• Paulo Vinicius

Resenha: " A Metade de Meia Dúzia" de Felipe Castilho

Márcio e Rita trabalham em um escritório há anos. Um dia desses eles acabam voltando de mais um dia de serviço e indo tomar um café por causa da paralisia do trânsito em São Paulo. Mal sabiam eles que alguns dias mais tarde eles estariam lutando por suas vidas.


Cena de zumbis vagando por uma rua. Carros destruídos dos dois lados da rua. Prédios com pessoas assustadas se escondendo em suas casas

Sinopse:


Conto de Felipe Castilho, autor da série Legado Folclórico, para a antologia Terra Morta: Relatos de sobrevivência a um apocalipse zumbi. Pode o amor florescer em meio a um apocalipse zumbi? Em uma referência às comédias românticas, conheça uma história de amor cheia de idas e vindas, amores não correspondidos, frescurites de apaixonadinhos… e tudo regado com sangue.





Histórias de apocalipse zumbi nunca foram um gênero que me agradaram muito. Mesmo quando eles estavam na moda. Acho uma boa diversão pipoca momentânea, mas é uma literatura que raramente propõe alguma reflexão sobre alguma coisa. Felipe Castilho pega o tema e faz uma sátira às histórias de comédia romântica colocando duas pessoas em um encontro onde tudo parece dar certo... até que não dão. Mesmo com a escrita ágil do autor, eu não cheguei a me empolgar com a história, e a culpa é inteiramente minha porque não sou o público para esse tipo de história. Então já peço desculpas ao autor e aos leitores que curtem histórias de zumbis. Vou tentar ser o menos resmungão possível.


Márcio e Rita estão voltando juntos do trabalho em um dos raros momentos em que eles pegam o metrô juntos. Márcio não está indo para a faculdade e o trânsito em São Paulo está uma loucura. Tudo está parado. Não se sabe o motivo. Eles decidem descer em uma estação onde param para tomar um café onde rola um flerte básico entre os dois. A ação corta para alguns dias depois onde o mundo virou de ponta a cabeça com zumbis por toda a parte. Márcio se entrincheirou na faculdade e não come já há algum tempo. Enquanto luta por sua sobrevivência ele pensa em o que poderia ter acontecido com Rita.


A escrita do Felipe é dinâmica e as descrições passam com uma fluidez que voa pelas páginas. Esse é aquele conto para você ler na fila do banco. Os diálogos são ágeis, as cenas de ação são bem construídas a ponto de você conseguir imaginá-las. Ele consegue balancear bem a brincadeira do jogo do flerte do casal com o apocalipse zumbi iminente. Dá para imaginar os cortes de cena. É como se estivéssemos vendo um livro em movimento e não tenho dúvidas de que o autor usou o esquema de roteiro de cinema para construir o conto. O conto é construído em alternâncias entre tensão e distensão, ou seja, temos momentos de perigo iminente alternando com momentos leves e descontraídos.










Capa de A Metade de Meia Dúzia

Ficha Técnica:


Nome: A Metade de Meia Dúzia

Autor: Felipe Castilho

Editora: Draco

Número de Páginas: 29

Ano de Publicação: 2016


Avaliação:

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Assinatura Ficções Humanas - Frase: "Isto é o que você deve se lembrar: o fim de uma história é apenas o começo de outra."

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