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  • Foto do escritorPaulo Vinicius

Aladdin

Nossa matéria hoje vai falar sobre uma das animações mais queridas da Disney: Aladdin. A famosa história do ladrão que tenta ganhar a vida no mercado de Agrabah e a princesa Jasmine, que busca a felicidade e muita aventura.


Em 1992, estreava um filme nos cinemas que fugia completamente daquela estética de filmes da Disney. Quando era criança imaginava as histórias de princesas vindas de contos de fadas e isso não me interessava tanto. Gostava de aventura, de ação, de emoção. É então que veio Aladdin. Para o jovem eu, adolescente, aquilo era revolucionário. Uma história que se passava no deserto, com perseguições, magia, vilões cruéis ao mesmo tempo em que era divertido. Isso mudou a minha visão completamente sobre o produto e me fez entrar em contato nos próximos anos, sem preconceitos da minha parte, com outros produtos Disney encantadores como O Rei Leão e o meu favorito até hoje, Fantasia. Se posso dizer que gosto de Fantasia hoje é porque antes perambulei pelas ruas de Agrabah junto de Aladdin. Tenho certeza que essa vai ser a impressão de inúmeros meninos que passaram por essa experiência. Mas, o mágico disso tudo é que Aladdin também pode ser visto por meninas em igual espécie já que apresenta uma garota decidida, que sabe o que deseja e que não deixa ninguém a colocar para baixo. Embora tenha uma série de polêmicas envolvendo a produção e os temas abordados no filme, Aladdin é uma obra para todas as idades, todos os gêneros.


Sendo o quarto filme da Renascença Disney (os primeiros sendo A Pequena Sereia, Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus e A Bela e a Fera) representou vários marcos para a Disney. Foi um sucesso de bilheteria, tendo ultrapassado A Bela e a Fera que detinha o recorde antes e só foi ultrapassado mais tarde por O Rei Leão. Marcou também o início da participação de atores de Hollywood dublando os seus personagens, tendo Robin Williams dublando o Gênio. No ano de 1992 foi a segunda maior bilheteria, perdendo apenas para Esqueceram de Mim 2. O filme foi dirigido por John Musker e Ron Clements (ambos de A Pequena Sereia), teve roteiros da dupla além de Ted Elliot (conhecido por Shrek e pelos três primeiros filmes de Os Piratas do Caribe) e Terry Rossio (também de Shrek). A história teve como base um dos contos das Mil e Uma Noites, Aladdin e a Lanterna Maravilhosa. Claro que tem várias liberdades criativas no meio o que chegou a desagradar algumas comunidades muçulmanas. Críticos da época disseram que a dublagem de Robin Williams era caricata demais e diminuía a visão de um muçulmano. Recebeu o Oscar de Melhor Trilha Sonora, Melhor Canção com A Whole New World (e teve Friend Like Me indicada também) e foi indicado por Melhor Som e Melhor Edição de Som.


A trilha sonora ficou a cargo de Allan Irving Menken, que foi responsável de alguns clássicos da Disney como A Pequena Sereia, Pocahontas, A Bela e a Fera. Frequentemente Aladdin é lembrado como sendo detentor de um dos melhores conjuntos de trilhas cantadas da história da empresa. Comentei em outra matéria o quanto A Bela e a Fera se beneficiou do seu conteúdo como musical com cenas inesquecíveis como a dança na mansão ou a cena com os objetos animados cantando para Bela. Aladdin não foge de ser um musical acima de tudo, mas ele não é um filme chato por isso. As inserções musicais acontecem em momentos-chave do roteiro, não atrapalhando a evolução do que está sendo contado. Quantos de nós já não vimos a cena de Aladdin e Jasmine em cima do tapete mágico? É uma cena marcante do cinema, e em nenhum momento é considerada galhofa.


Já comentei o quanto tenho um fraco por essa animação desenhada da Disney. Nada de computação gráfica, apenas o puro trabalho na mesa de desenho, na aquarela. Processo manual. Existe todo um capricho nos movimentos dos personagens. Por exemplo, Aladdin é um personagem ágil e esquivo, Jasmine é esguia e o pai da Jasmine é atabalhoado. Os movimentos parecem naturais embora por vezes a gente veja algum deslize aqui ou ali. A fluidez e a velocidade de movimentação é impressionante, e as cenas que se passam no bazar mostram o quanto a Disney estava à frente em sua época. Vários personagens se movimentando, cada um fazendo sua própria ação em seu próprio ritmo. Imaginem tudo isso feito à mão. Hoje é mais simples darmos instruções para bonecos 3D procurarem fazer ações diferentes ou até podemos dar comandos de ir de A para B. Em Aladdin, os animadores precisaram pensar em cada detalhe. Gosto de pensar também em como foi feita a pesquisa para criar a cidade em si e até mesmo a caverna onde ficava a lâmpada. A cidade parece enorme, embora o bazar seja apertado emulando como é o Grande Bazar de Istambul, na Turquia. Tudo transpira sons e odores que são transportados até o espectador que se sente imerso naquele universo incrível. Mesmo nos momentos mais dramáticos, não somos tirados daquele momento, nos sentindo companheiros dos personagens.


