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The Tea Master and the Detective é uma trama de mistério envolta da ficção científica espacial dotada de duas protagonistas: a detetive de características inspiradas em Sherlock Holmes, e no ser de inteligência autônoma de sensibilidade sobre-humana.



Sinopse:


Uma vez, a nave-mente chamada The Shadow's Child era um transporte militar. Uma vez, ela navegava sem esforço entre estrelas e planetas, carregando tropas e tripulações para uma guerra que rasgou o Império. Até que uma emboscada dizimou sua tripulação e deixou-a ferida e quebrada.


Agora que a guerra acabou, e a The Shadow's Child, sobrevivendo contra todas as expectativas, consegue fugir. Descarregada e lutando para sobreviver, ela não tem planos para voltar ao espaço. Até que a arrogante e irritadiça estudiosa Long Chau vem para vê-la. Long Chau quer recuperar um corpo para estudos científicos: uma tarefa simples o suficiente e com um bom pagamento.


Mas quando o corpo que ela encontra revela ter sido assassinado, a simples tarefa se torna uma vasta e complicada investigação, levando inexoravelmente de volta ao passado - e, mais uma vez, àquele vácuo insustentável onde a The Shadow's Child quase perdeu tanto a sanidade quanto a vida...





Se por um lado temos progressos em desenvolver sistemas de inteligência autônoma capazes de emular ou compreender sentimentos humanos, abstrair e formular tons de voz conforme a situação ou maneira de expressar; de outro temos pessoas confinadas em metas, horários e compromissos, avaliando tudo através de valores numéricos, transformando a mente em um sistema programado a interpretar interações alheias como entrada de dados. Em seguida processando e fornecendo respostas adequadas. O terceiro lado, o da ficção, nos lembra da existência de pessoas sistemáticas muito antes dos avanços da tecnologia computacional, cuja capacidade de dedução é extraordinária, embora falhe no convívio social e tenha vícios psicotrópicos. A autora Aliette de Bodard engloba todos esses parâmetros nas protagonistas de The Tea Master and the Detective, publicado em 2018 por meio da JABberwocky Literary Agency, Inc.

“Long Chau não passava de uma cliente. E The Shadow’s Child precisava atender, pouco importava o quão excêntrica essa cliente poderia ser.”

Long Chau visita a nave The Shadow’s Child, cuja tecnologia é a de um sistema autônomo, agindo independente de pilotos ou de quaisquer operadores, apenas robôs coordenados pela nave para mantê-la operacional. Enquanto naves semelhantes transportam passageiros pelo espaço sideral, The Shadow’s Child sofreu um trauma com antigos passageiros, desde então ela prepara entorpecentes para viajantes do espaço. Long Chau é a nova cliente, em busca desta mistura antes de ir recolher um corpo morto para “estudo acadêmico”, só que ao longo desta tarefa ela deduz o passado da nave ao ponto de a cliente deixar a nave incomodada, apesar de pagar tudo em dia. Long Chau revela ser detetive particular, porém investiga esse caso o qual ninguém pagaria. Ela só está nele porque, segundo a própria, é capaz de resolver; já The Shadow’s Child quer saber além, dar o troco na habilidade de dedução da detetive, ou quem sabe pela personalidade dela atrair o interesse da nave. Seja qual for o motivo, revelará muito sobre Long Chau e as pendências do passado.

“― Não cometa a besteira de deduzir que ela possua poderes mágicos.”

De ambientação espacial, esta novela foca na interação entre a detetive e a avatar da nave capaz de fazer o chá entorpecente. Com as características dessas personagens demonstradas por meio da narrativa, o leitor as assimila conforme acompanha a interação desconfortável à nave desde o começo e da indiferença quanto a detetive dotada de várias semelhanças ao famoso personagem de Arthur Conan Doyle. Tais semelhanças influenciam também no enredo, a cada parágrafo revelando a trama de mistério desta ficção científica, e o passado a ser desvendado revela muito sobre as protagonistas.



