• Paulo Vinicius

Contagem Regressiva para Malazan (parte 2): Os Deuses e a Magia

Atualizado: 14 de Abr de 2019

Por Kurtis04 Original encontrado em http://imgur.com/gallery/M95FK

Traduzido por Paulo Vinicius F. dos Santos. Revisado por Thais Paiva.

Continuando com o nosso guia desta fantástica série, hora de conversarmos sobre um dos assuntos mais espinhosos de Malazan: a magia e os deuses. Garanto que depois de hoje, você sairá sabendo tudo o que precisa sobre o tema e já poderá embarcar em Jardins da Lua.


Esta é uma matéria em três partes. Caso queiram ver as outras partes, cliquem nos links a seguir:


Parte 1


Parte 3


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3 - Os Labirintos – O Sistema de Magias

A magia é um dos conceitos mais difíceis de assimilar, não por ser complicado ou difícil de entender, mas porque os nomes são estranhos e difíceis de lembrar. Primeiro, vou explicar como a magia funciona, então voltarei aos nomes, começando com o mais importante.

Certo, então o que são os Caminhos? Podemos pensar nos Caminhos como reinos extradimensionais. Em alguns deles, a energia mágica transborda, e em outros, não. Esses reinos são localidades físicas reais com habitantes, flora, água, ecossistemas, etc. Se você tiver o conhecimento e a habilidade suficientes, é possível abrir uma fenda no espaço e entrar em um desses reinos ou invocar criaturas desses lugares.


Um mago é alguém que é capaz de sintonizar esses reinos e absorver em seu corpo a energia que transborda e então manipulá-la da forma como desejar. Tattersail explicou nesses termos: “Os Labirintos de Magia habitam o além. Encontre o portal e abra uma fenda. O que vazar é seu para modelar. Abra-se para o Labirinto que vem até você – que encontra você. Absorva seu poder – tanto quanto seu corpo e sua alma conseguirem conter –, mas lembre-se: quando seu corpo falhar, o portal se fecha.”

Os labirintos disponíveis variam de acordo com a pessoa que tenta manipulá-los, como explica Tattersail: depende de qual labirinto vem até você, de acordo com os seus talentos naturais. Muitos magos só podem retirar seu poder de uma origem. Altos Magos são mestres de um labirinto, mas magos realmente talentosos possuem acesso a dois ou mais. Ter acesso a mais de uma origem é raro, mas isso não é necessário para que um mago seja considerado poderoso ou se torne um Alto Mago. Por exemplo, um mago capaz de acessar múltiplos labirintos de forma imperfeita será seriamente espancado por alguém que é mestre em um único labirinto.

Os personagens fazem duas distinções principais sobre o sistema de magias: os Labirintos Ancestrais, e os Caminhos (os labirintos acessíveis aos humanos).

Os Labirintos Ancestrais são associados às raças ancestrais (todas elas, não apenas as Quatro Raças Fundadoras), e são específicos a cada raça. Então os t'lan imass usam o Labirinto Tellan; os jahgut, Omtose Phellack; e os tiste andii usam Kurahld Galain.

Você não verá alguém usando de verdade Omtose Phellack, apenas os jahgut; ou qualquer outra pessoa que não os t’lan imass usando Tellan; ou qualquer pessoa além dos tiste andii usando Kurahld Galain. Digo “de verdade” porque é possível que isso aconteça, mas extremamente incomum. Além disso, os Labirintos Ancestrais têm centenas de milhares de anos de idade, então não existem muitas pessoas que sabem de sua existência, e são ainda mais raros os que sabem acessá-los.

Os Caminhos são associados aos Labirintos humanos, e qualquer pessoa com habilidade ou treinamento pode acessá-los. No apêndice do livro, os Labirintos humanos são chamados de Caminhos. Os dois termos são, na maior parte das vezes, intercambiáveis. Alguém que possua acesso ao Caminho da Morte pode fazer necromancia ou outras magias associadas à morte. Alguém com acesso ao labirinto Serc, o Caminho do Céu, pode usá-lo para voar. Alguém com acesso ao labirinto Ruse, o Caminho do Mar, pode manipular a água. Alguns labirintos são mais usados do que outros. Você verá vários praticantes de Thyr e Denul, mas Telas e Serc, por exemplo, são muito menos comuns.

Por fim, existe o Labirinto do Caos. Em tese, ele é um reino, mas considera-se que ele é o espaço entre os outros reinos, desalinhado.

Todos esses nomes estão no apêndice do livro, uma seção que você pode consultar sempre que precisar, mas aqui estão alguns dos labirintos mais recorrentes, assim como alguns de seus usuários:

Labirintos Ancestrais:

Omtose Phellack: Gelo; jahgut Tellan: Fogo; t'lan imass Kurald Galain: Trevas; tiste andii Kurald Emurlahn: Sombras; tiste edur Starvald Demelain: ?; dragões

Labirintos /Caminhos: Denul: Caminho da Cura; Marreta Thyr: Caminho da Luz, Tayschrenn, Tattersail Telas: Caminho do Fogo; Tayschrenn Rashan: Caminho das Trevas; Cotillion, Ammanas, Hairlock Meanas: Caminho das Sombras e da Ilusão; Ammanas

Outros:

Aral Gamelon: invocação; Tayschrenn; parece que esse labirinto pode ser acessado por qualquer mago. Labirinto Imperial: um reino não-mágico usado para viagens rápidas, pode ser acessado por qualquer pessoa que o conheça.

