Buscar
  • Paulo Vinicius

Taku e Yukata são dois amigos de infância que acabaram muito irritados quando a escola não os libera para ir a um passeio a Kyoto que eles tanto queriam. Depois de muita reclamação dos dois, a escola decide enviá-los para o Havaí no ano seguinte.

Sinopse:


Após o divórcio dos pais de Rikako Muto, uma estudante de Tóquio, ela é transferida para um colégio de Kochi, uma cidade litorânea remota da capital. Além de linda e inteligente, se dedica muito aos estudos e aos desportos. Mas sem saber por quê, não consegue se adaptar à vida social da escola. No mesmo colégio chegam Taku Morisaki e Yutaka Matsuno, que sempre foram melhores amigos na vida, e logo o trio começam a viver um triângulo amoroso.




As Ondas do Oceano é uma animação complicada de analisar. Ela em nada se parece com outras animações do estúdio. A primeira impressão que eu tive é de que As Ondas do Oceano fosse qualquer outro anime japonês qualquer dado o nível de generalidade da história e da animação. Apesar de ser um média metragem, a animação sofre por ser um pouco arrastada e até monótona.

Esta foi a primeira animação que não teve a participação de Hayao Miyazaki, tendo sido produzida pelo estúdio em si. Tomomi Mochizuki, um do membros mais talentosos do estúdio e aluno de Miyazaki esteve à frente do projeto. Na verdade, tratou-se de uma produção conjunta do estúdio Ghibli, da MadHouse, da J. C. Staff e da Oh! Productions. A recepção de As Ondas do Oceano foi bem fraca no mercado japonês e no mercado internacional. Ao que eu saiba, nunca foi dublado no Brasil e muito menos foi vendido separadamente. A animação faz parte de um pacote com várias animações do estúdio assim como aconteceu com Memórias de Ontem e Sussurros do Coração. Em outros mercados como o inglês a recepção também foi ruim, diferentemente da boa aceitação que Porco Rosso teve.

As Ondas do Oceano é um típico filme sobre a jornada de crescimento de personagens partindo do seu cotidiano. No Japão este estilo de temática é enquadrada dentro de um subgênero: o slice of life (ou pedaço de vida, em uma tradução livre). A história gira em torno de três personagens: Taku, Yutaka e Rikaku. Taku e Yutaka são amigos de infância que se conheceram a partir de circunstâncias curiosas: Taku é um menino trabalhador e com dificuldades nos estudos enquanto Yutaka é o aluno inteligente da turma. Taku conhece Yutaka quando ambos reclamam de uma posição da escola ao não liberar um passeio para Kyoto que os alunos tanto esperavam. Os dois alunos pedem que a escola explique os motivos para tal decisão e é aí que os dois se conhecem. É decidido então pela escola que eles farão no ano seguinte uma viagem para o Havaí como uma maneira de compensar a decisão deste ano.

A história em si começa quando Yutaka apresenta a nova aluna para Taku: Rikaku, uma bela garota de longos cabelos negros e olhos escuros. Sua bela aparência se destaca na escola e o fato de ela ter vindo de Tokyo para morar em uma cidade do interior como Kochi (lugar onde se passa a história) é motivo de burburinho por toda a cidade. A jovem prefere se manter afastada dos demais colegas e sua postura mais introvertida atrai os olhares dos meninos. Ser boa nos esportes e nos estudos ajuda mais a criar um ar de mistério na personagem. A confusão toda começa quando Taku precisa emprestar dinheiro para Rikaku durante a viagem para o Havaí. É aí que Taku se vê absorvido pelos problemas da personagem e acaba atraído pelo seu estranho charme. Isso vai colocá-lo contra o seu amigo de infância que é interessado na menina também.


Vou ser bem direto aqui: a história é fraca. Já vi vários animes japoneses que tratavam deste tema de jornada para o crescimento e As Ondas do Oceano é um dos mais fracos que eu já vi. Não consegui demonstrar empatia pelos personagens o que em uma animação cuja principal tarefa é atrair o espectador, prejudica demais o sucesso da animação. Os personagens acabam parecendo muito rasos e os momentos em que se tenta criar uma atmosfera mais bucólica ou reflexiva são momentos bobos. Por exemplo, por que o nome As Ondas do Oceano? Só por que eles foram para o Havaí? O oceano não é usado como metáfora ou sequer como um recurso para aproximar os personagens. Somente no final quando ocorre a conversa entre Taku e Yutaka, mas achei muito pouco.