Fazendo parte do universo compartilhado de outras histórias da autora (o universo Xuya), The Tea Master and the Detective poderia mostrar mais dessas características em comum. Por focar na trama entre as duas personagens, os detalhes alheios à preocupação delas são pouco aprofundados, dificultando o entendimento do contexto desses por talvez estarem mais claros nas outras obras. Mesmo assim o foco da autora na trama central contribui para a narrativa concisa, as cenas entregando o essencial a saber sobre Long Chau e a conspiração pertinente dela, exceto por uma cena em particular conduzida por diálogos extensos entre as protagonistas fornecendo informações sobre elas mesmas entre o começo e o meio da novela.


The Tea Master and the Detective traz um sistema de inteligência autônomo expressivo de sentimentos e uma detetive de carne e osso, apesar de pragmática como um sistema operacional, somada ainda a características semelhantes de Sherlock Holmes. Ao apresentar as protagonistas, a trama segue o caso de mistério com sucessão rápida, concisa conforme todo o enredo nesta novela a dizer muito em poucas palavras, apesar de certas brechas mexerem com esse equilíbrio.

“Ela não é inocente. Apenas deixou de ser culpada. Isso faz diferença.”

* citações traduzidas pelo resenhista









Ficha Técnica:


Nome: The Tea Master and the Detective

Autora: Aliette de Bodard

Editora: JABberwocky Literary Agency, Inc.

Número de Páginas: 66

Ano de Publicação: 2018


Link de compra:

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Yang e Loh continuam a sua jornada rumo ao sul em busca de uma maneira para derrotar o mal que se apossou do mundo. Para isso eles partem em uma jornada para conhecer melhor a si mesmos e para buscar aliados.



Sinopse:


“O mundo de Yang” é, em uma primeira leitura, uma aventura leve e muito bem-humorada. Porém, nas entrelinhas das ações hilárias do garoto Yang, ou dos aforismos tão confusos e profundos do mestre Loh, o leitor encontra metáforas e analogias que o levam para uma jornada de aprendizado e reflexão.

Agora chegou a hora de continuar essa jornada com “O mundo de Yang – Rumo ao Sul”. Com essa publicação, inicio uma nova fase para os personagens Yang e Loh – que agora se juntam a novos personagens, novas aventuras e novos aprendizados.





Essa é a continuação de uma HQ que eu li nas férias de janeiro e eu me apaixonei pela escrita do Orlandeli. Logo, eu estava com muitas expectativas para este segundo volume. Só que eu acabei me decepcionando um pouco com as ideias e o andamento da história. E, assim, só para deixar claro, o autor explicou um pouco dos percalços que ele teve na escrita desse segundo volume, o quanto ele teve vários compromissos profissionais e alguns problemas pessoais. Portanto, é bastante compreensível que os leitores vão ter opiniões bem divididas acerca de Rumo ao Sul. É decepcionante, mas diante do que o Orlandeli expôs (e ele foi bastante honesto em seu relato logo no começo da HQ) dá para entender porque pode ser uma experiência dividida.


A HQ é composta de três pequenas narrativas, sendo as duas primeiras no formato antigo de publicação de O Mundo de Yang, no estilo de tirinhas, e a última já em um formato mais periódico e com continuidade, que parece ser o objetivo do Orlandeli daqui para frente. A primeira história é uma espécie de um prólogo onde Loh e Yang debatem os passos a serem seguidos e o quanto eles ainda precisam percorrer como guerreiros. Na segunda história temos a apresentação dos dois novos personagens, a Harumi e o Moman. Nela, a gente vê como os novos personagens apresentam uma nova dinâmica ao grupo, principalmente no que diz respeito à Harumi e ao Yang. A última história é uma pequena história sobre como devemos ser verdadeiros com nós mesmos e o quanto a presença de amigos nos apoiando é importante para o nosso emocional.


