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  • Foto do escritorPaulo Vinicius

Resenha: "Caçando Dragões vols. 5 e 6" e Taku Kuwabara

A tripulação do Quin Zaza chega na grande cidade de Harley onde eles tentarão se recuperar após suas últimas aventuras. Lá iremos conhecer um estranho bêbado com perna de pau que parece conhecer o passado de Mika.


Sinopse:


Após conseguir abater com sucesso o dragão "devorador de naves" que estava colocado à prêmio e conseguir o dinheiro para pagar o conserto da nave, o grupo chega em Harley, uma das maiores cidades do mundo. Os tripulantes resolvem aproveitar os raros momentos de folga indo comer na cidade. Ao entrarem num restaurante, Mika reencontra Kujo, um veterano e antigo parceiro de caça. Ele conta aos outros como Mika, um novato na época, começou a voar com ele num pequeno barco de caça.






Contém spoilers de edições anteriores!!! Cuidado!!!



O quinto volume é um epílogo para o que acontece no último volume. Temos a amarração da história de Vanney e Bruno, sendo que a primeira tem uma espécie de mudança em sua perspectiva de vida. A partir daí veremos dois volumes e meio focados no membro mais insano da tripulação do Quin Zaza: Mika. Vamos conhecer como ele aprendeu a caçar dragões e quem foi seu mentor. E tentar aprender um pouco mais sobre o ar de estranheza que paira sobre o personagem. Não que todas as nossas perguntas serão resolvidas no final do volume seis, mas estaremos mais cientes de sua motivação e seus objetivos de vida. Sei que pego muito no pé deste mangá, mas ele tem subido bastante de nível e apresentado uma narrativa consistente, só a arte que acaba não sendo. Ela alterna momentos de brilhantismo e inovação, com algo absolutamente chato e regular. E nesse volume vamos conhecer também um pouco mais sobre as organizações humanas presentes nas cidades e como elas lidam com dragões.


Artisticamente, a quinta edição era justamente o que mencionei no parágrafo acima: irregular. Dois terços desta edição são dedicadas a uma arte comum e sem grandes ideias com personagens conversando uns com os outros em quadros brancos e sem graça. No que diz respeito a tipos físicos, Kuwabara não é alguém que você vá esperar por revoluções. Ele usa padrões típicos de fisioologia, mudando os cabelos, ou o rosto ou acrescentando alguma particularidade. Isso é ruim, principalmente quando você lida com grupos grandes de personagens ou decide mostrar uma cidade. Há uma falta de variabilidade entre aqueles que passam ao fundo do cenário ou sequer entre novos personagens. Falei dois problemas, mas não é uma edição só com problemas. Kuwabara começou a acrescentar mais detalhes no fundo, inserindo formas específicas nas casas ou até produtos diferenciados no mercado. Adorei a ideia de uma oficina em ruínas onde o Kujo fica com sua antiga nave. Senti também uma certa inspiração em cenários steampunk, o que oferece toda uma série de novas possibilidades para a narrativa. Ou seja, não é um cenário de fantasia comum, tendo alguma coisa que o diferencie dos demais.


Logo no começo da história, temos a exploração da visão de Bruno e suas percepções sobre o que ele viveu na última edição. Diante de tantas coisas, é inegável que isso o fez abrir seus olhos. Sendo um pesquisador obcecado com seu objeto de pesquisa (olha o clichê aí), ele se torna alguém antissocial ou que não vê importância no contato com outras pessoas. Ao final da aventura ele se dá conta de como é essencial ter pessoas nas quais ele possa confiar. Além de poder enxergar os caçadores de dragões a partir de outra perspectiva. Bruno e Vanney ensinam valiosas lições um para o outro. Vanney admite gostar do que faz e encara uma outra visão sobre os animais que eles caçam: suas características, diferenças, particularidades. Mais do que isso, ela se da conta de o quanto é querida pelos membros da tripulação. Nesses capítulos iniciais chegamos até a ver como ela entrou no Quin Zaza, apesar de sua origem continuar nebulosa. Algo me leva a crer que ela pode ser alguém importante do lugar de onde veio. O almoço em grupo é a melhor maneira de encerrar esse arco, mas me faz pensar na mesma hora que esse é outro clichê usado me mangás como Dragon Ball ou One Piece.