Rikaku é uma menina tola e antipática. Apesar de se tentar apresentá-la como uma menina que sofre por causa do divórcio dos pais, não consegui entrar neste jogo. Algumas situações que acontecem com ela são muito forçadas. Um elemento importante de animações que tratam desta jornada de crescimento é que os acontecimentos precisam acontecer de forma harmônica. Mesmo que haja um estranhamento ou até uma situação fantástica, os acontecimentos precisam ser naturais. Aqui o que eu menos vi foi a naturalidade. A autora, Kaori Nakamura, busca fazer com que a gente goste da personagem mostrando seu sofrimento diante de um lugar estranho. Sendo da cidade e com pais separados, Rikaku não conseguiria se acostumar ao novo lugar. Mas, o que se vê em As Ondas do Oceano é todos os colegas sendo solidários e até se preocupando com a personagem. O sofrimento de Rikaku não passa de um capricho da mesma.

A animação também é muito pobre. Em nada lembra a beleza de animações como Nausicaa e Porco Rosso que são bem anteriores a este anime. Eu poderia citar diversas séries japonesas da mesma época cujas animações são iguais ou superiores a Ondas do Oceano. Fiquei muito desapontado com este trabalho do estúdio Ghibli. A trilha sonora também não tem nada demais. É passável apenas.

Enfim, para aqueles que gostam deste tipo de temática, podem ver, mas se preparem para algo muito normal. Como a duração do média metragem é pequena, a dor não será tão grande. Mas, para aqueles que buscam algo no padrão do estúdio Ghibli, saiam fora e passem adiante. Sem dúvida alguma foi um tempo desperdiçado por mim.

Na próxima semana, vamos conversar sobre Only Yesterday, um anime produzido pelo eterno companheiro de Hayao Miyazaki, Isao Takahata. Um filme do estúdio Ghibli de 1991.

Ficha Técnica:


Nome: As Ondas do Oceano

Diretor: Tomomi Mochizuki

Produtores: Nozomu Takahashi, Toshio Suzuki e Seiji Okuda

Roteirista: Kaori Nakamura

Estúdio: Studio Ghibli

País de Origem: Japão

Tempo de Duração: 72 min

Ano de Lançamento: 1995


Tags: #asondasdooceano #toshiosuzuki #studioghibli #sliceoflife #crescimento #amadurecimento #trianguloamoroso #amor #amizade #separacao #viagem #ficcoeshumanas





Maia é um hobgoblin: um dos herdeiros de um poderoso rei elfo que é relegado a um lugar pantanoso para nunca ter oportunidade de subir ao trono. Quando uma tragédia acontece e toda a família real morre, Maia se torna o novo rei, contra todos os prognósticos. Agora ele se vê tendo que subir ao trono e governar um reino no meio do caos total.



Sinopse: Maia, o filho mais jovem do Imperador (e um hobgoblin) viveu toda a sua vida em exílio, distante da Corte Imperial e das intrigas mortais que a formam. Mas quando seu pai e seus três irmãos na linha sucessória são mortos em um "acidente", ele não tem escolha senão tomar seu lugar como o único herdeiro legítimo ainda sobrevivendo. Completamente alheio à arte das políticas de corte, ele não tem amigos, nem conselheiros e a noção quase certa de que quem quer que tenha assassinado seu pai e irmãos poderiam fazer uma tentativa de assassinato contra ele a qualquer momento. Cercado por puxa-sacos loucos para obter favores com o ingênuo novo imperador, e assolado pelo peso de sua nova vida, ele não pode confiar em ninguém. No meio do tornado de planos para retirá-lo do poder, ofertas de casamento arranjados, e o especto de conspiradores desconhecidos que rastejam pelas sombras, ele deve rapidamente se ajustar à sua vida como o Imperador Goblin.