Artisticamente falando, o Orlandeli continua sensacional. Quero destacar a última história onde ele passa a inserir cores na narrativa. Como uma simples cor amarela pode mudar a maneira como você enxerga o cenário. Os objetos parecem ter mais profundidade e perspectiva. E isso é apenas um truque da mala de ferramentas do Orlandeli. A Harumi é uma personagem ótima para trabalhar expressões faciais e ele faz isso muito bem. Gosto do contraste entre a seriedade da Harumi e a espontaneidade do Yang. Isso é traduzido na postura, nos gestos e no rosto dos personagens. É arte nos pequenos detalhes e o artista faz isso bem. Senti falta das ousadias artísticas que eu vi no primeiro volume e em Olhos de Barthô e eu estou sendo um pouco mais chato porque sei o quanto o Orlandeli é talentoso e consegue entregar mais. Então nesse ponto eu vou deixar a minha crítica, mas isso de jeito nenhum tira a qualidade do que é entregue aos leitores. Eu apoiei a HQ no catarse e apoiaria qualquer coisa do Orlandeli em um piscar de olhos.



Vou tentar não entregar tanto da história e me focar mais nos personagens. A interação entre Loh e Yang já era muito engraçada no primeiro volume. Com a entrada da Harumi, isso cria todo um manancial de possibilidades para o artista. Isso porque a Harumi é o protótipo da guerreira séria, que treina todos os dias e dedica sua existência à missão que lhe foi dada. Já o Yang é um personagem que não planeja as coisas, não tem lá muito talento ou concentração para treinos e prefere agir no improviso. Ele possui um imenso potencial para dispor de habilidades especiais, mas nenhuma disciplina para entender como elas funcionam. É isso o que a HQ vai trabalhar no longo prazo: como fazer Yang se tornar o "escolhido" sem fazer com que ele perca sua essência leve e divertida. Os demais personagens estão ali para lhe darem suporte, mas ao mesmo tempo para agirem como eles mesmos, fazendo com que os arcos narrativos se tornem mais longos.


Não tenho como não falar do Moman. À primeira vista a gente acha que o personagem é simples, sendo mais um alívio cômico do que qualquer coisa. Até o momento em que o Orlandeli nos surpreende. Lembro de ter rachado o bico com toda a sequência entre o Yang e o Moman. Já o mestre Loh acabou ficando um pouco de lado neste volume. Quando precisávamos de alguma frase sábia, lá aparecia o mestre Loh. Mas, eu acho que o mestre pode render algumas boas histórias. Trabalhar a sua relação com cada um dos outros três personagens, suas dúvidas quanto à missão, uma possível impaciência com o jeito leve do Yang. E outra pergunta: cadê a Voz??? Ela não apareceu aqui. Em nenhum quadro. A menos que eu tenha entendido errado e a ideia da Voz fosse algo metafórico. Se for, eu realmente não captei isso.


Não quero tocar muito nos temas porque uma das graças de ler qualquer HQ do Orlandeli é entender um pouco da sua filosofia. Mas, saibam que as histórias acabam se voltando bastante para o que cada um de nós é em sua individualidade. Não devemos todos ser iguais porque não somos construídos dessa forma. Cada um tem sua maneira de se expressar em relação à realidade que o cerca. Yang é completamente diferente de Harumi que é diferente de Moman. E isso está ótimo. Ganhamos mais sabedoria a partir do momento em que entendemos a nós mesmos. Em que nos colocamos diante de nossos critérios em relação ao mundo. Se desejamos mudar, mudamos. Se queremos estabilidade, permanecemos. É a nossa escolha e não a escolha dos outros.


Enfim, Rumo ao Sul continua a ser uma leitura divertida e reflexiva, com personagens que eu aprendi a gostar. Contudo, me decepcionei um pouco porque havia criado muita expectativa em relação a esse volume e tinha vindo de duas HQs sensacionais. Mas, algumas sementes são plantadas aqui e tenho certeza que irão germinar em boas histórias no futuro.












Ficha Técnica:


Nome: O Mundo de Yang - Rumo ao Sul

Autor: Orlandeli

Editora: Auto-publicado

Número de Páginas: 60

Ano de Publicação: 2019


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Tags: #omundodeyangrumoaosul #orlandeli #yang #mestreloh #harumi #moman #bemcontraomal #essencia #identidade #futuro #amizade #ficcoeshumanas






Na última parte desta matéria sobre tradução, Jana Bianchi vai comentar sobre gênero na língua inglesa e as peculiaridades por trás da transição para o português.



