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A família Mouta sempre usou os serviços dos Tainha para se livrar de seus inimigos políticos na distante cidade de Jaguatinga. Homens duros, ensinados desde pequenos a matar, seja um irmão, um pai, uma mulher ou uma criança, os Tainha são pistoleiros muito bons. Mas, o que acontece quando você pisa no calo de um Tainha mesmo sendo um Mouta?


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Sinopse:


É preciso matar para poder morrer Em décadas passadas, o Ceará viveu o auge da era da pistolagem. Políticos guerreavam muito além do campo das palavras, utilizando assassinos para silenciar adversários. Esses controversos matadores ganharam fama no período e eram temidos principalmente nas pequenas cidades. Já nos dias atuais, quando essa época parecia ter sido deixada para trás, um assistente social se envolve no último serviço de um pistoleiro aposentado. Mata-mata, agora em sua versão estendida e definitiva, é uma noveleta de Zé Wellington, escritor e roteirista de histórias em quadrinhos (Cangaço Overdrive, Steampunk Ladies e Quem Matou João Ninguém?). Este livro, publicado pela Editora Draco, é uma experiência transmídia e conta ainda com ilustrações e HQ de Rafael Dantas, trilha sonora de Rafael Cavalcante e áudio drama produzido pela 20 a 20 Produtora e pelo Iradex. Em uma história de dramas familiares, amores esquecidos e o passado que chega para um acerto de contas, acompanhe a saga de matadores e o derradeiro desafio de Ademir Tainha para encerrar o mata-mata de uma vez por todas.






Este é mais um trabalho do Zé Wellington, um autor que conheci através de seus roteiros de quadrinhos e que tem buscado publicar no formato de prosa. Mata-Mata é um material que saiu juntamente com a coletânea Assombros. O autor traz sua experiência nos quadrinhos para um romance que é bem diferente do que estamos acostumados a ler. Uma produção que mesmo tendo um direcionamento simples, possui uma proposta bem legal, nos transportando para diferentes tipos de meio e forma de contar uma história. O resultado é uma HQ instigante que nos leva até o sertão do Ceará onde uma família de assassinos vai realizar um verdadeiro mata-mata quando a recompensa premia o único da família que restar. Por trás de tudo está uma família que se mantém por décadas no poder e deseja apenas se livrar de uma família que, apesar de antes terem sido as ferramentas pelas quais eles se mantiveram no poder, terem se tornado uma pedra no sapato.


Mesmo com Mata-Mata sendo um romance bem curtinho e que o leitor consegue matar em uma ou duas sentadas, parabenizo o Zé Wellington pela ousadia na forma como ele conta a história. E a gente pode analisar a narrativa a partir de vários ângulos, seja a partir do projeto editorial, da forma de escrita, do desenvolvimento da narrativa e do resultado final. Nem quero entrar tanto no mérito de falar da história com tantos detalhes porque posso estragar a experiência. Então vou inverter as coisas e começar falando sobre personagens e narrativa primeiro e depois sobre o processo de escrita. A narrativa em si é bem direta: somos guiados inicialmente pela história do clã Tainha, que, não tendo estudos, se tornam especialistas em assassinato. Almir, o patriarca da família, treina os seus vários filhos na arte da matança, ensinando-os a se esconder e a pegar seus inimigos desprevenidos. Logo no começo vemos como os destinos dos Mouta e dos Tainha são interligados com Almir e Antônio estabelecendo sua relação, entendida quase de uma forma hierárquica, no primeiro capítulo. A narrativa pode ser entendida a partir de duas metades: a primeira mostrando o que gerou o primeiro mata-mata e a segunda parte que nos coloca no futuro e traz os remanescentes dos Tainha em um acerto de contas.