Este é o primeiro romance de Sarah Monette sob seu pseudônimo de Katherine Addison. A autora já havia publicado uma trilogia anteriormente com uma história bem mais violenta. The Goblin Emperor foi indicado ao Nebula e ao Gemmell Awards, dois importantes prêmios de ficção científica e fantasia. Fiz toda essa apresentação porque gostaria que os leitores gravassem bem essa obra e o nome da autora. The Goblin Emperor é fenomenal, de uma sensibilidade e doçura ímpares entre as obras de fantasia.

Temos nos acostumado muito à dark fantasy e seus personagens de índole duvidosa, os finais horrorosos e depressivos (horrorosos no sentido de ápice do terror e desespero) e as ambientações catastróficas. Jorg Ancrath da trilogia dos Espinhos (escrita por Mark Lawrence) é um vilão no sentido essencial da palavra; em The Promise of Blood, Tamas é um estrategista que não se importa com os meios para alcançar seus objetivos. É um sopro de ar fresco ver como Maia é um protagonista adorável e de bom coração. Mesmo sofrendo nas mãos de seu guardião Setheris após a morte de sua mãe, ele consegue transbordar bondade no coração. Ficamos sensibilizados com a história de Maia; torcemos para que ele consiga solucionar os problemas da melhor maneira possível. Torcemos até para que Csethero Ceredin (a noiva de Maia) possa entender e aceitar Maia.

A história se centra na figura de Maia, um dentro os vários filhos de Varenechibel IV. Por ser um hobgoblin (meio-elfo, meio-goblin), Maia foi renegado e exilado junto com sua mãe goblin Chenelo aos pântanos de Edonomee. Chenelo morre jovem, triste por ter sido abandonada pelo marido. Varanechibel cuidou para que seus filhos elfos fossem educados desde jovens para o sucederem. Ninguém esperava que Maia ascendesse ao trono; ninguém sequer lembrava que Maia existia como possível sucessor. E, em uma sabotagem, o rei e seus filhos caem de sua aeronave quando se dirigiam ao casamento do príncipe de Thu-Athavar (um dos aliados de Varenechibel). E maia se vê tendo que assumir o trono subitamente. Um hobgoblin imperador dos elfos.




Katherine Addison é a Maquiavel dos mundos de fantasia. A brutalidade de Game of Thrones é interessante, mas a sutileza da corte de Utheilein’mere é muito mais perigosa. Os formalismos, as preferências e as pequenas ações podem levar ao sucesso ou ao desastre. Neste circo de vaidades, Maia quer apenas encontrar um amigo ou pelo menos alguém em quem possa confiar. Mas, como imperador, todos querem alguma coisa. Como saber se alguém quer realmente ser um amigo ou se quer apenas favores. O universo sufocante da corte élfica é mostrada em detalhes, pela autora. Em determinados momentos nos sentimos acuados, encostados contra a parede. A autora, em entrevista, alegou que teve um pouco da Rússia czarista nos personagens. A gente percebe o excesso de mesuras, o jogo da corte, a escolha de palavras.

Quem busca um livro de ação, com batalhas sangrentas e feitos heróicos, feche o livro e procure outro. The Goblin Emperor não é sobre isso. O livro todo se passa na corte de Utheilein’mere e na cidade de Cethro. São as decisões reais, as festividades, as honrarias. A batalha é pela manutenção do poder, pela prosperidade do reino. Vale destacar que apesar de Maia dispor de dois guarda-costas, um soldado e um mago, quase não vemos o emprego de magia na história. Sarah alegou que os personagens não quiseram usar magia; mais uma vez, ela demonstra quando os personagens ganham vida e saem do controle. Cala procura sempre resolver os problemas de uma maneira construtiva e sem empregar suas habilidades. Acaba que essa ausência de magia em uma história fantástica não faz falta.

Os personagens são muito importantes para a trama. Por ser um livro mais intimista, a autora precisou desenvolver bem as características de cada personagem. O núcleo de Mais é muito bem trabalhado. Lá pela metade do livro conseguimos distinguir bem Csevet (o secretário direto), Cala e Beshelar (os primeiros guardiões de Maia). Mesmo os coadjuvantes como Dach’osmer Tethimar e até Chavar tem suas características bem descritas.