Playlist da série de postagens:


Parte 1 - Apresentação

Parte 2 - O Dilema do Idioma

Parte 3 - O Desafio do Balão de História em Quadrinhos

Parte 4 - Desventuras da Vida de Frila



O português é uma língua muito capciosa. OU: percebeu que escrevi esse texto inteiro tentando escapar de flexões de gênero?


Escolhi encerrar com esse tópico porque eu amo a língua brasileira, mas ela sabe como ser capciosa, e todo dia é um show de lambada diferente que levo dessa malandra. E não estou só falando isso porque nossa língua tem algumas conjugações verbais e regras malucas fazendo quem traduz, escreve e revisa ficar parecendo a Nazaré Confusa diante de alguns dilemas, mas sim porque ela é estruturada de tal forma que escolher como falar é um verdadeiro ato político.


Opa, as coisas escalaram rápido demais, né? Vou mais devagar: o português brasileiro pode ser tudo, mas não é neutro. Em quase nenhum sentido, mas especialmente na questão de gênero. As palavras em sim têm gêneros, que nem sempre equivalem ao gênero de quem ela representa. A palavra onça, mesmo falando de um felino macho, é uma palavra feminina. “Um baita mulherão” é um elogio feito… bem, a uma mulher. E mesmo palavras supostamente neutras, como o adjetivo “inteligente” ou o substantivo “dentista”, precisam ser usadas com muito malabarismo para que nada na sentença denuncie o gênero da pessoa que estamos descrevendo ali.


Essa é uma questão com a qual temos que lidar de maneira consciente. Eu tive que me esforçar, por exemplo, para escrever esse texto inteiro sem definir o gênero das pessoas hipotéticas a quem me referi — “quem traduz” em vez do masculino genérico “tradutor”, ou do longo “tradutor ou tradutora” (que ainda por cima não contempla pessoas não-binárias ou de gênero neutro), “público final” em vez de “leitor” ou “leitor ou leitora” e assim por diante. E isso pode parecer bobo em um texto como esse, mas: 1) em algumas circunstâncias, uma escolha editorial dessa pode ter uma força tremenda e 2) a mudança vem da ação, e não só da ideia.



Sobre 1: minha primeira tradução da vida foi o livro Monstros e criaturas, um manual de RPG para crianças. Assim que comecei a traduzir as primeiras páginas, tive a sensação maravilhosa de que seria um livro que a Janinha de seus oito, dez anos amaria ler. E isso, meio sem querer querendo, me fez imaginar eu mesma mais nova como público-alvo da minha tradução. Eu, que passei a infância inteira gostando de “coisa de menino”, que fiquei feliz sem entender o porquê quando li a série Fronteiras do universo aos dez anos e me vi na protagonista incrível vivendo altas aventuras fantásticas. Com isso em mente, traduzir “você precisa ser muito corajoso” ou “você pode ser um caçador de dragões” passou a ser… insuficiente. Um pouco errado, até. Foi quando decidi fazer o possível para eliminar todas as marcações de gênero que dissessem respeito à criança lendo o livro. “Você precisa ser muito corajoso” virou “você precisa ter muita coragem”, e “você pode ser um caçador de dragões” virou “você pode caçar dragões”, para citar exemplos hipotéticos. E nossa, como isso fez diferença na direção que dei para a minha carreira — e gosto de pensar que fez muita diferença na vida de quem pegou esse livro para ler e se identificou. Não vou me alongar muito sobre essa experiência porque já falei sobre isso nesse fio do Twitter, mas também porque ainda não terminei.