É aí que entramos na seara dos personagens com Ademir e Valdemir sendo os protagonistas. O filho mais velho e o caçula. Zé Wellington rapidamente traça uma diferenciação básica entre os dois personagens mostrando um buscando sair daquela vida e encontrar outras possibilidades e o segundo sendo o protótipo daquilo que o pai gostaria que ele fosse. Ambos são pessoas simples, de uma mentalidade objetiva já que a eles não foi ensinado nada que saísse desses meios. É matar ou morrer... não existe meio-termo. Os Mouta aparecem como os manipuladores no fundo da narrativa. Trata-se de uma família que possui recursos ilimitados e que colocou as forças policiais da região no bolso. Eles se valem de poder e influência para se perpetuarem no poder. É óbvio que desde o princípio eles não são páreo para os Tainha, mas as circunstâncias fazem com que os protagonistas se voltem um contra o outro. E é interessante perceber o quanto a criação de Almir tem muito a ver com isso. Na segunda metade da história temos um novo elemento sendo introduzido na história já que a situação termina em um impasse ao final da primeira parte. Esse novo elemento vai ser a faísca que vai causar a retomada do conflito proposto pelo autor.

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Posto isso vamos falar sobre o que realmente me chamou a atenção: a escrita. Para mim, o Zé Wellington arrasou nesse sentido, mesclando formas distintas de apresentar o texto: em prosa, em versos, em quadrinhos. Posso até me arriscar a incluir o sonoro porque em uma página da revista há um QR Code para uma playlist. Haveria muito como errar a mão ao inserir formas de escrita tão diferentes. Como fazer isso trabalhar a favor do texto? Ele consegue ao incluir esses formatos em momentos-chave da história. O formato prosa é o predominante e serve para nos contar a narrativa em si. Temos a forma tradicional de contar uma história com início, meio e fim bastante delineados para o leitor. É possível até apontar os momentos quando a narrativa sai de um ato e entra no outro. O texto em verso, eu posso estar enganado, mas é no formato de um repente. Isso porque existe um ritmo nos versos e há o empego de rimas alternadas. Não sou um bom cantor então não tive a oportunidade de testar essa teoria. Os versos servem para apresentar a lenda dos Tainha como uma espécie de história local, marcada até por certos exageros e acréscimos. A gente poderia até imaginar a história do mata-mata como um cordel. O trecho em quadrinhos serve para nos apresentar uma cena específica em que o texto clama por ação. As ilustrações do Rafael Dantas fornecem esse ar quase cinematográfico a esse momento específico em que as imagens acabaram tendo um efeito melhor do que se o trecho fosse em prosa.


Só que também posso classificar o texto em prosa a partir de duas visões: na primeira metade o texto é quase biográfico com capítulos curtos, focando na trajetória dos personagens. O que os levou até um certo momento quando os Mouta mudam a narrativa. São trechos onde a descrição predomina mais do que a narração, e os diálogos são bem espaçados. Na segunda metade, temos apenas três capítulos, sendo o terceiro contínuo levando até o final da história. Por se tratar de ser o momento climático onde o autor queria chegar, o texto narrativo predomina com intensidade, deixando a descrição apenas para quando os protagonistas estiverem em cenas onde apenas eles estivessem em cena. O capítulo contínuo se justifica por ser o acerto de contas, onde as pontas soltas precisam ser amarradas. É interessante porque há até um núcleo de personagens maior e mais variado do que no da primeira metade. Temos personagens que nada tem a ver com os Mouta e os Tainha, mas que interferem de certa forma no resultado final.


A história não me empolgou tanto e até achei que os personagens poderiam ter sido melhor explorados, mas isso exigiria mais tempo de produção e ampliar o escopo do resultado final. Entendo Mata-Mata como um experimento bem sucedido e que se o Zé Wellington quiser levar para futuros projetos poderá resultar em materiais bem surpreendentes. Para isso, penso que seria legal para ele trazer um pouco do que o Stephen King traz em seus livros, explorando personagens comuns com problemas comuns. O objetivo da narrativa nem precisa ser nada mirabolante, mas com um bom foco nos personagens, usando esse método empregado aqui, pode nos presentear com um livro que vai atrair a atenção de muita gente. Mas, não deixem de ler Mata-Mata porque é uma daquelas histórias gostosas de curtir em uma tarde ou um feriadão, com um bom enredo de ação.


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Ficha Técnica:


Nome: Mata-Mata

Autor: Zé Wellington

Ilustrador: Rafael Dantas

Editora: Draco

Gênero: Ação

Número de Páginas: 96

Ano de Publicação: 2022


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*Material recebido em parceria com o autor










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A Figura Editora está de volta com um duplo lançamento: Dino Battaglia está de volta com algumas boas adaptações em quadrinhos além do grande Gianni de Luca com sua clássica Trilogia Shakespeariana.