A partir do terceiro capítulo chegamos na cidade de Harley onde os tripulantes da nave vão se separar para curtir um descanso. É então que Mika, Giraud e Takita se encontram com um velho de perna-de-pau que revela ser Kujo, um antigo caçador de dragões e que foi capitão de Mika. Mika aprendeu boa parte do que sabe com Kujo. A separação dos dois acontece de forma trágica e sua filha Nora se tornou parte da patrulha da cidade que ajuda a impedir a aproximação de dragões a distâncias perigosas para os seres humanos. Logo no começo desse arco vamos ver um estranho dragão com uma lança cravada nas costas, que será importante no sexto volume. Este quinto volume é um espaço onde o autor vai usar para acrescentar mais informações sobre o seu mundo e contar como as pessoas sobrevivem em grandes cidades. Há de se convir que viver em um mundo habitado por dragões que podem ser incríveis forças de destruição exige uma atenção especial daqueles que administram estas cidades.


Conhecemos mais sobre a história do Mika, mas continuamos apenas a apreciar sua estranheza. Ele era alguém que fazia limpeza na nave de Kujo, um homem impetuoso e que segue seu próprio código de conduta. Dá para ver muito de Kujo na personalidade do Mika. Todos os códigos que Mika emprega para si e para aqueles que estão a seu lado são oriundos dessa "educação" e experiência. Kujo é o típico outsider, tanto que ele não consegue mais ter um emprego depois que perde uma de suas pernas. Por ser alguém que fala com o coração, não sabe o que são meias palavras. É alguém honesto até demais. É bem interessante essa conexão que existe entre os dois, e é algo que atravessa a mera compreensão simples. Em alguns momentos eles parecem se comunicar com gestos e olhares. Aquela comunicação não-verbal que diz volumes sobre determinadas situações. Na hora em que eles iniciam sua interação com Kujo, este percebe o quanto Takita se parece com um Mika mais jovem, mais inocente. Veremos aonde isso vai levar.


A sexta edição é voltada para a exploração dos medos e ansiedades de Kujo que precisa finalizar um obstáculo de sua vida que ele havia deixado de lado após falhar em sua missão. Essas pontas soltas precisam ser amarradas para que ele possa seguir em frente e alcançar novos objetivos. Por outro lado, Mika vai se ver em uma situação onde necessitará olhar por outra pessoa e atirar-se no problema, como ele sempre faz, não irá resolver. Ao longo de toda essa jornada emocional, um perigoso dragão que ataca pessoas e naves será o alvo de nossa trupe que precisará de todas as suas habilidades e artimanhas para superar um adversário tão mortal.


Fiquei impressionado com esta edição, no que diz respeito à arte. Por ser mais voltada para a ação, esperava algo bem menos trabalhado, mas o autor se superou e conseguiu criar belos cenários. Ele ainda tem bastante dificuldade com cenas de ação, já que ele usa pouco o sistema de linhas cinéticas e não trabalha bem os posicionamentos dos personagens pelo cenário. Estes momentos acabam sendo bastante confusos e entender a ordem em que as coisas acontecem se torna um desafio. Por outro lado, o autor conseguiu criar estratégias que o ajudaram a definir melhor os cenários, produzindo efeitos bem legais. Sem falar que ele tem boas ideias para diferenciar os combates com os dragões como a bota que se prende no dragão ou a necessidade de compreender o regime dos ventos no momento da caça. Me incomodou um pouco o excesso do cinza que se tornou parte de sua arte nos últimos volumes. Como sempre dizemos, nada em excesso é legal. O cinza deste volume produz algumas cenas estranhas e saturadas, com imagens que acabam chamando a atenção pelos motivos errados. Por exemplo, tem uma cena do Mika conversando com o Kujo, com a nave ao fundo com uma enorme linha cinza. Aquilo faz o olhar seguir naquela direção ao invés de permanecer aonde interessa, os dois personagens. O autor deveria ter tido mais parcimônia ao usar a "terceira cor".