Ao longo dos livros, você verá apenas os termos “Labirinto” e “Labirinto Ancestral” sendo usados. Como Onos T'oolan explicou: “o termo Ancestral é relativo apenas aos Labirintos existentes que são mais antigos”. Não existe diferença entre as naturezas dos Labirintos Ancestrais que as Raças Ancestrais empregam e os Labirintos que os humanos usam, apenas a idade. Os imass e os jahgut já existiam e prosperavam centenas de milhares de anos antes dos humanos surgirem, então seus Labirintos são muito mais velhos – logo, “Labirintos Ancestrais”. Embora, na prática, não haja diferença na natureza dos Labirintos Ancestrais e dos Labirintos Humanos, já que ambos são reinos físicos de onde se pode retirar magia, mesmo assim os personagens da narrativa fazem distinção entre os dois.

Além disso, a frase “Caminho de ______” só aparece no apêndice do livro. No texto corrido, usa-se apenas a palavra Labirinto, mas dois termos são intercambiáveis, como já disse antes. O Labirinto é o nome do reino de onde a magia é tirada, mas O Caminho refere-se à natureza da própria magia. Por exemplo: a magia retirada do Labirinto Denul é chamada de “O Caminho da Cura”, porque isso é o que a magia faz. O tipo de magia retirado do Labirinto Telas é conhecido como “O Caminho do Fogo”, porque possui o aspecto do fogo. E por aí vai. Mas você não ouvirá Marreta dizer “Eu uso o caminho da cura”; em vez disso, ele dirá que abriu o Labirinto Denul e curou alguém.

4 - Os Deuses/Ascendentes

Os deuses são muito ativos na série Malazan, assim como os deuses da Grécia Antiga. Eles podem sair de seus reinos e interferir nas vidas dos humanos, mas costumam fazer isso por razões específicas ou quando podem obter ganho pessoal.

Cada deus tem sua própria “Casa”, que tem várias funções para os membros do panteão. Os outros membros da Casa podem ser deuses, ou agentes mortais cujas vidas e ações estejam alinhadas à natureza daquela Casa – que podem, inclusive, nem mesmo estar cientes de sua associação.

Por exemplo, o deus da Alta Casa da Morte é Hood. Ele é uma divindade. Ele governa os mortos e sua responsabilidade é trazer as almas dos mortos para o seu reino. A Alta Casa da Morte tem um rei, que é Hood, mas também tem uma rainha, um cavaleiro, um mago, um arauto, um soldado, um fiandeiro, um construtor e uma virgem. Dassem Ultor, antigo companheiro de Kellanved e Primeira Espada do Império Malazano antes de Laseen tomar o trono, foi um cavaleiro da Alta Casa da Morte. Eu poderia dar os nomes de algumas outras pessoas que preenchem estes papéis, mas isto poderia render alguns spoilers. Sei que é complicado, mas isto é listado nas costas do livro para ajudá-lo a tomar nota.

Cada membros das Altas Casas possui suas próprias cartas no Baralho de Dragões, que é um tipo de baralho de tarô usado para adivinhação. Ben Ligeiro explicou que “as Altas Casas do baralho se relacionam a certos labirintos e, por isso, oferecem uma espécie de janela para dentro desses labirintos; por outro lado, é claro, as coisas que estão do outro lado também olhem para fora, o motivo pelo qual ler o baralho é uma empreitada tão… arriscada. O baralho é indiferente a barreiras; nas mãos certas, pode revelar padrões e correlações escondidas aos olhos mortais”. Além disso, como há deuses associados a cada Labirintos, eles podem sentir quando alguém está retirando poder de seu reino. Ser um mago é um negócio arriscado.

Tentem prestar atenção às leituras do Baralho de Dragões. Elas são meio crípticas, mas é nelas que se encontram as dicas para o futuro da série. É realmente incrível.

Agora que você sabe o básico sobre os deuses, falarei sobre alguns dos mais relevantes ao livro Jardins da Lua.

Trono Sombrio- Ammanas

Rei da Alta Casa das Sombras. É sempre apresentado como um ser coberto por uma capa, e algumas vezes usa um cajado. Ele tem uma voz fina e débil e comanda a Casa das Sombras. É chamado ora de Trono Sombrio, ora de Ammanas.

A Corda - Cotillion

Ele é o Assassino da Alta Casa das Sombras, e tanto ele quanto Trono Sombrio aparecem logo no início do primeiro capítulo. É chamado ora de A Corda, ora de Cotillion.

Oponn

Os gêmeos Coringas do Acaso. Possuem um papel muito importante em Jardins da Lua, e foram os personagens que mais tive dificuldade de acompanhar. O livro sempre fala “o lorde empurra” e “a dama puxa” e eu nunca conseguia lembrar o que cada um significa. Então eu direi a vocês:

O lorde empurra: má sorte. Como se o lorde fosse empurrar você para o abismo. A dama puxa: boa sorte. Como se a dama sorte fosse puxar você de volta do abismo.

Anomander Rake

Líder dos Tistii Andii.

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Na terceira e última parte de nosso Guia para o mundo de Malazan, vamos falar sobre alguns dos principais personagens presentes em Jardins da Lua. Venham conferir em breve!

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