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Uma das histórias mais icônicas escritas pelo autor. A luta do bem contra o mal na pele de John Smith. Um homem que mesmo sofrendo inúmeros reveses, ainda mantém seu coração puro.



Sinopse: Depois de quatro anos e meio, John Smith acorda de um coma causado por um acidente de carro. Junto com a consciência, o que John traz do limbo onde esteve são poderes inexplicáveis. O passado, o presente, o futuro – nada está fora de alcance. O resto do mundo parece considerar seus poderes um dom, mas John está cada vez mais convencido de que é uma maldição. Basta um toque, e ele vê mais sobre as pessoas do que jamais desejou. Ele não pediu por isso e, no entanto, não pode se livrar das visões. Então o que fazer quando, ao apertar a mão de um político em início de carreira, John prevê o que parece ser o fim do mundo?



O quanto um homem consegue manter sua integridade antes de entrar em desespero? Stephen King nos apresenta a narrativa de um homem bondoso que tem sua vida radicalmente transformada quando sofre um acidente. O protagonista desta história sofre horrores dentro da narrativa. Em nenhum momento ele tem um modicum de paz. Quando tudo parece se encaminhar favoravelmente para John Smith, alguma coisa acontece que o derruba. O que mais me chamou a atenção foi a capacidade do protagonista de manter sua integridade do início ao fim da trama. Mesmo diante de obstáculos insuperáveis o personagem consegue lidar bem com as situações, sem parecer forçado por parte do autor. Johnny Smith é um cara legal. Professor do ensino médio na escola, ensina literatura e mantém um clube da leitura popular aonde dá aula. Sua namorada Sarah é uma mulher bonita e simpática e leciona na mesma instituição. Quando pequeno, Johnny levou uma pancada na cabeça que afetou levemente uma região do cérebro. O que assustou os pais de Johnny na época, fez com que ele começasse a despertar alguns dons premonitórios. Nada espetacular, apenas o fato de Johnny ter certas sensações estranhas sobre alguns fatos. Quando Johnny e Sarah vão ao parque de diversões, Johnny se sente impelido a jogar a Roda da Fortuna. Ele começa a jogar e acertar todas as vezes. Mas, toda vez que ele acerta, o rosto de Johnny fica estranho como se uma segunda personalidade estivesse assumindo o controle. No final do dia tudo parecia bem e Johnny estava levando Sarah para casa quando seu carro é abalroado por um Dodge Charger. Johnny bate a cabeça e fica em coma por 5 anos. Quando acorda, Johnny tem seus poderes premonitórios ampliados. Segundo os médicos, no cérebro do protagonista surgiu uma zona morta capaz de fornecer essas estranhas sensações a Johnny. Greg Stillson é um banqueiro e às vezes um agiota. Precisa lidar com idiotas que não pagam os empréstimos que fazem. Mas, é a vida de um agiota. Greg tem um sonho: ser o presidente dos EUA. E aos poucos ele está planejando a sua escalada. Graças a seus contatos conseguiu arrumar votos suficientes para se tornar deputado. Esse é o primeiro passo rumo à presidência. Mas, Greg é um homem de ação. Faz o que tiver de ser feito para alcançar seus objetivos, mesmo que algumas pessoas se saiam feridas. Os destinos de Johnny e Greg vão se chocar, quando uma premonição de Johnny o faz ver um país mergulhado em uma guerra nuclear com muitas pessoas mortas.