The Goblin Emperor é acima da média. Não sei se gostaria de ver uma sequência: acho que a autora encerrou bem a obra sem deixar quaisquer pontas soltas. Quem aprecia fantasia, deve dar uma chance ao livro. Não vai se arrepender.




Ficha Técnica:


Nome: The Goblin Emperor

Autora: Katherine Addison

Editora: Simon & Schuster

Gênero: Fantasia

Número de Páginas: 480

Ano de Publicação: 2016


Link de compra:

https://amzn.to/2tYt3JR


Tags: #thegoblinemperor #katherineaddison #simoneschuster #fantasia #maquiavel #corte #politica #intrigas #goblins #elfos #etica #maia #leiafantasia #ficcoeshumanas

  • Paulo Vinicius

Marco Rosso é um piloto de avião que participou da Primeira Guerra Mundial. Após uma tragédia, ele se transformou em um porco e passa a viver uma vida mais tranquila. Mas, sua tranquilidade vai chegar ao fim graças a um ganancioso piloto norte-americano e um grupo de piratas aéreos.

Sinopse:


Na Itália, durante o período entre as duas guerras, com um fundo de recessão econômica e de ascensão do fascismo, perdido numa ilha deserta no mar Adriático,, um ex-piloto emérito da Força Aérea Italiana, se vê transformado em um porco e converte-se em caçador de recompensas. Ele se chama "Porco Rosso". A bordo de seu hidroavião vermelho, ele tem muitas aventuras: de caça aos piratas do ar que fizeram um hábito de roubar os turistas que visitam a região, o resgate de passageiros tomados como reféns, duelos aéreos, "corridas" de hidroavião, subterfúgios para semear a polícia secreta italiana ... a vida do piloto é agitada e cheia de aventuras.




Esta animação tem uma história, no mínimo, curiosa. Cansados da produção de Túmulo dos VagaLumes e Nausicaa, Miyazaki teve a ideia de produzir alguma animação leve e com uma história simples de forma a fazer os membros do estúdio descansarem. Só que a animação ficou tão boa que Porco Rosso figura entre as melhores animações do estúdio. Porco Rosso chegou a ser distribuído em diversos países e teve até dublagem internacional por atores como Jean Reno que dublou o protagonista na cópia enviada para a França.

Marco Porcelino Rosso foi um piloto da Força Aérea Italiana que atuou na Primeira Guerra Mundial. Cansado de batalhas e após um incidente envolvendo os seus companheiros, ele volta ao mar Adriático para viver uma vida tranquila e sossegada. Mas, algo estranho lhe aconteceu: ele se transformou em um porco. Se envolvendo em batalhas aéreas, campeonatos de acrobacias e derrotando piratas, Marco continua sua vida até que um piloto norte-americano Donald Curtis consegue derrubar Marco do ar. Ele então precisará retornar à Milão, na Itália, para reformar seu avião e se preparar para uma revanche contra Curtis. Em uma jornada para descobrir quem ele é, Marco encontrará Fiona Piccolo, uma talentosa designer de aviões que o fará suar a camisa.

Miyazaki é um fã de aviação. Ele já comentou em diversas entrevistas o quanto gostava dos antigos pilotos da Primeira Guerra Mundial, bravos homens que se colocavam no ar e disputavam com seus rivais quem era o melhor. Para ele, era como um duelo acontecido no Velho Oeste americano. E este amor pelos dogfights, ou seja, pelas disputas entre aviões antigos foi transportada para essa animação. Podemos ver ao longo do filme o quanto Miyazaki se preocupou com os detalhes como o momento em que Fiona desenha o modelo do novo avião de Marco. Fora que o próprio protagonista é baseado na lenda do Barão Vermelho, um heroi da aviação da Primeira Guerra Mundial.