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"Dr. Jekyll e Mr. Hyde e Trilogia Shakespeariana" por Figura Editora


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Ficha Técnica:


Nome: O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde e outros clássicos

Autor: Dino Battaglia

Editora: Figura

Gênero: Terror

Tradutor: Paulo Guanaes

Número de Páginas: 136



Sinopse: Dino Battaglia (Itália, 1923-1983) era considerado um mestre entre os mestres, reverenciado por colegas como Toppi, Hugo Pratt e Lorenzo Mattotti, que o definia como "A academia". Sua obra, centrada em adaptar grandes autores da literatura universal para os fumetti, inovou tanto na narrativa – com composições de páginas arrojadas para a época –, quanto no apuro artístico mostrado em cada quadrinho.


Em 2019, a Figura Editora trouxe de volta a obra de Battaglia ao Brasil com A máscara da morte rubra e outros contos de Poe, após um hiato de quase quatro décadas sem publicações do autor. Agora, apresentamos O estranho caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde e outros clássicos, um livro que reúne 10 histórias em que Dino, em colaboração frequente com sua esposa Laura (sim, justiça seja feita: quando colocamos na capa da edição apenas o sobrenome “Battaglia”, deve-se atribuir ao casal, que colaborava intensamente), apresenta versões artisticamente esplêndidas de obras como "Woyseck", "A casa desabitada" e "O Golem" e outras HQs que marcaram a carreira dos Battaglia.


Contém as HQs: "O estranho caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde", "O Golem", "A malícia do diabo", "Homenagem a Lovecraft", "A casa desabitada", "Olímpia", "O pacto", "Peter Schlemihe", "Totentanz" e "Woyzeck".


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Ficha Técnica:


Nome: Trilogia Shakespeariana

Autor: Gianni de Luca

Editora: Figura

Gênero: Ficção/Fantasia

Tradutor: Paulo Guanaes

Número de Páginas: 160




Prazo da campanha das duas HQs: 04/05

Data de entrega: junho de 2023



Sinopse: Gianni De Luca (Itália, 1927-1991), volta ao Brasil com a Trilogia Shakespeariana, sua obra mais marcante e transcendente. Criada dos anos de 1975 a 1982 para a revista Il Giornalino, com roteiros adaptados por Raoul Traverso (ou Sigma), a Trilogia Shakespeariana apresentou o que ficaria conhecido como o “Efeito De Luca”, em que a narrativa visual abre mão do esquema tradicional do quadro a quadro para desenvolver a ação em cenários amplos, únicos, com as personagens movimentando-se livremente nas cenas; dessa forma, De Luca tentava transpor a representação dos palcos de teatro para o formato de HQ.


No livro, De Luca e Sigma transpõem três das mais populares obras do gênio inglês, nome maior da literatura e da dramaturgia universal: "A Tempestade", "Hamlet" e "Romeu e Julieta". Em cada uma delas, a força inovadora da arte de Gianni De Luca salta aos olhos e mostra com clareza porque o autor se tornou um dos mestres da potente escola italiana de fumetti, sendo citado por grandes nomes como Frank Miller, Bill Sienckewicz e Dave McKean como fonte de inspiração.


Principais Formas de Apoio:


1 - Combo Trilogia Shakespeariana + O Estranho Caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde: R$133,00


- Trilogia Shakespeariana impressa

- O Estranho Caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde impresso

- 2 marcadores de páginas

- nome na lista de colaboradores

- frete calculado ao final da compra


2 - Trilogia Shakespeariana: R$70,00


- Trilogia Shakespeariana impressa

- marcador de páginas

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- frete calculado ao final da compra


3 - O Estranho Caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde: R$63,00


- O Estranho Caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde impresso

- marcador de páginas

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"Storm Integral vol. 4" de Don Lawrence e Martin Lodewijk


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Ficha Técnica:


Nome: Storm Integral vol. 4

Autor: Martin Lodewijk

Artista: Don Lawrence

Editora: Tundra

Gênero: Ficção Científica

Tradutor: não informado

Número de Páginas: 212

Prazo da campanha: 24/04

Data de entrega: agosto de 2023



Sinopse: (O Matador de Eriban) - Storm e seus amigos estão à deriva no espaço após a fuga da Lágrima Vermelha, no final do Volume 3. Mas um navio que parecia ser a salvação irá colocá-los nas mãos de um terrível matador em sua missão de realizar seu mais importante assassinato! E Ember terá que lutar em um sangrento torneio conhecido como Barsaman!