No fundo, King construiu uma história bem simples. Os personagens são bem redondinhos, fazendo o leitor perceber todas as nuances de cada personagem. Não achei Greg um vilão no sentido cruel da palavra. Greg Stillson não é um Randall Flagg. É apenas um político inescrupuloso que vê no poder a sua forma de manter o controle. Ele não é mal no sentido prático da palavra. Talvez aí esteja o único ponto fraco do livro. King quis dar a Stillson ares de antagonista, de vilão, e eu não senti isso. Em determinado momento a gente consegue até sentir certa empatia pelo personagem. Essas primeiras obras de King funcionaram como um laboratório de testes para o autor. Carrie, Salem, O Iluminado e Zona Morta compartilham de uma ausência de um antagonista no sentido pleno do termo. Podemos argumentar que o casalzinho de bullies em Carrie podem ser considerados antagônicos, mas no fundo não tem aquela vibração que os vilões de King possuem. Big Rennie em Sob a Redoma é um vilão em seu sentido pleno. Ele é cruel com seus inimigos; algumas das cenas mais violentas demonstram a satisfação e diversão do personagem com o sofrimento. O vampirão de Salem quase não aparece na obra. Funciona mais como uma presença sombria que aterroriza Jerusalem’s Lot. Greg é um homem que precisa lidar com todo o tipo de pessoas. Por esse motivo ele criou uma persona mais cruel para lidar com os problemas. A questão das premonições eu achei interessante. King não dá ao personagens poderes especiais para ele deter criminosos. Ele dá uma condição terminal a um homem bom. Johnny sabe que vai morrer quanto mais usar a sua premonição, mas sua natureza bondosa vai fazer com que ele coloque sua própria vida de lado para salvar os homens. Não importa se ele nunca será lembrado ou se ele jamais terá Sarah novamente em seus braços. Tudo o que importa é deter Stillson. King demonstra o extremo altruísmo do personagem ao tomar sua decisão. Através da construção do personagem feita ao longo dos capítulos, sabemos que o personagem é capaz de tomar tal decisão. King não diz aos leitores que o protagonista vai salvar o mundo e se sacrificar no processo “porque sim”, mas porque sua índole o coloca neste caminho. O livro foi filmado em 1983 com o título de Na Hora da Zona Morta onde Christopher Walken interpreta Johnny Smith. Martin Sheen ficou com o personagem Greg Stillson e Brooke Adams interpretou Sarah. Foi considerada uma das melhores adaptações de um livro de King, com Walken conseguindo fazer uma boa interpretação do personagem. Ele realmente consegue nos passar a história de um homem íntegro e que sofre com as escolhas que a vida lhe apresenta. Alguns cortes feitos na trama prejudicaram o bom entendimento do filme como a parte em que ele fica em coma que serve para construir o personagem de Sarah e da mãe de Johnny. Mas, no fundo, é uma boa adaptação entre tantas bobagens que já fizeram com histórias do autor. Se eu posso tocar em algum ponto forte específico em Zona Morta é a construção dos personagens. Sei que isso é chover no molhado, mas King é um mestre em construir personagens comuns. Caras que você pode encontrar na rua ou serem colegas de trabalho. Não há super-poderes ou QI elevado. Johnny é um professor; Greg é um banqueiro. Ambos os personagens tem virtudes e defeitos, sem tirar nem pôr. Me recordo que ao terminar o livro, fiquei profundamente abalado pelo que aconteceu ao protagonista ao longo de toda a obra. Repetia que não era justo que um personagem como ele não fosse receber uma recompensa sequer. Mas, duas coisas que a gente aprende com King: a) o mundo não é justo; e b) o importante não é o ponto de chegada, mas a trajetória.




Ficha Técnica:


Nome: A Zona Morta

Autor: Stephen King

Editora: Suma

Gênero: Terror

Tradutora: Maria Molina

Número de Páginas: 480

Ano de Publicação: 2017


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Atualizado: 25 de Mar de 2019

Como os clássicos devem ser introduzidos a nossos jovens? É melhor começar com materiais mais contemporâneos? Vamos nos debruçar sobre esta espinhosa questão.



Oscar Wilde. Mary Shelley. Bram Stoker. Machado de Assis. José de Alencar. Aluísio de Azevedo. O que esses nomes tem em comum? A raiva e o desprezo dos estudantes ao ter que lê-los para a escola. Eu demorei a fazer essa postagem porque o meu planejamento passava por falar sobre outro assunto. E aí eu recebi através do meu perfil no Facebook essa matéria aqui, de julho de 2014, publicada na revista Galileu:

http://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2014/07/literatura-nao-tem-de-partir-dos-classicos.html

Eu já fui aluno do Ensino Médio um dia. E tive que ler todas estas obras; na verdade duas a cada semestre. Minhas aulas de literatura passavam pelo famoso decoreba das características de cada fase da literatura: gravar o que foram os cancioneiros populares, as diferenças entre o Barroco e o Arcadismo, os escritores do Modernismo e a Semana de 22. Eram aulas chatas e que não me diziam nada. Pelo que Gabriela Rodella, autora do artigo da Galileu, coloca, eu concordo com o fato de as aulas de literaturas feitas através desta metodologia serem extremamente sacais. Não foram estas aulas que me fizeram gostar de literatura. Se fossem abordadas outras metodologias como a contação de histórias ou que cada aluno ajudasse a construir o conhecimento a respeito de cada período literário, talvez o impacto fosse menor.

