maravilhosa.


Só que não há só isso nesse conto. E digo só com muita cautela, porque "só isso" já faria do conto sensacional. Eneias aproveita para cutucar em algumas feridas daqueles que detraem a literatura de gênero. Quando a ficção de polpa surge lá pela década de 1920 (e mesmo os penny dreadfuls de outrora), ela sofria com o escárnio de uma dita "alta literatura". Tanto as pennys quanto a ficção de polpa surgiram para atender a um público ávido por leitura. Ao escrever em uma linguagem mais popular e atrativa ao grande público, estes bravos escritores saíam das torres de marfim nas quais os ditos "gênios literatos" eram postos. Dante quer que seus livros sejam lidos por todos. Afinal, a leitura nos liberta para outros mundos. Sua crítica, posta em um mundo steampunk, decadentista é totalmente aplicável aos dias de hoje já que aqueles que escrevem literatura de gênero ainda são vistos e entendidos como inferiores. Em duas oportunidades no conto, o entrevistador de Dante tenta traçar comparações entre o que é escrito por Dante e o significado de "arte". Gosto bastante da resposta dada por Dante tanto no começo como no final. Este é um conto cuja história é bastante intimista e que vai tocar no coração de muita gente. Quero dar os parabéns ao Eneias pela narrativa corajosa e que possui todo o requinte que só poderia ter vindo de sua pena.










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Ficha Técnica:


Nome: Dante e a liga dos anciãos assassinos

Autor: Eneias Tavares

Compõe a terceira temporada da revista Mafagafo

Número de Páginas: não informado

Ano de Publicação: 2021

















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Um mês pesadíssimo de lançamentos. Tantos que certamente estarão faltando boas coisas por aí porque filtrar para 10 ou 12 títulos foi bem complicado. Venham conferir e se preparem para se afogar em excelentes títulos.


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1 - "The Jinn-Bot of Shantiport" de Samit Basu


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Ficha Técnica:


Nome: The Jinn-Bot of Shantiport

Autor: Samit Basu

Editora: Tor.com

Gênero: Ficção Científica

Número de Páginas: 416

Data de Lançamento: 03/10


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Sinopse: Shantiport supostamente era para ser um portal para as estrelas. Mas a cidade está afundando, e seus governantes colonizadores não estão ajudando ninguém além de si mesmos.


Lina, a filha de revolucionários derrotados, não deseja fugir de Shantiport. Ela ama a sua cidade e faria qualquer coisa para salvar o seu povo. Isto é, de fato, o plano de sua vida, feito antes de ela sequer nascer.


Seu irmão, Bador, é um pequeno bot macaco com um grande ego e ambições ainda maiores. Ele quer uma oportunidade para deixar este planeta que é um beco sem saída e explorar o universo do seu próprio jeito. Mas isto pode significar abandonar a família que ele ama - mesmo que eles o entendam como alguém sempre presente em suas vidas.


Quando o bilionário da tecnologia que mora em Shantiport coage Lina a recuperar um poderoso artefato que acredita-se ser capaz de moldar a realidade, forças que já existiam antes de eles nascerem surgem ao redor dos irmãos. E quando você joga no meio de tudo isso um pedaço de tecnologia senciente e de fora do planeta com a habilidade de dar três desejos no meio... Nenhum dos poderes na cidade irão descobrir o que os atingiu...


2 - "Out there screaming: An anthology of new black horror" organizado por Jordan Peele


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Ficha Técnica:


Nome: Out there screaming - An anthology of new black horror

Organizado por Jordan Peele

Editora: Random House

Gênero: Terror

Número de Páginas: 400

Data de Lançamento: 03/10


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Sinopse: Tendo uma introdução escrita por Jordan Peele e uma equipe sensacional de autores amados e novas vozes, Out There Screaming é uma aula em horror e - como os filmes apavorantes de Jordan Peele - suas histórias abordam tudo o que pensamos saber sobre o nosso mundo e redefinem o que significa estar com medo. Muito medo...