A animação de Porco Rosso é um misto de influências ocidentais e a de animes japoneses antigos como Lupin. Os traços são exagerados ao mesmo tempo em que são estilosos. Os inimigos são claramente identificáveis tendo aquelas expressões estranhas típicas de desenhos da Hanna-Barbera. Toda a animação é muito colorida, dando aquele aspecto mais leve e brincalhão, objetivo principal do filme. Os cenários usados novamente estão na Itália. Miyazaki pesquisou bem o modelo das casas mediterrâneas. Isso já podia ser observado em Serviço de Entregas da Kiki, mas em Porco Rosso as casas são mais esparsas porque Marco frequenta pequenas ilhas do Adriático. Adorei a forma como Miyazaki imaginou, por exemplo, o restaurante da Gina com aquele espaço aberto típico de um bistrô ou parte da cidade de Milão quando Marco está na oficina Piccolo.


A animação possui elementos bem sutis em sua temática. Ele critica, por exemplo, as consequências da guerra para as pessoas que ficam esperando seus entes queridos. Gina teve seu marido (companheiro de Marco) morto durante uma das ofensivas italianas. Ela agora não deseja mais casar por conta da tristeza que carrega ao ter perdido seu amor. Marco também foi profundamente marcado pela guerra. Ele viu seus amigos serem mortos um a um. Uma das sequências mais bonitas da animação é quando ele está inconsciente e voa acima das nuvens. Ele vê todos os aviadores mortos subindo com seus aviões ao céu. O elemento da crítica é em ver quantos aviões subiram ao céu formando praticamente uma revoada indistinta de aviões. Miyazaki critica a tolice por trás dos conflitos.

O cenário é a Itália na década de 1930. Aqui a gente começa a ver pequenos detalhes sobre a ascensão do fascismo. Só achei que Miyazaki errou um pouco na datação. Mussolini sobe ao poder muito antes de Hitler, no início da década de 1920. Marco é considerado subversivo por não apoiar o novo regime. Todos os que fossem contra o regime deveriam ser imediatamente apreendidos. Existe todo um clima de medo vivido pelas pessoas. Apesar de apoiarem o novo regime que buscava reconstruir a Itália, a população estava amedrontada com as ações extremas do Duce. Outro ponto interessante: antes a Itália apoiava os aliados contra a Alemanha e agora era uma de suas aliadas. Marco percebe a bobagem da política de nações e isto talvez tenha contribuído para sua melancolia.

Marco ser um porco é uma alegoria usada por Miyazaki para compor a personalidade do protagonista. Ele abandonou sua vida de heroi para se tornar um homem individualista e sem se apegar demais às pessoas. Antes de conhecer Fiona tudo o que ele queria era uma boa bebida, um combate interessante e muito dinheiro. Ou seja, ele havia se tornado literalmente um porco. Para que ele possa deixar de ser um porco, Marco precisaria se reencontrar como heroi, entender os motivos pelo qual ele deve proteger as pessoas que ama. A animação Porco Rosso nada mais é do que uma longa jornada do heroi. Jornada esta psicológica e não física na qual o protagonista vai precisar se conscientizar da necessidade de recuperar o coração de um aviador. Gina e Fiona vão ser os elementos transformadores do caráter do protagonista.

Gostei bastante da animação: divertida e cerebral aonde precisava ser. Mesmo o inimigo,Curtis, é um cara engraçado. Porco Rosso não tem as mesmas pretensões reflexivas de Túmulo dos VagaLumes, mas é uma animação que trata da guerra e das tolices que fazemos durante ela. O ritmo da história é muito bom e quando menos esperamos o filme acaba. Típico do Miyazaki.

Na próxima semana vou falar aqui de The Ocean Waves, uma animação pouco conhecida do estúdio Ghibli.

Ficha Técnica:


Nome: Porco Rosso

Diretor: Hayao Miyazaki

Produtor: Toshio Suzuki

Roteirista: Isao Takahata

Estúdio: Studio Ghibli

País de Origem: Japão

Tempo de Duração: 94 min

Ano de Lançamento: 1992


Tags: #porcorosso #hayaomiyazaki #isaotakahata #toshiosuzuki #piloto #aviacao #primeiraguerramundial #piratas #combatesaereos #ficcoeshumanas








ficções humanas rodapé.gif

Todos os direitos reservados.

Todo conteúdo de não autoria será

devidamente creditado.

  • Facebook - Círculo Branco
  • Twitter - Círculo Branco
  • YouTube - Círculo Branco
  • Instagram - White Circle

O Ficções Humanas é um blog literário sobre fantasia e ficção científica.