(Os Cães de Marduk) - O Teocrata de Pandarve continua sua caçada à Storm, ou Anomalia como ele o chama, e para isso conta com a ajuda de um feroz animal transformado em um terrível mostro. Uma perseguição que colocará Storm, Ember e Nomad em rota de colisão com um grupo de revolucionários inimigos do tirano de Pandarve, com um final surpreendente.


(O Planeta Vivo) - Nossos três heróis são surpreendidos em pleno voo por pequenas criaturas que fazem Nomad de refém e obrigam Storm e Ember a buscar por um dos misteriosos Ovos de Pandarve. Novamente a ameça de Marduk está presente e temos mais detalhes da relação do Teocrata com o Planeta Vivo.


(Vabndaahl, o Destruidor) - Um terrivel guerreiro de uma dimensão paralela chega a Pandarve trazendo caos e destruição! Novamente cabe a Storm e seus companheiros a missão de deter essa ameaça. Batalhas épicas e muitas reviravoltas em uma aventura cheia de ação e cenas espetaculares!


Principais Formas de Apoio:


1 - Recompensa 2: R$140,00


- Storm vol. 4 integral

- marcador de páginas

- nome na lista de colaboradores

- frete incluso no valor


2 - Recompensa 4: R$300,00


- Storm vol. 4 integral

- Storm vol. 3 integral

- Storm vol. 2 integral

- marcador de páginas

- nome na lista de colaboradores

- frete incluso no valor


"Novembro vol. 3" de Matt Fraction e Elsa Charretier


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Ficha Técnica:


Nome: Novembro vol. 3

Autor: Matt Fraction

Artista: Elsa Charretier

Editora: Risco Editora

Gênero: Policial

Tradutor: não informado

Número de Páginas: 80

Prazo da campanha: 12/05

Data de entrega: julho de 2023



Sinopse: Di aceita um trabalho fácil e lucrativo demais para ser honesto. Emma encontra um revólver em um beco. Kowalski decide investigar o que está acontecendo de errado em sua delegacia. Enquanto explosões, fogo e violência tomam conta da cidade no curso de um dia e uma noite, as três mulheres veem suas vidas entrelaçadas, ligadas por conta de um homem – que parece ser o causador de tudo isso.

Três estranhas entrelaçadas pelo destino, pela coincidência e pela crueldade se veem unidas no fim da noite mais longa de suas vidas, encarando as forças sombrias de um império do crime.


Tragadas por uma conspiração invisível armada por policiais corruptos e ladrões ainda piores, elas se veem encurraladas enquanto o mal se fecha por todos os lados.

Separadas, nenhuma delas verá o amanhecer. Juntas, pode ser que elas tenham chance.


Principais Formas de Apoio:


1 - Novembro vol. 3: R$49,00


- HQ impressa

- marcador de páginas

- frete calculado ao final da compra


2 - Novembro vols. 1 a 3: R$147,00


- HQs impressas

- marcador de páginas

- frete calculado ao final da compra


"Obsessão pelo Poder" de Arnold Drake, Leslie Waller, Matt Baker e Ray Osrin


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Ficha Técnica:


Nome: Obsessão pelo Poder

Autores: Arnold Drake e Leslie Waller

Artistas: Matt Baker e Ray Osrin

Editora: Skript

Tradutor: Carlos H. Rutz

Número de Páginas: 144














Sinopse: Considerada por muitos pesquisadores como a primeira graphic novel, ela foi apresentada por seus autores como Graphic Picture. Em 1950, os escritores Arnold Drake (criador de personagens como Patrulha do Destino e Guardiões da Galáxia) e Leslie Waller, ambos ainda na faculdade, imaginaram uma mistura de literatura e HQ.