Bom, tudo isso que eu falei aí em cima serve para todas as ocasiões em que precisamos escrever, não necessariamente traduzir. Mas tem hora que olha… traduzir de línguas de gênero neutro, como o inglês, deixam a gente de cabelo em pé. Por exemplo, já imaginou que dá para passar facilmente páginas e páginas de um texto em inglês sem saber os gêneros de personagens de uma história, mas que fazer isso em português dá um trabalhão danado? E se quem escreveu quiser manter segredo e fizer de propósito? A pessoa que está traduzindo que lute para resolver isso. Recentemente, o incrível e queridíssimo Petê Rissatti me contou que passou por uma situação dessa (com um livro cujo título não me lembro mais), a ponto de ter que voltar a tradução inteira apagando as marcações de gênero de uma determinada pessoa porque fazia parte da trama descobrir de que gênero ela era só no final (o que me lembra que o próprio Petê escreveu esse texto muito legal sobre gênero na tradução).


E assim, essa questão toda de gênero é só um dos aspectos capciosos da nossa língua. Só para não terminar o texto sem destacar algumas outras coisas, aponto 1) a preferência do português pela voz ativa — o que faz a gente ter que dar altos duplos twist carpados idiomáticos para determinar certinho o sujeito de orações em inglês que se viram muito bem obrigada sem eles e 2) o tamanho exagerado da terminação dos advérbios de modo, que é “-mente” em português versus um simples “-y” na maioria dos casos em inglês — o que faz a gente ter que cortar loucamente alguns advérbios que quem escreve coloca exageradamente no texto, mas tudo isso muito cuidadosamente para não acabar invariavelmente simplificando demais o original (alerta de advérbios usados ironicamente no texto).



Conclusão: há muito mais entre o céu e a terra da tradução do que sonha nossa vã vontade de corrigir a tradução alheia. Traduzir é um trabalho difícil, complicado e cheio de pegadinhas, mais parecido com escavar um fóssil linguístico do que com jogar um texto em uma língua no funil de uma fábrica e ir recolher a tradução pronta e indefectível do outro lado. É uma profissão que exige muita pesquisa, muita curiosidade e muito, muito carinho pelas línguas envolvidas — especialmente pela de chegada — e pelo material que está sendo trabalhado.


Quero terminar o texto agradecendo todas as pessoas que traduzem. Ainda que Turma da Mônica, Menino Maluquinho e Castelo Rá-Tim-Bum tenham uma enorme parcela de participação em quem sou hoje, eu não seria a mesma pessoa se também não tivesse experienciado A História Sem Fim e Harry Potter. E não é exagero dizer que as palavras de Maria do Carmo Cury e de Lia Wyler forma tão importantes na minha vida quanto as de Michael Ende e J. K. Rowling.


Há poucos anos, quando eu ainda trabalhava com engenharia, uma das coisas que mais me incomodava era a sensação de que não estava fazendo nada de útil para o mundo. Por um tempo, cheguei a achar que a única alternativa para sentir essa satisfação seria trabalhar com saúde ou segurança. Mas aí enxerguei a tradução sob a ótica justa e descobri que esse é o jeito de contribuir com o funcionamento e com a beleza do mundo da forma que mais combina comigo. Traduzir é um dos ofícios mais subvalorizados que eu conheço, e ainda assim quem se dedica a isso continua a escavar esqueletos fascinantes inteiros, ossinho por ossinho.


Se você terminou esse texto enxergando a tradução com outros olhos, vou te fazer uma proposta: abra o livro que você mais ama, ou talvez o que está lendo nesse momento, e veja quem traduziu essa obra. Se quiser e puder, vá nas redes sociais e mande uma mensagem de carinho para essa pessoa. É o jeito mais simples e valioso de traduzir a importância que ela tem para você.


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*Jana Bianchi é escritora, tradutora de livros, quadrinhos e jogos de tabuleiro, editora-chefe da Revista Mafagafo, cohostess do podcast Curta Ficção e passeadora de lobisomens. Entre outros, publicou a novela Lobo de Rua (2016, Dame Blanche) e contos em antologias e revistas como Trasgo, Somnium e Dragão Brasil. Pode ser encontrada no site janabianchi.com.br e no Twitter e no Instagram como @janapbianchi.




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