Na animação somos levados até uma estranha caverna onde Jaffar deseja obter poder além da imaginação. Ele descobriu a lenda de uma lâmpada capaz de realizar os desejos de seu dono. Mas, para consegui-la, ele precisa que algum indivíduo de coração puro consiga entrar na caverna e até o presente momento ele não consegue. Até que ele conhece o jovem Aladdin que possui incríveis habilidades como ladrão no bazar. Sendo órfão e tendo sido criado nas ruas junto de seu companheiro símio Abu, ele tem um bom coração e busca apenas descobrir quem ele realmente é. Aladdin acaba conhecendo Jasmine acidentalmente, quando esta se disfarça de plebeia para poder escapar do palácio. Os dois desenvolvem uma amizade (e um pouquinho de romance), mas o jovem ladrão é preso e descobre que sua companheira é a princesa. Jaffar solta Aladdin em troca de ele conseguir entrar na caverna e reaver a lâmpada para ele. Depois de muito esforço, Aladdin consegue pegar a lâmpada e a entrega a Jaffar, que atira o jovem e seu companheiro para dentro de uma caverna que está entrando em colapso. Em um ato de malandragem, Abu consegue roubar a lâmpada das mãos de Jaffar. E é aí que as coisas começam a complicar...


De cara, vale pensar que Aladdin, sendo o protagonista, é aquele que tem o arco do herói. Teoricamente seria isso, mas o dilema do personagem é outro. Ele precisa descobrir quem ele é de verdade. Ele deseja uma vida mais confortável na qual ele não precise passar tantas dificuldades. Mas, ao mesmo tempo, não deseja corromper seu coração sendo um homem vil e desonesto. Quando conhece o Gênio, Aladdin se torna o príncipe Ali, um homem capaz de adentrar no palácio do sultão e pedir a princesa Jasmine em casamento. Um homem de riqueza, de recursos, de poder. Mas, logo uma questão se coloca: o que encanta Jasmine é a riqueza do príncipe Ali ou a honestidade de Aladdin? Em pouco tempo, o disfarce se torna um empecilho já que ele começa a medir suas ações com base em uma visão de si que não é a sua essência. Tentando se fazer passar por aquilo que não é, Aladdin toma algumas decisões atrapalhadas e o que deveria aproximar sua amada de si, só consegue afastá-la. Lógico que existe uma contradição materialista na forma como a Disney coloca esse tema porque Aladdin só consegue estar ao lado de Jasmine tanto no meio como no final depois de conseguir obter recursos à vontade. A diferença está na visão ética da coisa. Contudo, sem a riqueza, Aladdin não teria ficado com Jasmine mesmo depois de derrotado Jaffar. Riqueza não forma um indivíduo, mas é importante para conquistar seus objetivos, certo? Enfim, Aladdin precisa encontrar o que faz dele uma pessoa nobre e virtuosa e ele vai perceber que as relações que fez ao longo da história vão levá-lo nessa caminhada rumo a um final feliz.


Só que Jasmine também possui um arco que vale ser mencionado. Sendo a herdeira do sultão, ela levará quem se casar com ela a se tornar o novo governante do reino. Para seu pai se torna essencial escolher um bom partido para ser seu marido. Só que Jasmine não tem interesse em se casar neste momento. Ela é um espírito livre e deseja conhecer o mundo. Quer ver lugares, pessoas, viver experiências emocionantes. Não à toa a canção A Whole New World representa o casal. Jasmine se ressente de que seu futuro e sua vida não pertencem a ela. O controle sobre o que ela pode ou não fazer foi retirado dela. Apesar de seu pai ser uma pessoa muito boa e gentil, a princesa se sente presa em uma gaiola dourada. Por toda a sua vida ela não conheceu o mundo. Ela sempre fantasiou histórias de como seriam as pessoas que viviam fora do castelo. Quando conseguiu finalmente escapar, viu um mundo bastante diferente do que imaginava. Sua fértil imaginação foi esmagada por uma realidade dura e difícil onde as pessoas lutam diariamente por seu sustento. O que a fez se encantar por Aladdin é que mesmo tendo muitas dificuldades e obstáculos a serem superados, ele mantém um bom coração, que se preocupa com os outros. Jasmine enxerga em Aladdin uma pessoa real, de carne e osso. Por isso que quando ele ressurge como príncipe Ali, o disfarce incomodou tanto ela. Porque o que ela queria era a pessoa real, não o personagem.