Nas palavras de Drake: “Uma história em quadrinhos mais desenvolvida — uma ponte deliberada entre histórias em quadrinhos e livros. [...] O planejado era uma série de romances fotográficos que eram, essencialmente, ação, mistério, filmes ocidentais e romances no papel.”


A dupla levou a ideia para Archer St. John, da St. John Publications. O editor adorou a novidade e escalou seu melhor artista: Matt Baker. Até recentemente apagado da História, Baker foi o primeiro profissional negro dos EUA a conquistar o mercado, trabalhando para as mais importantes empresas e títulos. Hoje é reconhecido como um dos gigantes da Nona Arte.


A obra é um típico Noir, com muita intriga, sedução, política e assassinatos. O jornalista Hal Weber chega a pequena Copper City para assumir de editor num jornal. E se vê no meio de uma trama que envolve Rust Masson (sua ex-namorada e viúva do poderoso empresário/político Buck Masson), Audrey Masson (seu novo amor e filha do falecido) e Marcus Jeffers (rival da família).


Principais Formas de Apoio:


Obsessão: R$69,00


- HQ impressa

- frete calculado ao final da compra



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Voltando à busca de dragões para poder tocar a vida, o Quin Zaza se depara com um grupo de dragões migratórios. E durante a tentativa de pegar um, Takita acaba caindo da nave junto de um dragão. Ela vai parar em um vale onde irá conhecer mais sobre os seus estranhos hábitos.


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Sinopse:


O caça-dragões Quin Zaza que navega os céus se depara com um bando de dragões pequenos migratórios. Mas durante a caçada, a novata Takita acaba caindo para fora da nave e ao acordar no fundo de um vale, percebe que um dragão bebê que se perdeu do bando está ao seu lado. À medida que passam o tempo juntos, vai se formando uma relação carinhosa entre Takita e o dragão bebê... Mas também ela aprende a realidade cruel da natureza ecológica dos dragões.






Nessa terceira edição, o Quin Zaza se depara com um raro fenômeno conhecido como corredor de dragões: um grupo de dragões migratórios que se mesclam quase como se fossem uma única criatura. Todos pensam se tratar de uma oportunidade única para capturar alguns dragões e conseguir um bom lucro. Só que o que parecia simples rapidamente se torna uma tragédia quando durante a caçada, Takita acaba sendo arrastada por um dragão e caindo da aeronave junto com ele. Para sorte de Takita, ela cai em um vale onde faz amizade com uma jovem caçadora chamada Aescher. Lá ela vai conhecer alguns comportamentos dos dragões e viver uma perigosa aventura no monte Kin. Isso enquanto seus amigos estão preocupados imaginando se sua companheira estaria ou não viva.


A arte do Taku Kuwabara melhorou um pouco nessa edição. Ele continua a insistir em paisagens amplas e splash pages e embora alguns deles até sejam bons, o resultado continua a ser bem abaixo do que se imagina. Ele emprega alguns truques que desviam o olhar do leitor e ajudam a esconder os problemas: hachuras com linhas mais próximas umas das outras produzindo um efeito de homogeneidade, uma preocupação maior com escala e perspectiva e o emprego do cinza como uma terceira cor que proporciona algumas brincadeiras visuais interessantes. Contudo, os personagens continuam com expressões genéricas demais, modelos corporais muito semelhantes e a falta de detalhamento no fundo que é irritante. E me espanta porque ele parece ser um artista talentoso. Por exemplo, ele consegue criar alguns modelos de dragões bem estranhos (se é que posso chamar essas coisas de dragões) com bicos, pseudópodos, várias caudas, bocas que se abrem de formas bem bizarras. Ou até como ele curte desenhar o céu e o horizonte com bastante competência até. Se ele usasse essa habilidade em situações mais básicas, o mangá seria acima da média. Mas, admito que a arte melhorou em relação aos volumes anteriores.