Um policial começa a ver enormes olhos que piscam no lugar dos faróis dos carros que dizem a ele para encostar. Dois motoqueiros que curtem a liberdade pegam um ônibus que os deixam abandonados em uma rodovia solitária no Alabama, onde muitas coisas desconcertantes os esperam. Uma jovem menina mergulha nas profundezas do mar em busca do demônio que matou os seus pais. Aqui você irá encontrar caçadores de monstros lutando com monstros, AIs humanoides lutando por seus direitos e uma mulher Igbo se levantando contra um poderoso espírito. Estes são apenas alguns dos mundos de Out There Screaming, a antologia de novas histórias de horror escritas por escritores negros e organizado por Jordan Peele.


Estrelando história de Erin E. Adams, Violet Allen, Lesley Nneka Arimah, Maurice Broaddus, Chesya Burke, P. Djèlí Clark, Ezra Claytan Daniels, Tananarive Due, Nalo Hopkinson, N. K. Jemisin, Justin C. Key, L. D. Lewis, Nnedi Okorafor, Tochi Onyebuchi, Rebecca Roanhorse, Nicole D. Sconiers, Rion Amilcar Scott, Terence Taylor and Cadwell Turnbull.


3 - "The Pale House Devil" de Richard Kadrey


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Ficha Técnica:


Nome: The Pale House Devil

Autor: Richard Kadrey

Editora: Titan Books

Gênero: Terror

Número de Páginas: 128

Data de Lançamento: 10/10


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Sinopse: Ford e Neuland são mercenários paranormais - um deles vivo e o outro morto-vivo; um deles mata os mortos-vivos, o outro mata os vivos. Quando um trabalho dá errado em Nova York, eles seguem para o oeste para que as coisas fiquem menos quentes.


Lá, uma jovem mulher chamada Tilda Rosenbloom os contrata em nome de um rico proprietário de terras, Shepherd Mansfield, para rastrear e matar um demônio assombrando uma mansão no remoto norte da Califórnia.


Assim que Ford e Neuland investigam a criatura eles descobrem um legado de sangue, sacrifício e escravidão na casa. Forçados a confrontar uma poderosa criatura diferente de tudo o que eles já encararam antes, eles descobrem que o monstro mais aterrorizante pode não ser aquele que eles estão caçando...


4 - "Saevus Corax deals with the dead" (Corax Trilogy vol. 1) de K.J. Parker


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Ficha Técnica:


Nome: Saevus Corax deals with the dead

Autor: K.J. Parker

Série: Corax Trilogy vol. 1

Editora: Orbit

Gênero: Fantasia

Número de Páginas: 400

Data de Lançamento: 03/10


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Sinopse: Não existe treinamento formal para colher restos deixados em batalhas. Você apenas tem que pegar coisas enquanto anda pelo lugar. Espadas, armaduras, flechas - e corpos, é claro.


Ao longo dos anos, Saevus Corax pegou um monte de coisas. Algumas delas deram a ele uma grana decente, outras não trouxeram nada além de problemas. Mas, é um modo de vida, e alguém tem que lidar com os mortos.


Outra coisa que Saevus enterrou foi o seu passado. Infelizmente, ele não foi bem sucedido nisso.


5 - "Yumi and the Nightmare Painter" de Brandon Sanderson


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Ficha Técnica:


Nome: Yumi and the Nightmare Painter

Autor: Brandon Sanderson

Editora: Tor Books

Gênero: Fantasia

Número de Páginas: 384

Data de Lançamento: 03/10


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Sinopse: Yumi passou toda a sua vida em estrita obediência, garantindo a ela o poder para invocar os espíritos que concedem à sua sociedade apoio vital - mas ela anseia por um dia calmo como uma pessoa normal. Painter patrulha as ruas sombrias sonhando em ser herói - um objetivo que não levou a nada além de tristeza e isolamento, deixando-o sempre do lado de fora das coisas. Em seus próprios caminhos, ambos encarando o mundo sozinhos.