Os livros de ficção estão na moda. Toda vez que eu passo em uma livraria vejo um adolescente comprar um volume do Harry Potter ou do Percy Jackson. São obras que ressoam às mentes dos jovens. Transmitem frescor, juventude, descoberta. Para pessoas mais velhas, são leituras bobas e até meio previsíveis. Mas, consigo entender o apelo que uma J. K. Rowling tem com a juventude. Li do volume 1 ao 4 do Harry Potter e o que eu pude depreender que um dos pontos positivos à obra é que ela vai amadurecendo pouco a pouco. Muitos dos leitores que puderam acompanhar a série desde o seu início e ficava ávido por um novo volume viu seus personagens favoritos amadurecerem, sofrerem, ficarem felizes e ganhar coragem diante das adversidades. Coisa parecida foi tentada com Percy Jackson embora o resultado tenha sido menos espetacular. Muitos adolescentes entraram no mundo da literatura através destes livros.



Em um mundo de videogames super-modernos com histórias cada vez mais intrincadas, quando você oferece a este adolescente uma continuação de uma história que começou no videogame, é lógico que o interesse vai estar  presente. Certamente vai ter aquele garoto que quer saber o que aconteceu com Solid Snake depois de um dos muitos Metal Gear Solid ou com um dos fuzileiros do jogo Halo. É uma venda certa. Uma fórmula que vai agradar àqueles que jogaram o jogo ou fazer com que outros que nunca jogaram se interessem em jogar.

Quando a gente transporta essa ideia para os clássicos a coisa complica um pouco. Oscar Wilde escreveu no século XIX. Existia uma outra forma de se dirigir às pessoas. Outros hábitos, outros costumes e outra cultura que não é a nossa. Os interesses eram diferentes, as formas de entretenimento também. Até mesmo as preocupações eram outras. Quando um aluno precisa ler Triste Fim de Policarpo Quaresma a sua primeira reação é de estranhamento. O nível de erudição é outro. Mesmo que a história seja interessante, a leitura de um clássico exige preparo. Não podemos simplesmente jogar uma leitura de Machado de Assis no colo e esperar que ela desperte encantamento. Isso porque o aluno não foi propriamente preparado para isso.

Eu proponho sempre uma bagagem literária antes de apostar em algo mais complicado. Mesmo eu não sou capaz de ler um clássico sempre. Eu preciso alternar entre leituras simples e despretensiosas e algo mais pesado. Um aluno então precisa de um preparo maior porque ele está chegando "virgem" a um mundo completamente diferente. Concordo com a autora do artigo que é preciso mesclar esses dois tipos de literatura. Mas acho que isso precisa ser algo supervisionado. Que tal uma enquete em sala? Ou até uma troca: você pode ler isso, mas terá que ler aquilo então. Ou usar atividades lúdicas para que o aluno não sinta tanto estranhamento com a obra. Uma dramatização, talvez?

A leitura desse tipo de obra não pode substituis jamais o clássico. Isso porque este tipo de obra faz com que cresçamos como leitores e como pessoas. Achei o artigo de Gabriela pequeno e pouco aprofundado no assunto. Isso porque este tipo de questionamento sempre aparece. Se não me engano é a segunda ou  terceira vez que abordo esse assunto. E toda vez que procura comentar sobre ele, me recordo das palavras de Ítalo Calvino no livro Por que ler os clássicos:


"[...] ler pela primeira vez um grande livro na idade madura é um prazer extraordinário: diferente (mas não se pode dizer maior ou menor) se comparado a uma leitura da juventude. A juventude comunica ao ato de ler como a qualquer outra experiência um sabor e uma importância particulares; ao passo que na maturidade apreciam-se (deveriam ser apreciados) muitos detalhes, níveis e significados a mais."

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Os Sad Puppies tomaram o Prêmio Hugo de assalto. Quem eles são? O que querem? Suas críticas tem fundamento?


