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  • Foto do escritorPaulo Vinicius

Autores em domínio público: William Hope Hodgson

William HJope Hodgson foi um importante expoente da literatura de terror e suas obras tiveram impacto e influência sobre muitos autores contemporâneos. Vocês o conhecem? Se não, confiram mais sobre ele na nossa postagem.


Nascido em Essex, na Grã-Bretanha, em 1877, William Hope Hodgson. Jamais um dos grandes autores de uma safra que produziu os clássicos romances de terror que tanto conhecemos como Drácula (de Bram Stoker), Frankenstein (de Mary Shelley), O Médico e o Monstro (de R.L. Stevenson) e O Retrato de Dorian Grey (de Oscar Wilde). Talvez por ter publicado quase na mesma época que figuras tão icônicas da produção literária, Hodgson tenha ficado em segundo plano. Apesar de ter tido uma vida breve, tendo morrido aos quarenta anos, ele deixou várias produções de alta qualidade.


Filho de um padre anglicano, tinha onze irmãos, sendo o segundo mais velho. Isso acabou tirando muitas de suas perspectivas já que as famílias vitorianas valorizavam mais os "filhos da ponta", ou seja, os primogênitos e os mais jovens. Sua família também foi marcada pela tragédia com Hodgson estando presente na morte de três de seus irmãos durante a sua infância. A morte de crianças ou de irmãos se tornou um tema bastante presente em seus romances. Por causa de seu ministério, o pai de Hodgson precisava se mudar com bastante frequência, causando instabilidade e incerteza em sua família. Para se ter uma ideia foram onze paróquias ao longo de vinte e um anos.


Curiosamente Hodgson escolheu uma carreira bem diferente da de seu pai e bem longe da literatura: foi marinheiro por quatro anos. Depois que seu período como aprendiz terminou, Hodgson seguiu para Londres onde passou mais um tempo se aperfeiçoando como marinheiro. Isso lhe rendeu mais alguns anos no mar. Apesar de ser seu sonho seguir a vida a bordo de um navio, sua rotina não era um mar de rosas. Por ser um garoto magricela e de feições afeminadas, ele sofria bullying de seus companheiros. Isso o fez entrar em uma rotina de treinamentos de auto-defesa. Como a arte imita a vida, o tema do bullying e da vingança também foi transposto para seus livros.


Ainda nesse tema do aperfeiçoamento físico, Hodgson abriu uma Escola para Cultura Física na cidade de Blackburn, na Inglaterra. O objetivo era a cura para a indigestão e a pesquisa de alimentos que pudessem ajudar no desenvolvimento físico. Não chega a ser o que hoje conhecemos como uma escola de nutrição, mas eram os primórdios disso. Hodgson era mais um curioso do que um cientista. Uma situação curiosa da época teve a ver com o envolvimento de Hodgson com o departamento de polícia de Blackburn por causa de sua pesquisa. Em uma apresentação de palco, Hodgson se envolveu com ninguém menos do que Henry Houdini. Em um dos números do famoso escapista, Houdini reclamava do comportamento dele e das algemas que havia fornecido. Segundo Houdini, Hodgson teria o machucado e enferrujado as fechaduras das algemas para prejudicá-lo.


Hodhson percebeu que essa carreira não dava dinheiro, mas inspirado por homens como Edgar Allan Poe, Jules Verne e H.G. Wells, voltou sua atenção para a literatura. Sua primeira história publicada chamava-se A Deusa da Morte e foi publicada na Royal Magazine em 1904. Desde o começo o autor revelava seu gosto pelas narrativas envolvendo o oculto e o sobrenatural. Na história o narrador vai investigar uma série de assassinatos por estrangulamento em uma pequena vila. Ele acaba desconfiando de uma estátua da deusa indiana Kali que havia sido roubada de um templo. A particularidade do narrador é que ele é um homem racional buscando explicações lógicas para tudo o que acontece ao seu redor. A partir daí veremos uma série de clichês de histórias de aventuras como passagens secretas, cultos macabros entre outros.