Já mencionei o quanto a temática de caça aos animais e a semelhança com a caça de baleias me incomoda, então não voltarei a esse assunto. Só o quanto me deixa rabugento na hora de falar sobre a narrativa. E ele volta a empregar um tropo comum a histórias de caçadores ou sobre caçadores que é a cadeia alimentar. Antes de mais nada, caçadores que adotam práticas antigas sabem que todo animal caçado deve ser comido. Isso remonta às comunidades mais primitivas da Antiguidade. Não se caçava por esporte, mas como uma forma de sobrevivência. Claro que no mangá isso chega até a ser meio contraditório já que a tripulação da Quin Zaza assim como os outros caçadores de dragões o fazem por dinheiro. Não há nenhuma honra nisso. Em vários momentos da narrativa, o autor tenta pintar uma imagem honorífica do que os seus personagens fazem, mas isso acaba não colando diante do simples fato de eles caçarem, degolarem, defumarem e tirarem óleo dos bichos por dinheiro. Aliás, há todo um preparo da tripulação para a caçada e eles seguem realmente as atitudes de pescadores de mares profundos. Quem for fã do mangá, recomendo que assistam Pesca Selvagem, que mostra o cotidiano dessa profissão. Várias situações apresentadas por Taku Kuwabara estão lá (até a do personagem que cai do barco).


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Takita conhece um pequeno dragão a quem ela se afeiçoa. E aí se desenvolve uma bonita amizade. Ela é levada por Aescher a uma vila no interior do monte Kin onde ela consegue abrigo. Daí vemos um pouco da fauna terrestre desse mundo e até o motivo pelo qual os dragões não descem para a terra. Vimos também como funcionam as relações entre os dragões, com predadores e presas. Takita fica surpresa porque ela tem a impressão daquela que está caçando. Ela só enxerga as criaturas como alvos a serem lancetados. Só que nessa edição ela se depara com uma estranha complexidade em seu modo de vida, as diferenças inerentes entre eles e até o fato de que existe a possibilidade de convivência e coexistência. Isso é tudo lindo até um momento em que ela fala para o bebê dragão que ela tinha acabado de devolver ao seu grupo depois de vários capítulos de muito esforço para mantê-lo vivo: "Olha, quando você crescer, volta aqui para eu poder te caçar." Sério? Ela desenvolve um elo fofinho com o dragãozinho para depois falar que vai matar e comer ele?


O quarto volume começa com um acidente ocorrido com a Quin Zaza. Enquanto eles estão saindo do monte Kin, uma enorme aeronave se choca, causando enormes danos que exigem um conserto bem caro. Vanny embarca na nave responsável por causar o acidente e conhece Bruno, um personagem exótico que é um aficcionado por pesquisar e desenhar dragões. Ele deseja saber todos os detalhes sobre esses fabulosos animais e quando descobre os contatos que a tripulação da nave teve, sua curiosidade aumenta. Principalmente com os dotes artísticos de Gaga. Os outros membros do grupo tentam fazer os reparos, mas acabam esbarrando na impossibilidade de pagar, o que pode levar o bando a se separar. É então que eles chegam na cidade de Luza que acaba de fazer uma requisição de caça. Um terrível dragão com a fama de ser um devorador de naves está atacando todas nas imediações. A recompensa pela sua morte é enorme.


Queria comentar um pouco do emprego do cinza nas últimas edições. O autor passou a usar com mais contundência esse recurso para ajudar a compor algumas cenas. A gente vê que ele tenta criar novos detalhes e diferenciações de cores seja nos uniformes, nas casas ou até em objetos espalhados pelo cenário. Fornece uma riqueza maior e atende, em parte, àquela ausência de detalhes que mencionei antes. Mas o cinza também ajuda a fortalecer os espaços sombreados pintados pelo autor. O autor tem se esforçado para apresentar cenários variados como a floresta e as montanhas desta edição e mais para o final um belo cenário de cachoeiras. O que me incomoda é a falta de detalhamento. Por que criar uma splash page de um cenário trabalhado de forma incompleta? Acho arriscado demais se formos comparar a arte do Kuwabara com a de outros como Taniguchi ou até mesmo o Oda (autor de One Piece). Esse último, mesmo produzindo em massa, consegue entregar cenários ricos em detalhes e inspirações as mais variadas.