Subitamente postos juntos, Yumi e Painter devem lutar para corrigir os "erros" de ambas as suas vidas, reconciliando seu passado e presente enquanto mantém um equilíbrio precário de cada um de seus mundos. Se eles não puderem revelar o mistério que os colocou juntos antes que seja tarde demais, eles arriscam perderem não apenas a ligação que cresceu entre eles, mas os próprios mundos que eles tanto lutaram para proteger.


6 - "A Stroke of the Pen: Lost Stories" de Terry Pratchett


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Ficha Técnica:


Nome: A Stroke of the Pen - Lost Stories

Autor: Terry Pratchett

Editora: Harper Collins

Gênero: Fantasia

Número de Páginas: 240

Data de Lançamento: 10/10


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Sinopse: Estes contos redescobertos foram escritos por Terry Pratchett sob um pseudônimo para os jornais britânicos durante os anos 1970 e 1980. As histórias nunca foram atribuídas a ele até agora, e poderiam nunca ter sido encontradas - se não fossem os esforços de uns poucos fãs dedicados.


Como Neil Gaiman escreve em sua introdução, "através de todas estas histórias nós assistimos a um jovem Terry Pratchett se tornando Terry Pratchett." Embora nenhuma destas histórias curtas se passem em Discworld, todas estão repletas da ironia característica de Pratchett, uma sabedoria satírica e uma brilhante imaginação, dando dicas de um universo mágico que ele estava prestes a criar.


Encontre Og, o inventor, o primeiro homem das cavernas a cultivar fogo, enquanto ele descobre os altos e baixos do progresso; assombre o Ministério dos Incômodos ao lado dos fantasmas despejados das Torres Pilgarlic; visitem Blackbury, uma pequena cidade mercantil com um clima esquisito e um visitante de outro mundo; e embarquem em uma jornada perigosa através do tempo e do espaço com o herói Kron, que começa na cidade antiga de Morpork...


7 - "Sword Catcher" de Cassandra Clare


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Ficha Técnica:


Nome: Sword Catcher

Autora: Cassandra Clare

Editora: Del Rey Books

Gênero: Fantasia

Número de Páginas: 624

Data de Lançamento: 10/10


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Sinopse: Um foi criado para governar. Outro foi treinado para morrer. Sejam bem-vindos às Crônicas de Castellane.


Na vibrante cidade-estado de Castellane, um jovem órfão chamado Kel é tirado de sua antiga vida para entrar em uma nova de luxúria e perigo. Ele irá se tornar o duplo Príncipe Conor Aurelian, servindo como escudo do Príncipe para todos os perigos. Como o seu "Aparador de Espadas", ele e Conor se tornam tão próximos quanto irmãos - ainda assim Kel vive com um único propósito: morrer por Conor.


Lin Caster é uma médica de Ashkar, parte de uma comunidade que sofre ostracismo por causa de suas raras habilidades mágicas. Mas os eventos colocam ela e Kel juntos e na teia do misterioso Rei Radpicker que governa o submundo criminoso de Castellane.


Juntos, eles irão descobrir uma conspiração extraordinária. Mas pode o amor proibido derrubar um reino? E irão suas descobertas levar a nação rumo à guerra e o mundo ao caos?


8 - "The Privilege of the Happy Ending: Small, Medium and Large Stories" de Kij Johnson


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Ficha Técnica:


Nome: The Privilege of the Happy Ending - Small, Medium and Large Stories

Autora: Kij Johnson

Editora: Small Beer Press

Gênero: Fantasia

Número de Páginas: 304

Data de Lançamento: 24/10


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Sinopse: The Privilege of the Happy Ending é uma coletânea de histórias curtas da premiada autora de ficção especulativa Kij Johnson da última década. As histórias exploram questões de gênero, histórias de animais e a natureza das histórias e vão desde narrativas escritas à maneira clássica até trabalhos profundamente experimentais. A coletânea inclui as premiadas histórias "The Privilege of the Happy Ending" e "The Dream-Quest of Vellit Boe" assim como duas histórias que nunca haviam sido publicadas.