Na semana passada apresentei toda a discussão em torno da premiação dos Hugo Awards. E como Larry Correia e Brad Torgesen conseguiram “hackear” a premiação, escolhendo quem eles quisessem para participar dos últimos 5 finalistas. Hoje vou apresentar os motivos pelos quais ambos os autores tomaram esta atitude tão extrema e o que eles anseiam conquistar. Esta é uma postagem expositiva. De forma alguma representa a minha opinião sobre o assunto. Caso queiram conhecer um pouco mais sobre a opinião dos autores, o link do blog de Brad Torgesen está abaixo:  https://bradrtorgersen.wordpress.com/2015/02/01/sad-puppies-3-the-2015-hugo-slate/ Basicamente, a crítica dos autores se concentra em três pilares: a) a premiação ter passado a ser usada para objetivos ideológicos ou políticos; b) frequentemente as regras da premiação serem distorcidas ou manipuladas para favorecer um ou outro autor; c) não ser tolerável criticar o grupo de votantes, pois estes representariam o público em potencial. Os dois primeiros pilares podem ser analisados conjuntamente. Isto porque, segundo ambos os autores, este tipo de prática já acontecia por várias décadas. Mas que com o advento da internet e das redes sociais isto ganhou ainda mais visibilidade. Para eles, não é isso o que realmente incomoda. Faz sim com que o Sad Puppies passe a agir em prol daqueles autores menos favorecidos, mas não chega a ser mola propulsora do movimento. O problema estaria no fandom, ou seja, no grupo de fãs que se inscreveram (e pagaram a taxa de inscrição) como votantes do Hugo Awards na WorldCon. Na metade do século XX, a ficção científica e a fantasia eram dois estilos literários marginalizados e de nicho. Os autores eram vistos como seres à parte dos grandes escritores. Apenas um pequeno grupo de pessoas se consideravam fãs dos livros da chamada Era de Ouro. Muitos autores só ganharam reconhecimento décadas mais tarde como Ray Bradbury. A partir do lançamento de filmes de sucesso como Star Wars e Alien, o Oitavo Passageiro a quantidade de fãs aumentou causando um boom de novos autores de ficção buscando novos temas.



Mas, para o Sad Puppies, a mentalidade do fandom que participa do Hugo Awards não mudou. As premiações laureavam obras menos populares e mais ideologicamente direcionadas. Algumas delas tendo até uma clara orientação marxista. Estes fãs que participam das votações do Hugo Awards não estariam representando os verdadeiros fãs do gênero. Estes estariam alijados de todo o processo eletivo só podendo celebrar o seu encerramento ao consagrar um campeão. Na opinião de Larry Correia, estes votantes são apenas intelectualóides retrógrados. Além disso, esse grupo de votantes não representaria os desejos da maioria dos fãs. Isso porque eles representam apenas uma pequena parcela dos fãs que freqüentam a WorldCon. Mais alarmante é o fato de que algumas obras acabam não sendo consideradas elegíveis para receber o prêmio: livros baseados em jogos de videogame, novelização de filmes e expansões de uma franquia (como os romances de Star Wars). Ou seja, não estariam representando os gostos populares já que este tipo de obra sempre se encontra entre os mais vendidos durante as semanas de lançamento. Fãs gostam deste estilo de livros. E, a partir do final da década de 90, o movimento dos geeks passou a ser visto com melhores olhos. Geeks hoje representam uma boa parte da população norte-americana e conquistaram seu espaço de forma digna na literatura, nos filmes e na televisão. Seria natural que o Hugo Awards fosse a representação dos gostos populares, algo que Hugo Bernstein tanto lutou no início do século XX ao patrocinar a criação da Amazing Fantasies, a primeira revista que publicava contos de ficção científica. Os objetivos do Sad Puppies são basicamente três: 1) Conseguir indicar autores que normalmente não seriam elegíveis para a premiação. Pessoas como L. E. Modesitt, Eric Flint e Kevin J. Anderson que possuem uma produção extremamente prolífica, mas que nunca tiveram lobby para ganhar este tipo de premiação. Até mesmo fazer premiações póstumas a pessoas que nunca integraram os finalistas. 2) Permitir que obras baseadas em jogos ou expansões de franquias possam integrar a premiação. Com isso, as premiações ganhariam um ar mais popular e deixariam de representar a opinião de um pequeno grupo formado por eruditos. Tudo isso seria feito através daqueles que enviariam suas sugestões para o blog Sad Puppies e seria escolhido a partir da votação da maioria. A única condição é seguir o blog e apoiar a causa de ambos os autores. Através de um apoio muito maciço seria alcançado o objetivo final e mais profundo: 3) Reestruturação do formato das premiações concedidas. Através da abertura de uma discussão popular seria possível alcançar um formato ideal de votação. O modelo atual é obsoleto e ultrapassado por isso deve ser abandonado em prol de algo novo e que possa atender a um público cada vez maior do gênero. Para alcançar estes três objetivos não importariam os meios, mas os objetivos finais conquistados. Através de ações radicais como o de hackear as premiações a atenção da imprensa e da crítica especializada seria chamada para rediscutir essas premiações. Na opinião de ambos os autores nem o Nebula Awards (outro importante prêmio do gênero) estaria isento de críticas. E então o que acharam? Eu tenho minhas opiniões, mas queria ouvir a dos leitores do blog. Na próxima semana, apresentarei a reação de dois autores que responderam a Brad Torgesen e Larry Correia, George R. R. Martin (autor de Game of Thrones) e Mark Lawrence (autor de Prince of Thorns).

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