Essa é uma edição que vai tratar de obsessões, medos e ansiedades. É bem óbvio desde o começo que Kujo é baseado no famoso personagem Ahab, do livro Moby Dick. Toda a obsessão em perseguir aquela caça que sempre é capaz de fugir e o ato de estar atrás de tal criatura é o motivo para sua existência está ali. Mas, Kuwabara acrescenta mais uma camada que é a de que, na verdade, o personagem teme a colossal criatura. Ao ser confrontado com ela, seu instinto de sobrevivência bate e ele acaba imobilizado pela incapacidade de fazer algo contra ele. E compreensível principalmente quando estamos diante de um Mika, que tem um prazer selvagem em caçar estas criaturas. Seu olhar disfuncional faz a gente perceber nossas limitações. Para alguém como ele, não existe dúvida ou inércia, apenas a necessidade de colocar algo em prática. Confrontado com esse sentimento de Mika durante uma de suas caçadas, Kujo se vê como um hipócrita ao criticar seus companheiros por não terem força de vontade.


Só que existe um segundo ângulo para essa história, que é o de Nora. E isso resgata as emoções de alguém que vive lado a lado com um "homem do mar". Alguém que sai cedo todos os dias para tocar seu modo de vida e chega tarde da noite ou pode levar vários dias fora. A angústia de não saber onde a pessoa amada se encontra, o medo por sua vida, a solidão de quem é deixado para trás e a sensação de abandono. Tudo isso se soma no peito de Nora que deseja, acima de tudo, manter a caça de dragões longe de seu pai. E ela sabe que a presença de Mika é algo que fará seu pai se lembrar dos "velhos tempos". Nora faz de tudo para impedir isso, até colocar a Guarda da cidade atrás dos personagens, mas se vê obrigada a agir e expressar o que sente frente a frente com seu pai. Só que ela começa a perceber que ele precisa enfrentar isso sozinho. O quanto isso vai ser perigoso é indiferente ao resultado final e ela começa a se preparar para algum resultado ruim.


Duas boas edições tocando a história para a frente e nos apresentando mais sobre dois personagens da tripulação da nave. No começo temos o encerramento do arco da Vanney e uma discussão sobre sua importância dentro da nave e para seus companheiros para a seguir conhecermos mais sobre o insano Mika e como sua vida de caçador se iniciou. Kujo surge como uma espécie de figura paterna que o ensina a ser mais responsável e a conhecer o que faz de um caçador um homem tão dedicado. A arte continua a melhorar, mas Kuwabara ainda precisa afinar mais o seu traço e tomar cuidado com os excessos. Isso acaba por prejudicar a imagem final daquilo que ele produz.













Ficha Técnica:


Nome: Caçando Dragões vols. 5 e 6

Autor: Taku Kuwabara

Editora: Panini Comics

Tradutora: Dirce Miyamura

Número de Páginas: 192 e 200

Ano de Publicação: 2020


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Em qui, 13 de out de 2022 13:18, Pedro Serrão escreveu: Opa Paulo Obrigado pela rápida resposta! Eu tenho um Interstitial que penso que é o que está falando (por favor desligue o adblock para conseguir ver): https://demopublish.com/interstitial/ https://demopublish.com/mobilepreview/m_interstitial.html Também temos outros formatos disponíveis em: https://overads.com/#adformats Com qual dos formatos pensaria ser possível avançar? Posso pagar o mesmo que ofereci anteriormente seja qual for o formato No aguardo, Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:15: Boa tarde, Pedro Gostei bastante da proposta e estava consultando a designer do site para ver a viabilidade do anúncio e como ele se encaixa dentro do público alvo. Para não ficar algo estranho dentro do design, o que você acha de o anúncio ser uma janela pop up logo que o visitante abrir o site? O servidor onde o site fica oferece uma espécie de tela de boas vindas. A gente pode testar para ver se fica bom. 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