9 - "Oracle" de Thomas Olde Heuvelt


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Ficha Técnica:


Nome: Oracle

Autor: Thomas Olde Heuvelt

Editora: Tor Nightfire

Gênero: Terror

Número de Páginas: 384

Data de Lançamento: 16/10


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Sinopse: Em uma manhã enevoada de inverno Luca Wolf e Emma Reich descobrem um veleiro do século XVIII encalhado em um campo barrento de flores, seu nome escrito na lateral: Oracle.


Emma, incapaz de resistir, entra no convés torto. O sino do navio começa a tocar e ninguém a vê novamente.


Não muito tempo depois, onze pessoas desapareceram, Luca e sua mãe foram abduzidos por uma agência governamental clandestina que tem perguntas e não tem respostas e estão determinados a descobrir os segredos do navio antes de uma tempestade midiática se inicie.


Mas, com eles forçando Robert Grim, um especialista aposento no oculto com uma estranha história e um desgosto saudável por autoridades, a revelar o mistério. o Oracle se revela ser o arauto de uma morte ancestral despertada no fundo do oceano.


O que se segue é um turbilhão de intrigas internacionais, histórias, jovens amores, o relacionamento da humanidade com o clima e a doença e o puro terror enquanto eles encaram um portão de entrada para o apocalipse.


10 - "A Stranger in the Citadel" de Tobias S. Buckell


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Ficha Técnica:


Nome: A Stranger in the Citadel

Autor: Tobias S. Buckell

Editora: Tachyon Publications

Gênero: Fantasia

Número de Páginas: 256

Data de Lançamento: 17/10


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Sinopse: A vida dos jovens mosqueteiros de Ninetha tem sido de treinamento duro. Mas, os dias de Lilith também tiveram muitos prazeres, os privilégios reais dos guardiões de sua família em Cornucopia, uma fonte mística de bonança ilimitada. Lilith nunca tinha visto um livro, e ela nunca esperou encontrar um dentro da segurança da cidadela.


Quando Ishmael, um bibliotecário exilado, aparece fora do Portão Afriq, Lilith o salva da execução imediata pelo segundo em comando de seu pai, o fanático Kira. Com a curiosidade de Lilith a atraindo para Ishmael, ela deixa escapar o segredo mais perigoso de sua família, causando uma rebelião mortal e uma jornada inesperada repleta de revelações estarrecedoras.