Antes de comentar sobre alguns de seus trabalhos mais famosos cabe pontuar que Hodgson teve uma breve carreira como poeta. Ele escreveu vários deles, mas poucos chegaram a ser publicados. Muitos desses poemas eram dedicatórias colocadas no início de cada uma de suas histórias. Ele não era nem um pouco otimista em relação a uma carreira como porta. Chegou a sugerir em uma entrevista que poetas poderiam ganhar mais dinheiro se se aventurassem a escrever pequenas frases para lápides. A Penguin Random House reuniu quarenta e oito de seus poemas, sendo que vários deles foram publicados por sua esposa após a sua morte, na coletânea The Lost Poetry of William Hope Hodgson.


Entre seus romances mais famosos estão o ciclo de histórias do Mar de Sargasso, do qual destacamos Os Barcos de "Glen-Carrig", A Terra da Noite e A Casa no Fim de Tudo. Dos três conseguimos encontrar A Terra da Noite em uma ótima edição da Editora Clock Tower e A Casa no Fim de Tudo que tem duas versões, sendo que indico a da Editora Novo Século pela tradução e acabamento melhor. As histórias do mar de Sargasso usam um pouco do conhecimento náutico do autor aliado à sua paixão por mistérios sobrenaturais. Os Barcos de "Glen-Carrig" vai se passar em alto mar e flerta com as superstições típicas de homens do mar para criar uma história de vingança.


Hodgson é bastante conhecido por explorar o tema de fantasmas e sua busca por vingança. A Casa no Fim de Tudo vai explorar dois homens que encontram um estranho abismo durante uma viagem para pescar no interior da Irlanda. Ao explorar o local eles encontram uma casa em ruínas no seu ponto mais profundo. Enterrado próximo à casa tem um diário que vai contar a vida de um senhor ao lado de sua filha nessa estranha casa e o seu cachorrinho, Pepper. Os habitantes da vila mais próxima consideram o senhor como um velho louco. Chama a atenção o estranho formato da casa, circular e suas decorações se parecem com chamas. A história fica mais estranha quando em uma noite o velho se vê arrastado para uma estranha planície vermelha. Sem entregar mais, a história se parece muito com o ciclo cósmico de H.P. Lovecraft.


Minha história favorita do autor também se encontra nessa linha de terror cósmico. Chama-se A terra da Noite e possui uma trama bastante peculiar. Muitos leitores reclamam da escrita desse romance, que possui um estilo rebuscado e pedante demais. Hodgson se inspirou em Paraíso Perdido, de John Milton e tentou emular a fala do protagonista como se fosse um cavalheiro do século XVII. Só que é aí que as coisas ficam insanas: a história se passa no futuro, em uma realidade em que o Sol desapareceu do espaço e a Terra é afligida por atividades vulcânicas constantes. Os humanos que conseguiram sobreviver habitam uma colossal pirâmide de ferro que está sendo atacada por seres desconhecidos alimentados por energias sombrias. A pirâmide consegue conter os ataques graças a uma energia misteriosa que vem do núcleo da Terra. Isso faz com que exista um tênue equilíbrio de forças, mas os seres humanos desejam derrotar seus agressores. É aí que iremos descobrir mais sobre os mistérios que se escondem nesta estranha realidade.


Hodgson se casou aos 35 anos e se mudou para o sul da França. Ele começou a escrever gêneros variados de histórias como aventuras e faroeste para tentar uma estabilidade financeira que nunca foi alcançada. A propriedade no sul da França impunha baixos custos só que quando a Primeira Guerra Mundial estourou o casal precisou retornar para a Inglaterra. O autor se envolveu com uma unidade de treinamento de oficiais. Curiosamente ele se recusou a se envolver com qualquer coisa que dissesse respeito à Marinha. Tendo permanecido na artilharia, sofreu um grave acidente de cavalo tendo uma concussão. Apesar de ter recebido uma dispensa mandatória por causa do grau de concussão, Hodgson se realistou e serviu na guerra por mais dois anos. Só que ele faleceu durante a Quarta Batalha de Ypres, em 1918 por causa do impacto de uma carga de artilharia. Alguns autores que alegaram publicamente terem sido inspirados por Hodgson foram Greg Bear, Clark Ashton Smith, China Miéville, Gene Wolfe e muitos outros. Ou seja, ele deixou muito de si na escrita de outros autores.




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