Uma outra discussão que temos é sobre a liberdade e a escravidão representadas na figura do Gênio. Um ser mágico que tem o dever de atender a todos os pedidos de seus amos, não importa quem eles sejam. Mas, um gênio também tem vontade própria. Tem desejos seus, já que se trata de uma criatura viva. Essa discussão permeia toda a narrativa com visões distintas vindas de Aladdin e Jaffar. O protagonista enxerga o Gênio como um amigo e leva as suas opiniões e sentimentos em considerações. Já o Vizir vê oportunidades no ser mágico e seus poderes ilimitados. O Gênio é um ferramenta que, para ele, deve ser usada da melhor maneira possível. A maldição da lâmpada faz com que o personagem fique limitado naquilo que ele realmente deseja. Mesmo quando o Gênio precisa atacar ou prejudicar os seus amigos, ele nada pode fazer a respeito. A gente sente a dor presente na fala do personagem. O jeito jovial e irreverente colocado no personagem escondem uma vida difícil e de tristezas ao se ver sendo usado desse jeito. Quando Aladdin promete que irá libertá-lo, o personagem não consegue acreditar. Isso porque vários outros amos fizeram a mesma promessa com o objetivo de ganhar algum tipo de privilégio ou vantagem vinda do Gênio. Mas, à medida em que o tempo passa e o ladrão continua a repetir o mesmo mantra, o coração do ser mágico vai sendo tocado pela sinceridade de seu novo amigo.


A animação é uma das joias do catálogo da Disney e merece sua atenção. Se vocês ficaram preocupados com a idade da animação, que fez trinta anos recentemente, fiquem tranquilos porque se trata de uma história atemporal. As animações continuam sendo muito boas mesmo nos dias de hoje. A mensagem de amizade, de liberdade e de correr pelos seus objetivos continua atual. Jasmine foi uma das primeiras princesas negras da história da Disney e isso reflete uma mudança lenta de paradigma da empresa rumo ao que é feito nos dias de hoje. Se eu recomendo? Com certeza.





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Conversa aberta. Uma mensagem lida. Pular para o conteúdo Como usar o Gmail com leitores de tela 2 de 18 Fwd: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br Caixa de entrada Ficções Humanas Anexossex., 14 de out. 13:41 (há 5 dias) para mim Traduzir mensagem Desativar para: inglês ---------- Forwarded message --------- De: Pedro Serrão Date: sex, 14 de out de 2022 13:03 Subject: Re: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br To: Ficções Humanas Olá Paulo Tudo bem? Segue em anexo o código do anúncio para colocar no portal. API Link para seguir a campanha: https://api.clevernt.com/0113f75c-4bd9-11ed-a592-cabfa2a5a2de/ Para implementar a publicidade basta seguir os seguintes passos: 1. copie o código que envio em anexo 2. edite o seu footer 3. procure por 4. cole o código antes do último no final da sua page source. 4. Guarde e verifique a publicidade a funcionar :) Se o website for feito em wordpress, estas são as etapas alternativas: 1. Open dashboard 2. Appearence 3. Editor 4. Theme Footer (footer.php) 5. Search for 6. Paste code before 7. save Pode-me avisar assim que estiver online para eu ver se funciona correctamente? Obrigado! Pedro Serrão escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:42: Combinado! Forte abraço! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:41: Tranquilo. Fico no aguardo aqui até porque tenho que repassar para a designer do site poder inserir o que você pediu. Mas, a gente bateu ideias aqui e concordamos. Em qui, 13 de out de 2022 13:38, Pedro Serrão escreveu: Tudo bem! Vou agora pedir o código e aprovação nas marcas. Assim que tiver envio para você com os passos a seguir, ok? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:36: Boa tarde, Pedro Vimos os dois modelos que você mandou e o do cubo parece ser bem legal. Não é tão invasivo e chega até a ter um visual bacana. Acho que a gente pode trabalhar com ele. O que você acha? Em qui, 13 de out de 2022 13:18, Pedro Serrão escreveu: Opa Paulo Obrigado pela rápida resposta! Eu tenho um Interstitial que penso que é o que está falando (por favor desligue o adblock para conseguir ver): https://demopublish.com/interstitial/ https://demopublish.com/mobilepreview/m_interstitial.html Também temos outros formatos disponíveis em: https://overads.com/#adformats Com qual dos formatos pensaria ser possível avançar? Posso pagar o mesmo que ofereci anteriormente seja qual for o formato No aguardo, Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:15: Boa tarde, Pedro Gostei bastante da proposta e estava consultando a designer do site para ver a viabilidade do anúncio e como ele se encaixa dentro do público alvo. Para não ficar algo estranho dentro do design, o que você acha de o anúncio ser uma janela pop up logo que o visitante abrir o site? O servidor onde o site fica oferece uma espécie de tela de boas vindas. A gente pode testar para ver se fica bom. 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