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Conversa aberta. Uma mensagem lida. Pular para o conteúdo Como usar o Gmail com leitores de tela 2 de 18 Fwd: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br Caixa de entrada Ficções Humanas Anexossex., 14 de out. 13:41 (há 5 dias) para mim Traduzir mensagem Desativar para: inglês ---------- Forwarded message --------- De: Pedro Serrão Date: sex, 14 de out de 2022 13:03 Subject: Re: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br To: Ficções Humanas Olá Paulo Tudo bem? Segue em anexo o código do anúncio para colocar no portal. API Link para seguir a campanha: https://api.clevernt.com/0113f75c-4bd9-11ed-a592-cabfa2a5a2de/ Para implementar a publicidade basta seguir os seguintes passos: 1. copie o código que envio em anexo 2. edite o seu footer 3. procure por 4. cole o código antes do último no final da sua page source. 4. Guarde e verifique a publicidade a funcionar :) Se o website for feito em wordpress, estas são as etapas alternativas: 1. Open dashboard 2. Appearence 3. Editor 4. Theme Footer (footer.php) 5. Search for 6. Paste code before 7. save Pode-me avisar assim que estiver online para eu ver se funciona correctamente? Obrigado! Pedro Serrão escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:42: Combinado! Forte abraço! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:41: Tranquilo. Fico no aguardo aqui até porque tenho que repassar para a designer do site poder inserir o que você pediu. Mas, a gente bateu ideias aqui e concordamos. Em qui, 13 de out de 2022 13:38, Pedro Serrão escreveu: Tudo bem! Vou agora pedir o código e aprovação nas marcas. Assim que tiver envio para você com os passos a seguir, ok? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:36: Boa tarde, Pedro Vimos os dois modelos que você mandou e o do cubo parece ser bem legal. Não é tão invasivo e chega até a ter um visual bacana. Acho que a gente pode trabalhar com ele. O que você acha? Em qui, 13 de out de 2022 13:18, Pedro Serrão escreveu: Opa Paulo Obrigado pela rápida resposta! Eu tenho um Interstitial que penso que é o que está falando (por favor desligue o adblock para conseguir ver): https://demopublish.com/interstitial/ https://demopublish.com/mobilepreview/m_interstitial.html Também temos outros formatos disponíveis em: https://overads.com/#adformats Com qual dos formatos pensaria ser possível avançar? Posso pagar o mesmo que ofereci anteriormente seja qual for o formato No aguardo, Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:15: Boa tarde, Pedro Gostei bastante da proposta e estava consultando a designer do site para ver a viabilidade do anúncio e como ele se encaixa dentro do público alvo. Para não ficar algo estranho dentro do design, o que você acha de o anúncio ser uma janela pop up logo que o visitante abrir o site? O servidor onde o site fica oferece uma espécie de tela de boas vindas. A gente pode testar para ver se fica bom. Atenciosamente Paulo Vinicius Em qui, 13 de out de 2022 12:39, Pedro Serrão escreveu: Olá Paulo Tudo bem? Obrigado pela resposta! O meu nome é Pedro Serrão e trabalho na Overads. Trabalhamos com diversas marcas de apostas desportivas por todo o mundo. Neste momento estamos a anunciar no Brasil a Betano e a bet365. O nosso principal formato aparece sempre no topo da página, mas pode ser fechado de imediato pelo usuário. Este é o formato que pretendo colocar nos seus websites (por favor desligue o adblock para conseguir visualizar o anúncio) : https://demopublish.com/pushdown/ Também pode ver aqui uma campanha de um parceiro meu a decorrer. É o anúncio que aparece no topo (desligue o adblock por favor): https://d.arede.info/ CAP 2/20 - o anúncio só é visível 2 vezes por dia/por IP Nesta campanha de teste posso pagar 130$ USD por 100 000 impressões. 1 impressão = 1 vez que o anúncio é visível ao usuário (no entanto, se o adblock estiver activo o usuário não conseguirá ver o anúncio e nesse caso não conta como impressão) Também terá acesso a uma API link para poder seguir as impressões em tempo real. Tráfego da Facebook APP não incluído. O pagamento é feito antecipadamente. Apenas necessito de ver o anúncio a funcionar para pedir o pagamento ao departamento financeiro. Vamos tentar? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 16:28: Boa tarde Tudo bem. Me envie, por favor, qual seria a sua proposta em relação a condições, como o site poderia te ajudar e quais seriam os valores pagos. Vou conversar com os demais membros do site a respeito e te dou uma resposta com esses detalhes em mãos e conversamos melhor. Atenciosamente Paulo Vinicius (editor do Ficções Humanas) Em qui, 13 de out de 2022 11:50, Pedro Serrão escreveu: Bom dia Tudo bem? O meu nome é Pedro Serrão, trabalho na Overads e estou interessado em anunciar no vosso site. Pago as campanhas em adiantado. Podemos falar um pouco? Aqui ou no zap? 00351 91 684 10 16 Obrigado! -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! 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