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Dois grandes temas circundam esta edição. A aparição de Bruno nos faz pensar na imagem do pesquisador-observador. Não sei se a intenção foi essa, mas o personagem me faz pensar nas viagens de Charles Darwin a bordo do Beagle. Tudo o que Darwin queria era pesquisar o maior número possível de pássaros para poder escrever seu livro. E ele criou toda uma teoria sobre a evolução das espécies. Não digo que seja isso o que vai acontecer ao Bruno, mas mais pensando na visão de alguém que possui um pensamento de vanguarda dentro de uma sociedade que ruma em outra corrente. Vanney se impressiona com o jeito obsessivo do pesquisador e não sabe bem o que pensar dele. Em um primeiro momento, sua impressão é a de um idiota arrogante, mas isso vai mudando à medida em que ela se familiariza melhor com o que ele pretende. E isso se liga ao questionamento do próprio papel do caçador de dragões e se essas criaturas são ou não passíveis de serem destruídas pelo homem. O problema é a criatura que é grande e destrutiva demais ou o homem que é invasivo demais?

A questão está posta e achei intrigante... até vir os vícios da temática de caçar dragões. E é divertido comer, aniquilar, destruir, destroçar, seccionar dragões. O sorrisinho maroto do personagem que quer tacar o bicho na panela. Aí o autor me perde.


O segundo grande tema desta edição é o destino de cada membro da tripulação do Quin Zaza. O que os motivou a fazer parte da tripulação e se eles se veem naquele lugar por muitos anos. Afinal, como vimos na terceira edição, esta não é uma profissão simples e acidentes podem e vão acontecer. Embora tudo tenha corrido bem com Takita, e se ela tivesse morrido de verdade? É óbvio que todos eles se fazem esse questionamento. Quando uma oportunidade para uma vida melhor surge para um dos tripulantes, Vanney é a que mais fica mexida. Ela continua a ser o elemento mais misterioso do grupo e a maneira como ela e Mika são contrastante ajuda a criar um grau de profundidade maior para a trama. Não dá para dizer muito para onde a história vai nesse pequeno drama que acontece no fundo porque este volume termina em um momento-chave. Vale dizer até que esta é uma edição bastante focada na Vanney, o que para mim me agradou bastante ao distribuir um pouco mais o espaço em cena.


A história prossegue bem e o autor começa a criar mais alguns elementos para reforçar sua construção de mundo. Ao variar mais os cenários, o autor se vê obrigado a criar quadros mais impactante e diferentes. A inserção do cinza ajuda a dar mais ênfase em ferramentas como a escala e a perspectiva. O emprego de splash pages e cenas de página inteira acaba por expor os pontos fracos de sua arte. O desenvolvimento de personagens é fascinante tanto na terceira como na quarta edição. Se a terceira é mais focada na Takita, a quarta é voltada para a exploração dos sentimentos da Vanney. E a jornada prossegue.


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Ficha Técnica:


Nome: Caçando Dragões vols. 3 e 4

Autor: Taku Kuwabara

Editora: Panini Comics

Tradutora: Dirce Miyamura

Número de Páginas: 208 e 192

Ano de Publicação: 2020


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Conversa aberta. Uma mensagem lida. Pular para o conteúdo Como usar o Gmail com leitores de tela 2 de 18 Fwd: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br Caixa de entrada Ficções Humanas Anexossex., 14 de out. 13:41 (há 5 dias) para mim Traduzir mensagem Desativar para: inglês ---------- Forwarded message --------- De: Pedro Serrão Date: sex, 14 de out de 2022 13:03 Subject: Re: Parceria publicitária no ficcoeshumanas.com.br To: Ficções Humanas Olá Paulo Tudo bem? Segue em anexo o código do anúncio para colocar no portal. API Link para seguir a campanha: https://api.clevernt.com/0113f75c-4bd9-11ed-a592-cabfa2a5a2de/ Para implementar a publicidade basta seguir os seguintes passos: 1. copie o código que envio em anexo 2. edite o seu footer 3. procure por 4. cole o código antes do último no final da sua page source. 4. Guarde e verifique a publicidade a funcionar :) Se o website for feito em wordpress, estas são as etapas alternativas: 1. Open dashboard 2. Appearence 3. Editor 4. Theme Footer (footer.php) 5. Search for 6. Paste code before 7. save Pode-me avisar assim que estiver online para eu ver se funciona correctamente? Obrigado! Pedro Serrão escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:42: Combinado! Forte abraço! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:41: Tranquilo. Fico no aguardo aqui até porque tenho que repassar para a designer do site poder inserir o que você pediu. Mas, a gente bateu ideias aqui e concordamos. Em qui, 13 de out de 2022 13:38, Pedro Serrão escreveu: Tudo bem! Vou agora pedir o código e aprovação nas marcas. Assim que tiver envio para você com os passos a seguir, ok? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:36: Boa tarde, Pedro Vimos os dois modelos que você mandou e o do cubo parece ser bem legal. Não é tão invasivo e chega até a ter um visual bacana. Acho que a gente pode trabalhar com ele. O que você acha? Em qui, 13 de out de 2022 13:18, Pedro Serrão escreveu: Opa Paulo Obrigado pela rápida resposta! Eu tenho um Interstitial que penso que é o que está falando (por favor desligue o adblock para conseguir ver): https://demopublish.com/interstitial/ https://demopublish.com/mobilepreview/m_interstitial.html Também temos outros formatos disponíveis em: https://overads.com/#adformats Com qual dos formatos pensaria ser possível avançar? Posso pagar o mesmo que ofereci anteriormente seja qual for o formato No aguardo, Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 17:15: Boa tarde, Pedro Gostei bastante da proposta e estava consultando a designer do site para ver a viabilidade do anúncio e como ele se encaixa dentro do público alvo. Para não ficar algo estranho dentro do design, o que você acha de o anúncio ser uma janela pop up logo que o visitante abrir o site? O servidor onde o site fica oferece uma espécie de tela de boas vindas. A gente pode testar para ver se fica bom. Atenciosamente Paulo Vinicius Em qui, 13 de out de 2022 12:39, Pedro Serrão escreveu: Olá Paulo Tudo bem? Obrigado pela resposta! O meu nome é Pedro Serrão e trabalho na Overads. Trabalhamos com diversas marcas de apostas desportivas por todo o mundo. Neste momento estamos a anunciar no Brasil a Betano e a bet365. O nosso principal formato aparece sempre no topo da página, mas pode ser fechado de imediato pelo usuário. Este é o formato que pretendo colocar nos seus websites (por favor desligue o adblock para conseguir visualizar o anúncio) : https://demopublish.com/pushdown/ Também pode ver aqui uma campanha de um parceiro meu a decorrer. É o anúncio que aparece no topo (desligue o adblock por favor): https://d.arede.info/ CAP 2/20 - o anúncio só é visível 2 vezes por dia/por IP Nesta campanha de teste posso pagar 130$ USD por 100 000 impressões. 1 impressão = 1 vez que o anúncio é visível ao usuário (no entanto, se o adblock estiver activo o usuário não conseguirá ver o anúncio e nesse caso não conta como impressão) Também terá acesso a uma API link para poder seguir as impressões em tempo real. Tráfego da Facebook APP não incluído. O pagamento é feito antecipadamente. Apenas necessito de ver o anúncio a funcionar para pedir o pagamento ao departamento financeiro. Vamos tentar? Obrigado! Ficções Humanas escreveu no dia quinta, 13/10/2022 à(s) 16:28: Boa tarde Tudo bem. Me envie, por favor, qual seria a sua proposta em relação a condições, como o site poderia te ajudar e quais seriam os valores pagos. Vou conversar com os demais membros do site a respeito e te dou uma resposta com esses detalhes em mãos e conversamos melhor. Atenciosamente Paulo Vinicius (editor do Ficções Humanas) Em qui, 13 de out de 2022 11:50, Pedro Serrão escreveu: Bom dia Tudo bem? O meu nome é Pedro Serrão, trabalho na Overads e estou interessado em anunciar no vosso site. Pago as campanhas em adiantado. Podemos falar um pouco? Aqui ou no zap? 00351 91 684 10 16 Obrigado! -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification -- Pedro Serrão Media Buyer CLEVER ADVERTISING PARTNER contact +351 916 841 016 Let's talk! OverAds Certification Área de anexos ficcoescodigo.txt Exibindo ficcoescodigo.txt.